James Maki, de 59 anos, é o receptor do segundo transplante facial dos EUA. Maki passou por uma cirurgia de 17h em abril. Ele teve seu rosto desfigurado em um acidente na estação de metrô de Boston, em 2005.
Transplante de Rosto
Médico usa furadeira em cirurgia e salva vida de menino na Austrália
Um garoto de 12 anos escapou da morte depois que um médico australiano usou uma furadeira caseira para remover um coágulo sanguíneo de seu crânio.
Nicholas Rossi sofreu uma queda de bicicleta na última sexta-feira, batendo com a cabeça na calçada perto de sua casa, na cidade de Maryborough, ao noroeste de Melbourne.
Após passar alguns segundos inconsciente, ele disse que estava bem. Mas pouco depois começou a reclamar de dores de cabeça e quando sua mãe notou que ele estava com um galo pouco acima da orelha, resolveu levá-lo ao hospital.
Segundo o jornal local The Age, o médico que atendeu Nicholas, Rob Carson, identificou na hora os sintomas de sangramento interno e percebeu que tinha alguns minutos para salvar a vida do menino.
Seguindo as instruções de um neurocirurgião de Melbourne, por telefone, ele conseguiu uma furadeira na sala de manutenção do hospital, que não é equipado com furadeiras cirúrgicas, acrescentou o diário. O médico perfurou o crânio de Nicholas e usou um fórceps para alargar o orifício. Em seguida, instalou um dreno para retirar todo o sangue que estava pressionando sua cabeça. Ainda segundo o The Age, o menino foi transferido de helicóptero uma hora mais tarde para o Hospital Infantil Real de Melbourne e recebeu alta na terça-feira, dia em que completou 13 anos. “O menino estava morrendo na minha frente, e isso era mais amedrontador do que usar uma furadeira caseira na operação”, disse ele ao jornal.
Pulmão fora do corpo
NYT: Proporção entre sexos varia de acordo com a latitude
Nascem mais meninos do que meninas ao redor do mundo. Todavia, um novo estudo descobriu que, quanto mais perto as pessoas vivem do equador, menor se torna essa diferença. E ninguém sabe por quê.
A proporção descentralizada dos sexos no nascimento é conhecida há centenas de anos, e pesquisadores descobriram uma ampla variedade de fatores sociais, econômicos e biológicos relacionados – guerras, estresse econômico, idade, alimentação, aborto seletivo, infanticídio etc. Isolar a contribuição de qualquer variável cultural ou política se provou um exercício complicado.
Mas o efeito da latitude é um fenômeno natural, não afetado por fatores culturais ou econômicos. Para examiná-lo, Kristen J. Navara, da Universidade da Georgia, usou a latitude da cidade capital de 202 países, além de dez anos de dados sobre proporção dos sexos ao nascimento e variações anuais em duração do dia e temperatura.
Para estimar o status socioeconômico em cada país, Navara utilizou estatísticas sobre desemprego e produto interno bruto. Ela também calculou um índice de instabilidade política através da análise de fracasso e conflitos do Estado, publicada pelo Fundo Pela Paz, uma organização de pesquisa que combina doze indicadores sociais, econômicos e políticos para estimar a estabilidade relativa das nações do mundo.
Em seguida, Navara realizou uma análise estatística para determinar quais variáveis afetam a proporção dos sexos. O relatório apareceu online, em 1º de abril, no site da publicação “Biology Letters”.
O número de meninos nascidos não tinha relação com fatores socioeconômicos e políticos, mas havia uma correlação significativa entre as proporções de sexo, inclinadas em favor de meninos, de acordo com a latitude e as variáveis climáticas que a acompanham. Países africanos produziram as proporções de sexo mais baixas – 50,7% meninos – e países europeus e asiáticos atingiram as mais altas, com 51,4%.
O efeito da latitude, conforme Navara descobriu, persistiu ao longo de amplas variações em estilo de vida e status socioeconômico. Houve grandes diferenças na proporção de sexos entre regiões tropicais, dentro de 23 graus do equador, e as regiões temperadas, de 23 a 50 graus norte ou sul, mas nenhuma diferença entre as regiões temperadas e o norte subártico de 50 graus. A população vivendo ao sul de 50 graus era pequena demais para ser incluída na análise.
A correlação com a latitude manteve-se inalterada mesmo após a exclusão de dados de países asiáticos e africanos que pudessem ter sido desviados por abortos ou pelo extermínio de bebês meninas. Logo, a seleção de sexo pelos pais, antes ou após nascimento, não explica a correlação.
