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| Foto: Luddista |
O casamento de bicicleta foi demais. Tenho amigos maravilhosos. Obrigado a todos.
Veja algumas fotos, vídeos e textos que foram publicados sobre o casamento. Quem não foi, perdeu.
(atualizado em 12/11 às 13:15)
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A bicicleta como meio de transporte no país do automóvel
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| Foto: Luddista |
O casamento de bicicleta foi demais. Tenho amigos maravilhosos. Obrigado a todos.
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(atualizado em 12/11 às 13:15)
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Sonhos de um menino que quer pedalar pela cidade
Dia desses, meu filho de sete anos me disse: “Pai, já pensou se não existisse carro? Aí eu ia poder andar de bicicleta na rua, né? A gente ia poder ir nos lugares de bicicleta.”
Até me emocionei.
Falei pra ele que quando ele for maior, a gente vai poder fazer isso sim. Já faz alguns anos que ele me pede isso.
Aqui em São Paulo ainda não dá pra enfiar uma criança de sete anos no meio do trânsito. O máximo que já fiz com ele na rua foi sair de dentro do Parque do Ibirapuera e ir até uma lanchonete mais ou menos perto, mas tudo pela calçada. Paramos nós três (eu, ele e minha mulher) no bicicletário do lugar e almoçamos. Depois voltamos pedalando até o parque. Para ele, aquilo já foi a maior aventura…
Mas tenho fé de que a cidade será mais amigável a ele do que foi a mim. Graças ao pessoal que participa da Bicicletada, à Renata Falzoni e alguns cicloativistas “das antigas”, a alguns (raros) vereadores, ex-vereadores e secretários, a algumas pessoas no Metrô e na CPTM, às Bicicletadas mensais, a alguns sites e blogs citados aqui constantemente, ao Dia Mundial Sem Carro, às ações de guerrilha de cicloativistas na cidade, a alguns jornalistas de mente aberta e, por incrível que pareça, graças também à poluição e aos congestionamentos, que empurram as pessoas de bom senso a procurar alternativas.
A todos (exceto à poluição e aos congestionamentos, claro), meu muito obrigado. Que continuem trabalhando nesse sentido. Quem sabe assim nossos filhos não poderão levar os filhos deles para a escola em trailers daqueles estilosos?
Durante as eleições do ano passado, ele me veio com essa:
- Pai, se eu fosse candidato você votava em mim?
- Depende, filho. O que você ia fazer?
- Eu ia tirar todos os carros e todas as motos da rua e ia deixar só as bicicletas!
- Já ganhou…
Antes que me apedrejem, eu sempre explico pra ele que o carro é importante principalmente como ambulância, carro de bombeiro e viatura da polícia. Ou para quem tem dificuldade de locomoção, para longas distâncias que não são atendidas por transporte público e para transportar crianças, idosos, enfermos, volumes e peso. E que ônibus e caminhões também têm sua importância.
Não sou a favor de queimar os carros, mas bem que boa parte deles podia sair das ruas e dar lugar a ônibus (elétricos de preferência), metrô, ferrovias, bicicletas, caminhadas. Vamos orientar melhor as próximas gerações para não crescerem com a mesma visão carrocentrista que foi enfiada goela abaixo da nossa.
A Aline Cavalcante disponibilizou um vídeo da reunião realizada ontem no Palácio dos Bandeirantes, onde se discutiu o projeto da ciclovia da Marginal Pinheiros.
Não foi exatamente uma convocação para ouvir, como anunciado. Foi praticamente uma exposição, com poucas intervenções por parte da audiência. As explicações eram que haverá uma nova reunião para discutir sugestões.
Pelo projeto apresentado, insistem na opção de construir passarelas por cima da Marginal, o que é mais oneroso e demorado do que fazer simples acessos a partir de cada ponte já existente. Mas ok, vamos dar um voto de confiança, afinal isso ainda está em discussão.
Lazer ou transporte?
Estão prevendo um estacionamento na ponta da ciclovia próxima à represa. Mas como assim, estacionamento? A ciclovia não era para transporte? Da maneira que está sendo feita, parece que não. Estão prevendo apenas um acesso em cada ponta (um quase na Billings e outro na Vila Olímpia) e futuros acessos a parques. Isso não resolve problema de mobilidade, a não ser para quem mora na Billings e trabalha no Parque Villa Lobos…
Tudo bem, pode até haver estacionamento, isso não seria um problema. Tem até seu lado bom, afinal não é nada ruim incentivar também o uso para lazer e esporte da ciclovia. Mas sem acessos em cada ponte, não adianta florear: ela não será útil para transporte.
O ciclista, ao se deslocar pela cidade, não se comporta como um trenzinho e não vai seguir um caminho de ciclovia que lhe for imposto. Ele precisa ir para Santo Amaro, para a Berrini, para a Lapa. E não vai pedalar 5km a mais para encontrar a ponta da ciclovia e entrar nela, isso tem que estar claro para os representantes do poder público. Sem acessos, não funciona para o transporte, só para passear. E por mais que sejamos simpáticos ao projeto, isso é fato.
Ausências
Foi sentida a falta da Secretaria de Transportes e da CET. Os responsáveis pela mobilidade na cidade não participaram da discussão sobre o uso da bicicleta como meio de transporte.
Nova Marginal
Ao serem questionados se na obra de ampliação da Marginal Tietê haveria uma ciclovia, como manda a lei, o secretário do Verde e do Meio Ambiente do município, Eduardo Jorge, respondeu que haverá ciclovia no parque linear, que vai apenas até a “fronteira” da cidade. Confrontado com a exigência legal e a demanda por ciclovia também na Marginal Tietê, o secretário alegou que essa é “outra discussão” e mudou de assunto.
Sim, é outra discussão. Uma discussão que não houve. E a assessoria de imprensa (ou de imagem, sabe-se lá) justifica a ausência de ciclovia dizendo via Twitter que “por segurança” ela será láááá no parque linear. Claro, assim quando eu precisar ir pro trabalho eu vou até o Parque Linear e de lá eu tomo um táxi.
Ora, se não há segurança para uma via SEGREGADA é porque o projeto está errado, muito errado! Como pode não haver segurança nem para uma via separada do fluxo de veículos? Não faz o menor sentido! Segurança é item básico. Ciclovia, a lei municipal 14.266, em seu art. 11, manda ter. Não há justificativa.
Os erros da Nova Marginal continuam injustificáveis e, pelo que parece, inquestionáveis.
No dia em que fizemos o reconhecimento da pista da futura ciclovia da Marginal Pinheiros, documentei parte do percurso em vídeo, com diversos comentários. Assista abaixo:
A idéia dessa ciclovia não é nova. Veja matéria da Renata Falzoni, de 2006, em que se propunha pistas de ciclovia em ambas as margens, como parte do projeto de um parque ao longo do rio Pinheiros:
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Acontece hoje, dia 05 de outubro, às 14h30, uma audiência pública sobre a Ciclovia da Marginal Pinheiros. O objetivo é ouvir sugestões dos ciclistas para a obra.
A reunião é aberta e será no Palácio dos Bandeirantes – Av. Morumbi, 4500, na Sala de Imprensa (2º andar). Os ciclistas que forem à reunião poderão entrar pelo Portão 2, na própria Avenida Morumbi, e estacionar ao lado da estufa.
O horário é complicado pra mim e infelizmente não poderei estar lá, mas sei que as idéias que defendo estarão muito bem representadas por vários outros cicloativistas que compartilham da mesma visão.
Se puder, apareça por lá e ajude a mostrar que a mobilidade por bicicleta interessa a muita gente em São Paulo. A presença de ciclistas nessa reunião é muito importante. Vai ter um pessoal saindo da Praça do Ciclista (Paulista com Consolação) às 13h. De bike, é claro.
Sugestões
Embora eu não possa comparecer, ficam aqui minhas sugestões:
Veja também os comentários do André Pasqualini, no CicloBr.
E o mais importante
Mais do que uma ciclovia que atende a um trajeto específico, o que a gente precisa é começar a se movimentar para acabar com essa idéia generalizada de que a solução pra bicicleta é só ciclovia e ciclofaixa. Senão acontece o que já está acontecendo: tem ciclista comentando sobre motorista que manda sair da rua e grita que é só de domingo, mesmo onde não é trajeto da ciclofaixa de lazer. Eu mesmo já escutei “vai pra ciclovia” em lugar que nem ciclovia tem.
Ciclovia é bom para proteger o ciclista do tráfego rápido, mas tem um efeito colateral bem perigoso que é a disseminação do conceito errôneo de que que lugar de bicicleta é só em ciclovia, resultando em motoristas que ameaçam a vida de ciclistas achando ainda que têm razão. Esse sim é o maior perigo para o ciclista nas ruas, maior até que os motoristas que cometem excesso de velocidade, porque um motorista mal informado e ignorante desses coloca em risco a vida de um ciclista só para provar que está com a razão (e nem mesmo está). Isso só se combate com campanhas de esclarecimento e sinalização em vias principais (como a Paulista por exemplo), indicando a presença de bicicletas em meio ao tráfego. Mas disso, ninguém fala.
Veja algumas pequenas ações que fariam muita diferença para a segurança do ciclista nas ruas.
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Na manhã de sexta-feira, dia 25, o +Vá de Bike!+ percorreu o caminho da futura ciclovia da Marginal Pinheiros, junto com funcionários da CPTM, Soninha Francine, CicloBR, Transporte Ativo e outros cicloativistas. Fomos convidados para conhecer o percurso e fazer sugestões.
Segundo informações prestadas pela CPTM no local, as obras começariam nessa segunda-feira, dia 28, com previsão de entrega de até 120 dias.
Percurso
Na fase inicial, a ciclovia irá da estação Vila Olímpia da CPTM até perto da represa Billings, num trajeto de cerca de 14km. A idéia é ampliá-la até o Parque Vila Lobos, num total de 22km, mas para isso precisa ser estudada a criação de um acesso ao parque.
Pelo que o CicloBR apurou no local, também precisa ser feita uma recuperação do asfalto nesse segundo trecho.
Veja o mapa que o +Vá de Bike!+ preparou, com o percurso total da ciclovia, clicando na imagem ao lado.
A pista
Já existe uma pista no local, utilizada hoje pela EMAE. Essa via é praticamente uma ciclovia pronta, como já mostrou o CicloBR no ano passado, faltando apenas os acessos a ela. Hoje ela é utilizada por veículos de manutenção da EMAE e por alguns funcionários da empresa que a usam como atalho para fugir do trânsito da Marginal.
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Segundo a CPTM, estes não poderão mais utilizar a pista, enquanto os veículos de manutenção, que precisam realmente utilizá-la, continuarão fazendo isso bem sinalizados e em velocidade compatível com a presença de ciclistas. Isso não deve ser um problema, já que a pista tem quase quatro metros de largura e pode muito bem ser compartilhada com os poucos veículos que realmente precisam passar por ali.
Não vejo necessidade de pintar a pista de vermelho, já que ela não está inserida em meio ao tráfego comum das ruas e não precisa ser destacada em relação a outras faixas. Seria interessante apenas pintar o símbolo da bicicleta no chão e, futuramente, sinalizar as saídas.
Em todo esse primeiro trecho, da Estação Vila Olímpia até perto da Billings, o asfalto está ótimo. No caminho inteiro vi apenas UM buraco e, mesmo assim, não era lá grande coisa.
Gradil
A pista segue praticamente todo o caminho acompanhando os trilhos do trem, a uns bons metros de distância. Mas, por segurança, será colocada uma grade em toda essa extensão, para evitar que alguém resolva arriscar a vida se aproximando dos trilhos.
Acessos
A maior dificuldade são os acessos: de início haverá apenas dois, um em cada ponta. Outros estão sendo estudados, pois envolvem alterações nas pontes. Não é possível utilizar os mesmos acessos das estações porque eles não levam além dos trilhos e porque eles ficam além das catracas – e a idéia é que o acesso à ciclovia seja gratuito, claro.
Adaptar as pontes pelo caminho para permitir o acesso dos ciclistas é realmente a melhor solução, até porque serve como forma de integrá-los ao tráfego, com sinalização e travessias adequadas, ao sair da ciclovia e voltar para as vias de uso comum. E o acesso fica muito mais simples e prático se feito diretamente pela ponte em vez de obrigar o ciclista a entrar pelas estações, até porque elas ficam apenas de um lado do rio e nem sempre junto a pontes.
Vila Olímpia
O acesso será feito por uma passarela, que hoje é de uso restrito, ao lado da estação. Essa passarela é composta de vários lances de escada, mas será adaptada para ter rampas. A adaptação está em estudo.
Autódromo
Na outra ponta, que fica perto da estação Autódromo (porém do lado “de cá” do rio), a proposta é fazer uma praça de serviços ao ciclista, com banheiros, posto de consertos e outros serviços que estão sendo estudados. Aliás, seria bom colocar alguns banheiros ao longo do trajeto…
Nesse local é possivel fazer um acesso relativamente simples à R. Miguel Yunes, sem precisar de passarela ou adaptações.
Cenário
O que mais me impressionou foi o cenário que encontrei ali. Eu esperava ver uma paisagem desolada, apenas com lixo e mau cheiro, mas me surpreendi: apesar de poluído e sujo, o rio é muito bonito. Em volta, muitas árvores, flores, pássaros e capivaras. Dali de baixo temos uma visão diferente da cidade.
Saindo da estação Vila Olímpia em direção à Autódromo, entre a ciclovia e os trilhos do trem há um canteiro largo com árvores e plantas de vários tipos. Algumas pequenas árvores exibiam pequenos frutos alaranjados em cachos, misturados a algumas flores roxas eventuais. Outras tinham todas as folhas em tons de vermelho. Outras ainda estavam totalmente floridas.
É possível ver e ouvir muitos pássaros pelo caminho. Embora o congestionamento da Marginal entoe ao fundo o costumeiro “mi-mi-mi!” dos motociclistas, o som dos pássaros se fez ouvir em várias ocasiões. Chegamos a ver um pica-pau com a cabeça alaranjada, garças, alguns pássaros com um rabo bem longo e fino (não faço idéia de qual a espécie, nunca tinha visto) e outros mais comuns à fauna urbana, como pardais e um pássaro marrom de peito alaranjado que eu também não sei qual é (desculpem, não entendo muito de aves, só as admiro).
O rio, largo e de águas tranquilas, com suas margens verdes e as garças voando por cima, dá uma visão bonita, mas estragada eventualmente por alguns montes de plástico acumulados na margem oposta. Conforme avançamos em direção à represa, era possível ver cada vez mais lixo boiando no rio e o paisagismo foi deixado de lado. Espero que, agora que a margem começará a ser frequentada, estendam o trabalho de paisagismo até o trecho “menos nobre”.
Lixo
Nas partes onde há um maior acúmulo de lixo no rio e as balsas trabalham fazendo a limpeza, é possível ver muito plástico boiando. Há algumas pilhas de lixo e entulho na margem oposta, que foram retirados do rio. A maior parte do lixo é composta de plástico: garrafas PET, sacos plásticos, embalagem de amaciante, de margarina, de biscoito. Até aquele papelzinho amassado que muita gente joga pela janela do carro ou “deixa cair” disfarçadamente ao andar na rua periga estar ali, boiando ao lado de inúmeras bitucas de cigarro.
Percebe-se, pelas estações de flotação e balsas, que há um esforço em tentar limpar o rio, mas não adianta limpar se o lixo continua chegando. Além de lixo “visível”, há esgoto misturado à água. E o esgoto que vai parar no rio é todo de construções irregulares e favelas sem saneamento básico, que descarregam direto nos rios, certo? Errado. Há muitos edifícios de classe média e classe alta, não muito antigos (alguns até novos) que descarregam o esgoto na galeria de águas pluviais, aquela por onde escorre a enxurrada em dias de chuva depois que entra numa boca de lobo. Aquela galeria desemboca em um rio, levando com ela tudo que for jogado ali, seja o lixo que estava na rua ou o esgoto daquele prédio bonitão que você nem desconfia.
E o cheiro?
No início do percurso, dava para sentir o cheiro do rio, mas de forma suportável. Duas estações depois, o cheiro havia sumido, voltando só na altura das estações de flotação, lá na frente. Dizem que com o aumento da temperatura da água em dias de calor, as bactérias realizam mais seu trabalho de decomposição do esgoto que está misturado no rio e o cheiro fica mais forte.
Potencial turístico
Se for possível limpar o rio a ponto de eliminar o lixo “visível” e o esgoto invisível (mas perceptível), as margens do rio seriam ótimas para lazer e, por que não, passeios turísticos. Seria possível inclusive estimular passeios turísticos de bicicleta, alugando as magrelas para os visitantes de outras cidades e países conhecerem a cidade por outro ângulo.
Em alguns pontos, poderia haver restaurantes ou cafés, atraindo frequentadores para as margens durante os finais de semana e talvez até durante a semana. As margens já estão muito bonitas e podem ficar ainda mais se o rio for despoluído.
Avaliação
A ciclovia pode ajudar centenas (talvez milhares) de ciclistas que trafegam pela Marginal Pinheiros todos os dias. A área de várzea da Marginal, sem subidas, aliada à falta de alternativas viáveis ao ciclista em quase todo o percurso, já torna a Marginal Pinheiros a escolha de muitos ciclistas, ao menos em parte do trajeto. Na ciclovia, eles estarão protegidos do tráfego agressivo das pistas que a rodeiam.
Mas ainda é necessário criar vários acessos, para atender também a quem precisa entrar ou sair da ciclovia antes dos pontos incial e final. Isso está nos planos, mas não pode demorar.
Se for criado um acesso da Ciclofaixa de Lazer (que liga os parque do Ibirapuera, do Povo e das Bicicletas aos domingos) até a entrada dessa ciclovia, ela se tornará uma ótima opção para quem quiser fazer um passeio diferente de bicicleta no final de semana.
A experiência de pedalar ali e se sentir perto do rio que a cidade esqueceu vale a pena.
Vídeo
Assista a matéria em vídeo produzida pelo +Vá de Bike!+, com imagens gravadas na futura ciclovia:
Sugestões
Veja aqui as sugestões do +Vá de Bike!+ para que a ciclovia da Marginal Pinheiros seja realmente útil e importante para a mobilidade por bicicleta na cidade de São Paulo.
Leia mais no Último Segundo.
Fotos: Willian Cruz / +Vá de Bike!+
E nem é tão difícil assim: sinalização nas vias já é um bom começo. Veja na imagem abaixo como os carros respeitam o chão pintado de vermelho. Foto tirada na Av. República do Líbano, em frente ao Portão 8 do Parque do Ibirapuera, na última quarta-feira, de manhã.

Como comentado no post Pequenas ações que tornariam as ruas mais seguras, sinalização vertical (placas) e horizontal (solo) avisando aos motoristas que naquela via há tráfego de bicicletas legitimam sua presença e trazem mais segurança aos ciclistas que compartilham a via com os automóveis. E, no caso acima, separar o fluxo de bicicletas da travessia de pedestres traz mais segurança para ambos.
Detalhe: rebaixar a guia ajudaria bastante…
Nesse final de semana prolongado, há eventos nos três dias.
