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24/09/2009 -  06:21     

Ministério Público pede proibição da venda dos refrigerantes H2OH! e Aquarius Fresh

O Ministério Público Federal do Distrito Federal ajuizou na terça-feira (22) uma ação civil pública na 1ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal pedindo a proibição da comercialização dos refrigerantes H2OH! e Aquarius Fresh, produzidos, respectivamente, pela Pepsi Cola Indústria da Amazônia Ltda e pela Coca-Cola do Brasil.

De acordo com a ação, os dois produtos possuem nomes que remetem à água, mesmo sendo refrigerantes de baixa caloria, o que poderia confundir e até prejudicar a liberdade de escolha do consumidor, apesar de constar em seus rótulos que são refrigerantes.

Sendo assim, o MPF afirma que o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) não poderia autorizar o registro das marcas, pois ambas ferem a lei de propriedade industrial que proíbe sinal que induza a falsa indicação quanto à origem, procedência, natureza, qualidade ou utilidade do produto ou serviço a que a marca se destina.

“Tal situação demonstra desrespeito ao Código de Proteçâo e Defesa do Consumidor, principalmente, em relação aos princípios que estabelecem a transparência e harmonia nas relações de consumo, a boa-fé”, relata a ação. A ação pede ainda que os produtos passem por reformulação para que se adequem a legislação.

A Folha Online tentou entrar em contato com as duas marcas na tarde desta quarta-feira, mas não teve sucesso. Assim que as empresas responderem ao contato, suas versões serão acrescidas ao texto.

 Autor: da Folha Online

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01/08/2009 -  15:24     

Liberar remédio fortalece vírus da gripe suína, diz governo

 

Apesar das pressões para que o Tamiflu (antiviral usado contra a gripe suína) seja liberado para todos os pacientes com sintomas que procurem hospitais, o Ministério da Saúde informou ontem que não vai modificar o protocolo atual de prescrição do medicamento.

A pasta criticou ainda medidas como a de Passo Fundo (RS) e do Rio de Janeiro, que tornaram o remédio mais acessível, pois afirma que o vírus A (H1N1) pode se tornar resistente ao medicamento.

Pelo protocolo, o Tamiflu é indicado apenas para pessoas com fatores de risco ou em estado grave e deve ser usado em, no máximo, até 48 horas a partir do início dos sintomas.

Mas em São Paulo e no Rio de Janeiro surgiram contestações a essa estratégia.

Para o Ministério Público Federal paulista e o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, há uma “aparente contradição” na recomendação.

Ambos dizem que, muitas vezes, um paciente com gripe vai ao hospital sem se enquadrar nesses critérios e é dispensado. Quando busca o hospital novamente, já em estado grave, não pode mais receber o remédio, pois as 48 horas já passaram.

“Tenho o relato de um paciente de São José do Rio Preto [438 km do SP] com quem aconteceu isso e ele veio a falecer. O protocolo está sendo ineficiente, porque as mortes estão crescendo”, diz o procurador Jefferson Aparecido Dias.

Ele enviou ontem pedido de explicações ao ministério sobre essa política. A pasta terá dez dias para dar a resposta. Após analisá-la, Dias pode entrar com ação contra a medida.

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24/07/2009 -  09:06     

Ministro pede que grávida evite local fechado para não pegar gripe suína

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou às pessoas, principalmente às grávidas, que evitem ficar em locais fechados. A sugestão foi feita como mais uma forma de evitar a gripe suína no país, que já causou 34 mortes desde maio.

 

Em programa de rádio, Temporão citou medidas como lavar as mãos, cobrir tosse e espirro com lenço descartável e não compartilhar objetos pessoais. E completou: “Eu diria que é uma recomendação inclusive para as mulheres grávidas evitarem ficar muito tempo em ambientes totalmente fechados. Porque esses ambientes podem permitir a circulação do vírus e aumentar a probabilidade de contaminação”.

 

Reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal) informa que as gestantes estão no grupo de risco da doença. “As grávidas são mais vulneráveis ao vírus porque têm a imunidade reduzida”, diz o infectologista Caio Rosenthal, do Instituto Emílio Ribas.

 

“No ambiente fechado, é mais fácil você se encontrar próximo de uma pessoa e é local onde existe dificuldade de dispersão do vírus”, afirma Mauro Salles, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

 

O número de mortes no país subiu ontem para 34 –16 no Rio Grande do Sul, 12 em São Paulo, 5 no Rio e 1 no Paraná. Médicos infectologistas dizem que os ambientes fechados a ser evitados pelas gestantes são os sem janelas e aqueles onde há aglomeração. Citam como exemplo cinemas, teatros, ônibus, metrô, escritórios com ar-condicionado, shoppings, elevadores, bares, restaurantes, igrejas e supermercados.

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18/07/2009 -  19:08     

Brasil só produzirá vacina contra gripe A em 2010

 

A vacina para combater a influenza A (H1N1) no Brasil só será produzida pelo Instituto Butantã a partir de 2010. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, negou que a ausência de uma vacina ainda para este ano se deva ao fato de a Organização Mundial da Saúde (OMS) não ter enviado a cepa do vírus ao Butantã..

A vacina, segundo Guimarães, irá combater uma “eventual segunda onda” da pandemia no Brasil, prevista pelo ministério para o próximo inverno. “A vacina não servirá agora, mas esse não é um problema grave”, avaliou.

O secretário reforçou que as pessoas que apresentam sintomas gripais devem se precaver procurando atendimento médico em postos de saúde e ambulatórios. “Apenas os que tiverem um agravamento [do quadro clínico] serão encaminhados para hospitais de referência”, disse. O Brasil já teve 11 mortes confirmadas e registra 1.175 casos. O Ministério da Saúde está divulgando boletins estatísticos apenas às quartas-feiras.

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16/07/2009 -  09:12     

Reconhecida legalidade no ressarcimento de serviços de saúde prestados pelo SUS aos beneficiários de planos de saúde

A juíza federal Mônica Neves Aguiar da Silva, relatora convocada, em julgamento da 5ª Turma do TRF da 1ª Região, negou apelação da Unimed Sete Lagoas (Cooperativa de Trabalho Médico) por considerar constitucional ato da Agência Nacional de Saúde Suplementar que solicitou o ressarcimento de serviços de atendimento à saúde previstos nos contratos com seus associados, prestados em instituições públicas ou privadas, conveniadas ou contratadas, integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

A Unimed Sete Lagoas (Cooperativa de Trabalho Médico) recorreu contra a Agência Nacional de Saúde Suplementar, alegando inconstitucionalidade do artigo 32 da Lei nº 9.656/98. Argumentou inexistência de caráter indenizatório, mas sim tributário, dos valores cobrados dos atendimentos prestados pelo SUS aos usuários, sendo portanto, ilegal a cobrança.

 

O artigo 32 da Lei n.º 9.656/98 estabelece que “serão ressarcidos pelas operadoras a que alude o art. 1º os serviços de atendimento à saúde previstos nos respectivos contratos, prestados a seus consumidores e respectivos dependentes, em instituições públicas ou privadas, conveniadas ou contratadas, integrantes do Sistema Único de Saúde – SUS”.

 

Em seu voto, a relatora informou que a constitucionalidade da referida norma foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento da ADIn n.º 1.931, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa, julgada no ano de 2003.

 

A magistrada também utilizou o julgado para explicar que o ressarcimento ao Poder Público, dos serviços de atendimento que a rede hospitalar de saúde pública prestar ao contratado do plano, só atinge os atendimentos previstos em contrato e que forem prestados aos respectivos consumidores e seus dependentes, por instituições públicas ou privadas, conveniadas ou contratadas integrantes do SUS. Ressaltou também que não há ilegalidade na disposição contratual que assegurou a cobertura desses serviços que, não atendidos pelas operadoras no momento de sua necessidade, foram prestados pela rede do SUS e por instituições conveniadas e, por isso, devem ser ressarcidos à Administração Pública, mediante resoluções internas da Câmara de Saúde Complementar.

 

Apelação Cível nº 2000.38.00.039002-2/MG

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07/07/2009 -  09:36     

Estudo sugere cafeína como forma de combater Alzheimer

Os amantes do café podem ter uma nova desculpa para tomar mais um copo, depois que um experimento realizado na Flórida (EUA) mostrou que uma dose de cafeína equivalente a cinco xícaras diárias de café fez com que ratos com sintomas de mal de Alzheimer recuperassem a memória.

 

A cafeína reduziu de forma significativa os níveis anormais de proteína beta-amiloide –um dos principais responsáveis do Alzheimer– no cérebro e no sangue dos ratos, segundo cientistas da Universidade do Sul da Flórida, que publicam os resultados de seu estudo na versão digital do “Journal of Alzheimer’s Disease”.

 

“Este é um dos experimentos mais promissores sobre o Alzheimer em ratos até o momento”, disse Huntington Potter, diretor do Centro de Pesquisa do Mal de Alzheimer (ADRC, em inglês) da Flórida.

 

Segundo o autor principal do estudo, o neurocientista Gary Arendash, do ADRC, “a descoberta é uma evidência de que a cafeína pode ser um tratamento viável para o mal de Alzheimer, e não simplesmente uma estratégia protetora”.

 

Agora, os cientistas do ADRC e do Centro Byrd da Universidade da Flórida esperam poder realizar testes clínicos para avaliar se a cafeína pode beneficiar pessoas com transtornos cognitivos leves ou em uma fase adiantada do Alzheimer.

 

A equipe já pôde comprovar que uma única dose de cafeína reduz, em humanos, os níveis de beta-amiloide no sangue, mas seria necessário um estudo com prazo maior –seis meses, pelo menos– para avaliar se melhora a memória em pacientes com Alzheimer.

