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E-books infantis escritos por José Guimarães.
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Sinopses:
O Ursinhno Chorão
Quando Cláudia chegou à casa de Maria, ela brincava com o seu ursinho de pelúcia.
- Que gracinha! – Cláudia se admirou. – Como é o nome dele?
- Ih, Cláudia, sabe que ainda não sei? – Maria respondeu, passando a mãozinha na cabeça.
- Por que não chama ele de Marquito?
- Marquito? Marquito?… Não. Marquito é um nome sem graça.
- Chama ele de Leão, então.
- De Leão… De Leão também não.
- De… Tigre!
- Também não. Meu ursinho é manso e Tigre não é manso.
- Ah, já sei! De… Não sei nada não. Esqueci.
- Acho que vou chamar ele de Bíli.
- De Bíii-li?
O Pintinho Amarelinho e os Patinhos Nadadores
Certo dia, um pintinho amarelinho estava à procura de sua mãe. Andava desesperado pelo quintal à procura da galinha. Procurou no poleiro, não a encontrou. Perto da cerca também não. Ele ficou mais desesperado ainda.
Mamãe Pata, à beira do lago, vigiava os filhinhos dela. Eles brincavam alegremente na água. Ao ver o pintinho ali tão triste, Mamãe Pata logo lhe perguntou:
- O que está fazendo aqui, Pintinho?
- Procurando minha mãe. A senhora por acaso sabe onde ela está?
- Não sei. Sinceramente, não sei.
O pintinho olhou para o chão, pensativo. Depois para o alto. Olhou para o chão novamente.
- Você está muito triste – disse-lhe Mamãe Pata. – Faz tempo que sua mãe saiu?
- Faz. Procurei ela um tempão. Já fui até lá na beira do cercado e não a encontrei.
Ele fazia um esforço muito grande para não chorar. Porém, como não conseguia conter as lágrimas, chorou de verdade, comovendo ainda mais Mamãe Pata, que lhe propôs:
- Por que você não fica aqui conosco um pouco? Pelo menos até sua mãe chegar.
O Porquinho no Espelho
Bion era um menino que não gostava de tomar banho. Não só não gostava de tomar banho, como também não gostava de jogar lixo na lixeira. Só jogava fora dela.
- O espaço fora da lixeira é muito maior, por isso a gente erra o alvo – desculpava-se sempre.
Só isso? Não! Não só isso. Detestava também fazer muitas outras coisas que o manual de boas maneiras recomenda. Como, por exemplo, não lavar as mãos regularmente. Além disso, na rua, chutava tudo o que encontrava pelo caminho. Falava constantemente palavrões e ainda bancava o respondão.
Quando tomava sorvete, então, saboreava a guloseima bem devagar, que era para despertar inveja nas crianças. Aí, lambuzava o rosto, a roupa, as mãos, o chão, enquanto caminhava na rua tranquilamente. Os lábios dele chegavam a ficar da mesma cor do sorvete. Ele não se importava com isso e não os limpava.
Na escola, era o único a sentar-se isolado, porque ninguém gostava de se sentar perto dele. Mas não pense você que Bion se chateava com isso. Nem um pouco. Ao contrário, ficava contente e se achava o máximo.
- Bion, Bion, Bion… – sua mãe vivia lhe dizendo. – Você ainda vai sofrer muito na vida por causa desse seu comportamento esquisito.
















