17/09/2009 - 13:04
Ontem comentei aqui que a Praça do Ciclista ganhou, finalmente, a placa de logradouro solicitada tantas vezes. Comentei que faltam os gradis de proteção (guarda corpo) e os paraciclos.
Segundo a Gerência da Paulista, o guarda corpo está em fase de licitação. E o Henrique Boney, do gabinete do vereador Chico Macena, informa que os paraciclos serão colocados somente após a instalação dos gradis (por alguma questão de segurança aos olhos da subprefeitura da Sé, imagino eu).
Estamos de olho!
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo .
Tags: paraciclo, Praça do Ciclista
16/09/2009 - 18:11
Ufa! Finalmente! Foi afixada nessa terça-feira, 15 de setembro, a placa de logradouro da Praça do Ciclista aqui de São Paulo. Breve história aqui. A foto abaixo é do Carlos Aranha.

Agora só faltam os paraciclos, que foram retirados em uma reforma há mais de um ano atrás, e os gradis de segurança para ninguém despencar lá embaixo. Ambos foram prometidos em julho de 2008.
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo .
Tags: Bicicletada, paraciclo, Praça do Ciclista, vista grossa
22/06/2009 - 20:58
A Praça, a placa, os paraciclos e os gradis
A Praça do Ciclista de São Paulo começou com uma inauguração simbólica no início de 2006. Em outubro do ano seguinte, o espaço teve seu nome oficializado por lei. Apesar disso, como comentamos aqui no Vá de Bike! em abril desse ano, a Praça continua sem placas. Não foi por falta de pedir – e foi mais de uma solicitação.
A Secretaria das Subprefeituras, de responsabilidade de Andrea Matarazzo, afirmou em julho do ano passado que colocaria as placas na Praça. Também prometeu colocar gradis de segurança, para que os passantes não caiam na avenida embaixo, e recolocar os paraciclos, que foram retirados para uma reforma, no ano passado.
 |
| Grades de madeira na Praça do Ciclista, dando falsa sensação de proteção e colocando em risco quem se apóia nelas |
|
Porém, onze meses depois da afirmação do Secretário:
- Não colocaram a placa com o nome da Praça.
- Não foram recolocados os paraciclos.
- Não foram colocados gradis. Há apenas umas traves de madeira, mal afixadas, “protegendo” as pessoas de caírem no túnel, nas quais há inscrições “não apóie”, feitas por populares preocupados com quem frequenta o local.
Feito este primeiro preâmbulo, vamos a um segundo.
Twitter e o poder público
Muita gente está “no Twitter” hoje em dia. Celebridades, anônimos, gente que vale a pena acompanhar, gente que não tem nada pra dizer e até mesmo o autor deste blog… E há também vários políticos e órgãos de governo.
Falando especificamente do poder público, há casos em que o perfil é criado apenas para divulgar informações genéricas, para quem quer acompanhar em linhas gerais o trabalho realizado, o que trocando em miúdos significa apenas um canal a mais para a assessoria de imprensa divulgar informações. Mas muita gente lê e responde os comentários que recebe.
É certo que nem todo cidadão usa um computador. Dentre esses, poucos usam o Twitter. Mas temos de reconhecer a abertura de um novo canal de comunicação que, apesar de muito pouco democrático em termos de acesso, tem se mostrado útil em alguns casos.
Uma das características que mais incomoda quem começa a usar o Twitter é o limite de 140 caracteres nas mensagens. Mais do que uma restrição técnica, essa limitação obriga quem escreve a ser sucinto e direto. Não há espaço para floreios, detalhamentos e rodeios. Qualquer informação adicional precisa ser passada em forma de link.
Uma das consequências disso é que as mensagens ficam curtas e rápidas para ler. A resposta costuma vir rápido, quando o interlocutor está lendo do outro lado e disponível para responder. Senão, ela fica guardada até ele retornar. Ferramentas como o Twhirl facilitam esse processo.
