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07/07/2009 -  09:19     

Cesta básica fica mais cara em 12 capitais em junho, aponta Dieese

A cesta básica ficou mais cara em 12 das 17 capitais pesquisadas em junho, aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

 

Quatro capitais registraram aumentos superiores a 1%: Aracaju (alta de 4,47%), Fortaleza (1,80%), Florianópolis (1,53%) e Curitiba (1,04%). Na outra ponta, em cinco capitais houve reduções: Brasília (-2,28%), João Pessoa (-0,90%), Recife (-0,45%), Rio de Janeiro (-0,37%) e (Natal -0,12%).

 

Com base no valor da cesta mais cara (ainda Porto Alegre, com R$ 243,66) e, levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

 

Assim, o salário mínimo necessário em junho deveria ser de R$ 2.046,99, que representa 4,4 vezes o salário mínimo vigente (R$ 465). O valor é pouco maior do que o de maio, estimado em R$ 2.045,06, mas bem menor que o de junho do ano passado, estimado em R$ 2.072,70.

 

Tanto no primeiro semestre como nos últimos 12 meses, o custo da cesta básica ficou mais baixo em 13 capitais. No semestre, as maiores quedas foram apuradas em Florianópolis (-9,02%), Aracaju (-8,76%) e Brasília (-8,41%). Os aumentos foram observados em Recife (3,99%), Salvador (3,08%), Goiânia (1,62%) e Belém (1,28%).

 

Nos últimos 12 meses, as maiores reduções foram anotadas em Florianópolis (-8,69%), Aracaju (-8,03), Belo Horizonte (-7,56%) e São Paulo (-6,99%). Já as altas, em Salvador (7,27%), Vitória (3,10%) e Goiânia (0,51%).

 

Apesar do pequeno aumento (0,09%), Porto Alegre permanece com o maior custo da cesta de alimentos básicos, de R$ 253,66. A capital paulista, também com pequena taxa positiva (0,33%), apresenta o segundo maior valor (R$ 228,10), seguida por Vitória (R$ 227,30) e Rio de Janeiro (R$ 188,67).

 

Custo e variação da cesta básica em 17 capitais em junho

 

Aracaju: 4,47% – R$ 176,35

Fortaleza: 1,80% – R$ 188,67

Florianópolis: 1,53% – R$ 217,46

Curitiba: 1,04% – R$ 213,52

Belo Horizonte: 0,97% – R$ 218,18

Vitória: 0,82% – R$ 227,30

Belém: 0,35% – R$ 201,60

São Paulo: 0,33% – R$ 228,10

Salvador 0,19% – R$ 199,01

Porto Alegre: 0,09% – R$ 243,66

Manaus: 0,07% – R$ 213,82

Goiânia: 0,07% – R$ 212,82

Natal: -0,12% – R$ 200,91

Rio de Janeiro: -0,37% – R$ 220,20

Recife: -0,45% – R$ 190,93

João Pessoa: -0,90% – R$ 187,30

Brasília: -2,28% – R$ 216,29

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16/06/2009 -  16:21     

Aprovada no Senado dedução de IR no caso de doações a entidades que prestam apoio a jovens

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou há pouco o projeto (PLS 269/08) que autoriza a dedução do Imposto de Renda de empresas e pessoas físicas em caso de doações ou patrocínios em favor de entidades sem fins lucrativos que desenvolvam ações de amparo e inclusão de jovens entre 15 e 29 anos. A proposta, da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), teve voto favorável do relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Como a decisão tem caráter terminativo, o projeto será enviado à Câmara dos Deputados.

 

No caso das empresas, o desconto é limitado a 6% do imposto devido, caindo a 4% quando se tratar dos contribuintes pessoas físicas. Em sua justificação, Patrícia Saboya argumenta que as ações de amparo e inclusão de jovens dependem da participação da sociedade civil. No entanto, salienta a senadora, apenas as doações em benefício de fundos voltados à criança e ao adolescente são dedutíveis do Imposto de Renda, ficando de fora políticas que alcançam grande contingente de jovens.

 

fonte: Agência Senado

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14/06/2009 -  18:44     

Lucro dos bancos que atuam no país tem queda de 39%

Com a crise, o lucro dos bancos que atuam no Brasil caiu 39% no primeiro trimestre deste ano quando comparado com os primeiros três meses de 2008, segundo levantamento feito pelo Banco Central a partir dos balanços entregues pelas instituições financeiras. No período, os ganhos acumulados pelo setor passaram de R$ 12,3 bilhões para R$ 7,5 bilhões.

Os números consideram apenas os chamados bancos comerciais, ou seja, aqueles que oferecem contas correntes a seus clientes. Se considerados apenas as chamadas financeiras independentes -que operam apenas com a concessão de empréstimos e não estão ligadas a grandes conglomerados financeiros-, a queda foi maior: no mesmo período, o lucro recuou de R$ 70 milhões para R$ 14 milhões.

Ainda assim, o BC tenta dizer que a situação não preocupa. Ontem à noite, divulgou, simultaneamente ao levantamento que mostra a queda na rentabilidade do setor, um estudo com algumas simulações que procuram mostrar que, mesmo que as turbulências enfrentadas pelo mercado se agravem num futuro próximo, o sistema financeiro como um todo tem capacidade de se manter de pé.

A análise se baseou numa simulação que mostra como os bancos reagiriam no caso de oscilações muito bruscas no câmbio, nos juros e na inadimplência. A conclusão, segundo o documento, é que as instituições “são resistentes” e que “apenas em situações extremas, superiores às variações historicamente observadas”, algumas instituições ficaram “desenquadradas”.

O estudo, porém, é limitado por não falar na situação individual de cada banco, mesmo que sem citar nomes, como aconteceu recentemente nos EUA. Os resultados se referem apenas à média do setor e não garantem que uma instituição isolada não possa ter problemas caso a crise se agrave.

Além disso, nem todos os parâmetros considerados pelo BC estão próximos da realidade. O estudo considera, por exemplo, que a cotação do dólar não cairia para menos de R$ 2,06, sendo que hoje a moeda dos EUA já é negociada abaixo de R$ 2.

O que os balanços dos bancos mostram é que, no primeiro trimestre do ano, as instituições sofreram muito com o aumento nos juros praticados no mercado financeiro, que levou a uma forte elevação nos seus custos de captação.

Entre janeiro e março, os bancos gastaram R$ 44,5 bilhões para captar recursos com empréstimos de curto prazo, 44% mais que no mesmo período de 2008. Como o setor não conseguiu repassar todo esse aumento de custos aos clientes, o resultado foi uma queda de 15% no lucro com operações de intermediação financeira.

fonte: Folha

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21/05/2009 -  16:52     

Cheque Especial

A Fundação Procon de São Paulo divulgou, nesta quinta-feira (21), que o juro médio do empréstimo pessoal caiu de 5,74% para 5,57% ao mês em maio. No cheque especial também houve queda: a taxa média dos bancos pesquisados foi de 8,89% ao mês, ante 9,03% em abril. Essa foi a quinta queda consecutiva das taxas.

De qualquer maneira, é importante saber que as taxas variam – e muito – de banco para banco, o que faz com que o gasto com juros seja muito diferente.

Em cada banco

Caso tomar crédito seja algo inevitável, deve-se ter atenção às variações de cobrança. A menor delas, para cheque especial, está na Caixa Econômica Federal (6,79% ao mês), enquanto a maior, conforme o Procon, é verificada no Safra (12,30% a.m.).

Na tabela abaixo, é possível traduzir em valores quanto essa diferença representa. Para o cálculo, foi considerado que o cliente utilizou o limite de R$ 950 de sua conta-corrente pelo período de um mês:

*Valor contratado: R$ 950. Utilização: 1 mêsCompilação: InfoMoney (os dados não levam em consideração outros encargos, como IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

Cheque especial por 1 mês*

Banco

Taxa mensal

Gasto total

Safra

12,30%

R$ 1.066,85

Santander

9,50%

R$ 1.040,25

ABN Amro Real

9,50%

R$ 1.040,25

HSBC

9,34%

R$ 1.038,73

Itaú

8,67%

R$ 1.032,37

Bradesco

8,36%

R$ 1.029,42

Banco do Brasil

7,85%

R$ 1.024,58

Nossa Caixa

7,82%

R$ 1.024,29

Unibanco

8,79%

R$ 1.033,51

Caixa Econômica Federal

6,79%

R$ 1.014,51

O mesmo ocorre quando se toma um empréstimo pessoal. Na Caixa Econômica Federal, são cobrados 4,39% de juros por mês, contra 6,81% mensais impostos pelo Itaú. O cálculo a seguir mostra quanto custa emprestar R$ 1,5 mil para pagamento em 12 meses, assim como a variação do custo do dinheiro de banco para banco:

*Valor contratado: R$ 1,5 mil. Pagamento em 12 mesesCompilação: InfoMoney (os dados não levam em consideração outros encargos, como IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

Empréstimo em 12 meses*

Banco

Taxa mensal

Gasto total

Banco do Brasil

4,58%

R$ 1.983,04

Bradesco

5,76%

R$ 2.118,83

Caixa Econômica Federal

4,39%

R$ 1.961,59

HSBC

4,61%

R$ 1.986,43

Itaú

6,81%

R$ 2.243,34

Nossa Caixa

4,58%

R$ 1.983,04

ABN Amro Real

6,15%

R$ 2.164,68

Safra

5,90%

R$ 2.135,23

Santander

6,15%

R$ 2.164,68

Unibanco

6,79%

R$ 2.240,94

 

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07/05/2009 -  17:00     

Mitsui pode ser parceira da Petrobras em refinaria

A Petrobras confirmou nesta quinta-feira que o conglomerado japonês Mitsui poderá ser parceiro da estatal no projeto da refinaria Premium 2, que será construída no Ceará.

 

Em comunicado ao mercado, a Petrobras informou que foi celebrado um memorando de entendimento entre as duas empresas na quarta-feira, para a realização de um estudo em conjunto sobre o projeto da refinaria.

 

“O memorando tem como base o interesse da Mitsui de atuar como parceiro em potencial do projeto, e tem a intenção de executar um estudo em conjunto para analisar a viabilidade da implantação do Projeto com a participação da Mitsui, sem criar obrigação adicional para as partes ou qualquer obrigação financeira para a Petrobras”.

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03/05/2009 -  17:35     

Cresce o uso de cartões de crédito e débito nos supermercados

SÃO PAULO – É cada vez maior o número de brasileiros que prefere pagar suas compras no supermercado com cartões de crédito ou débito, em detrimento ao dinheiro. A conclusão é da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) que, na última quarta-feira (29), divulgou o Índice Nacional de Vendas Abras, referente ao ano de 2008.

 

Segundo o levantamento, após uma significante recuperação de quase 6 pontos percentuais, entre 2006 e 2007, a participação do dinheiro nos meios de pagamento do setor voltou a cair no ano passado, saindo de 35% para 32,6%.