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No domingo, 6 de setembro, acontece o Passeio da Primavera, o mesmo evento que décadas atrás levava milhares de pessoas de bicicleta às ruas. O passeio sairá do Ibirapuera, em frente ao Obelisco, seguindo pela Rubem Berta até próximo ao Aeroporto, retornando até a Assembléia Legislativa. O percurso estará fechado para os carros e livre para as pessoas.
O evento será organizado por uma empresa de corridas, com venda de kits com camiseta, sacola e uma caramanhola (garrafinha). A retirada dos Kits será no sábado, dia 5, em um evento no Parque das Bicicletas, que está sendo chamado de Bike Ville.
Esse evento ocorrerá das 9 às 17h e, além de retirar os kits, as pessoas poderão participar de diversas atividades, entre elas várias oficinas e palestras que o CicloBR realizará em sua tenda no evento:
9:00 às 10:00 – Oficina Uso do Câmbio
A maioria das bicicletas vendidas vem com zilhões de marchas, mas muitos ciclistas demoram para aprender a usá-las. Nessa oficina teremos dicas importantes de como as marchas devem ser trocadas e qual a marcha indicada para cada situação.
10:00 às 11:00 – Pedalinas: sobre mulheres e bicicletas
De mulher para mulher. Um bate papo com dicas de mecânica e pedalada onde mulheres que usam sua bicicleta na cidade contam suas experiências
11:00 às 12:00 – Direitos e Deveres do Ciclista no Trânsito
Infelizmente a maioria dos ciclistas desconhecem seus deveres e principalmente seus direitos. Uma oficina sobre legislação com tudo que diz respeito ao ciclista no trânsito.
12:00 às 13:30 – Oficina de Cicloturismo
Apresentação de um vídeo da Cicloviagem pelo Caminho Da Fé, produzido por André Pasqualini. Após o vídeo um bate papo com dicas para os futuros cicloturistas
13:30 às 15:00 – Oficina de Cicloativismo/Bicicleta como eixo de cultura e diversão
Um bate papo sobre o que vem a ser o cicloativismo e o seu papel na busca de uma cidade mais humana
15:00 às 16:00 – Oficina de Mecânica Básica
Como trocar pneus, regular cambio, identificar os motivos para aqueles barulhinhos que tanto incomodam
16:00 às 17:00 – O mundo das Fixas
As bicicletas com rodas fixas estão virando uma febre que resgata os primórdios das bicicletas. Aprenda muito sobre a história e a arte das bicicletas nessa oficina.
A inscrição custa R$40, com direito a duas pessoas (ou seja, R$20 por pessoa) e um kit. Há a possibilidade de fazer a inscrição em grupo, diminuindo o preço para R$30 (ou R$15 por pessoa). Você pode se inscrever pelo site ou aproveitar a promoção se inscrevendo pelo grupo criado pelo Instituto CicloBR (mais informações aqui, no final da página).
Ah, não esqueça que no domingo você também poderá passear pela Ciclofaixa!
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Enquanto uns desfilam em tanques, outros passeiam de bicicleta. Na segunda-feira, feriado, venha render um tributo aos versos de Adoniran Barbosa e percorrer de bicicleta o caminho do imortal “Trem das Onze”, com pausas lúdico-culturais em cada uma das antigas estações.
Você pode levar sua bicicleta no Metrô até a Estação Consolação, pois isso é permitido aos feriados, e assim chegar na Praça do Ciclista. Se você tem receio da distância a ser percorrida, poderá se juntar ao “Trem das Onze” nas estações do Metrô que a “composição” cruzará: Portuguesa-Tietê, Carandiru, Parada Inglesa ou mesmo Tucuruvi.
“Agora não preciso mais de condução
Moro e trabalho aqui mesmo no meu bairro
Jaçanã
Mas sofri uma grande decepção quando disseram
Vá lá embaixo ver, tão derrubando a nossa estação
Fui lá vê se era verdade
E era”…
Pincharam a Estação no Chão – Adoniran Barbosa
Mais detalhes, fontes de referência e informações históricas a partir desta página.
