Cuidado com as portas dos carros
|
O sem noção abriu a porta totalmente, empurrando com o pé, sem me ver passando. A porta abriu de forma tão sincronizada com o momento em que eu passei e tão rápido que levei até um susto! Ainda bem que eu não passo rente aos carros parados, deixo um espaço de pelo menos um metro, mesmo que os outros motoristas reclamem que estou “no meio da rua”. Se eu pedalasse um pouco mais perto dos carros estacionados, tinha me estabacado na porta.
- UÔÔÔÔôôôôuuu… Quase, hein?! – gritei para o distraído, que com toda certeza ouviu, mas saiu do carro fazendo de conta que não tinha acontecido nada e que não tinha me visto, acreditando que assim ficava menos chato pra ele. Então tá… Pelo menos ele percebeu minha rclamação e talvez na próxima vez olhe antes de abrir a porta.
Já levei uma portada uma vez. Estava com um amigo e, assim que ele acabou de passar, o motorista abriu a porta entre nós dois. Não deu tempo pra nada, o guidão bateu na lateral da porta, a bicicleta virou e eu aterrissei com o joelho, no meio da rua. Por sorte não passavam outros carros naquele momento. Tentei levantar, mas não aguentei a dor e caí de novo. O cara queria me levar para o hospital, ficou super preocupado, pediu mil desculpas. Tudo bem, fazer o quê, né? Não foi de propósito, o cara se arrependeu e depois disso nunca mais deve ter aberto a porta sem olhar.
Levou alguns minutos para eu conseguir ficar de pé, mas ainda consegui pedalar até em casa, que estava mais ou menos perto. No dia seguinte, mal conseguia andar. Não quebrei nada, mas fiquei uns quinze dias sentindo dores e sem pedalar.
Quem leva uma portada, nunca mais esquece. Foi lembrando dela que escrevi parte destas dicas, que recomendam ocupar a faixa e manter distância dos carros estacionados. E foi justamente essa segunda recomendação que me salvou hoje (e tantas outras vezes, algumas das quais nem me dei conta).
Por coincidência, vi hoje um post sobre esse assunto no excelente blog chileno Ciclismo Urbano (em espanhol).
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): - mais dicas - Tags: dicas
Sofri do mesmo acidenten Willian e compartilho da mesma opinião.
Só que no meu caso o motorista não queria pagar (era na verdade manobrista de um famoso salão de beleza), ameacei entrar no salão e falar com a gerente….resultado ? bicicleta paga por ele e toda vez que passo lá ele lembra de mim, e com toda certeza não faz mais a mesma coisa.
Acontece! Segue a vida!
Abraço e vai tomando cuidado! hehe
Escapei de uma outro dia. Foi a segunda da minha vida. Assim como os motoristas aprendem a olhar antes de abrir a porta, a gente também aprende a andar em uma distância maior dos carros estacionados, mesmo que isso às vezes incomode os apressadinhos que vem atrás. Para estes eu já respondi: “colega, olhe ao redor… se não tivesse essa linha de carros estacionados no canto da rua, eu poderia estar mais perto da guia”. E segue o bonde!