 

O cientista afirma que não duvidaria em recomendar às pessoas que não têm hipertensão e que não estão grávidas uma dose diária de 500 miligramas de cafeína, preferivelmente em forma de café ou comprimidos. Essa dose equivale a cerca de cinco xícaras de café.

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07/07/2009 -  09:24     

Reduzir estômago aumenta risco de fratura e de cálculo

Pessoas que fazem cirurgia de redução de estômago possuem quase duas vezes mais risco de ter pedra nos rins e de sofrer fraturas relacionadas à deficiência de cálcio e de vitamina D no organismo, revelam novos estudos nas áreas de endocrinologia e de urologia.

 

Um dos trabalhos, com 9.278 pessoas, foi publicado no “Journal of Urology”. Durante cinco anos, pesquisadores da Johns Hopkins University avaliaram 4.639 pacientes que fizeram a cirurgia e compararam com número idêntico de obesos que não se submeteram à redução de estômago.

 

Eles observaram que 7,65% daqueles que fizeram a cirurgia foram diagnosticados com pedra nos rins, enquanto apenas 4,63% das pessoas do grupo controle tiveram o problema.

 

Segundo o urologista José Carlos de Almeida, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, o aparecimento de cálculos renais foi discutido no último congresso americano de urologia, pois a cirurgia bariátrica passou a apresentar problemas que antes não eram conhecidos pelos especialistas.

 

“Esse estudo trouxe à tona uma informação que não existia de forma clara. Percebíamos que havia um aumento no número de casos, mas não tínhamos como afirmar que existia essa relação”, diz.

 

De acordo com Almeida, a formação das pedras acontece porque a cirurgia de redução do estômago altera o metabolismo e aumenta o nível de oxalato no organismo. O oxalato é um elemento importante na formação dos cálculos renais -cerca de 90% das pedras são formadas por ele.

 

Além disso, Almeida diz que as cirurgias bariátricas também diminuem a absorção de magnésio e de citrato -duas substâncias que ajudam no processo de diluição do oxalato. “Todas as pessoas têm cristais de cálcio na urina. Se elas não tiverem magnésio e citrato em quantidade suficiente, elas poderão formar cálculos”, avalia.

 

Thomaz Szegö, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, diz que a possibilidade de formação de cálculos é um dos principais incentivos para que os pacientes se mantenham hidratados. “Durante a perda intensa de peso, o metabolismo se altera. Se o paciente consegue manter o fluxo renal adequado [bebendo bastante água], é possível prevenir o aparecimento das pedras.”

 

Fraturas

 

Os pacientes que se submetem a cirurgias bariátricas também têm quase duas vezes mais risco de sofrer fraturas, especialmente de pés e de mãos. Os resultados, ainda preliminares, vêm de um novo estudo apresentado no congresso da Sociedade Americana de Endocrinologia, no mês passado.

 

Os pesquisadores selecionaram 142 pessoas que fizeram cirurgia bariátrica de 1985 a 2004 nos EUA. Foram avaliados o tipo de cirurgia, estilo de vida e condições nutricionais. Depois, foram analisados as datas e locais da fratura e os mecanismos que a provocaram.

 

“Nós já sabíamos que há uma dramática e extensa perda óssea após a cirurgia bariátrica, mas não sabíamos o que isso significava em termos de fratura”, afirmou Jackie Clowes, uma das autoras do estudo.

 

As pessoas foram acompanhadas durante seis anos. Nesse período, 36 sofreram 53 fraturas, a maioria delas nos braços e nos pés. Também foram relatadas fraturas no quadril, na espinha dorsal e no úmero. “O aumento da incidência de fraturas não é um fenômeno que ocorre logo após a cirurgia, mas sim anos depois.”

 

O estudo não aponta, porém, quais os mecanismos envolvidos na maior incidência de fraturas. De acordo com Marise Lazaretti Castro, presidente da regional paulista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, a hipótese que poderia explicar as fraturas a longo prazo é o fato de haver, após a cirurgia bariátrica, deficiências graves de vitamina D e cálcio. “As pessoas começam a ter diarreias, têm menos absorção dos nutrientes”, afirma a médica.

 

Castro diz que existem opções para contornar o problema. “O paciente tem que fazer a reposição desses nutrientes [que são menos absorvidos]. E não pode jamais abandonar o tratamento”, alerta a médica.

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01/07/2009 -  08:52     

Câmara confirma 1º caso de gripe suína no Congresso

Foi diagnosticado o primeiro caso de gripe suína no Congresso. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, uma funcionária que trabalha em sala próxima ao presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), e que esteve na Argentina, está de licença médica e só deve voltar ao trabalho na próxima semana. Na segunda-feira da semana passada, a funcionária esteve na Câmara se sentindo mal e procurou o médico. Ao fazer exames, foi constatado o vírus H1N1. De acordo com a assessoria da presidência da Casa, não há mais risco de contaminação, mas funcionária permanecerá mais essa semana em sua residência.

 

Segundo o Ministério da Saúde, até ontem o Brasil tinha 625 casos de influenza A (H1N1). O Estado de São Paulo responde pelo maior número de infectados, 308, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro, com 67 e 66, respectivamente. Santa Catarina tinha 46 doentes e Rio Grande do Sul, 40. Apesar de 142 pacientes terem contraído o vírus dentro do Brasil, o ministério considera a transmissão limitada, sem evidências de sustentabilidade.

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14/06/2009 -  18:25     

Mitos sobre o uso de adoçante circulam na internet

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07/06/2009 -  18:18     

Vai a 36 total de casos de gripe suína no Brasil

O Estado de Sã O Ministério da Saúde confirmou na tarde de hoje mais um caso de influenza A (H1N1), a gripe suína, no Estado do Rio de Janeiro. Com isso, chegam a 36 os casos confirmados no País. De acordo com o ministério, o paciente apresentou os sintomas da doença após retornar de viagem ao Canadá. Ele está em isolamento domiciliar e passa bem. Pessoas que tiveram contato próximo com o paciente estão em monitoramento. O Estado de São Paulo concentra o maior número de casos confirmados: 15. Em seguida vem o Rio de Janeiro, com 9, e Santa Catarina, com 5. Os demais ocorreram no Mato Grosso (2), Tocantins (3), Minas Gerais (1) e Rio Grande do Sul (1). Apesar de nove contágios terem ocorrido dentro do País, o ministério considera a transmissão limitada.  Outros 45 casos suspeitos estão sendo monitorados nos Estados de São Paulo (17), Minas Gerais (1), Paraná (4), Rio de Janeiro (5), Rio Grande do Norte (2), Rondônia (2), Distrito Federal (3), Espírito Santo (2), Pernambuco (1), Santa Catarina (6) e Goiás (2). Até o momento, 411 casos foram descartados.

 

FONTE: Agência Estado

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07/05/2009 -  16:38     

Nova lei não persegue os fumantes, diz José Serra

A lei que proíbe o uso de fumo em locais fechados e coletivos no Estado de São Paulo foi sancionada na tarde desta quinta-feira pelo governador José Serra, que descartou a perseguição aos fumantes, mas sim ao fumo. “A lei é contra o cigarro e não persegue os fumantes. É de domínio público que as pessoas que convivem com o cigarro, ainda que passivamente, acabam sofrendo de problemas coronários e respiratórios de uma maneira maior”, afirmou Serra.

 

A partir da sanção da lei, os estabelecimentos comerciais têm 90 dias para se adequar às novas regras. Pela lei, não será permitido consumir cigarros, charutos, cachimbos ou qualquer produto ligado ao fumo e estabelecimentos como bares, restaurantes, cinemas, shopping centers e bancos.

 

A fiscalização, que de acordo com a estimativa do governador deve ser feita por cerca de 500 pessoas, será aplicada pela Vigilância Sanitária e pelo Procon. “A nova legislação defende a saúde pública, evitando que as pessoas fiquem expostas à fumaça tóxica, cancerígena do cigarro”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.

 

Para o secretário de Justiça, Luiz Antônio Marrey, “as dúvidas que forem levantadas até a lei entrar em vigor serão discutidas e, até a entrada em vigor da lei, serão de domínio público”. “Por se tratar de uma lei nova, é normal que ainda existam muitas dúvidas, mas o prazo de 90 dias será suficiente para que tudo possa ser melhor detalhado”, afirmou.

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21/04/2009 -  11:43     

Bactéria multi resistente contamina 8 em hospital do PR

O Hospital Universitário de Londrina, órgão suplementar da Universidade Estadual (UEL) e um dos mais importantes do norte do Paraná, suspendeu, desde sexta-feira, os atendimentos no Pronto Socorro e novas internações na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), em razão de uma bactéria detectada em oito pacientes. A bactéria foi identificada como “Klebsiella spp”, altamente resistente a antibióticos e capaz de provocar infecções graves, que podem levar à morte. Outros sete estão sob suspeita, aguardando resultados de exames.

 

Um trabalho de desinfecção está sendo realizado, mas não há prazo para a normalização dos serviços. De acordo com a coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do hospital universitário, Cláudia Carrilho, o micro-organismo foi detectado no fim de fevereiro em um paciente transferido de outro Estado. O paciente ficou alguns dias no Pronto Socorro e, quando identificada a presença da bactéria, acabou isolado em um quarto, onde permanece até agora. “A disseminação é muito rápida”, disse Carrilho. Por isso, foi feito o pedido para interrupção de internamentos e para o fechamento do Pronto Socorro.

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19/04/2009 -  11:50     

Seu filho respira pela boca enquanto dorme?

