O Poder da Internet
Autor: João Gaião - Categoria(s): Política Tags:
José Roberto de Toledo – O Estado de S.Paulo
O rico não sabe que é rico. Um em cada cinco pobres não se acha pobre. Ambos sofrem da síndrome de classe média.
Apenas 1% dos que estão no topo da pirâmide social brasileira se reconhece abastado. Praticamente dois terços desses que estão na mais alta faixa de renda dizem que são classe média. O resto não aceita tal régua e se diz “trabalhador”.
A camada intermediária incha em toda pesquisa que pede para o entrevistado dizer qual sua classe. Não é preciso ir à Sorbonne para entender o porquê.
Como não dá para calcular sua posição na escala social sem se comparar aos outros, seu lugar será sempre relativo. O mesmo 1,80 metro que garante a posição de pivô no time de basquete dos pigmeus, é insuficiente para ser armador na NBA.
Numa autoclassificação por renda, a maioria dos indivíduos olha para um lado e vê que há gente mais rica do que ele; olha para o outro e nota que há também mais pobres. Logo, seu lugar deve estar no meio.
Em pesquisa CNI/Ibope de 2008, 42% dos brasileiros se autoclassificam como classe média (”alta”, “baixa” ou sem adjetivos) e 19% como classe trabalhadora/operária.
Ideologias à parte, os ditos trabalhadores/operários estão mais perto do extrato superior do que do terço que se considera na classe baixa/pobre. Comparando sua renda com a dos outros, pelo menos metade deles seria classe média.
Desde que a pesquisa foi feita, há quase três anos, mais pessoas emergiram economicamente. Mantido o crescimento do consumo, a classe média será ainda mais majoritária em 2014.
Como resultado, se um candidato for à TV e pedir o voto de quem é da classe média, ele terá boas chances de sair com mais eleitores do que inimigos. Há um inconveniente, porém: não será o único político fazendo esse apelo eleitoral.
PT e PSDB vêm buscando o voto da classe média há várias eleições. Descobriram que há diferentes classes nessa média: os emergentes, os decadentes e os estáveis; subdivididos em estudantes, estudados e sem estudo; em crentes, agnósticos e não praticantes; além de ricos, pobres e remediados.
Acertar o discurso para cada segmento é um problema, porque muitas vezes os interesses são contraditórios. Os ricos reclamam dos impostos altos, por exemplo, enquanto os pobres acham que eles são necessários para garantir saúde e educação. É natural: estes usam muito os serviços públicos, aqueles, pouco.
Os ricos têm dificuldades de se saberem ricos porque a dispersão da renda é maior na ponta mais afluente da escala. Proporcionalmente, a desigualdade é mais aguda entre os ricos do que entre os pobres.
Segundo a PNAD 2009, o rendimento do 1% mais rico é o triplo do que ganham os 4% do degrau imediatamente anterior. Ou seja: a não ser que seu nome seja Eike Batista, sempre haverá alguém ganhando muito mais do que você e será fácil de notar pelo modelo do carro, pelo tamanho da casa ou pela autonomia do jatinho.
Na frase entreouvida em um grupo de pesquisa qualitativa sobre a nova classe média: “Rico é quem tem lancha”. Com barcos financiados em 48 prestações no cartão de crédito, já há quem diga que rico é quem tem vaga em marina.
Entre os ex-pobres, os signos da diferença social são mais prosaicos: um celular inteligente, uma conexão rápida à internet no computador de casa.
Como nota o pesquisador Maurício Moura, muitas novidades consumidas pelos emergentes implicam mais acesso à informação, o que os torna permeáveis, ou pelo menos acessíveis, ao discurso da oposição. Daí talvez Fernando Henrique Cardoso descartar “as massas carentes e pouco informadas”.
Mas não basta ter acesso ao alvo. O discurso precisa acertar. Em propaganda recente, o PSDB reclama das filas nos aeroportos. São filas que incomodam o eleitor tradicional do partido, mas que foram formadas pelo afluxo de novos passageiros, os mesmos emergentes que os tucanos querem conquistar.
O PSDB tem mais um motivo para apurar o discurso. Dilma Rousseff está com aprovação superior ao seu porcentual de votos no 2.º turno de 2010. Logo, uma parcela dos eleitores de José Serra em 2010 aprova o governo da petista. Seriam eles de classe média? Podem não ser, mas acham que são.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Política, noticias Tags: Pesquisa
Raquel Sheherazade, apresentadora do Tambaú Notícias, da TV Tambaú, Paraíba
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política, noticias Tags: CARNAVALBem ou mal, eu sempre acreditei que homens e mulheres são essencialmente semelhantes. Ao contrário da longa tradição conservadora, que, desde a Bíblia, imputa às mulheres pensamento e sentimentos opostos aos dos homens, eu sempre defendi, de forma totalmente intuitiva, que, afora a biologia, as diferenças entre homens e mulheres são apenas culturais – nada que uma geração ou duas de igualdade não fosse capaz de varrer da face da Terra.
Por pensar assim, eu me surpreendo profundamente com as sugestões de diferenças inconciliáveis entre sexos, sobretudo quando apresentadas pelas próprias mulheres – como acontece no livro Canalhas, substantivo feminino, escrito pela minha colega Martha Mendonça, a gentil, ferina e bem-humorada repórter da sucursal do Rio de Janeiro de ÉPOCA.
Publicado pela Editora Record, o livro reúne contos sobre mulheres que fazem os cafajestes masculinos parecerem coroinhas. Cada uma dessas histórias é um pequeno compêndio de maldades – maldades que, pela forma e pelo conteúdo, parecem intrinsecamente femininas, ainda que muitas delas não sejam exclusivas das mulheres.
Há uma estagiária de 20 anos, Larissa, que seduz o chefe quarentão até levá-lo a um estado de loucura, pelo prazer egoísta de testar o próprio poder. Há uma loira sensual, Ingrid, que sobe na vida sem trabalhar usando os homens friamente, como degraus da sua escalada social. Há uma arquiteta de 30 anos, Mariana, que arrasta o marido da antiga rival de colégio para um motel apenas pelo gosto de humilhar a beldade envelhecida.
Todas essas histórias têm em comum uma perversidade que eu não vejo no universo masculino. Os homens fazem coisas torpes, mas, tanto quanto eu percebo, agem na vida privada movidos pela paixão dos sentimentos. Seus atos, vistos de fora, são impulsivos e primitivos, de tão óbvios.
Em oposição, as mulheres de Martha são racionais, calculistas, oblíquas como o olhar de Capitu. A mãe seduz o namorado da filha para sentir-se jovem e desejada. Sem hesitação e sem remorsos. A noiva entrega-se a todos os homens, menos ao seu prometido, por quem sente um mal disfarçado desprezo. A mulher planeja e leva a cabo o assassinato do marido por lento e penoso envenenamento.
De onde vem isso? Em primeiro lugar vem da Martha. Como boa carioca, ela parece ter bebido nas águas turvas do Nelson Rodrigues, o grande sintetizador do universo imoral brasileiro. As personagens de Martha são pecadoras de classe média baixa, criaturas infames do repertório da família degradada que o autor de Vestido de Noiva e Beijo no Asfalto reconheceria instantaneamente.
Mas há nelas também, como apontou uma amiga, um toque atemporal de Lolita – a adolescente sensual do livro de Vladimir Nabokov, capaz de manipular o desejo de um homem adulto até reduzi-lo ao estado (ainda servil) de trapo. Como Lolita, as mulheres de Martha são exímias manipuladoras, que usam o corpo delas e a imaginação dos homens como armas.
Os homens, tanto quanto eu percebo, são incapazes de operar nesse universo de sutilezas, por uma razão essencial: não é fácil manipular o desejo das mulheres.
Homens são facilmente controláveis pelo zíper. Não é preciso ser uma beldade para fazer isso. Bastar ser sensual e gostar de sentir-se assim. E ter em si um grama de maldade. O roteiro é velho e batido: quando o sujeito quer, a moça não quer. Queria ontem, mas hoje não tem certeza. Aproxima-se, mas, depois, muda de ideia e se afasta. Enquanto isso, mantém o corpo desejado a uma distância impossível de ignorar, mas difícil de tocar. É fácil e simples.
Quantos homens vocês conhecem que são capazes de manter uma mulher na rédea com esse tipo de ardil? Eu não conheço nenhum. Nas únicas situações em que vi esse tipo de coisa acontecendo, a mulher estava completamente apaixonada. Mulheres apaixonadas parecem perder o controle. Homens perdem o controle por luxúria, por lascívia, por desejo, por tesão – sentimentos muito mais corriqueiros neste mundo de meu deus. A gente vê isso acontecendo todos os dias.
Outra coisa que distingue as mulheres da Martha dos homens reais é que elas operam numa esfera que eu chamaria de contra-poder.
Os homens têm o dinheiro, o prestígio social e o comando, nas empresas e no mundo. As mulheres têm aspirações. Contra o óbvio poder social dos homens, elas lançam mão de estratagemas e subterfúgios, atalhos que, nos enredos de Martha, passam quase invariavelmente pelo sexo. Mesmo a quarentona gostosa que seduz o namorado adolescente da filha está marcando um tento contra o poder masculino – aquele que escolhe favorecer o corpo da mulher jovem em detrimento da mulher mais velha. Há sempre uma ponta de afirmação no poder paralelo das mulheres canalhas.
Ao terminar o livro, que li de uma vez só, encantado, tive várias sensações.
A primeira foi de alívio. Aos 50 anos, eu ainda não encontrei uma das mulheres más que Martha descreve. Já vi algumas inebriadas com o seu poder de seduzir e outras que ensaiaram subir na vida escalando as calças masculinas, mas eram amadoras.
A segunda sensação com que o livro me deixou remete ao começo deste texto: mulheres, afinal, talvez sejam diferentes de nós, homens. O mundo do poder masculino criou tipos dominantes que são agressivos e toscos em seus métodos. Óbvios, enfim. O universo da submissão feminina inventou mulheres sutis e ardilosas, bem mais difíceis de mapear e entender.
Essas não são diferenças no interior do cérebro ou da alma, porém. São diferenças sociais que, de tão velhas, passaram a fazer parte de nós – até que sejam varridas da face da Terra por uma ou duas gerações criadas em igualdade.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Humor, Notícias, Pessoal, noticias Tags:Pronto, já temos os nossos dois principais candidatos à Presidência da República: José Serra e Dilma Rousseff.
Começa, portanto, oficialmente, a partir de agora, a campanha eleitoral deste ano.
De um lado, um político que já disputou várias eleições, tendo sido eleito deputado, senador, prefeito e governador, embora o carisma eleitoral nunca tenha sido seu forte.
De outro, uma política que até pegou em armas na época da ditadura, mas nunca passou pelo crivo do voto popular.
Um e outro precisam, e muito, de bons marqueteiros – contratados, aliás, a peso de ouro – por trás de seus palanques.
Serra está longe de ser um orador populista que conquista corações e mentes por onde passa com frases de efeito, piadas e bravatas.
Dilma menos ainda. Necessita aprender com seu criador, o presidente Lula, como se arrebata as massas nos comícios.
