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25/10/2009 - 10:54
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| Foto: Luddista |
O casamento de bicicleta foi demais. Tenho amigos maravilhosos. Obrigado a todos.
Veja algumas fotos, vídeos e textos que foram publicados sobre o casamento. Quem não foi, perdeu.
(atualizado em 12/11 às 13:15)
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é muito mais .
Tags: Bicicletada, cycle chic, mais bicicletas, menos carros, Praça do Ciclista
20/10/2009 - 14:30
Nesse sábado, dia 24 de outubro, eu e a Priscila vamos nos casar. E vamos até o cartório de bicicleta.
Seria muito legal ter um monte de ciclistas junto com a gente. Por isso, vamos primeiro até a Praça do Ciclista, para nos juntarmos aos padrinhos e a quem mais quiser nos acompanhar nessa Pedalada do Casório.
A partir das 9h estaremos na Praça. Às 9h30 sairemos em direção ao cartório, que fica na Av. Jabaquara, ao lado do metrô Saúde. Estão todos convidados, mas tem que ir de bicicleta!
Depois do enlace vamos para a lanchonete Subway do Paraíso, na R. Vergueiro, 1954 (entre as estações Ana Rosa e Paraíso do Metrô), com previsão de chegada às 12h30. Lá cortaremos o bolo e quem quiser pode aproveitar para almoçar ali. Vamos encher a frente da loja de bicicletas e mostrar que dá pra lotar um restaurante sem lotar o estacionamento…
Vá de bike!
Se você estiver sem bicicleta, pode alugar uma nos estacionamentos da rede Estapar da Av. Paulista (Top Center, Hospital Santa Catarina, Conjunto Nacional e Colégio São Luiz) ou nas estações de metrô Paraíso e Vila Mariana (saiba como o funciona o serviço aqui ou no site oficial). E você pode devolver na estação Paraíso na volta, quando pararmos na lanchonete.
O caminho é todo plano e vamos pedalar sem pressa, para todo mundo acompanhar, mesmo quem não tem lá aquele preparo físico. E se você achar que não aguenta pedalar o trajeto todo, pode se juntar à turma pelo caminho (Paulista – Vergueiro – Dom.Morais – Jabaquara). Estaremos usufruindo do nosso direito de circular de bicicleta pelas ruas da cidade em um grupo grande de ciclistas, o que traz mais segurança para todos. Pode levar esposa, mãe, irmã, namorado, filhos, amigos… O importante é estar de bicicleta!
Ah, aos sábados o Metrô aceita bicicletas a partir das 14 horas. Se você fizer um tempo com a gente ali na lanchonete, dá para ir embora de metrô depois, com bike e tudo.
Vejo vocês lá.
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é muito mais .
Tags: cycle chic, meninas de bike, menos carros, passeios, Praça do Ciclista
14/10/2009 - 19:18
Sonhos de um menino que quer pedalar pela cidade
Dia desses, meu filho de sete anos me disse: “Pai, já pensou se não existisse carro? Aí eu ia poder andar de bicicleta na rua, né? A gente ia poder ir nos lugares de bicicleta.”
Até me emocionei.
Falei pra ele que quando ele for maior, a gente vai poder fazer isso sim. Já faz alguns anos que ele me pede isso.
Aqui em São Paulo ainda não dá pra enfiar uma criança de sete anos no meio do trânsito. O máximo que já fiz com ele na rua foi sair de dentro do Parque do Ibirapuera e ir até uma lanchonete mais ou menos perto, mas tudo pela calçada. Paramos nós três (eu, ele e minha mulher) no bicicletário do lugar e almoçamos. Depois voltamos pedalando até o parque. Para ele, aquilo já foi a maior aventura…
Mas tenho fé de que a cidade será mais amigável a ele do que foi a mim. Graças ao pessoal que participa da Bicicletada, à Renata Falzoni e alguns cicloativistas “das antigas”, a alguns (raros) vereadores, ex-vereadores e secretários, a algumas pessoas no Metrô e na CPTM, às Bicicletadas mensais, a alguns sites e blogs citados aqui constantemente, ao Dia Mundial Sem Carro, às ações de guerrilha de cicloativistas na cidade, a alguns jornalistas de mente aberta e, por incrível que pareça, graças também à poluição e aos congestionamentos, que empurram as pessoas de bom senso a procurar alternativas.
