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Arquivo de janeiro, 2009

30/01/2009 - 17:45

“POESIA VIVA DA CIDADE” HOMENAGEIA SÃO PAULO

 

 

     O blog POESIA VIDA DA CIDADE (www.jcorreya.blog-se.com.br), que publicamos no portal COMUNIQUE-SE (www.comunique-se.com.br) , homenageou, em dez postagens, neste mês de fevereiro, os 455 anos de fundação da Cidade de São Paulo, com poemas de Dalila Teles Veras (”Remate de Males”), Cláudio Feldman (”Lamentação do Tietê”), Álvaro Alves de Faria (”A Cidade”), Caio Porfírio Carneiro  (”São Paulo – Ontem / Hoje”), Levi Bucalem Ferrari (”Ônibus 307 – Jardim Paraíso”), Frederico Barbosa (”Quando chove”), Maria Rita Kehl (”Pinheiros”), Ilka Brunhilde Laurito (”Igreja da Consolação”), Glauco Mattoso (”Soneto ao Martinelli”), Jurema Barreto de Souza (”Canção para Marília”), Ulisses Tavares (”Enquanto isso numa grande cidade da América Latrina…”) e Rosani Abou Adal (”Futuro néon”). 

 

     Os poemas publicados no blog fazem parte da antologia POESIA VIVA DE SÃO PAULO, a ser publicada ainda neste primeiro semestre de 2009 em homenagem ao aniversário da cidade.  A antologia reune textos de mais de 80 poetas paulistas, destacando-se, entre outros, além dos nomes acima citados, Alberto Beuttenmuller, Arnaldo Antunes,  Betty Vidigal, Carlos Felipe Moisés, Carlos Frydman, Cláudio Willer, Donizete Galvão, Eduardo Alves da Costa, Erorci Santana, Eunice Arruda, Hamilton Faria, Horácio Costa, Ieda Estergilda de Abreu, Izacyl Guimarães Ferreira, João Scortecci, Joca Reinners Terron, Jorge Mautner, Luiz Roberto Guedes, Mariana Ianelli, Mirian Paglia Costa, Neyde Archanjo, Nelson do Reis, Otoniel Santos Pereira, Régis Bonvicino, Renata Pallottini, Roberto Piva, Sérgio Galli e Zhô Bertholini.  

 

JUAREIZ CORREYA

Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/01/2009 - 14:17

DALLANORA NOTARO, GERUSA LEAL, JOSÉ TERRA, LIZ PETROLINI

DALLLANORA NOTARO
(Sobre “O Poeta Marginal Marconi Notaro seria um blogueiro ?” )

” Juareiz, fico muito emocionada ao pensar que papai poderia estar botando pra lascar com a Internet. Beijos no coração. “
 dallanoranotaro at hotmail.com

GERUSA LEAL
(Sobre “Pequenas Histórias Reais, 4″ )

“Amei essa história, Juareiz. Interessante um poeta censurar um poema. Mais interesssante do que ser publicado numa revista pornô… Pois é, já tive aspas inseridas em texto meu premiado, pelo revisor, para publicação nos anais do prêmio, sem consulta prévia, descaracterizando totalmente o discurso indireto livre… Na segunda publicação já não permiti que o trucidassem assim…
Abraço, seu blig é gostoso de ler.”
 http://www.flor-de-gelo.blogspot.com /  inter.g at terra.com.br

JOSÉ TERRA
(Sobre “Revolução Poética : um dia irão marchar os poetas”)

“Juareiz, muito bom o seu poema !… com certeza é um dos seus melhores !”
 http://jose-terra.blogspot.com /  joseterra1912 at hotmail.com

LIZ PETROLINI
(Sobre “Gaza : fim do massacre, hora de Paz”)

“Estou feliz de ler seu jornal, querido Juareiz. Perfeito ao juntar a poesia que alegra e encanta ao apelo em abaixo-assinado a favor da PAZ entre a Palestina e Israel, enfim, no Planeta. Interessante saber que você sofreu por conta da ditadura, que foi preso, grande história de vida. Minhas congratulações, querido poeta.”
 lizpetrolini at yahoo.com.br

Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/01/2009 - 14:30

ERA OBAMA

 

 

Jesse James do  Mundo,

Comerciante do Mundo,

Cão-de-Guarda do Mundo,

Leão-de-Chácara do Mundo,

Xerife do Mundo,

Legislador do Mundo,

Juiz do Mundo,

Agora os “broder” dos Estados Unidos 

Pensam que o seu Presidente 

É o Presidente do Mundo.  

