DIA INTERNACIONAL DA PAZ
O Dia Internacional da Paz é comemorado sempre no dia primeiro de janeiro do ano novo, quando em 1981, no dia 30 de novembro, a Organização das Nações Unidas o instituiu. Para os Católicos, desde o ano de 1967 o Papa Paulo VI quis que todos os povos celebrassem o Dia da Paz com uma mensagem lida em 8 de dezembro do mesmo ano, que falava: “Dirigimo-nos a todos os homens de boa vontade, para os exortar a celebrar o Dia da Paz, em todo o mundo, no primeiro dia do ano civil, 1 de Janeiro de 1968. Desejaríamos que depois, cada ano, esta celebração se viesse a repetir, como augúrio e promessa, no início do calendário que mede e traça o caminho da vida humana no tempo que seja a Paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processar-se da história no futuro”.
A Paz pedida pelo Papa e Pela ONU vai muito além da Paz em tempo de Guerra, é a verdadeira Paz de Espírito que buscamos no mundo, a verdadeira Paz deixada há mais de dois mil anos por um homem que revolucionou sua época e até hoje vem modificando a história da humanidade, Jesus. A Paz vivida por Madre Tereza, Gandhi e tantos outros que ousaram mostrar que a Paz é a melhor arma para vencer e construir um mundo melhor.
Temos que enfrentar uma guerra diária contra nos mesmos, que buscamos na nossa indiferença com o irmão a fuga de muitos problemas: “se não é comigo, tudo bem”. Aí é que está ausência da Paz. No momento que relegamos a segundo plano o Plano de Deus que é armarmos uns aos outros, estamos contribuindo para uma guerra ainda pior, que mata pelo esquecimento, mata pela indiferença, mata pela falta de amor…. Nessa guerra, muitos morrem por não serem ouvidos, apenas ouvidos ou vistos…
Somos gente, humanos, e só teremos Paz se a conseguirmos primeiro no Espírito e esse é o nosso maior desafio. A Paz se constrói no dia-a-dia, com um bom dia, ao menor, que não é menor, até o maior, que não é o maior, pois somos todos iguais. Numa das passagens Bíblicas, Jesus no ensina a sermos iguais: “Em verdade vos digo, entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele”. (Mt 11, 11). A fraternidade começa dentro de casa com a família; pai, mãe e filhos. Pai e mãe, ou apenas eu mesmo, na minha Paz interior.
No segundo momento, essa Paz deve ser levada aos outros; no trabalho, na escola, na faculdade, na casa dos amigos, dos desconhecidos… a todos. Mostrar que a verdadeira Paz não está apenas no falar, mas no agir, no exemplo de cada um. Que a Paz não está nas coisas materiais “Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o reino. Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói. Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” (Lc 12, 32-34) Que a verdadeira Paz só encontramos quando a sentimos no nosso mais íntimo ser. Quando damos aquele suspiro e falamos, com sinceridade para nos mesmos pelo dever cumprido, estou em Paz.
Mas para dizermos essa frase, temos que entrar na maior das guerras, que é a social, não só no nosso país como no mundo. Quando virmos o nordestino pobre parar de sofrer e ser explorado, o faminto da África ser saciado, o abraço apertado do Palestino e Judeu, a droga que destrói famílias inteiras ser banida da sociedade, a criança poder brincar e não ser explorada, vejam como estamos longe e ao mesmo tempo pertos da Paz. Só depende de cada um de nós.
“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.” (J.C.)
Autor: alexothon@ig.com.br - Categoria(s): Pessoal Tags: ARTIGO