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Arquivo de outubro, 2009

31/10/2009 - 07:46

A Transformação de Dilma.

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Depois de ser derrotado em três eleições, Lula reapareceu com a imagem remodelada na eleição de 2002. Passou a usar ternos bem cortados, cuidou da aparência e, principalmente, deixou de lado o discurso radical que assustava parte do eleitorado.

A ministra Dilma Rousseff, candidata do governo à Presidência, está no mesmo laboratório operando sua transformação. Nos sete anos de ministério, Dilma ficou conhecida pela austeridade, inclusive no trato com auxiliares e colegas, pela falta de tato político, o que já lhe rendeu brigas e desafetos dentro do próprio partido, o PT, e pela dificuldade em se comunicar.

Parecem problemas intransponíveis para quem deseja enfrentar com a mínima possibilidade de êxito uma campanha eleitoral que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos. A metamorfose já mostra os primeiros sinais.

Na semana passada, durante a inauguração dos estúdios de uma emissora de TV, Dilma brincou de atriz com o presidente Lula, que manejava uma câmera. Depois, em um jantar com parlamentares do PP, fez questão de ir à cozinha cumprimentar os funcionários da casa. Em outro evento, em São Paulo, abraçou e beijou catadores de lixo que participavam de uma feira de reciclagem.

Por fim, a ministra, que nunca teve muita afinidade com questões ambientais, tem revelado inédita preocupação ecológica, a ponto de ser nomeada para chefiar a delegação brasileira que vai participar de uma conferência da ONU sobre o clima.

“Dilma está mais simpática, mais sorridente e consciente do que se deve fazer em uma campanha”, afirma um membro de seu staff. Exemplo disso é que, há duas semanas, a ministra esteve em um almoço com correligionários do governador Eduardo Campos (PSB-PE) e, na chegada, cumprimentou apenas as autoridades presentes à mesa. Foi, depois, advertida pela falha.

“Dá para perceber que é difícil para ela cumprir esse papel de candidata, mas ela tem se esforçado.” Os discursos e as opiniões da ministra também passaram a seguir um roteiro preestabelecido. Os discursos devem ser simples e carregados de metáforas de fácil entendimento, como os do presidente Lula. As opiniões emitidas sobre os temas de governo e de campanha também não podem divergir das defendidas pelo presidente.

Nos últimos dias, Dilma foi criticada por estar antecipando a campanha eleitoral, o que é ilegal. Indagada sobre o assunto, a ministra se disse vítima de preconceito pelo fato de ser mulher. Ninguém entendeu o que uma coisa tem a ver com a outra, mas Dilma conseguiu, ao menos momentaneamente, safar-se da polêmica – exatamente como foi ensaiado com sua equipe de campanha, integrada por políticos, publicitários e jornalistas.

A ministra se reúne uma vez por semana com o “estado-maior” de sua campanha, como é chamado o grupo do qual fazem parte os ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, o deputado Antonio Palocci, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o marqueteiro João Santana.

Nesses encontros são discutidos os temas que serão abordados pela candidata-ministra e como ela deve tratá-los em suas aparições. Também são definidos a agenda de viagens e pontos da estratégia política da campanha. Nos fins de semana, Dilma reserva um dia, às vezes o sábado, às vezes o domingo, para se dedicar integralmente ao treinamento e à preparação da “candidata ideal”.

Ao lado de João Santana e de sua equipe de marqueteiros, a ministra é submetida a sessões de entrevistas, debates simulados e pronunciamento para programas de TV. A postura, o tom de voz, o modo de encarar as câmeras e até a melhor roupa para cada ocasião são experimentados à exaustão. “Esse treinamento é normal para todo candidato em campanha.

No caso da Dilma, porém, isso precisa ser intensificado porque ela não tem nenhuma experiência eleitoral. Estamos saindo do zero, fabricando um candidato”, explica um dos envolvidos na operação.

Em breve, o perfil de Dilma Rousseff ganhará o reforço de um detalhe desconhecido pela maioria dos eleitores. A ministra terá enfatizada sua condição de “candidata mineira”. Dilma nasceu em Belo Horizonte, em 1947, e estudou nos tradicionais colégios Sion e Estadual Central. Sua mãe cresceu em uma fazenda na região de Uberaba e seu pai trabalhou na siderúrgica Mannesmann, tradicional empresa no estado.

Em Minas Gerais, ela atuou em grupos de oposição à ditadura e acabou presa. Essa origem, porém, é pouco conhecida, pois sua carreira pública foi, na verdade, construída no Rio Grande do Sul, para onde se mudou após deixar a prisão.

Pela estratégia montada, Dilma será apresentada como a alternativa para Minas voltar a ter um presidente da República depois de quinze anos. O último foi Itamar Franco. Os auxiliares da ministra avaliam que, caso o governador paulista José Serra seja confirmado como candidato da oposição, ela pode atrair os votos dos eleitores mineiros, desde, é claro, que enxerguem nela uma legítima representante do estado.

A estratégia da ministra também passa pelo mundo virtual. Na semana passada, o PT inaugurou seu novo site, orçado em 600 000 reais, que terá canais de áudio e vídeo para ajudar a alavancar a candidatura de Dilma. Pelo site, também será possível arrecadar recursos a partir do início oficial da campanha, em julho. Extraoficialmente, porém, a máquina petista tem um raio de ação muito mais abrangente.

Em abril passado, uma ficha criminal falsificada que relatava a participação da ministra em ações armadas contra o regime militar infestou a rede. O episódio levou os estrategistas de Dilma a importar o marqueteiro Ben Self, responsável pela parte digital da campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Contratado por João Santana, Self esteve no Brasil duas vezes nos últimos cinco meses. Ele se reuniu com os coordenadores da campanha da ministra e sugeriu planos para reagir a esses tipos de ataque.

Bogueiros e internautas estão sendo arregimentados para inundar as chamadas redes sociais com mensagens de apoio a Dilma e com ataques aos adversários. O trabalho custa entre 50 000 e 120 000 reais por mês e é realizado por empresas especializadas.

“Tudo precisa ser clandestino. A força desse tipo de campanha é justamente a aparente espontaneidade das manifestações”, disse a VEJA um especialista da área. Oficialmente, nenhum político admite o envolvimento com seus fãs e detratores do mundo digital.

