Arquivo de fevereiro, 2009
20/02/2009 - 19:06
A Livraria Alpharrábio, de Santo André (Rua Eduardo Monteiro, 151, Jardim Bela Vista), no Grande ABC paulista, e a Livraria Folha de Rosto, de São Paulo (Rua da Consolação, Centro, São Paulo), lançam dois livros que eu organizei e que já foram lançados no Recife : ARRAES NA BOCA DO POVO (Cordéis & Repentes), publicado pela Fundação João Mangabeira / PSB (Brasília, 2007), e OUTROS POEMAS & INÉDITOS, de Ascenso Ferreira, publicado pela Panamérica Nordestal Editora (Recife, 2006). Os lançamentos ocorrem na quinta-feira, dia 19, na Alpharrábio, de Santo André, e, sexta-feira, dia 20, na Livraria Folha de Rosto, de São Paulo. Tudo acontece a partir das 18 horas. Os lançamentos, em Santo André e em São Paulo, contam com o apoio da CNI-Confederação Nacional da Indústria, da UBE – União Brasileira de Escritores (São Paulo) e do jornal literário “Linguagem Viva” (www.linguagemviva.com.br).
JUAREIZ CORREYA
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16/02/2009 - 12:43
Enviei, em julho/2003, cópia dos três registros anteriores ao escritor e amigo potiguar Manoel Onofre Jr., que reside em Natal. Ele me escreveu imediatamente, no mesmo mês :
“Outras afinidades entre Palmares e o Rio Grande do Norte :
a) Dom José Pereira Alves, terceiro bispo de Natal, é palmarense. Intelectual, fundou o jornal católico DIÁRIO DE NATAL;
b) Joaquim Ferreira Chaves Filho, recifense, deixou a Promotoria Pública de Palmares (1874) para ser promotor no Rio Grande do Norte, exatamente na Comarca de Martins (minha terra!). Ferreira Chaves foi depois Desembargador, Senador, Governador do Estado (duas vezes) e Ministro da Justiça”.
E, agora, para cimentar ainda mais esses laços de irmandade, transcrevo este comentário que li na coluna JC Negócios, de Fernando Castilho (JORNAL DO COMMERCIO, Recife, 19/08/2003) :
“Embora o Governo que lançou, ontem, seu programa de recuperação de quase 10 mil quilômetros de estradas esteja falando na duplicação da BR-101 no trecho Salvador (BA) – Natal
(RN), convém lembrar que hoje, no Ministério dos Transportes, só existe projeto para o trecho Natal até Palmares (PE), ainda assim dependente de autorização para a conclusão da licitação
para o projeto de engenharia (…) A DUPLICAÇÃO ENTRE NATAL E PALMARES REDUZIRIA O TEMPO DE LIGAÇÃO ENTRE OS TRÊS ESTADOS…” (destaque meu).
E atenção estradeiros : a duplicação da BR-101 já está sendo realizada pelo Governo Lula, desde o segundo semestre de 2008, e, como já está prevista a sua abertura oficial para dezembro deste ano, sabemos agora que falta pouco para que Natal e Palmares fiquem ainda mais próximas, e, com certeza, mais irmanadas.
JUAREIZ CORREYA
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13/02/2009 - 13:37
No lançamento da primeira edição do meu livro ASCENSO, O NORDESTE EM CARNE E OSSO, em Natal, no ano de 1998, na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, o poeta e pintor Dorian Gray Caldas me procurou para fazer uma revelação : o pintor palmarense Murillo La Greca era, segundo suas pesquisas, uma presença pioneira na história das artes plásticas do Rio Grande do Norte. Eu não sabia. E, em companhia do contista, memorialista e poeta Manoel Onofre Jr. e do poeta e dramaturgo Racine Santos, lembramos as figuras do poeta Ascenso Ferreira e do romancista, dramaturgo e diretor teatral Hermilo Borba Filho, também palmarenses, que haviam trilhado caminho idêntico ao de Murillo La Greca : nasceram na cidade pernambucana de Palmares, se projetaram no Recife e participaram da vida as artes plásticas, da poesia e do teatro, da cidade de Natal, em décadas distintas do século 20. Está mais do que provado na documentação existente sobre a relação de Murilo La Greca com os artistas plásticos natalenses, na década de 20, de Ascenso Ferreira com Câmara Cascudo e Veríssimo de Melo, nas décadas de 40 e de 50, e de Hermilo Borba Filho com o grupo do Teatro Escola de Natal e com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, na implantação do Curso de Teatro, na década de 60.
