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Arquivo de agosto, 2009

29/08/2009 - 11:08

O PT Colloriu

Por: Marquinho Amaral

 

Lembro-me muito bem do acirrado debate entre os presidenciáveis Fernando Collor de Mello, do PRN e Luís Inácio Lula da Silva, do PT, afinal era a primeira vez que votaria em alguém em minha vida. Transmitido ao vivo pela TV Globo em novembro, o encontro praticamente decidiu o pleito, dando a vitória para o então “Caçador de Marajás”.

Mas Lula persistiu. Foi novamente candidato em 1994 e 1998, derrotado duas vezes pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Mostrando tenacidade, Lula concorreu novamente em 2002, vencendo, enfim o páreo e tornando-se o primeiro operário brasileiro a chegar à presidência da República do Brasil.

Mas, para quem esperava mudanças profundas levou um balde de água fria. Para o Banco Central foi chamado um tucano, Henrique Meirelles, que acabava de se eleger deputado federal pelo PSDB do Estado de Goiás. O que se viu a seguir foi um presidente sem projeto para o país e que “clonou” o programa de FHC e do PSDB. Governou desta forma, e, salvo um ou outro contratempo, teve sucesso na política econômica justamente por manter o navio no curso definido pelo PSDB. Na parte política, porém, seus métodos o levaram à “crônica da morte anunciada”. O PT no poder apodreceu mais rapidamente do que qualquer arqui-rival poderia prever. O Mensalão em 2004 colocou por terra todo o sonho de uma geração que construiu um partido organizado, de caráter popular e que representaria os grandes anseios do trabalhador.

Por sua vez, Lula dizia a todo momento que não “era de esquerda” e mudava seus “companheiros”. A turma formada por João Babá, Helóisa Helena, João Fontes, Ivan Valente e outros ao cobrarem coerência ideológica, se tornaram inconvenientes para o poder. Mas, companheiros novos chegavam e Lula recebeu, de braços abertos, figurinhas carimbadas da política nacional, como José Sarney, Paulo Maluf, Michel Temer, Jader Barbalho e tantos outros.

Em São Carlos, o PT também perdia qualquer pudor e também se aliava a antigos desafetos do PMDB, por exemplo. Os peemedebistas, antes, eram execrados em praça pública pelos petistas. Ao mesmo tempo, o barco do poder, alçado em 2000 pelo reitor Newton Lima ficou muito pequeno para abrigar os novos amigos e uma liderança como a vereadora Julieta Lui, que construiu a sigla na cidade. Então, ela foi expulsa do PT.

Mas não esperava que o Partido dos Trabalhadores, sob o comando de Lula fosse descer tanto à lama. Para salvar José Sarney, o partido chafurdou em barro fétido do esgoto, liquidando com qualquer resquício de moralidade, dignidade e altivez que restasse. O senador Aloísio Mercadante, que eu admirava, fez papel ridículo. Ele se rebelou com razão, deixando o cargo de líder do governo, num surto de honradez e coerência. Mas, de maneira covarde, servil e envergonhada, voltou atrás depois de levar um “pito “ de Lula. Agiu como um moleque que é chamado à razão pelo papai. 

Mas, surpresa, surpresa, mesmo, foi ver Lula abraçado com Fernando Collor de Mello e elogiando sem economia o senador de Alagoas, seu ex-algoz e agora fiel escudeiro no Senado Federal. Confesso que já vi muita coisa nesta vida. Mas o PT Collorido era uma triste, lamentável e tragicômica cena que eu jamais esperaria ou pretenderia ver.

 

Em tempo: Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de absolver Palocci, o Brasil bem que poderia se tornar uma verdadeira pizzaria.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
28/08/2009 - 18:24

Sérgio Guerra e Mendes Thame na primeira transmissão ao vivo da TV Tucana pela internet

Por João Gaião

O PSDB-SP fará inauguração da TV Tucana direto do diretório estadual no recém-lançado site da militancia, tucano.org.br ,  com uma entrevista do Presidente Nacional do partido Senador Sergio Guerra e do deputado federal e também presidente do PSDB de São Paulo Mendes Thame.

A transmissão acontecerá nessa segunda dia 31 de agosto as 15 horas. Os internautas poderão fazer perguntas ao vivo para os entrevistados.

O PSDB está inovando na forma de fazer política e sai na frente dos demais partidos que ainda não perceberam o potencial da internet no Brasil.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
25/08/2009 - 11:22

São Carlos: A verdade em números.

Por Marquinos Amaral

 

Na semana passada, apresentei parte dos investimentos do Governo Serra na área da educação, comprovando que, ao contrário do que insistem em afirmar “políticos mensaleiros” e alguns “pseudo-jornalistas” que recebem jabá dos detentores do Poder, o atual governador possui apreço, consideração, lealdade e gratidão para com o povo são-carlense.

 

Serra, cujo governo detém altos índices de aprovação no Estado e em nosso município, vem garantindo investimentos que demonstram, com atos concretos, sua disposição em atender os anseios da comunidade de São Carlos.

 

O setor viário – ao qual o governo do PSDB dedica especial atenção – é outro grande exemplo. As obras se sucedem sob a batuta de Serra com o objetivo de recuperar e construir estradas em diversos municípios paulistas.

 

Em São Carlos, Serra já investiu mais de R$ 4, 8 milhões na recuperação da vicinal “Abel Terrugi”, estrada que liga os distritos de Água Vermelha e Santa Eudóxia.

