Nasce nessa quarta 25/11, em São Paulo, a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo, que ganhou o criativo nome de Ciclocidade.
Qual a vantagem disso?
A Ciclocidade pretende representar e defender os interesses dos ciclistas urbanos da cidade de São Paulo, atuando ao lado dos ciclistas junto ao poder público, à imprensa e às instituições. Dessa forma, ganharemos todos uma entidade que lute oficialmente pelos nossos direitos, amplificando a força dos ciclistas e grupos que já atuam em favor das bicicletas em ações dispersas.
Mas como sabem o que eu preciso?
Esse é um dos motivos pelos quais a Ciclocidade conta com a sua participação. A linha de atuação da associação é definida por quem participa dela. Todos podem opinar, dar idéias, atuar voluntariamente. É possível contribuir de várias formas e uma das mais importantes é a participação ativa.
A força e a representatividade da associação dependem diretamente da participação dos ciclistas urbanos da cidade. Essa força vem das pessoas que as constroem, sua diversidade cultural e ideológica, seus pensamentos e suas ações.
Tá, e o que eu posso fazer então?
Para começar, vá até o evento de fundação da entidade, nem que seja para dar uma olhada. Você vai ter a chance de entender melhor o que está sendo proposto e qual a idéia desse pessoal. E, de bônus, você ainda vai encontrar um monte de gente que também usa a bicicleta na cidade e quer uma cidade melhor para todos.
Dia 26 de outubro, um motorista de ônibus matou o ciclista Fernando Martins Couto e o gari Antônio Ribeiro, que estavam na calçada da Av. Robert Kennedy, próximo ao Largo do Socorro.
No dia 14 de novembro, mais de 100 pessoas se reuniram no local para instalar uma bicicleta branca – uma “ghost bike” – em memória de Fernando. Junto com a bicicleta, foi pendurada uma vassoura de varrição de ruas, em homenagem ao gari Antônio.
A bicicleta foi trazida pela família do ciclista, já pintada de branco. A vassoura foi providenciada no local e pintada numa funilaria no Largo do Socorro, que se ofereceu a fazer a pintura sem nenhum custo.
Após a instalação, um círculo em torno da Ghost Bike para uma oração
Dentre as pessoas presentes, muitos ciclistas, garis, familiares e amigos do ciclista Fernando e do gari Antônio e gente que trabalha por ali ou passava pelo local. Segundo os garis presentes, algunsfamiliares de Antônio não puderam comparecer porque houve outro acidente na família e eles precisaram viajar para o Rio de Janeiro. Triste…
Garis também participaram da manifestação. As vítimas foram atingidas pelo ônibus no ponto bem ao centro da foto, o trecho de calçada que possui guia rebaixada.
Os garis também colaboraram na ação, ajudando a isolar o tráfego e a realizar a pintura de solo.
Gari e ciclista realizando juntos a pintura do asfalto
Além da instalação, foi feita pintura no asfalto próxima ao local do acidente, onde se lia: “DEVAGAR – VIDAS”.
Amanhã, dia 14 de novembro de 2009, a partir das 10h irá acontecer uma manifestação em memória ao Ciclista e ao Gari atropelados no dia 26 de outubro de 2009, na Avenida Robert Kennedy, próximo ao Largo do Socorro, acidente registrado nesse vídeo, no site da Folha.
A mãe do ciclista Fernando Martins Couto está vindo de Catanduva para prestar essa homenagem ao filho. A família quer colocar no local uma bicicleta branca, mundialmente conhecida como Ghost Bike, como ciclistas colocaram em homenagem a Márcia Prado assassinada na Av. Paulista em janeiro de 2009.
Muitos ciclistas irão auxiliar a família para na instalação da Ghost Bike e também irão desenhar no asfalto frases pedindo respeito a vida no trânsito e para que os motoristas dirijam mais devagar.
A manifestação não esta sendo organizada por nenhum órgão ou ONG. Será uma manifestação espontânea, promovida por ciclistas e familiares do ciclista morto, organizado por redes sociais na internet.
Se você deseja participar, pode se dirigir diretamente ao local, ou encontrar com o pessoal que reunirá na Praça do Ciclista a partir das 8h, saindo impreterivelmente às 8h30 para seguir em um Pedal do Silêncio até o local da manifestação.
Ciclovia da Marginal Pinheiros: a questão dos acessos é fundamental para que ela se torne útil.
Foto: Willian Cruz / +Vá de Bike!+
Acontece hoje, dia 05 de outubro, às 14h30, uma audiência pública sobre a Ciclovia da Marginal Pinheiros. O objetivo é ouvir sugestões dos ciclistas para a obra.
