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28/11/2009 - 11:23

Um homem de valor

Por Marquinho Amaral

Na próxima terça-feira, comemorará 70 anos de idade o empresário Antonio Florindo Zanette, uma das figuras que orgulham a política e o meio empresarial de São Carlos.

No Poder Legislativo, Zanette sempre foi um vereador aguerrido e digno da função de parlamentar. Destacou-se pela honradez e pelo trabalho, sempre se colocando na defesa da democracia, da igualdade de oportunidades e da qualidade de vida de um povo. Na ação parlamentar misturava as idéias avançadas de um visionário com senso de urgência. Nestes paradoxo, ele exerceu, de forma exemplar seu papel na política são-carlense.

A capacidade de Zanette lhe rendeu, em 2007, o título de “Industrial do Ano”, concedido pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Como político, o amigo Antonio Zanette sempre teve uma posição altiva, de estadista. Há cerca de duas décadas já pregava a necessidade de a cidade nortear seu crescimento através do planejamento urbano, traduzido na forma de um plano diretor. Também alertava para a necessidade de o município implantar uma estação de tratamento de esgoto, assim como criar a coleta seletiva em todos os setores: na iniciativa privada, como lojas e indústrias; nas residências e também no setores públicos, como Prefeitura, Câmara, SAAE, Prohab e etc. Quando a questão ambiental era uma novidade, Zanette já se destacava, falando da necessidade da defesa dos mananciais de água e do plantio maçiço de árvores para garantir o equilíbrio do ecossistema.

Durante seu mandato, Zanette apresentou inúmeros trabalhos sobre estas questões e conseguiu aprovar muitos projetos de lei que hoje são leis em pleno vigor. Quando fomos colegas no Poder Legislativo, travei, com Zanette, o bom combate, já que em muitas ocasiões estivemos em diferentes trincheiras. Tivemos acalorados debates, mas nunca nos deixamos de respeitar, seja como homens públicos, seja como cidadãos ou mesmo colegas de parlamento.

Antonio Florindo Zanette foi, sem dúvida alguma, um grande vereador, como também é um empreendedor competente, que, ao lado do amigo Paulo Altomani, juntamente com outras empreendedores, construiu uma empresa sólida e pujante que é a Engemasa, que possui cerca de 300 funcionários e que viverá, nos próximos anos, um processo muito grande de expansão, gerando mais renda e emprego para muita gente. É uma empresa de primeiro nível e que concorre em nível internacional com gigantes do setor de aço e ligas especiais.

Pouca gente sabe que no episódio da definição do campus II da USP São Carlos Zanette teve um papel decisivo ao conseguir convencer o proprietário da vasta área de terra a doar para o Estado de São Paulo aquele local para a construção da universidade. Não fosse sua habilidade para tratar de tal assunto talvez o Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP estaria em Ibaté.

È por tudo isso e muito mais que aproveito esta oportunidade para desejar ao amigo Zanette um feliz aniversário e muitos anos de vida. Por sua biografia e sua luta, você merece os nossos sinceros parabéns!

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política, Tecnologia Tags: , , , , , , , , , ,
27/11/2009 - 20:23

Roriz lamenta corrupção no governo Arruda

Do ex-governador Joaquim Roriz, hoje, em telefonema para um amigo: “A que ponto chegamos… Nunca imaginei que pudesse haver corrupção no governo do Arruda. É lamentável”.

Ontem à noite, Roriz havia antecipado em conversa com assessores a operação detonada hoje pela Polícia Federal para recolher documentos que provem a existência de um suposto mensalão local patrocinado pelo governador José Roberto Arruda, do DEM.

Durval Barbosa, que delatou à polícia o suborno de deputados distritais e licitações irregulares, é o atual secretário de Relações Institucionais do governo Arruda. Em 2003, era o presidente da Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan) do governo Roriz.

No fim da campanha de 2002, quando Roriz, governador, era candidato à reeleição, Durval foi um dos personagens de escândalo apurado pelo Ministério Público do Distrito Federal (leia em Gravação telefônica complica Roriz)

Roriz está eufórico. Arruda tomou-lhe o PMDB. Tomou-lhe os principais aliados – entre eles o deputado Tadeu Felipelli (PMDB), no passado tratado por Roriz como seu possível herdeiro político.

Roriz foi obrigado a se filiar ao PSC para ser candidato à sucessão de Arruda. O PSC só terá 1 minuto de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão durante a campanha – contra mais de 15 minutos da coligação de partidos que apóia Arruda.

A esperança de Roriz é que a coligação em torno de Arruda se desmanche. E que vários partidos troquem de lado.

A próxima será uma das campanhas para governador mais sujas da história do Distrito Federal.

Há dossiês contra todos os prováveis candidatos. Nenhum escapará incólume.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , ,
25/11/2009 - 22:43

O que anda errado no ninho Tucano.