Mas vamos ver o que acontece quando o uso da ferramenta se intensificar, como no Orkut. Vai ficar difícil aos donos de perfis muitos conhecidos não se perderem em meio às inúmeras mensagens dispensáveis que receberão…
Feito este segundo e último preâmbulo (ufa!), vamos, enfim, ao que interessa.
Diálogo curto e direto
Tendo explicado tudo isso aí em cima, coloco abaixo um resumo de como recebi uma informação, pedi por mais detalhes e eles foram fornecidos, tudo num espaço de tempo relativamente curto. O assunto, claro, é a Praça do Ciclista.
Agora é ficar de olho pra ver quando sai…
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo ., . Comentários do geek .
Tags: ferramentas on-line, mude o mundo, outra política, paraciclo, Praça do Ciclista
16/06/2009 - 19:53
 |
O prefeito Marcio Lacerda, em companhia do governador Aécio Neves, em visita às obras da Av. Presidente Antônio Carlos no início deste mês.
Foto: Omar Freire/Imprensa MG |
|
Uma das diretrizes estabelecidas pela Fifa para as cidades escolhidas para sediar a Copa de 2014 é a adequação do acesso aos estádios de forma a privilegiar o uso de meios de transporte alternativos ao automóvel particular. Entretanto, a prefeitura de Belo Horizonte preferiu, como de costume no país do futuro, priorizar o uso do automóvel.
Belo Horizonte foi uma das cidades escolhidas para sediar a Copa de 2014 e, por isso, está duplicando uma avenida da cidade, a Antônio Carlos, que se tornará a principal via de acesso ao estádio do Mineirão durante os jogos.
O problema é que a via está sendo ampliada exclusivamente para circulação de veículos motorizados. Perde-se com isso uma excelente oportunidade de inserir a mobilidade por bicicleta no contexto da adequação da cidade.
Opção vantajosa
Imagine quantos turistas, brasileiros e estrangeiros, não estarão por lá durante a Copa. Agora pense em quantos deles optarão por alugar um carro para ir do hotel ao estádio e para passear pela cidade. Conseguiu imaginar a quantidade de carros a mais que a cidade terá que suportar durante as semanas do evento?
 |
Em Paris, as bicicletas públicas são muito utilizadas por turistas.
Foto: Malias, via Flickr |
|
Se a bicicleta for inserida no planejamento das reformas na cidade, se a infra-estrutura necessária for criada e se for feita uma boa divulgação, muitos turistas, principalmente os estrangeiros, poderão optar pelo veículo não poluente, saudável e lúdico.
A cidade ganharia, como bônus, menos poluição e menos trânsito – que inevitavelmente se tornará mais complicado durante os jogos. Os moradores também usufruiriam da infraestrutura e sinalização que poderão ser criadas nessa avenida e por toda a cidade. E a administração municipal ainda ganharia reconhecimento por adotar iniciativas “verdes” e sustentáveis, cada vez mais valorizadas nos tempos atuais e aplicadas em grandes cidades no mundo todo.
Todos têm a ganhar com o incentivo ao uso da bicicleta nas grandes cidades. Até aqueles que preferirem continuar usando o carro.
Pedalada-Manifesto
Para reivindicar a inclusão de uma ciclovia no projeto de reforma dessa avenida e propor diversas medidas de baixo custo para incentivar o uso da bicicleta em toda a cidade, será realizada uma pedalada-manifesto no próximo sábado, dia 20 de junho.
Os ciclistas pedalarão pela região central da cidade, com uma parada em frente à Prefeitura para entregar uma carta ao Prefeito Márcio Lacerda. Dentre as sugestões ao prefeito, estão a instalação de paraciclos em locais seguros, sinalização e pintura de ciclofaixas e campanhas de conscientização e educação para motoristas e ciclistas, entre outras.