 

Em meados de 2007, Serra liberou R$ 1,2 milhão   para o tão esperado asfaltamento da vicinal “Guilherme Scatena”, conhecida como “Estrada do 29”. Valor que somado aos R$ 720 mil liberados por meio de uma emenda parlamentar do deputado Lobbe e aos R$ 622 mil da Prefeitura Municipal, possibilitou a concretização de um sonho que durou mais de trinta anos.

 

A rodovia “ Domingos Innocentini” (SPA 149/215), que liga a cidade ao Broa e à cidade de Itirapina, foi totalmente recapeada, num investimento que supera R$2,2 milhões.

 

A rodovia Professor Luis Augusto de Oliveira (SP 215), que liga São Carlos ao Obelisco em Dourado vem recebendo completa restauração asfáltica e um novo trevo está sendo construído no entroncamento com a rodovia Domingos Inocentini (estrada do Broa) e a Av. Morumbi, objetivando maior agilidade e segurança no trânsito. Obras que demandaram investimentos da ordem de R$ 52 milhões de reais.

 

Já foi autorizado pelo governador  o recapeamento asfáltico de diversas vicinais e o asfaltamento de outras estradas municipais de grande importância para os são-carlenses. Em breve estaremos detalhando os novos investimentos autorizados e demonstrando, com números, as liberações anunciadas pelo governador Serra durante o lançamento do “Programa Pró Vicinais”, ocorrido no dia 15 de janeiro em São Paulo, evento que contou com a presença de Lobbe.

 

Recentemente Serra liberou, graças à solicitação de Lobbe, de Paulo Altomani e dos vereadores do PSDB, a verba de R$ 945 mil para o combate as enchentes na região do Mercado Municipal, colaborando com o Governo Barba na realização de importantes obras para a continuidade do amplo “projeto anti-enchentes”, que num passado não muito distante já contou com a colaboração financeira do Governo do Estado de São Paulo.

 

Em breve teremos a inauguração do novo trevo de acesso a região dos bairros Maria Stela Fagá e Jardim Tangará, cujo investimento supera R$ 6 milhões.

 

Os números e a quantidade de obras comprovam – aliados aos demais investimentos em outras áreas – que Serra é um governante realizador, um estadista que gosta de São Carlos e honra os votos dos são-carlenses.

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
24/08/2009 - 15:39

PSDB lança site e se arma para ‘guerra cibernética’

Deu no Estadão: 

 

ELIZABETH LOPES E CAROLINA FREITAS - Agencia Estado

SÃO PAULO - Antes do início da batalha nas urnas, a eleição presidencial de 2010 já movimenta um verdadeiro exército de militantes petistas e tucanos, que decidiram trocar a panfletagem nas ruas pela internet. A disseminação das redes sociais e o crescimento do número de internautas no País, hoje em torno dos 65 milhões, tornam a grande rede uma ferramenta essencial na elaboração das estratégias de campanha para as eleições 2010. O PSDB lança hoje um megaportal (www.tucano.org.br) seguindo os conceitos da web 2.0 – com conteúdo em texto, áudio e vídeo, espaço para chats e links para a página do partido em redes sociais, como Orkut, Twitter e Facebook – em um ambiente colaborativo.

“Precisamos reunir o nosso exército para enfrentar este novo momento virtual e o tucano.org.br será a porta de entrada dos nossos militantes”, afirma César Gontijo, secretário-geral da Executiva Estadual do PSDB de São Paulo e um dos idealizadores do novo portal. Na sua avaliação, o PT saiu na frente no que ele classifica de “guerra cibernética contra os tucanos”.

Ele cita, por exemplo, que se for feita uma busca no YouTube (site de compartilhamento de vídeos) com os nomes de Dilma Rousseff (PT) e de José Serra (PSDB), pré-candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os primeiros resultados dos vídeos da petista são altamente positivos e favoráveis. E com Serra, ocorre o inverso, com vídeos desfavoráveis e negativos. “Nossa ação não será de ataque ou revide, mas sim propositiva”, informa o secretário-geral.

Gontijo diz que o novo portal não foi criado apenas com foco nas eleições 2010. “Estamos acompanhando uma tendência natural de interatividade e queremos também melhorar um dos grandes desafios do partido, que é a comunicação.” Porém, ele reconhece a força que essa ferramenta terá nas eleições ao propiciar aos militantes e simpatizantes um instrumento para a troca de ideias e ao partido, um canal para a disseminação de sua plataforma.

Além da interatividade e do acesso às redes sociais, o novo portal traz também a ”tucanopedia”, que funcionará da mesma forma que a enciclopédia virtual Wikipedia e exibirá o perfil dos filiados, a TV tucana, que exibirá programas ao vivo e abrirá espaço para perguntas dos internautas, um mapa interativo e um extranet para os cerca de 150 mil filiados no Estado.

O portal é iniciativa do Diretório Estadual do PSDB paulista, mas a ideia é que a partir dele seja criada uma rede nacional, com a interação dos outros diretórios da sigla. O primeiro programa da TV Tucana irá ao ar no portal no dia 31 de agosto, com pronunciamentos do presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra (PE), e do presidente do PSDB paulista, Mendes Thame.

