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25/11/2009 - 22:43

O que anda errado no ninho Tucano.

As pesquisas dessa semana do CNT/Sensus, mostram que José Serra , governador de São Paulo e pré-candidato as eleições presidenciais pelo PSDB, continua na frente das pesquisas. A pesquisa revela também que a principal adversária de Serra na disputa presidencial a ministra chefe da casa civil Dilma Rousseff, tem crescido. Em um dos cenários pesquisado sem Serra e com Aécio Neves, governador de Minas e também pré-candidato pelo PSDB, dá Dilma e Aécio figura em terceiro ficando atrás de Ciro Gomes.

Não há como negar o crescimento notório de Dilma, com o apoio do presidente Lula, que goza de uma popularidade na casa dos 70%, e o forte marketing petista. Li a pesquisa em detalhes e posso afirmar que a continuar as indefinições dentro do PSDB, Dilma está em uma curva de crescimento bem acentuada e, na verdade tira votos do Tucano José Serra.

Os jornais de ontem 24/11 noticiavam que o presidente nacional do PSDB, senador Sergio Guerra, estaria vindo a São Paulo junto com lideranças dos partidos aliados – DEM e PPS – falarem com o Governador para acelerar sua definição.

Erra o PSDB e erra os partidos aliados, explico:

Serra não precisa falar nada , afinal Dilma é pré-candidata pelo PT, mas ela ainda espera as convenções para ter seu nome referendado, ou seja, ela nega mas está em plena pré-campanha usando a máquina publica e assim continua na mídia. A diferença é que no PT não há outra pessoa disputado com a ministra, já estão fechado com ela. Diferente do PSDB que tem uma disputa interna entre Serra e Aécio.

Cabem as lideranças tucanas, e dos partidos aliados ao PSDB, irem a Minas e falarem com o Aécio Neves, e não com o Serra. Quem tem embolado as coisas dentro do PSDB é o Aécio, não José Serra.
Chegou a hora dos tucanos deixarem a vaidade de lado e pensarem com mais clareza no futuro do Brasil. Todo mundo sabe que o que o PT mais teme é uma chapa puro-sangue, com Serra e Aécio. Essa união é que fará a diferença. É preciso que o governador Aécio Neves espere que sua hora vai chegar. Como disse Fernando Henrique vamos respeitar a fila. O PSDB não pode abrir mão de Serra por Aécio porque as pesquisas falam por si só. Não dá para trocar um candidato que está em primeiro nas pesquisas por um que esteja em terceiro.

Já vimos esse filme antes com Serra e Alckmin na campanha de 2006 e sabemos como ele termina.
O PSDB precisa pensar grande, Aécio precisa entender que uma derrota para o PT agora pode minar até as intenções dele no futuro. Se o PT ganhar vai sair muito mais fortalecido aí meus amigos , nem Serra nem Aécio.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
23/11/2009 - 11:52

Chapa puro sangue do PSDB é a menos rejeitada

Uma chapa encabeçada por José Serra (PSDB), com Aécio Neves (PSDB) como vice é a que tem a menor rejeição por parte do eleitorado brasileiro, mostra pesquisa CNT/Sensus.

Rejeição:

* José Serra / Aécio Neves – 25,6%
* Dilma Rousseff / Michel Temer – 36,3%
* Aécio Neves / José Serra – 27,6%
* Ciro Gomes / Carlos Lupi – 33,5%
* Aécio Neves / Ciro Gomes – 31,7%
* Marina Silva / Guilherme Leal – 45,3%

Única chapa que votaria:

* José Serra / Aécio Neves – 17,2%
* Dilma Rousseff / Michel Temer – 14,5%
* Aécio Neves / José Serra – 12%
* Ciro Gomes / Carlos Lupi – 8,9%
* Aécio Neves / Ciro Gomes – 7,8%
* Marina Silva / Guilherme Leal – 5,9%

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
23/11/2009 - 11:48

CNT/Sensus: apesar de queda, Serra lidera intenções de voto

Nas simulações para as eleições de 2010 da pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), continua liderando as intenções de votos em todas as listas em que o nome dele é incluído, mas apresenta queda nos percentuais de primeiro e segundo turnos. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 16 e 20 de novembro e entrevistou 2 mil pessoas. A margem de erro é de 3%.

“Ao longo dos últimos 12 meses, Serra perdeu 15 pontos nas intenções de voto”, disse Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Na primeira lista que inclui todos os prováveis candidatos à presidência da República, José Serra aparece com 31,8%, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 21,7%, o deputado federal Ciro Gomes (PSB)tem 17,5% das intenções de votos e a senadora Marina Silva (PV) apresenta 5,9%.

No quadro onde José Serra é substituído pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves, o deputado Ciro Gomes sobe para primeiro lugar, com 25%, Dilma Rousseff também cresce para 21,3%, Aécio fica com 14,7% e Marina Silva cai para 7,3%.

Na disputa de segundo turno, a ministra Dilma Rousseff teve uma recuperação sobre José Serra no simulado de setembro para novembro. Serra caiu de 49,9% na rodada anterior para 46,8% em novembro e a ministra Dilma ganhou três pontos, de 25% para 28,2%.

A chefe da Casa Civil ganharia de Aécio Neves numa simulação do segundo turno com 36,6% contra 27,9% do mineiro. No cenário de José Serra e Ciro Gomes no segundo turno das eleições, o tucano venceria com 44,1% contra 27,2% de Ciro, mas ainda assim o governador de São Paulo teve uma queda de sete pontos percentuais.

Transferência de votos
O poder do presidente Lula em transferir votos para um candidato à Presidência da República se manteve inalterado. Os números mostram que 20,1% dos entrevistados votariam em um nome apoiado pelo presidente Lula, 31,6% poderiam votar e 16% não votariam. Em setembro, o percentual dos que votariam no candidato apresentado pelo governo era de 20,8%.

Enquanto isso, ainda segundo a pesquisa, uma indicação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não acrescentaria votos para o candidato: 49,3% responderam que não votariam em um nome apoiado por FHC e apenas 3% votariam em um candidato do ex-presidente.

Segundo o presidente da CNT, Clésio Andrade, a aprovação do governo Lula estimula a intenção de votos num candidato apoiado pelo petista. “A avaliação do presidente Lula e de seu governo continua crescendo, resultado do bom desempenho econômico e dos programas sociais, percepção de que houve melhora da imagem do País interna e perante o mundo e o forte discurso do presidente Lula na sua linguagem de identificação com o povo”, disse Andrade.

“Com relação ao cenário eleitoral, nota-se uma queda de José Serra, crescimento de Dilma e crescimento de Aécio nos cenários estimulados”, disse o presidente da CNT.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
22/11/2009 - 14:40

Diogo Mainardi: Quem é o “Filho do Brasil”

“O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez, tem de se arranjar com Franklin Martins”
Luiz Carlos Barreto, o Filho do Brasil.” Ele, Luiz Carlos Barreto, é um personagem um tantinho menos oco do que aquele outro, canonizado em sua última obra, Lula, o Filho do Brasil. Quem é Lula? Eu o resumiria numa única linha: um retirante maroto que sonha em se transformar em José Sarney. Ele é Vidas Secas sem Graciliano Ramos. Ele é Antônio Conselheiro sem Euclides da Cunha. Ele é, citando outra patetice sertaneja produzida por Luiz Carlos Barreto, quarenta anos atrás – os filhos do Brasil repetem-se tediosamente de quarenta em quarenta anos -, o cangaceiro Coirana, sem Antônio das Mortes.

Quem já assistiu a um cinejornal do “Istituto Luce” sabe perfeitamente o que esperar de Lula, o Filho do Brasil. Benito Mussolini, em Roma, conclamando as massas, é igual a Lula, no ABC, imitando Bussunda. O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez, tem de se arranjar com Franklin Martins, coordenador do MinCulPop lulista. Mas o fato é que, a cada dia mais, o “filho de Dona Lindu” macaqueia o “filho do ferreiro de Predappio” – só que num cenário mais indigente e embolorado.

Se o crack de 1929 consolidou aquilo que Benito Mussolini chamou de “estado empreendedor”, o crack de 2008 fez o mesmo com Lula. A economia fascista tinha IMI e IRI, bancos públicos que forneciam crédito à indústria italiana, privilegiando os aliados do regime. A economia lulista tem Banco do Brasil e BNDES, que desempenham um papel semelhante. Benito Mussolini era celebrado na propaganda oficial por ter “restringido as desigualdades sociais”. Lula? Também. Os triunfos italianos nas Copas do Mundo de 1934 e 1938 foram creditados ao Duce, que compareceu aos jogos finais, assim como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 foram creditadas a Lula. Recentemente, Lula arrumou até seu próprio ditador antissemita, que promete repetir o holocausto: o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, recebido com pompa na capital do lulismo. Os “anos do consenso” de Benito Mussolini duraram de 1929 a 1936. Quanto podem durar os de Lula?

Luiz Carlos Barreto, em 1966, produziu um curta-metragem de propaganda para José Sarney. O curta-metragem foi dirigido por um conhecido marqueteiro: Glauber Rocha. Desde aquele tempo, Luiz Carlos Barreto, “o Filho do Brasil”, é quem melhor sintetiza o caráter nacional. Durante a ditadura militar, ele tomou conta da Embrafilme. No período de Fernando Henrique Cardoso, ele fez propaganda para a Embratur e para o BNDES. Quando o lulismo foi desmascarado, em 2006, ele disse: “O mensalão não era mensalão. Era uma anuidade. Faz parte da ética política. E a ética política é elástica”. A ética cinematográfica é igualmente elástica. E, no caso de Luiz Carlos Barreto, é uma anuidade.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
17/11/2009 - 20:15

O PT torce contra São Paulo, e se torce contra São Paulo torce contra o Brasil.

O jornal O Estado de São Paulo, publicou uma matéria nesta terça-feira com o título:
‘“PT quer atrasar obras do Rodoanel para atrapalhar Serra”

O jornal denuncia que o PT paulista sob o comando do PT Nacional vai usar o episodio da queda das vigas na obra, para atrasar o máximo sua conclusão, prevista para março de 2010. Para isso vão afundar a administração estadual em investigação com vários pedidos de análises técnicas e vistorias para que o governador José Serra não consiga tirar dividendos eleitorais.