Também palmarense, nos anos 90 do século passado tive a oportunidade de promover, em Natal, lançamentos de livros de e sobre Ascenso, e coordenei a edição da antologia POESIA VIVA DE NATAL, organizada por Manoel Onofre Jr., publicada, em co-edição, pela Fundação Capitania das Artes, da Prefeitura de Natal, e pela Nordestal Editora, do Recife, em homenagem ao 400o. aniversário de fundação da capital potiguar. Deve existir ainda muita coisa entre Palmares e Natal que não conhecemos.
JUAREIZ CORREYA
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12/02/2009 - 12:38
Preparei, em 1995, com o amigo comum de Ascenso, o escritor Veríssimo de Melo, em Natal, o lançamento do livro POEMAS DE ASCENSO FERREIRA, edição comemorativa do Centenário de Nascimento do Poeta (Nordestal Editora, Recife, 1995). Veríssimo era um santo de casa fazendo milagres e deu tudo certo. Presidia o Conselho Estadual de Cultura, acertou o lançamento junto com a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, e eu viajei a Natal no dia programado para o evento. Não o conhecia pessoalmente e confesso que me surpreendi um pouco com a figura : eu o imaginava mais velho, e, por isso mesmo, mais quieto. Mas ele era a inquietação em pessoa. Antenado, articulado, fez de tudo mesmo para o lançamento ser um sucesso. No salão da Academia, bebemos um bom uísque patrocinado pelo poeta Diógenes da Cunha Lima, presidente da instituição, e, após a minha apresentação da nova edição do livro de Ascenso, Veríssimo recitou, num só fôlego, sem omitir um verso sequer, o mais longo e completo poema ascensiano – “Oropa, França e Bahia”.
No final de tudo, ele mobilizou alguns escritores para um jantar em certo restaurante natalense. Eles seguiriam em dois carros e eu iria no carro de Veríssimo de Melo. À saída do edifício da Academia, ainda no pátio, Verissimo urinou com alegria de menino no tronco de uma mangueira. Entendi que o nosso anfitrião já estava meio embriagado e sugeri que deveríamos acompanhar os nossos amigos nos carros deles. Veríssimo ficou putíssimo com essa história e me pegou pelo braço :
– Deixe de besteira, poeta. Você vai comigo no meu carro. Me obedeça. Eu tenho idade para ser seu pai. Você vai comigo. Não se meta a besta ! Quando estou bêbado eu dirijo melhor do que Emerson Fittipaldi !
Entrei no jipe russo de Veríssimo de Melo e ele saiu, do centro da cidade até o restaurante no bairro do Tirol, em desembestada velocidade pelas ruas de Natal.
JUAREIZ CORREYA
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11/02/2009 - 16:12
Quando promovemos o lançamento da antologia POESIA VIVA DE NATAL, organizada por Manoel Onofre Jr., no ano do quarto centenário (1999) da capital potiguar, co-editada pela Nordestal Editora e Fundação Capitania das Artes, da Prefeitura de Natal, encontrei, finalmente, a poetisa Clotilde Tavares. Eu só a conhecia de referências muito agradáveis – particularmente para mim – feitas pela minha amiga recifense Andréa Mota, que era amiga do seu irmão, também poeta, Bráulio Tavares. É que, segundo Andréa, Clotilde havia se apaixonado pela minha poesia, quando conheceu o meu livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA (1982), e falava abertamente de sua admiração e mesmo do seu desejo de me conhecer pessoalmente nas muitas vezes em que visitara o Recife. Isso nunca havia acontecido, embora, ainda por informação de Andréa, elas tivessem tentado esse encontro.