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Bicicleta agora é hype. É bonito. É verde. Vende. Imprensa, empresas e o poder público têm percebido a pressão popular pelo uso da bicicleta, tanto pelo enfoque ecológico e sustentável, quanto pelo da diminuição dos congestionamentos, e traduzido isso, respectivamente, em matérias positivas (e propositivas), em campanhas de marketing e em obras de infra-estrutura.
É a revolução de baixo para cima. A revolução que não será televisionada, será simplesmente pedalada. Sem muita pressa, sem muito alarde.
Jornais, que sempre tiveram uma posição questionável sobre o assunto agora percebem que é politicamente correto apoiar a bicicleta, chegando até a destacar isso textualmente, para não deixar dúvidas. A TV, que antes criticava o uso da bicicleta e os movimentos cicloativistas, agora adota discurso pró-bicicleta até em matérias de tema esportivo e convida os cicloativistas para participações ao vivo em seus programas.
As empresas, que antes viam a bicicleta apenas como “coisa de pobre”, já perceberam seu potencial de marketing como símbolo de inovação, mudança, melhoria e atitude.
Até as propagandas de carro, que antes mostravam a bicicleta com antipatia ou como um perigo ao precioso automóvel agora mostram uma bicicleta ou duas no fundo, para dar sensação de bem estar a quem assiste. Ou, pior (e patético), tentam comparar o carro com a bicicleta para mostrar sua suposta superioridade.
E o poder público, que alguns anos atrás tratava os cicloativistas como um bando de arruaceiros, agora os tem recebido em reuniões e conversas para levar em consideração sua opinião e experiência.
O uso da bicicleta cresceu muito nos últimos anos. A própria imprensa repete isso toda semana. As Bicicletadas aqui em São Paulo, que no início reuniam meia dúzia de pessoas, agora juntam sempre um mínimo de 200 (em dias frios e de chuva), tendo uma média de 300 pessoas.
Havia mais de 500 bicicletas no Dia Mundial Sem Carro do ano passado. Em 2007, quando vi umas 300 bicicletas na Avenida Paulista, rolou uma lágrima de emoção pelo meu rosto (e no da Renata Falzoni também – eu vi). Hoje em dia há até movimentos organizados, como o Nossa São Paulo, carregando a bandeira do Dia Mundial Sem Carro e organizando diversos eventos.
Como disse o secetário de esportes daqui de São Paulo outro dia, em uma dessas reuniões em que cicloativistas foram convidados, “chegou o momento da bicicleta e nada pode segurar isso”. E é a pura verdade. Nesse ano passamos nosso break even point ciclístico.
Claro, ainda há MUITO a mudar, mas pela primeira vez consigo visualizar um horizonte. Não damos mais (tanto) murro em ponta de faca. A opinião púbilca agora entende melhor o que falamos há anos, sobre o exagero do culto ao carro, sobre a ineficiência de se investir em mais vias para os automóveis, sobre a viabilidade da bicicleta como meio de transporte. As pessoas não vêem tanto o uso da bicicleta como coisa de maluco ou de atleta, mas sim como algo que gostariam de fazer mas ainda não tomaram coragem. Logo a coragem aparece em muitas delas, com um empurrãozinho do trânsito caótico e uma pitada de infraestrutura cicloviária.
Antes, pedalávamos morro acima sob vaias, numa ladeira íngreme e com vento contrário. Alguns poucos nos viam como malucos corajosos, a maioria nos taxava de loucos que não tinham o que fazer. Agora estamos quase no topo da ladeira, a subida começa a ficar mais suave e o vento está mudando.
Que venha a próxima década, que será inevitavelmente das bicicletas.
Vídeo mostrando como foi pedalar na Ciclofaixa de Lazer inaugurada nesse domingo, com alguns comentários durante o vídeo e no final.
Veja também as fotos.
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