Não há exemplo na democracia brasileira de um candidato “fabricado em laboratório” que tenha se tornado presidente. Antes da ditadura, não havia campanha eleitoral de massa, com TV e rádio. Por isso imperavam os grandes líderes políticos, capazes de costurar o apoio das lideranças regionais.

Desde a redemocratização, todos os candidatos competitivos tinham biografia política significativa. Mesmo os políticos mais próximos de Lula consideram essa metamorfose uma incógnita.

Diz Gaudêncio Torquato, professor de marketing eleitoral da USP: “Todo candidato tem sua identidade, representada pelo caráter, personalidade e estilo. E há a imagem, projetada pelos publicitários, para que ela se torne mais palatável aos eleitores. Se essa imagem for muito diferente da identidade, há o risco de o candidato parecer falso e artificial ao eleitor, afugentando seu voto”.

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30/10/2009 - 18:12

A verdadeira arrogância de Lula, o que o marketing não pode esconder.

Do Blog do Reinaldo Azevedo, não poderia deixar de publicar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve anteontem, como sabem, na inauguração de estúdios da TV Record. O vídeo acima flagra a sua saída da emissora. A seqüência, que eu saiba, não apareceu em TV nenhuma. Ela é bastante reveladora do Lula real, não daquele que em breve fará correr rios de lágrimas nos cinemas. Alguém, fora do enquadramento, dirige-lhe algumas palavras. Como o microfone da câmera está voltado para a estrela do evento, ouve-se perfeitamente o que ele diz, mas não se pode apostar na exatidão das palavras do seu interlocutor. O conjunto, no entanto, não deixa a menor dúvida. Reproduzo o que consigo ouvir. Confiram.

VOZ MASCULINA – Ei, Lula, um abraço pro senhor…
LULA – Tchau, tchau, meu querido!
VOZ MASCULINA – Não voto no senhor, muito obrigado, aí…
LULA – Fica com Deus! Não tou precisando do seu voto!

Aquela gargalhada, uma reação exagerada de quem se esforça para agradar o chefe, é do governador do Rio, Sérgio Cabral. As outras pessoas também se divertem. É como se dissessem: “Isso mesmo, presidente! Responde para esse descontente!”. O que se tem aí é um flagrante, alguns segundos apenas, de quem é Lula de fato, não a personagem construída por seus marqueteiros e pelo cada vez mais redondo Franklin Martins, que parece reproduzir no próprio corpo a onipotência de que se julga dotado.

Um idiota da objetividade diria que Lula realmente não precisa do voto daquele “atrevido” porque não é candidato a nada. Não oficialmente. Como é público e notório, ele pretende disputar o que considera o seu terceiro mandato por meio de Dilma Rousseff, o seu títere. E, como se nota, é arrogante o bastante para dispensar votos. Acredita já ter aqueles de que precisa. Daí a fanfarronice.

No discurso feito na Record, vocês se lembram, Lula atacou os que, segundo ele, não aceitam a derrota e tentam sabotar o governo. Não disse com clareza a quem se referia. Entrei no site da Presidência da República em busca da íntegra. O link, se quiserem, está aqui. Sua fala foi muito mais reveladora do que se noticiou. Antes que a destrinche, algumas considerações.

Ontem, enquanto Lula estava na Venezuela, aquele país em que ele diz haver democracia até demais, os governistas da Comissão de Reações Exteriores do Senado votaram a favor do ingresso da Venezuela no Mercosul, jogando no lixo os protocolos que exigem que os países-membros do bloco sejam democracias de direito e DE FATO. Lula saudou a votação como um grande avanço. O presidente brasileiro dá, assim, a sua contribuição para que o tiranete tenha, no futuro, mais um palco para as suas pantomimas.

Lula, como gostam de lembrar a imprensa estrangeira e, claro, boa parte da imprensa local não é um Chávez. “Não porque não queira, mas porque não pode”, digo desde sempre. Daí a concluir que ele e seu partido aceitaram, de alma, as regras do regime democrático vai uma grande diferença. É que as circunstâncias externas, felizmente, conspiraram a favor do PT, que não precisou recorrer a seu histórico estoque de sandices na economia e na política. Teremos oito anos de governo Lula, mas não teremos, na política econômica, um único ano de governo realmente petista. Quem eventualmente pode nos dar esse presente é Dilma Rousseff… Vamos ver.

Não, ele não é nenhum Chávez, mas a tentação está lá, pulsando. Não, ele não é nenhum Chávez porque os métodos são outros. O esforço do lulo-petismo para, por exemplo, tentar desmoralizar a imprensa obedece a um outro ritual. Em vez de fechar veículos de oposição (não que isso não esteja no horizonte, digamos, utópico dessa gente), eles preferem investir no que chamam “concorrência”. E, então, estimulam o mais abjeto governismo. Anteontem, ao saudar a inauguração dos estúdios da emissora de Edir Macedo, disse o Grande Demiurgo:

“Não seria bom para o Brasil que a gente tivesse apenas uma televisão produzindo novela; não seria bom para o Brasil que a gente tivesse apenas uma televisão dando informações; não seria bom para ao Brasil que a gente ligasse a televisão… Antigamente, sem controle remoto, ficava em um canal só porque a gente ficava brigando em família para ver quem levantava para rodar o botão. Mas, agora, com o controle remoto, não precisa levantar, é só clicar aquilo. E o que está acontecendo na verdade? É essa opção, essas alternativas é que estão permitindo que o povo brasileiro não seja vítima de alguns formadores de opinião pública que não querem formar a opinião pública, mas que querem induzi-la a um pensamento único, a uma verdade única, sem permitir que as pessoas tenham possibilidade de ter opções de informação.”