Sete da manhã — o pequeno, que já deveria estar de pé, mal consegue sair da cama. Está sonolento, cansado demais para ir à escola. Os pais insistem, a criança se esforça e, na sala de aula, aparecem as sequelas da noite mal-dormida: ela fica apática ou irritada, sem prestar atenção em nada. Se o seu filho anda passando por isso, olho atento ao narizinho dele. Os médicos estão cada vez mais convencidos de que esse órgão essencial para a nossa respiração, se não utilizado adequadamente, pode estar por trás de um inesperado efeito dominó. “Quando as crianças respiram pela boca, o cérebro recebe pouco oxigênio, o que prejudica a capacidade de atenção e o rendimento escolar”, afirma o otorrinolaringologista Manuel de Nóbrega, da Universidade Federal de São Paulo.

 

Essa relação é tão estreita que uma pesquisa inédita, realizada na Universidade de São Paulo, revela que a respiração bucal pode desencadear ou agravar o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em crianças. A ortodontista Carolina Marins, autora do estudo, confirmou o elo após acompanhar meninos e meninas com o problema (veja a nota: parece até outra menina). “Aqueles que voltaram a respirar pelo nariz apresentaram uma melhora impressionante no desempenho escolar e no quadro de TDAH”, conta ela.

 

É bom que fique claro: nem toda criança que respira pela boca está fadada a ter déficit de atenção e hiperatividade. “Cada coisa é uma coisa, e apenas em alguns casos os dois problemas estão relacionados”, alerta a fonoaudióloga Janete Barbosa, de Porto Alegre, que há 20 anos cuida de crianças com a síndrome da respiração bucal (SRB). Como os dois distúrbios comprometem o aprendizado infantil, muita gente se confunde. Daí, ela sugere um time de especialistas para fazer o diagnóstico correto.

 

O psicólogo ou o psiquiatra podem confirmar se é mesmo um caso de TDAH. Já o otorrinolaringologista, o odontopediatra e o fonoaudiólogo irão investigar o que está impedindo o pequeno de respirar pelo nariz. “Às vezes, pode ser um simples mau hábito, de quando a criança chupava o dedo ou tomava mamadeira”, diz Janete.

 

As causas ainda podem ser orgânicas — desvio de septo e crescimento do tecido que reveste as cavidades nasais, conhecido como adenoide — ou funcionais, quando deflagradas por rinite, sinusite e alergias respiratórias. “Em todas essas situações, o ar não passa livremente pelas vias aéreas superiores e a criança compensa aspirando pela boca”, diz Manuel de Nóbrega.

 

Agora, imagine a consequência de respirar de modo incorreto, dia após dia. “A criança pode ter dificuldade de deglutição, mastigação errada, a arcada superior tende a se projetar para a frente e a inferior para trás”, explica Carolina. Não é de admirar que até a aparência dos pequenos muda com o tempo — os músculos da face ficam flácidos, o rosto alongado, o olhar caído e a boca entreaberta. Sem oxigênio suficiente, o crescimento também é afetado. “No final das contas, é imenso o prejuízo para a socialização e o desenvolvimento do pequeno”, observa a psiquiatra Kátia Mathias, do Rio de Janeiro.

 

Mas calma, porque é possível reverter tudo isso — com a ajuda de vários profissionais, como já explicamos. “Cada um em seu campo vai avaliar como corrigir o problema e os efeitos da SRB”, conta Carolina. A duração do tratamento depende do caso em questão, assim como a indicação de aparelhos ortodônticos, cirurgia e acompanhamento fonoaudiológico. Ah, é preciso lembrar que, depois disso tudo, a síndrome pode persistir mais um pouco. Aí, a culpa é do cérebro. “Ele leva algum tempo para se adaptar à mudança”, entrega Janete. Mas, com paciência, o menino ou a menina logo voltará a usar o nariz para a nobre função de respirar.

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21/03/2009 -  12:07     

Homem morre após esperar 120 horas por UTI em SP

Ontem às 21h45, 120 horas depois de dar entrada no Pronto Socorro Municipal de Perus, em São Paulo, com sintomas de infarto, o motorista Luiz Emilio Bride, 48, morreu. Todas as suas últimas horas de vida, menos a final, ele passou em uma sala da emergência do PS, separada apenas por uma porta de vaivém do saguão do prédio, que está em obras. Os familiares do motorista pediam desde o domingo a transferência dele para uma UTI, em qualquer hospital.

 

Bride, que foi levado ao PS depois de um desmaio, entrou falando. Foi piorando, acabou entubado, e só no início da tarde de ontem teve sua remoção autorizada para os cuidados intensivos do Hospital do Ipiranga. No caminho, ele começou a morrer. Ainda tentaram ressuscitá-lo no Pronto Socorro de Santana. Mas foi tarde demais.

 

Na quinta-feira, às 15h, o PS de Perus autorizou a visita, “um por um” de todos os parentes de Bride que lá estavam aguardando providências. Por volta do meio-dia, ele sofrera uma parada cardiorrespiratória, da qual conseguiu voltar. Estava inconsciente. Como não era mais hora de visita, os familiares entenderam que o médico já estava providenciando a “despedida”. Desesperada, a filha Gislaine pediu aos prantos a remoção para uma UTI. Ouviu do clínico: “Seu pai não tem mais jeito. Acabou.”