A reunião é aberta e será no Palácio dos Bandeirantes – Av. Morumbi, 4500, na Sala de Imprensa (2º andar). Os ciclistas que forem à reunião poderão entrar pelo Portão 2, na própria Avenida Morumbi, e estacionar ao lado da estufa.
O horário é complicado pra mim e infelizmente não poderei estar lá, mas sei que as idéias que defendo estarão muito bem representadas por vários outros cicloativistas que compartilham da mesma visão.
Se puder, apareça por lá e ajude a mostrar que a mobilidade por bicicleta interessa a muita gente em São Paulo. A presença de ciclistas nessa reunião é muito importante. Vai ter um pessoal saindo da Praça do Ciclista (Paulista com Consolação) às 13h. De bike, é claro.
Sugestões
Embora eu não possa comparecer, ficam aqui minhas sugestões:
Iluminação e funcionamento durante a noite
Se é pra ir e voltar do trabalho, tem que poder usar à noite. Não dá pra pedir pra sair às 16h do serviço com o argumento que senão a ciclovia fecha às 18h, certo?
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Acessos
Se só tiver um em cada ponta, ou se mesmo tendo vários eles não forem fáceis de usar, a ciclovia não terá muita utilização, os ciclistas vão preferir ir por fora, mesmo correndo risco. E, como muita gente comentou por aí (e por aqui também), um acesso à USP será extremamente útil. Muita gente vai de bicicleta à Cidade Universitária e a ciclovia vai passar do lado, embaixo da ponte que leva esse nome.
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Sinalização na ciclovia
Quando tivermos os acessos, seria interessante ter sinalização na ciclovia indicando as saídas e quais os bairros e estações de trem próximas. Como aquelas placas verdes que existem nas ruas para ajudar os motoristas de carro, mas obviamente não precisam ser enormes daquele jeito, só precisam ser visíveis. No caso de estação de trem, indicar se ela tem bicicletário.
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Sinalização FORA da ciclovia
Para indicar ao ciclista que há uma ciclovia ali no meio e que ela pode ser usada, indicando o acesso mais próximo (próx. acesso a 200m, sobre a ponte tal). Senão vai ter muito ciclista que não acompanha as notícias, não vai ficar sabendo que tem uma ciclovia ali e vai continuar trafegando pela Marginal Pinheiros. Ótima oportunidade para o governo fazer um marketing da obra e ser útil ao mesmo tempo. E também serve para mostrar ao motorista que aquele ciclista está ali porque está indo até um acesso, não adianta buzinar nem jogar o carro em cima que ele não tem como sair voando até a ciclovia.
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Sinalização de limite de velocidade na ciclovia
Que? Como assim? Limite de velocidade para a bicicleta? Não… é para os motoristas da EMAE, já que a ciclovia será compartilhada com os carros e caminhões de serviço da empresa. Creio que 30km/h seria um limite seguro. Trafegar com faróis acesos também pode contribuir na segurança.
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Banheiros e bebedouros
Acho legal ter banheiros a cada 3km, nem que seja aquele banheiro químico nojentão (melhor que começarem a fazer xixi pra tudo que é canto). E colocar uma placa: BANHEIRO. E junto aos banheiros deve ter bebedouros também, que podem ser no estilo daqueles do Parque do Ibirapuera.
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Posto de Serviços
A idéia de um posto de serviços lá no final da ciclovia, que foi comentada pelo pessoal da CPTM no dia da inspeção, é ótima. Para pequenos consertos do tipo pneu furado, regulagem de marchas e freios, corrente quebrada, etc. Aliás, eu acho que podia ter isso em todos os bicicletários públicos da cidade, mas enfim.
Mais do que uma ciclovia que atende a um trajeto específico, o que a gente precisa é começar a se movimentar para acabar com essa idéia generalizada de que a solução pra bicicleta é só ciclovia e ciclofaixa. Senão acontece o que já está acontecendo: tem ciclista comentando sobre motorista que manda sair da rua e grita que é só de domingo, mesmo onde não é trajeto da ciclofaixa de lazer. Eu mesmo já escutei “vai pra ciclovia” em lugar que nem ciclovia tem.
Ciclovia é bom para proteger o ciclista do tráfego rápido, mas tem um efeito colateral bem perigoso que é a disseminação do conceito errôneo de que que lugar de bicicleta é só em ciclovia, resultando em motoristas que ameaçam a vida de ciclistas achando ainda que têm razão. Esse sim é o maior perigo para o ciclista nas ruas, maior até que os motoristas que cometem excesso de velocidade, porque um motorista mal informado e ignorante desses coloca em risco a vida de um ciclista só para provar que está com a razão (e nem mesmo está). Isso só se combate com campanhas de esclarecimento e sinalização em vias principais (como a Paulista por exemplo), indicando a presença de bicicletas em meio ao tráfego. Mas disso, ninguém fala.
