Na semana passada, o G1 filmou meu trajeto para o trabalho. A intenção era mostrar as dificuldades que o ciclista enfrenta nas ruas, mas acabou sendo uma mostra de que o uso da bicicleta é viável, apesar das dificuldades. O resultado foi o vídeo abaixo (publicado no site do G1 nesse sábado).
Buzina na bicicleta não ajuda o ciclista urbano
Na parte das Dicas para o Ciclista Urbano onde falo sobre como sobreviver ao trânsito, o leitor Fernando Niglio comentou sobre o uso da buzina, sugerindo que eu o acrescentasse às dicas. Como lhe expliquei em resposta ao comentário, não sou muito a favor de buzina por alguns motivos, que explico aqui com maior detalhamento:
- Uma buzina fraca, do tipo trim-trim por exemplo, só é útil para alertar pedestres, já que o barulho dos carros, as janelas fechadas e os rádios ligados (e às vezes celulares) ocultam seu som dos motoristas. Mas como eu sempre dou preferência para pedestre que está atravessando a rua e sempre ando na mão correta (e um dos motivos é para que eles me vejam quando forem atravessar), acabo não precisando. E, se precisar, falar “bikê!” ou “ooô!” em voz alta resolve. Os únicos lugares onde ela se justificaria são em locais de tráfego compartilhado entre bicicletas e pedestres, como dentro de parques e, em São Paulo, na ciclovia da Radial Leste por exemplo.
- Uma buzina forte, dessas de ar comprimido, assustam o motorista, que pensa que tem um caminhão em cima dele. Quando percebe que é “só” uma bicicleta, fica P da vida e pode até retaliar em vez de respeitar, que era o objetivo original da buzinada. E se você der uma buzinada dessas para um pedestre, ele vai se assustar mais ainda, porque vai achar que entrou na frente de um caminhão. Não dá certo.
- Em uma situação de emergência, suas mãos devem estar bem firmes no guidão e geralmente freando. Mesmo que você só precise esticar o dedo para buzinar, isso vai afetar a maneira como você se segura no guidão, se equilibra e freia, o que pode ser bastante perigoso nesse momento de risco. A buzina só serviria para xingar depois, o que só escala o conflito e pode trazer consequências piores, ou para pedir passagem de uma forma, convenhamos, arrogante. Um grito de “me dá uma licencinha aí, amigo?” traz muito mais resultado.
Em situação de emergência, melhor abusar do grito mesmo, que surte efeito e ainda faz o motorista sentir vergonha, porque ele percebe que quase passou em cima de uma PESSOA e não simplesmente de um obstáculo-que-buzina.
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A buzina é interessante como forma de interação simpática com outros usuários da via, principalmente a trim-trim. Aí sim. Por exemplo, para agradecer um motorista que te deu passagem (apesar de dificilmente ele ouvir), para cumprimentar outro ciclista, etc. Ou para alertar um pedestre numa área de tráfego compartilhado, como comentei no primeiro item. Mas para garantir a segurança do ciclista em meio aos carros, ela não ajuda em nada. |
Concorda? Discorda? Quero saber o que você pensa, dê sua opinião nos comentários.
Paralamas
Eu estava sem paralamas já fazia algum tempo, porque o par anterior quebrou. Todo os dias eu prendo a bicicleta pela roda da frente (e pelo quadro) ao estacionar na empresa. Ao passar o cabo de aço pela roda, ele acabava entortando um pouco o paralama. Com o tempo, o suporte dele quebrou. Voltei na loja e fizeram pra mim um novo suporte, reforçado, mas não teve jeito. Quebrou de novo.
Além disso, coloquei um bagageiro na bicicleta, o que aliás foi ótimo (preciso voltar a escrever dicas por aqui e aproveitar para falar sobre isso também). Como o paralama traseiro era preso no canote do selim, tive que retirá-lo.
Para quem usa a bicicleta todos os dias como meio de transporte, o paralama faz a maior falta. E nem precisa estar chovendo, basta a rua estar molhada como ontem de manhã. Os pneus jogam para cima a água que está no asfalto e essa água fica cheia de “cocô de carro”: óleo, fuligem, etc. A camiseta fica com uma faixa escura no meio e pode até ficar manchada. E a roda da frente da bicicleta joga essa água suja bem no seu rosto…
O que consegui
Já fazia algum tempo que eu procurava um novo paralama. Precisava ser algum modelo que pudesse ser preso por baixo do bagageiro e, de preferência, que não fosse quebrar rapidamente com o uso do cabo de aço na roda dianteira. Cheguei a ver um modelo retrátil, que eu só abriria quando fosse realmente precisar. Bonitinho, interessante, mas salgado: cerca de cem reais!
Terça de manhã, saindo da dentista e indo para a empresa, resolvi passar numa loja onde eu ainda não havia passado para procurar um paralama que me servisse. Precisava ser algum modelo que pudesse ser preso por baixo do bagageiro e, de preferência, que não fosse quebrar logo com o uso do cabo de aço.
Havia na loja um paralama relativamente barato (R$35), que era de prender no canote. Mas o lojista conseguiu inverter o suporte para prendê-lo no seat tube (onde se encaixa o canote), de modo que ele passasse por baixo do bagageiro – exatamente o que eu precisava. E a peça dianteira do paralama é bem mais alta na parte da frente que na de trás. Assim, eu posso prender o cabo de aço na roda dianteira, como faço todos os dias, sem que ele entorte o paralama para o lado, enfraquecendo o suporte por fadiga de material.
E consegui o paralama bem a tempo, porque o dia seguinte amanheceu com garoa e chão molhado. E a garoa não lava o asfalto, só “empapa” a sujeira que está nele.
O paralama ideal
O paralama que eu instalei é “esportivo”. Ele fica um pouco longe do pneu para poder ser usado numa trilha com lama, que poderia travar a roda caso o paralama ficasse muito rente. Para uso na cidade, o paralama mais eficiente é sem dúvida o da foto ao lado. Ele fica rente ao pneu e apara toda a água. Até onde sei, ele é preso no eixo e – me corrijam os especialistas – não dá certo instalar em bicicletas com blocagem (ou quick-release). A não ser que, na hora de retirar a roda para trocar uma câmara, você desmonte a blocagem, o que dá trabalho e oferece risco de perder uma mola ou outra peça pequena… Deve haver também a possibilidade de prender esse tipo de paralama no quadro, mas precisa haver furação (no quadro) para isso. As bicicletas pseudo-esportivas que são vendidas por aqui dificilmente terão essa furação.
E poucas bicicletas nacionais vêm com esse tipo de paralama, já que os fabricantes brasileiros optaram, há mais de uma década, por produzir bicicletas que fingem ser modelos esportivos, empurrando para o consumidor a idéia de que bicicleta é algo “radical” (sim, ela pode ser, mas também pode ser um meio de transporte). Digo que “fingem” ser esportivas porque se você levar uma bicicleta dessas mais baratas para uma trilha pesada, mesmo aquelas que exibem uma suspensão traseira, periga voltar sem ela e sem alguns dentes.
Nas bicicletas brasileiras, esse tipo de paralama só é encontrado em modelos mais “populares”, como a Barra Forte e a Poti, por exemplo. E essas bicicletas, por serem modelos bem básicos, são bastante pesadas, seus componentes não têm boa qualidade e não possuem marchas. São boas para usar em cidades litorâneas e ruins para usar no resto do país, como nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo.
A única bicicleta de boa qualidade produzida aqui, que eu tenho notícia, que vem com paralamas adequados ao uso na cidade é o modelo City Tour da Caloi. Mesmo assim ainda lhe faltam alguns acessórios que fariam dela uma bicicleta ideal para uso na cidade. A bicicleta ideal para uso urbano é a do tipo chamado por alguns de “holandesa”. Falarei sobre isso em um próximo artigo.
Ah, quase me esqueço: alguns modelos de bicicletas dobráveis da Dahon (fabricadas lá fora mas vendidas aqui) têm esse tipo de paralamas também!
Dúvidas? Críticas? Correções? Comente.
Efeito do curso ou coincidência?
Eu seguia por uma rua de duas pistas em mão única, atrás do Shopping Santa Cruz, para virar à esquerda e descer a Pedro de Toledo. Na pista da direita, eu; na da esquerda, dois ônibus. O sinal abriu e eu precisava virar à esquerda. Como eu sabia que o ônibus também ia virar, atravessei até o outro lado da Pedro de Toledo e fiquei parado ali, para esperar os ônibus virarem, descer atrás deles e ultrapassá-los pela esquerda depois.
Quando parei ali, vi que o ônibus parou, esperando que eu passasse. Fiz sinal com a mão de que ele poderia passar mas, para minha surpresa, ele manteve o ônibus ali e me fez sinal para passar, ignorando a buzina do outro ônibus que estava atrás do dele. Eu nunca vi isso!
Passei sorrindo, agradeci e fui para a pista da esquerda, já que as duas que descem estavam vazias e ele talvez precisasse parar no ponto logo adiante. Pouco depois ele passou do meu lado direito, deu um sorriso e fez sinal de positivo.
Não deve ser por consequência da palestra, pois ainda é cedo para isso (a não ser que o motorista fosse um dos multiplicadores presentes no curso desse domingo, o que não é impossível). Mas as coisas estão pouco a pouco mudando nessa cidade e isso é perceptível para quem pedala nas ruas há bastante tempo. Ainda há muito a mudar, mas já melhorou bastante em relação a uns seis anos atrás, quando comecei a usar a bicicleta como meio de transporte.
Muitos motoristas de ônibus que vão parar no ponto já esperam atrás de mim antes de parar. Outros ultrapassam pela segunda pista, para dar bastante distância, voltando para a direita só depois de uma distância segura. Claro que eu sempre agradeço.
Uma vez um amigo que pedalava comigo me disse, depois que eu agradeci um carro que parou antes de entrar na avenida, esperando que eu passasse: “você não tem que agradecer, ele não fez mais que a obrigação”. Respondi: “é, mas se ele se sentir bem com o que fez, vai fazer mais vezes”.
Dicas para o Ciclista Urbano
Hoje dei uma revisada no artigo principal das Dicas para o Ciclista Urbano. O artigo original foi escrito em 2004 mas, por incrível que pareça, não precisei alterar quase nada no texto.
Coloquei imagens e realcei os itens das dicas para deixar a leitura mais leve, acrescentei links para outros artigos da série que detalham pontos abordados nesse e refiz algumas frases para deixar o texto mais claro. Mas tudo o que eu dizia há cinco anos continua mais do que válido.
Para quem ainda não leu, vale a pena ler. Para quem já leu, aproveite para enviar para aquele amigo que começou a pedalar agora. Se ele ainda está na dúvida sobre usar a bicicleta, envie este outro texto.
P.S.: Estive pensando depois de escrever isso e percebi que ficou faltando falar alguma coisa sobre o uso de iluminação na bike. Vou escrever sobre isso e depois atualizo o post.
Quer se informar sobre o uso da bicicleta em São Paulo?
A rede de notícias do site Apocalipse Motorizado é uma página que junta notícias de diversas fontes de informação, a maioria delas relacionadas ao que anda acontecendo com o uso da bicicleta em São Paulo.
Recomendo especialmente a leitura destes artigos e notícias:
Bici-anjos ajudam ciclistas inexperientes pelas ruas de SP (G1)
Próximo Pedal Verde dia 26 de abril, domingo (Pedal verde)
Ciclofaixa – opção boa e barata (Vá de Bike!)
Ciclovias não são a solução milagrosa (Vá de Bike!)
Em 12h, mais de 1000 ciclistas passam pela Av. Paulista (Transporte Ativo)
Viagens de Bicicleta quase dobraram em 10 anos (Vá de Bike!)
O que é mais perigoso, andar de carro ou de bicicleta? (CicloBR)
Dicas para o ciclista urbano (Vá de Bike!)
Bicicletada contra a multa a um ciclista (Apocalipse Motorizado)
CET quer multar ciclistas outra vez (Vá de Bike!)
Por calçadas sem carros (Apocalipse Motorizado)
O verdadeiro dono da cidade e a malhação de Judas (Vá de Bike!)
Cuidado com as portas dos carros
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O sem noção abriu a porta totalmente, empurrando com o pé, sem me ver passando. A porta abriu de forma tão sincronizada com o momento em que eu passei e tão rápido que levei até um susto! Ainda bem que eu não passo rente aos carros parados, deixo um espaço de pelo menos um metro, mesmo que os outros motoristas reclamem que estou “no meio da rua”. Se eu pedalasse um pouco mais perto dos carros estacionados, tinha me estabacado na porta.
- UÔÔÔÔôôôôuuu… Quase, hein?! – gritei para o distraído, que com toda certeza ouviu, mas saiu do carro fazendo de conta que não tinha acontecido nada e que não tinha me visto, acreditando que assim ficava menos chato pra ele. Então tá… Pelo menos ele percebeu minha rclamação e talvez na próxima vez olhe antes de abrir a porta.
Já levei uma portada uma vez. Estava com um amigo e, assim que ele acabou de passar, o motorista abriu a porta entre nós dois. Não deu tempo pra nada, o guidão bateu na lateral da porta, a bicicleta virou e eu aterrissei com o joelho, no meio da rua. Por sorte não passavam outros carros naquele momento. Tentei levantar, mas não aguentei a dor e caí de novo. O cara queria me levar para o hospital, ficou super preocupado, pediu mil desculpas. Tudo bem, fazer o quê, né? Não foi de propósito, o cara se arrependeu e depois disso nunca mais deve ter aberto a porta sem olhar.
Levou alguns minutos para eu conseguir ficar de pé, mas ainda consegui pedalar até em casa, que estava mais ou menos perto. No dia seguinte, mal conseguia andar. Não quebrei nada, mas fiquei uns quinze dias sentindo dores e sem pedalar.
Quem leva uma portada, nunca mais esquece. Foi lembrando dela que escrevi parte destas dicas, que recomendam ocupar a faixa e manter distância dos carros estacionados. E foi justamente essa segunda recomendação que me salvou hoje (e tantas outras vezes, algumas das quais nem me dei conta).
Por coincidência, vi hoje um post sobre esse assunto no excelente blog chileno Ciclismo Urbano (em espanhol).
Guia do empréstimo e aluguel de bicicletas em São Paulo
O XpK fez um excelente guia sobre o serviço de empréstimo e aluguel de bicicletas em São Paulo. Vale a pena conferir.
Resumo do resumo:
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| Foto: Divulgação |
- Há atualmente vinte e dois pontos do serviço, entre estações de metrô e estacionamentos Estapar, sendo que você pode pegar a bicicleta em um e devolver no outro.
- O serviço é aberto a qualquer cidadão. Para quem não tem cartão de crédito ou não se sente bem para deixar uma caução registrada nele, é possível fazer uma carteirinha, deixando créditos nela como se fosse um cartão pré-pago.
- A primeira hora de uso é gratuita, da segunda em diante é cobrado dois reais a hora.
- Você pode estacionar a sua bicicleta em qualquer um desses pontos, de graça.
- O horário é das 6 às 22h, tanto para o empréstimo como para o estacionamento, mas a bike estacionada pode pernoitar por até dois dias consecutivos. (atualizado: segundo o Instituto, “não é permitido pernoitar a bike nos estacionamentos dos bicicletários devido a quantidade de vagas disponíveis”)
Mais informações no site do XpK.
Para quem quer começar a pedalar nas ruas
O colega Mig lembrou, nos comentários do post anterior, que há um passeio regular em São Paulo aos domingos. Isso me lembrou de escrever um post que há tempos estou para colocar por aqui.
Para quem vai começar a pedalar pelas ruas, pode ser interessante começar em algum dos grupos noturnos que passeiam por São Paulo praticamente todas as noites. Há grupos para todos os níveis: para quem quer treinar, para quem quer começar, para quem quer usar mais como meio de transporte, etc.
O Wadilson mantém atualizada uma página com a lista completa dos passeios noturnos em São Paulo. Vale a pena dar uma olhada. De qualquer forma, destaquei alguns passeios em especial:
Bicicletada – Toda última sexta-feira do mês centenas de ciclistas se reúnem na Praça do Ciclista para comemorar a mobilidade por bicicleta. Nesse encontro, você poderá conhecer bastante gente que adotou a bicicleta como meio de transporte e, conversando com essas pessoas, obter dicas de como fazer isso, conhecer pontos de vista diferentes sobre a bicicleta e quem sabe até encontrar alguém disposto a te ajudar nas primeiras viagens até o trabalho. O pessoal começa a chegar a partir das 18h e sai de lá para dar uma volta às 20h, dá tempo de conhecer bastante gente.
Saia na Noite – Um passeio para as meninas, que recebe muito bem as que estão começando a pedalar nas ruas. Você, mulher que lê este blog, está convidada a aparecer numa das terças-feiras na Ofner da R. João Cachoeira, no Itaim Bibi, a partir das 20h30 com saída às 21h. Tenho certeza que será muito bem recebida, num passeio que não deixa ninguém para trás.
CAB Light – O CAB (Clube dos Amigos da Bike) realiza um passeio bem leve às segundas-feiras, bom para ganhar um preparo físico inicial mesmo estando fora de forma e também para adquirir mais confiança com a bicicleta na rua. Mais informações aqui.
Mulheres e Bicicletas
O site estadunidense Treehugger publicou uma galeria de fotos de mulheres famosas usando bicicletas. Entre as fotografadas estão nomes como Madonna, Daryl Hanna e Kate Winslet.
O blog da Transporte Ativo tem um texto muito oportuno sobre essa galeria, no qual comenta que “uma cidade pensada para nossas mães, esposas, filhas é um lugar mais interessante e belo para todos”. Vale a leitura.
O site Copenhagen Cycle Chic é outra visita interessante. Com fotos de mulheres elegantes em suas bicicletas, mostra como existe um outro conceito de uso da bicicleta em muitos lugares do mundo, onde seu uso está tão presente na cultura local que as moças não as abandonam nem nos dias chuvosos.
| Pelas roupas que essa moça está usando, poderia muito bem ser uma foto tirada aqui em São Paulo. Mas preste atenção nas ruas: as moças elegantes já estão por aqui. Foto: Copenhagen Cycle Chic |
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Você sai para passear de bicicleta e leva seu melhor amigo de carona. Ele vai pertinho de você, olhando tudo e comportado. Foto: Lars Terkelsen, via Copenhagen Cycle Chic |
Se você quer pedalar de saias, veja como montar uma proteção (chamada lá fora de skirt guard) para que ela não enrosque na roda traseira (dica do Akira Kojima).
Vale também conhecer o grupo Saia na Noite, que promove um passeio noturno semanal para mulheres de todas as idades, aqui em São Paulo. E a Bicicletada, claro, que está por todo o país e tem uma participação feminina cada vez maior. Em ambos os grupos (e em outros mais), você vai encontrar mais mulheres que pedalam pela cidade e poder trocar conhecimentos e dicas sobre o uso da bicicleta.
| Minha mulher Priscila, em uma tarde em que saímos de bicicleta para passear e comer um lanche. | ![]() |
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Bicicleta feminina da marca Avalon, que eu encontrei à venda na loja Bike Stop: tem protetor de corrente para não sujar a roupa, farol com dínamo, paralamas perfeitos para não se molhar ao pedalar depois da chuva, bagageiro, quadro feminino que facilita o uso com saias, suspensão dianteira para amenizar os buracos, marchas para ajudar nas subidas e até suspensão no selim para tornar a pedalada mais confortável. |
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