 

“Isso aqui é um matadouro”, acusou a dona de casa Andressa Nanni, 33, mãe de uma menina de nove anos. A criança estava com dor de garganta e dor de cabeça. Saiu sem ser atendida porque não havia nem sequer um pediatra no plantão. “Esse PS é a única base de saúde que a gente tem no bairro, e ele é um lixo”, afirmou ela.

 

Na noite de quinta-feira, as cerca de 20 pessoas que esperavam ser atendidas no PS de Perus se comoviam com o caso da menina Vitória Açucena Sarambelli, 8. A criança caiu da bicicleta, fraturou o maxilar em três pontos, quebrou dentes. O acidente aconteceu às 14h. A menina foi levada para o PS, que a enviou ao Hospital Estadual do Mandaqui. Diagnóstico: traumatismo craniano.

 

Mas o Hospital do Mandaqui, em vez de atender a menina, devolveu-a ao PS. Ela passou toda a noite em uma sala com a luz apagada, para ver se conseguia dormir. Como cuidados, apenas dois sacos plásticos colados nas orelhas (para recolher o sangue que escorria-lhe dos dois ouvidos) e analgésico por via venosa.

 

Ontem, desfigurada pelo inchaço total da cabeça que a impedia até de abrir os olhos, Vitoria foi de novo enviada ao Mandaqui. Às 22h, ela chorava de dor. Não conseguia se alimentar por causa dos ferimentos. Sua última refeição foi no almoço de quinta-feira.

 

Quando a reportagem da Folha chegou ao Pronto Socorro, na noite de quinta-feira, oito pais e mães carregando seus filhos no colo estavam parados na frente do prédio. Discutiam o que fazer, já que o médico que estava no local, um clínico, recusara-se a atender as crianças doentes. Não havia pediatra no PS. Vivian Cunha Lacerda, mãe de Leonardo, 4, 38C de febre, sem comer desde a véspera, pediu ao médico: “Pelo menos olha a garganta dele.” “Ele me disse que não ia pôr a mão no Leonardo porque não é pediatra”, disse a mãe. Depois de 40 minutos de espera pelo ônibus, ela voltou para casa. “Olha como ele está quentinho”, pediu.

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18/03/2009 -  12:19     

Uruguai autoriza doentes terminais a suspender tratamento

MONTEVIDÉU (Reuters) – O Congresso uruguaio aprovou na terça-feira uma lei que reconhece o direito de doentes em estado terminal a opor-se à aplicação de procedimentos médicos que prolonguem a sua vida.

 

Em um acalorado debate que incluiu trocas de socos entre os legisladores, a Câmara de Deputados aprovou a lei por 44 votos de um total de 62 presentes. A norma — que havia sido aceita pelos senadores — deverá ser agora promulgada pelo Poder Executivo.

 

Com a lei, as pessoas consideradas aptas a decidir poderão dar antecipadamente seu consentimento para recusar tratamentos que dilatem a vida em detrimento da qualidade da mesma.

 

Ainda assim, se o paciente estiver inconsciente e não tiver expressado anteriormente sua vontade sobre o tema, serão os familiares que poderão autorizar a suspensão dos procedimentos.

 

O projeto foi promovido por um legislador do partido esquerdista do governo e por outro opositor, do Partido Colorado, de direita.

 

“Se há uma pessoa que está morrendo, o que diz a lei é ‘deixem-me morrer com dignidade, retirem-me de qualquer tipo de aplicação terapêutica e deixem-me morrer com dignidade’, isto é algo que o Uruguai tem que ter legislado”, disse a jornalistas o deputado Washington Abdala, do Partido Colorado.

 

“É o direito do paciente e também o direito do médico, para que esteja amparado a atuar dessa forma”, acrescentou o legislador.

 

A eutanásia continua proibida no Uruguai.

 

O diagnóstico de uma doença em estado terminal, incurável e irreversível, deverá ser certificado pelo médico responsável pelo tratamento e ratificado por um segundo profissional.

 

Os deputados do Partido Nacional, também de direita, votaram contra o projeto em rechaço às modificações que os senadores realizaram no texto.

 

Durante o debate, alguns representantes do Partido Nacional e do governista Frente Ampla protagonizaram uma briga, com troca de insultos e socos.

 

No final do ano passado, o Senado do México aprovou uma modificação na Lei Geral de Saúde local que permite a doentes terminais com uma expectativa de vida menor do que seis meses a recusar receber tratamentos para prolongar a vida.

 

(Reportagem de Conrado Hornos)

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16/03/2009 -  14:53     

“Risco de morte ainda é grande”, avalia médico de Clodovil

O deputado federal Clodovil Hernandes (PR-SP) foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Santa Lúcia, em Brasília (DF), em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral), sofrido no domingo (15). De acordo com o médico intensivista Alan Ricardo Coutinho Pereira, integrante da equipe que cuida do deputado, o quadro clínico é grave.

