Stênio Garcia e o sexo tântrico
Chegou a vez do sexo tântrico. Essa moda já estava discretamente começando a minar nossa moral e bons costumes há algum tempo.
Agora, com a novela Caminho das Índias, está entrando em nossas salas, passando pelo quarto e não duvidem: pode terminar na cozinha (atenção revisor, é cozinha mesmo, com “o”).
Na Veja desta semana, o ator Stênio Garcia bate no peito (atenção revisor, é “peito” mesmo) e gaba-se de ficar seis horas seguidas transando com sua mulher, com o perdão da má palavra, sem tirar o…como direi…o lingam da yoni.
Não, leitores, yoni não é o nome da mulher de Stênio Garcia; é como se chama o órgão sexual feminino na Índia.
Por silogismo, creio que vocês já adivinharam: lingam é o órgão sexual masculino.
Aprendi o sexo tântrico quando estive na Índia, na época em que Indira Ghandi dava seus primeiros passos.
Fui ao país da novela das oito em busca de paz espiritual e acabei encontrando Shoshotina Sativa em um curso de yoga para principiantes.
Na verdade, ela era cearense e se chamava Esmeralda da Silva. Havia se convertido ao tantrismo e adotado o nome indiano que, segundo me disse dias depois, queria dizer “vagina equilibrada”.
Foi ela que me levou a uma escola de Tantra, num pequeno templo de paredes decoradas com pinturas reproduzindo o Kama Sutra (no quarto do zelador do templo havia também posters da Playboy).
Aprendi o sexo tântrico nessa escola dirigida por discípulos do Osho, que naquela época se chamava Baguan Rajneesh e colecionava Rolls-Royce nos Estados Unidos.
Nessa modalidade de sexo, uma espécie de pompoarismo masculino, o homem aprende a exercitar os músculos do períneo, segura a ejaculação e, assim, pode ficar, realmente um bom tempo com o membro ereto.
Mas, cá pra nós, seis horas, como diz o Stênio Garcia, para quem tem 76 anos de idade…não sei não, só com muita meditação e uma boa dose de Viagra.
Autor: jopelouis@ig.com.br - Categoria(s): Cinema, Humor, comunicação, sexo, televisão Tags:
