A MTV demonstra apoio pelo uso da bicicleta como meio de transporte e não é de hoje. No ano passado, participei de uma vinheta da MTV Pública, falando sobre a bicicleta e sobre o uso do automóvel:
No mês do Dia Mundial Sem Carro (setembro), veicularam várias vinhetas falando sobre o uso da bicicleta e sobre a Bicicletada: uma, duas, três, quatro. Clique nos links para assistir (não consegui incorporar à página).
E em uma edição do MTV na Rua com o tema poluição, abriram espaço para a bicicleta:
Não é à toa que a MTV anda ajudando a divulgar as vantagens do uso da bicicleta como meio de transporte. Além de ecologicamente correto, o uso da bicicleta é uma atitude de contestação em uma sociedade que venera o uso do automóvel. E, como em muitos lugares, na emissora há pessoas que usam a bicicleta para chegar ao local de trabalho – que, vale a pena ressaltar, fica em um dos pontos mais altos da cidade.
Nesse sábado, dia 24 de outubro, eu e a Priscila vamos nos casar. E vamos até o cartório de bicicleta.
Seria muito legal ter um monte de ciclistas junto com a gente. Por isso, vamos primeiro até a Praça do Ciclista, para nos juntarmos aos padrinhos e a quem mais quiser nos acompanhar nessa Pedalada do Casório.
A partir das 9h estaremos na Praça. Às 9h30 sairemos em direção ao cartório, que fica na Av. Jabaquara, ao lado do metrô Saúde. Estão todos convidados, mas tem que ir de bicicleta!
Depois do enlace vamos para a lanchonete Subway do Paraíso, na R. Vergueiro, 1954 (entre as estações Ana Rosa e Paraíso do Metrô), com previsão de chegada às 12h30. Lá cortaremos o bolo e quem quiser pode aproveitar para almoçar ali. Vamos encher a frente da loja de bicicletas e mostrar que dá pra lotar um restaurante sem lotar o estacionamento…
Vá de bike!
Se você estiver sem bicicleta, pode alugar uma nos estacionamentos da rede Estapar da Av. Paulista (Top Center, Hospital Santa Catarina, Conjunto Nacional e Colégio São Luiz) ou nas estações de metrô Paraíso e Vila Mariana (saiba como o funciona o serviço aqui ou no site oficial). E você pode devolver na estação Paraíso na volta, quando pararmos na lanchonete.
O caminho é todo plano e vamos pedalar sem pressa, para todo mundo acompanhar, mesmo quem não tem lá aquele preparo físico. E se você achar que não aguenta pedalar o trajeto todo, pode se juntar à turma pelo caminho (Paulista – Vergueiro – Dom.Morais – Jabaquara). Estaremos usufruindo do nosso direito de circular de bicicleta pelas ruas da cidade em um grupo grande de ciclistas, o que traz mais segurança para todos. Pode levar esposa, mãe, irmã, namorado, filhos, amigos… O importante é estar de bicicleta!
Ah, aos sábados o Metrô aceita bicicletas a partir das 14 horas. Se você fizer um tempo com a gente ali na lanchonete, dá para ir embora de metrô depois, com bike e tudo.
Dia desses, meu filho de sete anos me disse: “Pai, já pensou se não existisse carro? Aí eu ia poder andar de bicicleta na rua, né? A gente ia poder ir nos lugares de bicicleta.”
Até me emocionei. Falei pra ele que quando ele for maior, a gente vai poder fazer isso sim. Já faz alguns anos que ele me pede isso.