E então, prefeito? Vai encarar e inovar em relação às outras cidades, ou vai deixar a próxima gestão implementar a mobilidade por bicicleta e ficar com os louros da iniciativa verde?
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é transporte ., . Motorcracia .
Tags: ações, ciclofaixa, ciclovia, mais bicicletas, menos carros, mude o mundo, paraciclo, vista grossa
17/04/2009 - 18:17
A ONG Transporte Ativo lançou um manual com diagramas para construção e instalação de bicicletários. “É um conjunto de desenhos técnicos indicados como guia para o momento decisivo de escolher o melhor modelo e instalar o bicicletário da melhor maneira”, informa o blog da Transporte Ativo.
Os desenhos foram feitos com base nos manuais para estacionamento de bicicletas da APBP-USA e Sustrans-UK, traduzidos pela TA, que trazem os padrões mínimos para bicicletários bem construídos.
O guia pode ser usado livremente, encaminhado para empresas, órgãos públicos, prefeituras, etc., sendo necessário apenas citar a fonte. Se você pretende implementar (ou sugerir) bicicletários na sua empresa ou outro estabelecimento, recomendo consultar (ou enviar) os desenhos técnicos. Dar uma espiada nos dois manuais também é de grande ajuda.
No site da TA ainda tem mais documentação sobre o assunto e, logo abaixo, uma relação de fornecedores nacionais de bicicletários e paraciclos*.
* Pelas definições mais tradicionais, bicicletário é o estacionamento de bicicletas em si e paraciclo é a estrutura na qual a bicicleta é presa/apoiada. Mas tem-se utilizado cada vez mais o termo bicicletário para ambos os casos.
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é transporte .
Tags: bicicletário, paraciclo
06/02/2009 - 18:44

Vagas de carros que foram substituídas por vagas de bicicletas, no Parque do Ibirapuera.
O bicicletário da foto acima fica perto da Oca e em frente a uma guarita. |
São 27 bicicletários (estacionamentos de bicicletas) no Parque do Ibirapuera. As estruturas amarelas de ferro em forma de U (paraciclos) servem para escorar a bike e para prendê-la com uma boa tranca (quanto mais grossa melhor, com fechadura embutida e não cadeado).
Quando for ao Parque, não congestione: vá de bike!
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo ., . Bicicleta é transporte .
Tags: bicicletário, mais bicicletas, menos carros, outra política, paraciclo, parque do ibirapuera
29/01/2009 - 18:56
O XpK fez um excelente guia sobre o serviço de empréstimo e aluguel de bicicletas em São Paulo. Vale a pena conferir.
Resumo do resumo:
 |
| Foto: Divulgação |
- Há atualmente vinte e dois pontos do serviço, entre estações de metrô e estacionamentos Estapar, sendo que você pode pegar a bicicleta em um e devolver no outro.
- O serviço é aberto a qualquer cidadão. Para quem não tem cartão de crédito ou não se sente bem para deixar uma caução registrada nele, é possível fazer uma carteirinha, deixando créditos nela como se fosse um cartão pré-pago.
- A primeira hora de uso é gratuita, da segunda em diante é cobrado dois reais a hora.
- Você pode estacionar a sua bicicleta em qualquer um desses pontos, de graça.
- O horário é das 6 às 22h, tanto para o empréstimo como para o estacionamento, mas a bike estacionada pode pernoitar por até dois dias consecutivos. (atualizado: segundo o Instituto, “não é permitido pernoitar a bike nos estacionamentos dos bicicletários devido a quantidade de vagas disponíveis”)
Mais informações no site do XpK.
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo .
Tags: bicicletário, dicas, mais bicicletas, paraciclo
05/12/2007 - 22:37
Um dos principais fatores que impedem um maior uso da bicicleta como meio de transporte é a falta de locais adequados e seguros para estacioná-la.