Essa é a forma do PT atuar, atrapalhando uma obra que pretende melhorar o transito na cidade que é a terceira maior mancha urbana do planeta e que tem um transito dos mais complexos na mesma escala.
Mas não adianta, o PT quando oposição tinha a mesma irresponsabilidade. Era contra qualquer coisa que a oposição fizesse, mesmo que fosse boa para a população. O PT foi contra o Plano Real, foi contra o cambio flutuante, foi contra a lei de responsabilidade fiscal, enfim, o PT era contra qualquer coisa que não fosse idéia de petista, nunca se preocupou se os projetos eram bons ou não, o que valia mesmo era ser do contra. Porque seria diferente agora, no caso do Rodoanel?

Petistas têm apenas plano de poder, não plano de governo. Eles não fazem nada para o bem desse país, que não possam tirar algum tipo proveito.
Chegam ao ponto de atrasar a continuação da obra do Rodoanel. E quem paga o preço da irresponsabilidade é a população de São Paulo.

Quando um político do PSDB sabotou algum projeto petista que fosse bom para o povo? Nunca! E por falar em nunca…

“Nunca na história desse país” a frase do filósofo Maquiavel foi tão bem empregada quanto pelos petistas. “Os fins justificam os meios”. Napoleão Bonaparte que tinha o livro “O Príncipe” na cabeceira da sua cama deve remexer no túmulo de inveja dos petistas.

Quem faz isso com a população da cidade de São Paulo, já imaginou o que é capaz de fazer com o país inteiro para se manter no poder? Quem torce contra São Paulo, poderá torcer contra o Brasil.

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15/11/2009 - 16:21

Vinte anos depois do Lula-lá, Lula, Collor e Sarney juntos

A eleição presidencial de 1989 foi marcada por agressões e ataques pessoais dos três principais personagens: os candidatos Fernando Collor de Mello (PRN), que seria eleito presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou em segundo lugar, e o então presidente da República, José Sarney.

Era ladrão para lá, corrupto para cá e ditador de opereta para acolá. Collor ameaçava pôr os corruptos do governo Sarney na cadeia, se eleito. Sarney processou Collor por injúria e difamação. No calor da campanha, o alagoano xingou Lula de cambalacheiro. Foi eleito e não botou ninguém na cadeia. Acabou ele próprio apeado do cargo após dois anos de poder.

Depois de 20 anos, com Lula na Presidência, os três arqui-inimigos políticos transformaram-se em aliados em torno da base do governo petista, o que surpreendeu até os governistas, mostra reportagem de Gerson Camarotti e Maria Lima, publicada neste domingo pelo jornal O GLOBO.

As declarações de cada um para justificar a repentina amizade se baseiam na alegação de que todos foram alvo de campanhas difamatórias e injustiças. Outra argumentação é que não foram eles que mudaram, mas o tempo e a política. De forma reservada, interlocutores de Lula dizem o que mais mudou nessas duas décadas: o pragmatismo e a necessidade de governabilidade.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
15/11/2009 - 12:14

Pesquisa:Serra x Dilma X Aécio

Quem sabe ler pesquisa e examinou os números da Vox Populi (36% para Serra e 19% para Dilma) acha que, em condições normais de temperatura e pressão, entre o final de janeiro e o início de março, os dois estarão emparelhados.

Serra x Aécio

Prospera num pedaço do empresariado a ideia de que é melhor perder a sucessão presidencial com Aécio Neves do que ganhá-la com José Serra. A manobra nasceu no poço de rancor que a ekipekonômica de Fernando Henrique Cardoso cultiva em relação a Serra. Desse núcleo propagou-pela pela banca e pela turma do papelório. A conta é simples: “Se ganharmos com Aécio, acertamos na loteria. Admitindo-se que para nós tanto faz Dilma como Serra, trocamos um jogo de perde-perde por outro de perde-ganha.”

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08/11/2009 - 14:01

Agora é Dilma quem ataca a imprensa

Por Ana Flor, na Folha:
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) saiu em defesa ontem do presidente Lula, atacando a imprensa e a oposição. Dilma afirmou que existe uma “oposição quase midiática” no país e acusou segmentos da imprensa de “partidarização”.
Na semana passada, o governo Lula foi alvo de críticas do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. O cantor Caetano Veloso foi também a público dizer que Lula é “analfabeto e grosseiro”.
Ao falar a prefeitos e vice-prefeitos do PT ontem em São Paulo, Dilma disse que as alianças que o PT está construindo devem ser “uma das explicações para o crescente isolamento de setores políticos, basicamente a oposição, que se vê sem projeto, sem discurso e cada vez mais sem base social”.
Dilma disse ainda que há a “substituição da oposição partidária pela oposição quase midiática”. Ela voltou a classificar a oposição de “patética”, como fez no dia anterior, além de chamá-la de “desconexa” e vítima de um “excesso de vaidade”.
Ao se referir ao PT, disse que “nós somos de fato os grandes democratas do Brasil”.
Numa tentativa de municiar os prefeitos para defenderem o projeto petista na campanha do próximo ano, Dilma falou que o governo tem derrubado “dogmas” da oposição. Como exemplo, falou da crença de que “o povo é politicamente atrasado [e] precisa de formadores de opinião o orientando” -uma resposta às críticas de Caetano.
Dilma foi recebida por centenas de prefeitos e vice-prefeitos do PT em Guarulhos. Além de gritos de “Urgente, Dilma presidente” da plateia, os palestrantes brincavam, ao começar suas falas, dizendo “bom Dilma” -ao invés de “bom dia”.
A ministra subiu o tom dos ataques menos de uma semana depois de FHC criticar, em artigos para jornais, o “lulismo” que comandaria o grupo hoje no poder no país.
Em seu discurso, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, chamou o ex-presidente de “Fracassando Henrique Cardoso”.
Há poucas semanas, também em São Paulo, Lula criticou a imprensa, afirmando que o povo pensa por si e “não precisa de intermediários”. A fala de Dilma, muito aplaudida pela plateia petista, foi na mesma linha. Segundo ela, é “arrogância atribuir nossa popularidade como uma miopia” do povo.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
07/11/2009 - 22:43

