Graúdos nem chegam perto do xadrez
Enquanto os criminosos do colarinho branco, com vasta folha corrida de crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, tentativa de suborno e mais um passeio pelo código penal, como Daniel Valente Dantas, nunca viram o sol nascer quadrado, autores de pequenos delitos ou de menor potencial ofensivo, são submetidos a longas semanas de prisão, muitas vezes ultrapassando prazos legais.
É o caso desta jovem paulista.
Cometeu um crime, sim.
Mas a sua prisão por mais de 50 dias não se justifica.
Como o dela, há milhares de casos pelo Brasil adentro.
O que aparece na mídia é apenas uma ponta do iceberg das ilegalidades cometidas em todo país.
Somos um país patrimonialista, preconceituoso contra pobres, negros ou mulatos e mulheres.
Os criminosos de alto poder aquisitivo, pagam bons e competentes advogados,e os desfavorecidos econonomicamente ficam a mercê das defensorias públicas ou como é o caso de Santa Catarina – único estado da federação a não ter instituido ainda a defensoria pública – dos advogados dativos, indicados pelos juizes, muitos realmente dedicados aos seus clientes e outros, nem tanto.
Justiça de SP manda soltar pichadora da Bienal
Portal Terra
SÃO PAULO – A 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu nesta quinta-feira liberdade provisória à pichadora Caroline Pivetta da Mota. Ela foi presa em outubro, após ter pichado paredes internas da 28ª Bienal de Artes de São Paulo. O recurso que pedia a liberdade de Caroline foi negado ontem pelo TJ-SP, mas foi reconsiderado hoje. Participaram do julgamento os desembargadores Fernando Matallo, Fernando Torres Garcia e Hermann Herschander. O mérito do habeas-corpus ainda será julgado.
Caroline, que está há quase dois meses na Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo, foi enquadrada no artigo 62 da Lei de Crimes Ambientais. Se condenada, pode pegar de um a três anos de prisão.
Autor: gerd_klotz@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: