Merecido fim de um governante que começou cedo e já vai tarde.A sapatada que Bush quase levou ontem no Iraque, simboliza o sentimento de ojeriza que seu governo causa em todo o mundo.

O governo americano que em nome da “democracia” invadiu o Iraque para destruir seu arsenal de armas químicas, que o próprio Bush “admitiu” não existir, isso após ter causado milhares de mortes, de soldados americanos ( em sua maioria negros e hispânicos atraídos pelos altos salários das forças armadas americanas), e civis iraquianos, entre eles centenas de crianças, mulheres e idosos civis, agora terá que proteger seus cidadãos no estrangeiro, de um projétil inusitado.

Se a moda pega, americanos espalhados pelo mundo serão alvos não mais das bombas articuladas pelo fundametalismo islâmico, mas de sapatos, muitos sapatos…

Podem me chamar de ufanista, mas como é bom ser brasileiro!

DEU NO TERRA MAGAZINE

Segunda, 15 de dezembro de 2008, 16h50 Atualizada às 17h17

No Iraque, chovem sapatos contra militares dos EUA

Wálter Fanganiello Maierovitch
Especial para Terra Magazine

 

Novas Sapatadas.

O radical religioso anti-EUA, Moqtada al Sadr, que não quer esperar até 2011 para ver as invasoras tropas norte-americanas fora do Iraque, acabou de reunir uma multidão na chamada Sadr City.

A meta é emprestar solidariedade a Montasser al Zaidi, jornalista xiita de 28 anos que arremessou os seus sapatos contra Bush durante a coletiva de ontem no Iraque. Além dos sapatos atirados, Montasser Zaidi chamou W. Bush de “cachorro” – o que, entre os islâmicos, é considerado animal impuro.

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Montasser al Zaidi trabalha como correspondente para o canal de televisão Al-Baghdadiva, do Cairo.

Na manifestação em Sadr City, os participantes arremessaram sapatos contra veículos militares norte-americanos. E, para observadores, jogar sapatos contra alvos norte-americanos vai virar esporte nacional no Iraque.

Zaidi, depois do episódio, foi detido e submetido a exame psiquiátrico. Ele será acusado de crime de ultraje a um chefe de estado estrangeiro em visita ao país. A pena mínima prevista para tal crime chega a dois anos de prisão.

Cerca de 200 advogados iraquianos protestam defronte ao Parlamento. Khalil al-Dulaymi, antigo advogado de Saddan Hussein, já ofereceu os seus préstimos profissionais para defender o jornalista Montasser al Zaidi.

O ex-advogado de Saddam já cunhou a tese defensiva. Para ele, não há crime, mas legítima defesa, pois os EUA invadiram e ocupam o Iraque. Em face disso, toda a resistência torna-se legítima. Até o arremesso de sapatos contra o chefe do estado agressor.

Até o momento, nenhuma acusação formal foi feita contra o jornalista.

O exemplo de Sadr City, está sendo seguido na cidade de Najaf, com uma multidão em praça pública.

PANO RÁPIDO. A jogada de mídia de Bush não deu certo. Conseguiu fazer um novo herói, Montasser al Zaidi, e criar novas revoltas. Talvez o novo presidente Obama tenha, como prometeu em campanha, de antecipar a saída do Iraque, isto sem ousar pensar em deixar bases-militares.

 

Wálter Fanganiello Maierovitch é colunista da revista CartaCapital e presidente do Instituto Giovanni Falcone  www.ibgf.org.br).