Veja algumas pequenas ações que fariam muita diferença para a segurança do ciclista nas ruas.
Um gerente de operações da CPTM nos acompanhou pedalando
Na manhã de sexta-feira, dia 25, o +Vá de Bike!+ percorreu o caminho da futura ciclovia da Marginal Pinheiros, junto com funcionários da CPTM, Soninha Francine, CicloBR, Transporte Ativo e outros cicloativistas. Fomos convidados para conhecer o percurso e fazer sugestões.
Segundo informações prestadas pela CPTM no local, as obras começariam nessa segunda-feira, dia 28, com previsão de entrega de até 120 dias.
Percurso
Na fase inicial, a ciclovia irá da estação Vila Olímpia da CPTM até perto da represa Billings, num trajeto de cerca de 14km. A idéia é ampliá-la até o Parque Vila Lobos, num total de 22km, mas para isso precisa ser estudada a criação de um acesso ao parque.
Pelo que o CicloBR apurou no local, também precisa ser feita uma recuperação do asfalto nesse segundo trecho.
Veja o mapa que o +Vá de Bike!+ preparou, com o percurso total da ciclovia, clicando na imagem ao lado.
A pista
Já existe uma pista no local, utilizada hoje pela EMAE. Essa via é praticamente uma ciclovia pronta, como já mostrou o CicloBR no ano passado, faltando apenas os acessos a ela. Hoje ela é utilizada por veículos de manutenção da EMAE e por alguns funcionários da empresa que a usam como atalho para fugir do trânsito da Marginal.
Pista da futura ciclovia.Embaixo da placa, algumas capivaras.
Segundo a CPTM, estes não poderão mais utilizar a pista, enquanto os veículos de manutenção, que precisam realmente utilizá-la, continuarão fazendo isso bem sinalizados e em velocidade compatível com a presença de ciclistas. Isso não deve ser um problema, já que a pista tem quase quatro metros de largura e pode muito bem ser compartilhada com os poucos veículos que realmente precisam passar por ali.
Não vejo necessidade de pintar a pista de vermelho, já que ela não está inserida em meio ao tráfego comum das ruas e não precisa ser destacada em relação a outras faixas. Seria interessante apenas pintar o símbolo da bicicleta no chão e, futuramente, sinalizar as saídas.
Em todo esse primeiro trecho, da Estação Vila Olímpia até perto da Billings, o asfalto está ótimo. No caminho inteiro vi apenas UM buraco e, mesmo assim, não era lá grande coisa.
Gradil
A pista segue praticamente todo o caminho acompanhando os trilhos do trem, a uns bons metros de distância. Mas, por segurança, será colocada uma grade em toda essa extensão, para evitar que alguém resolva arriscar a vida se aproximando dos trilhos.
Acessos
A maior dificuldade são os acessos: de início haverá apenas dois, um em cada ponta. Outros estão sendo estudados, pois envolvem alterações nas pontes. Não é possível utilizar os mesmos acessos das estações porque eles não levam além dos trilhos e porque eles ficam além das catracas – e a idéia é que o acesso à ciclovia seja gratuito, claro.
Adaptar as pontes pelo caminho para permitir o acesso dos ciclistas é realmente a melhor solução, até porque serve como forma de integrá-los ao tráfego, com sinalização e travessias adequadas, ao sair da ciclovia e voltar para as vias de uso comum. E o acesso fica muito mais simples e prático se feito diretamente pela ponte em vez de obrigar o ciclista a entrar pelas estações, até porque elas ficam apenas de um lado do rio e nem sempre junto a pontes.
Vila Olímpia
O acesso será feito por uma passarela, que hoje é de uso restrito, ao lado da estação. Essa passarela é composta de vários lances de escada, mas será adaptada para ter rampas. A adaptação está em estudo.
Autódromo
Na outra ponta, que fica perto da estação Autódromo (porém do lado “de cá” do rio), a proposta é fazer uma praça de serviços ao ciclista, com banheiros, posto de consertos e outros serviços que estão sendo estudados. Aliás, seria bom colocar alguns banheiros ao longo do trajeto…
Nesse local é possivel fazer um acesso relativamente simples à R. Miguel Yunes, sem precisar de passarela ou adaptações.
Cenário
O que mais me impressionou foi o cenário que encontrei ali. Eu esperava ver uma paisagem desolada, apenas com lixo e mau cheiro, mas me surpreendi: apesar de poluído e sujo, o rio é muito bonito. Em volta, muitas árvores, flores, pássaros e capivaras. Dali de baixo temos uma visão diferente da cidade.