Não é preciso ser muito bidu para saber que Lula se referia à TV Globo, que nunca deteve monopólio nenhum, nem legal nem ilegalmente. O que sempre a diferenciou, aí sim, foi a competência para fazer melhor, goste-se ou não do que é veiculado lá. Assim como o bolivarianismo de Lula é light, a sua agressividade também veste a pele de cordeiro. Essa sua defesa da competição, que parece tão regulamentar, sustenta que a Record, do autoproclamado bispo Edir Macedo, veio para “formar a opinião pública” do modo como as coisas devem ser feitas. Já os outros — é óbvio que estava se referindo à Globo — estariam interessados apenas em “induzi-la a um pensamento único”. Não por acaso, a Record é hoje a emissora mais constrangedoramente petista do país. E, de resto, como sabemos, a Igreja Universal do Reino de Deus, um dos maiores anunciantes da Record, realmente não é dada a induzir ninguém a nada, não é mesmo? Se há seita religiosa que prima pela mais absoluta racionalidade e pelo apelo à inteligência crítica, esta seita é a Universal.

Lula e seus magos da comunicação, especialmente o gigantesco Franklin Martins, estão convictos de que o bom caminho é mesmo confrontar a imprensa que consideram inimiga e incentivar a que consideram amiga. E não custa notar: se a fatia que aderiu não faz jornalismo, mas mero lulismo, aquela que eles tomam por inimiga continua a insistir no seu ofício: tratar a notícia como notícia. NÃO É A IMPRENSA SUPOSTAMENTE ANTILULISTA QUE IRRITA LULA E FRANKLIN MARTINS. É A IMPRENSA.

O Babalorixá voltou ontem a atacar a imprensa — não a Record de Macedo, é óbvio. Leiam trecho de reportagem da Folha no post abaixo. Na condição de professor de jornalismo, ele incentivou uma espécie de revolta civil dos repórteres contra os editores. Na sua fala, os “cumpanhêru da reportáji” estão oprimidos pela pauta definida por pessoas que não têm compromisso com os fatos. Este iluminado segue a máxima de que notícia correta é notícia a favor. Imaginem mais uns oito anos de poder petista, com as instituições submetidas a um permanente desprestígio e com a imprensa independente sob o ataque permanente do poder. Os milicianos não vêem a hora de fechar emissoras de TV, revistas e jornais com as próprias patas.

Não custa lembrar que a Universal está sendo investigada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Lula disse que seus amigos são alvos de preconceito. Estaria se referindo às investigações?

Agora está caracterizado o homem que proclama: “Não estou precisando de seu voto”. Tudo aconteceu, convenham, no lugar certo. Quem nunca viu Edir Macedo na televisão prometendo ser um intercessor de milagres? O sujeito anunciava um mal qualquer, e Macedo — ou um deus pastores e bispos — asseverava que podia abrir as portas da cura e da salvação.

É isso aí. Um anuncia ter contato direto com Deus. O outro tem a certeza de que é Deus.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
30/10/2009 - 18:00

Quércia leva prefeitos do PMDB a Serra

Quércia leva prefeitos do PMDB a Serra

‘É uma demonstração da aliança do partido com ele’, diz ex-governador

Um grupo de mais de 60 prefeitos do PMDB, de municípios paulistas, foi ontem ao gabinete do governador José Serra (PSDB) manifestar apoio a sua possível candidatura à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Liderados pelo presidente estadual do PMDB, o ex-governador Orestes Quércia, os prefeitos estiveram com Serra no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, por cerca de 40 minutos.

— Trouxemos quase todos os prefeitos do PMDB, 61 ou 62 dos 65. Alguns não puderam vir, mas a maioria veio. É uma demonstração da aliança do PMDB com o Serra, com o PSDB e com o Democratas aqui em São Paulo. Foi uma reunião administrativa, mas, evidentemente, teve aspectos políticos, porque temos uma aliança em São Paulo, cujo objetivo maior é o apoio à candidatura do Serra a presidente da República — disse Quércia.

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28/10/2009 - 19:39

Campanha expansão São Paulo

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
28/10/2009 - 16:09

Não dá para servir a dois senhores: Ou se acende uma vela para Deus ou para o Diabo.

Desde criança ouvia de minha mãe a frese que da título a esse post. Sempre levei a frase a sério, até porque tem outra que complementa a mesma: Diga-me com quem andas que te direi quem és.
Escrevo isso para falar da ótima campanha publicitária do governo do estado de São Paulo sobre as obras de expansão do metro paulistano. Um dos comerciais cheguei a publicar nesse blog.
A questão é que a excelência da campanha foi criada por Duda Mendonça, publicitário que fez a campanha de Lula em 2002, e é petista assumido. Duda foi quem “criou” João Santana, que fez a campanha de Lula em 2006 e vai fazer a campanha da Dilma em 2010. Duda é também amigo do presidente Lula.
Entre outras coisas Duda Mendonça esteve envolvido no escândalo do mensalão, digo diretamente envolvido, fazia parte do esquema do Delubio, Zé Dirceu, Silvio Pereira, Paulo Okamoto, entre todos os envolvidos.
Nada contra ao publicitário Duda Mendonça, mas daí, ele ganhar a licitação e fazer campanha para o Governo do Estado de São Paulo me parece um pouco demais.
A regra de licitação publica deveria levar em consideração fatores como esse.
Vejam bem, é o mesmo que se imaginar a agencia de publicidade que tem a conta da Ford fazer também a propaganda da GM, é o mesmo que imaginar a agencia que faz a campanha da Coca-Cola fazer a campanha da Pepsi. Isso não existe.
No mínimo é conflito de interesse. As regras de licitação deveriam ser revistas para que esse tipo coisa não ocorra, deveria ser fator de exclusão das licitações, como ocorre na iniciativa privada.
O Brasil produz uma das melhores propagandas do mundo, está em terceiro lugar, os nossos publicitários estão entre os mais premiados do planeta. Tem gente como W. Olivetto, Nizan Guanais, Jaques Lews, Celso Loducca, Dorian Taterka, e por aí vai. Todos tão ou mais competentes quanto Duda Mendonça.
Mas justamente Duda fazer uma campanha desse porte para o Governo de São Paulo, é brincadeira.