Aqui em São Paulo ainda não dá pra enfiar uma criança de sete anos no meio do trânsito. O máximo que já fiz com ele na rua foi sair de dentro do Parque do Ibirapuera e ir até uma lanchonete mais ou menos perto, mas tudo pela calçada. Paramos nós três (eu, ele e minha mulher) no bicicletário do lugar e almoçamos. Depois voltamos pedalando até o parque. Para ele, aquilo já foi a maior aventura…
Mas tenho fé de que a cidade será mais amigável a ele do que foi a mim. Graças ao pessoal que participa da Bicicletada, à Renata Falzoni e alguns cicloativistas “das antigas”, a alguns (raros) vereadores, ex-vereadores e secretários, a algumas pessoas no Metrô e na CPTM, às Bicicletadas mensais, a alguns sites e blogs citados aqui constantemente, ao Dia Mundial Sem Carro, às ações de guerrilha de cicloativistas na cidade, a alguns jornalistas de mente aberta e, por incrível que pareça, graças também à poluição e aos congestionamentos, que empurram as pessoas de bom senso a procurar alternativas.
A todos (exceto à poluição e aos congestionamentos, claro), meu muito obrigado. Que continuem trabalhando nesse sentido. Quem sabe assim nossos filhos não poderão levar os filhos deles para a escola em trailers daqueles estilosos?
Candidato
Durante as eleições do ano passado, ele me veio com essa:
- Pai, se eu fosse candidato você votava em mim?
- Depende, filho. O que você ia fazer?
- Eu ia tirar todos os carros e todas as motos da rua e ia deixar só as bicicletas!
- Já ganhou…
Antes que me apedrejem, eu sempre explico pra ele que o carro é importante principalmente como ambulância, carro de bombeiro e viatura da polícia. Ou para quem tem dificuldade de locomoção, para longas distâncias que não são atendidas por transporte público e para transportar crianças, idosos, enfermos, volumes e peso. E que ônibus e caminhões também têm sua importância.
Não sou a favor de queimar os carros, mas bem que boa parte deles podia sair das ruas e dar lugar a ônibus (elétricos de preferência), metrô, ferrovias, bicicletas, caminhadas. Vamos orientar melhor as próximas gerações para não crescerem com a mesma visão carrocentrista que foi enfiada goela abaixo da nossa.
No dia 22 de setembro, em cidades do mundo todo, são realizadas atividades em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no que passou a ser conhecido como Dia Mundial Sem Carro. Na Europa, a semana toda é recheada de atividades, no que chamam de Semana Européia da Mobilidade (16 a 22 de setembro).
O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A idéia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel e que há vida além do para-brisa.
O Dia Mundial Sem Carro em São Paulo
A data foi criada na França, em 1997, sendo adotada por vários países europeus já no ano 2000. Aqui na cidade de São Paulo, são realizadas atividades desde 2004 (e em 2005 teve até visita à Câmara de Vereadores). Até 2006, essas atividades eram realizadas principalmente por iniciativa de cicloativistas e participantes da Bicicletada, com apoio da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. As iniciativas dos ciclistas continuaram ocorrendo em 2007 e 2008, mas desde 2007 contamos com o Movimento Nossa São Paulo engrossando o coro, realizando novas atividades e eventos e trazendo mais visibilidade para a data.
Mas qual o problema em andar de carro?
Andar de carro por si só não parece um grande problema. Para entender melhor o real cenário, é preciso afastar-se da visão individual e analisar todo o conjunto.
Panorama histórico
Locomotiva abandonada em Paranapiacaba
Foto: Versurix, via Flickr
Ao longo do último século, nossas cidades foram adaptadas para atender prioritariamente ao carro, não às pessoas que nelas vivem. Investiu-se muito mais no uso individual do automóvel do que em soluções de transporte de massa. À medida que as cidades e o país cresciam, deu-se ênfase em possibilitar a venda massificada de automóveis (com incentivos contínuos às montadoras) e à criação de infraestrutura para que esses carros rodassem (enriquecendo empreiteiras e outras empresas).
Com isso, cada cidadão que resolvesse por si só seu problema individual de mobilidade, de forma que o carro se tornava cada vez mais sinônimo de “liberdade de ir e vir”. Na verdade, o carro não é sinônimo de liberdade de deslocamento: é a alternativa que restou. Para mover “massas” de pessoas, deveria haver mais opções de transporte “de massa”.
As ferrovias foram desmanteladas ao longo do século e as hidrovias não saíram do papel. As rodovias se espalharam por todo país, até no coração da floresta amazônica, levando o desmatamento e a poluição no porta-malas. Mesmo os investimentos em transporte coletivo sobre rodas foram sempre muito menores que os investimentos diretos ou indiretos no modelo de mobilidade individual e particular. As ruas, avenidas, pontes e túneis, supostamente criados para atender à demanda, foram agindo como estimuladores dessa demanda, criando um círculo difícil de quebrar: cada vez mais carros ocupando a estrutura criada e pedindo sempre mais, exponencialmente.
As cidades deixaram de ter caminhos por onde as pessoas e os rios passavam para ter caminhos para se “chegar rápido de carro”. Atravessar as ruas sem uma armadura de uma tonelada se tornou, cada vez mais, uma aventura perigosa. As cidades deixaram de ser das pessoas e passaram a ser dos carros.
O mau uso do automóvel
O carro é uma invenção maravilhosa. Com um veículo a motor, você pode carregar centenas (milhares?) de vezes o que conseguiria carregar com as mãos. Pode levar pessoas enfermas até um hospital, suprir deficiências de mobilidade e transpor distâncias enormes.
O problema começa a se mostrar quando você percebe que a quase totalidade dos motoristas nas cidades são pessoas sem nenhuma restrição de mobilidade, que estão carregando apenas uma blusa ou um caderno, não estão sendo levadas a hospital algum e estão fazendo um trajeto que muitas vezes não chega nem a 10 km.
Todos saindo com seus carros no mesmo horário causam o efeito mais visível da mobilidade baseada no automóvel: o congestionamento. Os demais efeitos são cada mais difíceis de perceber, alguns até impossíveis de mensurar com exatidão: mortes e sequelas de vítimas de acidentes, stress, isolamento e frustração, agressividade e violência, doenças cardiovasculares e respiratórias, menor tempo para convívio com a família, poluição do ar e das águas, consumo exagerado de recursos naturais, impermeabilização do solo e aumento da temperatura das cidades, diminuição do espaço para convívio entre as pessoas, mudanças na sociedade e degradação nas relações entre as pessoas, prestígio e autoestima atreladas ao automóvel e outras mais (saiba mais aqui).
Nossa! Então tá! Mas o que eu posso fazer?
O dia 22 de setembro será uma oportunidade para que as pessoas experimentem vivenciar a cidade de outra forma. Transporte público, bicicleta e mesmo a caminhada são alternativas saudáveis e cidadãs, que contribuem com o meio ambiente, com a sua saúde e até com a locomoção daqueles que realmente necessitam utilizar o carro, sobretudo em situações especiais de mobilidade (melhor idade, gestantes, transporte de crianças pequenas, portadores de necessidades especiais, etc.). Até a carona solidária, combinada com um colega de escritório que more perto da sua casa, já ajuda.
Se você utiliza o carro no dia a dia, faça um desafio a si mesmo no próximo 22 de setembro e descubra se você é capaz de passar pelo menos um único dia no ano sem seu carro. A cidade, o planeta e nossas crianças agradecem!
Atividades
Além da proposta principal de deixar o carro em casa, haverá diversas atividades que estão sendo organizadas pelo Movimento Nossa São Paulo (MNSP), que podem ser conferidas aqui. Como de costume, haverá também a tradicional Bicicletada do Dia Mundial Sem Carro, que não faz parte da lista divulgada pelo MNSP. Outras atividades podem surgir de última hora e farei o possível para divulgá-las aqui.
O prefeito Marcio Lacerda, em companhia do governador Aécio Neves, em visita às obras da Av. Presidente Antônio Carlos no início deste mês.
Foto: Omar Freire/Imprensa MG
Uma das diretrizes estabelecidas pela Fifa para as cidades escolhidas para sediar a Copa de 2014 é a adequação do acesso aos estádios de forma a privilegiar o uso de meios de transporte alternativos ao automóvel particular. Entretanto, a prefeitura de Belo Horizonte preferiu, como de costume no país do futuro, priorizar o uso do automóvel.