Saindo da estação Vila Olímpia em direção à Autódromo, entre a ciclovia e os trilhos do trem há um canteiro largo com árvores e plantas de vários tipos. Algumas pequenas árvores exibiam pequenos frutos alaranjados em cachos, misturados a algumas flores roxas eventuais. Outras tinham todas as folhas em tons de vermelho. Outras ainda estavam totalmente floridas.
É possível ver e ouvir muitos pássaros pelo caminho. Embora o congestionamento da Marginal entoe ao fundo o costumeiro “mi-mi-mi!” dos motociclistas, o som dos pássaros se fez ouvir em várias ocasiões. Chegamos a ver um pica-pau com a cabeça alaranjada, garças, alguns pássaros com um rabo bem longo e fino (não faço idéia de qual a espécie, nunca tinha visto) e outros mais comuns à fauna urbana, como pardais e um pássaro marrom de peito alaranjado que eu também não sei qual é (desculpem, não entendo muito de aves, só as admiro).
O rio, largo e de águas tranquilas, com suas margens verdes e as garças voando por cima, dá uma visão bonita, mas estragada eventualmente por alguns montes de plástico acumulados na margem oposta. Conforme avançamos em direção à represa, era possível ver cada vez mais lixo boiando no rio e o paisagismo foi deixado de lado. Espero que, agora que a margem começará a ser frequentada, estendam o trabalho de paisagismo até o trecho “menos nobre”.
Lixo
Nas partes onde há um maior acúmulo de lixo no rio e as balsas trabalham fazendo a limpeza, é possível ver muito plástico boiando. Há algumas pilhas de lixo e entulho na margem oposta, que foram retirados do rio. A maior parte do lixo é composta de plástico: garrafas PET, sacos plásticos, embalagem de amaciante, de margarina, de biscoito. Até aquele papelzinho amassado que muita gente joga pela janela do carro ou “deixa cair” disfarçadamente ao andar na rua periga estar ali, boiando ao lado de inúmeras bitucas de cigarro.
Percebe-se, pelas estações de flotação e balsas, que há um esforço em tentar limpar o rio, mas não adianta limpar se o lixo continua chegando. Além de lixo “visível”, há esgoto misturado à água. E o esgoto que vai parar no rio é todo de construções irregulares e favelas sem saneamento básico, que descarregam direto nos rios, certo? Errado. Há muitos edifícios de classe média e classe alta, não muito antigos (alguns até novos) que descarregam o esgoto na galeria de águas pluviais, aquela por onde escorre a enxurrada em dias de chuva depois que entra numa boca de lobo. Aquela galeria desemboca em um rio, levando com ela tudo que for jogado ali, seja o lixo que estava na rua ou o esgoto daquele prédio bonitão que você nem desconfia.
E o cheiro?
No início do percurso, dava para sentir o cheiro do rio, mas de forma suportável. Duas estações depois, o cheiro havia sumido, voltando só na altura das estações de flotação, lá na frente. Dizem que com o aumento da temperatura da água em dias de calor, as bactérias realizam mais seu trabalho de decomposição do esgoto que está misturado no rio e o cheiro fica mais forte.
Potencial turístico
Se for possível limpar o rio a ponto de eliminar o lixo “visível” e o esgoto invisível (mas perceptível), as margens do rio seriam ótimas para lazer e, por que não, passeios turísticos. Seria possível inclusive estimular passeios turísticos de bicicleta, alugando as magrelas para os visitantes de outras cidades e países conhecerem a cidade por outro ângulo.
Em alguns pontos, poderia haver restaurantes ou cafés, atraindo frequentadores para as margens durante os finais de semana e talvez até durante a semana. As margens já estão muito bonitas e podem ficar ainda mais se o rio for despoluído.
Avaliação
A ciclovia pode ajudar centenas (talvez milhares) de ciclistas que trafegam pela Marginal Pinheiros todos os dias. A área de várzea da Marginal, sem subidas, aliada à falta de alternativas viáveis ao ciclista em quase todo o percurso, já torna a Marginal Pinheiros a escolha de muitos ciclistas, ao menos em parte do trajeto. Na ciclovia, eles estarão protegidos do tráfego agressivo das pistas que a rodeiam.
Mas ainda é necessário criar vários acessos, para atender também a quem precisa entrar ou sair da ciclovia antes dos pontos incial e final. Isso está nos planos, mas não pode demorar.
Se for criado um acesso da Ciclofaixa de Lazer (que liga os parque do Ibirapuera, do Povo e das Bicicletas aos domingos) até a entrada dessa ciclovia, ela se tornará uma ótima opção para quem quiser fazer um passeio diferente de bicicleta no final de semana.
A experiência de pedalar ali e se sentir perto do rio que a cidade esqueceu vale a pena.
Vídeo
Assista a matéria em vídeo produzida pelo +Vá de Bike!+, com imagens gravadas na futura ciclovia:
Sugestões
Veja aqui as sugestões do +Vá de Bike!+ para que a ciclovia da Marginal Pinheiros seja realmente útil e importante para a mobilidade por bicicleta na cidade de São Paulo.