Também sofro com isso e só não uso mais ainda a bicicleta no dia-a-dia por falta de locais para estacioná-la. Não me sinto seguro em entrar em um estabelecimento comercial e ter que largar a bicicleta amarrada a um poste ou outro lugar sem segurança (e olha que eu uso dois cabos de aço com cadeado). Deixo de ir lá e vou no concorrente.
Por isso deixo aqui algumas dicas para facilitar a vida de quem, como eu, prefere ir de bicicleta onde quer que seja, desde que tenha a certeza de que ela ainda estará lá, intacta, ao retornar. Detalhe: SEMPRE leve seu cabo/cadeado. Qualquer hora escrevo aqui sobre como prender a bike de forma segura e qual o melhor tipo de tranca.
Metrô: A estação de metrô Guilhermina-Esperança, na Zona Leste, tem um bicicletário bem bacana, gratuito, com capacidade para 100 bicicletas. O único porém é ele fechar relativamente cedo (21h), o que impede que a bicicleta seja deixada lá por quem vai à faculdade de metrô, por exemplo. O governo do Estado pretende implantar bicicletários como esse em várias estações, essa foi apenas a primeira. O Shopping Santa Cruz possui um bicicletário, cobrando o valor de R$ 1 por 5 horas de estacionamento, que acaba sendo também uma alternativa para quem vai pegar o metrô nessa região (eu mesmo já o utilizei para isso).
Atualizado em 23/03/09: Para saber quais estações do metrô dispõem de bicicletário (já são dezenas), leia este outro post, mais recente.
Trem: Algumas estações de trem também já têm bicicletários: Pinheiros, Autódromo e Mauá. Implementar bicicletários em estações de trem faz parte do mesmo programa que os implementará nas estações do Metrô, pois o governo estadual tem tratado a ambos como uma coisa só em determinados aspectos.
Shopping centers: Muitos shoppings já têm espaço reservado para estacionamento de bicicletas, geralmente de graça. Há algumas exceções, como o Shopping Metrô Santa Cruz, que cobra um valor simbólico, ou o refinado Shopping Vila Lobos, que não aceita bicicletas em seu estacionamento e não possui nenhum local destinado a essa finalidade.
Supermercados: Diversos supermercados da rede Extra e Pão de Açúcar possuem área adequada para estacionamento de bicicletas. O Extra Itaim tem até uma bicicletaria funcionando no estacionamento, onde é possível comprar bicicletas, peças e executar reparos e serviços. Como saio tarde do trabalho e não tenho muito tempo para fazer compras, é comum eu passar de bicicleta em alguma loja da rede que fique aberta 24 horas e comprar pelo menos o que eu estiver precisando mais naquele dia (afinal, se comprar muita coisa de uma vez não cabe na mochila).
Academias: Há muitas academias que dispõem de bicicletário. Entretanto, algumas como a Competition da Oscar Freire, não fizeram um projeto adequado e prender a bicicleta fica um pouco difícil; em outras, como na Academia Olímpia da R. Prof. Atílio Innocenti, o bicicletário fica na rua, sem segurança alguma.
Estacionamentos: A rede Estapar instalou bicicletários em algumas unidades, no último Dia Mundial Sem Carro (22/set). Passada a data, resolveu manter o serviço. Mas já que não divulgam, eu divulgo… Segue a lista das unidades que oferecem o serviço. É cobrado o valor de R$ 2,00 pelo período de até 12 horas. Dúvidas? Ligue para o SAC da empresa: 0800-105560.
Atualizado em 23/03/09: Para saber quais unidades da rede aceitam bicicletas, melhor ligar no SAC, pois nem todos os endereços citados abaixo ainda aceitam (a lista diminuiu consideravelmente). Em compensação, o estacionamento de bicicletas passou a ser gratuito.
