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18/06/2009 - 20:04

Uma trilha para se fazer a pé, em plena Avenida Paulista

Nem todo mundo sabe que aquele lugar cheio de árvores que tem em frente ao MASP, do outro lado da avenida, é o Parque Trianon. Ou que o parque, que já tem 107 anos, preserva árvores remanescentes da Mata Atlântica.

Para que todos possam conhecer a flora, a fauna e a história do local, o programa Trilhas Urbanas da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente promove no dia 21 de junho, próximo domingo, uma trilha monitorada pelo parque. A trilha é noturna e a caminhada é leve. O evento é gratuito e para participar basta estar no Portão 4 do Parque Trianon, às 18h.

Construção antiga no Parque Trianon
Foto: Diego Silvestre, via Flickr

PARQUE TRIANON

História
Inaugurado em 3 de abril de 1892, com a abertura da Avenida Paulista na cidade, o parque recebeu esse nome por haver à época um clube chamado Trianon em frente ao parque, onde hoje existe o MASP. Em 1924 o parque foi doado à prefeitura e, em 1931, recebeu o nome de Parque Tenente Siqueira Campos, em homenagem a um dos heróis da Revolta Tenentista. Apesar do novo nome, continua sendo chamado de Trianon até os dias de hoje.

Árvores
É possível encontrar espécies nativas como pau-brasil, pau-ferro, jequitibá, embaúba, castanha-do-maranhão, paineira, canela, sapucaia, sibipiruna, jerivá, chichá, além de espécies exóticas provenientes de outros países como figueira, espatódea, chorão, tamareira e seafórtia.

Pássaros
A vegetação do parque atrai aves como gavião-carijó, quiriri, periquito-rico, tesourão e cambacica.

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
22/08/2006 - 22:03

Mountain Bike na Serra da Cantareira (SP)

Em um certo domingo de 2004, eu e um amigo fomos da Zona Oeste de São Paulo para a Serra da Cantareira de bike. Eu nunca tinha feito isso de bicicleta, sempre tinha ido de carro e estacionado no Bar do Pedrão.

Subimos pela estrada de Sta. Inês, uma subidinha puxada. Quando a gente deu uma paradinha de meio minuto num lugar que dava pra ver São Paulo lá embaixo, eu percebi que tava saindo fumaça da gente, hehe… O corpo estava bem quente da subida e, como não eram nem 9h, o ar ainda estava meio frio, então a umidade do ar evaporava em contato com o corpo e virava “fumacinha”. Bem legal. :)

Quase no topo da serra fizemos nossa primeira parada, num lugar bacana chamado “O Velho”, onde tomamos um café ótimo. Depois de uns 15 minutos tomando café e comentando sobre a subida e sobre a história dessa vilinha onde a gente estava, retomamos a estrada.

Um pouco mais pra frente, já no começo do trecho de descida, entramos em uma estrada de terra que, segundo uma plaquinha de madeira bem simples que tem lá pra frente, se chama Estrada dos Sitiantes (ou algo parecido). Essa estrada de terra é *muito* zuada de buraco (ou seja, é ótima, hehe).

Descendo por ela e pegando uma outra de terra um pouco mais pra frente, saímos perto da represa. Fomos até Mairiporã e comemos um bom pastel de feira, onde fizemos nossa segunda paradinha, dessa vez de uns 20 ou 25 minutos. Infelizmente tinha acabado a garapa…

Voltamos pela Sezefredo Fagundes, que sai dali de Mairiporã. Quase no topo dela paramos num Bar do Juca pra comprar água e com isso fizemos a terceira parada, de uns 10 minutos.

Pra subir, essa estrada é bem sossegada de trânsito e tem um visual bem bacana, principalmente lá pra cima. Mas na descida, chegando em São Paulo, tem buraco pra cacete… O asfalto é todo zoado e tem que tomar cuidado em várias partes (ou pelo menos era assim em 2004). Mas só é ruim pra pneu fino, hehe… pros meus semi-slicks não teve tempo ruim o caminho todo, nem na tal estrada de terra esburacada. Seguindo a Sezefredo direto a gente acabou saindo lá na Braz Leme de novo.