As pesquisas dessa semana do CNT/Sensus, mostram que José Serra , governador de São Paulo e pré-candidato as eleições presidenciais pelo PSDB, continua na frente das pesquisas. A pesquisa revela também que a principal adversária de Serra na disputa presidencial a ministra chefe da casa civil Dilma Rousseff, tem crescido. Em um dos cenários pesquisado sem Serra e com Aécio Neves, governador de Minas e também pré-candidato pelo PSDB, dá Dilma e Aécio figura em terceiro ficando atrás de Ciro Gomes.

Não há como negar o crescimento notório de Dilma, com o apoio do presidente Lula, que goza de uma popularidade na casa dos 70%, e o forte marketing petista. Li a pesquisa em detalhes e posso afirmar que a continuar as indefinições dentro do PSDB, Dilma está em uma curva de crescimento bem acentuada e, na verdade tira votos do Tucano José Serra.

Os jornais de ontem 24/11 noticiavam que o presidente nacional do PSDB, senador Sergio Guerra, estaria vindo a São Paulo junto com lideranças dos partidos aliados – DEM e PPS – falarem com o Governador para acelerar sua definição.

Erra o PSDB e erra os partidos aliados, explico:

Serra não precisa falar nada , afinal Dilma é pré-candidata pelo PT, mas ela ainda espera as convenções para ter seu nome referendado, ou seja, ela nega mas está em plena pré-campanha usando a máquina publica e assim continua na mídia. A diferença é que no PT não há outra pessoa disputado com a ministra, já estão fechado com ela. Diferente do PSDB que tem uma disputa interna entre Serra e Aécio.

Cabem as lideranças tucanas, e dos partidos aliados ao PSDB, irem a Minas e falarem com o Aécio Neves, e não com o Serra. Quem tem embolado as coisas dentro do PSDB é o Aécio, não José Serra.
Chegou a hora dos tucanos deixarem a vaidade de lado e pensarem com mais clareza no futuro do Brasil. Todo mundo sabe que o que o PT mais teme é uma chapa puro-sangue, com Serra e Aécio. Essa união é que fará a diferença. É preciso que o governador Aécio Neves espere que sua hora vai chegar. Como disse Fernando Henrique vamos respeitar a fila. O PSDB não pode abrir mão de Serra por Aécio porque as pesquisas falam por si só. Não dá para trocar um candidato que está em primeiro nas pesquisas por um que esteja em terceiro.

Já vimos esse filme antes com Serra e Alckmin na campanha de 2006 e sabemos como ele termina.
O PSDB precisa pensar grande, Aécio precisa entender que uma derrota para o PT agora pode minar até as intenções dele no futuro. Se o PT ganhar vai sair muito mais fortalecido aí meus amigos , nem Serra nem Aécio.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
23/11/2009 - 14:57

Serra, com Aécio de vice, venceria primeiro turno

A 99ª rodada da pesquisa CNT/Sensus mostrou que uma chapa encabeçada pelo governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), com o governador paulista, José Serra (PSDB), de vice, seria a favorita no primeiro turno das eleições.

Vejas as simulações:

* Aécio Neves / José Serra – 31%
* Dilma Rousseff / Michel Temer – 22,6%
* Ciro Gomes / Carlos Lupi – 18,1%
* Marina Silva / Guilherme Peirão Leal – 5,3%

Noutra lista, com Serra à presidência e Aécio a vice:

* José Serra / Aécio Neves – 35,8%
* Dilma Rousseff / Michel Temer – 23,9%
* Ciro Gomes / Carlos Lupi – 16,1%
* Marina Silva / Guilherme Peirão Leal – 5,2%

Uma terceira simulação com Aécio à presidência, Ciro de vice e Serra fora da disputa:

* Aécio Neves / Ciro Gomes – 32,4%
* Dilma Rousseff / Michel Temer – 26,6%
* Marina Silva / Guilherme Peirão Leal – 8,3%

A pesquisa CNT/Sensus entrevistou 2 mil pessoas em 24 Estados das cinco regiões brasileiras entre 16 a 20 de novembro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para cima ou para baixo.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
23/11/2009 - 11:52

Chapa puro sangue do PSDB é a menos rejeitada

Uma chapa encabeçada por José Serra (PSDB), com Aécio Neves (PSDB) como vice é a que tem a menor rejeição por parte do eleitorado brasileiro, mostra pesquisa CNT/Sensus.

Rejeição:

* José Serra / Aécio Neves – 25,6%
* Dilma Rousseff / Michel Temer – 36,3%
* Aécio Neves / José Serra – 27,6%
* Ciro Gomes / Carlos Lupi – 33,5%
* Aécio Neves / Ciro Gomes – 31,7%
* Marina Silva / Guilherme Leal – 45,3%

Única chapa que votaria:

* José Serra / Aécio Neves – 17,2%
* Dilma Rousseff / Michel Temer – 14,5%
* Aécio Neves / José Serra – 12%
* Ciro Gomes / Carlos Lupi – 8,9%
* Aécio Neves / Ciro Gomes – 7,8%
* Marina Silva / Guilherme Leal – 5,9%

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23/11/2009 - 11:48

CNT/Sensus: apesar de queda, Serra lidera intenções de voto

Nas simulações para as eleições de 2010 da pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), continua liderando as intenções de votos em todas as listas em que o nome dele é incluído, mas apresenta queda nos percentuais de primeiro e segundo turnos. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 16 e 20 de novembro e entrevistou 2 mil pessoas. A margem de erro é de 3%.

“Ao longo dos últimos 12 meses, Serra perdeu 15 pontos nas intenções de voto”, disse Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Na primeira lista que inclui todos os prováveis candidatos à presidência da República, José Serra aparece com 31,8%, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 21,7%, o deputado federal Ciro Gomes (PSB)tem 17,5% das intenções de votos e a senadora Marina Silva (PV) apresenta 5,9%.

No quadro onde José Serra é substituído pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves, o deputado Ciro Gomes sobe para primeiro lugar, com 25%, Dilma Rousseff também cresce para 21,3%, Aécio fica com 14,7% e Marina Silva cai para 7,3%.

Na disputa de segundo turno, a ministra Dilma Rousseff teve uma recuperação sobre José Serra no simulado de setembro para novembro. Serra caiu de 49,9% na rodada anterior para 46,8% em novembro e a ministra Dilma ganhou três pontos, de 25% para 28,2%.

A chefe da Casa Civil ganharia de Aécio Neves numa simulação do segundo turno com 36,6% contra 27,9% do mineiro. No cenário de José Serra e Ciro Gomes no segundo turno das eleições, o tucano venceria com 44,1% contra 27,2% de Ciro, mas ainda assim o governador de São Paulo teve uma queda de sete pontos percentuais.

Transferência de votos
O poder do presidente Lula em transferir votos para um candidato à Presidência da República se manteve inalterado. Os números mostram que 20,1% dos entrevistados votariam em um nome apoiado pelo presidente Lula, 31,6% poderiam votar e 16% não votariam. Em setembro, o percentual dos que votariam no candidato apresentado pelo governo era de 20,8%.

Enquanto isso, ainda segundo a pesquisa, uma indicação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não acrescentaria votos para o candidato: 49,3% responderam que não votariam em um nome apoiado por FHC e apenas 3% votariam em um candidato do ex-presidente.

Segundo o presidente da CNT, Clésio Andrade, a aprovação do governo Lula estimula a intenção de votos num candidato apoiado pelo petista. “A avaliação do presidente Lula e de seu governo continua crescendo, resultado do bom desempenho econômico e dos programas sociais, percepção de que houve melhora da imagem do País interna e perante o mundo e o forte discurso do presidente Lula na sua linguagem de identificação com o povo”, disse Andrade.

“Com relação ao cenário eleitoral, nota-se uma queda de José Serra, crescimento de Dilma e crescimento de Aécio nos cenários estimulados”, disse o presidente da CNT.

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23/11/2009 - 11:44

CNT/Sensus: avaliação positiva do governo sobe para 70%

A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuperou o fôlego na nova rodada da pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira, com 70% de avaliação “ótimo” e “bom” em novembro. O percentual do último levantamento tinha apresentado queda: de 69,8% em maio para 65,4% em setembro. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 16 e 20 de novembro e entrevistou 2 mil pessoas. A margem de erro é de 3%.

O número de insatisfeitos com o governo Lula também caiu em novembro, segundo a pesquisa. Enquanto em setembro 7,2% dos entrevistados faziam uma avaliação negativa do governo, em novembro este percentual passou para 6,2%. A avaliação do desempenho pessoal do presidente Lula aumentou de 76,8% em setembro para 78,9%, mesmo depois do episódio do apagão, em 10 de novembro.

Eleições 2010
Nas simulações para as eleições de 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), continua liderando as intenções de votos em todas as listas em que o nome dele é incluído, mas apresenta queda nos percentuais de primeiro e segundo turnos.

“Ao longo dos últimos 12 meses, Serra perdeu 15 pontos nas intenções de voto”, disse Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Na primeira lista que inclui todos os prováveis candidatos à presidência da República, José Serra aparece com 31,8%, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 21,7%, o deputado federal Ciro Gomes (PSB)tem 17,5% das intenções de votos e a senadora Marina Silva (PV) apresenta 5,9%.

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23/11/2009 - 09:03

José Serra: É desconfortável recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo

De: José Serra:

É desconfortável recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes.

O presidente Ahmadinejad, do Irã, acaba de ser reconduzido ao poder por eleições notoriamente fraudulentas. A fraude foi tão ostensiva que dura até hoje no país a onda de revolta desencadeada.