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28/10/2009 - 14:22

Campanha na internet: Acordem Tucanos

No post abaixo publiquei artigo sobre os investimentos do PT na Internet 2.0.
Como previ na época do lançamento do portal www.tucano.org.br, os petistas não iriam deixar por menos, e logo fariam algo semelhante.
Dois fatos chamam a atenção,vamos a eles:

a) O marqueteiro Luís Gonzáles na Lua Branca que fez 9 entre 10 campanhas para o PSDB, em recente entrevista ao Jornal Valor Econômico, disse que a internet não era importante para a campanha no Brasil.
Na época publiquei nesse blog -a cerca de um mês – que não concordava com ele, pelo simples fato que 60 milhões de brasileiros acessam a rede, e ainda comentava que os tais 60 milhões representavam 30% do eleitorado. Comentei também que sempre que me perguntavam: Quais ferramentas usar em uma campanha? Eu sempre respondia: Todas as ferramentas possíveis, porque se você não usar seu advesário vai.
Como se vê pelo post, o PT investiu 600 mil reais em um portal 2.0 e ainda com tv e rádio ao vivo! Com um custo de manutenção na casa dos 60 mil reias mês. Igual a proposta do portal do psdb de São Paulo. Que infelizmente só fez uma transmissão ao vivo desde o seu lançamento.
Os tucanos que se cuidem, pois o PT com certeza vai fazer o portal deles funcionarem redondinho.
Então como previ, o adversário usa todas as ferramentas, e o PT não iria investir tanto se não fosse importante.

b) Porque o diretório nacional do PSDB ainda não tomou a mesma iniciativa que o diretório paulista?
Ainda há tempo para correr, mas é preciso iniciar o projeto já.

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28/10/2009 - 11:50

Campanha de Dilma deve passar de R$ 190 milhões

De Maria Lima: Jornal O Globo

O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini (SP) e o secretário de Comunicação, Gleber Naime, divulgaram ontem o novo sistema de comunicação do partido na internet, um portal que integra o site, uma TV web e uma rádio web, com equipamentos de última geração a um custo inicial de R$ 600 mil.

O portal do PT, com custo mensal de manutenção estimado em R$ 60 mil, terá uma programação dirigida à militância petista. A ideia do partido é fazer debates e encontros com dirigentes do partido e ministros, inclusive a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata petista à Presidência.

Ao lançar o novo portal ontem à noite, na sede do PT em Brasília, o tesoureiro do partido, Paulo Ferreira, disse que a previsão de custo da campanha nacional de Dilma ficará acima de R$ 190 milhões.

Ele levou em conta o valor das três contas — comitê, candidato e diretório — de 2006. Ferreira disse não acreditar em grandes doações pela internet, uma novidade da legislação eleitoral.

— As contas da campanha nacional a presidente ficarão acima dos R$ 190 milhões – disse Ferreira.

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28/10/2009 - 09:12

PT investe R$ 600 mil em portal para impulsionar a candidatura de Dilma

Vera Rosa, BRASÍLIA

A campanha eletrônica da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ganhará musculatura. Com um investimento de R$ 600 mil, o PT vai pôr no ar, no próximo dia 5, um novo portal de notícias na internet  www.pt.org.br), que abrigará uma TV e uma rádio online. Além de ser uma importante ferramenta para promover Dilma, o portal – que usará recursos da web 2.0, como twitter e Orkut – trará entrevistas com ministros e, a partir de 5 de julho de 2010, poderá arrecadar doações para a campanha.

O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, acha, porém, que a Lei Eleitoral aprovada pelo Congresso prejudicará a arrecadação pela internet. “Essa lei não colabora para o aumento das pequenas contribuições, porque exige que o doador assine um recibo”, reclamou Ferreira. “O que aconteceu com o Obama não acontecerá no Brasil”, emendou ele, numa referência à eleição do presidente dos EUA, Barack Obama, quando houve uma avalanche de doações pela internet de até US$ 100.

Apesar da queixa, a cúpula do PT aposta na nova estrutura de comunicação para impulsionar a candidatura de Dilma e admite até mesmo debater com internautas sugestões para o programa de governo. “Estamos nos posicionando desde já para o grande debate de 2010″, afirmou o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).

O investimento de R$ 600 mil inclui os custos com a montagem de dois estúdios – um de rádio e outro de TV – que funcionarão na sede do partido. A manutenção do site está orçada em R$ 60 mil mensais.

No aquecimento para a corrida eleitoral, o twitter do PT preparou uma “promoção” para a estreia: os autores das três melhores frases sobre “sonhos, esperanças e bandeiras” ganharão o livro “Lula, o filho do Brasil”, de Denise Paraná, autografado pelo presidente.

O primeiro teste da TV online ocorrerá no encontro dos prefeitos do PT, marcado para os dias 6 e 7, em Guarulhos, com a presença de Dilma. O comando petista também quer usar sua TV para fazer um debate ao vivo entre os candidatos à presidência do partido.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
27/10/2009 - 15:08

O papel da oposição

Deu em O Globo

De Miriam Leitão:

O Brasil tem governo demais e oposição de menos. O presidente Lula fala e faz o que bem entende sem um contraponto. A oposição tem medo da popularidade do presidente e acha melhor não apontar suas falhas sequenciais. O PSDB se omite em questões importantes, o DEM é temático, o PSB é oficialmente da base, o PV começa a desenhar uma alternativa, o PMDB é governo e sempre será.

O novo ministro do Supremo José Antonio Toffoli não foi escolhido por seu currículo, mas por sua extensa folha de serviços prestados ao PT.

Nos Estados Unidos, a juíza Sonia Sotomayor foi sabatinada por uma semana pelo Senado, e os republicanos quiserem saber o sentido de cada ato e declaração dela antes de aprová-la.

Aqui, bastou meia dúzia de perguntas dos partidos de oposição, durante uma tarde, e ele foi aprovado. Na posse de Toffoli, lá estava na primeira fila batendo palmas para ele o governador José Serra, que é o nome da oposição que está na frente em todas as pesquisas de intenção de votos.

O anúncio do pré-sal foi montado como um palanque para a candidata Dilma Rousseff, e o projeto de regulação tem uma sucessão de erros, mas lá estava Serra no lançamento, reclamando apenas dos royalties.

Cabe à oposição, de qualquer partido, mostrar os equívocos do caminho escolhido que favorece uma empresa de capital aberto, tira transparência do processo de escolha de investidores e não pesa o custo ambiental da exploração.