Questionado sobre o custo do projeto, Gontijo diz: “Praticamente não tivemos custo, pois contamos com a expertise dos funcionários do Diretório e de colaboradores, como João Gaião (publicitário, consultor de marketing político, diretor de vídeo e cinema) e Ricardo Gonçalves (diretor-executivo da empresa de tecnologia Mundo Livre). Podemos dizer que o portal é resultado da força da nossa militância.”

Sem medo

Tanta novidade no flanco tucano parece não alarmar os petistas. Questionado sobre o lançamento do portal do PSDB, o secretário nacional de Comunicação do PT, Gleber Naime, adianta que a legenda tem planos de melhorias permanentes e graduais de sua comunicação via portal e redes sociais, sem entrar em detalhes. Para disseminar o nome de Dilma Rousseff até o pleito do ano que vem, o PT quer apostar na militância do “mundo real”. “O PT vê os novos instrumentos de comunicação como meios, não como um fim, nada substitui a ação humana”, argumenta Naime, reconhecendo, contudo, que “a internet e as redes sociais são meios mais ágeis e baratos para informar e trocar informação”.

Segundo o secretário de Comunicação petista, a sigla não tem assessoria especializada em marketing digital e as ações de seus militantes na internet, que na visão de especialistas da área potencializam na rede as ações negativas de Serra, são “realmente espontâneas”. Naime não concorda com a visão dos especialistas e do próprio PSDB de que os petistas utilizam redes sociais e o Google para turbinar a imagem de Dilma e desconstruir a imagem de Serra. “Todas as iniciativas na internet favoráveis ao PT, à Dilma ou ao governo são realmente espontâneas.”

A importância da internet no processo eleitoral é destacada por Leonardo Bortoletto, diretor comercial da Web Consult e especialista em marketing digital e desenvolvimento. “Não dá para pensar hoje em uma campanha política sem o uso da internet.” Ele cita que é muito bom o PSDB estar sintonizado com o mundo virtual para essas eleições porque, em comparação com o PT, os tucanos estão um pouco atrasado. “Nas próximas eleições, a internet deve ser vista como um canal que também poderá gerar votos.”

Classes

Um dos temores da classe política em investir nessa ferramenta é a crença de que a rede ainda é dominada pela elite (classes A e B). No entanto, Bortoletto cita dados da consultoria e-bit que desmontam essa teoria. “Os números mais recentes do e-bit mostram que 51% das vendas de comércio eletrônico registradas no Brasil são feitas atualmente pelas classes C, D e E. E, em termos de navegação, o índice é ainda maior.”

Como a internet será uma ferramenta poderosa nas eleições, o especialista defende que as regras para a campanha na rede não sejam restritivas. “É preciso regulação, mas se proibirmos a manifestação do eleitor na web será um retrocesso sem limites.”

Na avaliação de Moriael Paiva, diretor de criação da Talk Interactive e especialista em marketing político digital – ele coordenou a área digital da campanha vitoriosa do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) nas eleições do ano passado -, o político que não se preparar para se basear nesse meio vai sair atrás numa campanha.

Apesar disso, ele diz que a internet no Brasil ainda não terá um peso decisivo num pleito, como ocorreu na eleição do presidente norte-americano, Barack Obama. “Mas terá um papel importantíssimo.” No seu entender, para ter sucesso, uma campanha precisa integrar e dar coerência a todos os seus canais de comunicação. Paiva já coordenou também a área digital da campanha presidencial de Serra em 2002.

 
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21/08/2009 - 16:43

Mercadante amarelou.

Frase que está em ótimo texto no Blog do jornalista Ricardo Noblat:

“Lula preservou o bigode de Sarney e arrancou o de Mercadante”

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , ,
21/08/2009 - 11:05

O PT está rachado, em várias partes.

As coisas não vão bem no PT, o partido está rachado. Tudo porque o presidente Lula só pensa na eleição do ano que vem.

Essa semana o partido perdeu, Marina Silva para o PV, perdeu também o Senador Flávio Arns (PT-PR) e agora o Senador Mercadante, anunciou que não será mais líder da bancada do PT no senado.

No caso da ex-ministra Marina Silva o estrago é grande, ela pode complicar as coisas para o lado da pré-candidata, ministra Dilma Rousseff  a sucessão presidencial e, um dia após anunciar oficialmente que deixaria o PT, disse: O PT  não se preocupa com as verdadeiras questões sociais que atingem o país.

Já o Senador Arns, falou em coletiva para imprensa que saia do PT por ter vergonha do que o PT está fazendo com relação ao senador Sarney.

Mercandate que não quer mais ser o lider do PT no Senado, evidentemente está de olho nas eleições do ano que vem e, sabe que pode perder em São Paulo se não mostrar para população que é contra a decisão do PT em manter Sarney no cargo.

O presidente Lula, está fazendo um estrago enorme no PT, sempre se soube que Lula só preocupa com Lula, e com mais nada, nem com o PT, nem com a Câmara nem com o Senado. Ele é o esteriotipo do fisiologista.

O desgate do PT é bom para o José Serra, que é lider nas pesquisas para as eleições presidenciais do ano que vem.

 

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21/08/2009 - 09:58

Mais São Carlos.

Na entrevista exclusiva que fiz com o pré-candidato a deputado federal Airton Garcia, ele foi taxativo:

Em São Carlos, só eu, faço oposição ao governo do PT, o PSDB aqui não existe enquanto oposição. E disse mais: Dobradinha com o PSDB de São Carlos, só se for nas eleições de 2012.