Um perito não envolvido no estudo questionou a validez da técnica estatística de Navara.
“Não há dúvidas de que a grande maioria das pessoas nos trópicos vive em sociedades relativamente pobres e estressantes”, disse Ralph Catalano, professor de saúde pública da Universidade da Califórnia, em Berkeley. “Se você controlar pelos estresses da pobreza, quem sobraria?”
Navara defendeu sua análise. “Análises estatísticas envolvendo populações humanas são sempre complicadas”, disse ela, “todavia, as análises usadas aqui são robustas e não eliminam quaisquer variações que veríamos nessas populações”.
Existem algumas explicações possíveis, mas nenhuma é inteiramente satisfatória. Pode ser que exista algum valor de sobrevivência em produzir mais meninas em regiões mais quentes, mas não se sabe qual seria ele. Poderia haver diferenças genéticas ou raciais capazes de explicar isso, mas a correlação persiste sobre populações tão variadas que parece improvável. Hamsters, camundongos, e ratos do campo também produzem mais filhotes machos em épocas com dias mais curtos e clima mais frio, mas os motivos para esses animais são tão misteriosos quanto para os humanos.
Ninguém nem mesmo sabe se a proporção dos sexos entre humanos é definida antes ou depois da concepção. Poderia a qualidade do esperma, exposto a diferentes temperaturas, causar a variação no momento da fecundação? Ou há algum acontecimento durante a gestação em temperaturas mais quentes capaz de fazer mais fetos masculinos, ou menos femininos, abortem espontaneamente?
“Há a possibilidade de que os humanos estejam reagindo a fatores há muito tempo – não culturais ou socioeconômicos, mas climáticos, incluindo a latitude”, disse Navara. “O interessante é que podemos estar presenciando algo remetido da nossa descendência animal”.
Anvisa aprova 1º remédio contra sintomas da dengue
Um remédio que tem entre seus componentes o veneno da cascavel (que, diluído, combate hemorragias) é o primeiro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para combater os sintomas da dengue. O Proden, do Laboratório Homeopático Almeida Prado, chegou às farmácias no início do mês, ao custo máximo de R$ 30 (há variação por conta do ICMS de cada Estado). O remédio, em caixas com 30 comprimidos, atenua a intensidade e a duração dos sintomas e previne o quadro hemorrágico. Após orientação médica, doentes devem tomar três comprimidos por dia, por dez dias.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou ontem que três moradores de Itaquera, zona leste da capital, foram infectados em janeiro. O mosquito da dengue fez 52 vítimas no Estado este ano. A pasta estadual informou que no interior e litoral são outros 49 registros no mesmo mês. Ainda não estão computados casos de fevereiro, entre eles o de um jovem de 23 anos contaminado no distrito Jardim Europa, na capital.
Apesar do diagnóstico ter sido fornecido por laboratório particular, a Secretaria informou que são feitas investigações epidemiológicas, para que os registros entrem nas estatísticas oficiais. Os casos de 2009 apresentarem tendência de queda com relação ao mesmo período do ano passado, quando foram confirmados 501 contaminações. Mas, os especialistas alertam que o carnaval pode aumentar risco de infestação do Aedes aegypti. Segundo o secretário de Estado da saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, a “movimentação de pessoas pode trazer o vírus da dengue e desencadear os surtos da doença”.
Prevenir é tudo
FOTO: ROGÉRIO VOLTAN
Todo mundo sabe que, para manter a saúde em dia, precisamos de uma série de nutrientes que garantam o bom funcionamento e equilíbrio do nosso corpo. Para isso basta ficar atenta à alimentação, que ele trabalha em harmonia. No entanto, nem sempre a realidade é assim. Mesmo mantendo um cardápio balanceado, muita gente apresenta carências nutricionais essenciais. Os motivos são os mais diversos. Uns deixam de consumir determinados alimentos vitais por não apreciarem seu sabor, outros por intolerância a alguns itens e existe ainda aqueles que têm dificuldade de absorver certas substâncias.
Detalhes como esses, que muitas vezes passam despercebidos no dia-a-dia, são logo denunciados por alterações físicas. “Uma pessoa malnutrida torna-se alvo fácil de enfermidades e de envelhecimento precoce, pois reage com dificuldade às agressões cotidianas, como o estresse e o excessivo consumo de açúcar e gorduras”, esclarece Wilson Rondó Júnior, especialista em medicina preventiva, de São Paulo.
