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A bicicleta como meio de transporte no país do automóvel

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07/10/2009 -  16:14     

Por que diminuir a velocidade das vias

O vídeo abaixo é de uma campanha de redução de velocidade veiculada no Reino Unido, em 2006.

A menina do vídeo diz:

“Se você me atropela a 40mph (64km/h), há cerca de 80% de chance que eu morra.
Se você me atropelar a 30 (48km/h), há cerca de 80% de chance que eu sobreviva.”

No final, é exibida a frase: “São 30mph por uma razão”.

Aqui em São Paulo, os motoristas acreditam que o limite de velocidade é só uma desculpa para multar. Quantas vezes não ouvimos frases como essas:
“Se não tivesse tanta gente lerda, o trânsito fluiria melhor”
“Pra quê 60km/h nessa avenida? Dá muito bem pra andar a 90…”
“Até ali atrás a velocidade é 70. Aqui nessa curva diminui pra 60, só pra gente ser multado no radar ali na frente!”

Mostre esse vídeo para essas pessoas. E explique que todos têm o direito de atravessar a rua em qualquer lugar sempre que não houver uma travessia a uma distância de menos de 50 metros (art. 69 CTB), porque talvez você escute que ali não é lugar de atravessar.

A cidade deveria priorizar as pessoas, a vida. Não o fluxo cada vez mais rápido de automóveis.

(do ótimo site chileno Arriba ‘e la Chancha, dica do XpK)

Saiba Mais
Carros são o “acidente” que mais mata crianças em São Paulo – Os carros são a maior causa direta de mortalidade infantil por acidente no estado de São Paulo

Carro mata, use com cuidado – Videos de uma campanha australiana que todo motorista deveria assistir

Ao pedestre, com carinho – Como os carros se preparam para causar menos danos em caso de atropelamento

O automóvel e o desgaste social – Estudo sobre como o automóvel deteriora as relações entre as pessoas

Repressão preventiva – CET protegendo os carros dos pedestres, quando deveria fazer o contrário

A culpa é do pedestre – Matéria do jornal Bom Dia Brasil coloca a culpa dos atropelamentos nos pedestres

Enviado por:  Willian Cruz - Categoria: . Motorcracia .
Tags relacionadas:  lá fora, o custo real dos carros
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22/07/2009 -  19:15     

A polêmica sobre as ciclofaixas de Blumenau

Blumenau (SC) já tem ciclovias e ciclofaixas, mas elas não são interligadas. Existe um plano, que já está sendo colocado em prática, para interligar essas vias até o ano que vem, perfazendo um total de 145km. A Secretaria de Planejamento Urbano e a Seterb (Serviço Autônomo Municipal de Trânsito e Transportes de Blumenau) afirmam que essa é uma das medidas fundamentais para estimular o uso de meios de transporte alternativos e diminuir o número de carros nas ruas. E a Seterb vai além: reconhece a bicicleta como um dos mais seguros meios de transporte individual.

Turma do contra

Entretanto, sempre vai haver gente de visão estreita, com aquela velha opinião formada sobre tudo, achando que a bicicleta na rua atrapalha o trânsito. Os comerciantes reclamam, só conseguindo enxergar clientes que usam o carro. Além de reclamar da falta de estacionamento para os carros, ou seja, de não poderem usar a via pública para que seus clientes estacionem, alegam não haver necessidade de ciclofaixa porque passam poucos ciclistas na rua, sem perceber que é necessário ter infraestrutura para gerar demanda.

Estou certo de que se esses comerciantes colocassem uma cadeirinha na porta da loja para ver quantas pessoas passam de bicicleta ao longo do dia, perderiam o argumento. Ciclistas costumam ser invisíveis para quem está habituado a só prestar atenção nos carros.