JUAREIZ CORREYA

(Recife, janeiro / 2009)

Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/01/2009 - 17:26

LUZ NO CORAÇÃO DA VIDA (2)


NA EMERGÊNCIA CARDIOLÓGICA

Não dormi. Djane também não dormiu, recostada a um canto, visivelmente cansada, mas de prontidão, como um bombeiro, um soldaldo, um salva-vidas, um anjo-da-guarda. Ficou ao meu lado, como se quisesse dizer alguma coisa, não falava ou se movia por isso, mas eu percebia, talvez por inquietação e pelo visível sofrimento dela.
Chegou o café para todos : pacientes e acompanhantes. A maioria dos doentes, nas suas macas, tinha companhia – mulheres, irmãs, irmãos, filhos e filhas, outros parentes, conhecidos, amigos…
Djane não quis tocar em nada. Teve o cuidado de pedir que me servissem logo : uma fatia de mamão, pão, levemente assado, papa de aveia, café com leite. Comi tudo, menos a papa. Ao meu lado, um paciente, já aproximado de mim, puxando papo, disse :
– Essa gororoba não serve muito, veja só que papo de papa !, mas dá pra tapear a fome. E adiantou que já estava mesmo com saudade do seu café da manhã, em casa, no bairro de Casa Amarela, onde era comerciante. Não faltava nunca um bom pedaço de carne-de-sol ou de charque assada. Me perguntou se eu era artista, se cantava. Eu disse que não. E ele :
– Mas parece. Eu mesmo sou compositor. Tenho uma músicas arretadas em casa. Quem gravar vai fazer sucesso.

Djane me adiantou que tinha pedido a Guesto para avisar a José, em Rio Doce, e a João, no Pina. E que já havia telefonado para Leda. Ela ainda dormia. Deixou recado com Maria, pedindo para que Leda se comunicasse com Dr. Hermilo sobre a minha situação.
Já eram oito horas da manhã quando a estudante-atendente da entrevista veio me procurar. Conversou um pouco com Djane e falou comigo, disse que estava liberada do plantão, ia para casa, que eu tivesse paciência, o atendimento não era dos melhores mas era o único que o Osvaldo Cruz podia fazer naquele momento, ia para casa pensando em mim e desejando que eu me recuperasse logo, talvez não me visse mais precisando de tratamento quando ela voltasse na terça-feira, ia depender de mim e dos médicos, me deu as mãos, pequenas, brancas, delicadas como a sua figura, senti o seu carinho, me senti bem, Djane ali perto, ela ficou tão próxima de mim, num quase-abraço, que eu poderia beijá-la, apertei as suas mãos ao encontro do meu peito, ela pareceu entender meu coração, disse “meu nome é Ellen”, se despediu, falou ainda com Djane e sumiu, entre macas, pacientes, acompanhantes, enfermeiras, pelo corredor estreito (e que parecia não ter fim ) da Emergência do Hospital Osvaldo Cruz.

JUAREIZ CORREYA

Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/01/2009 - 14:24

PATRÍCIA POEMA

 

 

Não és Poeta,

uma palavra nada fêmea

que nos dias de hoje

não tem sexo

ou até querem que seja

hermafrodita, bissexual.  

És tudo o que a Poesia

desde a sua gênese

cria e significa  :

a Beleza mais completa,

humana e verdadeira 

- Teu nome é Poema.  

JUAREIZ CORREYA

(Recife, janeiro / 2009).

Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/01/2009 - 19:33

PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS (6)

 

 JORNAL MAIS REALISTA DO QUE TELEVISÃO

     Trabalhava no “Diário do Grande ABC”, de Santo André (SP), no ano de 1971. à noite, na revisão, e, num caderno de variedades, assinava a coluna REGISTO, onde noticiava e comentava literatura, teatro, artes plásticas, música popular, televisão…  O caderno não era propriamente cultural e a coluna ficava mesmo na base de notícias e comentários sobre a variada produção artística local, do ABC paulista e até brasileira.  Era aberta e movimentada, mesmo nos limites do pequeno espaço de um canto de página ao lado da Coluna Social, do amigo Serafim.  Fausto Polesi, nosso diretor de redação e um dos proprietários do jornal, gostava, embora, algumas vezes, me chamasse a atenção por causa da linguagem desabusada (”Você não está escrevendo para o Pasquim…” ) e, quando eu criticava, de forma dura, na maioria das vezes, coisas da televisão, ele pedia : “Procure ver o lado positivo da televisão.”

