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31/01/2009 - 23:09

Sarney reclama a Dilma de interferência do Planalto

DO BLOG DO JOSIAS / FOLHA DE S. PAULO

 

Os operadores do PMDB esforçam-se para passar a idéia de que a migração do PSDB para as fileiras inimigas do PT não tirou o sono de José Sarney.

 

Não é bem assim. A movimentação de Sarney denuncia um quê de preocupação.

 

Na noite passada, o candidato telefonou para Dilma Rousseff.

 

Queixou-se, em timbre acerbo, de um suposto movimento do chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, em favor da candidatura rival de Tião Viana.

 

Um aliado de Sarney contou ao blog que o senador detectou sinais de que Carvalho estaria cabalando votos para o amigo petista.

 

Algo que, no dizer de Sarney, caracterizaria uma “traição” do Planalto a ele. Segundo apurou o repórter, Dilma repassou a queixa adiante.

 

Em conversa com Gilberto Carvalho, a chefe da Casa Civil relatou o que ouvira de Sarney. E ficou nisso, por ora.

 

Na véspera, Carvalho recebera em seu gabinete um “emissário” de Sarney: o senador Gim Argello (DF), líder do PTB.

 

Argello entregara ao auxiliar de Lula a pauta de exigências elaborada pelo tucanato. “Veja o que o Tião assinou para o PSDB e que o Sarney se recusou a assinar”, disse.

 

Pediu que o texto do PSDB fosse levado ao conhecimento de Lula.

 

Neste sábado, como que a desdenhar da revoada tucana, Sarney disse que, na guerra do Senado, valoriza mais o corpo-a-corpo do que o apoio institucional de partidos.

 

“Não conto com partidos. O Senado tem uma característica, que é a convivência dentro da Casa…”

 

“…De maneira que todos sabem julgar as pessoas e os partidos são secundários neste momento de decisão”.

Autor: gerd_klotz@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:


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