 

Por outro lado, no mesmo período, com o cartão de crédito ocorreu o contrário. Depois de uma diminuição no uso, entre os anos de 2006 e 2007, a categoria voltou a crescer em 2008, atingindo 21% dos pagamentos com cartões de crédito de terceiros e 14,3% com cartão de crédito próprio, sendo que os percentuais anteriores eram de 19% e 13,5%, respectivamente.

 

Débito e outras formas de pagamento

 

Já os cartões de débito estão em ascensão desde 2004, quando sua participação era de 13,4%, passando a 16,1% em 2007 e 17,5% no ano passado.

 

No que diz respeito ao uso do cheque, tanto o pré-datado quanto o à vista apresentam diminuição contínua em sua participação, respondendo o primeiro por 4,0% dos pagamentos e o segundo por 2,8%.

 

A pesquisa da Abras mostrou, ainda, que apesar de pequeno, cresce o número de consumidores que estão pagando suas compras com tíquete alimentação (5,1%) e desconto em folha (1,1%).

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30/04/2009 -  00:18     

Senado aprova texto básico da MP que anistia dívidas de até R$ 10 mil com a Receita

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (29) o texto básico, com emendas do relator, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), o projeto de lei oriundo da Medida Provisória 449/08, que concede anistia de multas, juros e outros encargos de dívidas de até R$ 10 mil de contribuintes com a Receita Federal.

 

A MP também concede um novo parcelamento de débitos, inclusive para quem participou ou perdeu parcelamentos anteriores. Agora, os senadores votarão emendas de plenário. Este é o quarto programa de parcelamento de dívidas federais adotado desde 2000, três deles na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

A votação foi antecedida de intenso de debate, depois que o PSDB questionou as condições favoráveis do perdão de multas e de juros. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) chegou a afirmar que a própria Receita Federal teme queda de receitas e questiona algumas das condições da anistia e dos parcelamentos introduzidas durante votação da matéria na Câmara.

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29/04/2009 -  23:59     

Bancos anunciam corte tímido de taxas após redução da Selic

SÃO PAULO – Assim como nas duas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), agora alguns bancos já anunciaram que pretendem reduzir também taxas praticadas em algumas linhas de crédito. As reduções, entretanto, não ultrapassam 0,08 ponto percentual na taxa mensal.

 

O Unibanco, por exemplo, vai cortar a partir de segunda-feira 0,08 ponto percentual da taxa mensal na linhas de crédito pessoal parcelado e no cheque especial. Para as empresas, o mesmo corte valerá nas taxas máximas de cheque especial e na linha de capital de giro do banco.

 

O Itaú também diminuirá taxas dos mesmos tipos de linha e na mesma proporção, de 0,08 ponto percentual na taxa mensal. O cheque especial, por exemplo, que tem juro de 8,75% ao mês, cairá para 8,67% ao mês. Para o Itaú, a redução aplicada em suas linhas ajuda a estimular a atividade econômica.

 

Vale lembrar que a Selic caiu para 10,25%, mas essa taxa é anual.

 

Os clientes pessoa física do Bradesco terão redução de 0,05 ponto percentual na taxa mínima mensal do cheque especial. A taxa máxima desse produto, que é de 8,44%, cairá 0,08 ponto percentual.

 

No crédito pessoal, os cortes também são de 0,05 ponto a 0,08 ponto percentual. No crédito para financiamento de veículos, o corte foi de 0,04 ponto percentual. No leasing, a baixa chegou a 0,07 ponto percentual na taxa mínima, para 1,69% ao mês.

 

No caso das pessoas jurídicas, o capital de giro e a conta garantida tiveram corte de 0,08 ponto percentual tanto nas taxas máximas como nas mínimas.

 

Taxas de antecipação de recebíveis de duplicatas, cheques e cartão de crédito diminuíram também 0,08 nas taxas mínimas, mas caíram apenas 0,04 para a taxa máxima, que ficou em 4,39% ao mês. Em todos os casos, as taxas passam a valer a partir de amanhã.

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22/04/2009 -  16:09     

Por arrecadação, governo estuda subir imposto do combustível

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou nesta quarta-feira que o governo federal estuda a possibilidade de aumentar a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), imposto que incide sobre combustíveis, para repor parte das perdas na arrecadação. No entanto, segundo Lobão, um dos compromissos seria o de se derrubar o valor que a Petrobras cobra na refinaria. Por essa tese, a estatal teria que abrir mão de parte de seu lucro para que o consumidor não fosse penalizado com reajustes nos preços.

 

A proposta, explicou o ministro, é apenas uma das discutidas no âmbito do governo. Para Lobão, que indicou ser contrário a tese defendida pela equipe econômica, uma eventual redução nos preços dos combustíveis deverá ocorrer em um prazo de três a quatro meses, ainda que um movimento de caminhoneiros pressione para uma diminuição imediata nos preços cobrados pelo óleo diesel.

 

“(O aumento da Cide) está sendo estudado. Nós vamos levar tempo ainda para tomar essa decisão. É um estudo do Ministério da Fazenda com a Petrobras e com o Ministério de Minas e Energia. Estamos verificando a repercussão financeira desta redução de custo do preço da gasolina e do diesel e se isto vai para a Cide ou não vai para a Cide. Não há uma decisão ainda”, declarou o ministro, após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

“A idéia é repassar (a redução) para o consumidor sim. O que está se fazendo é um estudo que vai levar de três a quatro meses. Nenhuma decisão se tomará antes desse período e há uma variante entre as discussões e surgiu esse problema da Cide. A idéia central é repassar ao consumidor a redução”, afirmou.

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21/04/2009 -  11:51     

Governo quer poupança na rolagem da dívida pública

COMANDATUBA, Bahia (Reuters) – O governo federal estuda redirecionar recursos da poupança para financiar a rolagem da dívida pública, afirmou nesta segunda-feira o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), durante congresso de empresários e políticos em Comandatuba (BA).

 

Segundo ele, a alternativa está sendo discutida por uma comissão sobre mudanças nos critérios atuais para rentabilizar essas aplicações. “Seria um mecanismo de redirecionamento de parte dos recursos da poupança”, afirmou o parlamentar, membro da comissão, da qual também fazem parte o ministro da Fazenda Guido Mantega, e os economistas Delfim Netto e Luiz Gonzaga Beluzzo.

 

O parlamentar disse que esse mecanismo pode vir acompanhado de outra medida que mude a forma de remuneração da poupança. Mais cedo, o senador tinha afirmado à Reuters que poderia ser por meio da emissão de títulos públicos atrelados à rentabilidade da poupança. À tarde, ele disse não saber como esse redirecionamento seria feito.

 

Hoje, os recursos da aplicação, que têm garantida rentabilidade de 6 por cento ao ano mais Taxa Referencial (TR) –que hoje circula entre 2 e 3 por cento ao ano– são utilizados para financiar a compra da casa própria.

 

Mercadante afirmou ter simpatia por esta saída, que teria aplicação mais simples do que outras duas que estão sendo discutidas.

 

Uma delas é mudança na metodologia da TR. De um lado, essa mudança implicaria em menor remuneração das cadernetas. Mas de outro, disse Mercadante, beneficiaria os tomadores de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que usa o índice como referencial na concessão de parte dos empréstimos.

 

A terceira opção é implementar um imposto de renda (IR) sobre as aplicações que superarem determinado patamar. Atualmente, a poupança é livre do imposto. Mas, assim como a alternativa anterior, esta dependeria de mudanças que precisariam de respaldo do Congresso Nacional.

 

“O importante é garantir que não vamos agredir a poupança, que é um instrumento popular e que já foi muito mexida no passado”, afirmou.

 

De acordo com o senador, ainda não há um prazo para definir qual ou quais das medidas serão adotadas, já que não são excludentes entre si. Mas ele reconheceu que a pressão por uma resposta deve crescer na próxima semana, quando ocorre a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve resultar em novo corte da Selic, hoje em 11,25 por cento.

 

A queda da Selic tem aumentado o temor do governo de que parte dos recursos hoje aplicado em títulos do governo com remuneração da Selic migre para a poupança, o que pode dificultar a rolagem da dívida pública.

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30/03/2009 -  20:07     

Redução Impostos

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: CORTE DE IPI

Cimentos aplicados na construção

De 4% para 0%

Tintas e vernizes dos tipos aplicado na construção

De 5% para 0%

Massa de vidraceiro

De 10% para 2%

Indutos utilizados em pintura

De 5% para 2%

Revestimentos não refratários do tipo dos utilizados em alvenaria

De 5% para 0%

Aditivos preparados para cimentos, argamassas ou concretos

De 10% para 5%

Argamassas e concretos para construção

De 5% para 0%

Banheiras, boxes para chuveiros, pias e lavatórios de plástico

De 5% para 0%

Assentos e tampas, de sanitários de plástico

De 5% para 0%

Caixas de descarga e artigos semelhantes para usos sanitários ou higiênicos, de plásticos.

De 5% para 0%

Pias, lavatórios, colunas para lavatórios, banheiras, bidês, sanitários, caixas de descarga, mictórios de porcelana

De 5% para 0%

Pias, lavatórios, colunas para lavatórios, banheiras, bidês de cerâmica

De 5% para 0%

Grades e redes de aço, não revestidas, para estruturas ou obras de concreto armado ou argamassa armada

De 5% para 0%

Outras grades e redes de aço, não revestidas, para estruturas ou obras de concreto armado ou argamassa armada

De 5% para 0%

Pias e lavatórios, de aços inoxidáveis

De 5% para 0%

Outras fechaduras; ferrolhos

De 5% para 0%

Partes Cadeados, fechaduras e ferrolhos

De 5% para 0%

Dobradiças de qualquer tipo (incluídos os gonzos e as charneiras)

De 5% para 0%

Outras guarnições, ferragens e artigos semelhantes para construções

De 10% para 5%

Válvulas para escoamento

De 5% para 0%

Outros dispositivos dos tipos utilizados em banheiros ou cozinhas

De 5% para 0%

Disjuntores

De 15% para 10%

Chuveiro elétrico

De 5% para 0%

 

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21/03/2009 -  12:20     

Petrobras diz que só baixa preço dos combustíveis após recuperar perdas

A Petrobras admitiu hoje que só vai reduzir os preços dos combustíveis quando recuperar as perdas que teve ao manter os valores estáveis de 2005 até maio do ano passado, quando a gasolina teve alta de 10% e o diesel, de 15%. Apesar disso, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, não mencionou qual seria o déficit de receita que precisa ser compensado.

 

Durante a semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula chegou a dizer que uma redução de preços precisaria ser discutida com a Petrobras, para evitar que a companhia tivesse perdas e que o superávit primário do país fosse afetado –a contribuição da Petrobras para o resultado é elevada.

 

Diante das especulações sobre eventuais reajustes e de reclamações do mercado de que a estatal estaria cobrando preços muito acima dos praticados nos mercados internacionais, a Petrobras convocou entrevista coletiva de imprensa para explicar os preços da companhia.

