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20/10/2009 - 14:30

Casamento de bicicleta


Foto: Frenchme, via Flickr

Nesse sábado, dia 24 de outubro, eu e a Priscila vamos nos casar. E vamos até o cartório de bicicleta.

Seria muito legal ter um monte de ciclistas junto com a gente. Por isso, vamos primeiro até a Praça do Ciclista, para nos juntarmos aos padrinhos e a quem mais quiser nos acompanhar nessa Pedalada do Casório.

A partir das 9h estaremos na Praça. Às 9h30 sairemos em direção ao cartório, que fica na Av. Jabaquara, ao lado do metrô Saúde. Estão todos convidados, mas tem que ir de bicicleta!

Depois do enlace vamos para a lanchonete Subway do Paraíso, na R. Vergueiro, 1954 (entre as estações Ana Rosa e Paraíso do Metrô), com previsão de chegada às 12h30. Lá cortaremos o bolo e quem quiser pode aproveitar para almoçar ali. Vamos encher a frente da loja de bicicletas e mostrar que dá pra lotar um restaurante sem lotar o estacionamento… :)

Vá de bike!

Se você estiver sem bicicleta, pode alugar uma nos estacionamentos da rede Estapar da Av. Paulista (Top Center, Hospital Santa Catarina, Conjunto Nacional e Colégio São Luiz) ou nas estações de metrô Paraíso e Vila Mariana (saiba como o funciona o serviço aqui ou no site oficial). E você pode devolver na estação Paraíso na volta, quando pararmos na lanchonete.

O caminho é todo plano e vamos pedalar sem pressa, para todo mundo acompanhar, mesmo quem não tem lá aquele preparo físico. E se você achar que não aguenta pedalar o trajeto todo, pode se juntar à turma pelo caminho (Paulista – Vergueiro – Dom.Morais – Jabaquara). Estaremos usufruindo do nosso direito de circular de bicicleta pelas ruas da cidade em um grupo grande de ciclistas, o que traz mais segurança para todos. Pode levar esposa, mãe, irmã, namorado, filhos, amigos… O importante é estar de bicicleta!

Ah, aos sábados o Metrô aceita bicicletas a partir das 14 horas. Se você fizer um tempo com a gente ali na lanchonete, dá para ir embora de metrô depois, com bike e tudo.

Vejo vocês lá.

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é muito mais . Tags: , , , ,
15/09/2009 - 20:17

Primeira vez com a bicicleta na rua e no Metrô

Dia Mundial Sem Carro 2008 – Balões na Praça do Ciclista
Foto: Luddista

No Dia Mundial Sem Carro do ano passado, fui de bicicleta com minha mulher até a Av. Paulista, para participarmos de uma bicicletada que reuniu cerca de 500 pessoas. Era a primeira vez que ela pedalava na rua, até então só dentro do Parque do Ibirapuera. Também era a primeira vez que ela ia numa Bicicletada, a primeira vez que ela via tanta bicicleta junta na rua e a primeira vez que embarcava com a magrela no Metrô.

Na época escrevi uma narrativa sobre nossa utilização do Metrô levando a bicicleta, mas o texto acabou ficando perdido por aqui sem ser publicado. Tropecei nele por acaso um dia desses e resolvi acrescentei um trecho contando nossa ida até a Praça e a participação na Bicicletada. O resultado é um relato do Dia Mundial Sem Carro 2008 e das “estréias” da Priscila na Bicicletada, no DMSC e na rua com a bicicleta. Boa leitura!

Saímos com meia hora de antecedência. Luzinhas piscando na frente e atrás, capacete, eu com um sorriso enorme e a Priscila tensa. Eu queria que ela fosse na minha frente para que eu garantisse, com meu posicionamento na via, que os carros manteriam uma distância segura e também para que ela ditasse o ritmo, não correndo o risco de fazê-la pedalar rápido demais. Mas como pedalar sozinha na frente a deixava insegura, ela pediu para ficar atrás de mim. Tudo bem. :)

Pegamos um pedacinho da Av. Jabaquara e depois a Domingos de Morais. Ocupei a faixa, sinalizando para ela se manter atrás de mim. Como estávamos pedalando devagar, alguns carros vinham pela segunda pista para cruzar na nossa frente e entrar nas ruas à direita. Ocupando a faixa, eu sinalizava a esses motoristas para esperarem e isso surtia efeito.