Unidades da rede Estapar
que dispõem de bicicletários
Condomínio Conjunto Nacional
Av. Paulista, 2.073
Cerqueira Cesar
Unidade Paulista
Av. Paulista, 1.941
Cerqueira César
Top Center
Av. Paulista, 854
Bela Vista
Unidade Rebouças
Av. Rebouças, 487/491/499
Jd. Paulista
Brascan Century Plaza
(Kinoplex)
Rua Joaquim Floriano, 466
Itaim Bibi |
Garagem Pedroso Mash
Rua Pedroso Alvarenga, 691
Itaim Bibi
Unidade Santo Amaro
Av. Santo Amaro, 727
Itaim Bibi
Unidade Valim II
Av. Santo Amaro, 800 /880A
Itaim Bibi
World Trade Center – WTC SP
Av. das Nações Unidas, 12.551
Brooklin Novo
Unidade Bela Cintra I
Rua Bela Cintra, 657
Consolação
Unidade Tom Brasil
Ramos Batista, 490
Vila Olímpia |
Metrópolis Empresarial
Av. Iraí, 393
Moema
Unidade Fundação
Rua da Consolação, 268
República
Unidade Roosevelt
Rua Nestor Pestana, 129
República
Unidade Nestor Pestana
Rua Nestor Pestana, 44/45
República
Cogeral Garagem
Rua Álvaro de Carvalho, 164
República
Unidade Bradesco Gusmões
Rua Conselheiro Nébias, 348
República |
Unidade República
Praça da República, 401/411
(esquina com Rua Aurora)
República
Unidade Brig. Luiz Antônio
Av. Brig. Luiz Antônio, 323
Centro / Bela Vista
Executive Tower
Rua Francisco Leitão, 469
Jd. América
Unidade Joinville
Rua Joinville, 476
(esquina com Av. 23 de Maio)
Ibirapuera
Unidade Cardoso Almeida
R. Cardoso Almeida, 951/953
Perdizes |
OUTRAS FONTES
Mapa: O colega Lilx montou um mapa com uma relação de estabelecimentos, terminais de ônibus e estações de metrô e trem que possuem bicicletários (estacionamentos para bicicleta).
Guia por região: O blog Apocalipse Motorizado possui um guia de bicicletários dividido por região da cidade (zona leste, oeste, etc.).
Encarte: O Estadão publicou no dia 30/11/07, no encarte Guia, uma matéria de capa entitulada “Bem-vindo, ciclista do blog Apocalipse Motorizado, enviando sua dica com informações completas (endereço, horário, preço, segurança do local, se é coberto ou não, etc.) e, se possível, uma foto do bicicletário. Se conseguirmos juntar essas informações num lugar só, fica mais fácil para todo mundo.
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo .
Tags: bicicletário, dicas, mais bicicletas, paraciclo
03/09/2007 - 18:38
Estou procurando academias que dêem aulas de uma certa arte marcial. Liguei em várias, procurando uma com dias e horários compatíveis com minha disponibilidade e que tivessem onde estacionar a bicicleta, o que para mim é essencial. Não uso carro, não quero ter que usar e perto de casa não tem nenhum lugar que ensine o que eu quero aprender. Até tem um que fica a uns 20 minutos a pé de casa (uns 5 de bike), mas com dias incompatíveis e a bicicleta tem que ficar na rua. Ou seja, não serve.
A melhor resposta ao perguntar se tinha onde parar a bicicleta foi na Associação de Judô Shoorikan: “tem sim, dá pra parar na garagem aqui do prédio”. Ótimo!! Pena não ter dias muito favoráveis, ainda vou pensar um pouco mas talvez fique com essa mesmo. Vou passar lá pra conferir se dá mesmo para parar a bicicleta de forma segura (claro que com o meu cadeado, porque poder deixar ela solta seria querer demais).
A pior resposta foi na Academia Attack: “tem como parar na rua, tem um rapaz da banquinha que você pode falar pra ele estar dando (sic) uma olhada pra você…”. Detalhe: fica em plena Av. Jabaquara! No site deles tem uma foto da fachada (clique em localização), onde dá pra ver como é impossível deixar a bicicleta ali na rua, à noite, e ficar tranqüilo dentro da academia. Piada, né? Certamente quem vai de carro tem algum estacionamento perto para parar. O pior é que essa academia tem diversos dias e horários na arte marcial que eu quero fazer, seria o lugar ideal. Uma pena mesmo.