Sinceramente, a posição dos comerciantes não me surpreende já que, pela visão enraizada de que gente com dinheiro é gente com carro, costumam reclamar até de ampliação de calçadas, sem enxergar que isso trará mais pessoas passando devagar em frente a suas vitrines (quando a reforma termina, as críticas somem). O que me surpreendeu foi a reação visceral do colunista de um jornal da cidade, Carlos Tonet.

Miopia

Tonet chama a ciclofaixa de “aberração urbana”, comete a bizarrice de dizer que a presença de ciclofaixas aumenta a poluição e até sugere, sabe-se lá se em tom de brincadeira, que se “raspe” a ciclofaixa dali. A lógica bisonha do jornalista é a de que ao utilizar para a ciclofaixa o espaço que seria dos carros, eles ficam mais tempo circulando, aumentando assim a poluição.

Para ele, a utilização dos carros é inevitável, portanto deve-se dar mais e mais espaço a eles, em detrimento dos demais usuários da via. Não percebe que quanto mais alternativas forem fornecidas ao uso de veículos motorizados de transporte individual, menos carros e motos poluirão o ar e ocuparão a rua. Ele até tenta fazer algum elogio ao uso dos ônibus, provavelmente tentando ser politicamente correto, mas nem passa por sua cabeça diminuir o espaço dedicado hoje aos carros para ampliar o espaço dado aos ônibus.

Ciclovia/ciclofaixa atrapalha os ônibus, que por sua vez atrapalham os carros. Ou seja: ônibus é legal, mas atrapalha os carros; ciclovia não serve pra nada e atrapalha os carros. Então tá!

Respostas às críticas

Diversos cicloativistas e entidades manifestaram publicamente seu desagrado com a falta de visão e a grosseria do jornalista. Estas duas páginas mostram algumas dessas respostas.

Reprise

Pensamento parecido tem Rob Anderson, um morador de San Francisco que acredita que o incentivo ao uso da bicicleta aumenta a poluição. Anderson frequentou audiências públicas sobre o plano de expansão das ciclovias da cidade, para expor seu ponto de vista e tentar barrar o projeto, mas foi ignorado.

Então, argumentando que não havia provas de que o aumento da infraestrutura para bicicletas diminui o uso do carro, Rob Anderson abriu uma ação contra a prefeitura de Los Angeles San Francisco exigindo um relatório de impacto ambiental. Um juiz o levou a sério e impediu que as obras continuassem.

Mas isso foi em 2008. De lá para cá, sua ofensiva demonstrou ter efeito contrário. A Agência Municipal de Transportes (MTA, na sigla em inglês), fez bem seu trabalho de casa. As implementações cicloviárias, que anteriormente seriam aprovadas uma a uma, foram agrupadas em um “pacote”. A MTA realizou estudos, convocou especialistas em planejamento cicloviário, em tráfego, fez audiências públicas e encontros com a comunidade e os comerciantes e até adaptou o projeto em alguns pontos de discórdia.

Agora o que se tem em San Francisco é um projeto amplo, ainda mais adequado que o original, com embasamento técnico e aprovação popular. Esse projeto deve ser implementado em breve.

Há Carlos Tonets que vem para o bem.

Nem tudo está perdido

Apesar de sempre haver jornalistas publicando bobagens baseadas em achismos, há sempre outros que apresentam uma visão mais coerente sobre o assunto, como Fabricio Cardoso. Vale a leitura.

Enviado por:  Willian Cruz - Categoria: . Bicicleta é transporte .
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26/06/2009 -  17:51     

O que fazer com a Marginal?


Foto: luddista

Para os cidadãos

Saiba como a “revolta das freeways” barrou, ao longo de décadas, a insanidade do rodoviarismo em San Francisco, na Califórnia (EUA). As propostas de estimular o transporte individual motorizado, aumentar as distâncias urbanas, espalhar a cidade e agravar as condições ambientais e de mobilidade foram contestadas e impedidas pela participação e pressão popular.