 

No caso da gasolina, são cobrados pela estatal na porta da refinaria R$ 1,10 por litro; pelo do diesel, o valor é de R$ 1,33. Segundo a Petrobras, “o resto da composição” de preços é formado por tributos e por uma margem bruta dos distribuidores e revendedores.

 

Segundo Paulo Roberto Costa, a companhia manterá sua política de preços de longo prazo. “Está em uma fase de recuperação. A hora em que fizer o ajuste de preços, é porque acabou a recuperação”, disse Costa.

O diretor afirmou não haver decisão política para a manutenção dos preços atuais, mas admitiu que a manutenção da receita em um momento de crise de crédito é importante e que o resultado da Petrobras para o país também pesam nas decisões.

 

“Tivemos uma defasagem que obviamente não foi compensada por um aumento de 10% [da gasolina] nem 15% [do diesel]. Mas é a política que a Petrobras adota. Parte da sociedade acha que é errado, talvez parte ache que é correto, mas a Petrobras entende que não pode repassar a volatilidade todo dia para a bomba, para o consumidor”, disse.

 

Para Costa, os preços de mais de US$ 140 por barril de petróleo atingidos no ano passado eram artificiais. O preço ideal seria entre US$ 70 e US$ 80 por barril –hoje, está na casa dos US$ 50. “É um preço que viabiliza os investimentos e que não vai causar tantos transtornos no mercado. É um preço que viabiliza a produção e permite ao consumidor pagar. É óbvio que o petróleo a US$ 140 foi só especulação. Não faz sentido econômico”, afirmou.

 

Costa destacou que os preços passados viabilizaram os investimentos necessários para permitir o abastecimento hoje e evitar que haja, no futuro, um aumento de preços real, baseado em falta de oferta.

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21/03/2009 -  12:17     

Caixa facilita compra de material de construção com dinheiro do FGTS

A Caixa Econômica Federal flexibilizou as regras para compra de material de construção com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Entre as principais mudanças estão a dispensa da garantia de fiança, a redução da taxa de risco de crédito e o aumento do prazo de amortização de 96 para 120 meses.

 

Essa linha é destinada à compra de material de construção em geral, incluindo armários embutidos e aquecedores solares, e atende às famílias com renda de até R$ 1.900. A mudança já está disponível em todas as agências da Caixa a partir desta sexta-feira.

 

As compras de material de construção são efetuadas por meio do cartão de débito Construcard FGTSem mais de 40 mil estabelecimentos comerciais credenciados pela Caixa.

 

O programa também permite a inclusão de até 15% dos custos de mão-de-obra no valor financiado.

De acordo com a Caixa, o objetivo da mudança é “aumentar a atratividade da linha, racionalizar os procedimentos e aumentar o número de contratações”.

 

Essa já é a segunda mudança nessa linha em menos de seis meses. Desde novembro do ano passado, o limite de financiamento passou de R$ 7 mil para até R$ 25 mil. A taxa de juros varia entre 5% ao ano e 7,16% ao ano, de acordo com a renda familiar do tomador.

 

Desde sua criação, em 1997, a linha já financiou R$ 5,9 bilhões e beneficiou aproximadamente 1,07 milhão de famílias. Em 2009 a meta de contratação para compra de material de construção com recursos do FGTS é de R$ 1 bilhão.

 

Queda

A venda de material de construção caiu 21,4% em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2008. No bimestre, a queda foi de 18,5%, segundo dados da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulgados nesta semana.

 

Com os dados do primeiro bimestre, o setor solicitou ajuda ao governo com corte de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). No acumulado dos últimos 12 meses houve crescimento de 7,4%.

 

“A crise financeira internacional, que já se estende por seis meses, e a demora do governo em divulgar medidas de estímulo ao setor agravaram os resultados. É necessário o anúncio imediato dessas providências para reverter esse quadro”, afirmou Melvyn Fox, presidente da Abramat.

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10/03/2009 -  13:04     

Petrobras apura vazamento de balanço

A Petrobras abriu uma investigação interna para apurar o vazamento de informações sobre o balanço da companhia, tornado público oficialmente na noite de sexta-feira passada.
Em nota curta, divulgada às 20h43 de ontem aos investidores, a empresa se limitou a afirmar: “A Petrobras, uma companhia brasileira de energia com atuação internacional, informa que constituiu comissão interna para apurar vazamento de informações relativas aos resultados do quarto trimestre e do exercício de 2008″, diz a íntegra do texto.


O lucro da Petrobras caiu 32% no quatro trimestre do ano passado na comparação com os três meses imediatamente anteriores. Passou de um recorde de R$ 10,9 bilhões para R$ 7,4 bilhões.
No acumulado de 2008, a Petrobras registrou seu maior lucro da história: R$ 33,9 bilhões, com expansão de 58% ante 2007. Em relação ao quatro trimestre de 2007, o resultado também foi positivo, com alta de 46%.


O resultado do balanço foi oficialmente anunciado depois do fechamento do mercado.
Houve rumores de que alguns analistas tenham obtido acesso ao balanço ainda enquanto as Bolsas operavam.


Segundo a Folha apurou, a suspeita da empresa recai sobre funcionários do setor de relação com investidores, que teriam vazado o relatório financeiro da Petrobras.


A Folha não conseguiu ouvir a CVM (Comissão de Valores Mobiliários, órgão que regula o mercado de capitais) ontem à noite a respeito do assunto.