A Melhor entrevista de Barto (Lula), a imitação é perfeita.

Primeira Parte:

Segunda Parte:

Terceira parte:

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
03/11/2009 - 11:17

Diogo Mainardi: Manual da Sabotagem

Deu na Veja:

Eu tento sabotar o PT. Como é que se sabota o PT? Atualmente, só há um jeito: unindo José Serra e Aécio Neves, em 2010.

Sem Aécio Neves, José Serra perde. Sem José Serra, Aécio Neves perde. Eles sabem disso. O PT sabe disso. Aécio Neves pode até ser o melhor candidato presidencial. Mas o PSDB acabará apoiando a candidatura de José Serra, porque ele lidera – e lidera folgadamente – em todas as pesquisas eleitorais.

Com o único propósito de sabotar o PT – e de sabotar Lula, Dilma Rousseff, Franklin Martins -, amolei um monte de gente para tentar descobrir se José Serra e Aécio Neves realmente podem se tornar companheiros de chapa em 2010. O primeiro como candidato a presidente e o segundo como candidato a vice-presidente. Publicamente, eles negam essa possibilidade. José Serra diz que a disputa presidencial ainda está longe. E Aécio Neves responde que, se o PSDB escolher José Serra, ele pretende se candidatar ao Senado.

Mas a probabilidade de um acordo entre os dois é muito maior do que parece. Na última semana, o marqueteiro de José Serra e o marqueteiro de Aécio Neves se reuniram e trataram abertamente do assunto. Eu só soube disso – repito – porque amolei um monte de gente. O marqueteiro de José Serra fez um cálculo simples: para eleger seu candidato ao Palácio do Planalto, ele tem de ganhar em Minas Gerais. Se Aécio Neves se candidatar a vice-presidente, José Serra ganhará disparado. Se, por outro lado, Aécio Neves concorrer ao Senado, desinteressando-se da campanha presidencial, ganhará em Minas Gerais o candidato apoiado por Lula.

Aécio Neves tem de fazer um cálculo um tantinho mais complicado. O Senado oferece-lhe um caminho perfeitamente seguro. Mas, se José Serra acabar perdendo de Dilma Rousseff, ele poderá ser responsabilizado pela derrota. Para alguém como Aécio Neves, cujo maior atributo político é ser um aglutinador, nada pior do que rachar o próprio partido. Se Aécio Neves tomar o caminho oposto e aceitar ser companheiro de chapa de José Serra, sabotando os planos do PT, ele só terá a ganhar. Em primeiro lugar, porque isso garantirá o triunfo eleitoral de José Serra. Ele será o Lula do PSDB. Em segundo lugar, porque ele poderá ocupar, além do Palácio do Jaburu, um grande ministério da área social, cacifando sua candidatura presidencial em 2014, contra Lula, ou em 2018, contra o que restar do PT, se é que ainda restará algo.

Pronto: sabotei o PT. Agora só falta o PSDB sabotar o PSDB.

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31/10/2009 - 07:46

A Transformação de Dilma.

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Depois de ser derrotado em três eleições, Lula reapareceu com a imagem remodelada na eleição de 2002. Passou a usar ternos bem cortados, cuidou da aparência e, principalmente, deixou de lado o discurso radical que assustava parte do eleitorado.

A ministra Dilma Rousseff, candidata do governo à Presidência, está no mesmo laboratório operando sua transformação. Nos sete anos de ministério, Dilma ficou conhecida pela austeridade, inclusive no trato com auxiliares e colegas, pela falta de tato político, o que já lhe rendeu brigas e desafetos dentro do próprio partido, o PT, e pela dificuldade em se comunicar.

Parecem problemas intransponíveis para quem deseja enfrentar com a mínima possibilidade de êxito uma campanha eleitoral que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos. A metamorfose já mostra os primeiros sinais.

Na semana passada, durante a inauguração dos estúdios de uma emissora de TV, Dilma brincou de atriz com o presidente Lula, que manejava uma câmera. Depois, em um jantar com parlamentares do PP, fez questão de ir à cozinha cumprimentar os funcionários da casa. Em outro evento, em São Paulo, abraçou e beijou catadores de lixo que participavam de uma feira de reciclagem.

Por fim, a ministra, que nunca teve muita afinidade com questões ambientais, tem revelado inédita preocupação ecológica, a ponto de ser nomeada para chefiar a delegação brasileira que vai participar de uma conferência da ONU sobre o clima.