Foi pensando nisso que o bioquímico americano Linus Pauling, vencedor do Prêmio Nobel de Química em 1954 e do Nobel da Paz em 1962, criou uma terapia chamada ortomolecular, que visa a restaurar o equilíbrio químico do organismo por meio de uma dieta adequada e, quando essa não for suficiente, pela indicação de suplementos nutricionais em cápsulas, sprays bucais ou injetáveis. Essa terapêutica, praticada no Brasil há mais de 20 anos, se diferencia da medicina tradicional por ter como principal foco a prevenção de doenças.
Mas os especialistas garantem que ela também é poderosa para dar fim a males como cansaço excessivo, falta de disposição, perda de memória, distúrbios sexuais, infecções repetitivas e os sintomas do estresse. Saiba como tudo isso é possível.
Química física
Para que possamos entender bem o trabalho da medicina ortomolecular e seus benefícios, primeiro é necessário explicarmos um pequeno, mas importante detalhe. Nosso corpo é formado por componentes químicos, cujos átomos possuem um par de elétrons. Fatores nocivos, como a poluição ou os aditivos tóxicos presentes na comida, podem “roubar” um desses elétrons, deixando o outro solteiro. O espaço resultante dessa ausência é chamado de radical livre. Certamente você já ouviu falar desse vilão, que causa lesões nas células e nos genes.
Especialistas acreditam que o acúmulo dessas agressões ao longo da vida favorece o envelhecimento precoce e facilita o aparecimento de alterações degenerativas. Por isso um dos objetivos da medicina ortomolecular é minimizar esse desgaste. “Um único radical livre pode alterar uma molécula de DNA, modificando geneticamente uma célula, que pode morrer ou se tornar cancerosa. Além disso, seu efeito destruidor é cumulativo e, sozinho, o corpo humano não consegue revertê-lo”, explica Rondó Júnior. Outro indicador de perigo é a presença de metais pesados no organismo — que podem causar uma série de alterações no cérebro, principalmente no que diz respeito à memória, atenção e concentração. Exemplo disso é o alumínio, que acarreta um aumento da permeabilidade do intestino.
Assim, esse órgão permite a passagem de partículas de alimentos maldigeridos para a corrente sanguínea, contribuindo para o crescimento desordenado de fungos e bactérias capazes de afetar as atividades cerebrais e trazer conseqüências significativas sobre as emoções.“O chumbo e o mercúrio, desde que em pequenas doses, podem ser retirados com medicações homeopáticas, indicadas na maioria das vezes por um especialista, ou ainda com o simples consumo das fibras vegetais encontradas em alguns alimentos.
Porém, se a quantidade de metais pesados for alta, há necessidade de ingestão de cápsulas ou comprimidos”, explica Cyro Masci, médico ortomolecular, de São Paulo.
Porções de defesa
A carga total dos radicais livres é chamada de estresse oxidativo. E apesar de possuirmos defesas para combater tal excesso, nossa capacidade de se defender e de se auto-regular fisicamente tem um limite. Por isso é preciso apelar para uma forcinha extra e fazer uma reserva que forneça substâncias que combatam esse mal: são os famosos antioxidantes. As melhores fontes desse bálsamo são os vegetais. “Todo mundo deveria consumir 6 porções diárias de frutas, verduras e legumes, de preferência cultivados sem agrotóxicos ou adubos químicos”, afirma Cyro.
Porém, se isso não for possível, esses defensores podem ser ingeridos na forma de suplementos de vitaminas e minerais. “Nesse caso, a administração deve ser acompanhada de exames, para que não exceda e nem fique aquém do que cada pessoa necessita”, completa o médico.
HIV desaparece com transplante de medula
(BR Press*) Um norte-americano de 42 anos, infectado pelo HIV, o vírus da Aids, por uma década, está livre do mesmo, desde que foi submetido a um transplante de medula óssea há dois anos, em decorrência de leucemia. O homem é o primeiro a ser “curado” da Aids em todo o mundo e seu caso foi publicado nesta quinta (12/02), no The New England Journal of Medicine.
A publicação diz que “o caso aponta para um caminho inovador para que as pessoas se livrem do vírus e dos efeitos colaterais dos remédios”. O transplante de um doador aparentemente resistente genéticamente ao HIV foi feito por médicos do hospital Charité Hospital, que fica em Berlim.
Complicado
Dr. Gero Hutter, hematologista que coordenou o transplante, disse que achar o doador certo de medula óssea e fazer o procedimento ainda são muito complicados e de alto risco para serem adotados como tratamento de rotina. No entanto, a descoberta traz a possibilidade de utilização da terapia genética para controle e erradicação do vírus.
