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Arquivo de setembro, 2009

27/09/2009 - 09:26

Depois do empate, Dilma e Ciro já ensaiam ataques

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) trocaram ontem as primeiras farpas eleitorais entre os dois, pré-candidatos na disputa pela Presidência da República.
Em eventos distintos em São Paulo, Dilma e Ciro comentaram a sucessão do presidente Lula -que alçou Dilma a candidata do PT e é aliado de Ciro.
Questionada, em entrevista a correspondentes estrangeiros, sobre o crescimento de Ciro na recente pesquisa Ibope -que também indicou a estagnação da ministra nas intenções de voto ao Planalto-, Dilma condenou uma comemoração antecipada. “Sempre que no Brasil alguém tentou sentar na cadeira antes do prazo, deu errado. Isso era dias antes [da eleição]. Eu acredito que é prudente a gente esperar as urnas serem abertas e os votos serem contados”, disse ela.
Ciro comemorou publicamente o resultado da pesquisa, que em um de seus cenários traz o deputado à frente da ministra. Em outro, os dois apareciam tecnicamente empatados. A pesquisa mostrou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na liderança.
Ciro, em palestra na Força Sindical, afirmou que Dilma evita confrontos com o pré-candidato tucano.
“Os adversários não são bobos, pelo contrário, estão aí falando “o Lula é meu amigo também”. O Lula não dá mais canelada em ninguém, é Lulinha paz e amor para o resto da vida, e a Dilma entrou na mesma, ainda hoje [ontem] nos jornais estou eu falando mal do Serra, e a Dilma agarrada com ele. Quem quer ser bonzinho sou eu, eu quero ser bonzinho e ninguém deixa”, disse Ciro, em referência a um evento no qual o tucano e a petista se encontraram anteontem em São Paulo.
Ciro também atacou Serra: “A questão não é essa, se ele é feio ou bonito. Eu acho ele feio para caramba, mais na alma do que no rosto”.
O deputado criticou ainda a aproximação dos petistas com os peemedebistas. “A atual coalizão PT-PMDB tende ao conservadorismo.” Ele defendeu duas candidaturas governistas; a dele, e a de Dilma: “Uma, PMDB e PT ficam com o tempo de televisão do mundo todo, e a outra [a dele, Ciro] vai para o meio da rua, livre sem ter que falar bem do [José] Sarney, presidente do Senado. O outro lado de lá [do PT] fala, que eu compreendo”

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
27/09/2009 - 09:10

Como o candidato do PSDB será anunciado

Deu na Veja

De Felipe Patury:

Os tucanos ainda não fecharam questão sobre quem será o seu candidato a presidente da República, mas já definiram a estratégia para a divulgação do resultado.

O anúncio será feito em dezembro. Se o escolhido for o governador de São Paulo, José Serra, ele será lançado por seu adversário, o governador de Minas, Aécio Neves. Nesse caso, o palco será Belo Horizonte. Caso Aécio seja o escolhido, ele será investido por Serra em São Paulo.

Quem for preterido terá o direito de indicar o vice do vitorioso. Serra não quer nem pensar sobre o assunto, mas, em Minas, já apareceu um candidato ao posto.

Caso o paulista encabece a chapa, Aécio pretende indicar o ex-presidente Itamar Franco (PPS) para a vaga de vice. Itamar seria um sinal de que os mineiros estão, de fato, representados na chapa da oposição. Mas incomoda muito o tucanato paulista, que acumula estranhamentos com o ex-presidente.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , ,
27/09/2009 - 08:48

PT contrata Ben Self Blue State Digital, que fez a campanha de Barack Obama na Web.

ObamaDe olho na campanha presidencial de 2010, o Partido dos Trabalhadores fechou acordo com ninguém menos que Ben Self, fundador da Blue State Digital. A agência foi responsável pela campanha de Barack Obama na web, que se mostrou muito vitoriosa.

Ben Self foi um dos responsáveis pela rede social MyBarackObama, que reuniu mais de 2 milhões de membros e potenciais eleitores de Obama. Através dos pequenos doadores, a campanha presidencial de Obama conseguiu arrecadar US$ 500 milhões, um recorde. Já os grandes doadores foram responsáveis por outros US$ 250 milhões.

Mais curioso nessa história é que o PT ainda não tem um candidato oficial (a Dilma nega que seja, embora Lula diga que é). No entanto, já optou por uma agência de marketing com foco na web.

Resta saber como os outros partidos vão começar a se planejar para a corrida presidencial de 2010. Marina Silva, do Partido Verde, é uma dos que poderão tirar proveito da web: com pouco espaço para fazer campanha na TV, poderá optar pela web.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , ,
20/09/2009 - 18:24

Eleições 2010 – Ciro sobe e passa Dilma

 

Ciro sobe
A pesquisa CNI/Ibope a ser divulgada na segunda-feira trará uma novidade inconveniente para o governo – e não são os cerca de 40% das preferências para José Serra. O incômodo maior será ver Ciro Gomes em segundo lugar. A diferença real entre Ciro e Dilma Rousseff pode até nem existir, pois está dentro da margem de erro da pesquisa, mas sua divulgação fará grande barulho. Na mesma pesquisa, Marina Silva começa a dizer a que veio – ela surgirá com 6% das intenções de voto.

Estrela esperança
O PT vai montar um ambicioso plano de arrecadação de fundos para a campanha de Dilma Rousseff, via internet e telefone, inspirado na bem-sucedida experiência de Barack Obama. Foi com esse objetivo que o partido assinou na semana passada um contrato com o marqueteiro americano Ben Self, justamente o responsável pela operação de arrecadação via internet de Obama. Internamente, o projeto é chamado Estrela Esperança, numa alusão ao Criança Esperança, da Globo. O objetivo declarado é obter mais dinheiro que a Globo com seu projeto para crianças carentes (na edição deste ano, a emissora recolheu 8,5 milhões de reais).

