Atingidos pela chuva no Rio Grande do Sul já são 76 mil; 12 morrem
Bah, mas está feia a coisa no Rio Grande tchê!
Nós que passamos por situação semelhante há poucos meses, sabemos o que é.
A solidariedade que recebemos de todo o país, inclusive de nossos irmãos dos pampas, devemos retribuir agora.
Não sei como, mas quem sabe, devolvendo um pouco do que está sobrando aqui?
DEU NA FOLHA ONLINE
Subiu para 76.016 o número de atingidos pelas chuvas e inundações que castigam o Estado do Rio Grande do Sul desde a noite de quarta-feira (28). A Defesa Civil contabiliza também 12 mortos.
Do total de pessoas atingidas, 3.727 tiveram de deixar suas casas devido às chuvas. São 2.674 desalojados –foram para casa de parentes ou amigos– e outros 1.053 desabrigados, encaminhados para abrigos públicos.
Na manhã deste sábado os bombeiros encontraram o corpo de uma vítima no município do Capão do Leão, na região de Pelotas.
| Paula Fiori/Casa Civil / Palácio Piratini |
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| Equipes da Defesa Civil do Rio Grande do Sul sobrevoam áreas atingidas pelas chuvas; 12 morreram e 4 estão desaparecidos |
O corpo –que ainda não foi identificado– estava em um carreta levada pela correnteza do arroio Fragata, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Quatro pessoas permanecem desaparecidas em todo o Estado, segundo a Defesa Civil.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a BR-116 continua interditada por causa da queda da ponte sobre o Fragata e a BR-392 está interditada no km 92 por causa das inundações. Já a BR-293 foi liberada ontem (30). Outras duas rodovias estaduais, a RS-737, em Arroio do Padre e a RS-265, em Canguçu, estão interditadas por causa da chuva.
Ontem (30), quatro pessoas que morreram afogadas foram encontradas pelas equipes de buscas no arroio Fragata, entre os municípios de Capão do Leão e Pelotas. Entre elas estava o maquinista Adão Luiz Martinez, que desapareceu depois que o trem que ele conduzia descarrilou na madrugada de quinta durante a enchente. O outro corpo foi encontrado na zona rural de Pelotas.
Quatro cidades decretaram situação de emergência por causa dos estragos. O município mais castigado foi Capão do Leão (265 km de Porto Alegre), que registrou oito mortes. A cidade continua isolada desde que a ponte sobre o arroio Fragata, na BR-116, foi levada pela enxurrada na madrugada de quinta. A energia elétrica só foi restabelecida na tarde de sexta-feira, mas os 23 mil habitantes continuam sem água encanada.
Também decretaram situação de emergência Pelotas, Turuçu e Morro Redondo. Os decretos deverão ser homologados pela Defesa Civil gaúcha na próxima semana. Situada em um nível mais baixo que os outros municípios vizinhos, Pelotas (339 mil habitantes) sofreu com alagamentos mesmo depois de a chuva ter diminuído.
A água acumulada nas regiões mais altas escoou provocando inundações em Pelotas e deixando um rastro de prejuízos. Duas estações de tratamento de água foram destruídas, 44 pontes da zona rural sofreram avarias e mais de 1.200 km de estradas vicinais foram danificados. Cerca de 500 pessoas foram levadas para abrigos montados pela prefeitura em escolas.
“O prejuízo é muito grande, muitas famílias perderam tudo”, diz o prefeito Adolfo Fetter Júnior (PP), enquanto vistoriava os estragos. Na cidade, militares do Exército e fuzileiros navais ajudavam as famílias a recolher móveis e deixar duas casas rumo aos abrigos.
De acordo com os serviços de meteorologia, em 48 horas choveu mais de 300 milímetros –o equivalente à média de dois meses. O meteorologista Eugênio Hackbart afirma que um ciclone subtropical estacionado na costa do Uruguai deve trazer mais chuva e ventos de até 80 km/h para a região durante o final de semana
Autor: gerd_klotz@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags: