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| Arte Bicicleta Mobilidade / Bicicletada Curitiba |
Calma, eu explico…
O Mário Amaya publicou um texto sobre pedágio urbano que acabou descambando, nos comentários, sobre uma discussão sobre o IPVA. Duas pessoas se manifestaram a favor do pedágio urbano, porém com a ressalva de que se deveria retirar o IPVA em contrapartida. Uma delas exemplificou com o seguinte:
| Não faz o menor sentido a vovó que só usa o carro para ir ao supermercado pagar tanto pelo (não)recapeamento de ruas e coisas do tipo. Além disso, essa vó polui bem pouco.” | ||
| Comentário de Jahnke no blog do Mario Amaya |
Bom, várias pessoas responderam o que pensavam e vale a pena ler as opiniões que lá estão. Mas reproduzo abaixo minha resposta a esses comentários. Aqui, acrescentei links mostrando que eu não inventei esses números e argumentos: são fatos. Na verdade, fui até modesto nos números, como verão ao seguir os links.
| Pode até não ser tão justo aquela avó que só usa o carro de vez em quando pagar o mesmo que quem usa o tempo todo, mas muito menos justo é quem nem tem carro entrar nesse bolo, que é o que aconteceria se não houvesse IPVA.
O carro traz MUITO mais prejuízo à sociedade do que a soma de todo o IPVA arrecadado, principalmente se contabilizarmos os gastos com saúde decorrentes da poluição e acidentes. Morrem 30 mil pessoas em acidentes todos os anos, sem contar os mutilados e com outros tipos de sequelas, mais os 10 por dia que morrem só na cidade de São Paulo devido à poluição (90% dela, por aqui, vem dos carros), mais os que ficam doentes e precisam ser tratados e os dois anos a menos de vida do paulistano devido a essa mesma poluição. Agora coloque nessa conta todo o espaço urbano dedicado ao asfalto e estacionamentos (cerca de 30%) e a dificuldade de locomoção de quem não tem carro, causada por essa mesma política “automovelcentrista”, os prejuízos financeiros causados às pessoas e empresas pelos congestionamentos, os danos ao meio ambiente decorrentes da poluição atmosférica e das águas, a impermeabilização do solo causada pelo asfaltamento (que resulta em enchentes, que trazem mais problemas de saúde e mais prejuízos financeiros), os problemas de saúde causados pelo sedentarismo decorrente do uso excessivo do automóvel por grande parte da população. O carro custa muito mais do que se arrecada. E não é justo que TODOS paguem pelo “privilégio” de alguns (na cidade de São Paulo, apenas 1/3 da população usa o automóvel). O IPVA não é justo. E não o é porque não paga o prejuízo causado pelo uso de transporte individual motorizado. A injustiça da desproporcionalidade seria, até certo ponto, corrigida com pedágio urbano. Mas é um completo absurdo dizer que deveriam eliminar o IPVA. É dizer que até quem nunca teve carro, quem não quer ter e também quem gostaria de ter mas nunca poderá ter, todos eles, devem ajudar a pagar o custo e o prejuízo que o automóvel desses poucos privilegiados causa para todos nós. |
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| Comentário meu no blog do Mario Amaya |


Para verificar a arrecadação de IPVA de um município, entre na página do Banco do Brasil bb.com.br), clique em Governo, Poder Executivo Federal, Dispêndios, Repasses de Recursos, Clique aqui para acessar os demonstrativos, finalmente digite o nome da cidade em questão. Lembrando que o valor encontrado corresponde aos 50% do IPVA que são repassados aos municípios (a outra metade fica com o respectivo estado).