Você certamente já deve ter ouvido falar do Commoncraft, não? Se isso não aconteceu, é porque você está perdendo uma ótima oportunidade de entender as coisas que movem o mundo, sejam elas ligadas ao marketing, às finanças ou qualquer outra coisa, de maneira quase primária. Utilizando exemplos comuns e uma série de desenhos feitos a mão, é quase impossível não absorver a mensagem que se quer passar.
Mas para você entender porque resolvi falar disso, não será necessário fazer como o pessoal da Common Craft. O real motivo desse post é para ajudar aquelas pessoas que ainda não entenderam o que é Midia Social. Da melhor maneira, ou seja, pelos tais desenhos!
Acompanhe a saga do famoso sorvete de Scoopville e se divirta aprendendo!
Quero aproveitar que os assuntos abordados sobre web 2.0 ainda estão fervilhando (viva a Campus Party!), e voltar ao tema relacionamento com a rede, que abordei anteriormente aqui. Ainda em cima da questão “aproximação”, coloco em discussão a maneira correta de efetuar o contato com blogueiros ou donos e moderadores de comunidades de redes sociais, que no jargão de mercado, chamamos de evangelizadores.
Assim como nos comportamos quando entramos pela primeira vez na casa de alguém, é necessário que o ato de se relacionar com esse target, se inicie por um processo prévio de imersão no conteúdo que este traz para a rede. Dentro da analogia, é como se você perguntasse ao amigo que lhes apresentaram, quais os gostos que ela tem e o que ela gosta, ou não, que façam.
Pouca gente se preocupa com tal detalhe, mas como estabelecer relacionamento se sequer houve uma pré-apresentação formal que dissesse: “fulano, este é ciclano. Ciclano, este é o fulano”?
Por isso defendo que qualquer ação focada em 2.0 seja embasada num mapeamento preciso do público-alvo da ação. Um dos maiores chamarizes e pontos que unem pessoas é o fato delas terem sintonia, seja no que elas pensam, ou no que elas fazem ou em como elas agem. Propor uma ação nesse segmento sem tomar o devido cuidado, sem fazer o dever de casa, pode trazer muito aborrecimentos e uma perda de credibilidade incrível.
Outro ponto é a questão que envolve a importância que se dá a cada um destes evangelizadores. Será que o blog que tem 500 mil acessos por dia é mais importante que o blog que não ultrapassa dez ou vinte acessos? Defendo que este é o principal motivo que faz da internet o fenômeno que ela é. Todo mundo pode influenciar, todo mundo pode contaminar outros com idéias e opiniões. Quanto à resposta para a pergunta, ela é simples: para nós que atuamos no universo 2.0, mais importante que acessos, é o relacionamento, e a percepção que cada um tem de você.
Se você curte o Twitter e quer ter um bom overview do crescimento deste pelo mundo, e sobretudo no Brasil, recomendo a leitura da matéria de Roberta Namour para a revista Dinheiro dessa semana. Ela trata de uma maneira muito precisa os motivos que levam a plataforma ao sucesso, e de como as empresas estão usando a mesma.
Nem preciso dizer que a primeira coisa que fiz foi procurá-las, ao saber que companhias usam a plataforma para interação com clientes e consumidores. O resultado: acho que nem todas entenderam ainda o poder positivo – ou negativo – da ferramenta. Mas no saldo final o melhor resultado é o empate. abaixo coloco alguns exemplos para vocês.
O Starbucks, rede de “american coffee” manda muito bem. Com uma linguagem simples, enxuta, mas precisa, dá ótimas dicas além de informar com precisão detalhes institucionais da marca.
Já a Samsung foi uma decepção. Primeiro pela quantidade de perfis com o mesmo nome. Depois pelo fato de muitos deles estarem sem qualquer atualização e por último a estranha sensação de que a marca quis ser uma “pessoa”, escrevendo posts com reflexões no mínimo estranhas.
