Redes sociais proibidas em internet pública
A prefeitura de São Paulo liberou hoje os dois primeiros pontos de internet wireless gratuito. Um fica na USP e outro no Centro Cultural Vergueiro. Iniciativa interessante e que democratiza a internet, mesmo que ela se restrinja a quem tem um PC ou notebook com placa de rede compatível.
Mas o que chama a atenção e me faz abordar o assunto é um detalhe que para muitos deve ter passado desapercebido. Quem acessar a rede não vai poder navegar em sites de pornografia, Orkut e MSN. A decisão me faz crer que para a prefeitura de São Paulo, responsável pelo projeto, uma rede social, um comunicador e “sites de conteúdo lascivo” se encontram no mesmo rol de inutilidades. Alguém precisa dizer aos “donos” da idéia que até mesmo o prefeito paulistano, Gilberto Kassab, se aproveitou do Orkut e outras redes sociais para ganhar votos.
O exemplo nos mostra quanto a sociedade brasileira esta despreparada para entender o poder positivo das redes sociais quando bem utilizadas.
A verdade é que a culpa por esse preconceito é do próprio usuário, que perdeu o controle e utilizou o Orkut nas horas mais inaproriadas quando do seu lançamento, tanto que outra redes, como o MySpace ou Facebook não sofrem do mesmo problema.
Educação e treinamento: estas são as palavras que devem nortear o caminho dos profissionais que pretendem atuar com web 2.0. É necessário quebrar paradigmas e mostrar que o Orkut vai além da pornografia.
Autor: danielfirstcom@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Tecnologia, web2.0 Tags: acessabilidade, censura, msn, orkut, usabilidade, wireless