Os antiretrovirais que o homem em questão tomou por quatro anos antes de ter leucemia custam cerca de 70 mil por ano e o transplante cerca de 30 mil, na Europa. Dr Hutter declarou: “Quando eu comecei na medicina, o HIV era completamente intratável. Agora, a situação mudou completamente. Talvez nossa descoberta seja uma gota de esperança para o futuro.”
(*) Com informações do jornal The Independent.
Urina pode indicar fase de câncer de próstata
Ainda não é o fim do exame mais “temido” pelos homens –o toque retal para detecção de câncer de próstata. Mas a descoberta de que uma substância, a sarcosina, está mais presente na urina de homens com a doença abre caminho para técnicas de diagnóstico “menos invasivas”, segundo os autores do estudo, possibilitando criar um exame para identificar o estágio de progressão do câncer.
Uma equipe de 26 pesquisadores liderados por Arul Chinnaiyan, da Universidade de Michigan, examinou em detalhe os metabólitos (substâncias produzidas pelo metabolismo) que poderiam ser pistas de câncer de próstata.
Foram isolados 1.126 metabólitos presentes em 262 amostras (42 de tecido, 110 de urina e 110 de sangue) e identificados 87 metabólitos cuja presença e dose ajudavam a distinguir a próstata sadia da com tumor. Seis deles tinham níveis maiores nos casos mais graves, em que o câncer estava na fase de metástase.
A sarcosina foi a que melhor serviu para identificar os tumores, como está no artigo publicado na edição de hoje da revista “Nature”. Os níveis de sarcosina eram elevados em 79% dos casos de câncer com metástase e em 42% dos casos da doença em fase inicial. Ela não estava presente nas amostras sadias.
“Um dos maiores desafios é determinar se o câncer de próstata é agressivo. Exageramos no tratamento porque os médicos não conseguem saber quais tumores serão de crescimento lento. Com essa pesquisa, nós identificamos um potencial marcador para tumores agressivos”, declarou Chinnaiyan.
Um dos problemas da dificuldade de diagnóstico é o aumento de cirurgias desnecessárias. A descoberta poderá permitir que um simples teste de urina ajude no diagnóstico mais preciso da doença e poderá auxiliar na criação de uma terapia, pois também se encontrou um vínculo entre a sarcosina e a agressividade do câncer.
Ao adicionar o metabólito a uma cultura de células de próstata sadias, elas se tornaram malignas e agressivamente invasivas. Foi possível reverter a ação com enzimas que regulam o metabolismo de sarcosina.
A pesquisa foi feita em cooperação com a empresa Metabolon, pioneira na aplicação de uma nova área de pesquisa, a “metabolômica”. Essa área pretende conhecer em detalhe os resultados químicos dos processos celulares.
No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer, o número de casos novos de câncer de próstata em 2008 foi de 49.530. O diagnóstico é feito pelo exame de toque retal e pela dosagem do antígeno prostático específico (conhecido pela sigla em inglês, PSA).
Grávidas que não tomam sol podem ter filhos com esclerose
Pesquisadores da Universidade de Oxford constataram que mulheres que não se expõem ao sol durante a gravidez podem estar mais vulneráveis a gerar um bebê com chance de desenvolver esclerose múltipla durante a fase adulta. Segundo o estudo, existe uma ligação entre a vitamina D e um gene envolvido no desenvolvimento da doença. As informações são do jornal britânico Telegraph.
Durante a gravidez, os médicos costumam recomendar que as mulheres façam ingestão de ácido fólico para reduzir as chances de a criança nascer com má formação na coluna vertebral. Os pesquisadores sugerem também que as grávidas tomem suplementos de vitamina D, especialmente aquelas que não costumam se expôr ao sol. Eles acreditam que a vitamina D possa estar relacionada, inclusive, a distúrbios que afetam o sistema imunológico.
O estudo de Oxford encontrou uma relação direta entre a vitamina D, produzida no corpo como resultado da exposição ao sol, e a variação genética conhecida como DRB1*1501, que implica na esclerose múltipla. Quando as pessoas tomam pouco sol, as proteínas relacionadas a vitamina D não são ativadas. Essas proteínas são responsáveis por ativar o gene ligado à esclerose, portanto, com a falta de sol, o gene pode não atuar como deveria, provocando a doença.
A esclerose múltipla é o distúrbio neurológico mais comum, afetando cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo e tendo maior incidência em locais de clima frio ou nublado, como o dos países do norte.
Estudos que abordam essa interação entre genética e o ambiente, chamada de ‘epigenética’, têm ganhado relevância no meio científico. Nessa linha de pesquisa, a genética não determinaria um fator por completo, mas estaria também relacionada ao ambiente que nos cerca.
Maconha eleva risco de câncer de testículo, diz estudo
O uso frequente ou em longo prazo de maconha pode dobrar os riscos de um usuário desenvolver câncer de testículo, segundo um estudo do Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos Estados Unidos. O estudo, publicado na revista especializada Cancer, entrevistou 369 pacientes de câncer de testículo e concluiu que o uso frequente da droga dobrava o risco de desenvolver a doença em comparação com os homens que nunca fumaram maconha.
Os resultados sugerem ainda que a maconha pode estar associada à forma mais agressiva deste câncer. Esse é o primeiro estudo a analisar, especificamente, a relação entre o uso de maconha e câncer de testículo.
O câncer de testículo corresponde a 5% dos casos de tumores malignos entre os homens, segundo o Instituto Nacional do Câncer, e afeta entre 3 a 5 indivíduos a cada 100 mil. Ele é mais comum entre homens com idades entre 15 e 50 anos e tem alto índice de cura, principalmente se for diagnosticado no estágio inicial. A incidência na Europa e na América do Norte é bem mais alta do que em outras regiões do mundo, e vêm aumentando sem nenhuma razão aparente.
Os fatores conhecidos da doença incluem ferimentos nos testículos, histórico familiar, ou a criptorquidia (testículo que não desce para a bolsa escrotal durante a infância). No estudo, foram entrevistados 369 homens, com idade entre 18 e 44 anos, que haviam sido diagnosticados com câncer de testículo. Eles responderam perguntas sobre seus hábitos de fumar maconha.
Vacina contra malária estará pronta até 2015
Os responsáveis do Centro de Pesquisa de Saúde de Manhiça (CISM), no sul de Moçambique, acreditam que a vacina contra a malária esteja pronta para ser distribuída por volta de 2015, afirmou nesta segunda-feira a imprensa local, citando fontes do instituto.
O diretor do CISM, Eusebio Macete, disse que a unidade de pesquisa concluiu uma análise de eficácia da vacina e os resultados preliminares indicam que as infecções foram reduzidas em 66%.
“Nestes momentos, o processo de testes entrou em sua terceira fase”, disse Macete, que especificou que esta etapa da investigação será “determinante” para comprovar se o produto é eficaz.
O CISM é um dos centros mais importantes da África em pesquisa da saúde e o primeiro a comprovar, em 2002, a eficácia de uma vacina experimental contra a malária.
Segundo dados do Ministério da Saúde moçambicano, a malária é responsável por 40% das consultas de pacientes e aproximadamente de 60% das entradas em hospitais pediátricos correspondem a casos graves da doença, maior causa de mortandade entre os menores de cinco anos na África Subsaariana.
Os últimos dados indicam que, durante os últimos três anos, a média de vítimas mortais devido à malária em Moçambique foi de quatro mil pessoas por ano, enquanto em 2005 os mortos somaram cinco mil.
Aspirina e ibuprofeno reduzem risco de câncer de estômago
LONDRES (AFP) – Tomar aspirina ou um anti-inflamatório da categoria do ibuprofeno pode reduzir os riscos de câncer no estômago, revela um estudo realizado em mais de 300.000 pessoas e publicado nesta sexta-feira no British Journal of Cancer.
As pessoas que tomaram pelo menos um comprimido de aspirina nos doze últimos meses têm 36% menos chances de desenvolver um câncer de estômago do que aquelas que não fizeram o mesmo, segundo a pesquisa.
Aquelas que tomaram um anti-inflamatório não-esteroidiano, como o ibuprofeno, veem seus riscos reduzidos em 32%.
Quanto mais se toma aspirina ou ibuprofeno, mais o risco diminui, de acordo com o estudo realizado com 311.115 pessoas durante cerca de sete anos.
A proteção não inclui, no entanto, os cânceres da cárdia, orifício superior do estômago, nem do esôfago.
“É interessante notar que nossos resultados não mostraram uma redução significativa dos cânceres da cárdia e do esôfago. Então é importante darmos prosseguimento às nossas análises”, afirmou Christian Abnet, do National Cancer Institute de Maryland, nos Estados Unidos, que liderou o estudo.
Lesley Walker, diretor de Informações sobre o Câncer do organismo “Cancer Research UK” advertiu , entretanto, que ainda é “muito cedo para recomendar que as pessoas tomem aspirina para se prevenir contra esses cânceres”.