Em dado momento, próximo a uma rua onde muitos carros virariam à direita, um caminhão-reboque de uma seguradora veio pela segunda faixa e ficou quase ao nosso lado, um pouco para trás, para segurar os outros carros enquanto passávamos, enquanto sinalizava com um sorriso e um gesto de mão que podíamos passar que ele esperaria. Surpreendente. Talvez ele estivesse fazendo isso por ter percebido que eu estava “guiando” uma menina iniciante, mas de qualquer forma foi uma atitude muito simpática, incomum para São Paulo. E antes que perguntem, o caminhão não era da Porto, amiga das bicicletas: era da SulAmérica, a da rádio para motoristas.

Até a Sena Madureira, o trânsito não estava muito carregado. Ninguém nos incomodou na pista da direita. Mas a partir dali a coisa complica, com os carros que vêm da Sena. Na esquina do Pastorinho, a Priscila preferiu que desmontássemos e atravessássemos na faixa. Chegando no Metrô Vila Mariana, teríamos que pegar a segunda pista, porque ali há duas pistas para quem vira à direita, sentido Lins de Vasconcelos: complicado para quem está começando. Desmontamos e atravessamos na faixa novamente.

Mais um quarteirão de tranquilidade e depois o entupimento total, juntando quem veio da Sena Madureira com quem veio da Vergueiro e da Lins. Uma beleza. E, pra completar, a pista da direita é de ônibus… Um trecho realmente ingrato para pedalar e sem nenhuma alternativa em ruas paralelas.

Eu queria ir pela segunda pista, mas o trânsito assustou minha aluna e ela pediu para irmos pela calçada, que ali é bastante larga. Topei, mas com algumas condições: pedalaríamos devagar, pararíamos para os pedestres e ela seguiria exatamente atrás da minha bicicleta, desviando por onde eu desviasse. Ok. Seguimos pela calçada até próximo do Metrô Paraíso – onde tem uma bifurcação que vai para a Paulista na esquerda (Bernardino de Campos) e para o centro (Vergueiro) na direita. Aguardamos não haver mais carros, atravessamos a rua e seguimos pedalando sentido Paulista.

Dali até quase a 13 de maio, fomos pela pista da direita. No ponto onde os carros começam a disputar quem entra primeiro na rua do Shopping, passamos para a TERCEIRA pista. Alguém buzinou querendo que a gente pedalasse a 70km/h, descontando em nós a frustração pelo congestionamento: fiz sinal para ele passar pela pista da esquerda, ele passou e foi embora, enfartando…

Logo depois de deixarmos os desesperados para trás, passamos para a segunda pista, onde há (havia) as bicicletinhas pintadas no chão, deixando a pista do ônibus livre. Os ônibus passavam rápido pela nossa direita, o que era muito melhor do que se nos “empurrassem” por trás. Ocupávamos o centro da faixa, para que nenhum motorista apressadinho resolvesse passar junto conosco, nos empurrando para cima do ônibus.

O trânsito estava meio empacado na Paulista, mas mesmo assim teve uma motorista desesperada que resolveu ficar atrás de nós buzinando, como se fosse nossa a culpa das outras duas pistas estarem paradas. Eu falei pra Priscila “continua onde está e ignora” e sinalizei para a desesperada mudar de pista e ultrapassar, indicando com gestos que havia mais duas pistas que ela poderia utilizar. Ela mudou de pista e foi embora buzinando, levando o stress com ela.

Perto da Augusta, vimos a massa vindo pelo outro lado da Avenida. Quando o sinal fechou atravessamos e entramos no meio do grupo.

Havia bastante gente. Todos sorrindo, alguns com apitos, outros fantasiados… um ambiente completamente diferente daquele em que estávamos, do lado de lá da avenida. O sorriso veio ao rosto da Pri na mesma hora. Três pistas estavam tomadas pelas bicicletas, a faixa dos ônibus livre. As bicicletas utilizando a rua, do mesmo modo que os carros faziam do outro lado. Com uma diferença: a massa se movia, os carros estavam parados.

Em meio àquela bagunça, encontrei vários amigos. Apresentava a eles, com orgulho, a menina que tinha conseguido vencer o medo e pedalado até ali. Agora ela se divertia, pedalando feliz em meio à festa das bicicletas. Me dizia que nunca tinha visto tanta bicicleta junta. “Nunca imaginei que eu fosse andar de bicicleta na Paulista!”, dizia sorrindo.