Um belo exemplo para os paulistanos, que começam a se mobilizar mas ainda podem demonstrar muito mais força. Reclamar na internet, comentar com o vizinho, tudo isso ajuda, mas não resolve. Nesse domingo mostre, com sua simples presença, que você não compactua com esse absurdo que é a ampliação da Marginal Tietê. Omitir-se é ser conivente ao crime.


Para o governo e o município de São Paulo

Vejam o exemplo do rio Cheonggyecheon, em Seul, na Coréia do Sul:

  • os viadutos e pistas que margeavam e cobriam o rio foram derrubados
  • o concreto resultante da demolição foi reciclado
  • o rio foi despoluído
  • parques lineares foram construídos ao longo do rio, dentro da cidade
  • a população ganhou 400 hectares de áreas verdes, distribuídas por oito quilômetros
  • o sistema de transporte coletivo foi ampliado, o que significou uma redução no número de veículos nos arredores
  • a temperatura na área do rio passou a ser em média 3,6°C menor que a do resto da cidade
O prefeito Lee Myung-bak enfrentou resistências, sobretudo de comerciantes, que foram relocados para dar lugar ao parque. Mas seguiu em frente e colheu os resultados de sua coragem e pioneirismo. Ele ficou na prefeitura de Seul até 2006 e, no ano seguinte, venceu as eleições presidenciais com mais de 50% dos votos, contra cerca de 26% do seu maior opositor.
Enviado por:  Willian Cruz - Categoria: . Motorcracia ., . São Paulo parada ., . Cuidando do planeta .
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04/06/2009 -  13:49     

Tour de France para detentos

Ciclistas no Tour de France – Foto: Jarrett Campbell, via Flickr

Cerca de 200 prisioneiros experimentarão liberdade, vento no rosto, céu aberto, paisagens inesquecíveis e trabalho em equipe em uma iniciativa inédita de uma prisão em Lilly, na França. Alguns estão treinando há dois meses, provavelmente ansiosíssimos por poder pedalar cerca de 2.400 km até chegar em Paris.

Os detentos serão acompanhados por 124 guardas e treinadores. Para evitar fugas, serão mantidos em um único grupo e não haverá classificação por colocação ou premiaçãopara quem chegar primeiro. Nenhum ciclista poderá pedalar longe do grupo.

O objetivo da experiência, que inclui um rígido treinamento, é fazer os criminosos entenderem que trabalhar duro e em equipe traz bons resultados, preparando os presos para o retorno à sociedade. A possibilidade de sair um pouco da prisão e experimentar o lado de fora em cima de uma bicicleta fez com que até presos sedentários decidissem participar da iniciativa e encarar os treinos com seriedade.

Os prisioneiros, que cumprem de cinco a dez anos de prisão, veem a “corrida” como uma chance de escapar da realidade diária da prisão, além de poder mostrar à sociedade que, apesar de estarem pagando por um crime que cometeram, também são pessoas e podem ter recuperação.

Veja a matéria da BBC, com vídeo.

Trabalho em equipe  

Para quem não conhece muito o ciclismo de estrada, o trabalho em equipe se dá, principalmente, no revezamento de quem fica na frente, “cortando” o vento. Esse puxador faz mais esforço que os demais ciclistas, que seguem atrás dele aproveitando o que chamamos de “vácuo”. Depois de algum tempo, quem vai na frente é substituído por outra pessoa e pode “descansar” no vácuo de alguém.

Há ainda outras atividades, como buscar água e suplementos no carro de apoio e poupar o sprintista para o final da corrida, trabalhos realizados pelo gregário.

(via @wadilson)

Enviado por:  Willian Cruz - Categoria: . Bicicleta é esporte ., . Bicicleta é muito mais .
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14/05/2009 -  13:52     

Dia de ir de bicicleta ao trabalho

Hoje é o Bike to Work Day em San Francisco (Califórnia, EUA). Uma organização de lá, a San Francisco Bicycle Coalition (Coalizão de Bicicletas de San Francisco), promove a data e dá apoio a quem resolver ir de bicicleta para o trabalho nesse dia.

