22/10/2009 - 11:41
E assim foi até março de 2005.
O primo do meu marido pediu a casa.
Como já comentei a casa era alugada e, não entendemos o porque de ele ter pedido a casa sob a alegação de querer vender a casa.
Tentamos negociar, pagamos aumento de aluguel, fizemos proposta de compra e nada. IrredutÃvel.
Esta lenga-lenga foi até agosto de 2005.
No princÃpio de agosto recebemos a visita de um advogado. Visita esta que tinha simplesmente a função de notificar que ele havia entrado na justiça para reaver o imóvel por quebra de acordo.
Mas que quebra de acordo? Não entendemos nada. E também não pudemos fazer nada.
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18/10/2009 - 19:25
No final da tarde chamei a vizinha do lado para cantar parabéns, sabem a resposta? Não poderia ir. sem mais explicações. Cantamos parabéns. Dividi a comida que não dava para congelar e congelei o que podia ser congelado. Por dentro uma dor e uma tristeza, como jamais pensei ter sentido na minha vida. Mas engoli. Jurei para mim mesma que aquela gentinha, que continuava criticando meus gatos, que haviam feito a desfeita de não aparecer na festa da minha filha, e que viviam pedindo minhas coisas emprestado, não pisariam mais em minha casa. Não importaria mais a consideração, o respeito, nada, não pisariam mais na minha casa e pronto.
E o tempo passou, lá por volta de junho de 2003, a louca tornou a aparecer.
Mas como eu estava escaldada, não entrou mais em casa, recebia no terraço.
Duas ou três vezes. E depois tornou a sumir. Ficamos no sossego, dentro de casa, pois cada vez que saÃamos tinha alguma novidade. Ou era sobre os gatos ou sobre a casa, ou sobre o emprego de meu marido. Enfim, as mesmas fofocas de sempre.
E assim foi até março de 2005.
O primo do meu marido pediu a casa.
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16/09/2009 - 12:39
20º CapÃtulo
Desta vez em dezembro ela não apareceu, mas cada vez que meu marido saia, encontrava com ela, e tinha alguma queixa, ou tristeza, ou saudade, ou qualquer coisa que ela inventasse para parar com ele e ficar falando aos coxixos. Coisa que as carolas adoravam. E já corria pela cidade que meu marido tinha um caso com ela, e como são minhas amigas vieram me contar. O que elas não sabiam é que ele me contava tudo e já havia me previnido. Inclusive o fato de permitir que fizesse seu ouvido de pinico era em consideração à velha e boa união da famÃlia. Pois todos sabiam que se tratava de uma louca, mal amada.
Mesmo sendo pela consideração, incomodava e muito. Nisto chegou o aniversário de minha pequena, 1 aninho. Preparei a maior festa, com tudo que ela tinha direito, contratei palhaços, brincadeiras mil, aluguei brinquedos para a criançada, pois a festa começaria na hora do almoço com um churrasco. Distribui cerca de 200 convites. Seria um festão. No dia aconteceu algo que em toda a história da cidade não se tinha notÃcias. Não apareceu ninguém…
Ninguém… Só eu, meu marido, e a aniversariante, e os contratados é lógico. As horas passaram, os palhaços brincaram com minha filha, fizemos churrasco…
No final da tarde chamei a vizinha do lado para cantar parabéns, sabem a resposta? Não poderia ir. sem mais explicações. Cantamos parabéns. Dividi a comida que não dava para congelar e congelei o que podia ser congelado. Por dentro uma dor e uma tristeza, como jamais pensei ter sentido na minha vida. Mas engoli. Jurei para mim mesma que aquela gentinha, que continuava criticando meus gatos, que haviam feito a disfeita de não aparecer na festa da minha filha, e que viviam pedindo minhas coisas emprestado, não pisariam mais em minha casa. Não importaria mais a consideração, o respeito, nada, não pisariam mais na minha casa e pronto.
Até depois…
Â
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31/08/2009 - 16:40
19º CapÃtulo
Saiu, batendo os pés e resmungando para meu marido: tá vendo ela me pois pra fora, não tem sentido de famÃlia, onde já se viu fazer isto, justo com a gente, sempre fomos tão unidos…
É, mas união de famÃlia não significa que meu marido tenha que ser coletivo, e suprir a vontade que ela tem.
Este não foi o problema maior, na confusão esquecemos o rebento, que depois, só depois, muito depois, resolveu sair da frente da televisão e dar o ar da graça perguntando pela mamãe. Como ficamos no quintal, nos assustamos. E meu marido mais uma vez foi o salvador da pátria e foi “devolver” o entulho. Parece pecado falar assim de uma criança que na época tinha somente 6 anos, mas esta conseguia, muitas vezes, ser pior que a mãe. E no meu estado psicológico não tinha mais paciência para contornar nada.
E o tempo passou novamente, outubro…, novembro…, dezembro…, e finalmente chegou janeiro.
Desta vez em dezembro ela não apareceu, mas cada vez que meu marido saia, encontrava com ela, e tinha alguma queixa, ou tristeza, ou saudade, ou qualquer coisa que ela inventasse para parar com ele e ficar falando aos coxixos. Coisa que as carolas adoravam. E já corria pela cidade que meu marido tinha um caso com ela, e como são minhas amigas vieram me contar. O que elas não sabiam é que ele me contava tudo e já havia me previnido. Inclusive o fato de permitir que fizesse seu ouvido de pinico era em consideração à velha e boa união da famÃlia. Pois todos sabiam que se tratava de uma louca, mal amada.
E tudo isto porque o verdadeiro inferno ainda não começou…
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17/08/2009 - 23:39
18º CapÃtulo
Lá pelos idos de março a louca resolve aparecer. Siiiim, como se não tivesse acontecido nada. Ela e o rebento, para conhecer a priminha, que ela só ouvira falar, então resolveu conhecer.
Apareceu a margarida (nada contra a flor, só força de expressão), mas apareceu, e me deixou doida. Todos os dias, sabe aquela música, Começar de novo… pois é, mas só que de uma maneira tão esdrúchula. Imaginem só, eu com um bebê, recém nascido, marinheira de primeira viagem, para amamentar, saÃda de uma gravidez de alto risco, uma casa enorme para cuidar, e a novela “A louca ataca novamente”, prestes a começar. E começou.
Os meses passando, e eu definhando entre casa, mamadas, noites acordadas, e cafezinhos com bolinhos de chuva para a Madame Louca. Sim, segundo alguns membros do clã. tinha-se a obrigação destes detalhes, que nunca foram feitos para mim, e sim só por mim. Até que eu estourei.
Foi lá por volta de setembro de 2003, estava tomando sol no quintal, com minha linda, quando a louca chegou, não gostei. Entrou sem bater, e me assustou. Chorando aos prantos, tinha brigado com mamãe, querendo que eu saÃsse do meu doce fazer nada, para escutar a mesma velha ladainha. Me recusei. Ela se ofendeu. Meu marido não estava em casa. Fiquei com medo. Resolvi enfrentar a fera louca. Dar-lhe uma anti-rábica genérica, é claro (não ia gastar bom vocabulário com cadela louca). Entrei e disse: Podem sair, está um sol lindo, e eu, a dona da casa, lá fora, e vocês, as visitas, aqui dentro, não está certo. Chorou, gritou, mas saiu. Notem, só ela saiu.
Antes eu não a tivesse vacinado. Senta-se ao meu lado e despeja: O que você fez? Que meu amado primo não te larga. Você não presta para ele. E eu estou apaixonada por ele. Porque você não pega sua filha, suas coisas e vai embora. Esta casa tem que ser minha, sua vida tem que ser minha.
Fique assustada, juro. Nunca senti tanto medo. Tinha o olhar vidrado. Parecia hidrófoba. Neste instante meu marido chegou. Interessante a coisa mudou (da parte dela pelo menos), mas para mim já não adiantava mais. Pedi educadamente (o maior sacrifÃcio da minha vida) que ela se retirasse e nunca mais voltasse, nem me dirigisse a palavra.
Saiu, batendo os pés e resmungando para meu marido: tá vendo ela me pois pra fora, não tem sentido de famÃlia, onde já se viu fazer isto justo com a gente, sempre fomos tão unidos…
Fica prá depois.
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08/08/2009 - 14:39
17º CapÃtulo
E a amamentação então? No peito é claro, graças a Deus tinha muito leite, e pude amamentar tranquilamente, até tirava um pouco do leite para outras crianças. Este é o sentido da vida.
Desculpem tenho que parar me emociono só de lembrar.
Acho que todas as mulheres deveriam passar por esta esperiência, mas tem algumas que acham que vai doer, que engorda, enfim mitos e preconceitos.
Mas vamos lá. Como foi uma gravidez de alto risco, eu me poupava para continuar cuidando de minha filhota sem ter maiores problemas.