Boa sacada teve a JetBlue, empresa aérea americana. Eles usam o Twitter como um atendimento ao consumidor, esclarecendo dúvidas e interagindo com as pessoas. Dá para perceber que o posicionamento gera simpatia e aproxima o cliente da marca.
A TEcnisa também mandou bem. Com boa atualização e posts informativos, a empresa consegue deixar o assinante do seu canal antenado com seus lançamentos (olha só a empresa gerando resultado!) e ainda passando informações para o mercado de investidores.
Quer ler a matéria. Tem um link para ela no Twitter da própria Tecnisa. Que tal você twittar um pouco também?
Não é de hoje que o fenômeno de bandas que surgem para o estrelato a partir das redes sociais existe. Só no Brasil, temos o exemplo da Cansei de Ser Sexy (que fez sucesso primeiro na Inglaterra!) e da cantora-adolescente-prodígio-banquinho-violão Mallu Magalhães, entre tan tos outros. Ambos surgidos a partir de perfis do MySpace, rede que investe pesado para abrigar o trabalho musical dos mais diferentes tipos de artistas.
Quem entrou na onda agora foi o Sonico, rede concorrente direta do Orkut, que também passa a oferecer um espaço dedicado à divulgação de bandas e cantores independentes – ou não. A rede social, que é de origem argentina, já tem mais de seis milhões de usuários no Brasil e investiu pesado na plataforma, tentando aplicar à ferramentas boa qualidade de streaming e aúdio.
Sou daqueles ratos de internet que adora encontrar artistas novos utilizando como base de pesquisa redes sociais. Com certeza atualizarei meu mailing com mais este site. Para quem quiser dar uma conferida, clique aqui.
Tempos atrás a newsletter mensal do site Mundo RP tocou num assunto que me parece ganhar cada vez mais relevância. Ele tratava da preocupação de algumas agências de relações públicas em desenvolver o que eles chamam de blogtraining. Baseado no tradicional midia training, ele teria como principal papel educar os executivos a lidar com o fenômeno dos blogs. sem dúvida nenhuma, seria um upgrade importante numa época de intensa revolução.
Particularmente acredito que este tal blogtraining deveria ir além do relacionamento entre empresas e blogs. Para quem acompanha o fenômeno das mídias sociais e da web 2.0, parece um tanto superficial pensar que tudo se resume à blogsfera. Por que não apresentar o mundo que se abre por conta da internet colaborativa?
Com um conteúdo mais profundo não resta dúvidas de que seria possível avançar muito mais rápido na questão relacionamento 2.0, sem contar na chance que se teria do provar que atualmente vale mais ouvir e dialogar do que tentar impor uma idéia, produto ou marca.
É essencial que se tenha como objetivo maior descrever o processo, alinhar o discurso para diferentes públicos e segmentos, além de mostrar que a resposta rápida aos questionamentos pode trazer alta credibilidade para as companhias que se aventuram no oceano digital. Comunicar é importante, mas se relacionar é ainda mais!
Quando se fala em viralização em mídias sociais, a primeira coisa que vem à cabeça do indíviduo é a utilização dos canais para expor um produto ou marca. Pare para pensar um instante: você se lembra de alguma ação viral que te impactou que não tivesse sido proposta por uma iniciativa comercial? Eu mesmo me lembro de no máximo uma ou duas.
Mas apesar do foco ser quase sempre business, ainda existe gente que utiliza a força das redes de relacionamento para tentar emplacar idéias, conceitos e influência em assuntos muito mais nobres. Como é o caso da campanha para incentivar a doação de órgãos, realizada pela Santa Casa de São Paulo. Através de um vídeo onde o ator principal é um simpático cão, a iniciativa tem como objetivo mostrar que quem doa um órgão continua “vivo”.
Até o momento um único link no YouTube já teve pouco mais de 164 mil visitas e incentivou vários outros usuários a postar algo semelhante sobre o tema. Lá mesmo, após uma rápida pesquisa, é possível verificar 468 vídeos com o mesmo tempo.