O regime presidencialista personaliza muito as eleições – e o posterior mandato – e coloca sobre os candidatos todo o peso do pleito.
É muita responsabilidade para uma pessoa só, principalmente no caso desses dois postulantes de agora, cujos estilos são o oposto dos líderes populistas a quem estávamos acostumados.
O próprio Lula e outros políticos já falecidos como Leonel Brizola, Jânio Quadros e Carlos Lacerda, entre outros, sempre tiveram carisma e empatia com as massas, e dispensavam socorro e palpite de assessores.
Os candidatos a presidente pelo PSDB e pelo PT, por sua vez, são muito mais competentes atrás de mesas de gabinetes, onde tratam seus comandados com mão de ferro.
Caberá aos marqueteiros amaciar essa dureza, tornar os dois mais maleáveis e mais simpáticos junto à população.
Espontâneos, mas não muito. Ou seja, a ‘naturalidade’ de cada um deve se manter estritamente dentro dos limites combinados.
Nenhum deles pode se atrever a dar declarações que não tenham sido previamente combinadas; devem falar apenas o que o povo quer ouvir, o que as pesquisas qualitativas apuraram.
Nas bajuladas cerimônias de quarta-feira passada, em São Paulo e em Brasília, quando ambos se desincompatibilizaram de seus cargos para iniciar a campanha, os jornais exploraram bastante dois singelos e significativos flagrantes.
No primeiro, Serra dá um carinhoso ’selinho’ em sua mulher, Mônica; no segundo, os olhos de Dilma lacrimejam.
Não duvido que esses gestos já façam parte do script.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Alda Marco Antonio, Blog do Gaião, candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, COMERCIAIS DE TV, consultor político, DEM, Dilma, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, Lula, Marcelo Barbieri, MARKETING, Marketing Político, Newton Lima Neto, PCB, PCDB, PDT, Pesquisa Data Folha, PMDB, PP, PSB, PSDB, PSTU, PV, Roberto Freire, Sao CarlosTRÊS PROCESSOS DISTINTOS INTEGRADOS NUM SÓ.
É difícil compreender o Marketing eleitoral sem antes perceber que nele coexistem três processos diferenciados. O primeiro é o processo ideológico, campo das idéias políticas subjetivas e com alto grau de abstração. É conduzido principalmente por minorias intelectualizadas, e por isso se diz que “ideologia não rende voto”. O segundo processo é o político, território das ações objetivas, da luta pelo poder real, da troca das vantagens efetivas. É um campo pragmático, muito propí-cio ao desenvolvimento do clientelismo, da fisiologia etc.. O terceiro processo é o eleitoral, que é o campo da grande massa desinteressada pela política e pela própria eleição. Ela só vota porque é obrigada; se não o fosse, nem se daria ao trabalho de ir às urnas.
Os três processos, embora ocorram em superposição, são intrinsecamente diferentes entre si. Portanto, convém analisar um de cada vez: ideologia, política e eleição.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, COMERCIAIS DE TV, consultor político, DEM, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, Lula, Marcelo Barbieri, MARKETING, Marketing Político, Newton Lima Neto, PMDB, PP, PPS, PR, Propaganda Política, PSB, PSDB, PSTU, PT, PTB, PV, Roberto Freire, Sao CarlosÉ preciso conhecer preliminarmente a equação eleitoral brasileira, que não é uma equação feliz. Temos 80% da população em áreas metropolitanas altamente urbanizadas, e apenas 20% ainda em áreas rurais. Temos, infelizmente, uma população muito pobre.
Os segmentos A e B representam menos de 20% e todos os demais segmentos (C, D e E) representam 80%, ou seja, a maioria da população urbanizada é composta pelas camadas mais pobres.
Essa equação é matemática: a eleição majoritária no Brasil resulta urbana e populista. A expressão populista tem um significado específico na ciência política; melhor chamá-la aquí de popular.
O voto dos segmentos mais baixos e mais pobres da população é que decide, porque eles são os mais numerosos. Portanto, ou você agrada a esses segmentos de baixo ou perde a eleição.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Alda Marco Antonio, Blog do Gaião, candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, COMERCIAIS DE TV, comercial, consultor político, DEM, Dilma, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, Lula, Marcelo Barbieri, Marketing Político, Newton Lima Neto, PCB, PCDB, PDT, PMDB, PP, PPS, PR, propaganda, Propaganda Política, PSB, PSDB, PSTU, PT, PTB, PV, Roberto Freire, Sao Carlos
Façamos, agora, uma analogia entre a carreira política e a de uma outra atividade profissional qualquer.
Na vida profissional, ao longo de 350 dias no ano, trabalha-se um fato depois do outro, a fim de que esses fatos cumulativos resultem em sucesso profissional. Nos últimos 15 dias, tiramos férias. Não queremos, então, nem pensar na nossa profissão. O político também exerce, ao longo da sua vida política, os fatos políticos. Ele acumula os fatos políticos, construindo a sua carreira. Num certo momento dessa carreira a cada dois ou quatro anos acontece uma eleição. Essa eleição, tal como as férias, é o momento de não pensar em política.
Assim como tiram-se férias da profissão, também o político tira férias da política. Eleições são as férias da política. É o momento em que o candidato deve “esquecer” a política, porque os interesses políticos são, como veremos, minoritários na sociedade. As pessoas interessam-se pouco pelo fato político.