Divórcio pode envelhecer o rosto, indica pesquisa
A herança genética pode inicialmente influenciar o envelhecimento, porém o estresse, como o causado por um divórcio, ou a perda ou ganho de peso excessivo, pode fazer você aparentar mais idade do que a que realmente tem, segundo pesquisadores do UH Case Medical Center, nos EUA.
Os especialistas avaliaram 186 pares de gêmeos, incluindo análise de questionários e de imagens digitais dos rostos dos voluntários. E concluíram que aqueles que haviam se divorciado pareciam dois anos mais velhos do que seu respectivo gêmeo, sendo ele casado, solteiro ou viúvo.
Outros fatores associados a uma aparência mais envelhecida foi o uso de antidepressivos, maior peso antes dos 40 anos de idade, e menor peso após os 40 anos. Os autores concluíram, assim, que “a presença do estresse pode ser um dos denominadores comuns nos gêmeos que parecem mais velhos”.
Fumar na gravidez reduz o fluxo sanguíneo para o feto, indica estudo
Fumar durante a gravidez pode reduzir o fluxo sanguíneo para o feto em desenvolvimento, retardando o seu crescimento, segundo estudo que será publicado este mês na revista Circulation. Segundo os autores, do Gentoffe University Hospital, na Dinamarca, há 50 anos sabemos que bebês nascidos de mães fumantes têm menor peso ao nascer, “mas esse estudo oferece uma explicação possível de porque há fluxo sanguíneo restrito para o feto”.
Os pesquisadores avaliaram 266 gestantes – entre as quais 43 eram fumantes e 41 ex-fumantes. E observaram que recém-nascidos de mulheres fumantes tinham menor peso, menor tamanho de cabeça e eram menores, comparados com filhos de ex-fumantes e não-fumantes.
Os resultados indicaram que o tabagismo estava associado a uma queda de 47% nos níveis de uma proteína chamada óxido nítrico sintase endotelial, que ajuda no relaxamento dos vasos sanguíneos e no aumento do fluxo; e queda de 18% no “bom” colesterol (HDL) no feto. O próximo passo será determinar se o fumo materno pode aumentar os riscos de aterosclerose no filho mais tarde.
Simples exame de sangue pode indicar riscos de depressão pós-parto?
Um estudo americano publicado na edição de fevereiro da revista Archives of General Psychiatry indica que os níveis sanguíneos de um hormônio produzido na placenta em torno da 25ª semana de gestação poderiam ajudar a indicar os riscos de a mulher desenvolver depressão pós-parto.
Os pesquisadores avaliaram amostras de sangue de cem gestantes, e descobriram que aquelas que apresentavam os maiores níveis do hormônio liberador de corticotrofina placentário durante a gestação eram mais propensas a desenvolver a depressão pós-parto. E o teste sanguíneo identificou corretamente 75% daquelas que tiveram os sintomas do problema posteriormente.
Segundo os autores, os resultados aumentam a possibilidade de que um teste de triagem para a depressão pós-parto seja, no futuro, parte dos cuidados pré-natais convencionais. E ele seria realizado junto à triagem para o diabetes gestacional, realizada normalmente entre a 24ª e a 28ª semana de gestação.
Câmara aprova lei de ‘incentivo’ à doação de medula
A Câmara aprovou na noite passada um projeto de lei que cria a “Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea”.
Prevê a realização de campanhas anuais de esclarecimento, sob o patrocínio de órgãos públicos e entiddes privadas.
Pelo projeto, que segue agora para a análise do Senado, a mobilização ocorreria sempre entre os dias 14 e 21 de dezembro.
Os deputados acordaram para o tema graças ao drama vivido pela família do colega Beto Albuquerque (PSB-RS).
Na terça (3), Albuquerque perdera um filho. Morreu por conta de complicações de uma leucemia mielóide aguda.
Michel Temer (PMDB-SP), novo presidente da Câmara, deslocara-se até Porto Alegre. Participara, junto com outros deputados, dos funerais do filho de Albuquerque.
De volta a Brasília, Temer foi buscar nos arquivos da Câmara o projeto que incentiva a doação de medula óssea.
A proposta, votada a toque de caixa, fora apresentado pelo próprio Albuquerque, em novembro do ano passado.
“Assim como nós, milhares de famílias no Brasil enfrentam, muitas vezes, dificuldades de encontrar doador no círculo familiar ou mesmo no país”, disse Beto Albuquerque.
Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a probabilidade de encontrar no Brasil um doador de medula compatível é de um em cem mil.
No final do mês passado, o Brasil passou a integrar a rede internacional de doadores de medula óssea.