O Desafio Intermodal é uma disputa em que os participantes devem se deslocar entre dois pontos pré-estabelecidos, utilizando cada qual um meio de transporte (ou uma combinação deles). Mais do que descobrir quem chega primeiro, o principal objetivo é mostrar de forma prática que existem várias alternativas ao transporte motorizado individual (carro e moto) e como é se utilizar dessas outras opções.
O Desafio é realizado em São Paulo desde 2006. A novidade desse ano é que teremos pessoas a pé, um cadeirante usando transporte público e um helicóptero, o que permitirá tornar ainda mais claro o quanto a cidade é (ou não é) inclusiva para quem está a pé e para quem tem alguma restrição motora.
Os “modais” desse ano são:
1. Pedestre caminhando
2. Pedestre correndo
3. Bikeboy – ou Bike Courier (ciclista que trabalha com entregas rápidas)
4. Ciclista iniciante por vias alternativas
5. Ciclista experiente por vias alternativas
6. Ciclista experiente por avenidas de trânsito rápido
7. Ciclista com bicicleta dobrável, fazendo integração com Ônibus
8. Ciclista com bicicleta “roda fixa”
9. Motoboy
10. Motociclista comum
11. Motorista, que irá de carro pelo caminho que achar conveniente
12. Ônibus
13. Trem + Metrô
14. Trem + Ônibus
15. Ônibus + Metrô
16. Trem + Ponte Orca + Metrô
17. Cadeirante usando transporte público
18. Helicóptero
Este que vos escreve será o cavalinho de número 6, trafegando por grandes avenidas, como tenho feito desde 2007 (em 2006, acompanhei a ciclista que o fez). A propósito, chamar essas vias, nesse horário, de avenidas de “trânsito rápido” é uma fina ironia, não?
Como sempre, a saída do Desafio Intermodal acontecerá na Praça General Gentil Falcão, altura do número 1.000 da avenida Eng. Luis Carlos Berrini. Os participantes estarão no local desde as 17h para atender à imprensa, saindo às 18h em ponto com destino ao prédio da Prefeitura, no Viaduto do Chá (centro).
Para ver mais detalhes e os contatos para obter informações, veja esta página. Para ver os resultados de outros anos, clique aqui.
No dia 22 de setembro, em cidades do mundo todo, são realizadas atividades em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no que passou a ser conhecido como Dia Mundial Sem Carro. Na Europa, a semana toda é recheada de atividades, no que chamam de Semana Européia da Mobilidade (16 a 22 de setembro).
O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A idéia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel e que há vida além do para-brisa.
O Dia Mundial Sem Carro em São Paulo
A data foi criada na França, em 1997, sendo adotada por vários países europeus já no ano 2000. Aqui na cidade de São Paulo, são realizadas atividades desde 2004 (e em 2005 teve até visita à Câmara de Vereadores). Até 2006, essas atividades eram realizadas principalmente por iniciativa de cicloativistas e participantes da Bicicletada, com apoio da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. As iniciativas dos ciclistas continuaram ocorrendo em 2007 e 2008, mas desde 2007 contamos com o Movimento Nossa São Paulo engrossando o coro, realizando novas atividades e eventos e trazendo mais visibilidade para a data.
Mas qual o problema em andar de carro?
Andar de carro por si só não parece um grande problema. Para entender melhor o real cenário, é preciso afastar-se da visão individual e analisar todo o conjunto.
Panorama histórico
Locomotiva abandonada em Paranapiacaba
Foto: Versurix, via Flickr
Ao longo do último século, nossas cidades foram adaptadas para atender prioritariamente ao carro, não às pessoas que nelas vivem. Investiu-se muito mais no uso individual do automóvel do que em soluções de transporte de massa. À medida que as cidades e o país cresciam, deu-se ênfase em possibilitar a venda massificada de automóveis (com incentivos contínuos às montadoras) e à criação de infraestrutura para que esses carros rodassem (enriquecendo empreiteiras e outras empresas).
Com isso, cada cidadão que resolvesse por si só seu problema individual de mobilidade, de forma que o carro se tornava cada vez mais sinônimo de “liberdade de ir e vir”. Na verdade, o carro não é sinônimo de liberdade de deslocamento: é a alternativa que restou. Para mover “massas” de pessoas, deveria haver mais opções de transporte “de massa”.