Cada pouco a gente conversava com alguém, pedalando sempre devagar, numa velocidade que todos pudessem acompanhar sem ninguém ficar para trás. Havia crianças, skatistas, gente de todas as idades, as diferenças sociais e de escolaridade desapareciam sobre a mágica dos pedais. O senhor que cata latinha pedalava junto do jovem esportista, que dividia espaço com a patricinha de bicicleta cara, que pedalava do lado do entregador de água. O porteiro, o gerente de loja, o funcionário público, o estudante, o jornalista, o empresário, o professor de yoga, o estagiário, o analista de sistemas: todos eram um.

Av. Paulista tomada por bicicletas, na Bicicletada do Dia Mundial Sem Carro, em 2008
Foto: Luddista

Todos eram, simplesmente, ciclistas. Sorrisos, fantasias, alegorias na bicicleta, buzinas esquisitas, cartazes, faixas, coro de “menos carros, mais bicicletas”, risadas, felicidade. Até cachorro de carona na bicicleta tinha.

Atrás de nós, alguns motoristas buzinavam de um jeito que não fariam se o congestionamento fosse de carros. Uns desviavam pela Alameda Santos, outros aguardavam com paciência. Afinal, estava devagar mas pelo menos estava andando.

Do outro lado da Avenida, muitos motoristas, trancados no congestionamento habitual, davam buzinadinhas simpáticas em apoio e até abriam as janelas – ato raro nas noites da Av. Paulista – para interagir com os ciclistas, tirar fotos, acenar e sorrir, compreendendo e assimilando o lado bom daquele momento. Nas calçadas, o pessoal do happy-hour fazia a maior festa, alguns levantando o copo de chopp, outros acenando e fazendo sinal de positivo. Onde a massa passava, deixava a alegria daquele momento.

Seguimos a Paulista até o final e continuamos até chegar na Ana Rosa. Lá, pegamos o sentido contrário da avenida voltamos pela Paulista toda até a Praça do Ciclista. Ficamos um pouco por ali, conversamos com algumas pessoas e, ainda sorrindo, com aquela sensação de fim de festa, decidimos ir embora. Havíamos combinado voltar de Metrô, já que o embarque de bicicletas havia sido liberado recentemente também durante a semana, após as 20h30.

Estávamos empurrando a bicicleta pela calçada pra ir até a estação consolação, que é ali do lado, quando uma senhora que passava a pé nos perguntou o que estava acontecendo ali. Eu comecei a dizer que era por causa do Dia Mundial Sem Carro e até ia explicar mais alguma coisa, mas ela se empolgou com essa informação: “Ah, é hoje? Ai, que coincidência, hoje eu deixei o carro em casa mesmo, fui fazer um monte de coisas de metrô!”. Ela seguiu conversando com a gente até a estação, também ia pegar o Metrô.

Minha mulher mostrou uma desenvoltura que eu desconhecia para carregar a bike no ombro… Ela nunca tinha feito isso, mas parecia que fazia todo dia. Descemos a interminável escadaria e, ao chegar perto da catraca, eu estava explicando a ela o procedimento: “a gente vai passar ali por aquela portinhola, deixa as bikes do lado de lá e volta pra passar o bilhete”. O rapaz que estava ao lado da tal portinhola olhou pra gente sorrindo e disse um “é isso mesmo!”, todo animado porque a gente já sabia o que fazer e ele não ia ter que ficar explicando. :D

Nisso chegou um outro ciclista, que desceu com a gente outra escadaria interminável, maior que a primeira. Ele esperou conosco na plataforma com e logo chegou mais um. Embarcamos os quatro no mesmo vagão, com um pouco de dúvida sobre como dispor as bicicletas, mas conseguindo se ajeitar. Facilitaria muito se houvesse um suporte para pendurar pela roda da frente. E até ocuparíamos menos espaço no vagão.

No caminho, o ciclista que havia chegado primeiro contou que todos os dias vai da Penha até a Aclimação, ida e volta, mesmo debaixo de chuva, porque não tem paciência para o metrô lotado. Pedala cerca de 35km por dia.

Na estação Ana Rosa, descemos 3 e um continuaria até a Klabin. Eu e minha esposa fomos para um lado, o outro ciclista foi para o outro. Na hora de entrar no trem da linha azul, um homem com um saco enorme fez questão de sair de outra porta onde estava esperando e entrar na nossa frente. Ele entrou e foi para o meio do vagão, mas ele e mais uns dois apressados atrapalharam minha entrada e quase eu fico pra fora. O trem apitou quando a bicicleta estava bem no meio da porta e eu estava arrumando espaço para ela caber inteira dentro do trem. Acho que o “motorista” percebeu na câmera que a bicicleta não tinha entrado inteira ainda, porque a porta não fechou; alguns segundos depois, quando eu já estava acomodado, outro sinal e aí sim a porta fecha.