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16/08/2009 - 21:56

Qual é a lógica do medo.

Deu na Folha de São Paulo.

De Clóvis Rossi:

Não entendo bem o quase pânico que tomou conta de setores do PT ante a possibilidade de a senadora Marina Silva deixar o partido e candidatar-se à Presidência pelo PV.

Vejamos as razões do espanto: 1 – O único ativo eleitoral de Dilma Rousseff, a candidata declarada de Lula, é a eventual transferência (maciça) de votos do presidente para a ministra.

Digo o único ativo porque Dilma é virgem em disputas eleitorais, o que impede saber de outros.

2 – A transferência do prestígio de um para a outra independe do quadro de candidaturas, certo?
Sejam dois ou 30 os candidatos, Lula transferirá (ou não) sua cota de prestígio para a sua candidata e só para ela.

A menos que algum petista debiloide -e os há em boa quantidade- seja capaz de imaginar que o presidente é tão sacana que transferirá votos também para Marina.

Posto de outra forma: a candidatura Marina não altera o jogo Lula/ Dilma, a menos que ele não esteja assentado unicamente na transferência de prestígio.

Ou então os petistas assustados não confiam muito na capacidade de Lula de transformar prestígio pessoal em votos para uma indicada sua.

Esta segunda hipótese tem mais lógica: Lula mergulhou na campanha municipal de Marta Suplicy e, não obstante, ela sofreu sua terceira derrota em quatro campanhas majoritárias.

A única lógica para o pânico é o medo de que uma candidatura Marina quebre o caráter plebiscitário (Lula/Dilma x Serra) que muitos dizem que o lulo-petismo deseja para 2010. Aí faz sentido, algum sentido pelo menos.

 

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16/08/2009 - 21:47

De lobista de empreiteira à empreiteira

 

O que fez Renan Calheiros (PMDB-AL) renunciar à presidência do Senado para escapar de uma eventual cassação?

Renan foi acusado de ter se valido de um lobista de empreiteira para pagar despesas da ex-amante, mãe de um dos seus filhos.

Alegou que o dinheiro era dele. E que o lobista era seu amigo. Mesmo assim perdeu o lugar.

O jornal O Estado de S. Paulo publicou, hoje, que dois dos três apartamentos da família Sarney em São Paulo foram comprados por uma empreiteira.

Em um deles mora um neto de Sarney. No outro costumam se hospedar o próprio Sarney, parentes e assessores.

Os antigos donos dos imóveis foram entrevistados. E um deles contou em detalhes como se deu a venda à empreiteira.

Primeiro ele foi procurado pelo neto de Sarney. Depois representantes da empreiteira o procuraram para fechar o negócio.

O que disse a família a respeito da denúncia do jornal?

O deputado Zequinha Sarney (PV-MA), pai do neto que mora em um dos apartamentos, limitou-se a dizer:

“O apartamento 22 citado na matéria é um imóvel pequeno (85m2 de área habitável) no mesmo prédio em que morei quando era estudante. Tem seu contrato de promessa de compra e venda registrado em cartório e está devidamente informado na “Declaração de bens e direitos” no meu imposto de renda, inclusive a quantia já paga. A escritura definitiva será passada para o meu nome tão logo ocorra a quitação total.

(…) O apartamento 32, também citado na matéria como da família, não nos pertence.”

Ele não desmente que o filho tenha procurado o dono do imóvel 22. Nem que a empreiteira tenha comprado o imóvel. Nem que o filho more em apartamento que está em nome de uma empreiteira. Sugere que está comprando o apartamento da empreiteira. E pagando parceladamente.

Quanto ao imóvel 32, secamente registra que ele não pertence à família.

Pertence à empreiteira, como escreveu o jornal. Que o empresta a Sarney e a pessoas a ele ligadas.

Mas por que uma empreiteira prestaria tais favores a um senador e à sua família? Em troca de quê?

É certo, limpo, correto que um senador aceite favores de empreiteiras em troca de nada?

Dá para acreditar que Sarney jamais pediu algo para a empreiteira junto a ninguém?

À luz do Código de Ética do Senado, o comportamento de Sarney é normal?

Basta de tantas desculpas e explicações que fogem do essencial.

Ninguém é completamente idiota.

Os senadores que se recusam a tirar Sarney da presidência do Senado são cúmplices dos seus atos.

Lula é cúmplice dos atos de Sarney.

São cúmplices todos os que observam tal situação sem ao menos se indignar.

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
16/08/2009 - 18:25

Investimentos do Governo Serra em São Carlos: a verdade em números

 

Por: Marquinho Amaral

 

Os partidos aliados ao atual governo municipal tentam antecipar o calendário eleitoral de 2010, ao atacar de maneira mentirosa, sistemática e perseguidora o atual governo estadual, liderado pelo José Serra, político que dispensa apresentação e é dono de uma invejável carreira política no país.

Setores da administração Barba, alguns vereadores e principalmente lideranças ligadas ao ex-prefeito petista, soltam por meio de alguns órgãos de imprensa que recebem dos cofres públicos, boatos que o governo Serra “não gosta de São Carlos” e “não investe recursos na cidade”. Isso é uma mentira deslavada, que não tem base nos fatos.

Neste e em próximos artigos, estarei demonstrando quantos e quais são os investimentos do Governo Serra em São Carlos, para que o leitor possa tirar suas próprias conclusões.