Hoje, às 10h, a direção da Petrobras explicará, por meio de conferência telefônica e pela internet, os resultados para analistas de mercado.


Pouco antes da divulgação do resultado do balanço na sexta-feira à noite, a Petrobras havia anunciado que sua produção diária de petróleo no Brasil batera um novo recorde na quarta-feira (dia 4), quando foram extraídos 2.012.654 barris, superando em 12.420 barris a marca anterior, registrada em 25 de dezembro de 2007.


No pregão da Bovespa que antecedeu a divulgação dos resultados, os papéis da Petrobras se desvalorizaram. Houve queda de 1,26% no preço das ações preferenciais e de 1,83% nas ordinárias. O Ibovespa perdeu 0,71% na sexta. Na quinta, os papéis da empresa também haviam recuado.
Na sexta, o preço do barril de petróleo subiu 4,38% em Nova York, colaborando para um dia positivo das ações das principais empresas do setor no mercado internacional.


Os papéis da ExxonMobil, a maior petrolífera privada mundial, valorizaram-se em 2,91%, e os da também americana Chevron, em 3,20%.


Na Europa, as ações da Shell e da BP subiram, respectivamente, 3,52% e 0,24%.


Investigações anteriores


Não é a primeira vez que há investigação do uso de informações privilegiadas em negócios da empresa.
A CVM requisitou da Bovespa a relação de todos os investidores que compraram e venderam ações da Petrobras ao longo de novembro de 2007 para investigar suspeitas de vazamento de informação sobre o megacampo de petróleo na bacia de Santos. As ações da empresa subiram 14% com o anúncio do megacampo.


Em março de 2007, foi aberta investigação para apurar vazamento na compra das empresas do grupo Ipiranga pelo pool Petrobras-Braskem-Grupo Ultra, quando a CVM bloqueou pagamento de venda de ações e processou investidores que teriam se beneficiado do vazamento. Como as ações da Ipiranga tinham baixa liquidez, a movimentação dos investidores fez as ações ordinárias (com direito a voto) da Distribuidora Ipiranga avançarem 33,33%.

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07/03/2009 -  12:58     

Queda no petróleo reduz lucro da Petrobras

Afetado pela queda do preço do petróleo, o lucro da Petrobras caiu 32% no quatro trimestre do ano passado na comparação com os três meses imediatamente anteriores. O resultado passou de um recorde de R$ 10,9 bilhões no terceiro trimestre para R$ 7,4 bilhões.

 

No acumulado de 2008, a Petrobras registrou, porém, seu maior lucro da história: R$ 33,9 bilhões, com expansão de 58% ante 2007. Se for usado padrão contábil novo, o lucro anual foi de R$ 33 bilhões. Em relação ao quatro trimestre de 2007, o resultado também foi positivo, com alta de 46%.

 

Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, a redução do preço do petróleo explica a retração do lucro trimestral. Isso porque a companhia, diz, formou estoques com custos mais altos e foi obrigada a “desovar”" petróleo com valores mais baixos a partir de setembro -quando os preços despencaram com a crise.

 

Barbassa disse, porém, que o tal efeito não é recorrente nem representa uma piora dos indicadores operacionais da companhia, já que as vendas se mantiveram no mesmo padrão histórico para o período -sem ainda refletir o efeito da crise- e a produção cresceu.

 

Somente esse efeito negativo dos estoques mais caros reduziu o lucro do quatro trimestre em R$ 2,7 bilhões. Esse fator extraordinário elevou o custo dos produtos vendidos em 65% no último trimestre. O executivo ressaltou, porém, o desempenho positivo do ano fechado.

 

“2008 como um todo foi um ano positivo, quando lucramos mais, produzimos mais e vendemos mais.” Em todo ano passado, a produção de óleo e gás subiu 5%. No período, o faturamento cresceu 36% e atingiu R$ 232,2 bilhões. Segundo Barbassa, o bom desempenho anual é decorrente da alta do petróleo -que na média do ano ficou maior do que em 2007- e da expansão da produção.

 

A cotação do petróleo do tipo Brent passou de um pico de US$ 121 o barril no segundo trimestre de 2007 para US$ 55 no último trimestre -agora, está num patamar pouco superior a US$ 40. Com a forte alta do petróleo, diz Barbassa, cresceu o deságio do preço médio do petróleo da Petrobras em relação ao Brent, referência internacional. A diferença foi de US$ 11 em 2007 para US$ 15 em 2008.

 

Balança

Os elevados preços do petróleo -cuja média de 2008 ficou em US$ 97- levaram a Petrobras a registrar um déficit de US$ 928 milhões em sua balança comercial. Em valores, a estatal gastou mais com importações do que recebeu na venda de óleo no mercado interno.

 

Essa perda ocorreu apesar de a Petrobras ter registrado um saldo positivo de 100 mil barris/dia em suas exportações líquidas de óleo -volume que já desconta o petróleo importado.

 

Para Nelson Rodrigues de Mattos, analista do Banco do Brasil, a redução do lucro já era esperada e foi decorrente da redução do preço do petróleo. O desempenho, diz, só não foi pior porque a valorização do câmbio e o aumento da produção minimizaram tal efeito. O efeito cambial gerou ganho de R$ 3,3 bilhões, ao valorizar ativos da companhia no exterior.

 

Mônica Araújo, da corretora Ativa, diz que a empresa também sofreu com o custo maior de estoques -formados com o petróleo mais caro. Os dois preveem um primeiro semestre ainda ruim para a companhia.