Abriu-se uma janela para que pacientes brasileiros busquem doadores compatíveis em em bancos de dados do exterior.
Do mesmo modo, doentes de outros países passam a ter acesso no Brasil ao Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea).
Anvisa autoriza registro de genérico contra Aids da Fiocruz
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou o registro da versão genérica do medicamento contra a Aids Efavirenz 600 mg.
A medida autoriza o Farmanguinhos, instituto ligado à Fiocruz, a dar início à fabricação do antirretroviral. O registro do produto foi publicado no “Diário Oficial da União” e os laboratórios devem entregar os primeiros lotes até 15 de fevereiro.
A produção inicial, segundo o Farmanguinhos, será de 2,1 milhões de comprimidos. Ao todo, o Ministério da Saúde encomendou a fabricação de 15 milhões de comprimidos, destinados a atender cerca de 80 mil pacientes no sistema público.
Cada comprimido fabricado pelos laboratórios do Farmanguinhos deve custar R$ 1,39. O preço da unidade do Efavirenz genérico, importado pelo Ministério da Saúde, é de US$ 0,46, ou seja, R$ 1,06. Mesmo com a diferença de preço, a diretoria do Programa Nacional de DST e Aids afirma que o foco da iniciativa é incentivar a produção nacional e diminuir a dependência de tecnologia estrangeira.
Coquetel
O Efavirenz, produzido pelo laboratório norte-americano Merck, era um dos 17 medicamentos que compunham o coquetel contra Aids fornecido pelo Ministério da Saúde. Em 2007, o governo brasileiro declarou o Efavirenz objeto de interesse público, de modo que seu licenciamento compulsório pudesse passar pelas exigências da OMC (Organização Mundial do Comércio).
Ele foi substituído ainda em 2007 por uma versão genérica fabricada pelo laboratório indiano Ranbaxy.
Norovírus é um dos principais causadores de infecções em cruzeiros
No auge da temporada de cruzeiros no litoral brasileiro, notícias sobre mortes e intoxicações a bordo de navios podem causar apreensão a turistas com viagem marcada. Segundo especialistas, no entanto, os casos não têm relação e não há precauções a serem tomadas antes do embarque.
O norovírus, responsável pelo surto que atingiu mais de 350 turistas que viajavam no navio MSC Sinfonia, no início de janeiro, é um dos principais causadores de infecções em cruzeiros internacionais.
No Brasil, essa foi a primeira notificação de surto desse tipo de vírus em navio de cruzeiro, segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.
“É um surto clássico. A transmissão ocorre por meio de objetos, como maçanetas, corrimãos e bancos”, afirma Gustavo Johanson, infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Segundo ele, por ser um problema conhecido da tripulação, há um cuidado com a limpeza desses objetos. “Mas a transmissão é muito fácil.”
A diarreia aguda é o sintoma mais comum e, na maioria dos casos, cessa espontaneamente. É preciso, no entanto, ingerir bastante líquido para afastar o risco de desidratação.
Alimentos crus manipulados por mãos infectadas também transmitem o vírus, mas, segundo Johanson, não é preciso se abdicar de saladas e frutas porque não se trata da principal forma de contaminação.
Limpeza das mãos
A melhor maneira de evitar a transmissão, por via fecal-oral, é higienizar as mãos com frequência. “É preciso lavar muito bem as mãos depois de ir ao banheiro e sempre que for manipular algum alimento”, diz a infectologista Maria Cláudia Stockler de Almeida, da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas de São Paulo. A médica sugere também o uso de álcool em gel ou lencinhos umedecidos em álcool.
Segundo ela, todo local que reúne muita gente está sujeito a surtos de infecções. As principais formas de transmissão são pelo ar, pelo contato direto ou indireto entre as pessoas e por meio de água ou alimentos contaminados. “O que ocorreu no navio do Nordeste não é uma novidade. Poderia ter envolvido qualquer outro vírus ou bactéria. Esses surtos são frequentes”, diz.
Aspirina pode prevenir danos ao fígado
Tomar Aspirina de maneira regular pode prevenir os problemas de fígado sofridos por milhões de pessoas devido ao abuso de álcool, à ingestão de certas drogas e às doenças relacionadas à obesidade, assinala um estudo divulgado nesta semana.
“Muitos agentes como as drogas e o álcool podem lesionar o fígado. Encontramos maneiras de bloquear uma via central responsável pel dano hepático”, declarou Wajahat Mehal, chefe do estudo conduzido na Universidade de Yale.