Iniciarei pelo montante de recursos, obras e investimentos autorizados por meio do trabalho  do deputado Lobbe e dos políticos ligados ao PSDB local no setor da Educação, onde o governo paulista, no mandato de Serra, investiu mais de R$ 16 milhões em reformas e reparos em prédios escolares e na construção de coberturas de quadras poliesportivas, além da construção, em andamento, de uma nova unidade escolar no Cidade Aracy, com 3.800 m, que abrigará, já em 2010, oitocentos alunos. A obra está orçada em mais de R$ 4 milhões.

A tradicional Escola Estadual Álvaro Guião, que teve seu prédio restaurado graças à luta de Lobbe, está recebendo nova pintura, visando conservar um prédio histórico e que tem uma arquitetura maravilhosa.

A Escola Eugênio Franco terá seu prédio – que também é histórico – restaurado, num investimento que supera a casa dos R$ 2, 2 milhões. Escolas como a “Antonio Adolpho Lobbe”, “Elydia Benetti”, “Andrelino Vieira” “Péricles Soares”, “Conde do Pinhal”  “Luis Augusto de Oliveira” e “Marilena Terezinha Longhin”, estão recebendo em sua quadras poliesportivas, coberturas que proporcionarão um espaço físico adequado para a prática de diversas atividades esportivas e culturais.

As escolas “Antonio Militão de Lima” e “Arlindo Bittencourt”, estão recebendo reformas em seus prédios, com investimentos que chegam a R$1,1 milhão. A Escola “Maria Ramos”, também está sendo reformada num investimento de mais de R$ 350 mil.

O Distrito de Santa Eudóxia,  terá as suas duas escolas estaduais, – “Alice Madeira João Francisco” e “Visconde da Cunha Bueno” -, inteiramente reformadas, com custos que superam R$ 750.000,00.

A Escola “Jesuíno de Arruda”, teve sua estrutura física reformulada e recentemente inaugurada com a presença de diversas autoridades. As melhorias custaram mais de R$ 800 mil aos cofres do Estado.

Das 30 escolas estaduais existentes na cidade, 26 terão suas quadras poliesportivas cobertas, com investimentos que superam R$ 250 mil em cada  unidade escolar.

Além disso, há investimentos no transporte de alunos da zona rural, na manutenção do Programa “Escola da Família”, além de kits pedagógicos, recursos para pequenos reparos e serviços e equipamentos para as APMs.

Muitos outros prédios que abrigam escolas estaduais já passaram por reformas e melhorias, que justificam o trabalho sério e digno realizado por Serra na área educacional. O resto é mentira e enganação de políticos mensaleiros que nada fazem em beneficio do povo.

 

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15/08/2009 - 18:57

Mulheres de Lula

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Política Tags: , ,
15/08/2009 - 18:51

Na terra de Lula dá Serra!

Pernambuco é onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcança seus maiores índices de aprovação. No estado, sua popularidade beira os 90%. Mas, até agora, Lula não conseguiu transferir seu capital político para a ministra Dilma Rousseff, escolhida por ele para suceder-lhe.

Uma pesquisa realizada pelo Ipesp no início deste mês mostra que o tucano José Serra tem em Pernambuco mais que o dobro das intenções de voto da petista: 43% contra 21%. O terceiro colocado é o socialista Ciro Gomes, com 11%.

Se Ciro sai do páreo, a situação fica ainda melhor para Serra, que atinge 49%, contra 23% de Dilma. A pesquisa também mostra que o governador Eduardo Campos, do PSB, tem apenas 10 pontos de vantagem em relação ao seu antecessor, Jarbas Vasconcelos, do PMDB, e indica que dois oposicionistas, o tucano Sérgio Guerra e o democrata Marco Maciel, são os favoritos na corrida pelo Senado.

 

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15/08/2009 - 18:47

Pesquisa Data Folha da Serra em 1º com Dilma e Ciro empatados em 2º, na disputa presidencial

Pesquisa Datafolha que será publicada neste domingo (16) pela Folha indica que o governador José Serra (PSDB-SP) está na frente na preferência dos eleitores na sucessão presidencial em 2010.

Serra tem 37% das intenções de voto. Em segundo lugar, estão empatados a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) com 16% e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) com 15%.

Heloísa Helena (PSOL) tem 12% e está em quarto lugar. A senadora Marina Silva (PT-AC) tem 3% das intenções de voto.

A pesquisa ouviu 4.100 entrevistados entre os dias 11 e 13 de agosto, em 171 municípios. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
13/08/2009 - 10:40

Bolsa família.



João Mellão Neto

        No início dos anos 1700, quando a revolução comercial já era um fator determinante do progresso e do desenvolvimento das nações, um pensador espanhol teria escrito um ensaio defendendo a tese de que o seu país não deveria entrar naquela competição, porque seria um esforço desnecessário. A Espanha, na época, possuía reservas em metais preciosos suficientes para comprar tudo o que seu povo necessitava. Esse mesmo argumento poderia ser válido, um século depois, nos anos 1800, para não embarcar na aventura industrial.

        O resultado é que o império espanhol ruiu, as suas decantadas reservas se dissiparam e a outrora pujante nação ibérica amargou mais de dois séculos de decadência. Está voltando ao proscênio agora, quando nem o seu governo nem o seu povo se pautam mais por aquela enganosa opulência do passado.