Das 7 às 13h, foram 85km muito bem aproveitados que eu pretendo repetir e recomendo! :)

Para pedalar na Serra da Cantareira

Tem algumas dicas boas de trilhas no site Estrada de Chão. Se você é novato ou não está com o preparo físico em dia, recomendo o Circuito do Canal, que é bem light mas nem por isso menos interessante. Se você quer um desafio um pouco maior, o percurso mais longo do Tour da Cantareira pode te agradar.

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é esporte . Tags: ,
16/03/2006 - 22:32

Nunca vou esquecer

Nunca vou esquecer da primeira vez que fui até a escola de Caloi 10, nos meus 14 anos, uma distância de cerca de 3 quilômetros que parecia intransponível.

Nunca vou esquecer a primeira vez que fui com a minha bicicross, uma BMX Super da Monark, numa “pista de cross” que tinha perto de casa, aos 12 anos de idade, porque foi minha primeira “aventura com os amigos”.

Nunca vou esquecer a primeira vez que pedalei mais de 10km, com um amigo que trabalhava comigo (e que me deu a maior força no começo), porque isso foi o que me fez pegar gosto por tentar ir cada vez mais longe com a bicicleta.

Nunca vou esquecer os primeiros passeios noturnos que fiz em São Paulo, com o Nightbikers e com o Starbikers, porque me fizeram pegar gosto por pedalar em grupo.

Nunca vou esquecer a primeira trilha que eu fiz, uma beeeem light com o Mazinho (circuito do canal, em Mairiporã). Foi o que me fez pegar gosto por trilha.

Nunca vou esquecer a primeira vez que eu enfrentei um frio de rachar com chuva aqui em São Paulo, à noite com um colega, porque foi quando venci o medo do frio: saí pra pedalar todo encapotado e mesmo assim me diverti pra caramba.

Nunca vou esquecer a primeira tempestade, que eu peguei pedalando aqui em Sampa numa noite quente com o Starbikers, porque me fez perder o medo de pedalar na chuva.

Nunca vou esquecer da primeira viagem que eu fiz, com o Starbikers (São Paulo -> Jundiaí -> São Paulo, 120km no mesmo dia), porque foi o que me fez pegar gosto por pedalar em estrada e visitar outras cidades com a bike. Nem da chuva de granizo que pegamos na volta.

Nunca vou esquecer de um pedal longo de ida e volta até Mairiporã pela Serra da Cantareira, porque foi a primeira vez que eu tive a sensação bem clara de vencer uma montanha que eu temia, e ainda a venci na ida e na volta.

Nunca vou esquecer da primeira prova de MTB que eu participei, que me fez vencer a dúvida na minha capacidade de encarar uma corrida e conseguir chegar até o final. Terminei atrás de muita gente, mas à frente de mim mesmo.

Nunca vou esquecer da Trilha da Antena, em Florianópolis, que em seu topo tem a vista mais bonita que eu já vi em uma trilha, nem do pessoal do MTB Floripa, que me levou pra conhecer tudo quanto é barro que tem por lá.

E nunca vou esquecer da cicloviagem pela Serra Catarinense, que foi um desafio gigantesco e um belo presente de despedida que dois dos meus melhores amigos me deram quando voltei de Santa Catarina.

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é muito mais . Tags: , , ,
15/02/2005 - 23:48

Tipos de bicicleta para cada uso (e o que levar na pedalada)

Já que eu preciso publicar alguma coisa aqui senão o iG cancela o blog por inatividade, vou postar uma resposta de um e-mail que recebi pedindo umas dicas de ciclismo. Vai acabar sendo útil pra alguém que cair aqui.

