A luta do Dr. Zahi Hawass
Este simpático Sr. de nome Zahi Hawass é hoje o maior egiptólogo do Egito. Numa definição geral, egiptólogo é um arqueólogo que estuda o Antigo Egito. É do conhecimento de muitos, que no decorrer de milhares de anos a terra dos faraós é alvo da cobiça humana, e vítima de vários roubos, seja de caçadores de tesouros, seja por guerras, por curiosidade, e pasmem, muitas financiadas por governos e museus do mundo afora.
De fato, é uma cultura riquíssima e que desperta a curiosidade (leia-se cobiça) do mundo todo, sua religião, seus afrescos, suas riquezas… dos Indiana’s Jhones do mundo afora.
Muitas figuras são conhecidas no mundo todo: Faraó Ramsés, Séti, Tutancâmon, Miquerinos, Cleópatra, Akhenaton e sua esposa, a rainha Nefertiti são alguns dos clássicos exemplos. Ocorre que no decorrer dos anos, as nações do mundo afora, desavergonhadamente vem saqueando o velho Egito, e roubando das terras do Nilo, a sua própria história, e pior, enriquecendo com isso, graças ao atrativo turístico de tais relíquias: Nova York, Londres, Paris e Berlin são alguns exemplos da localização das principais relíquias egípcias levadas irregularmente. Um país não venderia sua própria riqueza, não dessa forma, e os museus do mundo expõe livremente tais relíquias, muitas vezes adquiridas irregularmente, e conseqüentemente enganando seus visitantes.
A luta do Dr. Zahi Hawass é fazer com que os museus do mundo devolvam essas relíquias, no caso as levadas irregularmente nos últimos 200 anos. É justo que seus conterrâneos também tenham direito de conhecer a sua própria história, e não apenas através dos livros, ou da televisão. A alegação dos “ladrões” de tesouros, é que o Egito não possui estrutura para preservar esses tesouros. Pode até ser, mas isso não lhes dá o direito de posse.
Penso que o diálogo ainda é a melhor solução, e não apenas “bater a porta na cara dos egípcios”, lhes negando o direito de reaver seus tesouros, sua história.