 

“O prognóstico ainda é ruim. O estado é grave. O risco de morte é muito alto, mas os procedimentos médicos foram feitos sem maiores problemas. Se não houvesse chance de recuperação, não teríamos feito nada. Em cima desta chance é que estamos trabalhando”, afirma.

 

Segundo o médico, o quadro de Clodovil foi qualificado com o número 5 na escala Glasgow, que mede a intensidade do coma. Na escala, que vai de 3 a 15, quanto menor o número, mais grave é o coma. “O que poderia ser feito em termos de tratamento já foi feito. A hemorragia foi estancada e agora é necessário verificar a evolução do quadro”, acrescenta.

 

Ainda segundo a assessoria do hospital, os médicos localizaram o coágulo e inseriram um cateter para estancar o sangramento. O deputado não foi submetido a um procedimento cirúrgico em razão da grande extensão do coágulo, localizado do lado esquerdo do cérebro. “A cirurgia é contra-indicada quando o sangramento é profundo”, afirma Pereira.

 

O intensivista afirmou também que ainda não tem como avaliar a lesão porque a preocupação agora é com a vida do paciente. Um novo boletim médico deve ser divulgado às 17h30.

 

A assessoria do hospital confirmou também que o parlamentar sofreu uma queda em sua casa, mas afirmou que a queda foi causada pelo AVC, e não o contrário. Ainda de acordo com a assessoria, Clodovil teve sorte porque caiu de bruços, o que impediu que ele ingerisse o próprio vômito e sofresse asfixia.

 

O deputado chegou ao hospital às 8h17 desta segunda-feira (16), conduzido pelo serviço médico da Câmara dos Deputados. No momento da entrada, Clodovil estava com o corpo duro e o lado esquerdo comprometido, segundo a assessoria do Santa Lúcia. O neurocirurgião Benicio Othon e o cardiologista Álvaro Achar comandam a equipe que está cuidando de Clodovil.

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06/03/2009 -  13:36     

DF terá primeira fábrica de insulina da América Latina

O DF receberá a primeira fábrica para produção de insulina, substância usada no tratamento do diabetes, da América Latina. A Biomm, empresa farmacêutica dona de uma das quatro patentes do princípio ativo, vai transferir à brasileira União Química a tecnologia de produção, que será desenvolvida em parceira com a Universidade de Brasília (UnB).

 

A União Química pretende investir cerca de R$ 150 milhões na fábrica, que ficará no Pólo JK, as margens da DF-040, entre o Gama e Santa Maria. A indústria será inaugurada em abril deste ano e mais de mil novos empregos devem ser oferecidos no local.

 

“O desenvolvimento desta tecnologia é um dos fatos mais importantes dos últimos anos. Com a ajuda da União, vamos trazer grandes empresas para o Distrito Federal, o que colabora muito para a geração de empregos”, disse Arruda.

 

A expectativa é que a fabricação da insulina comece em dois anos. A capacidade de produção deve começar em 800 quilos por ano e pode chegar a 1,5 toneladas em dois anos. De acordo como o ministro da Saúde, essa quantidade é suficiente para atender toda a demanda do mercado brasileiro e também exportar para outros paises.

 

“Esse é um fato não só importante para a saúde, mas também mostra a capacidade do Brasil de se juntar a um grupo restrito de países na fabricação deste material”, ressaltou Temporão. Além do Brasil, apenas Estados Unidos, Dinamarca e Alemanha produzem insulina.

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06/03/2009 -  13:20     

Diabetes dobra chance de depressão pós-parto

Gestações de mulheres diabéticas podem ser de alto risco: quando não controlada, a doença aumenta a probabilidade de o bebê nascer com excesso de peso, de complicações no parto e de prematuridade.

 

Um novo estudo publicado no “Jama” (revista da Associação Médica Americana) acaba de adicionar mais um problema à lista. Após acompanharem mais de 11 mil gestantes, pesquisadores da Universidade Harvard mostraram que o diabetes dobra a chance de a mulher desenvolver depressão na gravidez e nós pós-parto.

 

Segundo a autora, Katy Kozhimannil, o estudo revelou um novo fator de risco potencial para a depressão pós-parto. “É uma doença muito séria, tratável, mas subdiagnosticada. É importante reunir esforços para detectá-la e ajudar mulheres com alto risco de desenvolvê-la”, disse à Folha.

 

A chance de uma mulher ter depressão pós-parto varia de 10% a 15% nos países ricos e de 15% a 20% no Brasil. Além do diabetes, outros fatores de risco para o problema são história anterior ou familiar de depressão, baixo nível socioeconômico, conflitos conjugais e ocorrência de transtornos de ansiedade e depressão na gestação.

