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Arquivo de julho, 2009

29/07/2009 - 17:44

De olho em 2010, PSDB-SP amplia mandato de diretório

Da agencia Estado:

 

São Paulo – O Diretório Estadual do PSDB de São Paulo teve seu mandato prorrogado por mais um ano. A decisão, tomada ontem à noite com o aval da direção nacional da legenda, faz parte da estratégia do partido em preparar suas bases para as eleições gerais de 2010, fortalecendo os núcleos regionais e propiciando palanques sólidos para a corrida presidencial, informa o presidente do PSDB paulista, deputado Antonio Carlos de Mendes Thame. 

São Paulo foi o primeiro diretório estadual a ter o mandato de sua direção prorrogado. A mesma medida já havia sido tomada no início do mês pela Executiva Nacional da legenda, que prorrogou seu próprio mandato por mais um ano, com o objetivo de centrar o foco na preparação da sigla para a campanha eleitoral do ano que vem. A resolução também teve o aval dos dois principais nomes tucanos à disputa presidencial de 2010, os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves.

 

Para Mendes Thame, a decisão reflete o desejo de o partido caminhar unido e fortalecido para o embate sucessório do ano que vem. “Estamos trabalhando no propósito de montar uma estrutura sólida, não apenas para as eleições de 2010, mas também para o pleito de 2012″, destaca Mendes Thame. O parlamentar informa que até o final do mês que vem, o Diretório Estadual de São Paulo fará uma análise detalhada dos diretórios municipais da sigla no Estado para ver os locais onde os mandatos serão prorrogados e onde poderá haver eventuais mudanças. O mandato do diretório estadual iria expirar no mês de outubro e os mandatos do municipal no mês que vem.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
29/07/2009 - 10:41

Newton Lima, Lobbe Netto e Airton Garcia.

Em São Carlos o bicho vai pegar nas eleições do ano que vem. Algumas pessoas da cidade me falaram que Newton Lima, Lobbe Neto e Airton Garcia vão sair como condidatos a deputado federal, nenhum dos três pretende disputar para deputado estadual.

Questionei sobre a possibilidade de dobradinha com algum deles saindo para deputado estadual e, nenhum dos três parece afim.

Caso isso se confirme, São Carlos e rigião correm um risco de ficar sem um representante na Câmara Federal.

Por que isso pode acontecer? Simples, o voto da cidade de São Carlos e região vai pulverizar. Dificultando em muito a vitória de quem quer que seja. Pior para o Deputado Lobbe, que pela primeira vez em 20 anos pode ficar de fora de alguma casa legislativa. Ruim também para as pretenções de Newton Lima. Quem vai sofrer menos é o Airton Garcia porque tem menos a perder e pelo jeito quer ver o circo pegar fogo.

É esperar para ver.

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , ,
27/07/2009 - 09:59

PT-SP aceita negociação com Ciro

deu na folha de s.paulo

De José Alberto Bombig:

Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter pedido “maturidade” ao PT, a direção do partido no Estado recuou e decidiu iniciar imediatamente as negociações em torno da possibilidade de Ciro Gomes (PSB-CE) liderar uma chapa antitucanos no Estado.

Na quinta-feira, Lula afirmou que o “PT precisa levar muito a sério” a candidatura de Ciro, deputado federal e candidato derrotado a presidente nas eleições de 1998 e 2002.

Na esteira da “bronca” do presidente, o Diretório Estadual paulista do partido aprovou resolução “conclamando” suas siglas aliadas no plano federal -PDT, PSB, PR, PC do B e PMDB- a iniciarem imediatamente a construção de um programa anti-PSDB, há 16 anos no poder em São Paulo.

“Esse processo dará a base a uma candidatura que unifique esse campo e dispute o governo paulista para ganhar”, diz trecho da resolução, que teve o apoio da ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy.

Em abril, o mesmo diretório havia aprovado texto em prol da candidatura própria do PT ao governo do Estado.