Se alguém que estiver lendo quiser me perguntar alguma coisa, mande um comentário. O que eu souber eu respondo! :)

Se você ler isso aí e discordar, deixe também um comentário que a gente discute o assunto. ;)

Mais pra frente eu posto uns outros textos de ciclismo que eu escrevi e estão aqui na manga, só precisam de uma revisão antes de ir pro ar. No fim era pra isso aqui ser sobre TI, gestão, etc, mas tá virando site de ciclismo…

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> Mas vou pedir mais umas dicas: De como onde e que tipo de
> bike para trilha e passeio no asfalto, uma bike pode servir
> para os dois passeios??

Não entendi o “como e onde”, mas quanto ao tipo de bike para cada coisa, depende do tipo trilha, depende da distância e/ou ritmo que você pretende ter no asfalto.

As mountain-bikes são bicicletas que a priori atendem a todo tipo de terreno (tanto que em portugal em nos países hispânicos são chamadas de BTT – Bicicletas Todo Terreno). Mas se você for fazer um percurso longo, é melhor pelo menos trocar os pneus por pneus slick (lisos e, de preferência, finos), porque isso vai deixar a bicicleta mais “leve” por ter menos atrito com o solo.

Seria mais ou menos isso:

- Para andar dentro da cidade, apenas em ruas asfaltadas: qualquer tipo de bicicleta, seja estradeira, mountain-bike, bicicletas de passeio, comfort-bikes, reclinadas, etc., etc. Com uma ressalva: se o asfalto for muito ruim e esburacado, ou se parte do percurso é de paralelepípedos ou outro tipo de piso baseado em blocos de pedra/concreto/etc., fica ruim para uma bicicleta de estrada.

- Para pegar estrada de asfalto, o ideal é uma estradeira, que o pessoal geralmente chama de speed, aquelas bicicletas que têm um conjunto mais leve, que colocam o ciclista em uma postura mais aerodinâmica, tem pneus finos, etc. Reclinadas também se dão muito bem nesse tipo de terreno, principalmente se a distância é longa. Dá pra usar mountain-bike também, mas é bom trocar os pneus por pneus slick, que são mais finos e sem cravos (senão haja perna) e quem estiver em uma MTB não vai conseguir acompanhar o ritmo dos speedeiros, não só porque a bike é mais pesada mas também pela aerodinâmica do conjunto e pela relação de marchas. Se o grupo todo estiver de MTB, beleza, mas de speed você iria mais longe.

- Para fazer uma cicloviagem (uma viagem de vários dias usando como meio de transporte principal a bicicleta) você precisa de uma bicicleta diferente, que não é uma mountain-bike e nem uma estradeira, que tenha bagageiros para pendurar alforges e etc. Para isso é preciso preparo (psicológico e físico) e planejamento, se um dia você for querer fazer isso posso te indicar umas boas fontes de consulta.

- Para fazer trilhas leves (basicamente estradas de terra sem muitas pedras nem buracos), você precisa de uma mountain-bike, que pode ser até essas bicicletas de supermercado que chamam de mountain-bike mas que pra mim não são, são bicicletas de passeio. Outros tipos de bicicleta estão fora de questão (com exceção de alguns tipos de reclinadas).

- Para fazer trilhas de nível técnico médio e alto (estradas de terra muito esburacadas, com pedras, “costelas” e valetas, single-tracks, barro, etc.) você precisa de uma mountain-bike de verdade (as de supermercado não aguentam). Essa bike não precisa necessariamente ter suspensão atrás, mas tem que ter quadro e rodas resistentes, pneus adequados e uma suspensão razoável na frente, além de um conjunto de peças que não coloquem em risco a sua segurança. Comprar uma bicicleta de 100 reais e ir pra uma trilha de verdade com ela é ter que deixá-la por lá (e talvez deixar alguns dentes junto com ela).