Na hora de descer do trem, uns dois ou três desesperados para entrar atrasaram minha saída e quase que eu não saio. Ora, se eles perdem o trem é só esperar outro, mas se eu (ou qualquer outro que esteja tentando sair) não conseguir sair do vagão, o transtorno é muito maior! Ô povo egoísta… Mas deu tudo certo. Carregamos as bikes escada acima e pedalamos uns 5 minutos até em casa.

Na hora de entrar no prédio, o porteiro ficou na dúvida se deixava aquelas duas bicicletas entrarem na garagem ou não e foi consultar nossos nomes na listinha de moradores… Tudo bem, ele é novo e estava fazendo o trabalho dele. Até porque a gente podia estar querendo sequestrar alguém sorrateiramente, com aqueles capacetes chamativos e as luzinhas piscando. :)

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo . Tags: , , , ,
09/09/2009 - 14:16

Mecânica básica de bicicletas para as mulheres

O que fazer se o pneu furar? Como faço para minha bicicleta frear direito? A troca de marchas anda meio complicada…

Para resolver problemas como esses, que parecem complicados mas são relativamente simples, as Pedalinas – um grupo de meninas que se encontra mensalmente para pedalar e trocar idéias sobre o uso da bicicleta – resolveu fazer uma oficina gratuita para mostrar às outras mulheres que a coisa não é tão complicada assim.

Nesse sábado, dia 12 de setembro, às 14 horas, as meninas se encontrarão na Praça do Ciclista e farão uma pedalada rápida até o Centro, no local onde será realizada a oficina (espaço Ay Carmela!).

Você não vai pagar nada pelo evento e ainda vai conhecer outras meninas que utilizam a bicicleta para se locomover pela cidade. Seja você uma mulher que já usa a bicicleta com desenvoltura pelas ruas da cidade ou uma iniciante com vontade de aprender, será igualmente bem recebida.

Entre os objetivos principais das Pedalinas estão trocar informações e dicas sobre o uso da bicicleta e ajudar as novatas a perder o receio de se aventurar pelas ruas, usando a bicicleta com segurança. No final da oficina, todas estão convidadas para uma cerveja/suco/refri no próprio Ay Carmela!, estendendo o bate-papo e ajudando a manter o espaço cedido gratuitamente.

O que levar?

Leve sua bicicleta. Assim você já vai aproveitar para regular as marchas e os freios. E aprender a mexer na própria bicicleta é sempre melhor do que aprender na bicicleta dos outros: pode haver alguma pequena diferença na sua que possa te confundir depois.

Se você tem ferramentas, leve também. Se não tiver, as meninas emprestam, mas quanto mais gente levar, mais rápido fica o rodízio e mais produtiva a oficina.

Vá de Metrô

Se você não quiser pedalar até a Praça do Ciclista, pode colocar sua bicicleta no Metrô (a partir das 14h) e encontrá-las direto no Ay Carmela!, às 15h (próximo à estação Sé). Se bem que uma pedaladinha com as meninas não faz mal a ninguém, né? E da Praça do Ciclista até o Centro, é só descida.

Na hora de ir embora, você também pode usar o Metrô para voltar para casa.

Pedaladas mensais

Atenção, os encontros das Pedalinas mudaram de data. Agora ocorrem todo primeiro sábado do mês, na Praça do Ciclista, com concentração às 14h e pedalada às 15.

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo . Tags: , , ,
03/09/2009 - 13:35

Passeio da Primavera, oficinas e Pedal Cultural nesse fim de semana

Nesse final de semana prolongado, há eventos nos três dias.


No domingo, 6 de setembro, acontece o Passeio da Primavera, o mesmo evento que décadas atrás levava milhares de pessoas de bicicleta às ruas. O passeio sairá do Ibirapuera, em frente ao Obelisco, seguindo pela Rubem Berta até próximo ao Aeroporto, retornando até a Assembléia Legislativa. O percurso estará fechado para os carros e livre para as pessoas.

O evento será organizado por uma empresa de corridas, com venda de kits com camiseta, sacola e uma caramanhola (garrafinha). A retirada dos Kits será no sábado, dia 5, em um evento no Parque das Bicicletas, que está sendo chamado de Bike Ville.