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05/03/2009 -  12:28     

Bancos centrais de Europa e Reino Unido cortam juros para menor nível da história

O Banco Central Europeu (BCE, responsável pelos países que adotam o euro) e o britânico decidiram nesta quinta-feira cortar suas respectivas taxas básicas de juros em 0,5 ponto percentual, deixando-as no menor patamar da história. As medidas já eram esperadas por analistas de mercado.

 

No caso da instituição da eurozona, a taxa desceu de 2% para 1,5% ao ano, a mais baixa desde a criação do BCE, há dez anos. Foi o quinto corte consecutivo.

 

Já o juro básico britânico passou de 1% para 0,5%, menor taxa já adotada pelo Banco da Inglaterra desde a sua fundação, em 1694. Esta é a sexta queda seguida.

 

Como o BCE ainda tem margem para baixar os juros, a expectativa de analistas é de que nos próximos meses a taxa continue sendo reduzida, já que a turbulência financeira e a recessão pressionam a região.

 

“Meio ponto está exatamente dentro do esperado, mas existem muitos assuntos críticos que nós vemos para serem tratados na entrevista à imprensa”, disse o economista Julian Callow, do Barclays.

 

Reino Unido

A instituição britânica anunciou, ainda, que emitirá 75 bilhões de libras (84 bilhões de euros) nos próximos três meses para comprar ativos no setor privado. Ao justificar sua decisão, o BC inglês indica que a atividade global continua enfraquecendo, reflexo de uma queda da confiança e de contínuos problemas nos mercados de crédito internacionais.

 

A produção caiu consideravelmente no Reino Unido no quarto trimestre de 2008, ressalta a instituição. Para estimular a economia, o banco decidiu recorrer à emissão de dinheiro, já que as sucessivas reduções dos juros até mínimos históricos não tiveram o efeito esperado na prática.

 

O banco não tomava uma decisão assim desde os anos 70, o que evidencia o alcance da recessão. Esta emissão de dinheiro será destinada à compra de ativos do setor privado, para aumentar a liquidez nos mercados e impulsionar a concessão de créditos.

 

No Reino Unido, o desemprego está perto de 2 milhões de pessoas, enquanto os preços das casas caíram, os embargos de propriedades aumentaram e vários setores, entre eles o automotivo, eliminaram postos de trabalho.

 

FONTE: UOL

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01/03/2009 -  22:36     

Relator vai tirar de MP a cobrança de imposto sobre leasing

O relator da Medida Provisória 449/08, deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF), vai apresentar um substitutivo para tirar, da MP, os dispositivos que instituem a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de leasing. Porém, ainda não há aval do governo para essa mudança no texto da medida. Haverá uma reunião da base aliada para tratar do assunto na terça-feira (3) às 10 horas.

 

O leasing é uma operação em que o proprietário de um bem móvel ou imóvel cede a terceiro o uso desse bem por prazo determinado, recebendo em troca uma contraprestação. Tadeu Filippelli pretende ler o parecer sobre a MP na terça-feira em Plenário.

 

“O bom senso recomenda a supressão [do IOF sobre leasing], que seria uma medida extremamente simpática. Essa tributação é um fator que restringe a disponibilidade de crédito no meio de uma crise mundial que é muito mais de crédito do que de queda no consumo”, afirmou o relator.

 

A MP 449/08 faz uma série de mudanças nas leis tributárias. Um dos principais pontos do texto é o que perdoa dívidas de até R$ 10 mil junto à União.

 

Defesa

A retirada do IOF sobre o leasing, contudo, ainda não recebeu aval do Executivo. “Defendemos o texto original. O governo vai manter a defesa da MP sem alterações desde que tenha apoio dos líderes da base aliada”, afirmou o vice-líder do governo Ricardo Barros (PP-PR).

 

O líder do PT, deputado Cândido Vaccarezza (SP), declarou que o partido ainda não tem posição sobre o assunto. “Na segunda-feira (2) pela manhã, vamos conversar com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado. Até lá não existe nenhuma definição”, disse.

 

Ele argumentou, porém, que não é nenhuma discrepância a criação de um tributo sobre um mecanismo de crédito, como o leasing, em meio à crise. “O governo aumentou bastante a oferta de crédito. Reduziu a Taxa Selic, aumentou o spread do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, reduziu o compulsório dos bancos e ampliou a disponibilidade financeira do BNDES em R$ 100 bilhões, entre outras medidas. Não se pode avaliar toda uma política por meio de uma medida pontual”, afirmou.

 

Reforma tributária

O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) considerou que é “um absurdo” o governo propor a criação de um tributo sobre operações de leasing neste momento de crise. Segundo ele, “nenhum país que busca o desenvolvimento econômico taxa o crédito”.

 

Na avaliação do líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), suprimir o dispositivo da MP que cria o IOF sobre o leasing é pouco. Ele disse que a matéria deveria ser discutida no âmbito da reforma tributária (PECs 233/08, 31/07 e outras). “O DEM quer a retirada de toda a MP. Eu não vou discutir duas reformas tributárias ao mesmo tempo”, avisou.

 

“A oposição precisa ter um tratamento mais democrático e equilibrado”, rebateu Vaccarezza. “Eles não podem dizer, de um lado, que não aceitam votar a reforma tributária em um momento de crise e, por outro lado, alegar que não podem votar essa MP porque há uma reforma tributária em curso”, concluiu.

 

Para o relator Tadeu Filippelli, não existe relação entre o conteúdo da MP e a reforma tributária.

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27/02/2009 -  11:47     

Taxa de inadimplência aumenta e juros caem, indica BC

A taxa de inadimplência subiu e as taxas de juros caíram para as famílias em janeiro, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (26).