Belo Horizonte foi uma das cidades escolhidas para sediar a Copa de 2014 e, por isso, está duplicando uma avenida da cidade, a Antônio Carlos, que se tornará a principal via de acesso ao estádio do Mineirão durante os jogos.
O problema é que a via está sendo ampliada exclusivamente para circulação de veículos motorizados. Perde-se com isso uma excelente oportunidade de inserir a mobilidade por bicicleta no contexto da adequação da cidade.
Opção vantajosa
Imagine quantos turistas, brasileiros e estrangeiros, não estarão por lá durante a Copa. Agora pense em quantos deles optarão por alugar um carro para ir do hotel ao estádio e para passear pela cidade. Conseguiu imaginar a quantidade de carros a mais que a cidade terá que suportar durante as semanas do evento?
Em Paris, as bicicletas públicas são muito utilizadas por turistas.
Foto: Malias, via Flickr
Se a bicicleta for inserida no planejamento das reformas na cidade, se a infra-estrutura necessária for criada e se for feita uma boa divulgação, muitos turistas, principalmente os estrangeiros, poderão optar pelo veículo não poluente, saudável e lúdico.
A cidade ganharia, como bônus, menos poluição e menos trânsito – que inevitavelmente se tornará mais complicado durante os jogos. Os moradores também usufruiriam da infraestrutura e sinalização que poderão ser criadas nessa avenida e por toda a cidade. E a administração municipal ainda ganharia reconhecimento por adotar iniciativas “verdes” e sustentáveis, cada vez mais valorizadas nos tempos atuais e aplicadas em grandes cidades no mundo todo.
Todos têm a ganhar com o incentivo ao uso da bicicleta nas grandes cidades. Até aqueles que preferirem continuar usando o carro.
Pedalada-Manifesto
Para reivindicar a inclusão de uma ciclovia no projeto de reforma dessa avenida e propor diversas medidas de baixo custo para incentivar o uso da bicicleta em toda a cidade, será realizada uma pedalada-manifesto no próximo sábado, dia 20 de junho.
Os ciclistas pedalarão pela região central da cidade, com uma parada em frente à Prefeitura para entregar uma carta ao Prefeito Márcio Lacerda. Dentre as sugestões ao prefeito, estão a instalação de paraciclos em locais seguros, sinalização e pintura de ciclofaixas e campanhas de conscientização e educação para motoristas e ciclistas, entre outras.
E então, prefeito? Vai encarar e inovar em relação às outras cidades, ou vai deixar a próxima gestão implementar a mobilidade por bicicleta e ficar com os louros da iniciativa verde?
Participe!
Dia 20 de junho, com saída às 9h na Praça da Liberdade.
Entrega da carta ao Prefeito às 10h30, em frente à PBH.
Encerramento na Praça da Liberdade, às 11h. Leia aqui a carta que será entregue ao Prefeito (em PDF)
Soninha usa a bicicleta em alguns de seus deslocamentos pela cidade
Foto: Divulgação, via Flickr do PPS/SP
Esses dias encontrei, meio que por acaso, uma ótima entrevista com a Soninha Francine, atual subprefeita da Lapa e ex-vereadora da cidade de São Paulo. Vale a pena ler a entrevista, onde Soninha fala sobre bicicletas, ciclovias e pedágio urbano, mostrando sua visão e suas idéias sobre esses assuntos. O entrevistador é Paulo Pacheco, um jornalista iniciante que mandou muito bem nesse trabalho. Valeu, Paulo!
Aproveitando que o assunto é a moça aí da foto, a subprefeitura capitaneada por ela implementou paraciclos em 15 instituições e locais públicos da região. Havendo infraestrutura para os ciclistas, incentiva-se indiretamente o uso da bicicleta entre os moradores e frequentadores da região.