A todos (exceto à poluição e aos congestionamentos, claro), meu muito obrigado. Que continuem trabalhando nesse sentido. Quem sabe assim nossos filhos não poderão levar os filhos deles para a escola em trailers daqueles estilosos?
Candidato
Durante as eleições do ano passado, ele me veio com essa:
- Pai, se eu fosse candidato você votava em mim?
- Depende, filho. O que você ia fazer?
- Eu ia tirar todos os carros e todas as motos da rua e ia deixar só as bicicletas!
- Já ganhou…
Antes que me apedrejem, eu sempre explico pra ele que o carro é importante principalmente como ambulância, carro de bombeiro e viatura da polícia. Ou para quem tem dificuldade de locomoção, para longas distâncias que não são atendidas por transporte público e para transportar crianças, idosos, enfermos, volumes e peso. E que ônibus e caminhões também têm sua importância.
Não sou a favor de queimar os carros, mas bem que boa parte deles podia sair das ruas e dar lugar a ônibus (elétricos de preferência), metrô, ferrovias, bicicletas, caminhadas. Vamos orientar melhor as próximas gerações para não crescerem com a mesma visão carrocentrista que foi enfiada goela abaixo da nossa.
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é transporte ., . Bicicleta é muito mais .
Tags: mais bicicletas, menos carros, mude o mundo, o custo real dos carros
03/09/2009 - 13:35
Nesse final de semana prolongado, há eventos nos três dias.


No domingo, 6 de setembro, acontece o Passeio da Primavera, o mesmo evento que décadas atrás levava milhares de pessoas de bicicleta às ruas. O passeio sairá do Ibirapuera, em frente ao Obelisco, seguindo pela Rubem Berta até próximo ao Aeroporto, retornando até a Assembléia Legislativa. O percurso estará fechado para os carros e livre para as pessoas.
O evento será organizado por uma empresa de corridas, com venda de kits com camiseta, sacola e uma caramanhola (garrafinha). A retirada dos Kits será no sábado, dia 5, em um evento no Parque das Bicicletas, que está sendo chamado de Bike Ville.
Esse evento ocorrerá das 9 às 17h e, além de retirar os kits, as pessoas poderão participar de diversas atividades, entre elas várias oficinas e palestras que o CicloBR realizará em sua tenda no evento:
9:00 às 10:00 – Oficina Uso do Câmbio
A maioria das bicicletas vendidas vem com zilhões de marchas, mas muitos ciclistas demoram para aprender a usá-las. Nessa oficina teremos dicas importantes de como as marchas devem ser trocadas e qual a marcha indicada para cada situação.
10:00 às 11:00 – Pedalinas: sobre mulheres e bicicletas
De mulher para mulher. Um bate papo com dicas de mecânica e pedalada onde mulheres que usam sua bicicleta na cidade contam suas experiências
11:00 às 12:00 – Direitos e Deveres do Ciclista no Trânsito
Infelizmente a maioria dos ciclistas desconhecem seus deveres e principalmente seus direitos. Uma oficina sobre legislação com tudo que diz respeito ao ciclista no trânsito.
12:00 às 13:30 – Oficina de Cicloturismo
Apresentação de um vídeo da Cicloviagem pelo Caminho Da Fé, produzido por André Pasqualini. Após o vídeo um bate papo com dicas para os futuros cicloturistas
13:30 às 15:00 – Oficina de Cicloativismo/Bicicleta como eixo de cultura e diversão
Um bate papo sobre o que vem a ser o cicloativismo e o seu papel na busca de uma cidade mais humana
15:00 às 16:00 – Oficina de Mecânica Básica
Como trocar pneus, regular cambio, identificar os motivos para aqueles barulhinhos que tanto incomodam
16:00 às 17:00 – O mundo das Fixas
As bicicletas com rodas fixas estão virando uma febre que resgata os primórdios das bicicletas. Aprenda muito sobre a história e a arte das bicicletas nessa oficina.
A inscrição custa R$40, com direito a duas pessoas (ou seja, R$20 por pessoa) e um kit. Há a possibilidade de fazer a inscrição em grupo, diminuindo o preço para R$30 (ou R$15 por pessoa). Você pode se inscrever pelo site ou aproveitar a promoção se inscrevendo pelo grupo criado pelo Instituto CicloBR (mais informações aqui, no final da página).
Ah, não esqueça que no domingo você também poderá passear pela Ciclofaixa!