Finalmente, na noite do lançamento da antologia organizada carinhosamente por Manuel Onofre Jr., com a participação de 25 poetas natalenses, inclusive Clotilde, encontro a poetisa, na sede da Fundação Capitania das Artes. Eu estava em companhia de João Guarani, meu segundo filho, ela veio ao meu encontro, nos apresentamos, e ela, visivelmente emocionada, retirou da bolsa um exemplar do livreto AMERICANTO, publicado em 1975, do livreto O AMOR É UMA CANÇÃO PROIBIDA, publicado em 1979, e do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA, publicado em 1982, todos muito amassados, repuxados, meio desmontados, quase rasgados…
– Está vendo ? Estão assim de tanto uso. Eu uso mesmo, sempre usei. Já disse os teus poemas até em vôo de avião… É, você mexeu muito comigo. Eu já fiz cada uma por causa da tua poesia… E quando eu bebia então era um caso sério. Em todo bar que eu chegava, em qualquer lugar, tinha que dizer tua poesia. Aqui em Natal mesmo os meus amigos já não aguentavam mais e diziam : lá vem Clotilde de novo com aquele poeta que só ela conhece !!!
JUAREIZ CORREYA
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09/02/2009 - 17:55
Lembram a antiga e popularíssima saudação do astrólogo Omar Cardoso – “Bom dia ! Bom dia mesmo !” – , no seu programa de rádio ? O ex-vice-prefeito do Recife, agora vereador, médico e escritor Luciano Siqueira , diariamente, no seu excelente blog LUCIANO SIQUEIRA (lucianosiqueira;blogspot.com) apresenta um poema selecionado com a bela saudação “Bom dia, poeta…” É um BOM DIA mesmo, para quem lê o blog e para o poeta destacadado por orientação da sua rara sensibilidade. E, assim que recebeu, por e-mail, o meu livreto POEMAS DO NOVO SÉCULO, já cuidou o atento blogueiro de postar com um agradável “Bom dia, Juareiz Correya” o meu poema Gosto de Gostar, escrito a partir de um belo verso de Solano Trindade : “Gosto de gostar gostando”.
Leiam o blog LUCIANO SIQUEIRA, literatura e opinião política da melhor qualistria, um link deste jornal que muito nos orgulha divulgar.
JUAREIZ CORREYA
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09/02/2009 - 15:24
COMENTÁRIOS RECEBIDOS POR E-MAIL DE AMIGOS, ESCRITORES, PROFESSORES,
SOBRE O LIVRETO POEMAS DO NOVO SÉCULO
ROBERTA MALTA, psicóloga (Recife, PE) :
“Sou uma privilegiada em receber em primeira mão poemas de um livro que você vai lançar no ano vindouro !
Estou lendo com calma, “saboreando-os”, mas “o meu amor” chamou deveras a minha atenção.
Escreves com a alma, por isso é lindo tudo o que pões no papel. “
malta_roberta@yahoo.com.br
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ERIVAM FELIX , professor, pesquisador, escritor (Recife, PE) :
“Recebi a amostragem do seu livro POEMAS DO NOVO SÉCULO.
Você não apenas enfrentou e venceu desafios, mas, acima de tudo, estabeleceu-se como um poeta de vanguarda pelo seu dinamismo e pela sua independência criativa.”
erivamfv@hotmail.com
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EUNÁPIO MÁRIO, poeta ( Recife, PE) :
“Parabéns, poeta ! Dá para ter uma idéia do que vem por aí. E por falar em viés ideológico que sustenta seus questionamentos e sua luta cotidiana (Luiz Carlos Monteiro), mando-lhe um poema que faz referência a um mal que tem se desenvolvido neste novo milênio.”
eunapiomario@bol.com.br
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CÉSAR GIUSTI, poeta, professor universitário (Recife, PE) :
“Faz bastante tempo que não nos vemos !