Passados vários meses, os participantes de protestos pacíficos são brutalizados por bandos fascistas que não hesitam em assassinar manifestantes indefesos, como a jovem estudante que se tornou símbolo mundial da resistência iraniana. Presos, torturados, sexualmente violentados nas prisões, os opositores são condenados, alguns à morte, em julgamentos monstros que lembram os processos estalinistas de Moscou.

Como reagiríamos se apenas um décimo disso estivesse ocorrendo no Paraguai ou, digamos, em Honduras, onde nos mostramos tão indignados ao condenar a destituição de um presidente? Enquanto em Tegucigalpa nos negamos a aceitar o mínimo contacto com o governo de fato, tem sentido receber de braços abertos o homem cujo ministro da Defesa é procurado pela Interpol devido ao atentado ao centro comunitário judaico em Buenos Aires, que causou em 1994 a morte de 85 pessoas?

A acusação nesse caso não provém dos americanos ou israelenses. Foi por iniciativa do governo argentino que o nome foi incluído na lista dos terroristas buscados pela Justiça. Se Brasília tem dúvidas, por que não pergunta à nossa amiga, a presidente Cristina Kirchner?

Democracia e direitos humanos são indivisíveis e devem ser defendidos em qualquer parte do mundo. É incoerente proceder como se esses valores perdessem importância na razão direta do afastamento geográfico. Tampouco é admissível honrar os que deram a vida para combater a ditadura no Brasil, na Argentina, no Chile e confratenizar-se com os que torturam e condenam à morte os opositores no Irã. Com que autoridade festejaremos em março de 2010 os 25 anos do fim da ditadura e do início da Nova República?

O extremismo e o gosto de provocação em Ahmadinejad o converteram no mais tristemente célebre negador do Holocausto, o diabólico extermínio de milhões de seres humanos, crianças, mulheres, velhos, apenas por serem judeus. Outros milhares foram massacrados por serem ciganos, homossexuais e pessoas com deficiência.

O Brasil se orgulha de ter recebido muitos dos sobreviventes desse crime abominável, que não pode ser esquecido nem perdoado, quanto menos negado. O mesmo país que tentou oferecer um pouco de segurança e consolo a vítimas como Stefan Zweig e Anatol Rosenfeld agora estende honras a alguém que usa seu cargo para banalizar o mal absoluto?

As contradições não param por aí. O Brasil aceitou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e, juntamente com a Argentina, firmou com a Agência Internacional de Energia Atômica um acordo de salvaguardas que abre nossas instalações nucleares ao escrutínio da ONU.

Consolidou com isso suas credenciais de aspirante responsável ao Conselho de Segurança e expoente no mundo de uma cultura de paz ininterrupta há quase 140 anos com todos os vizinhos. Por que depreciar esse patrimônio para abraçar o chefe de um governo contra o qual o Conselho de Segurança cansou de aprovar resoluções não acatadas, exortando-o a deter suas atividades de proliferação?

Enfim, trata-se da indesejável visita de um símbolo da negação de tudo o que explica a projeção do Brasil no mundo. Essa projeção provém não das ameaças de bombas ou da coação econômica, que não praticamos, mas do exemplo de pacifismo e moderação, dos valores de democracia, direitos humanos e tolerância encarnados em nossa Constituição como a mais autêntica expressão da maneira de ser do povo brasileiro.

José Serra é governador de São Paulo

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
22/11/2009 - 14:46

Das empresas que patrocinaram o filme, “Lula o Filho do Brasil”, todas tem contratos com o governo.

Na VEJA desta semana:

Como dizer não?
Lula, o Filho do Brasil foi patrocinado e apoiado por um grupo de empresas, a maioria delas com negócios com o governo, que doou 10,8 milhões de reais

AmBev – Em 2005, o BNDES destinou 319 milhões de reais para a empresa de bebidas.

Camargo Corrêa – A construtora participa das obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, tendo recebido, em 2008, 102,7 milhões de reais.

CPFL Energia – O controle da distribuidora de energia está dividido entre a Camargo Corrêa, o BNDES e fundos de pensão de estatais.

EBX – Os empréstimos feitos pelo BNDES às empresas de Eike Batista ultrapassam 3 bilhões de reais só neste ano.

GDF Suez – A empresa faz parte do consórcio responsável pelas obras da hidrelétrica de Jirau e recebeu do BNDES empréstimo de 7,2 bilhões de reais.

Grendene – O BNDES aprovou, em 2008, financiamento de 314 milhões de reais para a aquisição total do controle acionário da Calçados Azaléia pela Vulcabrás dos mesmos controladores da Grendene.

Hyundai – Em 2007, o governo federal deu uma mãozinha para a implantação da fábrica da montadora em Goiás.

Neoenergia – O Banco do Brasil e a Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB) detêm, juntos, 61% da companhia. Em 2008, o BNDES aprovou crédito superior a 600 milhões de reais para a construção de usinas pelo grupo.