Sinal dos tempos: até a Coca-Cola já diz que trocar o carro pela bicicleta é mudar para melhor. Veja o comercial de um novo refrigerante, que está sendo veiculado na TV, aqui em São Paulo:
A abordagem da bicicleta feita nesse comercial surpreende, principalmente se considerarmos que a mesma empresa, há menos de um ano atrás, veiculava lá fora este comercial, que valoriza dirigir em velocidade – ironicamente, na Holanda, a pátria das bicicletas.
Gostaria de acreditar que essa peça represente uma mudança de posicionamento da empresa, mas temo que seja apenas uma estratégia temporária de marketing. De qualquer forma, parabéns à agência pela idéia.
O melhor em tudo isso é que:
a mudança do carro para a bicicleta é exibida em um comercial de TV como uma escolha inteligente
isso é um reflexo da nova visão da bicicleta como alternativa viável de transporte no Brasil nesse final de década
E uma coisa alimenta a outra, num círculo virtuoso. Só temos a ganhar com tudo isso.
UseBike, iniciativa da Porto Seguro que incentiva o uso de bicicleta, principalmente em deslocamentos conjugados carro-bicicleta e metrô-bicicleta (veja aqui um resumo do funcionamento)
Vauban fica na periferia da cidade de Freiburg, na Alemanha, perto da Suíça. Estacionamentos de rua, garagens e o trânsito de automóveis são proibidos em quase todo o distrito. As pessoas podem ter automóveis, mas têm de deixá-los em uma das duas grandes garagens que ficam no limite da comunidade. E uma vaga lá custa até €17.500 (quase R$ 50 mil reais), mais uma taxa mensal.
“A quantidade de tempo que se passa ao volante de um carro é tão importante quanto possuir um automóvel híbrido” – David Goldberg, funcionário da Transportation for America
Loucura? Não para as muitas famílias que venderam seu carro para mudar para lá. Nem para a Transportation for America, que diz textualmente que “o desenvolvimento dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial esteve todo concentrado no automóvel, e isso terá que mudar”. Tampouco para a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, que está promovendo comunidades com número reduzido de carros, ou para a Associação de Planejamento da Área de Hayward, na Califórnia, que está desenvolvendo uma comunidade semelhante a Vanban chamada Quarry Village. Nem para as mais de cem pessoas que já se inscreveram para comprar uma casa na Quarry Village.
Henk Schulz, um cientista que em uma tarde do mês passado observava os três filhos pequenos caminhando por Vauban, lembra-se com entusiasmo da primeira vez que comprou um carro. Agora, ele diz que está feliz por criar os filhos longe dos automóveis; ele não tem que se preocupar muito com a segurança deles nas ruas.
Mas Vauban não tem apenas o diferencial no transporte e na qualidade de vida e almeja ser um modelo de cidade sustentável. Para dar um exemplo, as casas vão além do conceito de “consumo zero” de energia. Com os telhados recobertos de material captador de energia solar, elas geram mais energia do que consomem. Ou seja, além de usar apenas energia limpa produzida ali mesmo, ainda geram um excedente que poderá utilizada em outros lugares da cidade.
Uma matéria do New York Times, publicada hoje em português, aborda longamente o assunto. Alguns trechos da matéria estão espalhados por este post, nos quadros azuis. As fotos vieram deste site, com exceção da foto dos telhados, que veio daqui.
Infraestrutura cria demanda. Em Portland, o uso da bicicleta como meio de transporte e a retomada do espaço público pelas pessoas fazem parte da política adotada pelo prefeito Sam Adams. Como resultado, a hora do rush deles acabou ficando assim (clique para assistir o vídeo):
@digonery Existe um proj de lei em S.Paulo para obrigar o seguro dos estacionamentos a cobrir bicicletas e motos, o @Boneysp tem + detalhes 1 day atrás
Matéria da Viagem e Turismo traz roteiros p/ se fazer de bicicleta pelo mundo http://twurl.nl/v4owgc E indica agências que fornecem pacotes 1 day atrás