Ainda era jovem, quando te deixava entrar em salas de aula para divulgares os petardos poéticos, vestidos com jaqueta indigo-blue…
Aqui, na UFPE, tenho um projeto digital sobre a literatura pernambucana que precisas conhecer. Dá-me notícia extra-Jornal do Juareiz.
Grato pelo envio dos poemas e um abraço.”
cesargiusti@gmail.com
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MARIA DO CARMO CAMPOS, poetisa,professora universitária (Porto Alegre, RS) :
“Obrigada pelo envio dos seus poemas. Vou ler com atenção.
Gostei do modo generoso da apresentação e da estrutura ano a ano. (Preciso pensar em organizar meus poemas para uma próxima publicação)”
mccampos@terra.com.br
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GERUSA LEAL, poetisa, ficcionista (Recife, PE) :
“Muito bom, Juareiz. Gostei muito de O homem armado e Limites urbanos.”
inter.g@terra.com.br
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LUIZ CARLOS ALBUQUERQUE, psiquiatra, escritor (Recife, PE) :
“Obrigado, Poeta !
Bela amostra de autêntica e inspirada poesia. O tempo passa e você continua mais afiado.”
lwizcarlos@terra.com.br
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06/02/2009 - 13:44
Os meus contatos do LIMÃO, HOTMAIL, IG e OI estão recebendo, por e-mail, em arquivo word, desde a primeira quinzena de janeiro/2009, uma espécie de livreto eletrônico que reune textos selecionados do meu livro inédito POEMAS DO NOVO SÉCULO. Alguns desses textos já estão postados aqui no JORNAL DO JUAREIZ e outros serão postados nos próximos dias que viveremos. Temos um novo século inteiro ! E vamos vivê-lo.
POEMAS DO NOVO SÉCULO é um livro que estou escrevendo, ao longo desta primeira década do Século 21, sem pressa, ou qualquer esquematização, apenas por viver a minha vida e deixar a poesia viver em mim. Hoje o livro já tem mais de 130 poemas prontos.
O livreto enviado aos meus amigos e amigas da Internet reproduz apenas estes 9 poemas, com registros dos seus lugares de origem e devidamente datados (é de forma cronológica que os poemas serão apresentados no livro) : “Ao nascimento do Século 21 e do Terceiro Milênio” (Palmares, 2000), “A nossa cidade” (Palmares, 2001), “O meu amor” (Palmares, 2002), “Aos homens” (Palmares, 2003), “O homem armado” (Palmares, 2004), “Limites urbanos” (Olinda, 2005), “Gosto de gostar” (Olinda, 2006), “Verbo dádiva” (Recife, 2007), “A Poesia” (Recife, 2008).
Tem mais um detalhe : o livreto está enriquecido com opiniões do poeta e crítico literário pernambucano Luiz Carlos Monteiro e da poetisa e ficcionista luso-brasileira Maria de Lourdes Hortas.
Os leitores deste blog, interessados em receber o livreto, podem me enviar os seus pedidos por estes meus e-mails : panamericanordestal@ig.com.br e juareizcorreya@hotmail.com
JUAREIZ CORREYA
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05/02/2009 - 11:55
LIMITES URBANOS
A insegurança bate à tua porta
Como uma venda lotérica
Um anúncio de jornal
Ou um pedido de pão.
A rua te assalta
Com postes acesos
À luz do dia
E as casas não te encontram
Portas não te abraçam
Janelas não te vêem.
Ônibus e carros buzinam
Estragos desenfreados
Sobre os nervos do teu medo.
Estás só como ninguém
Crucificado na paisagem
Desaparecido na vertigem
Do passeio da tua casa à cidade
Sozinho como uma multidão cega
Perdido no teu próprio sequestro
Sem resgates ou exigências
Como um número que não conta
Um nome que não existe.
JUAREIZ CORREYA
(Jardim Atlântico, Olinda,
março, 2005).
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