Na cola de Obama
Scott Goodstein, também marqueteiro americano e igualmente integrante do time que trabalhou na campanha de internet de Obama, é outro que está quase fechado com o PT. Goodstein, que esteve em Brasília na semana passada, poderá formular a estratégia de campanha junto às chamadas redes sociais (Facebook, Orkut e Twitter).

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags:
20/09/2009 - 13:09

“Anfíbios” transitam entre petistas e tucanos

Deu na Folha:
Quanto mais próxima a disputa eleitoral de 2010, mais acirrada se torna a rivalidade entre petistas e tucanos pela hegemonia política do país.
No meio dessa guerra, um grupo de políticos e economistas equilibra-se entre a fidelidade ao presidente Lula e a proximidade do governador José Serra, virtual candidato tucano à Presidência.
Como anfíbios, transitam de um círculo de confiança a outro com desenvoltura, na maioria das vezes com o conhecimento dos dois líderes políticos.
Fazem parte desse grupo, entre outros, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o deputado federal petista Antonio Palocci e o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, além do economista Luiz Gonzaga Belluzzo e do advogado petista Sigmaringa Seixas.

Almoço e jantar
Na maioria dos casos, essa habilidade resulta de relações antigas de amizade. Em outros, de necessidades recentes.
Jobim é o expoente máximo desse grupo. Ele e Serra dividiram um apartamento em Brasília por seis anos, nos anos 80. O governador de São Paulo é seu padrinho de casamento.
As conversas entre Serra e Jobim vão da crise aérea ao modelo de exploração das reservas do pré-sal -a relação entre ambos foi determinante para que o governo desistisse de incluir no projeto sobre o tema a redistribuição geográfica dos royalties.
Consultado pela Folha, Jobim enviou a seguinte resposta: “Eu não misturo política com relações pessoais. Serra é um grande amigo. É um hábito sul-americano misturar política com relações pessoais. Pois eu tanto converso com Lula como janto com Serra”.
Se Jobim é o anfíbio mais tradicional, Palocci é o mais novo integrante desse grupo. Ele se aproximou de Serra quando, ministro da Fazenda, cercou-se de pessoas mais alinhadas ao viés técnico tucano que ao instinto político petista.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
20/09/2009 - 13:01

Aliados de Lula articulam plano B

Por Christiane Samarco e Marcelo de Moraes, no Estadão:
Os principais aliados do sonho eleitoral do presidente Lula – de fazer da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua sucessora – estão com ele e até se digladiam nos bastidores pelo posto de vice na chapa presidencial. Ao mesmo tempo, líderes do PMDB, do PSB, do PDT e até do PT não escondem a preocupação com o fraco desempenho da candidata Dilma nas pesquisas de intenção de voto e já articulam um plano B.

O PMDB encomendou uma pesquisa ao Ibope, testando a aceitação dos principais líderes nacionais do partido para alçar voo próprio ao Planalto. Como o melhor desempenho foi o do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB-MG), que ficou na faixa dos 3% na preferência do eleitorado, a ala mais simpática à candidatura do governador tucano José Serra (SP) aproveita a maré desfavorável ao PT para ganhar terreno na disputa interna em favor da oposição.

Foi na iminência de a cúpula peemedebista emplacar o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como vice da candidata petista que o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) abriu guerra contra o PMDB.

Não satisfeito com a briga pelo status de parceiro preferencial do PT, Ciro convenceu o PSB a lançar sua pré-candidatura com o discurso de que quem só tem um nome pode acabar sem alternativa para 2010.

A boa performance registrada nas primeiras pesquisas de intenção de voto deram a Ciro e ao PSB exatamente o que precisavam para sobreviver à primeira fase da corrida presidencial. O ex-governador do Ceará já se qualificou como o melhor plano B à disposição de Lula, caso a candidatura Dilma não decole no início de 2010.

“Muitos partidos têm plano B; só quem não tem é o PT”, avalia o senador Expedito Júnior (PR-RO), para quem Dilma “vai mal” porque pegou “a rebarba” da crise do Senado e ainda cometeu uma sucessão de erros que podem lhe custar a candidatura. “Eu sou da base de apoio do presidente Lula, mas sou Serra declarado”, admite o senador, já de malas prontas para o PSDB.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
20/09/2009 - 12:34

DEM aceita chapa tucana pura em troca de apoio em 6 Estados

Grande parte da cúpula do partido defende dobradinha tucana José Serra-Aécio Neves para disputar o Planalto

BRASÍLIA - Em nome da sobrevivência política, o importante para o DEM é voltar ao poder em 2010. E para isso, se o candidato tucano precisar montar uma “chapa puro-sangue” com nomes do PSDB na disputa pela Presidência e vice-presidência, o DEM não atrapalhará os planos da oposição. A moeda de troca para abrir mão da vaga de vice, mantendo-se como aliado preferencial, é ter o PSDB no apoio a pelo menos seis candidatos da legenda em governos estaduais, incluindo Bahia, Distrito Federal e Rio Grande do Norte, as principais apostas do partido para 2010.

 

Grande parte da cúpula do DEM defende a dobradinha tucana José Serra-Aécio Neves. Avalia que a legenda precisa ganhar a eleição presidencial e, ao mesmo tempo, se reerguer nos Estados, onde fracassou em 2006, quando elegeu apenas um governador, José Roberto Arruda, no Distrito Federal.

