AVISOS, SUGESTÕES E SOLICITAÇÕES
O coordenador doou algumas Revistas Piauí. A própria direção da revista doou os números que faltavam, completando a coleção, desde o seu lançamento, em outubro/2006 até setembro/2008. Exatos dois anos – do número 1 ao 24.
Os assuntos reportados pela revista são de interesse permanente e os textos de leitura agradável e interessante. Como a coleção encontra-se completíssima e atualizada, seria oportuno que os leitores que adquirem, ao longo do tempo os números futuros, no lugar de seu descarte para o “lixo” ou mesmo “guardar em casa”, doassem à biblioteca para manter sempre atualizado a coleção da revista.
Em pesquisa sumária junto aos servidores da Comlurb, catadores e empresas de recicláveis, observou o coordenador a presença de livros, revistas, mapas e uma série de outras mídias que bem poderiam ser destinadas às bibliotecas, cumprindo assim, um certo dever de preservação ambiental pela diminuição do volume do lixo a ser coletado e despejado nos aterros sanitários e, o mais importante, compartilhar com a comunidade a leitura dessas obras.
O coordenador está separando os números que possui da Revista Seleções de Reader’s Digest, para compor o acervo da biblioteca e compartilhar com a comunidade sua leitura, que também se reporta a matérias de interesse permanente, leitura agradável, formato prático – quase de bolso e, textos condensados, permitindo leitura em horários apertados, como o do almoço e o do transporte, por exemplo, resolvendo muita vez, a questão da falta de tempo x vontade de ler.
Na hipótese de descarte dessas revistas, a biblioteca agradece sua doação, sendo para completar a coleção ou aumentar as quantidades de exemplares de cada qual das revistas, por alargar as possibilidades de atendimento aos leitores de uma mesma revista.
Releva notar que o crescimento do acervo, a forma eclética e diversificada é uma determinante do acervo futuro, que se espera contemplar aos mais diversos ramos do conhecimento humano. Até o momento as mídias, embora concentradas nos livros, se fazem presentes também, na forma de CD’s, DVD’s, partituras musicais, mapas, revistas e até cartazes, embora estes para uso exclusivo da biblioteca, em eventos, de acordo com o tema (cartazes de peças teatrais, musicais, de artes visuais, etc.)
Em outras palavras, o crescimento sempre será uma dependência de doações ou trocas, como já ocorreu com o livro “ Tv Tupi, que foi trocado pelo livro “Terras Realengas”. Uma Ong possuía vários exemplares repetidos e nossa biblioteca também. A troca acrescentou uma obra para as duas bibliotecas, em proveito geral.
Em atendimento ao nosso pedido a FUNARTE ofereceu e já está em processamento, a doação de discos de vinil, na forma de LPs, compactos simples e duplos e 78 rotações. Embora antiquados, estas mídias, muita vez, são as únicas para determinadas execuções musicais antigas e desconhecidas do público atual, mas necessário para certos eventos de época, como teatro, estudos de arranjos, orquestrações e outros.
Por isso, a biblioteca anuncia que está aberta para doações desses discos, bem como de equipamentos apropriados para a sua execução e, por certo, a interatividade entre os doadores e o público em geral, para ouvir e/ou incluir em eventos em que os produtores deles necessitem.
A biblioteca ainda não possui sede, mas é simples questão de tempo. Convém aos ambientes das bibliotecas e, ainda mais quando se pretende prestigiar às artes de um modo geral, a exposição permanente de obras de arte – pintura, esculturas e outras.
Não dispondo de recursos financeiros e, desse modo carecendo de doações, exsurge a possibilidade de “encomenda” de obras de artes, para compra por leitores, mas seu empréstimo à biblioteca, por certo período de tempo. Pode também, os artistas colocarem em exposição e/ou venda, suas obras dentro das instalações da biblioteca, por se afigurar os interesses múltiplos entre os três elementos envolvidos: o público, o artista e a biblioteca.
Do mesmo modo, a biblioteca pode se constituir em “mostruário” de livros de autores da própria comunidade ou não, de acordo com as circunstâncias e ainda, como referência para a divulgação e difusão de eventos culturais.
Dia desses, assisti pela TV Brasil, a duas importantes iniciativas na área da educação pública. Um professor de um lugarejo do interior da Bahia, insatisfeito com a falta de êxito dos alunos do ensino médio nos vestibulares, resolveu colaborar instituindo um “curso preparatório” gravado em DVD.
No princípio tratou exclusivamente de sua matéria – matemática exibindo seu trabalho, também exclusivamente em sua escola. O sucesso acabou motivando uma emissora de TV local e veicular seu curso. Novo sucesso. Sua meta foi atingida em décuplo de êxito. Foi montada uma equipe que incluiu no bojo do curso todas as matérias com grande aproveitamento pelos alunos de sua escola e de tantas outras.
Em outra oportunidade, ouvi já no final do programa, uma outra experiência. Um professor, também de matemática, não sei de onde, tinha em sua turma alunos muito atrasados, com os quais ele gastava muito tempo e pouco proveito o que acabava prejudicando os demais alunos e o cumprimento de sua pauta de matérias do semestre letivo.
A solução encontrada foi parecida e incluía, no mínimo, 40 minutos diários de estudos, entre assistir aos DVDs, ler as apostilas e praticar com exercícios. Em seis meses a turma se equiparou em aproveitamento. Ele disse que no momento, pensa em preparar todas as suas aulas e entregar às turmas do semestre seguinte, para que, no inicio das aulas os alunos já possuam certa familiaridade com as matérias, de tal modo que, no lugar das anotações etc, suas aulas sejam debates sobre elas.
O que chamou a atenção foi sua consideração de “arcaico” quanto ao modo de ensino atual que, mesmo diante de tantas facilidades midiáticas, se continua no uso antiquado e único do quadro, do giz, como se não existisse CDs, DVDs e outros recursos.
Ele disse que ninguém aprovara seu projeto supondo a falta de computadores, mas bastou aprontar-se o primeiro DVD, que os computadores apareceram de todos os lados.
Cá pra nós. Já pensou se algum professor ou autoridade educacional levasse em conta estas experiências e gravasse matrizes de DVDs para todas as matérias do ensino fundamental e médio e distribuísse tanto para cada qual dos quase 6.000 municípios brasileiros, com autorização expressa para reprodução por cópia, por qualquer pessoa, será que a média desses alunos permaneceria por volta de 4 ou subiria de patamar?
A maioria desses alunos com pouco aproveitamento escolar, talvez, num campeonato-de videogame-surpresa, ganhe até de um engenheiro. Você duvida?
Colocada esta tese em pauta, indaga-se sobre a existência dessas mídias pedagógicas e sua disponibilidade para doação a nossa biblioteca.
Muito obrigado
Gilberto José Muniz
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