 

Apesar de a relação entre diabetes e depressão em geral já ser conhecida, trata-se da primeira pesquisa a avaliar a ligação entre a doença e a depressão na gestação e no pós-parto, diz Kozhimannil. Não foram avaliados os motivos que levam ao maior índice de depressão em diabéticos, mas a pesquisadora aponta que fatores biológicos e hormonais podem estar envolvidos, assim como o estresse de lidar com uma doença crônica que traz riscos à mãe e ao bebê.

 

Segundo o psiquiatra Joel Rennó Jr., diretor do Programa de Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas de São Paulo, uma das hipóteses para explicar a questão é que o diabetes tem um efeito neuroquímico sobre os sistemas de neurotransmissores semelhante ao que ocorre na depressão.

 

A depressão na gravidez piora a aderência ao pré-natal e aumenta o risco de parto prematuro e de baixo peso da criança. Após o parto, pode fazer com que a mulher negligencie o cuidado com o bebê. “Ela não vai ter o prazer de curtir o momento especial que é o pós-parto”, diz Rennó Jr.

 

Segundo o psiquiatra, a depressão não tratada piora a evolução do diabetes. “A doença exige uma aderência do paciente ao tratamento. Tem que fazer um controle glicêmico rigoroso, reeducação alimentar, atividade física, aplicar insulina. O deprimido não faz isso de forma adequada.”

 

A recomendação é que diabéticas planejem a gestação. “O diabetes não compensado no momento da fecundação aumenta de três a seis vezes o risco de malformações no feto”, diz Airton Golbert, endocrinologista do Departamento de Diabetes Gestacional da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

 

Diabetes gestacional

Não são só as mulheres que têm diabetes antes de engravidar que devem ficar atentas. Segundo o estudo de Harvard, o diabetes gestacional -que se manifesta apenas na gravidez- também aumenta o risco de depressão. A condição afeta em torno de 6% a 8% das gestantes.

 

“Na gravidez, a necessidade de insulina aumenta de três a cinco vezes. Na maioria das mulheres, o pâncreas responde bem, mas aquelas que têm fatores de risco, como tendência genética ou obesidade, podem ter o problema”, diz Golbert.

 

Fazer um pré-natal adequado e evitar ganhar peso em excesso ajudam a prevenir o diabetes gestacional.

 

fonte: folhaonline

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18/02/2009 -  12:00     

85% dos jovens são contra o fumo em lugares fechados

Uma pesquisa Datafolha, feita com jovens entre 12 e 22 anos, revelou que 85% dos entrevistados são contrários ao fumo em ambientes fechados –o mesmo proposto num projeto de lei antifumo em tramitação na Assembleia paulista–, informa reportagem de Vinícius Queiroz Galvão publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra do texto restrita para assinantes do jornal e do UOL).

 

Mesmo entre os fumantes, a rejeição é alta: 63% disseram aprovar o banimento do fumo em lugares fechados, como restaurantes, bares e boates.

 

“Tem toda uma questão de iniciação a que os políticos precisam ficar atentos. É nesses ambientes que os jovens começam a fumar. A moçada não começa a fumar dentro de casa”, diz Paula Johns, diretora da ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), que encomendou o levantamento.

 

A pesquisa foi feita com 560 jovens de ambos os sexos nos dias 18 e 19 de dezembro passado em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Brasília.

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16/02/2009 -  16:50     

Planos de saúde de 9 milhões de brasileiros são reprovados pela ANS

São Paulo – Os planos de saúde de cerca de 9 milhões de brasileiros estão abaixo do nível mínimo de qualidade exigido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Levantamento do órgão revela que, em 2007, essas empresas – responsáveis por cerca de 20% de 45 milhões de beneficiários no País – não atingiram a nota mínima para serem consideradas medianas. Participaram da pesquisa 1.327 operadoras ativas em 2007. Outras 482 nem chegaram a ser avaliadas – por não enviarem o mínimo de informações necessárias para a agência – e receberam nota zero.

A avaliação atribuiu notas de 0 a 1. Para serem consideradas medianas precisavam de pelo menos 0,4. Alguns dos critérios avaliados para a classificação foram a estrutura de atenção à saúde disponível aos beneficiários, o nível de satisfação relatado por eles e a condição econômica das empresas. “As operadoras de cerca de 20% dos beneficiários mostraram que não estão oferecendo um serviço de qualidade”, diz o coordenador do Programa de Qualificação da ANS, Afonso Teixeira Reis.

A lista dos planos pode ser consultada no site da agência. A próxima fase é a fiscalização das operadoras reprovadas pela avaliação. A interferência de operadoras na liberdade de prescrição médica de exames e tratamentos levou a Associação Médica Brasileira a assinar um convênio com a ANS para a elaboração de diretrizes clínicas. O objetivo é estabelecer 80 protocolos. A Associação Médica Brasileira (AMB) já havia editado outras 400 diretrizes, mas elas não vinham sendo cumpridas integralmente.

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