 

O ex-senador e ex-presidente do partido Jorge Bornhausen é o maior entusiasta da chapa puramente tucana ao Palácio do Planalto. Em conversas reservadas com aliados, Bornhausen defende a tese de que a união São Paulo-Minas Gerais será decisiva para ganhar a eleição. Se depender dele, o DEM não colocará obstáculos a essa composição.

 

Essa é também a posição deputado ACM Neto, que comanda o partido na Bahia. “O DEM não vai ser empecilho. O partido fará todo o esforço para a vitória”, garante o deputado do Estado.

 

O acordo com os tucanos está avançado em território baiano, o quarto colégio eleitoral do País. O DEM joga as fichas na eleição do ex-governador Paulo Souto, que perdeu a reeleição em 2006 para o petista Jaques Wagner. A legenda ofereceu a vaga de vice ao PSDB, que deve indicar o deputado federal João Almeida.

 

O acerto com os democratas foi costurado por Serra e seu fiel escudeiro baiano, o deputado Jutahy Magalhães Júnior, antigo desafeto do carlismo na Bahia. A missão deles é barrar a reeleição de Wagner e tentar um acordo com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), que pretende se candidatar.

 

ESPAÇO

 

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), é mais cauteloso na disposição em defender a dobradinha Serra-Aécio. Não esconde a preocupação de que a posição antecipada a favor desse apoio enfraqueça o partido. Reforça o aviso de que, em caso de chapa puro-sangue do PSDB, a recompensa para apoiá-la será cobrada no âmbito regional.

 

“Nesse caso, vamos sentar e discutir como o partido vai se recompor com o PSDB nos Estados. Queremos espaço para nossos candidatos a deputado federal, por exemplo”, afirma.

 

Enquanto nenhum acordo é selado, ele adota o discurso de que a legenda vai trabalhar para indicar o candidato a vice-presidente, como ocorreu em 2006. Naquele ano, o ex-senador José Jorge foi o vice do partido na chapa com o tucano Geraldo Alckmin. “Não temos que abrir mão da vaga”, diz Maia.

 

No mapa eleitoral do partido, Santa Catarina, Sergipe e Mato Grosso estão na lista das seis candidaturas competitivas. Em São Paulo, o DEM ensaia a candidatura do prefeito Gilberto Kassab ao governo do Estado, mas o PSDB trabalha para que ela não vingue.

 

Se a chapa Serra-Aécio não se confirmar, a legenda guarda na manga três nomes para oferecer à vaga de vice. Um deles é o do deputado José Carlos Aleluia (BA) e os outros dois são os senadores José Agripino Maia (RN) e Kátia Abreu (TO).

 

Agripino terá de enfrentar um jogo duro no Rio Grande do Norte se for para a reeleição ao Senado. Além dele, há dois pesos pesados na disputa: o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) e a governadora Wilma de Faria (PSB).

 

Haverá duas vagas em jogo. Para reeleger Agripino, líder da bancada no Senado, o DEM acredita na força de sua candidata ao governo do Estado, a também senadora Rosalba Ciarlini. A estratégia é atrair Garibaldi para a chapa e isolar Wilma de Faria. A arma é o suplente de Rosalba no Senado, o pai do próprio Garibaldi.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
20/09/2009 - 10:17

A disputa pelo senado promete…

Enquanto a eleição para o Palácio dos Bandeirantes vai se desenhando um tanto monótona, a disputa pelas duas cadeiras paulistas no Senado que serão renovadas em 2010 fica mais animada a cada dia.
Há os dois que tentarão se reeleger: Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PTB). Mais Orestes Quércia (PMDB). Mais Gabriel Chalita, que trocará o PSDB pelo PSB (o PV ainda busca atrai-lo, mas com menos chance de sucesso). Mais, possivelmente, Soninha (PPS), que deseja concorrer ao governo, mas não descarta o Senado. Mais, talvez, algum tucano. E mais um nome do PC do B (Aldo Rebelo e Netinho querem; Protógenes Queiroz também, mas seu destino provável é a Câmara). Os debates prometem.

Pegar… De um cacique do PMDB com lugar na mesa de negociação da aliança em torno da candidatura presidencial de Dilma Rousseff: “Se der certo, ótimo. Se não der, somos todos experientes. Ninguém vai ficar magoado”.

…ou largar. O peemedebista aponta Michel Temer como de longe o nome mais consensual no partido para compor a chapa com Dilma. Mas e se Lula quiser outro? “Bom, essa é uma escolha mais nossa do que deles.”

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
20/09/2009 - 09:15

Indicado por Lula para o STF, José Antonio Dias Toffoli não foi condenado apenas uma vez.

Indicado por Lula para o STF, José Antonio Dias Toffoli não foi condenado apenas uma vez. São duas as sentenças expedidas contra ele por juízes do Amapá.

Além do caso mais recente –condenação de 8 de setembro, já noticiada aqui— há um outro processo, mais antigo.

Foi aberto em dezembro de 2000. Trata-se, de novo, de uma ação popular. Envolve um contrato firmado por Toffoli com o governo do Amapá.

Corre na 4ª Vara Cível de Fazenda Pública da comarca de Macapá (AP). O juiz que atua no caso é Luiz Carlos Kopes Brandão.

Em sentença datada de 6 de novembro de 2006, o magistrado anulou o contrato e condenou Toffoli a devolver às arcas públicas R$ 19.720, em valores da época.

A cifra terá de ser corrigida monetariamente. Além de Toffoli, o juiz condenou João Batista Silva Plácido. Era, na época, procurador-geral do Amapá à época.

“Não é preciso qualquer esforço para perceber a ilegalidade e a lesividade do contrato em questão”, escreveu o magistrado na sentença.

O contrato que o juiz anulou previa que Toffoli prestaria assessoria jurídica ao governo amapaense.