Esse evento ocorrerá das 9 às 17h e, além de retirar os kits, as pessoas poderão participar de diversas atividades, entre elas várias oficinas e palestras que o CicloBR realizará em sua tenda no evento:

9:00 às 10:00 – Oficina Uso do Câmbio
A maioria das bicicletas vendidas vem com zilhões de marchas, mas muitos ciclistas demoram para aprender a usá-las. Nessa oficina teremos dicas importantes de como as marchas devem ser trocadas e qual a marcha indicada para cada situação.

10:00 às 11:00 – Pedalinas: sobre mulheres e bicicletas
De mulher para mulher. Um bate papo com dicas de mecânica e pedalada onde mulheres que usam sua bicicleta na cidade contam suas experiências

11:00 às 12:00 – Direitos e Deveres do Ciclista no Trânsito
Infelizmente a maioria dos ciclistas desconhecem seus deveres e principalmente seus direitos. Uma oficina sobre legislação com tudo que diz respeito ao ciclista no trânsito.

12:00 às 13:30 – Oficina de Cicloturismo
Apresentação de um vídeo da Cicloviagem pelo Caminho Da Fé, produzido por André Pasqualini. Após o vídeo um bate papo com dicas para os futuros cicloturistas

13:30 às 15:00 – Oficina de Cicloativismo/Bicicleta como eixo de cultura e diversão
Um bate papo sobre o que vem a ser o cicloativismo e o seu papel na busca de uma cidade mais humana

15:00 às 16:00 – Oficina de Mecânica Básica
Como trocar pneus, regular cambio, identificar os motivos para aqueles barulhinhos que tanto incomodam

16:00 às 17:00 – O mundo das Fixas
As bicicletas com rodas fixas estão virando uma febre que resgata os primórdios das bicicletas. Aprenda muito sobre a história e a arte das bicicletas nessa oficina.

A inscrição custa R$40, com direito a duas pessoas (ou seja, R$20 por pessoa) e um kit. Há a possibilidade de fazer a inscrição em grupo, diminuindo o preço para R$30 (ou R$15 por pessoa). Você pode se inscrever pelo site ou aproveitar a promoção se inscrevendo pelo grupo criado pelo Instituto CicloBR (mais informações aqui, no final da página).

Ah, não esqueça que no domingo você também poderá passear pela Ciclofaixa!

Enquanto uns desfilam em tanques, outros passeiam de bicicleta. Na segunda-feira, feriado, venha render um tributo aos versos de Adoniran Barbosa e percorrer de bicicleta o caminho do imortal “Trem das Onze”, com pausas lúdico-culturais em cada uma das antigas estações.

Você pode levar sua bicicleta no Metrô até a Estação Consolação, pois isso é permitido aos feriados, e assim chegar na Praça do Ciclista. Se você tem receio da distância a ser percorrida, poderá se juntar ao “Trem das Onze” nas estações do Metrô que a “composição” cruzará: Portuguesa-Tietê, Carandiru, Parada Inglesa ou mesmo Tucuruvi.

“Agora não preciso mais de condução
Moro e trabalho aqui mesmo no meu bairro
Jaçanã
Mas sofri uma grande decepção quando disseram
Vá lá embaixo ver, tão derrubando a nossa estação
Fui lá vê se era verdade
E era”…
Pincharam a Estação no Chão – Adoniran Barbosa

Mais detalhes, fontes de referência e informações históricas a partir desta página.

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é muito mais . Tags: , , , , ,
17/06/2009 - 19:28

Pedalinas – Passeio para meninas nesse domingo em Sampa

No mês passado, várias meninas que pedalam em São Paulo, muitas delas participantes da Bicicletada, combinaram um passeio de bicicleta de manhã, com piquenique no Parque do Ibirapuera. O passeio rolou no dia das mães, para tristeza de muitas que gostariam de ter ido mas não puderam.

As Pedalinas então resolveram tornar o passeio mensal e criaram até um blog e uma comunidade no Orkut para divulgá-lo. O passeio sairia todo segundo domingo do mês, da Praça do Ciclista. Mas semana passada, no segundo domingo deste mês, houve a Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista, o que dificultaria o encontro na Praça.

Por essas e outras, decidiram adiar o passeio desse mês para domingo agora, dia 21. Assim todo mundo pode ir, se encontrar na praça e passear por aí em cima da bicicleta. No mês que vem, o passeio volta a ser no segundo domingo do mês, mas eu aviso por aqui.