     No mais, tudo bem.  Eu ficava à vontade para escolher os assuntos e escrever e, no final do mês, conseguia o rendimento de um bom “bico” (uns 30%  do que eu ganhava como revisor, empregado, do jornal). 

     Certo dia, fiquei indignado com uma medida descabida tomada pelo Ministro das Comunicações de então, o Sr. Higino Corsetti, sobre programas ao vivo das emissoras de televisão, tipo Sílvio Santos, Hebe Camargo, Chacrinha, Flávio Cavalcanti, essas coisas…   A medida do Ministério das Comunicações era a seguinte :  os programas de auditório seriam gravados com antecedência, receberiam inserções  e cortes julgados necessários, posteriormente, e,  seriam exibidos  “ao vivo”, em seguida, como coisa que prestasse…  Critiquei o absurdo de tal medida com o seguinte título encimando o texto : NADA.  Sim, não era nada essa tal medida.  Assim eu a classificava.  E adiantava, no texto, que nos livrassem,  de uma vez por todas,  de programas desse tipo, tirando-os do ar sem mais nem menos.  Retirar esses programas do ar, sim, SERIA ALGUMA COISA. 

     No dia seguinte, com o meu texto todo riscado de vermelho sobre a mesa, Fausto Polesi me disse que a coluna estava “fora do ar”, digo, do jornal.  

 

JUAREIZ CORREYA

Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/01/2009 - 17:15

PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS (5)

 

TODO NORDESTINO É UM CAMELÔ ?

 

     Três meses após a minha chega a São Paulo, em 1970, fui incluído na antologia paulistana  POETAS DA CIDADE – SÃO PAULO – 2, graças à amizade do jornalista e poeta Ramão Gomes Portão e à generosidade do editor italo-brasileiro  Renzo Mazzone, da ILA Palma, pequena editora que eie dirigia em São Paulo, responsável pelo projeto dessa série editorial que já havia publicado, inicialmente, poetas de Jundiaí (SP).  Renzo estava muito animado com o seu projeto e, conversando comigo, nas imediações do Viaduto do Chá, pensou rápido  : eu era o poeta mais jovem da antologia – tinha apenas 19 anos de idade – e ele ia divulgar o livro na TV Cultura…  Fez a proposta :  me levaria para a entrevista, comprovando que o trabalho apostava na renovação poética paulistana, a minha presença seria uma prova irretocável disso.  Tremi nas bases, temi por essa história, minha poesia era apenas uma coisa iniciante, e recusei prontamente.  Ele ainda renovou o convite, tentador, mostrando como seria uma boa oportunidade para a divulgação dos meus futuros trabalhos…  Irredutível, disse simplesmente que não tinha a menor condição de fazer isso.  Ele rebateu, balançando a cabeça, incrédulo :

     – E pensar que os teus irmãos do Nordeste fazem de tudo só pra vender bugigangas aqui no Viaduto do Chá !!!

 

JUAREIZ CORREYA

Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/01/2009 - 18:24

POEMAS DO NOVO SECULO (4)

 

O HOMEM ARMADO

(fragmento)

……………………………………..

A Patria armada 

Não tem hino ou bandeira

Governantes e cidadãos

Não tem corpo, território amado,

Nem identificado coração. 

A Patria armada

Só tem dinheiro e armas

Não fabrica Paz

Nem procria Alegria.  

Em suas casas ruas e cidades

A Pátria armada

Destroi vidas

Como numeros inuteis.  

Todos os dias

O sangue sacrificado

Semeia mortes :

A Patria armada

Enlameada constroi

Com a sua monstruosidade

A Eternidade do Nada. 

A Patria armada

É só uma Mãe Assassina

E assassinada.  

JUAREIZ CORREYA

(Palmares, maio / 2004)

Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/01/2009 - 19:20

O “POETA MARGINAL” MARCONI NOTARO SERIA UM BLOGUEIRO ?

 

 

     Meu amigo e parceiro Marconi Notaro (dizem que o seu disco, gravado aqui no Recife em 1973, está muito bem valorizado na Internet…), inquieto e inventivo, datilografava (leiam bem, da-ti-lo-gra-fa-va !, montava, e imprimia na Lemac, copiadora que existia na Rua 7 de Setembro, no bairro da Boa Vista, do Recife, os primeiros fanzines da cidade : “A Gaveta” e, depois, o “Sítio-Ação”.  Tudo muito experimental, mas, distribuído, imperiodicamente, nas mesas do bar “Casarão 7″ (com a Livro 7, do Tarcísio Pereira, e o Teatro 7, do Marcus Siqueira).  Bem, a redação dos fanzines era mesmo nas mesas do Casarão 7, onde se bebia (muito), se comia (pouco), se namorava (bastante).  E de onde saiu até casamento, como o do próprio Marconi.  