OAS – Foi uma das financiadoras da campanha de reeleição de Lula. Participa das obras do PAC, tendo recebido, em 2007, 107 milhões de reais.

Odebrecht – Venceu em 2007, em parceria com a estatal Furnas, a licitação para a construção da usina de Santo Antônio, no Rio Madeira. O valor do investimento foi definido em 9,5 bilhões de reais, com 75% do total financiado pelo BNDES.

Oi – O BNDES aprovou, na semana passada, financiamento de 4,4 bilhões de reais, o maior valor já concedido para uma empresa de telecomunicações. Desde a aquisição da Brasil Telecom (BrT), bancos públicos já aprovaram empréstimos de mais de 11 bilhões de reais ao grupo Oi. O BNDES e a Previ têm participação no bloco de controle da companhia de telefonia.

Volkswagen – Tem contrato com o governo para o programa Caminho da Escola para a renovação da frota de ônibus escolares. Em agosto, entregou o primeiro lote de 1?100 veículos, pelo qual recebeu 223 milhões de reais.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
22/11/2009 - 14:40

Diogo Mainardi: Quem é o “Filho do Brasil”

“O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez, tem de se arranjar com Franklin Martins”
Luiz Carlos Barreto, o Filho do Brasil.” Ele, Luiz Carlos Barreto, é um personagem um tantinho menos oco do que aquele outro, canonizado em sua última obra, Lula, o Filho do Brasil. Quem é Lula? Eu o resumiria numa única linha: um retirante maroto que sonha em se transformar em José Sarney. Ele é Vidas Secas sem Graciliano Ramos. Ele é Antônio Conselheiro sem Euclides da Cunha. Ele é, citando outra patetice sertaneja produzida por Luiz Carlos Barreto, quarenta anos atrás – os filhos do Brasil repetem-se tediosamente de quarenta em quarenta anos -, o cangaceiro Coirana, sem Antônio das Mortes.

Quem já assistiu a um cinejornal do “Istituto Luce” sabe perfeitamente o que esperar de Lula, o Filho do Brasil. Benito Mussolini, em Roma, conclamando as massas, é igual a Lula, no ABC, imitando Bussunda. O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez, tem de se arranjar com Franklin Martins, coordenador do MinCulPop lulista. Mas o fato é que, a cada dia mais, o “filho de Dona Lindu” macaqueia o “filho do ferreiro de Predappio” – só que num cenário mais indigente e embolorado.

Se o crack de 1929 consolidou aquilo que Benito Mussolini chamou de “estado empreendedor”, o crack de 2008 fez o mesmo com Lula. A economia fascista tinha IMI e IRI, bancos públicos que forneciam crédito à indústria italiana, privilegiando os aliados do regime. A economia lulista tem Banco do Brasil e BNDES, que desempenham um papel semelhante. Benito Mussolini era celebrado na propaganda oficial por ter “restringido as desigualdades sociais”. Lula? Também. Os triunfos italianos nas Copas do Mundo de 1934 e 1938 foram creditados ao Duce, que compareceu aos jogos finais, assim como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 foram creditadas a Lula. Recentemente, Lula arrumou até seu próprio ditador antissemita, que promete repetir o holocausto: o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, recebido com pompa na capital do lulismo. Os “anos do consenso” de Benito Mussolini duraram de 1929 a 1936. Quanto podem durar os de Lula?

Luiz Carlos Barreto, em 1966, produziu um curta-metragem de propaganda para José Sarney. O curta-metragem foi dirigido por um conhecido marqueteiro: Glauber Rocha. Desde aquele tempo, Luiz Carlos Barreto, “o Filho do Brasil”, é quem melhor sintetiza o caráter nacional. Durante a ditadura militar, ele tomou conta da Embrafilme. No período de Fernando Henrique Cardoso, ele fez propaganda para a Embratur e para o BNDES. Quando o lulismo foi desmascarado, em 2006, ele disse: “O mensalão não era mensalão. Era uma anuidade. Faz parte da ética política. E a ética política é elástica”. A ética cinematográfica é igualmente elástica. E, no caso de Luiz Carlos Barreto, é uma anuidade.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
22/11/2009 - 14:16

Lula: Divisão da base nos Estados não pode prejudicar Dilma

De Lula, agora a pouco, em Brasília, após dar seu voto nas eleições internas do PT:

- A eleição no PT é sempre um momento de fortalecimento do partido. Acho que o fato de nos termos muitas chapas disputando, muitos candidatos a presidente, ao invés de ser o que alguns chamam de divisão do partido, na verdade é uma demonstração da riqueza, da pluralidade do partido.

- A hora que terminar as eleições o partido vai ter uma nova direção para coordenar a campanha e coordenar os trabalhos da companheira Dilma Rousseff. Acho que é importante que o partido faça isso agora para que a gente comece o ano com uma direção bastante aguerrida e possa ganhar [as eleições].