O PAC das cidades históricas é uma versão empobrecida de um projeto do governo passado, mas lá estava batendo palmas o governador de Minas, Aécio Neves, outro pré-candidato do PSDB.

O presidente deu uma entrevista em que nem Cristo foi poupado. Tudo o que Serra disse foi uma ironia de pouco alcance: “A entrevista é interessante porque mostra o que o presidente é.” Ninguém entendeu.

Quando Lula ficou três dias num carnaval fora de hora, em cima de um palanque, com dinheiro público, alegando fiscalizar uma obra, Serra falou algo sobre irrigação nas terras ribeirinhas, e há um movimento de se saber o custo da viagem.

Mas a transposição do Rio São Francisco deve ser discutida também por uma série de outros motivos. Teve licença ambiental condicionada a exigências até agora não cumpridas. O rio sofre com assoreamento, esgoto sanitário de inúmeras cidades ribeirinhas, e destruição da mata ciliar. A população não pode ficar na situação de apenas se queixar ao bispo.

O presidente Lula tem atacado o TCU sucessivamente e avisa que vai apresentar uma lista de absurdos que pararam obras importantes.

A oposição sabe a lista de absurdos encontrados nas obras do PAC ou fora dele?

É melhor que saiba porque o governo informa que está pensando em criar um conselho para que as obras contestadas sejam liberadas em rito sumário.

O governo atrasa a restituição de Imposto de Renda às pessoas físicas; desmoraliza, por erros gerenciais e falta de controle, o programa de avaliação do ensino médio; planeja construir dezenas de termoelétricas a combustível fóssil nos próximos anos; permite que o setor elétrico se transforme em feudo familiar de um aliado; faz ameaças públicas a uma empresa privada; o Rio afunda numa angustiante crise de segurança. Isso para citar alguns eventos recentes sobre os quais os políticos de oposição ou fazem protesto débil ou frases de efeito.

O Bolsa Família é um programa que distribui renda para quem precisa e tem o direito de receber. Mas um dos seus méritos iniciais, quando nasceu como Bolsa Escola em experiências municipais, era não ser uma concessão assistencialista. Está perdendo essa virtude.

Seu maior desafio como política pública era ter uma porta de saída, ser uma alavanca para a mobilidade social. O governo não formatou essa porta de saída e o programa começa a perder qualidade.

A oposição tem medo de criticar o que está errado no projeto, tem medo de desmascarar o uso político-eleitoral do programa, e de propor avanços. Toda política pública é uma ferramenta. O Bolsa Família pode e deve ser aperfeiçoado, sem ser abandonado.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
26/10/2009 - 17:01

Propaganda mentirosa na Bahia. Lula faz escola!

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
25/10/2009 - 20:02

Bolsa Família

O emprego formal é praticamente inexistente nos municípios brasileiros no topo da lista de beneficiários do Bolsa Família. Em Presidente Vargas, no Maranhão, contam-se nos dedos de uma mão empregos com carteira assinada no setor privado. Segundo reportagem de Regina Alvarez na edição dste domingo do jornal O GLOBO, o município tem 10 mil habitantes e 2.292 domicílios; 1.832 famílias (80%) recebem o auxílio do governo e só quatro pessoas têm emprego com carteira, segundo o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho.

A reportagem mostra ainda que, entre os cem municípios com maior cobertura do programa, 85 têm informações disponíveis sobre emprego formal. Juntos, abrigam um milhão de habitantes e 259 mil domicílios, sendo que 184,3 mil famílias recebem o Bolsa Família – 71%. Já os empregos com carteira assinada no setor privado somam 14,1 mil, o equivalente a 1,3% dessa população.

A precariedade do emprego formal nessas cidades – municípios pobres, com população abaixo de 30 mil habitantes – não tem relação direta com a concessão do Bolsa Família. Existem barreiras anteriores ao programa que impedem o acesso dos trabalhadores a empregos: a baixa escolaridade e a falta de capacitação profissional. As parcas vagas com carteira assinada no comércio de Presidente Vargas exigem ensino médio.

Segundo a reportagem de Regina Alvarez, os beneficiários do Bolsa Família em Presidente Vargas não estão no mercado formal nem no informal. O programa mantém as crianças na escola, mas a maioria das famílias está acomodada com o benefício, que varia de R$ 22 a R$ 200. Elas têm medo de perdê-lo ao adicionar outra fonte ao rendimento familiar. Assim, não demonstram interesse em cursos de qualificação profissional.

- Relutei em aceitar a ideia, mas é a realidade. As famílias estão acomodadas, e não tem sido fácil tirá-las da acomodação. Acreditam que podem se manter com cento e poucos reais – afirma Ivete Pereira de Almeida, secretária de Assistência Social da prefeitura de Presidente Vargas.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
25/10/2009 - 19:43

Sarney ajudou filho a “atacar” setor elétrico, revela grampo

deu na folha de s.paulo

Fernando queria encaixar amigo em estatal; “Manda passar lá no Senado”, disse senador

Presidente do Senado e seu filho não quiseram falar das gravações de conversas que podem configurar tráfico de influência no setor elétrico

Gravações da Polícia Federal mostram que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não estava alheio às investidas do filho mais velho, Fernando, sobre órgãos públicos do setor elétrico -ações que, para os policiais, configuram crime de tráfico de influência.

Numa conversa, o senador orientou Fernando a arrumar emprego para aliados no comando da Eletrobrás, estatal ligada ao Ministério de Minas e Energia. Noutro diálogo, o filho do senador avisou que, feitas essas nomeações indicadas pelo pai, ele iria “atacar” os apadrinhados, com o objetivo de liberar verbas de patrocínio a entidades privadas ligadas à família -o que de fato aconteceu.

Os grampos -obtidos com autorização judicial- fazem parte da Operação Faktor, antes chamada de Boi Barrica, que levou ao indiciamento de Fernando por quatro crimes. A apuração de tráfico de influência ainda não foi concluída pela PF. Pelo Código Penal, o fato de pedir vantagem, mesmo não consumada, já configura crime.

O presidente do Senado até aqui não foi alvo da Faktor. Para investigá-lo, a PF precisaria de autorização do Supremo Tribunal Federal. Sobre as denúncias anteriores contra o filho, Sarney disse que tratavam de casos que ele desconhecia.