Anteontem, questionada sobre 2010, Marta, nome da sigla mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio dos Bandeirantes, afirmou ser “soldado de um exército que tem general”. “E é ele [Lula] quem tem de assinalar qual é a estratégia.” Assinante do jornal leia mais em: Após pressão de Lula, PT-SP aceita

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17/07/2009 - 14:01

Pizzaiolo não rouba dinheiro público

Não foram só os senadores que reagiram à declaração do presidente Lula, para quem a Casa tem “bons pizzaiolos”. Ontem, o sindicato que representa a categoria em São Paulo distribuiu manifesto contestando Lula. Para os pizzaiolos, que se disseram indignados com o presidente, hoje em dia é uma ofensa ser comparado com um senador.

- Com quantos anos se aposenta um senador? Contribuo há 31 anos com a Previdência e vou ter que trabalhar mais cinco anos para me aposentar. Tudo graças a uma lei aprovada pelo Senado – reclamou José Vicente Garcia, 54 anos, pernambucano, que sustenta a família exercendo o ofício que nasceu em Nápoles, no século XIX. – E quando se ouviu falar de um pizzaiolo que tenha roubado dinheiro público?

Considerada a capital nacional da pizza, com mais de 6 mil casas do tipo, São Paulo foi o local escolhido para o protesto. “Não seria fantasioso qualificar o ofício de pizzaiolo como atividade artesanal. O profissional suporta as altas temperaturas do forno à lenha, (…) com a destreza de sempre se lembrar de individualizar cada matéria-prima para sua obra, a pizza (…), entregue aos clientes aguçando-lhes os sentidos como se também arte fosse”, diz o manifesto, que será entregue ao Legislativo e à Presidência.

A iniciativa, segundo o secretário-geral do sindicato, Edmundo Alves dos Santos, partiu da confederação da qual a entidade faz parte, em Brasília. Segundo o site Guia dos Curiosos, a expressão “Tudo acaba em pizza” nasceu em São Paulo, nos anos 50, quando, após uma grande briga, dirigentes do Palmeiras se reuniram numa pizzaria para fazer as pazes. Embora contrariado com a declaração de Lula, o comerciante Antonio Faustino, dono da pizzaria escolhida para a manifestação, viu alguma verdade no ditado:

- Quando abri a pizzaria, em 1982, era uma roubalheira danada. O pessoal do Detran vinha aqui para dividir o dinheiro da caixinha da corrupção.

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17/07/2009 - 13:57

Oposição se refere a Lula com adjetivos mais pejorativos

O plenário do Senado foi palco de reação irada contra as declarações do presidente Lula, que, na véspera, chamara alguns senadores de “bons pizzaiolos”. Onze senadores de vários partidos, inclusive da base, subscreveram requerimento de Cristovam Buarque (PDT-DF) pedindo um voto de censura.

No governo, a avaliação feita é que o presidente cometeu um erro político com seu “deslize verbal”, no dizer de um ministro. As declarações, feitas ao comentar a CPI da Petrobras, reacenderam a crise no Senado, e isso é tudo o que o governo quer evitar agora. O próprio presidente Lula teria mostrado arrependimento, por não ter avaliado a repercussão da frase.

Já o presidente José Sarney (PMDB-AP) manteve-se indiferente ao debate em plenário e às novas denúncias conta ele. Passou o dia trancado em seu gabinete se preparando para o recesso que começa hoje.

O líder do PSDB, Arthur Virgilio (AM), protocolou nova denúncia contra Sarney no Conselho de Ética, para investigar informação de que gravação da Polícia Federal mostra o envolvimento de Sarney na nomeação do namorado de sua neta Maria Beatriz em cargo do Senado,por meio de ato secreto. Sarney não comentou essa nova denúncia.

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17/07/2009 - 13:54

É puro deboche. Roubar pouco não pode. Roubar muito pode!

Deu na folha de São paulo

De Clóvis Rossi:

Uma vez, quando se discutia se o mandato do então presidente José Sarney deveria ser de quatro ou cinco anos, escrevi que o Brasil havia se transformado em uma república bananeira, vistas as manobras sórdidas em favor do mandato mais longo.

Hoje, sou obrigado a pedir desculpas às repúblicas bananeiras. O Brasil é pior. Ou pelo menos sua política é pior. Virou deboche. Só pode ser deboche a eleição de Paulo Duque para presidir o Conselho de Ética do Senado, a julgar pela entrevista que deu à Folha. Espremendo bem as declarações, seu conceito de ética é mais ou menos assim: roubar pouco é ético.

Só se roubar muito pode, assim mesmo eventualmente, ser investigado pelo Conselho de Duque. Aliás, o conceito de muito ou pouco também é relativo, já que o ínclito senador orgulha-se de ter nomeado 5.000 pessoas para cargos públicos e ainda acrescenta que todas estão felizes. Pudera.

Trata-se, claramente, de um caso único no mundo de caçador de talentos republicanos, um disseminador de felicidade às custas do seu, do meu, do nosso dinheirinho.

Na véspera, aquela foto do abraço Lula/Collor já era um deboche. Deu nojo, mas nem escrevi a respeito primeiro porque nojo é mau conselheiro, segundo porque sabia que o leitor dispensaria intermediários para julgar a debochada cena. Estava certíssimo, como dá prova o “Painel do Leitor” de ontem, em que Silvério Oliveira diz tudo: “Eles se merecem”.

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17/07/2009 - 13:48

Brasil é lider mundial no uso do Twitter

O Brasil tornou-se líder mundial a nível de participação no Twitter, revela um estudo do Ibope Nielsen Online, de acordo com o qual o país registava cinco milhões de utilizadores em Junho, um aumento de 71 por cento face a Maio.

Ainda segundo o estudo, a liderança não significa que o país tenha o maior número de usuários do sítio mas indica que, face à quantidade de cibernautas dos vários países medidos, o Brasil é o país com maior penetração – em Junho, 15 por cento dos 34 milhões de brasileiros que acederam à Internet visitaram o Twitter.

Em segundo lugar, ficaram os Estados Unidos, com 10,69 por cento, e em terceiro o Reino Unido, com 9,38 por cento, seguindo-se os australianos (5,36 por cento) e os alemães (4 por cento).

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16/07/2009 - 11:58

PT, devolva a petrobras ao Brasil!

 

E Lula decidiu mesmo tratorar a CPI da Petrobras. Com 8 dos 11 integrantes da comissão, fez a presidência, escolhendo o senador João Pedro (PT-AM) para o cargo, e a relatoria, para onde foi nada menos do que Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado. Se vocês ficaram com a impressão de que a intenção é não investigar coisa nenhuma, estão absolutamente certos. Mais do que não investigar: Lula quer que a comissão seja usada para demonizar a oposição e para fazer proselitismo em favor da estatal. João Pedro não deixa a menor dúvida sobre o papel que vai desempenhar: seu ato inaugural foi marcar a primeira reunião para 6 de agosto…

Isso quer dizer que a comissão é inútil? Não exatamente. Quer dizer que o trabalho, sem dúvida, será muito difícil. O governo já deixou claro que não tem o menor receio de ser e de parecer truculento quando o assunto é Petrobras. E, se preciso, corta na própria carne — imaginem, então, o que não faria com a carne da oposição…

Lina Vieira, secretária da Receita, trombou com Sérgio Gabrielli, presidente da empresa, e foi demitida. Mas não bastou a demissão. Tiveram também de lhe manchar a reputação profissional, alegando que, sob o seu comando, houve queda na arrecadação. Ontem, ela divulgou um documento desmentindo a informação oficial. E ninguém precisa ser um gênio da perspicácia para entender que, na prática, ela está acusando ingerência política no órgão.

A Petrobras é hoje um poder paralelo. Não está sujeita aos controles normais de uma República — ao contrário, é ela quem controla esses poderes, e a demissão de Lina, com laivos de truculência, deixa isso muito claro. A empresa é, sem dúvida, a guardiã dos segredos do governo Lula.

A oposição enfrentará enorme dificuldade para fazer o seu trabalho. Uma das alternativas que tem é tornar públicos, nos limites da lei, todos os documentos que lhe chegarem às mãos. O PSDB criou o Blog da CPI para divulgar informações sobre a comissão e o andamento da investigação. Em editorial, a página eletrônica afirma: “O que nós do PSDB queremos é desprivatizar a Petrobras”, campanha que lancei neste blog no dia 8 de junho, no post É HORA DE DESPRIVATIZAR A PETROBRAS!