O passeio

A idéia é pedalar, passear, conversar, trocar idéias sobre bicicleta, sobre sua utilização nas ruas, trocar dicas de manutenção básica, bater um papo legal com outras meninas que usam a bicicleta e, principalmente, se divertir.

Tem medo da distância que vão percorrer? Não está acostumada a pedalar nas ruas? Não tem problema! O ritmo do passeio é leve, sem deixar ninguém para trás. O passeio é aberto a todas as idade e também para quem está começando. Uma das meninas que participará do passeio comentou que apenas ela vai levar pelo menos três novatas. A idéia é essa mesmo: mostrar que bicicleta é para todo mundo e que você, que tem aquela bicicleta encostada na garagem, também pode montar nela e pedalar livre por aí.

Quando e onde?

É no próximo domingo dia 21, com saída na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, e o passeio sai às 11h da manhã (chegue mais cedo). Você pode levar a bicicleta no metrô e descer na estação Consolação (linha Verde), já que aos domingos, o transporte de bicicletas no metrô é livre o dia inteiro. Isso significa que você também vai poder voltar para casa de metrô, com bicicleta e tudo. Capacete não é obrigatório (embora eu, pessoalmente, seja favorável à sua utilização). E você pode alugar uma bicicleta caso esteja sem.

Foto: Amsterdamize, via Flickr

O que levar?

O passeio é gratuito. Leve água, alguma coisinha leve para comer, capriche no visual cycle chic e dê um pulo na praça para fazer novas amigas, descobrir como outras meninas fazem para pedalar sozinhas nas ruas, como fazem com o cabelo na hora de pedalar, como decidem o percurso, que roupas escolhem para pedalar, onde guardam a bicicleta, o que fazem se fura um pneu, em que altura colocam o banco…

Tem bastante coisa para se conversar durante o passeio. Vai ser bem divertido e instrutivo, você vai fazer novas amigas e no final vai querer ficar sabendo quando é o próximo, vai por mim. ;)

Caso tenha dúvidas ou queira saber mais sobre o passeio, visite o blog, a comunidade no Orkut ou mande um e-mail para as Pedalinas.

“Opa! Se vai ter gatinha pedalando eu to dentro!”

Um recado para os marmanjos: essa não é para vocês, esse passeio é só para as moças. Os namorados, maridos e os pentelhos avulsos que também quiserem pedalar devem combinar na hora um segundo grupo, com outro roteiro e outro ponto de encontro. “O ponto de encontro dos meninos é ali, ó”, dirão as moças. Quem manda nesse passeio são as mulheres e não se fala mais nisso! :D

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo . Tags: , , ,
08/06/2009 - 21:19

Pedalada para as meninas pelo dia dos namorados

Saia na noite, grupo feminino de pedaladas noturnas que recebe muito bem as iniciantes, realizará nessa terça-feira, dia 9 de junho, um passeio especial de Dia dos Namorados. A data será antecipada pelas meninas do Saia, para coincidir com o tradicional passeio das terças-feiras que o grupo realiza.

Segundo o grupo, será um passeio aberto “aos namorados, maridos, rolos, casos, cachos” e etc., mas as meninas sozinhas também serão bem vindas. ”Vai que você cruza com seu príncipe pedalante… A idéia é confraternizar mesmo, com muito carinho.”

Como sempre, a saída do passeio será na doceria Ofner da R. João Cachoeira com a Av. 9 de julho, no Itaim Bibi, às 9 horas em ponto. É necessário o uso de capacete e camiseta do grupo, que pode ser adquirida no local.

Mulheres, compareçam! Rapazes, ótima oportunidade pra convidar aquela menina que pedala só no parque a pedalar na noite paulistana com um grupo de meninas animado, de bem com a vida, que não deixa ninguém pra trás. E, nesse friozinho, nada como pedalar bem acompanhada… ;)

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
08/05/2009 - 13:36

Passeio de bicicleta só para meninas nesse domingo

Domingo agora, dia 10, meninas que pedalam em São Paulo, muitas delas participantes da Bicicletada, combinaram um passeio de bicicleta de manhã, com piquenique no Parque do Ibirapuera.

Tem medo da distância que vão percorrer? Não está acostumada a pedalar nas ruas? Não tem problema. O ritmo do passeio é leve, sem deixar ninguém para trás. O passeio é aberto a todas as idade e também para quem está começando.

A idéia é pedalar, passear, conversar, trocar idéias sobre bicicleta, sobre sua utilização nas ruas, trocar dicas de manutenção básica, bater um papo legal com outras meninas que usam a bicicleta e, principalmente, se divertir.

