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05/08/2009 - 13:06

Vá de Bike no Twitter

Foto: Henry McLin, via Flickr

Vocês devem ter percebido que o ritmo de publicação aqui no blog caiu bastante. Algum tempo atrás eu postava todos os dias, agora estou postando uma ou duas vezes por semana. Isso se deve a alguns motivos.

O principal é falta de tempo: o trabalho e alguns compromissos pessoais não estão me deixando muito tempo livre para escrever no blog. Entre esses compromissos pessoais estão o envolvimento virtual e presencial em algumas iniciativas de cicloativismo que estão rolando por aí, como a criação de uma ONG e o Dia Mundial Sem Carro, que acontece no dia 22 do mês que vem.

Mas, além dessa falta de tempo, o Twitter tem sido outro motivo. Não porque ele me consuma tempo que eu usaria escrevendo – até porque me impus seguir pouca gente, para conseguir ler tudo que eu sigo. É que eu tenho usado essa ferramenta como “microblog” informativo, ao contrário de gente que manda mensagem por lá avisando que está indo ao banheiro…

Antes, quando um assunto “curto” chegava a mim (uma notícia, um fato que ocorreu em algum lugar), ou eu lia e morria ali, ou eu escrevia um texto opinativo sobre o assunto. Porém, demora para que eu consiga tempo para escrever esse texto e também demora para redigi-lo do jeito que costumo fazer: com pesquisa, com links citando as fontes, etc.

Agora, com o uso do Twitter, esses assuntos não se perdem mais, nem perdem o timing: vão parar lá. Como aconteceu no começo da restrição aos fretados, em que eu fiz cerca de uma dezena de posts conforme as informações iam chegando (1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11). Ou essa semana, quando houve entrevista com o Secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, no programa Roda Viva da TV Cultura, em que avisei pelo Twitter que a entrevista seria transmitida via web, que ra possível acompanhar on lineparticipar enviando perguntas (que no fim não chegaram) e ainda fiz (ou repassei) alguns comentários antes da entrevista (1 2) e na manhã seguinte (1 2 3). Um desses comentários, aliás, gerou uma curta discussão sobre pedágio urbano com uma das pessoas que me seguem (1 2 3 4 5 6 7).

Por essas e outras, o Twitter se tornou um complemento deste Blog. Se por um lado alguns dos assuntos que eu discutiria aqui acabam caindo lá, muitos que eu não comentaria por falta de tempo acabam sendo discutidos por ali também. E quando a discussão atinge um ponto interessante, eu tento trazer para cá, transformando em um artigo mais detalhado e com links para as fontes que serviram de base para a argumentação, como costumo fazer.

Por isso, fica o convite:
siga-me no Twitter clicando aqui

Há várias maneiras de acompanhar uma pessoa no Twitter. Você pode se cadastrar e me seguir (follow), de modo que os posts aparecerão na sua home page. Você pode simplesmente visitar o link acima diariamente e ver o que eu ando escrevendo. E você pode se cadastrar no Twitter, me seguir e instalar um programinha de nome estranho, o Twhirl que, para ser mais claro, faz os posts aparecem quase como num MSN, facilitando a leitura, o envio, as respostas e encaminhamentos. Para entender como usar o Twitter, sugiro a leitura desta página, que explica resumidamente os conceitos principais.

Não vou abandonar o blog. Não vou deixar de publicar aqui. Mas os textos tendem a ser mais profundos e detalhados, embora mais espaçados. Tenho vários assuntos aqui em rascunho, muitos e-mails parados esperando a oportunidade de virarem artigos. O blog não vai parar.

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Comentários do geek . Tags: ,
22/06/2009 - 20:58

A Praça do Ciclista, o poder público e o Twitter

A Praça, a placa, os paraciclos e os gradis

Praça do Ciclista de São Paulo começou com uma inauguração simbólica no início de 2006. Em outubro do ano seguinte, o espaço teve seu nome oficializado por lei. Apesar disso, como comentamos aqui no Vá de Bike! em abril desse ano, a Praça continua sem placasNão foi por falta de pedir – e foi mais de uma solicitação.

A Secretaria das Subprefeituras, de responsabilidade de Andrea Matarazzo, afirmou em julho do ano passado que colocaria as placas na Praça. Também prometeu colocar gradis de segurança, para que os passantes não caiam na avenida embaixo, e recolocar os paraciclos, que foram retirados para uma reforma, no ano passado.

Grades de madeira na Praça do Ciclista, dando falsa sensação de proteção e colocando em risco quem se apóia nelas

Porém, onze meses depois da afirmação do Secretário:

  • Não colocaram a placa com o nome da Praça.
  • Não foram recolocados os paraciclos.
  • Não foram colocados gradis. Há apenas umas traves de madeira, mal afixadas, “protegendo” as pessoas de caírem no túnel, nas quais há inscrições “não apóie”, feitas por populares preocupados com quem frequenta o local.
Feito este primeiro preâmbulo, vamos a um segundo.

Twitter e o poder público

Muita gente está “no Twitter” hoje em dia. Celebridades, anônimos, gente que vale a pena acompanhar, gente que não tem nada pra dizer e até mesmo o autor deste blog… E há também vários políticos e órgãos de governo.

Falando especificamente do poder público, há casos em que o perfil é criado apenas para divulgar informações genéricas, para quem quer acompanhar em linhas gerais o trabalho realizado, o que trocando em miúdos significa apenas um canal a mais para a assessoria de imprensa divulgar informações. Mas muita gente lê e responde os comentários que recebe.

É certo que nem todo cidadão usa um computador. Dentre esses, poucos usam o Twitter. Mas temos de reconhecer a abertura de um novo canal de comunicação que, apesar de muito pouco democrático em termos de acesso, tem se mostrado útil em alguns casos.

Uma das características que mais incomoda quem começa a usar o Twitter é o limite de 140 caracteres nas mensagens. Mais do que uma restrição técnica, essa limitação obriga quem escreve a ser sucinto e direto. Não há espaço para floreios, detalhamentos e rodeios. Qualquer informação adicional precisa ser passada em forma de link.

Uma das consequências disso é que as mensagens ficam curtas e rápidas para ler. A resposta costuma vir rápido, quando o interlocutor está lendo do outro lado e disponível para responder. Senão, ela fica guardada até ele retornar. Ferramentas como o Twhirl facilitam esse processo.

Mas vamos ver o que acontece quando o uso da ferramenta se intensificar, como no Orkut. Vai ficar difícil aos donos de perfis muitos conhecidos não se perderem em meio às inúmeras mensagens dispensáveis que receberão… :)

Feito este segundo e último preâmbulo (ufa!), vamos, enfim, ao que interessa.

Diálogo curto e direto

Tendo explicado tudo isso aí em cima, coloco abaixo um resumo de como recebi uma informação, pedi por mais detalhes e eles foram fornecidos, tudo num espaço de tempo relativamente curto. O assunto, claro, é a Praça do Ciclista.

GerentePaulista @SoninhaFrancine @MarioRinaldi @shadow11 e seguidores.Reunião Emurb e @andreamatarazzo.Placas de sinalização ruas e pça aprovadas!Licitando
about 8 hours ago from web in reply to SoninhaFrancine
wcruz @GerentePaulista @andreamatarazzo @SoninhaFrancine Será que dessa vez colocam placa de logradouro na Pça do Ciclista? http://twurl.nl/pv3ztz
about 2 hours ago from twhirl
wcruz @GerentePaulista @andreamatarazzo @SoninhaFrancine Também faltam os paraciclos retirados um ano atrás e os gradis:http://twurl.nl/osc6fs
about 2 hours ago from twhirl
AndreaMatarazzo .@wcruz Os paraciclos e as grades de proteção serão recolocados muito brevemente. A Eng Daniela Ja prometeu.
about 1 hour ago from web
GerentePaulista @wcruz Sim. A placa do logradouro na Praça está incluida na licitação! Em breve a Praça estará identificada novamente.
about 1 hour ago from web in reply to wcruz

Agora é ficar de olho pra ver quando sai…

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo ., . Comentários do geek . Tags: , , , ,
27/04/2009 - 20:28

Hospitalidade para cicloturistas


Permitir que um cicloviajante possa encontrar alguém disposto a hospedá-lo por uma noite, servir um prato de comida e, como o nome da rede diz, emprestar um chuveiro quente: é esse o objetivo da Warmshowers, uma rede informal e colaborativa que conta com mais de sete mil cadastrados em todo o mundo.

O cicloativista e cicloturista Dudu Green, de Florianópolis, conta como tem sido usar a rede Warmshowers e pede que os cicloturistas brasileiros também se cadastrem no site, para recepcionar os estrangeiros com a mesma hospitalidade com que ele tem sido recebido lá fora. Quem já viajou de bicicleta sabe a diferença que faz ter um lugar onde ficar e alguém para conversar ao chegar sozinho em uma cidade estranha.

Ele comenta também que já há brasileiros cadastrados e que é possível usar a rede ao visitar outras cidades e estados dentro do Brasil. E em seu blog, o Ciclonomade, ele conta como tem sido sua viagem, que empreende desde o ano passado. Nesse momento, ele está passeando pela Nova Zelândia.

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é viajar . Tags: , ,
21/04/2009 - 18:12

Quer se informar sobre o uso da bicicleta em São Paulo?

A rede de notícias do site Apocalipse Motorizado é uma página que junta notícias de diversas fontes de informação, a maioria delas relacionadas ao que anda acontecendo com o uso da bicicleta em São Paulo.

Recomendo especialmente a leitura destes artigos e notícias:
Bici-anjos ajudam ciclistas inexperientes pelas ruas de SP (G1)
Próximo Pedal Verde dia 26 de abril, domingo (Pedal verde)
Ciclofaixa – opção boa e barata (Vá de Bike!)
Ciclovias não são a solução milagrosa (Vá de Bike!)
Em 12h, mais de 1000 ciclistas passam pela Av. Paulista (Transporte Ativo)
Viagens de Bicicleta quase dobraram em 10 anos (Vá de Bike!)
O que é mais perigoso, andar de carro ou de bicicleta? (CicloBR)
Dicas para o ciclista urbano (Vá de Bike!)
Bicicletada contra a multa a um ciclista (Apocalipse Motorizado)
CET quer multar ciclistas outra vez (Vá de Bike!)
Por calçadas sem carros (Apocalipse Motorizado)
O verdadeiro dono da cidade e a malhação de Judas (Vá de Bike!)

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo . Tags: ,
16/12/2008 - 14:21

Rotas de Transporte Público no Google Maps

O Google Maps já tem faz tempo um serviço para traçar rotas entre um ponto e outro, com as opções “de carro” e “a pé”. Agora, surgiu a opção “transporte público”, atendendo inicialmente as cidades de São Paulo e Belo Horizonte.

O serviço informa se houver mais de uma opção de ônibus, oferece também como opção o metrô, diz o intervalo entre os ônibus, tempo estimado de trajeto e várias outras informações. É essencialmente o serviço existente no site da SPTrans, com uma interface *muito* mais fácil de usar e com as informações bem à mão.

Abaixo, um vídeo de demonstração feito pela Google. Se quiser dar os parabéns ou fazer alguma crítica, isso pode ser feito aqui, na seção de comentários (final da página).

(via Panóptico)

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . São Paulo parada . Tags: ,
04/07/2008 - 19:15

Bicicletarias de São Paulo


Mapa colaborativo com as bicicletarias de São Paulo. É possível contribuir, acrescentando bicicletarias à lista. Bela iniciativa, bastante útil para quem procura uma loja perto de casa ou do trabalho. Iniciativa do cicloativista Marcelo Mig.