Eles montaram Energizing Stations, pontos de apoio para quem estiver de bicicleta, com cafezinho, brindes, sorteios, informações e sorrisos. Também organizaram “comboios” para levar os ciclistas novatos em grupo até o trabalho. No site da SFBC há um mapa com a localização dos pontos de apoio e das saídas dos comboios. 

Parece um evento bem organizado, com muitos pontos de apoio, vários “bondes” (como chamam por aqui) para levar as pessoas ao trabalho e apoio de empresas locais. Uma ótima idéia.

Aproveitando o post, soube pelo Tweeter que na Philips hoje é o dia mundial de ir de bicicleta para o trabalho. Alguém tem mais informações sobre isso? O responsável pelo Tweeter da Philips não me respondeu.

Enviado por:  Willian Cruz - Categoria: . Bicicleta é transporte .
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12/05/2009 -  19:53     

Comunidade alemã decide viver sem carros e vira referência

“Quando eu tinha carro, estava sempre tensa. Desta forma sou muito mais feliz”, afirma Heidrun Walter, profissional de mídia e mãe de dois filhos.
Trecho da matéria do New York Times

Vauban fica na periferia da cidade de Freiburg, na Alemanha, perto da Suíça. Estacionamentos de rua, garagens e o trânsito de automóveis são proibidos em quase todo o distrito. As pessoas podem ter automóveis, mas têm de deixá-los em uma das duas grandes garagens que ficam no limite da comunidade. E uma vaga lá custa até €17.500 (quase R$ 50 mil reais), mais uma taxa mensal.

A maioria dos moradores possui carrinhos que são rebocados pelas bicicletas para fazer compras ou levar as crianças para brincar com os amigos.
Trecho da matéria do New York Times
“A quantidade de tempo que se passa ao volante de um carro é tão importante quanto possuir um automóvel híbrido” – David Goldberg, funcionário da Transportation for America
Trecho da matéria do New York Times

Loucura? Não para as muitas famílias que venderam seu carro para mudar para lá. Nem para a Transportation for America, que diz textualmente que “o desenvolvimento dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial esteve todo concentrado no automóvel, e isso terá que mudar”. Tampouco para a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, que está promovendo comunidades com número reduzido de carros, ou para a Associação de Planejamento da Área de Hayward, na Califórnia, que está desenvolvendo uma comunidade semelhante a Vanban chamada Quarry Village. Nem para as mais de cem pessoas que já se inscreveram para comprar uma casa na Quarry Village.

Henk Schulz, um cientista que em uma tarde do mês passado observava os três filhos pequenos caminhando por Vauban, lembra-se com entusiasmo da primeira vez que comprou um carro. Agora, ele diz que está feliz por criar os filhos longe dos automóveis; ele não tem que se preocupar muito com a segurança deles nas ruas.
Trecho da matéria do New York Times

Mas Vauban não tem apenas o diferencial no transporte e na qualidade de vida e almeja ser um modelo de cidade sustentável. Para dar um exemplo, as casas vão além do conceito de “consumo zero” de energia. Com os telhados recobertos de material captador de energia solar, elas geram mais energia do que consomem. Ou seja, além de usar apenas energia limpa produzida ali mesmo, ainda geram um excedente que poderá utilizada em outros lugares da cidade.

Uma matéria do New York Times, publicada hoje em português, aborda longamente o assunto. Alguns trechos da matéria estão espalhados por este post, nos quadros azuis. As fotos vieram deste site, com exceção da foto dos telhados, que veio daqui.

Enviado por:  Willian Cruz - Categoria: . Bicicleta é transporte ., . Cuidando do planeta .
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07/05/2009 -  20:21     

Em Berlim, bilhete de metrô dará direito a uso de bicicleta

Ainda esse ano, quem comprar um bilhete de metrô ou trem em Berlim, na Alemanha, poderá utilizar uma bicicleta gratuitamente durante meia hora a partir da estação onde descer.