Elysio Pires define: “- Política é tudo aquilo que você faz entre duas eleições”.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Alda Marco Antonio, animacão, Blog do Gaião, candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, COMERCIAIS DE TV, comercial, consultor político, DEM, Dilma, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, Marcelo Barbieri, MARKETING, Marketing Político, Newton Lima Neto, PCB, PCDB, PDT, Pesquisa Data Folha, PMDB, PP, PPS, PR, propaganda, Propaganda Política, PSB, PSDB, PSTU, PT, PTB, PV, Roberto Freire, Sao CarlosO homem de Marketing, com mais frieza e treinamento, vê a eleição como ela realmente é, um fato que não chega a ser apolítico, mas que é só parcialmente político. Há diferenças substanciais entre o processo político e o processo eleitoral. Um político de sucesso pode ser um fracasso eleitoral.
Houve um exemplo disso na eleição presidencial de 1989. Mário Covas foi advertido por sua agência, porque tinha caído do primeiro para o segundo lugar nas pesquisas e estava indo para o terceiro. Indignado, ele rebateu: “- As pesquisas estão erradas! Eu sou a maior liderança política do estado de São Paulo!” Covas tinha razão política, mas não eleitoral. Fato patético aconteceu com Ulysses Guimarães. Ele era um líder incontestável, mas na mesma eleição de 89 teve uma votação apenas um pouco maior do que a do Enéas.
Isso parece uma injustiça política, mas é de uma lógica eleitoral coerente. Juracy Magalhães, Amaral Peixoto e Negrão de Lima são exemplos de brasileiros que ocuparam vários cargos de poder político relevante: foram ministros, governadores e embaixadores em Washington, mas tiveram atuação eleitoral bissexta e discreta. Portanto, o político não depende tanto assim do eleitoral. Podem ser campos relativamente separados.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Alda Marco Antonio, Blog do Gaião, candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, COMERCIAIS DE TV, consultor político, DEM, Dilma, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, Marcelo Barbieri, MARKETING, Marketing Político, Newton Lima Neto, PCB, PCDB, PDT, Pesquisa Data Folha, PMDB, PP, PPS, PR, propaganda, Propaganda Política, PSB, PSDB, PSTU, PT, PTB, PV, Roberto Freire, Sao Carlosdeu no correio braziliense
Serra e a candidatura
De Marcos Coimbra , sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi:
O governador José Serra é uma pessoa extraordinária. Na opinião de muitos, por ser um de nossos políticos mais qualificados e experientes, com larga e profícua biografia. Ele seria extraordinário no sentido de excelente, de alguém que se distingue pelos méritos. Quem pensa assim diria “que político extraordinário é José Serra!”, significando que é notável, acima da média.
Para outros, ele seria, no entanto, extraordinário em uma segunda acepção, menos elogiosa: estranho, inusitado, fora do comum. Ou seja, ele não faria o que se espera de uma liderança política. A frase “que político extraordinário é José Serra!” significaria, para essas pessoas, que é esquisito.
Quem olha para o que ele tem feito ultimamente poderia concordar com as duas ideias. É fácil admirá-lo e perceber que reúne atributos mais que suficientes para ocupar qualquer cargo, muitos dos quais já exerceu com competência. Mas é difícil não se surpreender com o modo como tem lidado com a responsabilidade de ser o candidato das oposições nas eleições deste ano.
Esta segunda-feira, por exemplo, Serra publicou um artigo alusivo ao 25º aniversário da Nova República. Foi um ensaio denso, construído em torno do conceito de democracia e de sua importância para o que aconteceu conosco de 1985 para cá. Sem ser um texto acadêmico, poderia ter sido escrito por um filósofo.
Em nenhum momento da longa argumentação o leitor percebe que seu autor é um candidato a presidente da República. A oportunidade da data, o espaço à sua disposição, a curiosidade da opinião pública a respeito do que tem a dizer, nada foi aproveitado. Disciplinadamente, se ateve ao tema, comemorando o passado. Sobre o futuro, nada. Com esforço, algumas pistas escondidas: duas menções a Fernando Henrique, duas ao Plano Real, nenhuma a Lula, uma ao Bolsa Família. Será essa a mistura da qual sairá seu discurso de campanha?
Enfim, um texto tão extraordinário quanto quem o assina. Bom em tudo, fundamentado e bem escrito. Mas nunca o texto de um candidato quando faltam seis meses para a eleição mais importante de sua vida.
Desde dezembro, quando Aécio Neves se retirou da disputa pela indicação do candidato do PSDB a presidente, não há razão para que Serra retarde sua entrada em campo. Nada do que poderia justificá-la permanece, o que só faz aumentar seu próprio desgaste quando insiste em mantê-la.
As pesquisas disponíveis não permitem avaliar com certeza o prejuízo que lhe advém. Mas é razoável supor que não seja pequeno, pois o vazio tucano tende a fazer com que pareça que só Dilma existe. Ao invés de deixar claro para o eleitorado que as eleições serão competitivas (e que, em função disso, não seria bom que as pessoas definissem seu voto de maneira prematura), a sensação de uma “candidatura única” pode provocar o inverso: quando começar, Serra talvez descubra que o mercado eleitoral encolheu. Mais gente do que desejaria se decidiu enquanto esperava.
Nas eleições, o tempo corre de forma diferente para diferentes tipos de pessoas. Quem se interessa por elas fica atento a tudo que acontece e reage rapidamente aos eventos de conjuntura.
A maioria, ao contrário, acompanha a vida política com atenção flutuante, aqui e ali, pinçando uma notícia. Como não conhecem adequadamente os candidatos e têm dificuldade de distingui-los, são pessoas que se satisfazem com pouco. Preferem simplificar seu quadro de decisões, poupando-se da tensão de lidar com uma massa de informações que não compreendem. Para elas, quanto menos tiverem que pensar para escolher, melhor. Menos um problema na cabeça.
Pessoas satisfeitas com a situação que vivem, uma liderança respeitada lhes dizendo o que fazer e ausência de contencioso são ingredientes que podem precipitar a escolha de muita gente. Na hora em que Serra acordar, pode ser tarde.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Alda Marco Antonio, Blog do Gaião, candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, comercial, consultor político, DEM, Dilma, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, Lula, Marcelo Barbieri, MARKETING, marketing eleitoral, Marketing Político, Newton Lima Neto, PCB, PCDB, Pesquisa Data Folha, PMDB, PP, PPS, PR, Propaganda Política, PSB, PSDB, PSTU, PT, PTB, PV, Roberto Freire, Sao CarlosEm uma coisa, todas as pesquisas coincidem de forma extraordinária: políticos são a classe mais desacreditada, mais desprestigiada e mais desprezada pelo povo brasileiro. Conotou com político, está “a perigo”numa eleição. Trouxe aqui uma pesquisa recente em que, numa série de categorias profissionais e sociais, a mais baixa é o político. Noventa por cento da população não confiam no político, “nem para chegar perto”. Portanto, o maior inimigo de um candidato é o político. No mesmo sentido figurado em que se diz que “o maior inimigo do empresário é o negociante”. Claro que ele é político, claro que ele atua como político, que ele es- tá no jogo político; mas durante a eleição convém minimizar esta condição.
Vimos em 1989 o sucesso “mercadológico” de Fernando Collor, que fez exata- mente isso. Neto de político, filho de político, cresceu numa família política, mas sempre evitou salientar essa condição diante do eleitorado. Afastou-se dos debates exatamente para isso: porque quando ele comparece ao debate com os outros, ele se torna igual a eles. Manteve-se afastado: eles lá e eu aqui, ou seja, “eles, os políticos, eu não me misturo com eles, não sou como eles”.
É oportuno registrar que, depois de eleito, Collor continuou a agir mercadológica e não politicamente. Esse posicionamento equivocado levou-o ao desastre. Como presidente, ele continuou (desnecessariamente) candidato, o que confirma o aforismo.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Alda Marco Antonio, Blog do Gaião, candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, consultor político, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, Marcelo Barbieri, Marketing Político, Newton Lima Neto, PCB, PCDB, PDT, PMDB, Propaganda Política, PSB, PSDB, PSTU, PT, PTB, PV, Sao CarlosNão se pode radicalizar: Em todos os partidos tem gente que não vale nada, e gente muito honesta independente da sigla que pertença. Um exemplo de homem honesto é o deputado federal José Eduardo Cardoso, Secretário Geral do PT. Leiam abaixo:
Em mensagem transmitida há pouco via internet para amigos e eleitores, o deputado federal José Eduardo Cardoso (SP), secretário-geral do PT (foto acima), anunciou que não mais disputará eleições.
“Desde a última campanha eleitoral, disse e repeti, por diversas vezes, que achava difícil a possibilidade de vir a participar de uma nova eleição à Câmara dos Deputados se não houvesse uma radical reforma do sistema político brasileiro”, explica José Eduardo, deputado há dois mandatos consecutivos.
- Fazia isso por já não me sentir confortável em disputas onde os recursos financeiros cada vez mais decidem o sucesso de uma campanha, onde apoios eleitorais não são obtidos pelo convencimento político das idéias, pelo programa ou pela própria atuação do candidato proporcional, mas quase sempre pelo quanto de “estrutura” financeira ele pode distribuir.
Trechos da mensagem:
* Hoje um político sério no Brasil pode vir a ser punido ou mesmo correr o risco de perder o seu mandato, por um mero descuido ou erro formal. Será então exposto à impiedosa execração pública que o tratará como um criminoso de alta periculosidade, com seu nome e fotografia estampado pelos órgãos de comunicação, sem que se busque saber, exatamente qual “delito”, de fato, ele cometeu. Seus familiares, mesmo conscientes da lisura ética do punido, amargarão a vergonha e a zombaria pública, recebendo também uma sanção social implacável.
* Já os corruptos cuidadosos que podem pagar bons e caros técnicos que os assessoram, costumam não cometer erros desta natureza, ao engendrarem suas grandes “falcatruas”. Bem assessorados, quase sempre saem “limpos” das disputas eleitorais e aptos a continuar a assaltar os cofres públicos com a mesma desenvoltura de sempre. Quando, porém, eventualmente, são pegos pelas malhas da lei, já possuem os cofres nutridos para pagar bons advogados e fortuna suficiente para fugir da execração social em lugares acolhedores do mundo.
* Não bastasse isso, a generalização e a banalização da idéia de que todo político é “desonesto”, não pode deixar de abater ou desestimular os que buscam comportar-se com a dignidade e a ética que o respeito ao voto popular exige. Não há nada pior para alguém que vive com dignidade no mundo da política, do que, diante de uma acusação qualquer, ver que a sua palavra ou a ausência de provas incriminadoras, não afasta nunca a “certeza” da sua “culpa”.
* Se na vida comum se costuma dizer injustamente que “onde há fumaça há fogo” (injustamente, porque a fumaça pode ter outras “causas químicas”), na vida de um político, o senso comum costuma sentenciar que se há “a leve aparência da fumaça, a existência do fogo é certa”. E não admite, jamais, prova em contrário.
Por isso, me empenhei muito na defesa da reforma política. Defendi o financiamento público das campanhas, por entender que as formas atuais de financiamento privado das eleições geram corrupção e uma real ausência de isonomia entre os candidatos.
* Defendi o voto em lista partidária porque entendo que, em uma eleição, um partido deve disputar seu programa de forma unitária, sem que pessoas que estão do mesmo lado busquem os votos um dos outros, personalizando a competição e reduzindo a chance de uma politizada e madura disputa eleitoral. Tinha e tenho consciência de que somente uma reforma política aguda e radical poderia romper com a cultura dominante de execração preconceituosa de todos os que optam pela vida política, forçando a diferenciação do joio do trigo pela sociedade. Mas junto com outros companheiros de luta, fui derrotado.
Admiro e aplaudo, portanto, todos aqueles companheiros que, tendo a mesma visão ética que possuo da ação política, ainda conseguem transformar o desestímulo em energia para uma disputa proporcional dentro deste sistema eleitoral e desta conjuntura adversa, como, aliás, fiz tantas vezes. Só que todos devem saber respeitar os seus limites e avaliar, diante do que sentem e vivem, quando poderão ser mais úteis em outras frentes de luta, na defesa da mesma causa.
* É o que hoje, após tantos anos de atividade parlamentar, percebo em mim mesmo diante da perspectiva de participar de um novo pleito eleitoral para a disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados. Aprendi na minha vida a não entrar em disputas quando não se tem ânimo para enfrentá-las ou não se sente prazer e alegria em fazer um bom embate, mesmo quando a vitória é possível.
* O sistema político brasileiro traz no seu bojo o vírus da procriação da corrupção e das práticas não republicanas, mas também inocula , ao mesmo tempo, outro vírus que atinge o ânimo dos que gostam do Parlamento, mas não gostam das condições, das regras, das calúnias e das incompreensões que forjam o caminho do acesso e o exercício de um mandato proporcional. Embora tenha lutado muito contra o primeiro, fui, lamentavelmente, atingido pelo segundo.
* Por isso, deixarei, ao final deste ano, a Câmara dos Deputados, mas não abandonarei a militância política. Estarei sempre à disposição do meu Partido e do projeto político-ideológico que defendo para o país, para assumir qualquer tarefa que me traga ao espírito o ânimo e a alegria do bom embate, na construção de uma sociedade justa e fraterna. Peço de todos os que sempre me apoiaram, mesmo que eventualmente agora os decepcione, a compreensão deste gesto fundado em razões estritamente pessoais e de foro intimo.
* Minha decisão não é uma renúncia à causa, mas apenas uma mudança do campo de atuação política. Quero deixar a paralisia que o desestímulo em disputar uma candidatura proporcional me traria, transformando-a em energia positiva para novos embates políticos. Quero me voltar integralmente à construção da nossa candidatura presidencial, à eleição dos nossos governadores e governadoras, e à eleição de uma bancada parlamentar forte que possa comandar a realização de uma verdadeira reforma política democrática.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Alda Marco Antonio, Blog do Gaião, candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, consultor político, DEM, Dilma, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, José Eduardo Cardoso, Marcelo Barbieri, Marketing Político, Newton Lima Neto, PCB, PCDB, PDT, Pesquisa Data Folha, PP, PPS, PR, Propaganda Política, PSB, PSDB, PSTU, PT, PTB, PV, Roberto Freire, Sao Carlos, Secretario Geral do PTPodemos dizer que a eleição é um processo oligopolítico. Ela não é alheia à política, apenas é fracamente política. A política é uma vertente menor no momento da eleição. Daí a aparição do marketing eleitoral no ponto oportuno.
A compreensão dessa natureza do fenômeno levou à corrida aos profissionais de marketing que trouxeram aquelas técnicas aplicadas ao consumo de produtos para esse “produto” específico que se chama candidato, em uma “venda” específica que se chama eleição. Venda e produto entram aí, evidentemente, como metáforas. Nem o candidato é um produto, nem a eleição é uma venda, mas guarda-se uma certa analogia, um sentido metafórico nisso.
Por que o marketing eleitoral se diferencia da política? Porque, para o político, tudo começa e acaba na política. Para nós, profissionais de marketing, tudo começa e acaba no eleitor. Não estamos interessados no candidato nem na política. Assim como o homem do marketing de produtos está interessado no consumidor, tudo começa e acaba no consumidor, ele é o centro do sistema, quando trago o marketing à eleição, centro-me no eleitor e não no candidato.
Não me interessa a opinião do candidato, interessa-me a opinião do eleitor. O candidato tem que se ajustar a ela, porque o eleitor não vai se ajustar ao candidato.
Um dos axiomas do Marketing eleitoral é que se vota em pessoas e não em partidos ou idéias. Os interesses predominantes do eleitor são concretos e pragmáticos: custo de vida, emprego, residência, transporte, escola, assistência médico-hospitalar etc.. Em 30 anos de pesquisa, nunca vi nenhum resultado que demonstrasse qualquer interesse significativo por valores políticos abstratos, como cidadania, representatividade ou sistemas de governo.
O eleitor de massa não é politizado. Para ele, o fato político está quase sempre situado abaixo dos 5% de interesse. Esse eleitor maciço, popular e majoritário tem da classe política o mais baixo conceito. Em qualquer pesquisa sobre a visão dessas pessoas, o político sempre ocupa o último grau de consideração pública. Grande parte do eleitorado ignora os partidos e os programas, mistura as siglas e não identifica os políticos com os partidos respectivos.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Alda Marco Antonio, Blog do Gaião, candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, consultor político, DEM, Dilma, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, Marcelo Barbieri, MARKETING, Marketing Político, Newton Lima Neto, PCB, PCDB, PDT, PMDB, PP, PPS, PR, Propaganda Política, PSB, PSDB, PSTU, PT, PTB, PV, Roberto Freire, Sao CarlosTrabalhamos sobre o eleitor e não sobre o voto. O voto é uma decorrência da posição do eleitor. Lazarsfeld constata três estados do eleitor: o cristalizado, o flutuante e o retardatário. O eleitor cristalizado é minoritário. O Marketing eleitoral não perde tempo com ele, que é resistente à mudança porque já tem uma posição definida. O Marketing centra-se nos eleitores que podem mudar de idéia: os flutuantes e os retardatários. São esses que decidem as eleições. O cristalizado, mais politizado, é sempre minoritário, não tem poder estatístico de predominar na urna.