“Dilma está mais simpática, mais sorridente e consciente do que se deve fazer em uma campanha”, afirma um membro de seu staff. Exemplo disso é que, há duas semanas, a ministra esteve em um almoço com correligionários do governador Eduardo Campos (PSB-PE) e, na chegada, cumprimentou apenas as autoridades presentes à mesa. Foi, depois, advertida pela falha.

“Dá para perceber que é difícil para ela cumprir esse papel de candidata, mas ela tem se esforçado.” Os discursos e as opiniões da ministra também passaram a seguir um roteiro preestabelecido. Os discursos devem ser simples e carregados de metáforas de fácil entendimento, como os do presidente Lula. As opiniões emitidas sobre os temas de governo e de campanha também não podem divergir das defendidas pelo presidente.

Nos últimos dias, Dilma foi criticada por estar antecipando a campanha eleitoral, o que é ilegal. Indagada sobre o assunto, a ministra se disse vítima de preconceito pelo fato de ser mulher. Ninguém entendeu o que uma coisa tem a ver com a outra, mas Dilma conseguiu, ao menos momentaneamente, safar-se da polêmica – exatamente como foi ensaiado com sua equipe de campanha, integrada por políticos, publicitários e jornalistas.

A ministra se reúne uma vez por semana com o “estado-maior” de sua campanha, como é chamado o grupo do qual fazem parte os ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, o deputado Antonio Palocci, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o marqueteiro João Santana.

Nesses encontros são discutidos os temas que serão abordados pela candidata-ministra e como ela deve tratá-los em suas aparições. Também são definidos a agenda de viagens e pontos da estratégia política da campanha. Nos fins de semana, Dilma reserva um dia, às vezes o sábado, às vezes o domingo, para se dedicar integralmente ao treinamento e à preparação da “candidata ideal”.

Ao lado de João Santana e de sua equipe de marqueteiros, a ministra é submetida a sessões de entrevistas, debates simulados e pronunciamento para programas de TV. A postura, o tom de voz, o modo de encarar as câmeras e até a melhor roupa para cada ocasião são experimentados à exaustão. “Esse treinamento é normal para todo candidato em campanha.

No caso da Dilma, porém, isso precisa ser intensificado porque ela não tem nenhuma experiência eleitoral. Estamos saindo do zero, fabricando um candidato”, explica um dos envolvidos na operação.

Em breve, o perfil de Dilma Rousseff ganhará o reforço de um detalhe desconhecido pela maioria dos eleitores. A ministra terá enfatizada sua condição de “candidata mineira”. Dilma nasceu em Belo Horizonte, em 1947, e estudou nos tradicionais colégios Sion e Estadual Central. Sua mãe cresceu em uma fazenda na região de Uberaba e seu pai trabalhou na siderúrgica Mannesmann, tradicional empresa no estado.

Em Minas Gerais, ela atuou em grupos de oposição à ditadura e acabou presa. Essa origem, porém, é pouco conhecida, pois sua carreira pública foi, na verdade, construída no Rio Grande do Sul, para onde se mudou após deixar a prisão.

Pela estratégia montada, Dilma será apresentada como a alternativa para Minas voltar a ter um presidente da República depois de quinze anos. O último foi Itamar Franco. Os auxiliares da ministra avaliam que, caso o governador paulista José Serra seja confirmado como candidato da oposição, ela pode atrair os votos dos eleitores mineiros, desde, é claro, que enxerguem nela uma legítima representante do estado.

A estratégia da ministra também passa pelo mundo virtual. Na semana passada, o PT inaugurou seu novo site, orçado em 600 000 reais, que terá canais de áudio e vídeo para ajudar a alavancar a candidatura de Dilma. Pelo site, também será possível arrecadar recursos a partir do início oficial da campanha, em julho. Extraoficialmente, porém, a máquina petista tem um raio de ação muito mais abrangente.

Em abril passado, uma ficha criminal falsificada que relatava a participação da ministra em ações armadas contra o regime militar infestou a rede. O episódio levou os estrategistas de Dilma a importar o marqueteiro Ben Self, responsável pela parte digital da campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Contratado por João Santana, Self esteve no Brasil duas vezes nos últimos cinco meses. Ele se reuniu com os coordenadores da campanha da ministra e sugeriu planos para reagir a esses tipos de ataque.

Bogueiros e internautas estão sendo arregimentados para inundar as chamadas redes sociais com mensagens de apoio a Dilma e com ataques aos adversários. O trabalho custa entre 50 000 e 120 000 reais por mês e é realizado por empresas especializadas.

“Tudo precisa ser clandestino. A força desse tipo de campanha é justamente a aparente espontaneidade das manifestações”, disse a VEJA um especialista da área. Oficialmente, nenhum político admite o envolvimento com seus fãs e detratores do mundo digital.

Não há exemplo na democracia brasileira de um candidato “fabricado em laboratório” que tenha se tornado presidente. Antes da ditadura, não havia campanha eleitoral de massa, com TV e rádio. Por isso imperavam os grandes líderes políticos, capazes de costurar o apoio das lideranças regionais.

Desde a redemocratização, todos os candidatos competitivos tinham biografia política significativa. Mesmo os políticos mais próximos de Lula consideram essa metamorfose uma incógnita.