- Eu não tenho mais ilusão quando se trata de disputas locais. Por mais que a gente oriente as pessoas de que o projeto nacional deve prevalecer, normalmente o que tem acontecido é cada um olhar para o seu umbigo. O que é importante é que, se houver divergências dentro da base aliada nos Estados, que isso não seja impeditivo pra a ministra Dilma ter dois ou mais candidatos apoiando sua candidatura.

- Não existe na historia da humanidade, na historia política do mundo, um partido que estando no poder não tenha cometido erros. Isso aconteceu no mundo inteiro e aconteceu no PT. Temos de ter clareza que os erros cometidos devem servir de ensinamentos para que a gente não erre outra vez. O PT esta hoje muito mais calejado, muito mais senhor da situação gerencial de uma cidade, de um estado, de um país, portanto o PT chega nas eleições muito fortalecido.

- Estou visitando o Oriente Médio entre 10 e 16 de março. Estou trabalhando com a idéia de fazer um ‘jogo da paz’. Já há disposição dos dois países [Isral e Palestina] de montar uma seleção meio a meio. Se der, eu posso jogar de centro-avante em Israel, eu poderia ser meio armador. É uma idéia que ainda precisa ter a resposta da própria CBF porque a gente não sabe o calendário, é apenas uma idéia da seleção brasileira contra o combinado Israel-Palestina. Conversei com [o presidente de Israel] Shimon Peres, conversei com o presidente da autoridade palestina, Mahmoud Abbas e estou esperando os dois. Os dois mostraram simpatia.

- Não comento Battisti porque não recebi sequer a decisão da Suprema Corte, quando receber eu vou tomar decisão. Todo mundo já deu palpite no caso Battisti, agora a decisão é minha. Na hora que eu tiver eu digo pra vocês.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
22/11/2009 - 11:33

PMDB de 14 estados apóia Requião para sucessão de Lula

A moção de apoio a candidatura foi assinada por líderes do PMDB de 14 estados. O nome de Requião ainda precisa passar pela convenção nacional do partido

Da Gazeta do Povo:

Um encontro de líderes do PMDB, realizado nesta sábado (21), em Curitiba, aprovou uma moção oficializando o nome do governador do Paraná Roberto Requião como pré-candidato à Presidência da República. O documento foi assinado pelos representantes do partido de 14 estados brasileiros.

Para que Requião se torne candidato e dispute as eleições de 2010 ainda é preciso da aprovação do nome dele em uma convenção nacional do partido.

A decisão foi tomada pela ala peemedebista que está descontente com o pré-acordo eleitoral firmado entre a cúpula nacional do PMDB e o PT. Requião vem criticando há um mês a cúpula da legenda por ter fechado, sem consultar o partido, um acordo pré-eleitoral com o presidente Lula para apoio à pré-candidatura da ministra da casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial.

Em seu discurso durante o encontro Requião voltou a defender a candidatura própria. “Não podemos ter uma partido que seja acessório”, declarou. Ele afirmou, ainda, que sua candidatura é um resgate das raízes do partido. “Vamos oxigenar o partido e reerguer nosso velho MDB de guerra”, disse.

Com a moção assinada por 14 diretórios estaduais, Requião deve percorrer os demais estado buscando apoio para sua candidatura. Eduardo Requião, irmão do governador e chefe do gabinete de representação do Paraná em Brasília, afirmou que o PMDB tem uma proposta de governo para o Brasil. “Temos que usar os bons exemplos de todos os governos do PMDB, não só do Paraná, de todos os estados”, disse.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
19/11/2009 - 20:30

Financiamento divide especialistas

deu em o globo

Para Romano, é ‘temeridade’; Valverde vê ‘patrulha ideológica’

De Tatiana Farah:

O professor de Ética da Unicamp Roberto Romano considerou uma temeridade que empresas que têm contrato com o governo federal financiem “Lula, o filho do Brasil”. Para Romano, o filme ajuda o que chama de “culto à personalidade” de Lula:

— Ou é uma imensa obra de bajulação, ou de propaganda. Acho que é as duas coisas. É propaganda eleitoral de encomenda, embora o senhor Barreto diga que não. O financiamento do filme é uma temeridade.

Ele não vê dilema ético nos patrocínios.

— Não há dilema ético. Mas é ruim em qualquer estado democrático, principalmente quando o governante exerce capacidade de atrair multidões através de propaganda. Essas empresas deveriam ter evitado patrocinar o filme. Quanto mais você está enredado no mercado, e o mercado está ligado a fontes oficiais, tem de tomar cuidado. Mas não dá para dizer, a priori, que as empresas estejam se aproveitando (financiando para receber benesses).

O cientista político Fernando Abrúcio (FGV-PUC) diz que seria ilação afirmar que há interesse dos patrocinadores em ter benefícios no governo.