Com o cristalizado, não perca tempo. Os 15% históricos de Brizola, os 15% históricos de Lula, são deles, não perca tempo em convertê-los. Não diga nada contra eles porque o eleitor cristalizado não vai acreditar. Cristalizado não decide eleição. Propaganda se faz para os flutuantes e retardatários, e com uma dosagem tal que permita dar o máximo de intensidade nos últimos dias. É preciso reservar as verbas e as energias para os 45 dias finais, quando realmente a eleição se decide em cima dos flutuantes e, se os retardatários forem muitos, então a eleição só vai se decidir realmente nas últimas 48 ou mesmo 24 horas.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Alda Marco Antonio, Blog do Gaião, candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, COMERCIAIS DE TV, comercial, consultor político, DEM, Dilma, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, Marcelo Barbieri, MARKETING, Marketing Político, Newton Lima Neto, PCB, PCDB, PDT, Pesquisa Data Folha, PMDB, PP, PPS, PR, propaganda, Propaganda Política, PSB, PSDB, PSTU, PT, PTB, PV, Roberto Freire, Sao CarlosA publicidade navega sem limites no território livre da internet. Gigantes da rede, como Microsoft, Google e Yahoo!, investem em novas tecnologias, reinventando a relação do marketing com os usuários.
Fotos postadas nas páginas on-line ganham “links” que permitem a venda de roupas e produtos. Banners se expandem, ganhando a forma de novos sites móveis.
São essas inovações que têm feito o internauta clicar de cinco a 15 vezes mais nos anúncios, apontam pesquisas feitas nos EUA.
É o que mostra a reportagem do jornalista Bruno Rosa publicada neste domingo no jornal O GLOBO.
A maioria desses novos recursos está presente apenas em sites americanos. Mas, aos poucos, a “nova publicidade” chega ao Brasil, prometendo impulsionar os negócios por aqui.
Em 2009, até novembro, segundo dados do Projeto Inter-Meios, da revista Meio & Mensagem, o marketing na internet cresceu 23,2%, chegando a R$ 827 milhões.
Foi o segmento que mais avançou no país. O mercado total de publicidade faturou apenas 2% a mais, chegando a R$ 19,808 bilhões.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Blog do Gaião, COMERCIAIS DE TV, comercial, MARKETING, Marketing Político, propaganda, PSDB
A eleição plebiscitária é o grande trunfo estratégico do PT para a disputa presidencial que já começou, aliás, esse ano a corrida ao planalto promete ser “sangrenta”.
O PT que não gosta de perder nem no par ou impar deve vir com tudo para manter sua hegemonia no país. Não vão entregar a rapadura assim tão fácil, e os primeiros ensaios já mostram isso com muita clareza.
O plano de Lula que o PSDB não consegue enxergar é tornar à disputa plebiscitária, mas não nos moldes que os tucanos imaginam, Lula não é bobo de comparar Dilma com Serra. Lula sabe que Serra tem um currículo muito melhor que o de Dilma, e sabe também que a disputa não se dará entre Ele e Serra e muito menos entre Ele e FHC. Caso a campanha da ministra Dilma descambe para esse tipo de discurso ela pode perder por que o PSDB desarma o argumento com uma simples alegação: a disputa é entre Serra e Dilma não entre FHC e Lula. E ponto final.
Então fica a pergunta: Qual é o plano de Lula e do PT?
Lula vai tentar um feito inédito no Brasil que é comparar não Dilma com Serra, mas, comparar PT com PSDB. Isso mesmo. Essa é a grande estratégia do PT. Essa história de eleição plebiscitária nominal – Dilma X Serra é apenas pano de fundo enquanto a campanha não começar pra valer na TV e no Rádio. Lula compreende que partido x partido o PT pode se dar melhor, pois é mais organizado que o PSDB e carrega a força da marca. Enquanto partido, sobre a ótica institucional o PT é mais forte que o PSDB.
Vale lembrar que candidatos vêm e vão, mas o partido fica. Por isso é importante no Brasil de hoje ter partidos fortes. Percebe-se isso claramente na disputa interna que se deu entre Serra e Aécio. Com o partido fraco prevalece à disputa entre personalidades, e não a disputa democrática político-partidária. É discutível a questão das convenções, muitos argumentam que elas geram seqüelas internas, mas por outro lado ela legitima o candidato aprovado e coloca em pauta as discussões programáticas do partido.
Por tradição o Brasileiro vota em nomes, sempre foi assim, só que dessa vez o discurso petista vai mudar, Lula vai dizer o PT é assim, fez isso e isso, o PSDB é assim fez isso e isso e não fez isso, o PT fez mais e melhor.
O eleitor vai escolher entre quero continuar com o PT ou voltar com o PSDB. Isso é o que vai estar em jogo.
Lula e os marqueteiros petistas estão na eminência de dar um nó tático no PSDB, caso o partido não se atente para esse fato.
O PSDB precisa definir logo o candidato e preparar um plano contra esse tipo de discurso, porque se Jose Serra, que é muito competente e ninguém duvida disso, tiver um discurso certo, popular e sem essa conversa de choque de gestão, poderá vencer o pleito. Mas é preciso ter um plano e colocá-lo em prática o quanto antes.