        De certa forma, é esse mesmo problema que inviabiliza o progresso e o desenvolvimento de muitos países que vivem, atualmente, da riqueza fácil gerada pela extração de petróleo. Para que, afinal, arregaçar as mangas? O ouro negro supre todas as carências…

        Não é à toa que entre os países mais pobres da África figuram – em aparente paradoxo – os que possuem as maiores reservas mundiais de diamantes e pedras preciosas. A posse de recursos naturais abundantes e de fácil extração já causou a desgraça de muitas nações, através dos tempos.

        O que dizer, então, quando a falsa abundância não provém de riquezas reais, mas de programas assistenciais promovidos pelos governos locais? Os analistas isentos e imparciais seriam unânimes em afirmar que, nesse caso, o caminho da perdição seria ainda mais curto.

        E se tais políticas paternalistas estivessem sendo promovidas num país pobre e desprovido de maiores recursos? Aí, então, seria suicídio – afirmariam os estudiosos -, uma nação deliberadamente atirando em seus próprios pés.

        Pois é esse exatamente o caso do Brasil e do seu programa Bolsa-Família. Segundo se vangloria o próprio governo, o programa já contempla 11 milhões de famílias, alcançando, assim, entre um quarto e um terço de toda a população brasileira.. Trata-se de um exemplo ímpar: em toda a História universal, somos o único povo que logrou escapar da miséria com mesadas.

        Argumentos para defender o Bolsa-Família não faltam. O difícil é acreditar que o programa seja viável para sempre. Pode-se argumentar, a favor dele, que, em termos imediatos é uma forma eficaz de combater os malefícios causados pela miséria. Sem dúvida. Mas trata-se de um paliativo – um remédio que cuida dos efeitos, e não das causas da moléstia. Assim sendo, o seu efeito não é duradouro e tampouco definitivo.

        Há pelo menos três aspectos cruciais que estão eivando a iniciativa:

        – não se está exigindo, na prática, nenhuma contrapartida dos beneficiários;

        – não se está fixando um prazo máximo para a concessão do benefício; e

        – o valor do benefício pago está-se revelando muito elevado.

        Benefício concedido sem reciprocidade é esmola. E esmola não cria cidadãos ativos. Cria, isso sim, mendigos.

        Benefício concedido para sempre não é uma ajuda, mas sim um privilégio. E privilégios não geram indivíduos independentes. Geram, quando muito, um massa disforme de parasitas.

        Benefício com valor elevado não complementa o trabalho, mas o substitui. Não gera trabalhadores, mas desocupados. Em vez de pessoas ativas, uma multidão apática de ociosos. Um exército de pensionistas totalmente dependentes da boa vontade dos governantes.

        Se o objetivo final de Lula e do PT é criar um gigantesco curral eleitoral, eles estão sendo muito bem-sucedidos. Os “bolsistas” do famigerado programa estarão sempre dispostos a sufragar os candidatos que o governo recomendar. Mas se o que se pretende é emancipar as pessoas, então o Bolsa-Família está se revelando uma grande excrescência.

        Como está escrito na porta do Inferno de Dante, “abandonai todas as esperanças, vós que entrais”, aqueles que se inscrevem no “Bolsa-Família” hão de saber que dele jamais sairão. As suas virtudes ativas, a sua independência, a sua cidadania, tudo isso, enfim, é impiedosamente moído tão logo se ingressa no programa. A ética do trabalho e do esforço como a única forma legítima de prosperar na vida deixa de existir já na soleira da porta.

        Como reza o ditado, montar num tigre é fácil, o difícil é desmontar dele depois.

        O Bolsa-Família é um programa que, uma vez implantado, não há mais como descartá-lo. Os milhões de beneficiários já estão acostumados com o aporte mensal do dinheiro fácil. Como dizer a eles que dali em diante deveriam suar o rosto para obtê-lo?

        Tanto para o governo como para a oposição, propor o fim do Bolsa-Família seria eleitoralmente desastroso. E o programa, assim, se impõe como algo definitivo. Aqueles que trabalham hão de votar na oposição, já aqueles que não trabalham votarão sempre no governo. Como estes últimos se estão tornando maioria, o continuísmo parece ser um prognóstico evidente.

        Como é economicamente impossível pôr a totalidade dos brasileiros sob o guarda-chuva do Bolsa-Família — alguém tem de pagar a conta –, teremos no País, doravante, duas classes de cidadãos: a dos que sustentam  e  a dos que são sustentados pelo Bolsa-Família.

        Quanto a você, que está lendo este artigo, a recomendação do governo é a seguinte: “Trate de trabalhar duro! Além da sua família, há mais 11 milhões de famílias que dependem de você!”

BRASIL acima de tudo…!!!

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , ,
13/08/2009 - 10:26

Nunca na história desse país.

Os homens são tão simplórios, e se deixam de tal forma dominar pelas necessidades do momento, que aquele que saiba enganar achará sempre quem se deixe enganar. (Maquiavel)

Nunca na história deste país se fez tão pouco caso da honra, de tal maneira se desprezou a ética, tanto se usou de meios escusos para corromper, para enlamear instituições, para comprar consciências. A amarga sensação que fica é a da total perda, por parte de um grande número de homens públicos, de qualquer noção de honestidade, de dignidade, de honradez.

O atual governo, contrariando todos os princípios apregoados enquanto estava na oposição, abandonou completamente o decoro no trato da coisa pública e partiu para o uso de um verdadeiro rolo compressor, comprando tudo e todos a sua volta, desde que possam de alguma forma, interferir em seus objetivos.