“Nossa estratégia é usar aspirina diariamente para prevenir lesões ao fígado, mas, se estas ocorrerem, também usar antagonistas TLR (um tip de molécula que bloqueia os receptores que ativan a inflamação) para tratá-lo”, assinala.
O estudo, publicado no Journal of Clinical Investigation, foi realizado com camundongos.
Mehal explicou que as drogas que causam danos ao fígado, e fazem com que os pacientes não a usem por essa razão, poderão ser usadas se combinadas com aspirina.
“Isso oferece a apaixonante possibilidade de reduzir em muito a dor e o sofrimento de pacientes com danos hepáticos, usando um enfoque novo e prático”, assinalou Mehal, professor associado da Divisão de Doenças
Digestivas e do Departamento de Imunobiologia da Escola de Medicina de Yale.
Os benefícios preventivos da aspirina no combate às enfermidades cardiovasculares e certos tipos de câncer já foram estudados e documentados.
Suplementos Alimentares: Precisa ?
A RESPOSTA É: NÃO. Você não precisa aderir só porque boa parte dos caras da academia usa e faz a maior propaganda. Aliás, os especialistas garantem que é um risco entrar nessa por modismo. “Quem consome sem indicação específica, em um ritmo de atividade física que não justifica o uso desse recurso, pode ter efeitos indesejados, como o aumento de peso”, afirma o fisiatra Paulo Correia, coordenador do laboratório de fisiologia do exercício na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Antes de mais nada, é preciso entender que existem três formas de suprir as necessidades de quem malha. A primeira é, claro, a alimentação balanceada – a receita de um prato perfeito inclui de 55% a 60% de carboidratos, entre 15% e 25% de proteínas e de 25% a 30% de gorduras, mais vitaminas e minerais. Em segundo lugar está o complemento, que pode vir em forma de comida ou isotônico, com os nutrientes mais requisitados pela atividade física. “Um treino aeróbico, como o de corrida ou ciclismo, exige muita energia. Daí o conselho de consumir mais carboidrato. Já quem pratica esportes ao ar livre, como vôlei de praia ou futebol, precisa repor os sais minerais perdidos na transpiração e que são encontrados, por exemplo, nas verduras cruas e frutas”, explica Paulo. Em terceiro lugar aparecem os suplementos, que trazem os mesmos nutrientes encontrados nos alimentos, só que numa quantidade muito maior e bem mais concentrada. Eles foram desenvolvidos para atletas de alto rendimento, que treinam de manhã, de tarde e de noite e necessitam de uma carga muito grande de nutrientes. Para ser suprida, o esportista teria que comer uma quantidade enorme de comida. E, com barriga cheia, ninguém se exercita – só quer dormir.
Muita calma nessa hora Mas e o cidadão comum, que puxa ferro em academia, pode fazer o mesmo que um atleta de elite? “De jeito nenhum! Seja qual for o seu perfil, o suplemento só deve ser usado com a indicação e supervisão médica ou de um nutricionista”, afirma o médico do esporte Ricardo Munir Nahas, diretor-clínico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), em São Paulo. Para traçar um diagnóstico mais adequado, além de avaliar o plano de treino, seu objetivo, percentual de massa magra e massa gorda e dieta, o especialista costuma pedir exames de sangue – eles identificam as principais deficiências nutricionais no organismo. Do arsenal disponível, a nutricionista especializada em nutrição esportiva Cynthia Antonaccio, da Equillibrium Consultoria em Nutrição, de São Paulo, cita as quatro categorias de suplementos que podem entrar em cena:
Vitaminas e minerais: são complementares à dieta e muito importantes porque atuam em várias frentes, entre elas a proteção imunológica (vitamina C e zinco), aumento da disposição (vitamina B), fortalecimento da massa óssea (cálcio, fósforo e magnésio). Elas garantem uma aparência mais jovem e saudável, já que podem ser antioxidantes, como as vitaminas C e E e o selênio.
Protéicos: auxiliam na formação de massa magra.
Carboidratos: podem ser ingeridos antes ou depois da atividade física para garantir uma dose extra de energia.
Hipercalóricos: são destinados a quem quer ganhar peso. Como deu para perceber, não adianta tomar suplemento se você não mexe um músculo. Os efeitos só aparecem quando o produto é associado à prática esportiva. “Quem quer ficar forte tem que treinar, porque é o exercício que desgasta e reconstrói o músculo para que ele cresça e apareça. O suplemento apenas otimiza esse processo, fazendo com que você tenha resultados melhores e em menos tempo”, esclarece Cynthia.
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