A taxa média anual de juros passou de 43,3%, em dezembro de 2008, para 42,4%, em janeiro deste ano. Para as famílias, no mesmo período, a taxa caiu três pontos percentuais e ficou em 55,1% ao ano. Para as empresas, entretanto, houve um aumento de 0,3 ponto percentual, chegando a 31% ao ano, no mês passado.

A taxa de juros do cheque especial caiu de 174,9% para 172% ao ano, uma redução de 2,9 pontos percentuais de dezembro para janeiro. No crédito pessoal, que inclui operações consignadas em folha, a redução foi de 60,4% para 56,5% ao ano.

Segundo o BC, a inadimplência geral subiu 0,2 ponto percentual e ficou em 4,6% em janeiro. Para as famílias (pessoas físicas) a inadimplência subiu de 8% para 8,3% e para as empresas, de 1,8% para 2%. A taxa de inadimplência é calculada com base no saldo em atraso superior a 90 dias.

O spread geral também recuou de dezembro para janeiro, de 30,7 para 30,4 pontos percentuais. Para as pessoas físicas (famílias) passou de 45,2 para 43,6 pontos percentuais. No caso das empresas (pessoas jurídicas), houve um aumento de 0,4 ponto percentual, chegando a 18,8 pontos percentuais.

O spread é a diferença entre os juros que a instituição financeira paga para ter o dinheiro (basicamente a taxa juros Selic) e a taxa cobrada do cliente na hora do empréstimo. A redução do spread é considerada uma condição para o barateamento do crédito ao tomador final e está sendo estudada pelo governo.

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16/02/2009 -  17:42     

Volume de cheques sem fundo aumenta em janeiro, diz TeleCheque

O volume de cheques honrados no país recuou em janeiro na comparação com o mês anterior, informou nesta segunda-feira a empresa de análise de crédito TeleCheque.

 

Segundo a empresa, 96,68% dos cheques foram honrados –uma queda de 0,96 ponto percentual sobre os 97,62% de dezembro do ano passado.

 

A TeleCheque aponta como principais motivos do aumento do volume de cheques sem fundos a grande quantidade de gastos extras do início do ano, como IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor), IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) e material escolar, além das dívidas contraídas no período do Natal.

 

“Apesar disso, esse aumento é considerado normal, uma vez que o consumidor já tem seu dinheiro comprometido com o pagamento de contas e despesas do dia a dia. Para muitos, estes gastos extras dificultam a administração financeira”, disse José Antonio Praxedes Neto, vice-presidente da TeleCheque.

 

O executivo ainda apontou o agravamento da crise econômica como motivo para o aumento do calote. “Alguns setores já começaram a sentir os efeitos e precisaram diminuir custos. De qualquer forma, a tendência é recuar o consumo de supérfluos e priorizar os itens de primeira necessidade, como alimentação”, declara Praxedes.

 

A pesquisa apontou ainda uma queda no volume de cheques fraudados recebidos. Em janeiro, apenas 0,07% dos cheques estavam nesta situação.

 

Na divisão por Estados, os que tiveram os maiores índices de cheques honrados são Goiás (97,55%), Paraíba (97,51%), Rio Grande do Sul (97,5%), Rio Grande do Norte (97,47%) e Santa Catarina (97,42%). Na outra ponta, os que tiveram os menores índices são Pará (93,57%), Maranhão (93,8%), Espírito Santo (94,41%), Ceará (95%) e Amazonas (95,39%).  

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11/02/2009 -  16:27     

Juros do cheque especial recuam pela segunda vez e atingem 9,18% a.m

SÃO PAULO – Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (11) pela Fundação Procon de São Paulo mostra que, em fevereiro, na comparação com janeiro, os juros médios do cheque especial passaram de 9,25% ao mês para 9,18% mensais – um recuo de 0,07 ponto percentual, marcando a segunda queda consecutiva dos juros, após sucessivas altas.


O estudo verifica as cobranças dos dez maiores bancos do País. Quanto ao empréstimo pessoal, também houve queda, de 0,12 ponto percentual da taxa, ficando em 5,89% ao mês.

Apesar dos decréscimos, a entidade recomenda aos consumidores que continuem cautelosos, planejando seu orçamento com critério, evitando dívidas e priorizando a subsistência da família. O crédito, segundo o Procon, só deve ser utilizado em caso de real necessidade, sendo que o consumidor deve recorrer ao cheque especial apenas em situações emergenciais e de curto prazo.


Por banco


A tabela abaixo mostra os valores cobrados nas instituições pesquisadas nos dois últimos meses e ainda destaca a menor e a maior taxa em cada modalidade:

Banco

Cheque Especial (a.m.)

Empréstimo Pessoal (a.m.)

janeiro

fevereiro

janeiro

fevereiro

HSBC

9,65%

9,57%

4,62%

4,57%

Santander

9,85%

9,85%

6,69%

6,36%

Bradesco

8,64%

8,56%

5,99%

5,91%

Banco do Brasil

7,99%

7,91%

4,99%

4,60%

Caixa Econômica

7,49%

7,35%

4,44%

4,39%

Itaú

8,95%

8,87%

7,09%

7,01%

Safra

12,30%

12,30%

6,90%

6,90%

Nossa Caixa

8,80%

8,80%

4,90%

4,90%

Real

9,85%

9,70%

7,45%

7,35%

Unibanco

8,99%

8,91%

6,99%

6,91%

Média

9,25%

9,18%

6,01%

5,89%

Fonte: Procon-SP

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