Algo que, segundo o juiz, era desnecessário, já que o Estado dispunha de um quadro próprio de procuradores.

Governava o Amapá nessa ocasião João Capiberibe (PSB). Ele respondia a processos por crimes eleitorais no TSE, em Brasília.

Na ação popular, sustentou-se a tese de que Toffoli não assessorara o Estado. Em verdade, teria recebido do governo para defeder o governador no TSE.

Intimado a defender-se, o governo negou. Disse que os serviços de Toffoli haviam sido efetivamente prestados ao Estado.

Afirmou que o contrato com o governo não previra “clausula de exclusividade”. Toffoli não estaria, portanto, impedido de advogar para Capiberibe no TSE.

O juiz Luiz Carlos Kopes Brandão escreveu na sentença:

“A constatação de que o réu José Antonio Dias Toffoli prestou serviços a terceiros não leva, automaticamente, à conclusão de para isso o remunerou o erário público, já que, como lembraram os réus, o contrato não previa exclusividade”.

O diabo é que o governo de Capiberibe não logrou comprovar que Toffoli prestara serviços ao Estado.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , ,
17/09/2009 - 11:45

Comercial do portal tucano.org.br

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16/09/2009 - 09:42

Alguma coisa acontece no coração de Lula e Dilma quando cruzam a Paulista e Minas Gerais.

Texto maravilhoso publicado no Blog do jornalista Reinaldo Azevedo, está abaixo:

Há uma possibilidade de que o fato mais importante de 2010 tenha acontecido ontem, na inauguração do Espaço Minas Gerais, um centro de negócios do estado de Minas em São Paulo, localizado na esquina da Paulista com a rua… Minas Gerais!!! Lá vou eu, sendo um pouco óbvio, mas não resistindo à tentação: alguma coisa acontece no coração do PT quando passa por esse cruzamento. E eu acho que tem cheiro de derrota eleitoral. Ricardo Melo, aquele que vê a oposição vivendo dias verdadeiramente aziagos, certamente discorda. Deve pensar que a eventual união dos governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas) prova a falta de rumo da oposição, ou algo assim… Mas eu posso asseverar — talvez ele devesse ouvir os repórteres do seu jornal, já que é secretário adjunto de redação, um cargo importante — que esse é, com efeito, um quadro que o PT e Lula sempre temeram. Daí que contassem, desde sempre, com a eventual dissidência de Aécio das hostes tucanas.

Os dois governadores se mostraram bastante afinados ontem. Destaco trecho de um discurso de Serra (íntegra aqui):
“Até o século 18, nossos dois Estados formavam uma única unidade política, eram um só, e, mesmo depois da separação em dois territórios distintos, essa unidade persistiu, porque não se desfaz com uma penada o que se construiu com muita luta e o que se teceu ao longo do tempo nas malhas do coração. Assim no século 19, com o declínio do ciclo do ouro, o movimento migratório chegou a inverter-se, e os mineiros passaram a povoar, até mesmo a fundar, cidades em território paulista, principalmente nas áreas fronteiras do Estado de origem. Na verdade, o povoamento do Oeste Paulista, que é uma região tão progressista, foi obra desses bandeirantes que voltaram de viagem, na expressão de Antônio Tavares de Almeida.”

Como se nota, Serra já está buscando sinais de que os dois estados estão unidos desde que a história era criancinha. Era tudo o que o Planalto não queria. Ao longo dos últimos anos, Lula tem trabalhado com afinco para opor Minas a São Paulo – na verdade, o esforço petista era para isolar São Paulo do Brasil. Até agora, deu tudo errado.

Serra estava todo parabólico. Leiam isto:

“É significativo, já que eu falei aqui do Tancredo, lembrar a aliança política de São Paulo, naquela época, com Minas Gerais. Do nosso querido governador Franco Montoro e do governador Tancredo Neves. Eu também, por coincidência, estive presente, talvez no primeiro contato político que fizeram com vistas à sucessão no Brasil, lá em Araxá , ainda em 1983.  E sou testemunha da importância que esta aliança trouxe para a restauração da democracia no Brasil e abertura de um novo futuro para todos nós.”

Entenderam? Mais claro do que isso, só desenhando. Minas e São Paulo se uniram para pôr fim ao, digamos, antigo regime e, agora, devem se unir de novo para, à sua maneira, encerrar um outro.

Aí vieram os elogios rasgados a Aécio: “Quero lembrar também a importância que Minas Gerais dá, nos últimos anos, através da administração competente, eficiente e de grande qualidade do nosso governador Aécio Neves. Que inovou em muitos aspectos a administração brasileira e abriu um horizonte de otimismo para aquela que é uma das regiões líderes do desenvolvimento brasileiro, e que será cada vez mais nas próximas décadas, porque nós estamos assistindo a um deslocamento do eixo dinâmico da economia brasileira para o Norte de São Paulo, Minas, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Espírito Santo.”

E foi além:
“É importante também lembrar que Minas e São Paulo, juntos, constituem uma força apreciável. Basta mencionar que nós temos perto de um terço da população brasileira; que 43% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional é gerado em Minas e São Paulo; e que a União arrecada em Minas e São Paulo 49% dos seus tributos. Isso mostra a importância desse dois Estados, a importância da sua união e a importância de atuarem juntos para conter a volúpia centralizadora federal que hoje prevalece no nosso País.”

Serra não lembrou, mas poderia ter lembrado: São Paulo e Minas têm, juntos, 33,06% do eleitorado brasileiro – um terço! E os dois estados nem estão na região em que os tucanos obtêm o seu melhor desempenho eleitoral, que é a Sul. O PT enfrenta hoje dificuldades no terceiro maior colégio, Rio (10,9%); no quarto, a Bahia (7,2%) , e  tem menos chances do que dá a entender no quinto, o Rio Grande do Sul (6,1%).