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17/11/2009 - 20:15

O PT torce contra São Paulo, e se torce contra São Paulo torce contra o Brasil.

O jornal O Estado de São Paulo, publicou uma matéria nesta terça-feira com o título:
‘“PT quer atrasar obras do Rodoanel para atrapalhar Serra”

O jornal denuncia que o PT paulista sob o comando do PT Nacional vai usar o episodio da queda das vigas na obra, para atrasar o máximo sua conclusão, prevista para março de 2010. Para isso vão afundar a administração estadual em investigação com vários pedidos de análises técnicas e vistorias para que o governador José Serra não consiga tirar dividendos eleitorais.

Essa é a forma do PT atuar, atrapalhando uma obra que pretende melhorar o transito na cidade que é a terceira maior mancha urbana do planeta e que tem um transito dos mais complexos na mesma escala.
Mas não adianta, o PT quando oposição tinha a mesma irresponsabilidade. Era contra qualquer coisa que a oposição fizesse, mesmo que fosse boa para a população. O PT foi contra o Plano Real, foi contra o cambio flutuante, foi contra a lei de responsabilidade fiscal, enfim, o PT era contra qualquer coisa que não fosse idéia de petista, nunca se preocupou se os projetos eram bons ou não, o que valia mesmo era ser do contra. Porque seria diferente agora, no caso do Rodoanel?

Petistas têm apenas plano de poder, não plano de governo. Eles não fazem nada para o bem desse país, que não possam tirar algum tipo proveito.
Chegam ao ponto de atrasar a continuação da obra do Rodoanel. E quem paga o preço da irresponsabilidade é a população de São Paulo.

Quando um político do PSDB sabotou algum projeto petista que fosse bom para o povo? Nunca! E por falar em nunca…

“Nunca na história desse país” a frase do filósofo Maquiavel foi tão bem empregada quanto pelos petistas. “Os fins justificam os meios”. Napoleão Bonaparte que tinha o livro “O Príncipe” na cabeceira da sua cama deve remexer no túmulo de inveja dos petistas.

Quem faz isso com a população da cidade de São Paulo, já imaginou o que é capaz de fazer com o país inteiro para se manter no poder? Quem torce contra São Paulo, poderá torcer contra o Brasil.

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16/11/2009 - 10:30

GM: Propaganda subliminar do governo Lula.

Esse comercial da GM é mais uma proganda do Governo Lula, disfarçada de comercial comum de carro começa falando levemente do plano real (para não dar tão na cara), mas no seu final, a GM se entrega, na verdade o comercial faz propaganda subliminar do Governo Lula, exaltando os feitos de seu governo.
A GM vai investir R$ 2 Bilhões na fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul. Vale lembrar que Gravataí tem administração Petista. Vão sair do BNDS cerca de R$ 420 milhões, e ainda receberá a título de ágil 75% do ICMS.
O Comercial foi criado pela McCann Erickson que entre outras contas de peso, tem também, as de Furnas e Embrapa.
Com tantas vantagens assim a GM só poderia fazer um comercial falando bem do governo Lula.

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15/11/2009 - 16:29

Frase do dia

O que tem o Edson Lobão em comum com Tomas Edson, com certeza não é energia, só os Edson.

João Gaião

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15/11/2009 - 16:26

País teve 62 apagões graves só neste ano

Segundo o Inpe, 70% dos blecautes são causados por descargas elétricas; prejuízo anual com corte de energia é de R$ 600 milhões

Desligamentos causaram cortes superiores a 100 MW, que equivalem ao consumo médio de um município com 400 mil habitantes

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), responsável por controlar a operação e a transmissão de energia elétrica do SIN (Sistema Interligado Nacional), registrou neste ano um aumento de 29% no número de apagões de grandes proporções em relação a 2008.

Especialistas ouvidos pela Folha atribuem o aumento a condições climáticas, queimadas, desmatamento e falhas em equipamentos de transmissão, causadas por erros de planejamento ou falta de manutenção.

Na última terça-feira, o blecaute mais abrangente na história do país deixou no escuro 70 milhões de pessoas em 18 Estados e no Distrito Federal.

Segundo levantamento feito pela reportagem com base em boletins do ONS, foram registrados neste ano 62 desligamentos significativos, ou seja, com cortes superiores a 100 MW (que equivalem ao consumo médio de uma cidade com 400 mil habitantes).O valor é a referência máxima adotada pelo órgão.

Também constam nos relatórios dois desligamentos envolvendo linhas de transmissão de Itaipu, que, segundo o ONS, não geraram consequências aos consumidores.

O número desse tipo de ocorrência estava em queda nos últimos quatro anos, passando de 74 em 2005 para 48 em 2008. Empresas atribuem a redução nesse período a investimentos em melhorias da transmissão da energia. O aumento neste ano, dizem, é motivado por condições climáticas.