Enquanto uns desfilam em tanques, outros passeiam de bicicleta. Na segunda-feira, feriado, venha render um tributo aos versos de Adoniran Barbosa e percorrer de bicicleta o caminho do imortal “Trem das Onze”, com pausas lúdico-culturais em cada uma das antigas estações.
Você pode levar sua bicicleta no Metrô até a Estação Consolação, pois isso é permitido aos feriados, e assim chegar na Praça do Ciclista. Se você tem receio da distância a ser percorrida, poderá se juntar ao “Trem das Onze” nas estações do Metrô que a “composição” cruzará: Portuguesa-Tietê, Carandiru, Parada Inglesa ou mesmo Tucuruvi.
“Agora não preciso mais de condução
Moro e trabalho aqui mesmo no meu bairro
Jaçanã
Mas sofri uma grande decepção quando disseram
Vá lá embaixo ver, tão derrubando a nossa estação
Fui lá vê se era verdade
E era”…
Pincharam a Estação no Chão – Adoniran Barbosa
Mais detalhes, fontes de referência e informações históricas a partir desta página.
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é muito mais .
Tags: ações, mais bicicletas, meninas de bike, parque do ibirapuera, passeios, Praça do Ciclista
29/06/2009 - 20:13
Publicarei eventualmente aqui, sob esse título, fotos tiradas de bicicleta pela cidade com coisas que os motoristas não reparam.

Clique para ampliar. Foto: Willian Cruz
E por que o motorista não repara nesse tipo de coisa?
Porque não consegue olhar “fora da caixa”.
Porque está ocupado demais com a distância do carro da frente, para não deixar ninguém entrar.
Porque está preocupado com quanto tempo vai levar para chegar no destino,
fazendo cálculos mentais que não levam a nada, por terem variáveis imprevisíveis.
Porque está preocupado em sair correndo assim que o sinal abrir,
para o carro de trás não buzinar, a suprema ofensa do trânsito.
Porque está com medo de assalto.
Porque quer passar na frente do carro que o ultrapassou no quarteirão anterior.
Porque está falando no celular, para não se sentir tão isolado,
ou para avisar que vai chegar atrasado em “15 minutos”.
Porque aproveitou o trânsito congestionado para ler o jornal.
Porque está procurando vaga para estacionar.
Porque só vê os “obstáculos” ao seu deslocamento: os outros carros,
as lombadas, os sinais fechados, os pedestres e ciclistas.
Porque está procurando um posto que não seja tão caro quanto aquele outro,
nem tão barato que o combustível pareça ter sido adulterado.
Porque se preocupa só com o som artificial do rádio e não escuta
os pássaros na rua, mesmo porque o barulho do próprio carro não deixa.
Porque está regulando o ar condicionado.
Porque está reclamando da fumaça que entrou pela fresta de vidro aberto,
esquecendo que está atrás de um motor que também produz fumaça,
com seu cheiro ruim diluído em meio aos outros.
Porque está fazendo um “não” com a mão e uma cara feia, atrás do vidro
escuro e fechado, para a menina que vende bala, num misto de raiva e medo.
Pra quê?
Transforme o martírio do trânsito em um momento de lazer, exercício, descontração. Vá de bike e aproveite a vida.
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é muito mais .
Tags: o custo real dos carros
04/06/2009 - 13:49
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| Ciclistas no Tour de France – Foto: Jarrett Campbell, via Flickr |
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Cerca de 200 prisioneiros experimentarão liberdade, vento no rosto, céu aberto, paisagens inesquecíveis e trabalho em equipe em uma iniciativa inédita de uma prisão em Lilly, na França. Alguns estão treinando há dois meses, provavelmente ansiosíssimos por poder pedalar cerca de 2.400 km até chegar em Paris.
Os detentos serão acompanhados por 124 guardas e treinadores. Para evitar fugas, serão mantidos em um único grupo e não haverá classificação por colocação ou premiaçãopara quem chegar primeiro. Nenhum ciclista poderá pedalar longe do grupo.
O objetivo da experiência, que inclui um rígido treinamento, é fazer os criminosos entenderem que trabalhar duro e em equipe traz bons resultados, preparando os presos para o retorno à sociedade. A possibilidade de sair um pouco da prisão e experimentar o lado de fora em cima de uma bicicleta fez com que até presos sedentários decidissem participar da iniciativa e encarar os treinos com seriedade.
Os prisioneiros, que cumprem de cinco a dez anos de prisão, veem a “corrida” como uma chance de escapar da realidade diária da prisão, além de poder mostrar à sociedade que, apesar de estarem pagando por um crime que cometeram, também são pessoas e podem ter recuperação.
Veja a matéria da BBC, com vídeo.
| Trabalho em equipe
Para quem não conhece muito o ciclismo de estrada, o trabalho em equipe se dá, principalmente, no revezamento de quem fica na frente, “cortando” o vento. Esse puxador faz mais esforço que os demais ciclistas, que seguem atrás dele aproveitando o que chamamos de “vácuo”. Depois de algum tempo, quem vai na frente é substituído por outra pessoa e pode “descansar” no vácuo de alguém.
Há ainda outras atividades, como buscar água e suplementos no carro de apoio e poupar o sprintista para o final da corrida, trabalhos realizados pelo gregário. |
(via @wadilson)
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é esporte ., . Bicicleta é muito mais .
Tags: lá fora
03/06/2009 - 20:22
O termo, que eu vi pela primeira vez no blog do Dudu Green, ele mesmo um ciclonômade, refere-se a quem passa a vida viajando em uma bicicleta.
Assemelham-se aos cicloturistas, mas estes geralmente têm um destino, um objetivo (geográfico ou pessoal) e um tempo previsto para a viagem. Já os ciclonômades não se fixam por muito tempo em nenhum lugar, tampouco ficam muito tempo seguido na estrada. Vivem um pouco aqui, um pouco ali, mas se mudam antes de criar raízes.
O ciclonômade usa sua bicicleta para viajar, não carrega muitos objetos pessoais, não tem muitas roupas e geralmente vive o agora. Quando se fixa em algum lugar, procura algum trabalho temporário, alguma atividade que lhe garanta o sustento e algum dinheiro extra para cair na estrada novamente.
De cicloturista de longa distância para ciclonômade, é um pulo. O cicloturismo transforma a pessoa e ela pode gostar tanto dessa mudança a ponto de adotar a cicloviagem como estilo de vida.
Mas nem todos são “cicloturistas experientes”. Esses dias encontrei no site das Pedalinas um curto relato sobre Sumira, uma ciclonômade que viaja com três filhas, em três bicicletas. A mais novinha vai na garupa da mãe.
Não sei a idade das meninas, mas apesar de achar muito legal a vida ciclonômade, espero que ela dê um tempo e coloque as meninas para estudar. Nem que seja para continuar viajando nos finais de ano.
Essa mulher já percorreu cinco estados brasileiros com as filhas, vivendo da venda de artesanato. Ela não tem alforges, não tem corta-vento, não tem barraca, as bicicletas são simples. E conseguiu viajar desde Alagoas até São Paulo com as meninas, sem ter um destino final.
E você, já ouviu falar de algum ciclonômade vivendo por aí?
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é muito mais .
Tags: cicloturismo
28/05/2009 - 20:03
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| Foto: CicloAitiara – CicloBR |
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Falei recentemente aqui sobre o Projeto CicloAitiara, onde uma turma de alunos de 14 a 16 anos fez uma cicloviagem de 300km, junto com professores e cicloturistas experientes. Nos relatos do blog dos alunos e do Diário de Bordo da viagem, é possível ver como essa experiência muda a visão de mundo das pessoas.
Até hoje só fiz cicloviagens curtas de dois dias, mas mesmo assim saí diferente de cada uma delas. Aqui no site há um relato da cicloviagem que fiz em Santa Catarina, bastante passional e cheio de fotos, que vale a pena ler. Foi uma experiência de superação e saí dela renovado. E se uma cicloviagem de dois dias é capaz de fazer isso, uma de longa duração então, conhecendo outras culturas e povos, deve te transformar em outra pessoa.
Três anos atrás, escrevi sobre o Projeto Pedal na Estrada, quando Arthur Simões estava iniciando sua viagem ao redor do mundo. Hoje, quando chego no trabalho, um colega havia deixado na minha mesa a edição de hoje do Jornal Placar, aberta em sua página 14. Nela, uma matéria contando que Arthur chegou no Monumento às Bandeiras, aqui em São Paulo, nesse último sábado, encerrando no mesmo ponto da partida sua viagem de 35 mil km, passando por 46 países.