As ferrovias foram desmanteladas ao longo do século e as hidrovias não saíram do papel. As rodovias se espalharam por todo país, até no coração da floresta amazônica, levando o desmatamento e a poluição no porta-malas. Mesmo os investimentos em transporte coletivo sobre rodas foram sempre muito menores que os investimentos diretos ou indiretos no modelo de mobilidade individual e particular. As ruas, avenidas, pontes e túneis, supostamente criados para atender à demanda, foram agindo como estimuladores dessa demanda, criando um círculo difícil de quebrar: cada vez mais carros ocupando a estrutura criada e pedindo sempre mais, exponencialmente.
As cidades deixaram de ter caminhos por onde as pessoas e os rios passavam para ter caminhos para se “chegar rápido de carro”. Atravessar as ruas sem uma armadura de uma tonelada se tornou, cada vez mais, uma aventura perigosa. As cidades deixaram de ser das pessoas e passaram a ser dos carros.
O mau uso do automóvel
O carro é uma invenção maravilhosa. Com um veículo a motor, você pode carregar centenas (milhares?) de vezes o que conseguiria carregar com as mãos. Pode levar pessoas enfermas até um hospital, suprir deficiências de mobilidade e transpor distâncias enormes.
O problema começa a se mostrar quando você percebe que a quase totalidade dos motoristas nas cidades são pessoas sem nenhuma restrição de mobilidade, que estão carregando apenas uma blusa ou um caderno, não estão sendo levadas a hospital algum e estão fazendo um trajeto que muitas vezes não chega nem a 10 km.
Todos saindo com seus carros no mesmo horário causam o efeito mais visível da mobilidade baseada no automóvel: o congestionamento. Os demais efeitos são cada mais difíceis de perceber, alguns até impossíveis de mensurar com exatidão: mortes e sequelas de vítimas de acidentes, stress, isolamento e frustração, agressividade e violência, doenças cardiovasculares e respiratórias, menor tempo para convívio com a família, poluição do ar e das águas, consumo exagerado de recursos naturais, impermeabilização do solo e aumento da temperatura das cidades, diminuição do espaço para convívio entre as pessoas, mudanças na sociedade e degradação nas relações entre as pessoas, prestígio e autoestima atreladas ao automóvel e outras mais (saiba mais aqui).
Nossa! Então tá! Mas o que eu posso fazer?
O dia 22 de setembro será uma oportunidade para que as pessoas experimentem vivenciar a cidade de outra forma. Transporte público, bicicleta e mesmo a caminhada são alternativas saudáveis e cidadãs, que contribuem com o meio ambiente, com a sua saúde e até com a locomoção daqueles que realmente necessitam utilizar o carro, sobretudo em situações especiais de mobilidade (melhor idade, gestantes, transporte de crianças pequenas, portadores de necessidades especiais, etc.). Até a carona solidária, combinada com um colega de escritório que more perto da sua casa, já ajuda.
Se você utiliza o carro no dia a dia, faça um desafio a si mesmo no próximo 22 de setembro e descubra se você é capaz de passar pelo menos um único dia no ano sem seu carro. A cidade, o planeta e nossas crianças agradecem!
Atividades
Além da proposta principal de deixar o carro em casa, haverá diversas atividades que estão sendo organizadas pelo Movimento Nossa São Paulo (MNSP), que podem ser conferidas aqui. Como de costume, haverá também a tradicional Bicicletada do Dia Mundial Sem Carro, que não faz parte da lista divulgada pelo MNSP. Outras atividades podem surgir de última hora e farei o possível para divulgá-las aqui.
Nesse final de semana prolongado, há eventos nos três dias.
No domingo, 6 de setembro, acontece o Passeio da Primavera, o mesmo evento que décadas atrás levava milhares de pessoas de bicicleta às ruas. O passeio sairá do Ibirapuera, em frente ao Obelisco, seguindo pela Rubem Berta até próximo ao Aeroporto, retornando até a Assembléia Legislativa. O percurso estará fechado para os carros e livre para as pessoas.
O evento será organizado por uma empresa de corridas, com venda de kits com camiseta, sacola e uma caramanhola (garrafinha). A retirada dos Kits será no sábado, dia 5, em um evento no Parque das Bicicletas, que está sendo chamado de Bike Ville.
Esse evento ocorrerá das 9 às 17h e, além de retirar os kits, as pessoas poderão participar de diversas atividades, entre elas várias oficinas e palestras que o CicloBR realizará em sua tenda no evento:
9:00 às 10:00 – Oficina Uso do Câmbio
A maioria das bicicletas vendidas vem com zilhões de marchas, mas muitos ciclistas demoram para aprender a usá-las. Nessa oficina teremos dicas importantes de como as marchas devem ser trocadas e qual a marcha indicada para cada situação.
