Começamos bem. Kalil, Bebeto, Leão. O grupo dirigente é personalíssimo. Claro que há um risco dos três se desentenderem. Mas há uma boa chance de fazerem um anos como há muito tempo não se vê aqui no Galo. E começamos, de fato, muito bem. Por enquanto, não contratamos nenhum jogador, e isto é sinal de que não queremo qualquer coisa. É sinal, também, de que temos uma boa BASE, e que vamos — até que enfim — apostar nela! Sempre digo que é na base, nos atletas formados em casa é que existe identificação, amor à camisa, conhecimento da alma atleticana. Produzimos dezenas de bons jogadores para vê-los sair antes mesmo de vestirem a camisa titular. Isso tem que acabar! E que seja agora! E não há melhor estratégia para sair do buraco. Os jogadores da casa ficarão motivadíssimos. Os jogadores das demais divisões serão estimulados a buscar o seu lugar no time do Galo. Administrando assim, há um critério, há transparência, e, muito importante, há valorização dos jogadores, com melhores resultados nas vendas. Sabemos que a venda de jogadores é algo inevitável. Sim, mas não a preço de banana. Não com a desorganização do elenco. Não com a falta de perspectiva para os jovens das demais divisões. Além do que, havia, até agora, sim, neste 2008, uma política desastrada, caótica, de compra de jogadores medianos, sem nome, para concorrerem com os nossos os da base. Havia contratos escandalosos, envolvendo jogador comum, com cláusula de rescisão de 40 milhões.  Isso tem nome. Eu diria que é uma violenta incompetência. Mas pode também ter o nome de má-fé.  Corrupção. Enfim, é necessário planejamento, critérios claros, transparência, estímulo e confiança, para se dirigir um time como o Galo, um dos maiores do Brasil. Acho que, desta feita, lograremos isto! Feliz 2009! Ave, Galo!