É o lema correto. Aliás, acho que, na rede, pode e deve ser ainda mais direto: “A Petrobras é nossa, não do PT”. Ou ainda: “PT, devolva a Petrobras ao Brasil”.

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags:
16/07/2009 - 11:54

Lula nunca respeitou o Congresso, culpa do próprio Congresso.

Desrespeito antigo
Não é de hoje que Lula despreza o Congresso. Quem não se lembra de sua frase sobre os 300 picaretas? Como ele cooptou, de fato, uma esmagadora maioria no Parlamento, deve dizer para si mesmo: “Eu estava certo! Tanto é assim, que os picaretas, agora, estão todos comigo”. Lula elegeu-se deputado uma única vez e teve um desempenho abaixo do medíocre. Não dava a menor pelota para a atividade. Estava acostumado ao cesarismo sindical. Voltou a ficar à vontade num cargo público na Presidência da República, quando pode, de novo, brincar de César.

Leiam esta fala: “O Senado só tem gente experiente. Você acha que tem algum bobo no Senado? O bobo é quem não foi eleito. Os espertos estão todos eleitos. Eu aprendi com o Ulysses Guimarães: uma vez falei pra ele que tinha muita gente que não sabe de nada. E ele me disse: ‘Os que não sabem de nada são suplentes. Ninguém é eleito à toa’”  Pois é… Se merece a designação de “esperto” — neste viés obviamente negativo — quem se elege senador, o que se pode dizer de quem se elege presidente? Ignorância, sabemos, não é óbice. A “esperteza” compensa.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags:
16/07/2009 - 11:47

Grampo mostra negociação de cargo via ato secreto

Agaciel nomeou namorado da neta de Sarney para vaga no Senado

 

Nas gravações reunidas pela Polícia Federal durante a Operação Boi Barrica, bem antes de explodir a crise do Senado, existem elementos que remetem para os escândalos que têm assombrado o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP). Dentre as centenas de horas gravadas pela PF com autorização judicial, há, por exemplo, telefonemas de Fernando Sarney para o então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia. Há, também, referências diretas a nomeações de parentes e agregados do clã Sarney.

Uma sequência de conversas gravadas entre março e abril de 2008 detalha uma articulação que pode comprometer ainda mais a situação política do presidente da Casa. As gravações são a prova da ligação de Sarney com Agaciel Maia e com os atos secretos – revelados pelo Estado – editados pelo ex-diretor para atender a pedidos de seus superiores.

Tudo começa quando Maria Beatriz Brandão Cavalcanti Sarney, filha de Fernando Sarney, telefona para o pai, interessada em nomear, no Senado, uma pessoa que, segundo a Polícia Federal, seria o namorado dela. A nomeação seria feita na vaga de um outro agregado do clã, Bernardo Brandão Cavalcanti Gomes, irmão de Beatriz por parte de mãe, que já estava pendurado na folha de pagamento do Senado desde 2003 e tinha pedido demissão. Leia mais em

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags:
16/07/2009 - 11:40

Lulla e Collor

Tem coisas que simplesmente não dá para acreditar, mas ontem fiquei abismado quando vi na capa dos Jornais Estadão e Folha de São Paulo, Lula e Collor juntos, e o pior Lula tratando o Senador Collor como amigos, e ainda dizendo que o ex-presidente foi injustiçado.

Eu sempre soube que o presidente Lula era um oportunista só não imaginava que chegasse a tanto.

 

 

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
07/07/2009 - 10:58

Jabas Vasconcelos: Lula não tem pudor

De Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), há pouco, em discurso no Senado:

- “A crise do Senado é gravíssima, seu desfecho é imprevisível, tudo pode acontecer.” Essas palavras iniciais não são minhas, fazem parte da nova cantilena adotada pelo Presidente Lula para mais uma vez distorcer a verdade em benefício próprio. Com esse discurso assustador, S. Exª procurou intimidar os Senadores do PT, que cometeram o sacrilégio de insurgirem-se contra o roteiro que havia estabelecido para o período eleitoral que se avizinha.

- Como que ungido por uma força sobrenatural, o Presidente Lula planejou em detalhes todos os eventos políticos para os próximos meses, para que, ao final, eleja como sucessora na Presidência a sua candidata, a Ministra Dilma, de preferência de forma consagradora, não para ela, mas para si próprio.

- Entre esses eventos que fazem parte do futuro idealizado por Lula, consta em destaque o apoio do PMDB. Interessa a S. Exª o tempo de televisão, a grande estrutura partidária e o apoio congressual em um futuro governo. E me refiro a isso tudo em sentido amplo. Não importa ao Presidente respeito às leis ou à Constituição, muito menos consideração a quaisquer princípios éticos ou morais.

- Nosso Presidente não tem pudor algum; tudo fará para permanecer no poder, inclusive comprometer seus correligionários e destruir o que ainda resta de dignidade no Congresso Nacional, especialmente no Senado Federal. Não tem compromisso com nada e com ninguém, a não ser consigo mesmo.

- Deslumbrado pelo poder e pelos índices de aprovação de seu governo, considera-se acima das instituições.

- Partindo dessa análise megalomaníaca, na última semana, decidiu resolver a crise que se abate sobre esta Casa. Uma ingerência sem limites, vista anteriormente apenas durante a ditadura militar. Interveio para impor a permanência do Presidente Sarney. Constrangendo e ameaçando seus próprios partidários, decidiu que, contra todos os fatos, irá impor sua vontade imperial, sustentando um Presidente do Senado que não tem apoio interno para permanecer no cargo, um presidente que se transformou em uma rara unanimidade negativa frente à opinião pública. Ainda assim, como intuiu que o afastamento pode frustrar seu projeto, vai impor ao Senado e ao Brasil a permanência de Sarney.

- Lula tem razão quando diz que a crise do Senado é gravíssima, mas distorce a realidade ao afirmar que o desfecho é imprevisível. A solução natural para que iniciemos uma completa reforma desta Casa é o afastamento do Presidente Sarney.

- O momento posterior a esse fato é inteiramente previsível. O Vice-Presidente do Senado, Senador Marconi Perillo, irá convocar nova eleição. O PMDB irá indicar, entre os membros da sua bancada, aquele que melhor represente a continuidade do projeto de poder do Presidente da República e da parcela do PMDB que dá sustentação ao governo no Senado da República. E esse candidato será eleito – ou alguém duvida da capacidade de convencimento do onipresente Senador Renan Calheiros. Eis aí o desfecho para esta crise. Tudo ocorrerá na mais tranqüila ordem e dentro de toda previsibilidade.

- O que podemos fazer? 1) Chamar à razão o Presidente Sarney – que, de maneira recorrente, valoriza sua biografia, sua condição de estadista – e fazê-lo ver que está destruindo a si mesmo e a esta Casa. 2) Persuadir os Senadores do PT – ou pelo menos os que ainda guardam alguma identidade com os princípios éticos que defendiam num passado recente – a reafirmar a decisão da bancada pelo afastamento do Presidente da Casa. 3) Quanto à bancada do PMDB, não tenho ilusões; não há apelo que suplante os interesses individuais dos nossos Senadores.

- Qualquer reforma administrativa no Senado só poderá ser realizada se tiver o mínimo de apoio da opinião pública e essa condição só será atingida a partir do afastamento do Presidente Sarney. S. Exª infelizmente personifica, para boa parte da mídia e da opinião pública, todas as distorções que ocorreram nos últimos 15 anos.

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07/07/2009 - 10:55

Marisa Serrano: Lula quer desmoralizar o Senado

Da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) em discurso que terminou há pouco:

- Se o Presidente Lula diz que as oposições estão querendo ganhar o Senado no “tapetão”, pode-se dizer, então, que com a sua interferência direta na crise do Senado, o governo é que está pisando na bola.
Está mais do que claro que está em curso uma usurpação do poder em que o Executivo se arvora de dono do Legislativo, colocando os Senadores todos nós como figuras subalternas do desejo monocrático do Presidente da República.

- Os últimos acontecimentos envolvendo a Bancada do PT estão constrangendo a sociedade, visto que demonstra claramente que o Presidente da República e a Chefe da Casa Civil estão querendo impor sua vontades para desqualificar as irregularidades que vêm ocorrendo no Senado.