     Compositor e cantor, com um disco gravado na Rozenblit (Marconi Notaro no sub-reino dos metazoários), e poeta publicado (tinha um livro, POR ACASO NO OCASO, produzido por meio da clássica edição “do autor” ou “do bolso”), era autor de um belo poema – “Não tenho imaginação para mudar de mulher” – gravado no seu disco, onde ele expressa bem o que é a sua poesia, toda criada como uma conversa de bar, da forma mais coloquial possível.  Autor de versos como estes, que eu publiquei na mini-antologia RECITY RECIFE, um projeto de literatura em cordel  bem recebido pela Casa da Cultura de Pernambuco mas não levado adiante : 

     NUM GOLE SÓ -  “Não se começa um poema /  com provavelmente. / Começa-se com “não se começa.” /  Os hebraicos / diziam coisas-com-coisas / mas tudo em hebraico / e sou analfabeto de pai e mãe / nesse idioma./  Provavelmente / não se começa o mundo / em Roma / e nem lá se termina. / É que nem o amor / dado, /  que outro não existe./  De blás blás constantes. / ininterruptamente / constantes, / caminho metros de cerveja / e nada busco / senão a diferença /  mais fria possível / desses olhares gulosos / remelentos de ociosidade. /   Na esquina se grita : / “ei, menino, / interpretar /  nada tem com interditar, / e essa metralhadora aí / na sua mão / não é de fogo de artifício não, ouviu ?” /  Em seguida um ratatá / que nem sonhe / ser de máquina de costurar abrigos./  Já os egípcios / faziam coisa-com-coisa … / e enormes. /  Despreocupo-me inteiramente / das formas piramidais / como poeticais. /  A cerveja, sim, deixa-me / assim : / sobriamente um cidadão nacional. /  Foi zero a zero / mas lutaram bastante , / quem morreu foi o bumba-meu-boi / que com chifre de papelão / não se mata ninguém. /  Lá fora vem uma fumacinha / negra com brilho de progresso / e os ciganos não dizem / nada-com-nada, / só o índio é que morre / de gripe : /  baratíssimos esses índios. / Amanhã  sempre é um clichê / que nunca sai em diário / nem na televisão / para não acontecer ao povoléu / – plebe rude – /  pensar na idiotice / de pensar. / E nós aqui / dividindo-se / e eles lá / se juntando / que nem farinha num enorme angu. / É, /  bêbado não sabe dizer / coisa-com-nada.

     Estes versos de Marconi, mais um poema sem título e os poemas “Dimensão” e Recife Recite” foram publicados, no folheto RECITY RECIFE (Casa da Cultura de Pernambuco, Recife, 1976), junto com versos de Vital Corrêa de Araújo, Lea Tereza Lopes, Arnaldo Tobias e Juareiz Correya.  

     Não se tem mais notícia de Marconi Notaro : ele faleceu há poucos anos. Esse esquecimento já faz parte natural do processo de desmemoria da cidade do Recife.  Lembrá-lo (viram o exemplo ?) é sempre bom.  E fico imaginando Marconi Notaro, do jeito criativo dele, vivendo essas coisas de agora, navegando no mundo da Internet, com um blog, blogueiro bem assumido.  Xeroqueiro ele era de mão cheia.  Imaginem.  Estaria pra lá de depois…, como ele, poeta mais sacador do que fingidor e sofredor, costumava dizer.  

 

                                                   JUAREIZ CORREYA 

                                                     (Recife, 2008).

Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/01/2009 - 20:05

CORPOS DUBLADOS

 

 

Teu corpo

Não é o teu corpo, Angelina Jolie.

Teu corpo

Não é o que ama, Sandra Bullock. 

Teu corpo

Não é o que brilha, Kate Winslet.

Teu corpo

Não é essa bunda, Jennifer Lopez.

Teu corpo

Não é o que fode, Juliette Binoche.

Teu corpo

Não é carne virtual, Sonia Braga.

Teu corpo

Não é o deflorado, Bruna Lombardi.

 

Teu corpo

Não é esse orgasmo, Cleo Pires.   

 

E onde estão as almas de vocês ?

Todas têm, também, na Terra, suas dublês ?  

 

JUAREIZ CORREYA 

(Casa Amarela, Recife, dezembro 2007)

 

 

 

Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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