Até aqui o plano que o PSDB tem se mostrou ineficiente por que Dilma não subiu nas pesquisas apenas pela “campanha antecipada” e pelo fato de estar mais na mídia, ela cresceu também pela falta de planejamento estratégico do PSDB ao longo desses três anos.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Blog do Gaião, candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, consultor político, DEM, Dilma, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, Lula, Marcelo Barbieri, MARKETING, Marketing Político, Newton Lima Neto, PCB, PCDB, PDT, Pesquisa Data Folha, PMDB, PP, PPS, PR, Propaganda Política, PSB, PSDB, PSTU, PT, PTB, PV, rede psdb, Roberto Freire, Sao Carlos, www.psdb.org.br, www.pt.org.brEm todas as eleições sejam elas para prefeito, governo, presidência um fato se repete: A “ressaca” das disputas, isso se dá com vencedores e perdedores. Os vencedores vão para o governo e os perdedores amargam a derrota. Em ambos os casos a maioria dos partidos parecem que ficam “hibernando”, esperando mais dois anos pela próxima disputa. Não fazem a lição de casa, não analisam de maneira profunda onde erram e onde acertaram.
Como isso não é feito na próxima eleição os perdedores comentem os mesmos erros, porque lhes falta um plano de marketing institucional, um plano estratégico eficaz que prepare o partido para as próximas disputas, que unifique o partido no mesmo discurso e comunicação. Por isso, defendo a tese que no Brasil os partidos só fazem marketing eleitoral. Eles não se preocupam em ter um plano de longo prazo, não fazem uma oposição ao governo de maneira organizada com foco em pesquisas. Só fazem pesquisas em torno de nomes não de projetos, idéias e análise da administração de quem está no governo nem de si próprio.
Isso ocorre devido a uma idéia que infelizmente ainda impera que os líderes partidários, querem dizer ao povo o que é bom ou o eu é ruim, sem se dar conta do que o povo sabe o que é bom ou ruim para ele mesmo.
Se os líderes partidários procurassem de maneira cientifica – através das pesquisas- saber o que de fato as pessoas querem, poderiam com um planejamento estratégico de comunicação se preparem mais e melhor para as próximas disputas, cometeriam menos erros, aí sim estariam fazendo marketing político com uma comunicação eficaz e com foco em resultado.
Isso fortaleceria o partido e ao mesmo tempo calçaria os futuros candidatos para disputar o pleito quando chegasse a hora da eleição. Nessa hora, nas proximidades das eleições, é que entra o marketing eleitoral e, a propaganda para divulgar o nome do candidato suas qualidades propósitos etc. O que os partidos de oposição tem feito é apenas o marketing eleitoral, e muitas vezes atrasado.
Toda propaganda desprovida de uma estratégia de marketing vira anuncio. Isso é o que os partidos de oposição tem feito no Brasil, ou seja, apenas mostra o que está sendo feito ou que falta ser feito, tem compromisso com resultado, são ações isoladas.
Hoje no Brasil só o PT faz marketing político, cabe as oposições começarem a rever suas estratégias se não vão amargar derrota atrás de derrota.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Alda Marco Antonio, Blog do Gaião, candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, comercial, consultor político, DEM, Dilma, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, Lula, Marcelo Barbieri, Marketing Político, Newton Lima Neto, PCB, PCDB, PDT, PMDB, PP, PPS, PR, propaganda, Propaganda Política, PSB, PSDB, PSTU, PT, PTB, PV, Roberto Freire, Sao CarlosEm 1940, na eleição Roosevelt x Wilkie, uma equipe da Universidade de Columbia, comandada por Lazarsfeld, realizou no condado de Erie, Ohio, uma pesquisa que mudou em profundidade as concepções sobre o processo eleitoral. O livro respectivo, The People’s Choice, veio demonstrar que os fatores predominantes na decisão do voto eram sócio-econômicos, culturais e, só secundariamente, políticos. Estabeleceu-se o que se poderia chamar de “primeira lei do Marketing eleitoral”: são as características sociais do eleitor – não as políticas – que determinam as decisões eleitorais.
A pesquisa, reiterada em 1948 (Truman x Dewey), em Elmira, NY, consolidou aquelas conclusões: provou em estatísticas conclusivas que a classe social, a religião, a inserção geográfico-ocupacional etc, eram os fatores decisivos na hora do voto. O discurso político “entrava por um ouvido e saia pelo outro”, decidia pouco ou nada. A partir daí, o processo eleitoral moderno sofreu modificações substanciais. Por isso, não acredito na possibilidade de uma política moderna sem Marketing.
Em 1954, o Brasil realizou a sua primeira eleição marketing-orientada. Foi a eleição de Celso Azevedo para a prefeitura de Belo Horizonte,executada pelo publicitário João Moacir Medeiros, da JMM. Celso Azevedo era um estreante sem respaldo político. Foi orientado por uma agência de propaganda, sob ótica mercadológica, e só por isso venceu Amintas de Barros, um político profissional e de tradição, com uma sólida biografia. O nosso Marketing tem crescido muito desde então, e já começa inclusive a ser exportado. A pesquisa brasileira também já atingiu um nível alto.
Autor: João Gaião - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Política Tags: Alda Marco Antonio, Blog do Gaião, candidatos, Cesar Gontijo, Ciro Gomes, COMERCIAIS DE TV, comercial, consultor político, DEM, Dilma, Eleições 2010, horario eleitoral gratuito, João Gaião, Marcelo Barbieri, MARKETING, Marketing Político, Newton Lima Neto, PCB, PCDB, PDT, Pesquisa Data Folha, PMDB, PP, PPS, PR, propaganda, Propaganda Política, PSB, PSDB, PSTU, PT, PTB, PV, Roberto Freire, Sao Carlos