- A crise é do Senado, mas é também do Presidente Sarney. Não há como separar as duas coisas. É do Senado porque todos têm responsabilidade pelos seus atos. E é do Senador Sarney porque ele preside a Casa e tornou-se símbolo desse processo. Não há como fazer a dissociação entre as duas coisas, mesmo porque ambas se imbricam e se transformam numa só.

-  O Presidente Lula quer esfacelar o Senado para viabilizar o seu projeto eleitoral de 2010, a qualquer preço. E esse descaso com a democracia poderá causar danos irreversíveis à sociedade a longo tempo. O Presidente Lula parece apostar na desmoralização dos poderes da República. Ele insiste em mostrar que as instituições, os valores morais, a modernização do País, a superação das dificuldades, tudo isso não vale nada quando está em jogo a sucessão presidencial. Acaba-se o Congresso. Afunda-se o Congresso, desde que salve o projeto e o propósito dele para 2010.

- Está havendo uma total inversão de valores. O cultura do “eu não sabia” e “todos fazem a mesma coisa” tem tudo para terminar mal. A invertida contra a Constituição e o descaso que se demonstra com os conceitos de interdependência dos Poderes não projetam o País para o futuro, e sim reforça os vínculos do passado. Esta Casa não pode pensar que o Presidente da República pode interferir como está interferindo em todas as questões internas, chamando um, chamando outro, acertando daqui, tem que fazer assim, tem que fazer assado.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , ,
07/07/2009 - 10:51

Ciro dá estocada em Lula

Hoje, em Salvador, perguntaram ao deputado Ciro Gomes (PSB-CE) se ele governaria com o PMDB caso um dia se elegesse presidente da República. Resposta:

- Eu posso governar com qualquer um, mas eu imporia uma hegemonia moral e intelectual completamente diferente. Eu já governei, não sou um poeta do ramo e simplesmente eu impus um padrão moral. No PMDB? Também. Eu impus o padrão moral, tudo bem você prestigiar o PMDB nas coisas corretas, agora aceitar este tipo de coisa, comigo não, nunca aceitei, não tem precedente.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , ,
07/07/2009 - 10:47

Itamar, no PPS, critica Lula e os petistas

deu em o globo

Na filiação ao novo partido, ex-presidente defende Aécio

Depois de três anos sem partido, o ex-presidente Itamar Franco se filiou ontem ao PPS. Na cerimônia, fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT e declarou apoio ao governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), em sua intenção de disputar a sucessão presidencial de 2010.

- Uma análise da atual conjuntura no campo das oposições indica apenas uma candidatura. Nenhum outro nome até o momento se manifestou com tamanha clareza quanto nosso governador Aécio – disse Itamar, no saguão lotado da Assembleia Legislativa de Minas.

O ex-presidente, que chegou acompanhado de Aécio, afirmou que não poderia apoiar o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), porque ele não assumiu ser pré-candidato à Presidência. Deixou claro ainda que não pretende ser candidato a vice em uma possível chapa de Aécio.

- São dois nomes de Minas, isso é inviável.

Sem citar o nome de Lula, Itamar criticou o que chamou de “culto à personalidade, a certeza messiânica e a incontinência verbal”. Do PT, disse que “corre perigo a democracia com um partido que quer a manutenção do poder a qualquer custo”.

Itamar, de 78 anos, deixou o PMDB em 2006 após o partido optar por Hélio Costa para disputar uma vaga no Senado contra suas pretensões pessoais. Para o PPS, sigla aliada do PSDB, o ex-presidente levou também Henrique Hargreaves, que foi seu ministro da Casa Civil.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , ,
05/07/2009 - 21:37

FRASE DO DIA

Lula nada fez para evitar a desconstrução e a perda de autoridade moral do Congresso. Os partidos estão mais fracos e deteriorados do que antes de sua posse. E é papel do chefe de Estado fazer com que as instituições como o Parlamento sejam vigorosas.

Senador Tião Viana (PT-AC)

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , ,
05/07/2009 - 21:32

Base petista segue discurso pela manutenção de Sarney

deu em o estado de s.paulo

 

Importância de aliança com PMDB é destacada em reunião de corrente de Tarso Genro

De Silvia Amorim:

O recado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos senadores petistas para que apoiem a permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado, em defesa de um projeto vitorioso do PT em 2010, já surtiu efeitos na base do partido. Ontem, em encontro de uma das correntes do PT – a Mensagem ao Partido – , em São Paulo, o discurso dominante foi a favor da manutenção de Sarney no cargo.

Lançado oficialmente no fim da manhã como candidato da Mensagem ao Partido à presidência do PT, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP) pediu uma apuração rigorosa das denúncias envolvendo Sarney e o Senado, mas defendeu a tese de que a crise – iniciada com o caso dos atos secretos – não é de uma pessoa, mas da instituição.

“O PT deve ter posição firme para que se apure e puna quem quer que seja. Isso não se discute”, disse, em entrevista antes da abertura da reunião. “O que também não se pode imaginar é que a saída pura e simples de quem preside o Senado resolva todo o problema ético. Não acho que a saída dele neste momento possa resolver o problema.”

O ex-prefeito do Recife João Paulo, uma das lideranças da Mensagem ao Partido, corrente que tem entre seus líderes o ministro da Justiça, Tarso Genro – que não participou da reunião – , foi ainda mais enfático. Em discurso, ele disse que o PT não pode trocar “o acessório pelo essencial”.

“A manutenção de Sarney (na presidência), pela importância que tem para uma candidatura da ministra Dilma (Rousseff, da Casa Civil), é o essencial. Estamos pagando um preço altíssimo e caríssimo, mas é em função do estratégico”, afirmou.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
05/07/2009 - 21:27

Relação entre guerra política e crise satisfaz Lula e Sarney

Plano força PMDB a defender candidatura de Dilma e PT a apoiar o presidente do Senado

Peemedebista diz que falta de apoio do DEM influencia estratégia política de Lula em 2010, que agora tenta manter sua governabilidade.

A estratégia de relacionar a crise do Senado às eleições de 2010 é conveniente à intenção de José Sarney (PMDB-AP) de desviar o foco da série de ilegalidades e imoralidades da Casa que preside. No entanto, ela realmente reflete o que dizem nos bastidores Sarney e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atribuir a retirada do apoio do DEM a um lance da guerra pela conquista do poder em 2010 serve ao propósito de Sarney de forçar o PT a bancá-lo na Presidência do Senado.

Ao mesmo tempo, reaproxima aliados que andaram se estranhando, o que atende ao plano de Lula de levar o PMDB a apoiar a provável candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Na eleição para a Presidência do Senado, em fevereiro, os dois principais partidos da oposição se dividiram. O DEM apoiou Sarney, enquanto o PSDB fechou com o candidato que foi derrotado, Tião Viana (PT-AC). A fórceps, a crise do Senado reaglutinou os campos situacionista e oposicionista.

Ao pregar a licença de Sarney, o DEM retirou uma sustentação política que necessitava ser preenchida. Daí Sarney alegar que o enfraquecimento do grupo peemedebista no Senado respingará em Lula e numa eventual aliança nacional entre PMDB e PT em 2010.

A um ano e meio do final do governo, o presidente tem como prioridade minimizar o potencial de dano à CPI da Petrobras, ainda não instalada. Se Sarney for levado a uma licença temporária ou, pior na avaliação do governo, à renúncia, seria aberta a possibilidade de CPIs ou derrotas sucessivas no Senado até dezembro de 2010.

Anteontem, em conversa de uma hora, Lula e Sarney acertaram estratégia para enfrentar a crise. Enquanto o peemedebista buscará reforçar laços com os partidos aliados e mostrará uma série de medidas sobre desmandos no Senado, o presidente continuaria a combater resistências no PT.

Lula teme mais pela sua governabilidade do que pelo fracasso de uma aliança eleitoral. O Senado é uma Casa do Congresso na qual o petista tem maioria instável desde o primeiro mandato.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
01/07/2009 - 18:04

Repórter do CQC é agredido por segurança de Sarney.

Na tentativa de auxiliar o presidente do Senado a driblar a imprensa nesta quarta-feira, os seguranças de José Sarney (PMDB-AP) derrubaram no chão o repórter do programa humorístico CQC (Custe o Que Custar), Danilo Gentili.