Uma proximidade tão entusiasmada dos dois governadores evoca, no PT, o temor de uma chapa conjunta, que os próprios petistas não hesitam em classificar de “quase imbatível”. Serra e Aécio se negam a falar sobre tal assunto e preferem dizer que é preciso compor com outros partidos etc. Ora, não precisam dizer nada mesmo. Essa é uma possibilidade que continuará a assombrar o jogo dos adversários.

É claro que a corrida nem começou, mas também é evidente que o Planalto contava, já a esta altura dos preparativos, estar vivendo uma situação eleitoral mais confortável – já que é evidente a produção de boas notícias, aquelas que mesmerizaram o tirocínio do Ricardo Melo. Serra e Aécio, no projeto original, deveriam agora estar se estapeando, e Lula deveria estar livre para dizer a seguinte mensagem: “Ou vota ni mim ou num vota ni mim”. Mas as coisas não vão se dar dessa maneira. O eleitor parece ter descoberto que  Lula não é Dilma por mais que Dilma se esforce para ser Lula. O tempo passa, e a ministra vai se revelando uma peça um tanto deslocada do jogo.

Reitero: esse é o retrato de agora. E quando começar a campanha? Pois é… Eu realmente tenho minhas dúvidas se dá para Lula subir no palanque mais do que já sobe hoje. Aparecerá em todos os programas eleitorais de Dilma, como se tutelasse a candidata? Conseguirá realmente convencer o eleitor de que, não fossem ambos, aquele petróleo do pré-sal jamais teria sido encontrado? Conseguirão seqüestrar as obras tocadas pelos governadores nos Estados? Vão satanizar de novo o governo FHC, embora, a esta altura, boa parte dos brasileiros já nem se lembre mais de passado tão remoto? Vamos ver.

Que a união São Paulo-Minas é mais uma péssima notícia para a candidatura Dilma Rousseff, isso é evidente. E, ontem, Serra e Aécio souberam dar o devido peso simbólico a essa aliança. Não custa lembrar que, no cenário mais plausível testado pelo CNT Sensus, Serra lidera no Nordeste com 38,2% das intenções de voto, contra 23,8% de Dilma. Lula já andou ensaiando o discurso de que a sua candidata tem de vencer porque, assim, o governo continuará a realizar seus prodígios… Convenham: tentar colar a pecha de maus gestores a Serra e Aécio, caso estejam realmente unidos, é tarefa bastante difícil.

O dia de ontem, em suma, tem tudo para ser o mais importante da sucessão de 2010. Isso, claro, se Ricardo Melo não estiver coberto de razão, com Antonio Palocci correndo alucinadamente por fora, né?

Ah, sim: uma explícita manifestação de união dos dois governadores mereceu o seguinte título na Folha: “Ao lado de Serra, Aécio rechaça chapa puro-sangue”. Aí fui em busca do, bem…, do rechaço. Leiam:O tempo é que vai dizer. Minha posição é claramente esta: temos um quadro partidário extremamente plural. É natural que alianças entre partidos se irradiem ou se reflitam na composição de chapa.”

Atenção, leitores! Dia desses, Dona Reinalda chegou com o que eu chamaria plano de médio prazo, envolvendo fim de ano, festividades, início de 2010 etc, e eu rechacei de pronto: “Vamos ver, meu bem, o tempo é que vai dizer”.

Eu, quando rechaço, sou assim: sempre duro, mas sem perder a ternura.

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16/09/2009 - 09:30

Pesquisa do Ibope, fazem Lula e Dilma irem a campo.

Na semana em que o IBOPE está em campo para mais uma pesquisa sobre a próxima eleição presidencial, Lula decidiu por a ministra Dilma Rousseff debaixo do braço e sair com ela por aí.

Os dois estiveram juntos, ontem, em Roraima, que em discurso Dilma chamou de Rondônia.

Amanhã participação da festa de 45 anos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Na quinta-feira, Dilma se reunirá com os governadores da região amazônica para discutir obras do Programa de Aceleração do Crescimento ;.

Na sexta-feira, ela e Lula irão ao Rio Grande do Sul visitar as obras de melhoria da BR-448. Em seguida, inauguram uma usina hidrelétrica em Caxias do Sul.

Lula persegue pelo menos dois objetivos com toda essa movimentação: reforçar a idéia de que Dilma é a única candidata do governo à sucessão presidencial (não há plano B); e influir nos resultados da pesquisa do Ibope.

Uma vez que ocupe generoso espaço na mídia, Dilma mais facilmente poderá ser lembrada na hora em que o eleitor responder em quem pretende votar para a vaga de Lula.

 

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16/09/2009 - 09:18

Plano B

Frase de ontem:

“Aécio é meu plano B e eu sou o plano B do Aécio. Infeliz daqueles que não têm plano B”

Frese de José Serra (PSDB) São Paulo.

 

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
16/09/2009 - 09:09

Minireforma eleitoral.

Fonte: Agencia Senado

O Plenário do Senado concluiu nesta terça-feira a votação do projeto de minirreforma eleitoral. Entre os destaques estão a derrubada das restrições à cobertura das eleições na internet e a liberação da propaganda de candidatos à Presidência da República. As mudanças agora precisam ser votadas na Câmara dos Deputados. Para ter validade ainda no pleito de 2010, a minirreforma precisa ser sancionada pelo presidente Lula até o dia 3 de outubro, data que marca um ano antes do primeiro turno. Veja as principais possíveis mudanças nas regras eleitorais:

Internet

Atualmente: Não há regras específicas sobre a cobertura das eleições por sites. O texto aprovado na Câmara previa que portais de internet não poderiam veicular opinião sobre candidatos, partidos ou coligações.

Como fica: O Senado aprovou a emenda determinando que “é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores” e “outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica”. A proposta assegura o direito de resposta e diz que as representações pela utilização indevida da rede “serão apreciadas na forma da lei”.

Campanha paga na web

Atualmente: Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite que os candidatos façam campanha apenas por meio de um site destinado para as eleições, sob o domínio “.can.br”.

Como fica: Segundo a decisão do Senado, os candidatos à Presidência da República poderão fazer propagandas em sites jornalísticos, como fazem em jornais e revistas, desde que a publicidade seja paga e que o anúncio tenha no máximo um oitavo da página. Além disso, o número de propagandas que poderão ser inseridas por cada candidato deverá ser limitado em 24 por campanha.

Sites de candidatos

Atualmente: Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite que os candidatos façam campanha apenas por meio de um site destinado para as eleições, sob o domínio “.can.br”. Além disso, estabelece que os candidatos devem retirar sua página do ar dois dias antes das eleições até 24 horas depois do pleito.

Como fica: Emenda aprovada pelo Senado acaba com o artigo que estabelece a retirada das páginas dos candidatos do ar dois dias antes das eleições (48 horas) até 24 horas depois da eleição. Os candidatos também terão liberdade total na internet ao utilizarem blogs, mensagens instantâneas e sites de redes sociais. Pela proposta, fica permitida ainda a propaganda de candidato, partido político ou coligação e fica autorizado também o chamado tratamento “privilegiado” ou “diferencial” em blogs ou páginas semelhantes que sejam assinadas por pessoa física.

Políticos cassados

Atualmente: Entendimento do TSE estabelece que quando o político cassado foi eleito em primeiro turno se faz eleição direta. No entanto, se estiver no fim do mandato (dois últimos anos), se realiza eleição indireta. Quando o político cassado não teve mais da metade dos votos (geralmente em caso de segundo turno), se anula os votos do cassado e se faz um cálculo dos votos válidos, se o segundo colocado obtiver mais da metade dos votos, ele assume.

Como fica: A escolha dos substitutos de prefeitos, governadores e presidente da República cassados por crimes eleitorais deverá ser feita por meio de eleições diretas, independentemente de quando ocorra a cassação.

Doações online

Atualmente: As doações só podem ser feitas através de depósitos em dinheiro identificados, cheques nominais ou transferência eletrônica de depósitos.

 

Como fica:O Senado autorizou a doação eleitoral via internet ou telefone. As transações poderão ser feitas online com cartões de crédito ou débito e por telefone, por meio de boleto bancário ou de cobrança na conta telefônica.

“Doação oculta”

Atualmente: A prática da doação oculta já funciona como praxe em campanhas políticas, embora não seja regulamentada. Pela legislação hoje em vigor, as doações para candidatos esbarram em 12 restrições, não podendo ser feitas, entre outros, por concessionárias, sindicatos, entidades beneficentes e religiosas, ONGs que recebam recursos públicos e empresas esportivas que recebam financiamento público. No caso de os recursos serem repassados a agremiações políticas, no entanto, as ressalvas caem para quatro, liberando contribuições de templos religiosos e times de futebol, por exemplo.

Como fica: Ao rejeitar emendas, o Senado permitiu que pessoas físicas e jurídicas façam repasses de forma irrestrita a partidos políticos para que essas agremiações, por sua vez, encaminhem para os candidatos. As contribuições feitas dessa forma possibilitam que igrejas, agremiações esportivas e organizações não-governamentais (ONGs), por exemplo, enviem indiscriminadamente recursos aos partidos e esses repassem a verba para os políticos, burlando as restrições que atualmente impedem que essas entidades encaminhem contribuições diretamente aos candidatos.

Debates

Atualmente: A legislação assegura a participação de candidatos a cargos majoritários em debates de partidos que tenham representação na Câmara dos Deputados, sendo facultada a ida dos demais ao programa.

Como fica: Debates transmitidos por rádio, TV ou internet garantem a participação de candidatos de partidos que tenham ao menos dez deputados federais em exercício.

Pesquisas com dados do IBGE

Atualmente: A Lei 9.504/97, que estabelece normas para as eleições, obriga os institutos de pesquisa a registrar as informações coletadas na Justiça Eleitoral, mas não especifica a fonte de dados populacionais a ser utilizada.

Como fica: Uma emenda aprovada pelo Senado obriga os institutos de pesquisas eleitorais a utilizar os dados populacionais levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Obras

Atualmente: A Lei 9.504/97 proíbe que candidatos a cargos do Poder Executivo participem de inauguração de obras três meses antes do pleito.

Como fica: Candidatos ficam proibidos de participar de inaugurações de obras ou lançamentos de pedra fundamental quatro meses antes das eleições. Inicialmente, o Senado pretendia estipular prazo de seis meses, que foi reduzido.

Mulheres

Atualmente: A legislação prevê que sejam oferecidas pelo menos 30% das vagas de candidatos para mulheres.

Como fica: Os partidos serão obrigados a preencher 30% de suas vagas com mulheres. Também devem assegurar que 5% do montante que recebem do Fundo Partidário sejam utilizados para a capacitação de mulheres e reservar 10% do total do tempo de propaganda política a que têm direito todos os anos – e não apenas nos anos eleitorais – para as mulheres. Caso esses percentuais não sejam cumpridos, deverão ser aumentados, como forma de punição.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , ,
16/09/2009 - 00:22

Aécio da show de inteligencia e democracia.

Recebi esse vídeo de uma leitora do blog, Taís, é muito bom e deveria servir de exemplo pra muita gente.

Principalmente os petralhas que adoram ferir a democracia e acabar com as instituições.

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
14/09/2009 - 10:52

Serra veta Kassab e decide que Alckmin é o candidato em SP

deu na folha de s.paulo

 

Governador intervém para evitar que disputa prejudique seu projeto nacional

Tucano quer reforçar parceria com a ala paulista do PMDB; articulação deve garantir para Quércia uma das vagas na eleição para o Senado

De Kennedy Alencar:

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), vetou a articulação do prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), para tentar se candidatar ao Palácio dos Bandeirantes. Ao mesmo tempo, fechou com o ex-governador Geraldo Alckmin que ele será o próximo candidato do PSDB ao governo paulista.

Serra interveio na sua própria sucessão porque avaliou que estava se desenhando um cenário de guerra que poderia prejudicar sua aspiração presidencial. O primeiro movimento foi dizer a Kassab, seu aliado político, que ele deveria permanecer na prefeitura, sob pena de criar um problema na aliança PSDB-DEM e ficar mal perante o eleitorado paulistano, que o reelegeu no ano passado.

Kassab desejava ser candidato a governador, pois a capacidade de investimento da prefeitura é muito pequena se comparada à do Estado de São Paulo. Ele avalia que terá dificuldade para cumprir promessas e que deverá realizar uma administração mediana, o que impediria voos mais altos na política após deixar a prefeitura.

Vetado por Serra, Kassab passou a alimentar a possibilidade de apoiar outro tucano para o governo, o secretário da Casa Civil de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira. Kassab, que derrotou Alckmin na campanha municipal de 2008, não deseja ver o antigo desafeto no governo com caixa para gastar. O governador, então, nomeou Alckmin como seu secretário.

Serra avisou a Kassab e Aloysio que precisa apoiar Alckmin, favorito nas pesquisas, para evitar uma crise na aliança PSDB-DEM no seu reduto eleitoral e para reforçar a parceria com o PMDB paulista, abrindo caminho para que o ex-governador Orestes Quércia, presidente do PMDB paulista, seja um dos candidatos a senador da aliança que deverá ocorrer no Estado entre os três partidos.

O apoio de Quércia é fundamental para Serra tentar minar ou esvaziar parcialmente o provável apoio oficial do PMDB nacional à eventual candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Comento: Cabe agora ao prefeito Gilberto Kassab e ao Secretário da Casa Civil, Aloísio Nunes, recolherem às armas e apoiar Alckmin. Serra é sem dúvida o melhor articulador político do Brasil, sabe tudo. Alguns Tucanos e Democratas deveriam aprender com ele.

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
13/09/2009 - 21:29

Serra 71 Dilma 29!

José Serra: 57 pontos. Dilma Rousseff: 23 pontos. Esse foi o resultado da última pesquisa eleitoral do Ibope, realizada entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro. Os dados correspondem ao que os principais candidatos a presidente da República obteriam num segundo turno, incluindo os votos brancos e nulos. Contando só os votos válidos, José Serra derrotaria Dilma Rousseff com uma folga espantosa de 42 pontos. Na ponta do lápis: 71 a 29.

Caso alguém se interesse por detalhes metodológicos, foram consultados 2002 eleitores, em 142 cidades brasileiras. Margem de erro: 2 pontos a mais, 2 pontos a menos. A pesquisa ficou escondida até agora porque foi encomendada pelo próprio Ibope, que faz um acompanhamento permanente da disputa presidencial. Em menos de duas semanas, o instituto realizará outra pesquisa, dessa vez para a CNI. Se os números continuarem iguais, a candidatura de Dilma Rousseff desmoronará.

Além de pesquisar o segundo turno, o Ibope pesquisou também, nos mesmos dias, o primeiro turno. Os resultados foram publicados por O Globo, na última quarta-feira. Pode anotar:

José Serra, 42%
Ciro Gomes, 14%
Dilma Rousseff, 13%
Heloísa Helena, 7%
Marina Silva, 3%

Quando Heloísa Helena é retirada da lista, Dilma Rousseff empata com Ciro Gomes e Marina Silva, considerando-se a margem de erro. Isso quer dizer que ela pode estar até mesmo em quarto lugar.

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
13/09/2009 - 14:24

Serra e Aécio fazem acordo para evitar prévias.

Não haverá eleições prévias no PSDB para escolher o candidato tucano que vai disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano que vem.

O acordo tático entre os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, os dois nomes mais fortes do PSDB, está estabelecido numa frase: “Nada de disputa entre nós.”

No pacto entre os dois governadores não há uma definição de candidato para a cabeça de chapa tucana, embora a maioria do partido adote a candidatura Serra como a mais provável.

O que define, porém, as prévias como desnecessárias é o acerto de que um terá o apoio do outro para a definição do candidato titular.

Na quarta-feira, em entrevista concedida em Belo Horizonte, Aécio não só admitiu de público a hipótese de se adotar outro “instrumento de escolha”, que não as prévias, como chegou a sugerir um “conjunto de análises que inclua pesquisas eleitorais”, desde que se levem em conta aspectos como o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação e o potencial de crescimento, que ele considera seus pontos fortes.

As referências de Aécio à hipótese de não haver prévias e aos seus trunfos eleitorais foram lidos como sinal de manutenção da pré-candidatura – o que é visto com naturalidade dentro do PSDB.

O governador mineiro vai mesmo tirar licença do comando do Estado por pelo menos 15 dias, para fazer um tour nacional em pré-campanha, começando pelo Nordeste.

Ele entende que o período de outubro a novembro será decisivo para firmar seu nome como alternativa tucana à sucessão de Lula.

 

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10/09/2009 - 11:13

O que Serra pode festejar

 

O governador José Serra (PSDB), de São Paulo, tem dois motivos para celebrar os resultados da mais recente pesquisa de intenção de voto para presidente da República aplicada pelo Instituto Sensus por encomenda da Confederação Nacional do Transporte:

* o líder é ele, com quase 40%. Nem cresceu nem caiu;

* Dilma Rousseff, candidata de Lula, perdeu quase quatro pontos percentuais na simulação de segundo turno contra Serra.

Se quiser, Serra poderá celebrar também a queda da aprovação de Lula e do governo – mas ela não foi expressiva.

Se a eleição presidencial tivesse ocorrido entre 31 de agosto e o último dia 4, Serra venceria direto no primeiro turno em todos os cenários testados.

Contra Dilma, Heloísa Helena (PSOL) e Marina Silva (PV). Contra as últimas duas e Antonio Palocci (PT). Contra as últimas duas e Ciro Gomes (PSB). Ou apenas contra Dilma e Marina.

Dilma não se elege direto no primeiro turno em nenhum dos cenários. Enfrenta Aécio Neves (PSDB) no segundo quando concorre no primeiro contra ele, Heloísa e Marina.

Aécio também não se elege direto no primeiro turno em nenhum dos cenários quando substitui Serra.

Vai para o segundo turno depois de empatar com Heloísa no primeiro e de derrotar Marina e Palocci. Ou vai para o segundo turno com Heloísa depois de derrotar Ciro e Marina.

Na simulação de segundo turno, Serra esmaga qualquer adversário: 50% a 25% (Dilma), 51,5% a 17% (Ciro) e 55% a 11,5% (Palocci).

Dilma vence Aécio no segundo turno (36% a 26%). Ciro também vence Aécio (30% a 24%). Aécio vence com folga Palocci (31% a 17%).

O Instituto Sensus tentou estabelecer o que chama de limite de votos de cada aspirante a candidato.

Único candidato no qual o entrevistado diz que votaria: Serra (20%), Dilma (11%), Aécio (7%), Heloísda (5%) e Ciro (5%).

Candidato no qual o entrevistado diz que poderia votar: Serra (40%), Dilma (28%), Aécio (29%), Heloísa (28%) e Ciro (35%).

Candidato no qual o entrevistado disse que não votaria: Serra (28%), Dilma (38%), Aécio (26%), Heloísa (43%), Ciro (40%), Marina (39%) e Palocci (46%).

Nenhum candidato se elege quando sua taxa de rejeição bate em 40%, segundo o cientista pólíco Ricardo Guedes, presidente do Sensus. Ou consegue baixar a rejeição ou não se elege.

O Sensus estima em 20% a capacidade de Lula de transferir votos. Por ora, é o índice de intenção de votos que Dilma tem. Isso quer dizer que ela ainda não conseguiu sozinha atrair votos.

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , ,
10/09/2009 - 10:55

Gastança eleitoral

 

Deu no Globo:

De Míriam Leitão:

Como o Orçamento é feito de escolhas, o governo escolheu ampliar seus gastos com publicidade no ano eleitoral. E não foi pouco. A proposta de Orçamento prevê que essas despesas chegarão a R$ 699 milhões em 2010, 70% acima da média dos três anos anteriores.

A lei prevê limites para gastos com publicidade no ano da eleição, mas a restrição não tem impedido o avanço dessas despesas.

No ano eleitoral, as despesas com publicidade não podem ultrapassar a média dos últimos três anos ou do ano anterior à eleição. Vale o que for menor, diz a lei. Mas o cálculo desses limites inclui as despesas da administração direta e das estatais. Assim, o governo argumenta que ainda é cedo para saber se ultrapassará os limites.

O fato é que os gastos do governo com publicidade estão crescendo ano após ano e o Orçamento deixa isso claro. Entre 2007, o primeiro ano do segundo mandato de Lula, e 2010, quando o presidente deixar o governo, o crescimento dessas despesas chegará a 175%, já descontada a inflação do período.

Os gastos em 2007, corrigidos pela inflação, eram de R$ 254,8 milhões. Este ano, as despesas previstas inicialmente eram de R$ 542 milhões, mas pularam para R$ 588 milhões com os créditos aprovados no Congresso.

Se compararmos as duas propostas de Orçamento, de 2009 e 2010, as despesas com publicidade aumentam 29% em apenas um ano.

A média de gastos dos últimos três anos, de R$ 412 milhões, considera a hipótese do governo executar todo o Orçamento de publicidade disponível em 2009, o que é bastante provável.

Até agosto, já foram executadas despesas no valor de R$ 452, 8 milhões, o equivalente a 77% do orçamento autorizado.

Enquanto o governo eleva esses gastos, estratégicos para o calendário eleitoral, outras áreas estão carentes. Para se ter uma idéia dessas escolhas, na proposta de orçamento de 2010, o aumento dos investimentos para saúde em relação ao projeto de 2009, sem considerar os gastos com o SUS, que são de custeio, é igual a zero. Estancaram em R$ 2,6 bilhões.

Também é bom lembrar que o presidente Lula vetou recentemente o artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que limitava os gastos com publicidade no próximo ano.

O levantamento das despesas de publicidade previstas para 2010 foi feito pela assessoria técnica de Orçamento do PSDB na Câmara, já que o governo não divulga essas informações junto com os demais números da proposta orçamentária.

O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), líder da minoria no Congresso, resume o sentimento da oposição:

— Penso que o país tem outras prioridades, mas no ano eleitoral a publicidade é que conta — afirma.

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , ,
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