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . A Bicicleta em São Paulo . Tags: , ,
07/02/2003 - 08:21

Seu computador a serviço da Humanidade

Quando você usa o seu computador para acessar a internet, redigir documentos no word, ler e escrever e-mails e outras tarefas light, você não está usando todo o “poder computacional” do seu micro. Isso não significa que seu computador é rápido demais para você: você percebe como ele é lento quando espera o Windows iniciar, quando chama um programa e aquela luzinha vermelha parece que não vai apagar nunca e quando você executa alguma aplicação mais pesada, como um editor de imagens ou um jogo de última geração. Mas as tarefas mais corriqueiras requerem pouco uso do processador.

Enquanto você está aqui lendo esse texto, o poder de processamento do seu computador que está sendo desperdiçado poderia estar sendo aproveitado com algo útil, como encontrar a cura do câncer. “O quê??” – é isso mesmo, encontrar a cura do câncer!

A pesquisa que está sendo conduzida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e a Fundação Nacional para a Pesquisa do Câncer (EUA) baseia-se no estudo de proteínas que foram consideradas como possíveis alvos para a terapia contra o câncer. Foi criado um programa de computador que procura moléculas que interajam com essas proteínas e que possam ser transformadas em um medicamento.

O programa fica testando combinações de moléculas, tentando encontrar uma que se encaixe. Ele pode ser executado como um screen saver ou pode ser configurado para executar o tempo todo, ou mesmo para só executar em determinados dias e faixas de horário. Com isso você pode, por exemplo, deixar ele executando apenas de madrugada em um micro que precise ficar a noite toda ligado.

Torne o seu micro um voluntário na busca da cura do câncer. Instale o programa e recicle o tempo ocioso de seu computador, fazendo-o trabalhar para o bem de todos nós. Uma em cada quatro pessoas desenvolverá algum tipo de câncer, você pode precisar…

Outras iniciativas

Com esse mesmo programa, você pode ajudar também em outras pesquisas. Em 14 de fevereiro se encerrou a fase de computação distribuída da procura pela cura do Anthrax (sim, eles estão com muito medo do Bin Laden). Há uma outra pesquisa em andamento buscando a cura da Varíola, pelo mesmo medo de ataques terroristas. Quando você instala o programa, ele está configurado para trabalhar em todas as pesquisas disponíveis, mas se você quiser se dedicar 100% à pesquisa do câncer, você pode alterar essas configurações nesta página, editando seu profile, após ter instalado o software.

De onde veio essa idéia

Há alguns anos a Universidade de Berkeley vem desenvolvendo o projeto SETI@Home de computação distribuída. A idéia surgiu quando o projeto SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence) perdeu boa parte do investimento que recebia do governo e não teria mais como manter os computadores de grande porte que utilizava. Esses computadores analisavam dados coletados por radiotelescópios, tentando identificar padrões de rádio possivelmente inteligentes.

Foi desenvolvido então um pequeno programa que seria distribuído a diversos microcomputadores pessoais, que pegariam trechos do grande conjunto de dados, analisariam e devolveriam os resultados processados. O projeto foi divulgado na Internet e, em pouco tempo, milhares de computadores em todo o mundo estavam rodando o tal programinha, fazendo com que o projeto SETI conseguisse um poder computacional total muito maior do que o que tinha antes do corte de verbas.

Hoje há, segundo uma página do projeto, mais de 4 milhões de usuários usando o tempo ocioso de seus computadores para ajudar o projeto SETI. O sucesso foi tão grande que depois de algum tempo eles haviam processado todos os dados que estavam acumulados e tiveram que colocar os radiotelescópios para esquadrinhar novas regiões do céu que ainda não haviam sido exploradas.

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Comentários do geek . Tags: ,
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