10:00 às 11:00 – Pedalinas: sobre mulheres e bicicletas
De mulher para mulher. Um bate papo com dicas de mecânica e pedalada onde mulheres que usam sua bicicleta na cidade contam suas experiências
11:00 às 12:00 – Direitos e Deveres do Ciclista no Trânsito
Infelizmente a maioria dos ciclistas desconhecem seus deveres e principalmente seus direitos. Uma oficina sobre legislação com tudo que diz respeito ao ciclista no trânsito.
12:00 às 13:30 – Oficina de Cicloturismo
Apresentação de um vídeo da Cicloviagem pelo Caminho Da Fé, produzido por André Pasqualini. Após o vídeo um bate papo com dicas para os futuros cicloturistas
13:30 às 15:00 – Oficina de Cicloativismo/Bicicleta como eixo de cultura e diversão
Um bate papo sobre o que vem a ser o cicloativismo e o seu papel na busca de uma cidade mais humana
15:00 às 16:00 – Oficina de Mecânica Básica
Como trocar pneus, regular cambio, identificar os motivos para aqueles barulhinhos que tanto incomodam
16:00 às 17:00 – O mundo das Fixas
As bicicletas com rodas fixas estão virando uma febre que resgata os primórdios das bicicletas. Aprenda muito sobre a história e a arte das bicicletas nessa oficina.
A inscrição custa R$40, com direito a duas pessoas (ou seja, R$20 por pessoa) e um kit. Há a possibilidade de fazer a inscrição em grupo, diminuindo o preço para R$30 (ou R$15 por pessoa). Você pode se inscrever pelo site ou aproveitar a promoção se inscrevendo pelo grupo criado pelo Instituto CicloBR (mais informações aqui, no final da página).
Ah, não esqueça que no domingo você também poderá passear pela Ciclofaixa!
Enquanto uns desfilam em tanques, outros passeiam de bicicleta. Na segunda-feira, feriado, venha render um tributo aos versos de Adoniran Barbosa e percorrer de bicicleta o caminho do imortal “Trem das Onze”, com pausas lúdico-culturais em cada uma das antigas estações.
Você pode levar sua bicicleta no Metrô até a Estação Consolação, pois isso é permitido aos feriados, e assim chegar na Praça do Ciclista. Se você tem receio da distância a ser percorrida, poderá se juntar ao “Trem das Onze” nas estações do Metrô que a “composição” cruzará: Portuguesa-Tietê, Carandiru, Parada Inglesa ou mesmo Tucuruvi.
“Agora não preciso mais de condução
Moro e trabalho aqui mesmo no meu bairro
Jaçanã
Mas sofri uma grande decepção quando disseram
Vá lá embaixo ver, tão derrubando a nossa estação
Fui lá vê se era verdade
E era”… Pincharam a Estação no Chão – Adoniran Barbosa
Mais detalhes, fontes de referência e informações históricas a partir desta página.
No Restaurante Lilló, na Vila Mariana, cobram dos clientes para estacionar os carros sobre a calçada.
Foto de 03/09/2008.
Semana passada eu estava voltando para casa aqui em São Paulo (de bike, claro), quando vejo na R. Borges Lagoa, entre a Av. Ibirapuera e a Ascendino Reis, um carro atravessado na calçada, cobrindo-a totalmente. O pior é que naquela região há vários hospitais, incluindo um da AACD, ou seja: muitos pedestres com deficiência de mobilidade. Absurdo. Sem noção total.
Um pouco adiante, sobre a ponte que fica entre as duas pistas da Ascendino Reis (sobre a Rubem Berta), havia um caminhão da CET, desses que rebocam quem estaciona em local proibido. “Oba”.
Subi até lá. Havia dois agentes ali, um dentro do caminhão e outro do lado de fora, falando no rádio. Esperei esse terminar a conversa e dei um boa noite com um sorriso. A partir daí seguiu-se uma conversa interessante, que resumo abaixo. O agente da CET (porque chamar de marronzinho é sacanagem) era bastante simpático e solícito, entendeu bem o que eu quis dizer e foi bastante receptivo.
- Boa noite, tudo bom?
- Boa noite!
- Olha, ali embaixo, tá vendo ali, atrás daquele poste? Tem um carro estacionado de atravessado na calçada, pegando ela toda. E o pior de tudo é que sempre passa gente em cadeira de rodas por ali.
- Ah, to vendo. Já vou descer lá. Valeu! (não entendi se ele ia lá só dar uma multa ou levar o carro embora, mas pareceu decidido a fazer alguma coisa)
- Aproveitando, deixa eu te falar mais uma coisa… Tá vendo aquele restaurante ali, o Lilló? Se você passar por aqui umas 20h30, 21h, vai ver sempre um monte de carros de clientes que eles estacionam na calçada na maior cara de pau.
- Ah, eu já multei bastante ali, já até levei carro embora. E acho que a gente tem que fazer isso mesmo, porque por mais que o dono do carro não seja culpado, pelo menos ele nunca mais volta no restaurante, que é isso que um restaurante que faz isso merece.