As escutas que a Folha revela hoje são as primeiras a envolvê-lo diretamente. Procurados, Sarney e Fernando não comentaram as nomeações nem o suposto tráfico de influência. Assinante do jornal leia mais em: Sarney ajudou filho a “atacar” setor elétrico, revela grampo

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25/10/2009 - 16:27

Roubam, mas faz

Deu na Folha de S. Paulo

A Lula não interessa se roubam, desde que possa vociferar, exaltado e agitado, que ele é único, ele faz
De Jânio de Freitas:

O forte ataque de Lula aos órgãos fiscalizadores de obras governamentais, componentes da proteção do próprio do Estado, é muito mais do que o aparente lamento por distorções burocráticas que prejudicariam ações necessárias.

O Tribunal de Contas da União, o Ministério Público Federal e seus congêneres estaduais, o Ibama e outros foram acusados de “travar projetos”, “travar obras por seis, oito meses” em prejuízo do país e, implicitamente, sempre pela irresponsabilidade já citada por Lula.

Estamos diante de uma versão atualizada do slogan pespegado por adversários em Adhemar de Barros, por muito tempo o político mais importante de São Paulo, quando baseou uma campanha na imagem de grande realizador: “rouba, mas faz”.

A rejeição às ações fiscalizadoras faz parte do mesmo canal de antiética, ou de imoralidade administrativa, que releva a corrupção reiterada por empreiteiras, continuadamente contratadas apesar de comprovados seus assaltos ao dinheiro público; como releva práticas de extorsão presentes, por exemplo, nos preços abusivos da telefonia brasileira, nos preços abusados de muitas tarifas bancárias, nos juros monstruosos, e tanto mais.

A maioria das obras cuja interrupção o Tribunal de Contas da União recomenda é de casos de sobrepreço já no orçamento, alterações na execução da obra e aditivos de custo injustificáveis, artimanhas para superfaturamento no custo final e fraudes para determinar por antecipação o vencedor de concorrência. Na expressão esquecida, bandalheira pura.

Não seria mesmo o caso de interromper obras assim viciadas, para que sejam submetidas aos corretivos? Já é um benefício da imoralidade instituída que os ministros e prepostos corresponsáveis pouco sejam condenados. E, quando o sejam, jamais à prisão.São punições mais simbólicas do que de fato dolorosas.

A duração das interrupções tem uma causa comum: a lerda dificuldade dos setores governamentais e das empresas envolvidas para solucionar os questionamentos feitos pelo tribunal, pelo Ministério Pública, o Ibama ou outra atividade fiscalizatória.

O que faz uma obra ser “travada” é, portanto, a combinação de governo e empresas. E o que a “trava” menos ou mais é o tempo levado pelo enlace governo/empresas para submeter explicações e correções a novo exame.

O que revolta Lula, nesse processo, não são as indicações de procedimentos imorais por setores do seu governo e por empresas que contrata, ainda que causem desvios multimilionários.

Predomina o utilitarismo que orienta toda a conduta de Lula – a atitude, como o sindicalismo, “de resultado” – e já tão conhecido em sua aplicação à política e ao mercado de cargos, criação dos últimos 15 anos.

A obra não deve ser interrompida, seja qual for o motivo para fazê-lo, porque Lula quer inaugurá-la ou, no mínimo, dá-la como basicamente sua.

Ainda da fala de Lula em Belo Horizonte: “É muito fácil assumir a Presidência e não fazer nada porque ninguém nunca fez. Os outros presidentes são todos da mesma laia”.

A ele não interessa se roubam, desde que possa vociferar, sob um banho de suor, exaltado e agitado como em um surto, que ele é único, ele faz.

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25/10/2009 - 16:23

A Batatada de Lula

A batatada de Lula em sua entrevista ao repórter Kennedy Alencar reflete, de forma tosca e resumida, a opinião do comissariado de informações do Planalto e da nação petista sobre os meios de comunicação. Ele disse o seguinte: “Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. É informar. (…) Essa informação pode ser de elogios, de denúncias. (…) Para ser fiscal tem o Tribunal de Contas, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas”.

Nesse modelo não haveria lugar para as recentes denúncias de torturas de presos por agentes do governo americano. Muito menos para o caso Watergate, que acabou derrubando um presidente dos Estados Unidos. Mensalão? Nem pensar. Em todos os casos foi a ação fiscalizadora da imprensa que disparou e permitiu as investigações.

Não se tratou de uma bobagem do tipo “quando Napoleão foi à China”. O comissariado realmente acredita que há uma conspiração da imprensa contra o governo e sonha com a construção de um novo modelo para os meios de comunicação brasileiros.

Noves fora a tentativa de expulsão do jornalista Larry Rother, Nosso Guia jamais moveu um dedo contra alguém por conta do que disse dele ou de seu governo. Feita essa ressalva, fica o registro de que é grande a simpatia do comissariado pelas iniciativas do coronel Hugo Chávez na Venezuela. Uma compreensão paternal: “Não concordo, mas entendo”.

Todos os governos acham que são perseguidos por conspirações da imprensa, mas Nosso Guia estimula seus paranoicos. Sem fiscalização, ele continuaria falando em “Corregedoria-Geral da República”. Isso não existe, o nome certo é Controladoria-Geral da União e seu titular é escolhido pelo presidente.

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25/10/2009 - 16:18

FHC X Lula

Frequentemente surge alguém por aqui apresentando números falsos e argumentos fajutos para mostrar que o presidente mula pegou um país complicado, economicamente. Pessoas bem informadas sabem que foi exatamente o contrário. Em 1993, FHC (ainda Ministro da Fazenda) pegou um país destroçado por 38 anos de hiperinflação, suicídio de um presidente (Getúlio), gastança irresponsável de JK, renúncia de um presidente maluco (Jânio), ditadura militar, crise do petróleo (Opep), moratória do Sarney, planos alucinados (verão, Funaro, Collor, Bresser, etc.) e impeachment de Collor. Em 2003 entregou ao mula um país equilibrado economicamente, onde o pior já tinha sido resolvido. Vejam os detalhes.