Dai (mais ou menos uma semana depois do nascimento dela), avisei toda a famÃlia e amigos, que tÃnhamos crescido. E a caçulinha era a minha. Pra quê?… foi a maior confusão.
Vocês imaginam que tinha gente dizendo que eu não poderia ter engravidado sem avisar. Que eu deveria ter tirado. Que eu tinha traÃdo meu marido. É, até isto eu escutei. Mas como sou carne de pescoço, fiz ouvidos mocos. Cumpri o que eu achava ser uma obrigação, hoje sei que não era, mas avisei todo mundo.
Lá pelos idos de março a louca resolve aparecer. Siiiim, como se não tivesse acontecido nada. Ela e o rebento, para conhecer a priminha, que ela só ouvira falar, então resolveu conhecer.
Até o próximo.
Â
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03/08/2009 - 12:05
16º CapÃtulo
Meu marido recusou, e dai começaram as discussões, eu apesar de quieta, era sempre o motivo, ninguém quis saber que meu marido não queria mais aproximações. Só aquelas visitinhas bobas, e já estava de bom tamanho. Isto durou até quase meia noite, e quando consegui que eles saÃsem, só ai pude terminar de arrumar a ceia.
Mas tivemos uma passagem de ano relativamente tranquila.
Eu a cada dia mais devagar, até que chegou o dia 6 de janeiro de 2003. Aaah que correria, doi aqui, espreme ali, doi lá, enfim começaram as contrações. Duas ou três horas nesta lenga lenga, e minha filhota nasceu. que felicidade. Que linda, carinha de joelho (não é excessão, todos na hora em que nascem tem cara de joelho), 3, 200g, cabeluda. Uma felicidade só. Como tive parto pélvico (para quem não sabe a criança nasce sentada, pelo bumbum) fiquei 2 dias no hospital. Mas depois tudo bem. Que alegria.
É uma nova luz na vida da gente. Que coisa mais sublime a maternidade. Parto Normal, na minha opinião o verdadeiro ato de ser mãe. Nada se compara a esta sensação. E a satisfação de mostrar para o médico que queria que eu abortasse então… Que coisa maravilhosa, eu meio cansada, não nego, mais do que o que seria normal, mas ela gritava a plenos pulmões, saudável.
E a amamentação então? No peito é claro, graças a Deus tinha muito leite, e pude amamentar tranquilamente, até tirava um pouco do leite para outras crianças. Este é o sentido da vida.
Desculpem tenho que parar me emociono só de lembrar.
Â
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22/07/2009 - 11:46
15º CapÃtulo
Nisto meu marido entrou, e já estava sabendo de tudo (tinha ouvido da outra sala), e pediu para que ela se retirasse, pois eu não estava bem, que não fizesse conta. E muito convenientemente ela foi e esqueceu a filha, mas meu marido solidariamente, foi entregar o rebento para ela.
Ao retornar, conversando com meu marido, perguntei se ela era realmente louca, mal-amada, mal comida ou o quê? Pois entrar no banheiro com ele tomando banho, era o fim da picada.
Meu marido acalmou os ânimos, e disse que ela não voltaria mais, até porque eu não podia passar todo este nervoso.
Assim passamos o natal, tranquilamente, apesar das visitas esporádicas da corja, um casal por vez, interessante (creio que fato para estudos psquiátricos), se amam tanto, mas nunca se juntam, quando isto acontece até tapa sai. Que amor maravilhoso…
Bem, passamos o natal, e chegou o ano novo, no dia 31/2002, por volta das 22:00, quem aparece para uma visitinha de felicitações???? Quem???? A louca, e seu rebento. Ao adentrar na cozinha o que acontece? A panela de pressão explode!!!! é simplesmente isto ela entra e fala fazendo a ceia, e a panela explode. Brincadeira, não é? Mas tiramos de letra e delicadamente, sem ironias, dispensamos a visita e achamos que terÃamos um ano novo tranquilo.
A tÃtulo de esclarecimento, sou gordinha, então ninguém percebeu minha gravidez, uma vez que eu não podia engordar mais…
Mas, como era de prache para quebrar o sossego, por volta de 23hs apareceu toda a corja, para que fossemos passar o ano com eles.
Meu marido recusou, e dai começaram as discussões, eu apesar de quieta, era sempre o motivo, ninguém quis saber que meu marido não queria mais aproximações. Só aquelas visitinhas bobas, e já estava de bom tamanho. Isto durou até quase meia noite, e quando consegui que eles saÃsem, só ai pude terminar de arrumar a ceia.