O ponto de encontro é na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, e o passeio sai às 10h da manhã (chegue mais cedo). Você pode levar a bicicleta no metrô e descer na estação Consolação (linha Verde). Aos domingos, o transporte de bicicletas no metrô é livre o dia inteiro, o que significa que na volta você também vai poder ir de metrô com bicicleta e tudo. Capacete não é obrigatório (embora eu, pessoalmente, seja favorável à sua utilização). E você pode alugar uma bicicleta caso esteja sem.

O passeio é gratuito, mas é legal levar alguma coisa para contribuir com o piquenique: salgado, doce, suco, etc. Coloque na sua mochila ou bolsa, capriche no visual cycle chic e dê um pulo na praça para fazer novas amigas, descobrir como outras meninas fazem para pedalar sozinhas nas ruas, como fazem com o cabelo na hora de pedalar, como decidem o percurso, que roupas escolhem para pedalar, onde guardam a bicicleta, o que fazem se fura um pneu, em que altura colocam o banco… Tem muita coisa para se conversar durante o passeio e o piquenique. Vai ser bem divertido e instrutivo e no final você vai querer saber quando é o próximo, vai por mim. ;)

E um recado para os marmanjos: essa não é para vocês, esse passeio é só para as moças. Os namorados, maridos e os pentelhos avulsos que também quiserem pedalar, devem combinar na hora um segundo grupo masculino, com outro roteiro e outro ponto de encontro. “O ponto de encontro dos meninos é ali, ó”, dirão as moças. Quem manda nesse passeio são as mulheres e não se fala mais nisso

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo . Tags: , , , ,
24/03/2009 - 18:36

Bike na Revista Vida Simples

Vida Simples
Foto: Alexia Santi / Guilherme Gomes (Divulgação)
Pra vocês não dizerem que eu só reclamo, três posts seguidos falando bem da mídia tradicional – e o próximo falando bem de uma propaganda na TV. Não, eu não estou com febre. São matérias que valem a pena ler, como vocês puderam ver nos últimos dois posts.

A Revista Vida Simples sempre acerta quando fala sobre o uso da bike no meio urbano. No ano passado, publicou uma edição especial chamada Vá de Bicicleta, por sinal excelente. Não sei se ainda dá para encontrá-la nas bancas mas, se não encontrar, vale a pena comprar direto com a editora.

A edição que está nas bancas (nº 78) há uma matéria com quatro mulheres relatando seus deslocamentos em bicicleta na cidade de São Paulo. Foram retratados quatro perfis: a esportista, a consciente, a esporádica e a viciada. Os relatos são em primeira pessoa, com um tom bem pessoal, passando não só a informação como a emoção de cada uma delas. Outro ponto interessante é a maneira como as meninas se vestem, demonstrando incidentalmente o estilo cycle chic paulistano.

Vale a pena ler.

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo ., . Bicicleta é transporte . Tags: , ,
10/02/2009 - 14:53

Cycle Chic

Inspirado pela dica da leitora Mariane, nos comentários do post anterior, resolvi dedicar um post ao movimento que chamam lá fora de Cycle Chic.

Segundo a Wikipedia (definição em inglês), Cycle Chic, Bicycle Chic ou Bike Chic é a cultura de pedalar com roupas “fashion”, com estilo ao se vestir.

No Brasil, houve nas últimas décadas a associação da bicicleta com lazer e esporte, relegando-a como meio de transporte apenas às camadas sociais mais baixas.

Site da fabricante Sundown (de cima), com foco exclusivamente esportivo, em contraponto ao da Dahon, que aposta no uso cotidiano da bicicleta.

A sociedade se acostumou a ver a bicicleta como brinquedo ou como falta de opção para quem ainda não pôde comprar um carro, graças à cultura do automóvel instalada no Brasil a partir das políticas centradas no automóvel de Juscelino Kubitschek, Prestes Maia, Paulo Maluf e outros tantos.

