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Arquivo da Categoria web2.0

29/01/2009 - 13:07

Redes sociais proibidas em internet pública

A prefeitura de São Paulo liberou hoje os dois primeiros pontos de internet wireless gratuito. Um fica na USP e outro no Centro Cultural Vergueiro. Iniciativa interessante e que democratiza a internet, mesmo que ela se restrinja a quem tem um PC ou notebook com placa de rede compatível.

Mas o que chama a atenção e me faz abordar o assunto é um detalhe que para muitos deve ter passado desapercebido. Quem acessar a rede não vai poder navegar em sites de pornografia, Orkut e MSN. A decisão me faz crer que para a prefeitura de São Paulo, responsável pelo projeto, uma rede social, um comunicador e “sites de conteúdo lascivo” se encontram no mesmo rol de inutilidades. Alguém precisa dizer aos “donos” da idéia que até mesmo o prefeito paulistano, Gilberto Kassab, se aproveitou do Orkut e outras redes sociais para ganhar votos.

O exemplo nos mostra quanto a sociedade brasileira esta despreparada para entender o poder positivo das redes sociais quando bem utilizadas.

A verdade é que a culpa por esse preconceito é do próprio usuário, que perdeu o controle e utilizou o Orkut nas horas mais inaproriadas quando do seu lançamento, tanto que outra redes, como o MySpace ou Facebook não sofrem do mesmo problema.

Educação e treinamento: estas são as palavras que devem nortear o caminho dos profissionais que pretendem atuar com web 2.0. É necessário quebrar paradigmas e mostrar que o Orkut vai além da pornografia.

Autor: danielfirstcom@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Tecnologia, web2.0 Tags: , , , , ,
27/01/2009 - 11:54

Antes de entrar, bata na porta

Quero aproveitar que os assuntos abordados sobre web 2.0 ainda estão fervilhando (viva a Campus Party!), e voltar ao tema relacionamento com a rede, que abordei anteriormente aqui. Ainda em  cima da questão “aproximação”, coloco em discussão a maneira correta de efetuar o contato com blogueiros ou donos e moderadores de comunidades de redes sociais, que no jargão de mercado, chamamos de evangelizadores.

Assim como nos comportamos quando entramos pela primeira vez na casa de alguém, é necessário que o ato de se relacionar com esse target, se inicie por um processo prévio de imersão no conteúdo que este traz para a rede. Dentro da analogia, é como se você perguntasse ao amigo que lhes apresentaram, quais os gostos que ela tem e o que ela gosta, ou não, que façam.

Pouca gente se preocupa com tal detalhe, mas como estabelecer relacionamento se sequer houve uma pré-apresentação formal que dissesse: “fulano, este é ciclano. Ciclano, este é o fulano”?

Por isso defendo que qualquer ação focada em 2.0 seja embasada num mapeamento preciso do público-alvo da ação. Um dos maiores chamarizes e pontos que unem pessoas é o fato delas terem sintonia, seja no que elas pensam, ou no que elas fazem ou em como elas agem. Propor uma ação nesse segmento sem tomar o devido cuidado, sem fazer o dever de casa, pode trazer muito aborrecimentos e uma perda de credibilidade incrível.

Outro ponto é a questão que envolve a importância que se dá a cada um destes evangelizadores. Será que o blog que tem 500 mil acessos por dia é mais importante que o blog que não ultrapassa dez ou vinte acessos? Defendo que este é o principal motivo que faz da internet o fenômeno que ela é. Todo mundo pode influenciar, todo mundo pode contaminar outros com idéias e opiniões. Quanto à resposta para a pergunta, ela é simples: para nós que atuamos no universo 2.0, mais importante que acessos, é o relacionamento, e a percepção que cada um tem de você.

Autor: danielfirstcom@ig.com.br - Categoria(s): Notícias, Pessoal, Tecnologia, web2.0 Tags: , , , , , ,
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