O fato ocorreu quando o presidente chegava ao Senado para dar início à sessão plenária de hoje. Sarney foi cercado por diversos jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas, mas se recusou a fazer qualquer comentário sobre a crise vivida pelo Senado.

O repórter do CQC perguntava: “presidente, como o senhor se sente sabendo que não é tão poderoso quanto pensava?”. Sarney ignorou a imprensa e seguiu para o Plenário, de onde, depois de algumas horas, se retirou e recusou mais uma vez a falar com a imprensa.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
01/07/2009 - 08:42

FALA FHC: OS 15 ANOS DO REAL

Por Guilherme Barros, na Folha:

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o principal inspirador e avalista do Plano Real, que hoje completa 15 anos, vê hoje com muita preocupação o excesso de gastos do governo para enfrentar a crise econômica. Para ele, há uma certa “anestesia geral” e o governo pode estar exagerando na distribuição de subsídios. A conta, segundo ele, vai ser paga pelo próximo governo. “Medida anticíclica não é aumentar permanentemente os gastos correntes”, diz FHC. “Não se pode fazer generosidade à custa do governo futuro.”

 

FOLHA – A que o sr. atribui o sucesso do Plano Real?
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
– Houve várias experiências antes do Real e aprendemos com elas a enfrentar a inflação. Aprendemos com os erros. A sociedade se cansou da inflação. As pessoas sentiram que era necessário mudar e que a mudança era possível. Depois, tomamos a decisão certa de fazermos um plano tecnocrático. Nos planos anteriores, as pessoas acordavam e liam no “Diário Oficial” que tudo tinha mudado. Nós tomamos a decisão oposta. Nós fomos à mídia explicar o plano de uma forma muito didática e a população entendeu.

FOLHA – Houve resistências?
FHC
– Meus amigos economistas, na época subordinados, achavam que seria difícil a implementação do plano. Alegavam que o governo era fraco, tinha acabado de ocorrer o impeachment e o Congresso estava desorganizado com a crise dos anões do Orçamento. Minha posição era o contrário. Com o Congresso em desorganização e como o governo não tinha muita unidade naquele momento, foi possível uma certa hegemonia e tocar o plano adiante. O Congresso estava sem força, e o governo, procurando uma tábua de salvação. Havia muita gente, inclusive do governo, que queria o controle de preços e que se prendessem supermercadistas. Muitos defendiam a volta dos fiscais do Sarney. Mas não tiveram força para nos opor. Recebemos um apoio amplo de todos os setores econômicos e da mídia. Foi difícil ficar contra o plano. O PT e a CUT saíram com o slogan “Real é pesadelo, não é sonho”, mas imediatamente tiveram que tirar das ruas. As pessoas sentiram logo o aumento do poder aquisitivo, a vantagem de seus salários serem reajustados automaticamente. Logo depois do Real, o consumo cresceu imensamente com a queda da inflação. No início de 1995, a economia crescia a taxas anualizadas acima de 12%. Tivemos até que brecar esse crescimento. Como ocorre agora, se largar demais a economia sem investimento, vai haver problemas lá na frente.

FOLHA – Qual foi a principal marca deixada pelo Real?
FHC
– O Real deu sentido de proporção. Ninguém sabia o valor de nada. As pessoas aprenderam, por exemplo, o valor da moeda. Aprenderam que não se pode endividar além de um certo limite. Foi o Real que possibilitou, por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas as pessoas acham que a estabilização está garantida, e não está. É um trabalho permanente. Quantos anos levamos a chegar a esse ponto? Não houve milagre. Foi preciso trabalhar nos fundamentos, refazer orçamentos, ajustar os gastos públicos, o câmbio. Veja que só agora estamos conseguindo baixar as taxas de juros. Quando se tem uma economia doente e inchada como a nossa, a cura não é rápida. Você faz a operação e tem que ajustar todo o corpo à nova situação. Isso já está mais enraizado, nós aprendemos isso, mas mesmo assim neste exato momento as pessoas não estão prestando atenção aos aumentos de gastos públicos. Há uma certa anestesia geral. Não se pode fazer qualquer coisa na economia.

Autor: joao.gaiao@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Política Tags: , , , , , , , , , ,
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