- É verdade. E o pior é que eles cobram mais de dez paus pra parar o carro da pessoa em cima da calçada.
- Pois é, maior sacanagem. Mas sabe o que você faz quando ver isso? Dá uma ligadinha no 1188 que a gente vem na hora e pega.
- Lá é legal você cadastrar pra ficar histórico, aí eles agendam uma ação e tal… Mas se ligar no 1188 resolve na hora, porque eles passam pelo rádio e a gente tem meia hora pra atender a ocorrência.
- É que eu desanimei de fazer isso porque uma vez tinha um caminhão atravessado no canteiro central da Sumaré, cobrindo a ciclovia e as duas calçadas, eu liguei no 156 na época e me disseram que não podiam fazer nada. Depois disso eu não liguei mais.
- Agora mudou, antes era uma central da prefeitura, aí era um pouco mais burocrático, caía num atendimento centralizado. Agora é direto com a gente e eles passam por rádio, por celular, e a gente tem meia hora pra atender. Aqui nessa região da Vila Mariana, pelo menos, funciona bem.
- Ah, bom saber disso. Na próxima vez que eu vir, vou ligar então.
- Liga sim!
- Beleza, valeu! Boa noite e parabéns pelo trabalho!
- Obrigado, eu que agradeço a ajuda aí quando puder!
Não, o diálogo acima NÃO é uma obra de ficção. É o tipo de coisa que me faz pensar que a política carrocrata da companhia não representa necessariamente a opinião dos agentes. Pelo menos de alguns, como esse com quem conversei nesse dia.
Vamos fazer o seguinte? Quando virmos um carro estacionado sobre a calçada, principalmente em porta de restaurante (como esse Lilló, que faz isso há anos impunemente), a gente liga pra CET, no telefone 1188. Combinado?
Peço que quem fizer isso conte aqui, em um comentário nesse post, o resultado. Funcionou? Não veio ninguém? Os manobristas tiraram os carros rapidinho quando chegou a CET e ficou por isso mesmo? Ou você se sentiu realizado ao ver um caminhão levando um carro em cima? Conte pra nós.
Na Universidade de Brasília, como em muitas universidades do país, as distâncias que os alunos precisam percorrer para ir de um prédio a outro podem ser bem grandes. Andar chega a ser cansativo, além de consumir tempo que nem sempre o aluno tem. Os ônibus costumam demorar a passar. Como Brasília não é exatamente uma cidade amiga das bicicletas, ainda são poucos os que a utilizam para ir ao campus, podendo aproveitá-la para os deslocamentos internos.
Pensando nisso – e inspirados nas bicicletas brancas do Provos e em outras experiências com bicicletas públicas pelo mundo – foi criado em 2007 o Projeto Bicicleta Livre, que vem agora colher seus frutos na forma de dezoito bicicletas amarelas espalhadas em três pontos da universidade, disponíveis para empréstimo gratuito a estudantes, professores e funcionários.
O projeto recebe doações de bicicletas que não estão sendo utilizadas e dá a elas um novo uso. Cinquenta delas já foram recebidas e estão sendo consertadas e pintadas para serem disponibilizadas. Não é preciso cadastro, retenção de documento, caução, nada disso: basta sentar na bicicleta e pedalar até o destino. Pede-se apenas que, ao fim do dia, as bicicletas sejam devolvidas ao local de onde foram retiradas (três pontos dentro da universidade: ICC Norte, ICC Sul e Faculdade de Educação Física).
O projeto também aceita voluntários para ajudar a reformar e dar manutenção nas bicicletas. Se você quer ajudar mas não entende bulhufas de mecânica de bicicleta, não tem problema: eles ensinam. Você ajuda a disponibilizar mais bicicletas e ainda aprende a consertá-las. E se você é aluno da UnB, pode ganhar créditos de extensão e até uma bolsa participando do projeto.
Se você é de Brasília e tem uma bicicleta encostada que possa ser doada para o projeto Bicicleta Livre, entre em contato com o grupo.
O grande objetivo é incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte. Usando dentro do campus, as pessoas vão perceber que elas podem ser utilizadas fora desse espaço também.
@leobozzo Ainda não tenho uma opinião concreta sobre a bicicleta elétrica, mas em algum momento vou escrever sobre o assunto sim. resposta de leobozzo2 hrs atrás
Ato de fundação da Ciclocidade em São Paulo, quarta 25/11 às 19h. Veja o que você tem a ver com isso: http://twurl.nl/u5p30f2 hrs atrás
RT @MauricioBonas Caloi me vendeu bike cara com pneu destruído. Única resposta:vamos estudar. Estudam há 10 dias. Sugestão: NÃO compre igual 3 days atrás