Recordemos o esquema do mensalão, quando um grupo de aliados do Presidente, gente de dentro do governo, usou meios escusos para organizar a maior quadrilha jamais montada em qualquer lugar do mundo, com o objetivo de comprar o apoio de parlamentares e, em última instância, perpetuar no poder seu grupo político.

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13/08/2009 - 09:34

Pesquisa dá Dilma atrás do PV

No confronto direto, perde para Marina em 2 cenários

De Gabriel Manzano Filho :

O tamanho do estrago feito pela senadora Marina Silva (PT-AC) na candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) finalmente vem a público, em números precisos, em 4 das 81 páginas da pesquisa que o PV encomendou em julho e só anteontem foi entregue, inteiramente tabulada, pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). No confronto direto entre Marina e Dilma, em quatro cenários, a senadora perde em um, empata em outro e ganha em dois.

A primeira dessas tabelas mostra José Serra (PSDB) com 28% das preferências e Ciro Gomes (PSB) com 16%, seguidos de Dilma (14%), Heloísa Helena (PSOL) com 13% e Marina em quinto, com 10%. Na segunda, sem Heloísa, Marina sobe e empata com Dilma em 14% (Serra lidera com 30% e Ciro fica com 22%).

A virada da ex-ministra do Meio Ambiente aparece quando Ciro também é tirado da disputa. Nessa hipótese, Serra sobe para 37% e Marina vence Dilma por 24% a 16%. E na última hipótese, em que Aécio entra no lugar de Serra e Ciro continua de fora, Marina aparece em primeiro lugar com 27% das intenções de voto, contra 25% do governador mineiro e 19% de Dilma.

A pesquisa, coordenada por Antonio Lavareda, foi feita por telefone entre 22 e 23 de julho – há 20 dias, portanto – e ouviu 2 mil eleitores de todo o País. A “margem de erro máxima para os totais”, como define o pesquisador, é de 2,2%. Ele recorre a essa expressão porque, segundo explicou, essa margem “pode ser maior em universos menores dentro da pesquisa”.

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13/08/2009 - 09:25

Collor joga… no ventilador.

 

O elegante Fernando Collor obrou de novo. Desta vez no ambiente solene e sobre os tapetes macios de azul profundo do plenário do Senado Federal. Na sessão de segunda-feira (10/08/2009), expelindo pela boca a graça retórica e a graxa intestina que regurgitou sobre o jornalista Roberto Pompeu de Toledo, colunista da revista Veja, o nobre senador Collor confessou ao país: “Eu tenho obrado em sua cabeça nesses últimos dias, venho obrando, obrando, obrando em sua cabeça”.

Obrando, Collor deixou o rastro de um estilo inconfundível que alcança os olfatos mais distantes e sensíveis. Obrando, Collor depositou em sua presidência, aqui e ali, obradinhas discretas, quase imperceptíveis, e despejou também obradas monumentais, que impressionam pelo volume e pela consistência, que não se desfaz ao longo do tempo.

A imagem sempre composta, empertigada, aprumada, de ternos bem cortados, gravatas de grife e sapatos de fino cromo, não permitia imaginar que aquele homem fino, como qualquer um, também tivesse seus momentos de íntima comunhão com a fisiologia. Pois agora sabemos, nessa surpreendente auto-purgação, que Fernando Collor também obra. Obrando, Collor desce à condição humana que até ele, como uma estátua sedestre, precisa assumir em alguns privados momentos do dia.

Alguém poderia supor que, ao obrar com tanta insistência, dias a fio, sobre a cabeça de alguém, Collor estaria apenas declinando ações transitivas ou intransitivas, bem comportadas, que os dicionários definem como ‘fazer, executar, praticar, maquinar, urdir, proceder, trabalhar, construir’. Mas o próprio orador tratou de esclarecer que, obrando, Collor urdia naquele discurso um propósito bem mais explícito e mal-cheiroso: “Venho obrando, obrando, obrando em sua cabeça. Para que alguma graxa possa melhorar seus neurônios”.

Até os compêndios mais elegantes são obrigados a reconhecer que, entre outros significados, obrar também significa ‘expulsar excrementos; defecar; sujar-se de matéria fecal’. Chegamos aí à matéria prima que compõe a massa retórica collorida e as intenções manifestas do requintado discurso do nobre senador. A exegese da fala de Collor, assim, pertence menos ao reino didático dos dicionaristas e mais ao universo íntimo dos proctologistas e dos laboratórios de análises clínicas.

A idéia de usar a graxa de sua flora bacteriana para ‘melhorar’ os neurônios só podia ser obra intelectual, e pouco graciosa, de Collor, que já obrou muito sobre as cabeças coroadas de Sarney e Lula. Na noite de 5 de novembro de 1989, Collor fechou-se num estúdio de TV, sentou-se e obrou fartamente no horário da propaganda eleitoral sobre o então presidente da República: “Gostaria de tratar o senhor José Sarney com elegância e respeito. Gostaria, mas não posso. Não posso porque estou falando com um irresponsável, um omisso, um desastrado, um fraco. Quero que a Nação saiba que estou falando com um cidadão de más intenções, que não dignifica o cargo que ocupa. O senhor sempre foi um político de segunda classe. O senhor nunca teve uma atitude de coragem.”