Assista agora ao vídeo produzido pela Y&R e veja se após assistí-lo não dá vontade de ser doador também.
É incrível tomar conhecimento de que é cada vez maior o número de empresas que utilizam as mídias sociais e a Blogosfera para ouvir o que o consumidor tem a falar, e assim decidir qual o caminho correto para o densenvolvimento e melhorias de produtos. Recentemente falei aqui da possibilidade de se ter um feedback muito rápido e preciso ao vasculhar o que se fala da marca na rede, e agora, um texto publicado pelo colunista David Berkowitz, do AdAge, reforça ainda mais o conceito, pois revela que a Ford tem feito avanços rápidos exatamente por escutar o que o internauta tem a dizer.
A coluna apresenta uma entrevista com Mark Fields, VP da companhia para a região das Américas, onde o executivo revela as importantes lições que a equipe tem tirado do que se posta na Internet. E vai além: em breve, os carros formarão mais uma mídia social, trocando informações de seus donos via tecnologia bluetooth.
Para ter acesso à entrevista completa, que foi feita durante a última CES, clique aqui.
O MySpace continua sendo imbatível quando se trata de abrigar campanhas de gente famosa que luta por qualquer que seja o tema. A da vez é uma iniciativa do casal Ashton Kutcher e Demi Moore, que decidiram fazer uma série de vídeos com estrelas do showbizz e anônimos, onde cada um faz uma promessa para melhorar o mundo.
A idéia é que cada um assuma um compromisso com… adivinha quem? Sim, Barack Obama, o presidente superstar! Na lista aparecem nomes como as atrizes Marisa Tomei, Luci Liu, Laura Linney e Eva Longoria, os cantores Antony Kieds e Sean P.”Diddy” Combs, entre outros.
Chamada de “The Presidential Pledge”, lá se encontra de tudo. Gente bancando miss e prometendo lutar pelo fim da fome na Africa, até outros que prometeram apagar a luz de cômodos e plantar árvores. Quer deixar sua contribuição? Para entrar na página da campanha, clique aqui.
Complementando aquilo que o Daniel escreveu aqui embaixo, acredito que vale fazer uma citação ao jornal que tem buscado estar bem próximo das mídias sociais, não só com seu portal, mas também com um espaço físico em sua edição impressa.
O “O Estado de S. Paulo”, ou carinhosamente “Estadão” publica, todo domingo, um caderno chamado “TV&Lazer”. Neste caderno há uma página dedicada à cobertura daquilo que faz sucesso nas mídias sociais, principalmente de vídeos. Não é muito bacana constatar que um meio de comunicação tradicional leva ao público ou então ratifica o sucesso das mídias sociais? Eu não deixo de ler o espaço em nenhum domingo…
Ok, lá vou eu de novo falar sobre sutileza em virais. Mas é que, como bom admirador da tática, não paro de procurar exemplos para colocar por aqui. A pergunta do post é: o que torna um vídeo viral bem-sucedido? O número de views? A ampla divulgação nas mídias sociais? Ou ser um vídeo lembrado sempre em conversas, chats, fóruns e afins?
Assisti agora um viral do Tic Tac, aquela balinha de menta que todo mundo gosta. Achei a idéia muito boa. O começo do vídeo é bacana, mas na primeira “cortada” da edição o encanto do viral se quebrou. Não sei para vocês, mas para mim, quando a “profissionalização” fica nítida o viral perde a graça. Poxa, a idéia é genial, a sutileza na exposição da marca é bem dosada, custava deixar rolar sem deixar claro “olha, isso é um viral, nós editamos, mexemos, produzimos e queremos que isso seja postado em todos os blogs”.
Acho que, na verdade, o viral bom, na minha opinião, é o viral despretensioso. Óbvio que é uma incoerência algo feito pra viralizar não querer ser popular. Não sei se me entenderam, mas pra mim, viral bom é aquele que não mostra ser viral. Doido não?