Outras respostas:
“- Tem sim, mas tem que trazer um cadeado.
- Mas não é do lado de fora não, né?
- É, é do lado de fora…”
Ainda vou passar lá na frente para ver se é um daqueles paraciclos de academia, que fica na rua. Já seria alguma coisa, se bem que se não tem alguém de olho eu não deixo nem a pau (um bom alicate corta qualquer corrente em segundos).
(Academia Plena Forma – Paraíso – sem site)
“Tem um corredor aqui de entrada…”
É uma sobreloja, na R. Augusta. Provavelmente eu deixaria a bicicleta no corredor que fica no térreo, presa a nada e atrapalhando quem entra.
(Grupo Aikido Nova Era)
Bom, pelo que escolhi seguir, minhas opções são meio limitadas. Ou vai ser na primeira ali de cima ou vou ter que escolher outra arte marcial. Abandonar meus treinos de bike das segundas-feiras, nem pensar… Questão de prioridade.
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo .
Tags: bicicletário, paraciclo
21/06/2005 - 11:56
Foi uma grata surpresa descobrir que isso foi aprovado. Não sabíamos nem que estava sendo discutido! Se alguém souber como a gente pode ajudar na fiscalização dessa lei, de quanto tempo os estabelecimentos dispõe para criar esses espaços e outras informações desse tipo, por favor me avise! Pesquisei bastante na internet mas não encontrei nada além do texto da lei!
—–
LEI Nº 13.995, DE 10 DE JUNHO DE 2005 (Projeto de Lei nº 161/05, do Vereador Adolfo Quintas – PSDB)
Dispõe sobre a criação de estacionamento de bicicletas em locais abertos à freqüência de público e dá outras providências.
JOSÉ SERRA, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 11 de maio de 2005, decretou e eu promulgo a seguinte lei:
Art. 1º Fica estabelecida a obrigatoriedade de criação de estacionamentos para bicicletas em locais de grande afluxo de público, em todo Município de São Paulo.
Art. 2º Para fins desta lei entende-se como locais públicos de grande afluxo os seguinte estabelecimentos:
a) órgãos públicos municipais;
b) parques;
c) shopping centers;
d) supermercados;
e) instituições de ensinos públicos e privados;
f) agências bancárias;
g) igrejas e locais de cultos religiosos;
h) hospitais;
i) instalações desportivas;
j) museus e outros equipamentos de natureza culturais (teatro, cinemas, casas de cultura, etc.); e
k) indústrias.
Art. 3º A segurança dos ciclistas e dos pedestres deverá ser determinante para a definição do local na implantação do estacionamento de bicicletas.
Art. 4º Os estacionamentos de bicicletas poderão ser de dois tipos, a saber:
I – bicicletários – local destinado ao estacionamento de bicicletas, por período de longa duração, podendo ser público ou privado;
II – paraciclo – local em via pública, destinado ao estacionamento de bicicletas, por período de curta e média duração.
Art. 5º O Executivo regulamentará esta lei no prazo de 60 (sessenta) dias.
Art. 6º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 7º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 10 de junho de 2005, 452º da fundação de São Paulo.
JOSÉ SERRA, PREFEITO
FREDERICO VICTOR MOREIRA BUSSINGER, Secretário Municipal de Transportes
WALTER MEYER FELDMAN, Secretário Municipal de Coordenação das Subprefeituras
FRANCISCO VIDAL LUNA, Secretário Municipal de Planejamento
Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 10 de junho de 2005.
ALOYSIO NUNES FERREIRA FILHO, Secretário do Governo Municipal
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo .
Tags: bicicletário, legislação, mais bicicletas, outra política, paraciclo
Voltar ao topo