Sabe aquele restaurante que estaciona os carros dos clientes na calçada? Ou aquela loja, que fez da calçada seu estacionamento? Às vezes dá até vontade de descontar naquele carro que está ocupando a calçada e te obrigando a se espremer para passar, muitas vezes fazendo até com que os pedestres tenham que passar pela rua.
Mas, além de ser incorreto, descontar no carro que está ignorando a existência dos pedestres não traria resultados práticos. Primeiro que nem sempre o dono do carro é conivente com esse desrespeito e os manobristas não vão nem ficar sabendo (ou vão ignorar) o que aconteceu. E, mesmo que o dono tenha estacionado ali por vontade própria, riscar seu “patrimônio” não lhe trará a educação que ele precisa ter, pois dificilmente ele associará o risco ao desrespeito que comete (que, para ele, é algo normal).
Talvez passar andando por cima do carro, já que ele está na calçada? Seria poético! Algumas vezes já fiquei morrendo de vontade de fazer car walking, em situações que realmente mereciam, mas isso pode trazer problemas. Vão dizer que você está estragando o carro (mesmo que não estrague nada) e, claro, não vão fazer nada pra tirar o carro dali… É mais produtivo direcionar essa raiva para algo que realmente trará algum resultado prático.
Inspirado por este post no Blog de Ecologia Urbana e também pelo que vejo quando passo em algumas ruas que fazem parte de meu trajeto diário ou eventual, resolvi divulgar uma das formas que temos para relatar esses estupros recorrentes do espaço público.
Quando é algo eventual, como um carro que estacionou em local proibido ou em cima da faixa, não tem nada que possa ser feito mesmo: se você ligar na CET, vão dizer que “não tem viatura pra atender a ocorrência”. Mas se tiver algum agente da CET por perto, aí sim você pode exigir providências. Sim, EXIGIR! É a função dele e ele tem que cumpri-la.
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| No Restaurante Lilló, (R. Borges Lagoa, 1321), cobram dez reais para estacionar seu carro na calçada (foto de 03/09/2008) |
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Quando é algo recorrente, como o citado nesta denúncia, recomendo abrir uma reclamação no SAC da Prefeitura. Pode até demorar um pouco, mas atendem. Escolha como assunto “CET – Fiscalização”. Na tela seguinte, escolha a opção, que por sinal é nova, “veículos estacionados em cima da calçada ou canteiro”. Na próxima tela, o sistema vai pedir os dias e horários em que isso acontece e pergunta também se há sinalização de trânsito no local. Juro que não entendi isso, já que calçada é calçada e não depende de sinalização, mas enfim. Na tela seguinte, você tem espaço para detalhar sua reclamação.
Vale a pena usar os meios oficiais para denunciar. Imagino que fornecendo dia e horário da ocorrência, a CET se programe para fazer um flagrante, porque afinal não adianta nada passar lá em um horário em que isso não acontece. Se possível, tire uma foto com o celular, suba para algum site (se não tem para onde subir, recomendo este site) e cole a URL na descrição da reclamação. No final do processo você ganha um número de protocolo, que pode ser utilizado para consultar o andamento do processo.
Se você fizer alguma denúncia e quiser colocar o número do protocolo como comentário nesse post, daqui algum tempo eu publico um novo post comentando quais foram as respostas recebidas e se surtiu efeito ou não.
Me parece que a CET tem apertado a fiscalização, o que é ótimo. O Restaurante Lilló, que sempre estacionava os carros dos clientes nas calçadas, parece que não está mais fazendo isso. Passo em frente uma vez por semana e não vejo isso acontecer há pelo menos um mês. E a Rua Amauri agora tem sempre um agente da CET nos horários de maior movimento. É triste terem que sempre destacar agentes para fazerem plantão em uma mesma rua, mas agora não há mais problemas como ônibus incomodando os clientes… Será que o problema era mesmo com os ônibus?