Inflação………………………………..1993: 2700%…………….2003: 12%
Dívida externa………………………1993: 24% do PIB……..2003: 9% do PIB
Reservas:…………………………….1993: zero…………………2003: U$ 15 bi
Bancos…………………………………1993: falidos……………..2003: recuperados
Estados e municípios………….1993: falidos……………..2003: recuperados.
Credibilidade internacional…1993: nenhuma…………2003: recuperada
Fonte principal destas informações: site do Banco Central do Brasil.

Apenas a dívida interna tinha aumentado por conta da recuperação dos bancos (proer) e dos estados e municípios (federalização da dívida), que consumiu mais de R$ 300 bilhões do governo federal. A crise atual está mostrando que FHC tomou as medidas certas, pois são elas que estão tornando o “tsuname” em apenas uma “marolinha”.

Tudo de bom que temos deve-se exclusivamente ao plano real de FHC (que o mula tentou destruir, insistentemente). Imaginem se fosse o mula quem tivesse assumido o ministério da fazenda em 1993 e eleito presidente em seguida. O retrocesso teria sido tão grande que hoje estaríamos morando em ocas e caçando com arco e flecha.

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24/10/2009 - 08:42

CIRO VAI SENDO ENREDADO PELO PT. COMO DE HÁBITO…

Na Folha Online:

Emidio sinaliza apoio a Ciro e defende abertura de diálogo com partidos aliados em SP

Pré-candidato ao governo de São Paulo, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT), sinalizou hoje disposição de apoiar a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao Palácio dos Bandeirantes.
Em carta aberta (leia a íntegra) à militância petista, Emidio defendeu que o PT abra diálogo com partidos da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo governo de São Paulo em prol da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência.
“Posiciono-me pela abertura e diálogo, sem vetos, a todas as alternativas apresentadas pelos partidos que venham a se unir para derrotar o projeto dos tucanos em São Paulo. Considero que, em nome da prevalência política do projeto nacional, podemos juntos chegar ao melhor acordo para as forças renovadoras no Estado”, diz ele na carta.
Lideranças do PT admitem apoiar Ciro
Na carta, ele diz que essa opção não significa que o PT não tenha nomes para disputar o governo paulista. “[...] Mesmo consciente que o PT possui no Estado enorme força e representatividade social, e reúne entre suas lideranças diversos companheiros capacitados para pleitear o cargo de governador.”
Ciro lançou seu nome para a disputa pela Presidência. Seu partido, entretanto, pertence à base de apoio do presidente Lula –que defende que a base se una em torno da candidatura única de Dilma.
O presidente já disse publicamente que prefere que a base tenha apenas um candidato para que a eleição presidencial de 2010 seja plebiscitária ao estilo “nós contra eles”.
Para isso acontecer, Ciro teria que desistir do Palácio do Planalto para apoiar Dilma. Em troca, o PT de São Paulo precisa apoiar sua candidatura ao Palácio dos Bandeirantes.
Reportagem publicada hoje na Folha informa que a ala do PT paulista liderada pelo ex-ministro José Dirceu ofereceu ao PSB de Ciro Gomes dois nomes para ocupar o posto de vice: o de Emidio e o de Edinho Silva, presidente do PT-SP.
A reportagem informa que esse movimento tem como objetivo enfraquecer o grupo que no dia 5 do mês passado aprovou a “construção” de uma candidatura própria à sucessão de José Serra (PSDB).

Comento
Emídio? Ai, meu Deus! Quem é este? Apontado como um dos pré-candidatos do PT ao governo de São Paulo, isso só dá conta da crise — sim, crise — que o partido vive no Estado. Ninguém quer correr riscos. Aloizio Mercadante, que poderia ser considerado um candidato natural, vai querer tentar mais oito anos no Senado. Sabe que seria derrotado por Geraldo Alckmin — ou, numa hipótese menos provável, pelo próprio Serra. Marta, com eleição certa para a Câmara, também seria derrotada. Palocci nem se diga. Em suma, o PT não tem a menor chance em São Paulo. Daí a pressão para que um ex-cearense (?) seja o candidato.

Ciro já disse o seu “De jeito nenhum!” Assim como o “irrevogável” de Mercadante quer dizer “revogável”, o “não” de Ciro pode virar um “sim” diante de um apelo de Lula…

Tudo já foi escrito aqui, eu juro, no dia 8:

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24/10/2009 - 08:36

Lula inveja Chaves.

Como é que Hugo Chávez conseguiu o poder absoluto na Venezuela? Na prática, criando poderes paralelos àqueles existentes. Há um Congresso? Ele cria uma Assembléia Constituinte. Há um Judiciário? A Constituinte amplia as vagas da Corte Suprema para ser preenchida pelos bolivarianos. Os juízes são independentes? Chávez cria uma “câmara” que se encarrega de vigiá-los e puni-los.

Lula inveja aquele modelo. Hoje, ele voltou a reclamar, indiretamente, do TCU e do seu poder de investigar as obras. Nem entrou no mérito se os problemas que o tribunal aponta são reais ou não. No melhor modelo Chávez, ele quer criar uma CÂMARA ESPECIAL para decidir se as obras devem ou não ser paralisadas.

Vocês entenderam ou não? Declara-se a obsolescência e inutilidade de todos os instrumentos existentes de investigação e se coloca um outro no lugar. Pronto! Só que o presidente advertiu: tem de ser uma câmara de “alto nível”.

Em entrevista à Folha, Lula já admitiu que seu “alto nível” admite uma coligação com Judas se for necessário. E não custa lembrar que ele não está descontente só com o TCU. Na tal entrevista, ele afirmou que o papel da imprensa é só informar; não tem nada de investigar.

A democracia deu o poder a Lula. Se pudesse, ele, agora, daria um pé no seu traseiro.Lula insiste que o que há de bom no Brasil funciona apesar das leis. É mentira! É o oposto! O país se dana justamente quando não as cumpre.