Parte da culpa disso também recai sobre Caloi, Monark e mais recentemente a Sundown, que dos anos 80 para cá reforçaram o conceito de bicicleta apenas como lazer, esquecendo que ela também é um meio de transporte e que metade das vendas de bicicletas se destina a esse fim. Nem mesmo vindo alguém de fora para ensinar (como a Dahon, que mal chegou e já está fazendo bastante sucesso apostando exclusivamente no uso urbano da bicicleta), as grandes fábricas aprenderam. Quem sabe quando a Dahon tiver engolido uma bela fatia do mercado eles acordem…

Nos outros países, sobretudo na Europa, onde a bicicleta sempre foi principalmente um meio de transporte, as pessoas têm outra visão de como utilizá-la. Aqui, quando alguém vai elegante a algum evento, quer ir de carro, seja ele próprio, táxi, ou carona. Lá, a bicicleta também serve para isso. Afinal, há onde estacionar, as bicicletas têm algumas pequenas diferenças para não estragar a roupa (adaptações que podemos fazer nas nossas, como protetor de corrente e guarda-saias), possuem bagageiro, as trancas em U são vendidas em qualquer loja e o ciclista é respeitado nas ruas e nos estabelecimentos.

As bicicletas são usadas não só para ir ao trabalho e à escola, mas para ir ao mercado, ao cinema, à casa dos amigos e até às festas. Enquanto isso, aqui o chique é ficar preso no trânsito mesmo no final de semana, levar meia hora para andar os últimos 500 metros do local do show e pagar R$ 20 de estacionamento ou R$ 10 para um flanelinha… E não me venham com aquelas velhas falácias de que não dá apra andar de bicicleta aqui por causa das subidas ou do calor, porque isso é desculpa que se dá para si mesmo: as subidas você contorna ou desce e empurra a bicicleta devagar; quanto ao calor, você pode pedalar mais devagar e suar o mesmo que se estivesse andando (e ainda ser refrescado pelo vento), ou pode levar outra roupa e se limpar e se trocar no destino ou próximo a ele.

Nosso consolo é que aos poucos, isso vai mudando por aqui também. A mudança já começou e chegou até à mídia tradicional (TV, jornais e revistas), que sempre foi totalmente favorável ao automóvel, mesmo em detrimento do transporte coletivo, já que a maior parte dos anúncios vem de montadoras, concessionárias e outras empresas que lucram com produtos e serviços relacionados ao automóvel. Não há mais como continuar na contramão do mundo: as coisas vão melhorar cada vez mais para os ciclistas urbanos, haverá cada vez mais infra-estrutura e respeito nas ruas.

Conforme a cultura da bicicleta se (re)estabelece ao redor do planeta, mais e mais sites sobre assunto vão sendo criados. Alguns deles:

Saiba Mais
Copenhagen Cycle Chic
O mais conhecido dos sites de Cycle Chic, com ótimas fotos.

Cyclechic.co.uk
“O guia da mulher moderna para pedalar” (Londres)

Riding Pretty
Site da California

Velovogue
San Francisco, também na Califórnia

Urban Cycle Chic
“Moda em bicicletas holandesas, sem marchas, fixas e antigas”

      Toronto Bike Chic
Site de Toronto, Canadá

Cycle Chic Fashion Show
Site de um desfile de moda e bicicletas que aconteceu na Irlanda, em 01/Nov/2008. Prometem um novo evento para esse ano.

Warsaw Cycle Chic
Site da cidade de Varsóvia (Polônia). Belas fotos, texto incompreensível para mim. :)
Ainda na Polônia, há também um de Cracóvia e outro de Lodz.

The Sartorialist
Esse é na verdade um site generalista sobre moda das ruas, mas tem uma tag “Bicycles” e esse link faz um filtro, trazendo só o que se relaciona a bicicletas.

A partir desses sites dá para encontrar links para vários outros. E o nosso, quando sai? :)

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é transporte ., . Bicicleta é muito mais . Tags: ,
27/01/2009 - 18:06

Para as meninas que querem começar a pedalar

Foto: Saia na Noite

A revista Boa Forma publicou uma reportagem sobre mulheres que adotaram o hábito de pedalar para manter a forma e relaxar depois de um dia de trabalho. A matéria ficou muito boa e dá dicas de como começar, inclusive indicando o grupo Saia na Noite, citado aqui no post de ontem.

A única crítica é quanto aos produtos sugeridos no final da matéria principal, que poderiam ser mais acessíveis. Existem capacetes femininos de ótima qualidade por menos da metade do preço do que foi oferecido ao final da matéria. Poderiam ter consultado lojas menos careiras.

Mas vale a pena ler a matéria, que está ótima. No blog do Mountain Bike BH – grupo de Belo Horizonte que também organiza passeios noturnos e trilhas – colocaram a matéria toda em uma única página, facilitando a leitura.

(via Mountain Bike BH)

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é esporte ., . Bicicleta é muito mais . Tags: , ,
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