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27/01/2009 - 11:54

Antes de entrar, bata na porta

Quero aproveitar que os assuntos abordados sobre web 2.0 ainda estão fervilhando (viva a Campus Party!), e voltar ao tema relacionamento com a rede, que abordei anteriormente aqui. Ainda em  cima da questão “aproximação”, coloco em discussão a maneira correta de efetuar o contato com blogueiros ou donos e moderadores de comunidades de redes sociais, que no jargão de mercado, chamamos de evangelizadores.

Assim como nos comportamos quando entramos pela primeira vez na casa de alguém, é necessário que o ato de se relacionar com esse target, se inicie por um processo prévio de imersão no conteúdo que este traz para a rede. Dentro da analogia, é como se você perguntasse ao amigo que lhes apresentaram, quais os gostos que ela tem e o que ela gosta, ou não, que façam.

Pouca gente se preocupa com tal detalhe, mas como estabelecer relacionamento se sequer houve uma pré-apresentação formal que dissesse: “fulano, este é ciclano. Ciclano, este é o fulano”?

Por isso defendo que qualquer ação focada em 2.0 seja embasada num mapeamento preciso do público-alvo da ação. Um dos maiores chamarizes e pontos que unem pessoas é o fato delas terem sintonia, seja no que elas pensam, ou no que elas fazem ou em como elas agem. Propor uma ação nesse segmento sem tomar o devido cuidado, sem fazer o dever de casa, pode trazer muito aborrecimentos e uma perda de credibilidade incrível.

Outro ponto é a questão que envolve a importância que se dá a cada um destes evangelizadores. Será que o blog que tem 500 mil acessos por dia é mais importante que o blog que não ultrapassa dez ou vinte acessos? Defendo que este é o principal motivo que faz da internet o fenômeno que ela é. Todo mundo pode influenciar, todo mundo pode contaminar outros com idéias e opiniões. Quanto à resposta para a pergunta, ela é simples: para nós que atuamos no universo 2.0, mais importante que acessos, é o relacionamento, e a percepção que cada um tem de você.

Autor: danielfirstcom@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Tecnologia, web2.0 Tags: , , , , , ,
14/01/2009 - 13:28

Relacionamento vai além de mimos

“Antes da estréia, Campus Party é alvejada por blogueiros”. Esta foi a manchete estampada na Folha Online (editoria Informática) de ontem. Como um estopim, logo a blogsfera toda estava falando acerca do tema, alguns defendendo a organização do evento e muitos criticando abertamente tudo e todos.

Sem tomar qualquer partido na discussão – até porque crise entre empresas e blogueiros já virou um clichê – a discussão que envolve os atores do momento desperta em mim um questionamento muito mais profundo: como se relacionar com essa gente que tem o seu veículo de comunicação “pessoal”?

Assim como tudo na vida, na blogsfera existem muitos patrulheiros. Para cada ação, sempre existe uma reação, e na maioria das vezes ela é sempre negativa. Quem não se lembra da recente discussão que tomou conta da rede tratando do tema “blogs de aluguel”?

O termo “estabelecer relacionamento” significa tratar bem o agente que se quer aproximar. Exemplificando: se um cara quisesse conquistar uma garota, o que faria ele? A convidaria para sair, providenciaria flores, seria galanteador e cavalheiro.

É exatamente o que muitas empresas tentam fazer com blogueiros. Oferecem mimos, facilidades, convites para viagens ou ofertas exclusivas. Seja por idealismo ou medo dos patrulheiros dos quais falamos acima, é comum obter uma reação exatamente contrária à intenção. No exemplo usado, seria como se a moça simplesmente desse um tapa na cara do homem que estava tentando lhe conquistar.

É necessário perceber que ações de relacionamento com blogueiros precisam ir além de simplesmente criar um viral bacana ou enviar um “brinde” colorido. É preciso mostrar que a opinião deles chega à corporação, e que ela toma atitudes, pois tudo que os membros da Blogsfera querem é ter a percepção de que eles estão ajudando a melhorar o mundo, por mais que isso também pareça um clichê.

No caso que me levou a escrever sobre o tema, os blogueiros ouvidos reclamavam basicamente de duas coisas: da falta de comprometimento dos organizadores da Campus Party em cumprir com o que fora prometido; e pelo fato de se ter aceitado uma empresa de telefonia como patrocinadora, mesmo sendo ela alvo de tantas reclamações de quem utiliza os serviços oferecidos para entre outras coisas navegar na internet. Portanto, se as reclamações tiverem embasamento, custava melhorar o serviço e cumprir com o prometido?

A discussão parece velha e desgastada, mas para um blog que tem como foco as mídias sociais, nunca é demais tocar no assunto. E você? O que pensa a respeito do relacionamento entre blogueiros e empresas? Deixe seu comentário e ajude a encontrar uma solução para o surrado, mas ainda pulsante tema.

Autor: danielfirstcom@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Tecnologia Tags: , , , , , , ,
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