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24/10/2009 - 08:01

Filme de Terror no Cemitério

Por: Marquinho Amaral

Desde os meus tempos de criança, uma das mais sagradas tradições era o respeito às pessoas que passaram por esta vida e um dia nos deixaram, largando um profundo vazio e saudades infinitas. O mínimo que os mortos merecem de nós, graças a Deus, ainda vivos, é um grande respeito. É preciso que os cemitérios, também chamados de “campos santos”, sejam limpos, organizados e muito bem administrados. As salas dos velórios precisam ser higienizadas e dispostas de forma a atender os familiares dos falecidos, que, pela situação em si, já estão passando por momentos bastante sacrificantes e penosos. E, a bem da verdade, é assim que acontece em grande parte dos municípios brasileiros. O pensamento cristão e o respeito pelas almas dos mortos, em muitos casos, consegue superar até mesmo a falta de recursos e de estrutura de muitas prefeituras.

Porém, os políticos que administram São Carlos, cidade que esta ficando conhecida como “terra das maravilhas petistas” (alias existe projeto na Câmara de Vereadores criando normas e mecanismos para eleger as sete maravilhas da nossa cidade), não tem dado atenção merecida aos assuntos relacionados aos cemitérios e ao velório municipal.

A incompetência do PT para administrar é tamanha, que nem mesmo cuidar do Cemitério Nossa Senhora do Carmo eles conseguem. Apesar da legião de petistas e companheiros em cargos de confiança, falta gente que trabalhe e tenha competência para lidar com o campo santo.

Assim, tornou-se “normal” o desleixo com o nosso cemitério. Nunca antes da história deste município, registrou-se tanto furto de objetos de bronze, cobre e outros metais preciosos retirados por marginais dos túmulos.

Não bastasse tal sacrilégio, existe água parada [criadouro do mosquito da dengue] em vários pontos do cemitério, o mato cresce a cada dia em outros vários pontos. Tudo isso a despeito dos preços abusivos cobrados pela gestão petista, PHD em cobrar altos impostos e taxas e totalmente incapaz de administrar sequer um carrinho de pipocas.

Mas a lista de problemas não terminou. Imagine o leitor, que os velórios estão sujos e muito quentes, apesar da exploração comercial petista.

A falta de higiene é flagrante e as baratas e outros insetos se tornaram frequentadores assíduos, e não convidados, de rituais de velório e sepultamento. Em alguns casos a incapacidade chega ao extremo de não se colocar sequer o nome do falecido e o horário do enterro, o que leva familiares e amigos a peregrinar de sala em sala até encontrar o ente querido que procura para a última homenagem. Aliás, sobre o assunto o vereador Mazola, meu companheiro do PSDB, já se manifestou na Câmara Municipal.

Aproveito este artigo para apelar ao amigo prefeito Barba: – prefeito, por favor, pare de ficar bajulando ministros e contando histórias da carochinha de cidades da energia, da sinergia e da fantasia! Esqueça a campanha do seu guru no próximo ano e trabalhe!!! Assuma, finalmente seu papel de gestor público municipal, pare de receber ordens do seu antecessor e faça do cemitério municipal um lugar de respeito! Afinal, o que vossa excelência está esperando para isso? Algum morto ressuscitar? Ou se remexerem nos túmulos para reclamar estas justas melhorias???

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22/10/2009 - 19:12

Perdoai-o, Pai, ele não sabe o que diz!

Comento:

É espantosa a ignorância de Lula quanto à função da imprensa.

“Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. O papel é informar”, disse ele a Kennedy Alencar em entrevista publicada, hoje, na Folha de S. Paulo. E acrescentou:

- Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas. A imprensa tem de ser o grande órgão informador da opinião pública. Essa informação pode ser de elogios ao governo, de denúncias sobre o governo, de outros assuntos. A única que peço a Deus é que a imprensa informe da maneira mais isenta possível, e as posições políticas sejam colocadas nos editoriais.

Como a imprensa pode ser “o grande orgão informador da opinião pública” se ela não examinar com atenção e rigor o comportamento e as decisões do governo? E como proceder assim sem que isso signifique “fiscalizar”?

Perdoai-o, Senhor, ele não sabe o que diz!

Uma vez, Lula admitiu que não gosta de notícia. Gosta de publicidade.

Quis dizer: gosta de elogios, de críticas, não.

Publicidade tem mais a ver com elogios. Jornalismo com críticas.

Sem ignorar a publicidade que denigre, comum em campanhas eleitorais. E o jornalismo sabujo e de aluguel, comum em qualquer época.

A entrevista de Lula à Folha será lembrada pela citação infeliz que ele fez de Jesus e Judas.

- Quem vier para cá não montará governo fora da realidade política. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.

Jesus morreu porque não abriu mão do que pensava. Não se coligou com as autoridades romanas nem com os sacerdotes judeus. Quanto a esses, expulsou-os do templo.

Sabia que seria traído por Judas. Não mexeu um dedinho para evitar que fosse.

Vai ver que Lula perdeu essa aula. Perdeu muitas outras.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
22/10/2009 - 19:09

CNBB: Jesus Cristo não fez alianças com Fariseus

De Demétrio Weber, de O Globo:

As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jornal “Folha de São Paulo”, segundo as quais, no Brasil, Jesus faria acordo com Judas, geraram críticas por parte dos parlamentares e até mesmo da Igreja.

O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, disse que “Jesus Cristo não fez aliança com os fariseus”, ao comentar a declaração do presidente.

- Judas foi um discípulo de Cristo. Cristo conhece o coração das pessoas e respeita a liberdade de cada um. Agora, Cristo não fez aliança com os fariseus, com os saduceus (membros de uma seita judaica oposta aos fariseus). Pelo contrário, teve palavras muito duras para eles.

Dom Dimas ressaltou que não estava se referindo a nenhum partido político e que há pessoas boas em todas as legendas.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também criticaram a declaração do presidente.

Serra disse que as declarações do presidente mostram “o que é o Lula” . Em seu Twitter, Cristovam afirmou que “Jesus poderia perdoar Judas, acordo jamais”.

Na entrevista ao jornal paulista, o presidente Lula afirmou que qualquer um que queira ganhar as eleições, “pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista”, não conseguirá manter o governo fora da realidade política.

- Quem ganhar a Presidência amanhã, terá de fazer quase a mesma composição, porque este é o espectro político brasileiro – disse o presidente.

Lula afirmou ainda que nunca se sentiu incomodado nas composições partidárias porque “nunca fiz concessão política. Faço acordo”.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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