Conheço dois livros muito bons com relatos de viagens de bicicleta de longa duração, que valem muito a pena serem lidos: Avenida das Américas, de Carlos André Ferreira, que narra sua viagem dos EUA até o Brasil, passando por vários países da América Latina (veja resenha); e No Guidão da Liberdade, de Antonio Olinto, sobre uma volta ao mundo de bicicleta que durou 4 anos. Ambos são fantásticos
Também li hoje uma matéria no G1 sobre um deficiente visual que viajou de bicicleta de Brasília a Paraty, no Rio de Janeiro (quase já em São Paulo). Adauto Belli percorreu mais de 1600 km em 18 dias, no banco traseiro de uma bicicleta do tipo tandem (com dois assentos), sendo guiado por Weimar Pettengill. Adauto agora quer atravessar os Andes correndo, junto com Weimar.
E você, quando vai fazer a sua? O Clube de Cicloturismo do Brasil pode te ajudar nisso. Sem fins lucrativos, o Clube serve para troca de experiências entre cicloturistas e apoio a iniciantes. Há até um manual disponível no site, com dicas para quem quer fazer a primeira cicloviagem. Entre em contato com eles. Cicloturistas costumam ser bem receptivos….
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é viajar ., . Bicicleta é muito mais .
Tags: cicloturismo
20/05/2009 - 20:22
Vinte e seis alunos da Escola Waldorf Aitiara, de Botucatu (SP) estão nesse momento em meio a uma cicloviagem de 300km, em que aprendem sobre história, biologia, meio ambiente e filosofia, num ambiente muito diferente das salas de aula.
Além dos alunos, que têm entre 14 e 16 anos e diversas procedências, situações sociais, culturais e financeiras, participam da viagem três professores, dois pais de alunos e alguns cicloturistas de São Paulo.
Uma das professoras que acompanha o grupo é Ana Ventura, que, fazendo juz ao seu nome, idealizou e colocou em prática o Projeto CicloAitiara. Os estudantes vinham sendo preparados para a viagem desde fevereiro, quando passaram a percorrer semanalmente 40km de bicicleta, sobre orientação dos professores de educação física da escola.
Os garotos e garotas de sorte, que já estão viajando há uma semana, estão registrando tudo em um blog criado por eles como parte do trabalho escolar do projeto. André Pasqualini, do site CicloBR, também montou um Diário de Bordo em seu blog.
Certamente, os alunos estão aprendendo muito sobre si mesmos nessa viagem, testando e conhecendo seus limites e suas possibilidades. Uma cicloviagem é uma oportunidade de ver o mundo de uma forma muito diferente do tradicional. Uma experiência da qual se lembrarão para sempre.
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Não são mais as mesmas pessoas, nem os mesmos sorrisos, nem as mesmas palavras, nem os mesmos olhares. O ritmo da bicicleta, a possibilidade de ver e ouvir o mundo em outra dimensão, age de maneira muito forte, vai se traduzindo nos comentários aqui e ali, entre uma pedalada e outra, quando um encosta e papeia um pouquinho, vai em frente e encosta em outro colega e papeia mais outro pouquinho… Alguma coisa está se modificando, se sutilizando, e eu espero poder estar levando de volta, junto com eles, crescimento e encantamento com o mundo em volta. |
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Professora Ana Ventura,
no Blog do Projeto CicloAitiara |
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Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é viajar ., . Bicicleta é muito mais .
Tags: cicloturismo
23/04/2009 - 08:07
Os quadrinhos Yehuda Moon & the Kickstand Cyclery mostram um personagem (Yehuda Moon) que tem uma bicicletaria com seu amigo Joe e utiliza sua bicicleta para tudo. Cicloativista convicto, colocou por conta própria bicicletários em vários locais de sua cidade.
As tiras contam o dia a dia de Yehuda e outros ciclistas urbanos, como a mãe que leva a filhinha no trailer, crianças começando a usar a bicicleta, ciclistas esportistas e até motoristas que acham um absurdo usar a bicicleta na rua. Se você usa a bicicleta como meio de transporte, também vai se identificar com as histórias.

Infelizmente, Rick Smith parou de publicar as histórias no último dia 11, mas o site tem um arquivo de mais de um ano de tiras publicadas (em inglês). Ou você pode comprar os livros que contém as tiras e dar uma forcinha pro autor. Ele merece.
(dica da Sarah Elisabeth)
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): . Bicicleta é transporte ., . Bicicleta é muito mais .
Tags: arte, lá fora, mais bicicletas
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