Diz Gaudêncio Torquato, professor de marketing eleitoral da USP: “Todo candidato tem sua identidade, representada pelo caráter, personalidade e estilo. E há a imagem, projetada pelos publicitários, para que ela se torne mais palatável aos eleitores. Se essa imagem for muito diferente da identidade, há o risco de o candidato parecer falso e artificial ao eleitor, afugentando seu voto”.

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28/10/2009 - 19:39

Campanha expansão São Paulo

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25/10/2009 - 19:43

Sarney ajudou filho a “atacar” setor elétrico, revela grampo

deu na folha de s.paulo

Fernando queria encaixar amigo em estatal; “Manda passar lá no Senado”, disse senador

Presidente do Senado e seu filho não quiseram falar das gravações de conversas que podem configurar tráfico de influência no setor elétrico

Gravações da Polícia Federal mostram que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não estava alheio às investidas do filho mais velho, Fernando, sobre órgãos públicos do setor elétrico -ações que, para os policiais, configuram crime de tráfico de influência.

Numa conversa, o senador orientou Fernando a arrumar emprego para aliados no comando da Eletrobrás, estatal ligada ao Ministério de Minas e Energia. Noutro diálogo, o filho do senador avisou que, feitas essas nomeações indicadas pelo pai, ele iria “atacar” os apadrinhados, com o objetivo de liberar verbas de patrocínio a entidades privadas ligadas à família -o que de fato aconteceu.

Os grampos -obtidos com autorização judicial- fazem parte da Operação Faktor, antes chamada de Boi Barrica, que levou ao indiciamento de Fernando por quatro crimes. A apuração de tráfico de influência ainda não foi concluída pela PF. Pelo Código Penal, o fato de pedir vantagem, mesmo não consumada, já configura crime.

O presidente do Senado até aqui não foi alvo da Faktor. Para investigá-lo, a PF precisaria de autorização do Supremo Tribunal Federal. Sobre as denúncias anteriores contra o filho, Sarney disse que tratavam de casos que ele desconhecia.

As escutas que a Folha revela hoje são as primeiras a envolvê-lo diretamente. Procurados, Sarney e Fernando não comentaram as nomeações nem o suposto tráfico de influência. Assinante do jornal leia mais em: Sarney ajudou filho a “atacar” setor elétrico, revela grampo

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
22/10/2009 - 18:34

Lula reedita outro programa de FH, e continua mudando os nomes dos programas.

PAC das Cidades Históricas substitui Monumenta

Num evento com ingredientes de campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou ontem, em Ouro Preto (MG), o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.

Ao lado da pré-candidata à Presidência, a ministra Dilma Rousseff, Lula creditou a ela o esforço para viabilizar o projeto, que prevê investir R$ 890 milhões até 2012.

— Quero parabenizar a companheira Dilma por encontrar um jeito de colocar a reivindicação do companheiro Juca (Ferreira) no PAC — disse, referindo-se ao ministro da Cultura.

Com mais dinheiro e nova roupagem, o PAC, na verdade, reedita ações do Programa Monumenta, lançado em 2000 pelo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) — até hoje, os investimentos haviam sido de R$ 250 milhões em 26 cidades.

A promessa de Lula é beneficiar até 173 cidades, mas, este ano, 37 serão contempladas, ao custo de R$ 134 milhões. As demais terão de submeter projetos ao governo.

A mudança de nome, segundo o governo, tem como objetivo consolidar nova política para o setor, mais “consistente” e “estruturante”. Na prática, há poucas mudanças, além da ampliação e maior aporte de recursos.

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22/10/2009 - 18:27

‘No Brasil, Jesus teria que se aliar a Judas’, diz Lula

deu na FOLHA DE S.PAULO
De Kennedy Alencar:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que até “Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão” se fosse eleito para governar o Brasil. Na primeira entrevista à Folha após dois anos, declara que “a transferência de voto não é como passe de mágica”.

Diz, porém, que se empenhará em transferir o seu prestígio e o do governo para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua candidata. Nega que a eleição dela fosse equivaler a um terceiro mandato. “A Dilma no governo tem de criar a cara dela. Rei morto, rei posto.”

Lula afirma ser “debate pequeno” a declaração do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, de que faz comícios pró-Dilma em viagens pelo país.

Novamente de dieta para emagrecer, diz que apoiou a manutenção no cargo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por “segurança institucional”. Segundo Lula, a oposição ia “fazer um inferno neste país”.

Por que o sr. escolheu Dilma como candidata, cristã nova no PT que nunca disputou eleição, sem fazer discussão no partido?

Não estava em debate quem era PT mais puro-sangue, menos puro-sangue. Era questão de viabilidade política. Dilma é a mais competente gerente que o Estado já teve. A capacidade de trabalho, a competência, o passado político e o presente, isso me faz garantir que é excepcional candidata.

Esse argumento não é muito tucano? O sr. nunca havia sido gestor, virou presidente e faz um governo bem avaliado.

Não é tucano, não. Além de gestora, é extraordinário quadro político.

Ciro disse que o sr. e FHC foram tolerantes com o patrimonialismo para fazer aliança no Congresso. Ou seja, aceitaram a prática de usar bens públicos como privados.

Qualquer um que ganhar as eleições, pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista, não conseguirá montar o governo fora da realidade política. Entre o que se quer e o que se pode fazer tem uma diferença do tamanho do oceano Atlântico. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.

É o que explica o sr. ter reatado com Collor, apesar do jogo baixo na campanha de 1989?

Minha relação com o Collor é a de um presidente com um senador da base.

Dá aperto no peito?

Não tenho razão para carregar mágoa ou ressentimento. Quando o cidadão tem mágoa, só ele sofre. Quando se chega à Presidência, a responsabilidade nas suas costas é de tal envergadura que você não tem o direito de ser pequeno.

Assinante do jornal leia mais em: “No Brasil, Jesus teria que se aliar a Judas”, diz Lula

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22/10/2009 - 18:13

Lula, da metamorfose à rendição

Deu na Folha de S. Paulo

De Clóvis Rossi:

Que Luiz Inácio Lula da Silva foi, a partir de sua vitória de 2002, uma “metamorfose ambulante”, nem precisava que ele próprio o dissesse. Os fatos falavam alto e claro.

O triste, como revela a entrevista que ele concedeu a Kennedy Alencar desta Folha, é que Lula passou da metamorfose à rendição a uma realidade política horrorosa.

Disse Lula: “Qualquer um que ganhar as eleições, pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista, ele não conseguirá montar o governo fora da realidade política.

Entre o que se quer e o que se pode fazer tem uma diferença do tamanho do oceano Atlântico. Quem ganhar a Presidência amanhã, terá de fazer quase a mesma composição, porque este é o espectro político brasileiro”.

O presidente ainda acrescentou: “Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão”.

Se Frei Betto, o confessor ou ex-confessor de Lula, tivesse ensinado seu amigo direitinho, o presidente aprenderia que Cristo foi crucificado justamente porque não fez coalizão com os judas da vida.

Que Lula tivesse obsessão com a governabilidade até dá para entender. Que desista de ao menos tentar reformar a “realidade política” é um irremediável desastre.

Só para qualificar o que é essa realidade: a Fundação Konrad Adenauer, ligada à democracia-cristã alemã, divulgou há dez dias o índice de desenvolvimento político da América Latina.

O Brasil consegue a proeza de ficar só no 8º lugar entre os 18 países listados. E estamos falando de América Latina, que é essa mixórdia arquiconhecida.

Tudo somado, dá para entender por que o presidente prefere que a imprensa não fiscalize o poder, apenas informe. Lula e seu partido trocaram a fiscalização do tempo de oposição pelo gozo do poder uma vez nele instalados.

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19/10/2009 - 08:29

PSDB: Indefinição prejudica alianças regionais.

Deu em o O Globo:

Tucanos defendem escolha de candidato ainda este ano e alegam perda de aliados em estados como RJ e MSDe Bernardo Mello Franco:

A indefinição sobre a escolha do candidato do PSDB à Presidência da República preocupa as bases do partido, que temem que a demora atrapalhe a montagem dos palanques regionais para 2010.

Tucanos de diferentes estados dizem que a incerteza no plano nacional já prejudica as articulações com legendas de oposição ao governo federal, e até da base governista, e defendem a escolha do candidato até dezembro.

A mesma preocupação foi manifestada pelas bancadas do DEM na Câmara e no Senado, que, em pesquisa publicada ontem pelo GLOBO, elegeram Aécio Neves (MG) como o presidenciável tucano “preferido”, mas apontaram José Serra (SP) como o mais “competitivo”.

Os tucanos consideraram natural a avaliação do DEM, e indicam divisão semelhante no PSDB.

- A demora está provocando constrangimento no partido e entre os aliados. A escolha do nosso candidato a presidente é urgente, porque ele será o principal articulador das alianças regionais. Dependendo do nome lançado, o PSDB terá palanques mais ou menos fortes nos estados – defende o pré-candidato ao governo do Paraná, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).

Em alguns estados, a demora pode levar aliados a palanques rivais. É o caso de Mato Grosso do Sul, onde o PSDB teme que a incerteza no plano nacional frustre uma possível aliança local com o governador André Puccinelli (PMDB).

Se o acordo não for fechado com o PMDB no estado, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) pode ser obrigada a lançar uma candidatura de sacrifício para não deixar Serra ou Aécio sem palanque.

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16/10/2009 - 20:06

Entrevista com Airton Garcia – DEM São Carlos – 2ª parte

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20/09/2009 - 09:15

Indicado por Lula para o STF, José Antonio Dias Toffoli não foi condenado apenas uma vez.

Indicado por Lula para o STF, José Antonio Dias Toffoli não foi condenado apenas uma vez. São duas as sentenças expedidas contra ele por juízes do Amapá.

Além do caso mais recente –condenação de 8 de setembro, já noticiada aqui— há um outro processo, mais antigo.

Foi aberto em dezembro de 2000. Trata-se, de novo, de uma ação popular. Envolve um contrato firmado por Toffoli com o governo do Amapá.

Corre na 4ª Vara Cível de Fazenda Pública da comarca de Macapá (AP). O juiz que atua no caso é Luiz Carlos Kopes Brandão.

Em sentença datada de 6 de novembro de 2006, o magistrado anulou o contrato e condenou Toffoli a devolver às arcas públicas R$ 19.720, em valores da época.

A cifra terá de ser corrigida monetariamente. Além de Toffoli, o juiz condenou João Batista Silva Plácido. Era, na época, procurador-geral do Amapá à época.

“Não é preciso qualquer esforço para perceber a ilegalidade e a lesividade do contrato em questão”, escreveu o magistrado na sentença.

O contrato que o juiz anulou previa que Toffoli prestaria assessoria jurídica ao governo amapaense.

Algo que, segundo o juiz, era desnecessário, já que o Estado dispunha de um quadro próprio de procuradores.

Governava o Amapá nessa ocasião João Capiberibe (PSB). Ele respondia a processos por crimes eleitorais no TSE, em Brasília.

Na ação popular, sustentou-se a tese de que Toffoli não assessorara o Estado. Em verdade, teria recebido do governo para defeder o governador no TSE.

Intimado a defender-se, o governo negou. Disse que os serviços de Toffoli haviam sido efetivamente prestados ao Estado.

Afirmou que o contrato com o governo não previra “clausula de exclusividade”. Toffoli não estaria, portanto, impedido de advogar para Capiberibe no TSE.

O juiz Luiz Carlos Kopes Brandão escreveu na sentença:

“A constatação de que o réu José Antonio Dias Toffoli prestou serviços a terceiros não leva, automaticamente, à conclusão de para isso o remunerou o erário público, já que, como lembraram os réus, o contrato não previa exclusividade”.

O diabo é que o governo de Capiberibe não logrou comprovar que Toffoli prestara serviços ao Estado.

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29/08/2009 - 11:08

O PT Colloriu

Por: Marquinho Amaral

 

Lembro-me muito bem do acirrado debate entre os presidenciáveis Fernando Collor de Mello, do PRN e Luís Inácio Lula da Silva, do PT, afinal era a primeira vez que votaria em alguém em minha vida. Transmitido ao vivo pela TV Globo em novembro, o encontro praticamente decidiu o pleito, dando a vitória para o então “Caçador de Marajás”.

Mas Lula persistiu. Foi novamente candidato em 1994 e 1998, derrotado duas vezes pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Mostrando tenacidade, Lula concorreu novamente em 2002, vencendo, enfim o páreo e tornando-se o primeiro operário brasileiro a chegar à presidência da República do Brasil.

Mas, para quem esperava mudanças profundas levou um balde de água fria. Para o Banco Central foi chamado um tucano, Henrique Meirelles, que acabava de se eleger deputado federal pelo PSDB do Estado de Goiás. O que se viu a seguir foi um presidente sem projeto para o país e que “clonou” o programa de FHC e do PSDB. Governou desta forma, e, salvo um ou outro contratempo, teve sucesso na política econômica justamente por manter o navio no curso definido pelo PSDB. Na parte política, porém, seus métodos o levaram à “crônica da morte anunciada”. O PT no poder apodreceu mais rapidamente do que qualquer arqui-rival poderia prever. O Mensalão em 2004 colocou por terra todo o sonho de uma geração que construiu um partido organizado, de caráter popular e que representaria os grandes anseios do trabalhador.

Por sua vez, Lula dizia a todo momento que não “era de esquerda” e mudava seus “companheiros”. A turma formada por João Babá, Helóisa Helena, João Fontes, Ivan Valente e outros ao cobrarem coerência ideológica, se tornaram inconvenientes para o poder. Mas, companheiros novos chegavam e Lula recebeu, de braços abertos, figurinhas carimbadas da política nacional, como José Sarney, Paulo Maluf, Michel Temer, Jader Barbalho e tantos outros.

Em São Carlos, o PT também perdia qualquer pudor e também se aliava a antigos desafetos do PMDB, por exemplo. Os peemedebistas, antes, eram execrados em praça pública pelos petistas. Ao mesmo tempo, o barco do poder, alçado em 2000 pelo reitor Newton Lima ficou muito pequeno para abrigar os novos amigos e uma liderança como a vereadora Julieta Lui, que construiu a sigla na cidade. Então, ela foi expulsa do PT.

Mas não esperava que o Partido dos Trabalhadores, sob o comando de Lula fosse descer tanto à lama. Para salvar José Sarney, o partido chafurdou em barro fétido do esgoto, liquidando com qualquer resquício de moralidade, dignidade e altivez que restasse. O senador Aloísio Mercadante, que eu admirava, fez papel ridículo. Ele se rebelou com razão, deixando o cargo de líder do governo, num surto de honradez e coerência. Mas, de maneira covarde, servil e envergonhada, voltou atrás depois de levar um “pito “ de Lula. Agiu como um moleque que é chamado à razão pelo papai. 

Mas, surpresa, surpresa, mesmo, foi ver Lula abraçado com Fernando Collor de Mello e elogiando sem economia o senador de Alagoas, seu ex-algoz e agora fiel escudeiro no Senado Federal. Confesso que já vi muita coisa nesta vida. Mas o PT Collorido era uma triste, lamentável e tragicômica cena que eu jamais esperaria ou pretenderia ver.

 

Em tempo: Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de absolver Palocci, o Brasil bem que poderia se tornar uma verdadeira pizzaria.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
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