Sarney reclama a Dilma de interferência do Planalto
DO BLOG DO JOSIAS / FOLHA DE S. PAULO
Os operadores do PMDB esforçam-se para passar a idéia de que a migração do PSDB para as fileiras inimigas do PT não tirou o sono de José Sarney.
Não é bem assim. A movimentação de Sarney denuncia um quê de preocupação.
Na noite passada, o candidato telefonou para Dilma Rousseff.
Queixou-se, em timbre acerbo, de um suposto movimento do chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, em favor da candidatura rival de Tião Viana.
Um aliado de Sarney contou ao blog que o senador detectou sinais de que Carvalho estaria cabalando votos para o amigo petista.
Algo que, no dizer de Sarney, caracterizaria uma “traição” do Planalto a ele. Segundo apurou o repórter, Dilma repassou a queixa adiante.
Em conversa com Gilberto Carvalho, a chefe da Casa Civil relatou o que ouvira de Sarney. E ficou nisso, por ora.
Na véspera, Carvalho recebera em seu gabinete um “emissário” de Sarney: o senador Gim Argello (DF), líder do PTB.
Argello entregara ao auxiliar de Lula a pauta de exigências elaborada pelo tucanato. “Veja o que o Tião assinou para o PSDB e que o Sarney se recusou a assinar”, disse.
Pediu que o texto do PSDB fosse levado ao conhecimento de Lula.
Neste sábado, como que a desdenhar da revoada tucana, Sarney disse que, na guerra do Senado, valoriza mais o corpo-a-corpo do que o apoio institucional de partidos.
“Não conto com partidos. O Senado tem uma característica, que é a convivência dentro da Casa…”
“…De maneira que todos sabem julgar as pessoas e os partidos são secundários neste momento de decisão”.
Autor: gerd_klotz@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags: