22/01/2009 - 10:50
Por motivos profissionais não estou na Campus Party. Mas bem que gostaria. Não para ficar lá 24 horas por dia, “internado” como tantos outros, mas para pelo menos participar dos painéis e das palestras oferecidas. Numa delas, que tratou do “uso das mídias digitais na publicidade”, a principal conclusão foi a de que as empresas ainda não estão preparadas para lidar com o tema. Isso acontece principalmente porque muitas simplesmente não querem sequer imaginar que podem ouvir consumidores ou clientes falando mal delas.
Minha opinião é a de que quando falamos de ambiente 2.0, seja voltado à comunicação institucional, marketing, publicidade ou RP, nos deparamos com um verdadeiro oceano inexplorado. De um lado companhias ávidas por investir, mas pouco dispostas a ouvir, e de outro agências dos mais diferentes segmentos procurando oportunidades, mas sem saber ao certo a efetividade de cada ação.
A verdade é que passamos por um período de transformação e assim como houve com as revoluções industriais e a de serviços, que impulsionaram os negócios no século XX, é preciso se embrenhar no tal oceano e enfrentar os desafios que a Revolução da Informação apresentou a todos.
Quem sair primeiro, se posicionar, criar, inovar, desenvolver, sobreviverá e se transformará em referência para quem vier depois, logo, me parece óbvia a necessidade de se fazer diferente. Já na outra ponta do relacionamento (companhias) é preciso decidir que mesmo que a água pareça turva e agitada demais, é necessário atirar-se nela e dar as primeiras braçadas, pois como piscina gelada: “depois de alguns segundos, passa”.
Muitos (para não dizer todos) ainda se prendem à discussão de quem deve ser o pai da criança. Se a agência digital, a de publicidade, a de relações públicas ou nenhuma delas. Defendo que é necessário haver um movimento global em direção ao relacionamento 2.0, independetemente de quem tomará a decisão de fazê-lo. A união de várias expertises trará a solução para essa briga.
Portanto, vamos todos pegar a bóia agora e nos atirar neste “marzão” sem fim!
Autor: danielfirstcom@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Tecnologia
Tags: 2.0, agências, campus party, mídia, relacionamento, revolução, rp2.0, transformação
21/01/2009 - 00:07
Pronto, Barack Obama é o dono do pepino internacional. Como presidente dos Estados Unidos – o 44° eleito – terá a missão de demonstrar na prática tudo aquilo que pregou na campanha mais revolucionária da história.
Ninguém nunca tirou tanto proveito das mídias sociais e com certeza o exemplo será amplamente aplicado. Entre tantos números, posso exemplificar o sucesso da estratégia quando se percebe que Obama conquistou nada menos do que 68% dos votos totais de jovens com menos de trinta anos.
Mas como será que a estratégia adotada lá poderia ser replicada aqui no Brasil, por nossos políticos? O brasileiro estaria preparado para interagir com candidatos e partidos através de redes de relacionamento?
Antes de tudo é preciso dizer que a lei eleitoral brasileira é extremamente rígida quanto à utlização da internet e da propaganda. Eis o primeiro obstáculo para que isso dê certo e um óbvio erro, já que vai na contramão da tendência mundial.
Um dos primeiros políticos a interagir positivamente com a Rede foi Gilberto Kassab, que concorreu à prefeitura de São Paulo ano passado. Mas muito mais do que uma campanha 2.0, o representante do DEM se aproveitava da sua capacidade de produzir buzz a partir de atitudes intepestivas, “sinceras” e muitas vezes até meio loucas.
Mas se não é possível fazer campanha, o político deveria usar as mídias sociais ao menos para prestar contas. Por que Lula não escreve um blog? Por que o senado brasileiro não abre seu site para ouvir os eleitores?
A verdade é que os mais tradicionais utilizam o velho discurso de que o Brasil é um país de excluidos digitais e simplesmente ignoram que a internet brasileira cresce em ritmo acelerado.
Senhores políticos: vamos parar de onda. Vamos parar de transmitir o Café com o Presidente pelo rádio e transformá-lo num videoblog. O futuro está aí. Basta escolher o lado do monitor que vocês querem se colocar.
Autor: danielfirstcom@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Tecnologia
Tags: 2.0, barack, kassab, mídia, obama, política, redes de relacionamento, viral, viralização
20/01/2009 - 15:30
Acabo de ler a matéria sobre a participação do Tim Berners-Lee (criador do www) no Campus Party. De um certo modo, fiquei empolgado, de outro, me frustrei. Segundo ele, o 2.0 é frustrante pois limita o “caminho” de informações. E que um sistema 3.0 deve suprir essa frustração.
(Ok, quando a gente pensa que tem um carrão na mão, vem o cara que sabe tudo e diz que o carro não é tudo isso que você imagina?)
Pensando emocionalmente, fica então a expectativa para que a web 3.0 chegue. Racionalmente, cabe a análise que de as mídias sociais ainda estão em efervescência, sem ter chegado ao ponto máximo da coisa. ”O usuário precisa ter mais controle na internet. A web 2.0 é frustrante porque não é possível usar a vasta quantidade de informações do sistema”, disse o pai da World Wide Web. Imaginem a capacidade de capilarização das mídias sociais aliada ao controle amplo das informações que trafegam na rede?
Empolgação ou frustração? Acho que estou mais do lado da empolgação. Trabalhar com mídias sociais realmente demanda um controle maior do fluxo e essa evolução seria a “cereja do bolo”. Onde vai parar esse carro?
Autor: brulastrucci@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
Tags: 2.0, 3.0, campus party, fluxo, informações, mídias sociais, www