- Para fazer Downhill (que a grosso modo é descer ladeira), você precisa de uma bicicleta especializada e cara, além de muita técnica. No downhill o ciclista precisa saltar obstáculos em meio à descida, literalmente “cair” no que chamamos de drops e enfrentar situações de risco e perigosas. Quem pratica isso a sério o considera, junto com o Freeride, como “o lado extremo do ciclismo” (embora pra mim isso seja uma definição mais egocêntrica do que descritiva, porque passar dias viajando de bicicleta sozinho no meio do nada tanbém é um tanto “extremo”). De qualquer forma, é preciso uma bicicleta muito boa, equipamento de proteção adicional (capacete fechado, colete, joelheira, etc.) e uma boa dose de coragem. Talvez até um pouco de falta de instinto de auto-preservação, hehe.

Quanto a uma bike servir para os dois tipos de passeio, dá pra subentender do texto acima, mas é mais ou menos o seguinte: se você tem uma estradeira, você consegue fazer estrada e passeios no asfalto (mas cuidado com buracos e valetas, podem estragar as rodas). Se você tem uma mountain-bike, consegue fazer tudo, mas se for pegar estrada recomendo trocar o tipo de pneu.

Se você tiver uma bicicleta de baixo custo, dessas de supermercado, consegue fazer passeios no asfalto, trilhas leves e até um pouco de estrada, mas com algumas ressalvas: em trilhas leves ela pode quebrar ou entortar a roda e te deixar na mão; em estrada, ela pode dar algum problema e também te deixar na mão no meio do nada. Em ambas as situações, você pode ter que voltar quilômetros empurrando ela (caso ainda dê para empurrar).

Em qualquer passeio que você for fazer, principalmente se fora do perímetro urbano, é bom todo mundo levar:

- Água: essencial

- Comida: não precisa levar marmita, pode ser barrinha energética, biscoito ou um sanduíche pequeno de pão com geléia, por exemplo. Você não vai querer ficar de barriga cheia, mas também não pode passar fome. Se o passeio for na cidade, você pode fazer uma parada em algum lugar para comer alguma coisa e tomar um suco. Recomendo que não tome refrigerante e prefira água, suco ou isotônico, porque refrigerante mata a sede mas não hidrata o corpo.

- Ferramentas: você pode precisar apertar algum parafuso no meio do caminho. Se sua bike é boa, você só precisa de chaves allen, que são vendidas em forma de um “canivete” que em vez de lâminas tem diversos tamanhos de chave. Chave de corrente também é bom ter, se ela quebrar você tira o elo ruim e emenda de novo, pra poder pedalar até em casa (depois compre outra corrente!).

- Câmara reserva: se furar o pneu, você troca a câmara e continua. Não esqueça as espátulas para tirar o pneu e, se a bicicleta não tiver blocagem, da ferramenta para tirar a roda. Se o percurso for longo, leve duas câmaras.

- Kit de remendo: se todas as câmaras furarem, você vai precisar remendar alguma delas para prosseguir. Um kit de remendo custa 2 ou 3 reais e quase não ocupa espaço, não custa levar. Consiste em cola, lixa e pedaços de borracha especiais para fazer o remendo (antigamente chamados de manchões), que devem ser previamente cortados em círculos do tamanho de uma moeda.

- Um documento (pode ser uma xerox do RG) e um papel com o telefone de um parente em caso de emergência e seu tipo sangüíneo, para poderem te ajudar se for necessário. A gente torce pra nunca precisar, mas também não custa nada levar. Isso pode ajudar a salvar sua vida.

Acho que deu pra dar uma geral, se tiver mais dúvidas é só perguntar de forma mais específica, que no que eu souber ajudar, eu te ajudo.

Meio que por acaso eu acabei citando nessa mensagem algumas modalidades de ciclismo, mas ainda existem outras, como BMX e Trial, que não se aplicam ao contexto do nosso papo (até agora). Trial é algo muito bonito de se ver e muito difícil de se fazer. Se tiver oportunidade de assistir a alguma apresentação, vá.

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Autor: Willian Cruz - Categoria(s): - mais dicas - Tags: , , ,
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