No calor da campanha, as contrações musculares de Collor o levaram a obrar, feio, na cabeça do adversário Lula, despejando nas telas de TV um depoimento mal-cheiroso de uma ex-namorada do candidato do PT e suas supostas pressões para um aborto. Na sua meteórica passagem pela presidência da República, Collor acabou tropeçando em obradas, depositadas aqui e ali em lugares insuspeitos da administração pública, e atribuídas a amigos e aliados próximos, liderados por seu obreiro-mor, Paulo César Farias, que acabou emprestando o nome à CPI que empestou o seu governo. O odor insuportável que emanou da obra investigada pela CPI de PC Farias escorreu perna abaixo e acabou no impeachment. E o governo Collor se esvaiu pelo ralo da História.

Entrevistado tempos depois pelo repórter esportivo Milton Neves, o ex-candidato Lula deu o troco, ao responder se sentia pena daquele homem expelido do Palácio do Planalto: “Não é que eu tenha pena… Como ser humano, eu acho que uma pessoa que teve a oportunidade que aquele cidadão [Collor] teve de fazer alguma coisa de bem para o Brasil, um homem que tinha respaldo da grande maioria do povo brasileiro… Ou seja, [um homem que,] ao invés de construir um governo, construiu uma quadrilha como ele construiu, me dá pena, porque deve haver qualquer sintoma de debilidade no funcionamento do cérebro do Collor”.

E disse mais Lula: “Efetivamente, eu fico com pena porque eu acho que o povo brasileiro esperava que essa pessoa [Collor] pudesse pelo menos conduzir o país, se não a uma solução definitiva, pelo menos a indícios de soluções para os graves problemas que nós vivemos. E, lamentavelmente, a ganância, a vontade de roubar, a vontade de praticar a corrupção, fez com que o Collor jogasse o sonho de milhões e milhões de brasileiros por terra”.

Hoje, Collor, Sarney e Lula tapam o nariz e tentam limpar frases e obras de um passado que os separava em nome das conveniências de um presente que os une, visando um futuro político em comum. Na quarta-feira (12), no Rio de Janeiro, o presidente Lula citou “os debates no nosso querido Senado”, para criticar: “O nível do debate está abaixo da média de compreensão da nossa sociedade. São pessoas formadas, com mais de 35 anos, que poderiam agir de forma mais civilizada”. Lula teve o cuidado de não mencionar o nome de ninguém.

Essa complacência toda permite e explica a retumbante reaparição do velho Collor, ‘obrando, obrando e obrando’ nos escovados tapetes do Senado Federal, que deglutiu impassível a infeliz travessura semântica do representante das Alagoas. Ninguém, na Mesa Diretora ou no plenário, pediu a imediata assepsia do discurso, em nome da higiene, da saúde pública, do decoro e dos bons modos que devem presidir os homens, senadores ou não.

Assim, impavidamente engolida por seus pares, a obra intelectual desta semana de Fernando Collor cumpriu seu caminho digestivo pelas instâncias intestinas da Casa e acabou depositada para análise dos historiadores no seu devido lugar: os Anais do Senado Federal.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
08/08/2009 - 17:30

Pesquisa eleitoral eleições 2010 – São Paulo

Uma pesquisa confirma o favoritismo do tucano Geraldo Alckmin em uma eventual campanha para governador de São Paulo em 2010.

O levantamento feito pelo instituto Opinião, ligado ao PSDB, atribui a Alckmin de 53% a 63% das intenções de voto.

A variação ocorre quando se muda a lista de candidatos. Depois de Alckmin, quem aparece melhor é o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com 45% em alguns dos trinta cenários analisados.

O socialista Ciro Gomes só chega à liderança quando não é confrontado com Alckmin ou Kassab.

As pontuações máximas dos petistas Marta Suplicy e Antonio Palocci são de 33% e 12%, respectivamente.

O estudo ainda aferiu as preferências dos paulistas para presidente. O governador paulista, José Serra, tem 55% das intenções de voto, Ciro Gomes, 16% e a petista Dilma Rousseff, 12%.

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06/08/2009 - 19:15

Frase do dia – de Airton Garcia DEM de São Carlos

Sou pré-candidato a deputado federal pelo DEM, junto com Lobbe Neto que vai tentar se reeleger, e possivelmente com Newton Lima Neto, ex-prefeito de São Carlos.

Questionado por mim da possibilidade de nenhum dos três ganharem por causa da pulverização do voto na região de São Carlos, ele respondeu contundente:

“Se eu perder, mas, minha candidatura atrapalhar a vitória de Newton Lima do PT, já terei feito um grande serviço a favor de São Carlos e ao estado”

Airton Garcia, pré candidato pelo DEM a deputado federal por São Carlos e região noroeste do estado.

 

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05/08/2009 - 17:40

Sarney, diz que empregar namorado da neta não é crime.

Outro grande momento de José Sarney foi negar a prática de nepotismo no episódio em que atuou para arrumar emprego para o namorado da neta. Afinal, disse, favor “a uma neta não se nega”. Entendi. É mesmo um gigante da lógica!

E se indignou com o fato de a história ter vindo a público numa gravação. Chamou o procedimento de ilegal e afirmou tratar-se de um assunto familiar — e a câmera da TV Senado deu um close em Collor, que concordava com a cabeça.

É… Emprego público para o namorado da neta, sem dúvida, é assunto familiar.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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