Não encontrei mais detalhes sobre a novidade, mas na Wikipedia descobri algumas coisas interessantes sobre o serviço de aluguel de bikes em Berlim. Você desbloqueia o cadeado da bicicleta pelo celular, através de um código fornecido quando você liga para certo número. Para devolver, não precisa levar até um ponto de entrega: basta trancá-la e fornecer por telefone o código que a tranca exibir em um display, como prova de que você a trancou.

Diferenças culturais e sociais à parte, é um sistema bem interessante, porque permite usar a bicicleta para chegar onde deseja e simplesmente deixá-la por lá para que outra pessoa a utilize. E se você ligar na central do serviço de aluguel, que se chama Call a Bike e é administrado pela companhia ferroviária, o sistema lhe diz onde está a bicicleta mais próxima.

E segundo comentário de um leitor do site Publico.pt, “o passe semestral para estudantes em Berlim inclui também o transporte da bicicleta”. Prova de que por lá a bicicleta é realmente considerada como alternativa de transporte.

Outro ótimo exemplo de incentivo ao uso da bicicleta é o que ocorre em Londres.

(Via @TransporteAtivo)

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04/05/2009 -  19:00     

Lições de além-mar

Como já comentei aqui e aqui, os problemas enfrentados em Portugal por ciclistas e pedestres (chamados por lá de peões) lembram muito os nossos. Temos a aprender com as ações de nossos irmãos de além-mar, assim como podemos também passar a eles um pouco da nossa experiência por aqui.

Sei que muitos portugueses acompanham blogs brasileiros e recomendo que façamos o mesmo. Relaciono abaixo alguns bons blogs portugueses que conheço e recomendo.  Se você conhece algum que deveria estar nessa lista, por favor acrescente nos comentários.

Menos Um Carro

Bicicleta na Cidade de Lisboa

Bicicleta no Porto

Blog da Massa Crítica (Bicicletada) de Portugal

Cenas a Pedal

Enviado por:  Willian Cruz - Categoria: . Bicicleta é transporte .
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29/04/2009 -  21:21     

A hora do rush em Portland

Infraestrutura cria demanda. Em Portland, o uso da bicicleta como meio de transporte e a retomada do espaço público pelas pessoas fazem parte da política adotada pelo prefeito Sam Adams. Como resultado, a hora do rush deles acabou ficando assim (clique para assistir o vídeo):

Enquanto São Paulo continuar a criar mais e mais infraestrutura para os carros, mesmo em detrimento de ciclistas e pedestres, haverá cada vez mais carros nas ruas. Incentive o uso da bicicleta e tenha uma cidade melhor para todos – até para aqueles que, ainda assim, insistirem em dirigir.

(via @TransporteAtivo)

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27/04/2009 -  20:28     

Hospitalidade para cicloturistas


Permitir que um cicloviajante possa encontrar alguém disposto a hospedá-lo por uma noite, servir um prato de comida e, como o nome da rede diz, emprestar um chuveiro quente: é esse o objetivo da Warmshowers, uma rede informal e colaborativa que conta com mais de sete mil cadastrados em todo o mundo.

O cicloativista e cicloturista Dudu Green, de Florianópolis, conta como tem sido usar a rede Warmshowers e pede que os cicloturistas brasileiros também se cadastrem no site, para recepcionar os estrangeiros com a mesma hospitalidade com que ele tem sido recebido lá fora. Quem já viajou de bicicleta sabe a diferença que faz ter um lugar onde ficar e alguém para conversar ao chegar sozinho em uma cidade estranha.

Ele comenta também que já há brasileiros cadastrados e que é possível usar a rede ao visitar outras cidades e estados dentro do Brasil. E em seu blog, o Ciclonomade, ele conta como tem sido sua viagem, que empreende desde o ano passado. Nesse momento, ele está passeando pela Nova Zelândia.

Enviado por:  Willian Cruz - Categoria: . Bicicleta é viajar .
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