Arquivo de agosto, 2009
Incrível lei de violação dos direitos humanos no Afeganitão
Uma lei que permite aos maridos matarem suas mulheres de fome no caso destas se recusarem a ter relações sexuais com eles foi aprovada no Afeganistão, revoltando opositores do governo e grupos de direitos humanos.
Publicada no diário oficial do país e aparentemente aprovada pelo presidente Hamid Karzai, a lei era uma proposta cuja versão original já tinha causado indignação no início deste ano. Na época, sob pressão, Karzai foi forçado a modificar a proposta, e foi esta versão modificada a aprovada discretamente e, segundo seus críticos, oportunamente às vésperas das eleições presidenciais, na próxima quinta-feira. A aprovação da lei teria como objetivo agradar aos conservadores xiitas, cujos votos o presidente considera fundamentais para a vitória nas urnas.
A proposta inicial obrigava as mulheres xiitas a terem relações sexuais com seus maridos a cada quatro dias, no mínimo, e ainda perdoava casos de estupro dentro do casamento, ao remover a necessidade de consentimento da esposa — ou seja, a mulher, querendo ou não, teria que ter relações com seu marido; caso não quisesse, o marido teria o direito de violentá-la. Ou de não lhe dar comida. A emenda ao texto original aprovada pelo governo manteve as partes mais opressoras, incluindo esta, que permite que o marido não dê comida à mulher enquanto esta se recusar a fazer sexo. A lei determina também que a esposa peça ao marido permissão para trabalhar e, ainda, dá a pais e avôs a custódia exclusiva dos filhos.
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Repare a relação muito forte entre a urbanização (menos áreas verdes, áreas cimentadas e asfaltadas, muitas construções verticais -edifícios, intensa poluição etc) e as temperaturas médias numa cidade como São Paulo.
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O que é terrorismo?
O que é, afinal, o terrorismo? A resposta não é simples nem consensual. Pode-se dizer, como definição mínima, que é o uso sistemático de violência para criar um ambiente de medo, com objetivos políticos. Mas a palavra pode facilmente ser utilizada para lançar um rótulo negativo contra inimigos. Israel, por exemplo, chama de terroristas diversos grupos palestinos, que respondem acusando Israel de praticar o terrorismo de Estado.
Historicamente, atos que seriam enquadrados como terroristas foram considerados heróicos quando correspondiam à luta contra a opressão de uma ditadura ou pela libertação nacional. É o caso da Resistência Francesa, que combateu a ocupação nazista durante a II Guerra Mundial, praticando atos de terror durante anos.
Por causa dessas considerações políticas, é difícil que, em fóruns como a ONU, haja consenso para designar algum grupo como terrorista. Um aspecto atual dessa questão é que a retórica do ex-presidente dos EUA George W. Bush levou muitos a associar o terrorismo à religião islâmica. Mas, na verdade, grupos fundamentalistas existem em todas as religiões: são aqueles que enxergam nos textos sagrados de sua crença a única orientação possível para a organização do Estado e da sociedade. É uma posição obscurantista, que recusa a democracia e se opõe à perspectiva secular adotada desde a Revolução Francesa, quando os negócios de Estado se separaram das convicções religiosas.
A crença no islã, tal como no cristianismo ou no budismo, não deve ser associada a nenhum ato de violência. Todas as crenças religiosas merecem respeito. Todas as crenças religiosas merecem respeito, tanto no âmbito individual quanto no coletivo.
Adaptado de Atualidades no Vestibular – 2010
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