A maioria das ocorrências está ligada às empresas Eletronorte, Furnas e Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista). Os desligamentos levantados correspondem apenas às transmissoras de energia elétrica que participam do SIN, rede que liga todos os Estados (exceto RR, AM e AP). Assinante do jornal leia mais em:

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15/11/2009 - 16:21

Vinte anos depois do Lula-lá, Lula, Collor e Sarney juntos

A eleição presidencial de 1989 foi marcada por agressões e ataques pessoais dos três principais personagens: os candidatos Fernando Collor de Mello (PRN), que seria eleito presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou em segundo lugar, e o então presidente da República, José Sarney.

Era ladrão para lá, corrupto para cá e ditador de opereta para acolá. Collor ameaçava pôr os corruptos do governo Sarney na cadeia, se eleito. Sarney processou Collor por injúria e difamação. No calor da campanha, o alagoano xingou Lula de cambalacheiro. Foi eleito e não botou ninguém na cadeia. Acabou ele próprio apeado do cargo após dois anos de poder.

Depois de 20 anos, com Lula na Presidência, os três arqui-inimigos políticos transformaram-se em aliados em torno da base do governo petista, o que surpreendeu até os governistas, mostra reportagem de Gerson Camarotti e Maria Lima, publicada neste domingo pelo jornal O GLOBO.

As declarações de cada um para justificar a repentina amizade se baseiam na alegação de que todos foram alvo de campanhas difamatórias e injustiças. Outra argumentação é que não foram eles que mudaram, mas o tempo e a política. De forma reservada, interlocutores de Lula dizem o que mais mudou nessas duas décadas: o pragmatismo e a necessidade de governabilidade.

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15/11/2009 - 12:14

Pesquisa:Serra x Dilma X Aécio

Quem sabe ler pesquisa e examinou os números da Vox Populi (36% para Serra e 19% para Dilma) acha que, em condições normais de temperatura e pressão, entre o final de janeiro e o início de março, os dois estarão emparelhados.

Serra x Aécio

Prospera num pedaço do empresariado a ideia de que é melhor perder a sucessão presidencial com Aécio Neves do que ganhá-la com José Serra. A manobra nasceu no poço de rancor que a ekipekonômica de Fernando Henrique Cardoso cultiva em relação a Serra. Desse núcleo propagou-pela pela banca e pela turma do papelório. A conta é simples: “Se ganharmos com Aécio, acertamos na loteria. Admitindo-se que para nós tanto faz Dilma como Serra, trocamos um jogo de perde-perde por outro de perde-ganha.”

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14/11/2009 - 12:54

O caixa três das eleições de 2010

O caixa três das eleições de 2010

Governo planeja dar telefones no ano eleitoral

A eleição do ano que vem será a mais cara já realizada no país. Marqueteiros envolvidos no processo eleitoral calculam que só a campanha presidencial custará mais de 1 bilhão de reais. A cifra refere-se ao caixa um e, caso ocorra novamente, ao caixa dois – aquela prática celebrizada pelo ex-tesoureiro petista Delúbio Soares como “recursos não contabilizados” que o presidente Lula já disse que todo mundo faz. A estimativa, porém, exclui o caixa três.

Caixa três? Trata-se daquele tipo de gasto público, sempre de caráter ambíguo, cujo principal objetivo é conquistar a simpatia e a gratidão dos pobres em ano de eleições. O caso mais recente de investimento com essa rubrica é a intenção do governo de oferecer um telefone celular a cada uma dos 12 milhões de famílias que recebem o Bolsa Família, trunfo eleitoral do governo para o ano que vem. A ideia de distribuir celulares em ano de eleições partiu do ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato ao governo de Minas Gerais. O Bolsa Celular, como o programa deve ser chamado, tem outra vantagem eleitoral. Ao custo de 2 bilhões de reais, ele será inteiramente bancado pelos contribuintes.

“A inclusão digital abre novas oportunidades de trabalho e aumenta a renda dos mais pobres”, explica o economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Mas, tal como foi planejado, o Bolsa Celular é apenas um truque eleitoral. Segundo Neri, cerca de 70% das famílias beneficiadas pelo Bolsa Família já têm celular. O resultado econômico, portanto, será quase nulo.

O mesmo não se pode dizer de seu impacto nas eleições. De acordo com uma pesquisa realizada pelo economista Maurício Canêdo, também da FGV, 3 milhões de brasileiros votaram em Lula em 2006 apenas por causa do Bolsa Família. A fórmula tem dado tão certo que o governo pensa em expandi-la.

O projeto do Bolsa Cinema, tíquete de 50 reais mensais para os trabalhadores assistirem à telona, tramita em regime de urgência no Senado. O governo quer distribuir o tíquete já no ano que vem. Deve ser porque em 2010, além de eleições, haverá a estreia de Lula, o Filho do Brasil, filme laudatório patrocinado por empreiteiras amigas do Palácio do Planalto. O governo não quer nenhuma sala vazia.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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