Mas tivemos uma passagem de ano relativamente tranquila.
Bom até a próxima prometo que vou melhorar e escrever regularmente. Porque os 23 meses e 3 dias no inferno ainda não começaram. Isto só precedeu e desencadeou tudo.
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12/07/2009 - 21:44
14º CapÃtulo
Uma casa tão grande e eu fui escolher justamente o quarto preferido da filha dela para trancar. O que eu estava pensando? É este o tipo de coisas que eu escutava e, geralmente, quando “o primo” não estava em casa. E meu marido ficava muito nervoso quando eu contava e eu passava mal com o nervoso dele. Era um cÃrculo vicioso.
Mas no final de novembro, resolvi por minha conta dar um basta. Meu marido estaria uns dias em casa, então aproveitei, por que na presença dele nem desculpas para a famÃlia ela teria.
Durante o mes de novembro, todos que iam à minha casa quando ela estava presente, fato que era uma constante, a louca dava um jeito de falar e mostrar que oo quarto estava trancado, fazendo insinuações, e algumas vezes até dizendo que havia esquecido um sei lá o que no quarto, insistindo para que eu destrancasse a porta e, ela fazia isto na presença de visitas para me constranger, mas ela de fato não me conhece, eu não abria, e ainda fazia ceninha, o que tornava a situação complicada para ela.
Mas no final de novembro, como já disse, ela extrapolou, e eu aproveitei. Meu marido estava no banho e eu fazendo trico, quando ela fingindo ter um piripaque (pela falta das bolas que ela tomava), disse queu precisava ir ao banheiro, ora pode ir, achando que eu não havia percebido sua intenção. Foi e voltou, passou mal e se sujou toda, por conta da demora, e ainda quiz achar ruim quandoo peguei panos balde e tudo o mais para que limpasse sua sujeira.
E resmungando porque a porta do meu banheiro estava trancada (da suite do meu quarto, com meu marido tomando banho), ela só ia fazer xixi, e ele estaria no banho com o box fechado, como ela era humilhada, ela não se sentia bemm usando os outros banheiros da casa, ainda mais sozinha…
Levantei do sofá, peguei as coisas de limpeza de sua mão, não deixei ela usar banheiro nenhum nem para se trocar, e pedi para ela ir embora, pois eu estava indisposta, e com o saco cheio de chiliques, e estrimiliques.
Nisto meu marido entrou, e já estava sabendo de tudo (tinha ouvido da outra sala), e pediu para que ela se retirasse, pois eu não estava bem, que não fizesse conta. E muito convenientemente ela foi e esqueceu a filha, mas meu marido solidariamente, foi entregar o rebento para ela.
Até o próximo
P.S. Desculpem a parada, mas não estou muito bem de saúde, e de vez em quando dou uma parada.
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28/06/2009 - 13:42
13º CapÃtulo
Não brigaram, pelo menos na minha casa, nem discutiram. E na madrugada de segunda foram embora.
E não esqueçam, a louca não apareceu o final de semana todinho, eu pedi, mas duvidei que seria atendida, mas outro milagre aconteceu: Aaaleluia! Aaaaleluia!!!
Mas a segunda-feira prometia e muito. Por volta da hora do almoço, chega a louca e seu rebento, e chora e reclama e resmunga, tudo porque eu tive a ousadia de pedir para ela não comparecer no final de semana e assim não conhecer pessoalmente o jericão.
Mas os dias passaram, e eu e meu marido sempre ignorando, inventando modas e desculpas para que ela não dormisse em casa, e não saber que eu constantemente tinha que ir para o hospital para exames e pré-natal, e todo o mais, o enxoval, brinquedinhos e coisinhas de bebe, que comprávamos na cidade vizinha, eram escondidos.
Até que no final de novembro ela resolveu por as manguinhas de fora e começou a me “ensinar” como cuidar da casa e das coisas, novamente, com questões de decoração, porque eu havia desalojado a filha dela pra começar a arrumar o quarto da minha, e tranquei o quarto para que ela não visse. Este foi o estopim.
Uma casa tão grande e eu fui escolher justamente o quarto preferido da filha dela para trancar. O que eu estava pensando? É este o tipo de coisas que eu escutava e, geralmente, quando “o primo” não estava em casa. E meu marido ficava muito nervoso quando eu contava e eu passava mal.
Até o próximo
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