Veja o que esses elementos químicos podem causar no organismo:
Chumbo – provavelmente, o elemento químico mais perigoso; acumula-se nos ossos, cabelos, unhas, cérebro, fígado e rins; causa dores de cabeça e anemia, mesmo em baixas concentrações; age no sistema nervoso, renal e hepático. Cobre – causa intoxicações; afeta o fígado. Mercúrio – altamente tóxico, concentrações entre 3 e 30g podem ser fatais ao homem; é de fácil absorção por via cutânea e pulmonar; tem efeito cumulativo; provoca lesões no cérebro; tem ação teratogênica (malformação de fetos durante a gravidez). Cádmio – acumula-se nos rins, fígado, pulmões, pâncreas, testículos e coração; causa intoxicação crônica; provoca descalcificação óssea, lesões nos rins e afeta os pulmões; tem efeito teratogênico e cancerígenos. Bário – tem efeito vasoconstritor, eleva a pressão arterial e age no sistema nervoso central; causa problemas cardíacos. Alumínio – favorece a ocorrência do mal de Alzheimer e tem efeito tóxico sobre as plantas. Arsênio – acumula-se nos rins, fígado, sistema gastrointestinal, baço, pulmões, ossos e unhas; pode provocar câncer da pele e dos pulmões, anormalidades cromossômicas; tem efeito teratogênico. Cromo – acumula-se nos pulmões, pele, músculo e tecido adiposo; pode causar anemia, afeta o fígado e os rins; favorece a ocorrência de câncer pulmonar. Níquel – tem efeito cancerígeno. Zinco – entra na cadeira alimentar afetando principalmente os peixes e as algas. Prata – tem efeito cumulativo; 10g de nitrato de prata é letal ao homem.
Não, não estamos falando de spam. O assunto são os resíduos eletrônicos que contaminam o meio ambiente. E não são só as pilhas e baterias!
Mas qual o problema?
Aparelhos celulares e seus carregadores, computadores, TVs, pen drives, lâmpadas fluorescentes e até CDs e DVDs usados (e, claro, as pilhas e baterias) contaminam o ambiente se não tiverem um descarte especial. Em sua composição, possuem substâncias altamente perigosas à saúde humana (veja quadro ao lado), além de PVC e compostos químicos que demoram séculos para se decompor.
Essas substâncias nocivas contaminam o ar, as águas e o solo. E se isso não lhe comove, saiba que elas podem chegar a você através da água e dos alimentos. Os metais pesados se acumulam nos organismos vivos, ou seja, são “herdados” de um ser vivo para o outro na cadeia alimentar, chegando por fim ao homem. Causam distúrbios no sistema nervoso, problemas renais e pulmonares, câncer e outras doenças, podendo até mesmo afetar o cérebro.
E o que posso fazer?
Amanhã, dia 31 de outubro, haverá pontos de coleta espalhados por todo o estado de São Paulo. Alguns deles recebem apenas no dia de amanhã, outros são instituições que recebem esses descartes sempre.
Veja a lista completa aqui.
O que descartar?
- Aparelhos celulares, seus carregadores, baterias e acessórios
- Computadores, monitores, mouses, teclados e acessórios, cartuchos de tinta e toners
- TVs, aparelhos de videocassete e DVD, rádios, walkmans, diskmans, fones de ouvido
- Pen drives, MP3, câmeras digitais
- Lâmpadas fluorescentes
- CDs e DVDs
- Pilhas e baterias
E qualquer outro aparelho ou equipamento que contenha componentes eletrônicos.
Atenção: se os aparelhos estiverem em condições de uso, doe para instituições de caridade ou ONGs que reutilizarão os equipamentos, em vez de simplesmente descartá-los. O que não é mais útil para você, se ainda funciona pode ser útil para mais alguém. A relação de endereços e telefones dessas instituições você encontra aqui (role a página).
Um amigo meu estava me contando hoje que sua filha de 6 anos já pegou pneumonia duas vezes. Segundo ele, o médico disse que a pneumonia era uma doença pouco comum, mas que tem ocorrido cada vez mais, junto com outras doenças respiratórias, por causa da poluição da cidade.
Estudos indicam que de cada 15 ataques do coração registrados na Grande São Paulo um é causado diretamente pelo acúmulo de poluição no organismo. Cerca de 15% dos casos de asma também são causados pela poluição. De pneumonia, 12%. A contaminação pode até induzir à formação de tumores: de cada 20 casos de câncer de pulmão registrados na região, pelo menos um é causado pela ação de poluentes.
E não adianta tentar aplacar a consciência terceirizando a culpa para as indústrias, as queimadas e o Bush: quase toda a poluição da cidade de São Paulo é causada pelos veículos motorizados.
Toda esse trânsito é responsável por cerca de 97% das emissões de monóxido de carbono, 97% de hidrocarbonetos, 96% de óxidos de nitrogênio, 40% de material particulado e 35% de óxidos de enxofre.
Também não adianta se conformar pensando que a culpa é dos caminhões: dos 6 milhões de veículos que circulam diariamente na capital, mais de 94% são carros ditos “de passeio”, com uma média de ocupação de 1,2 pessoa por veículo.
São Paulo conta com uma frota registrada de aproximadamente 7,3 milhões de veículos, segundo dados da Cetesb, sendo 6,9 milhões a gasolina ou álcool e 430 mil movidos a diesel.
Não perdi a oportunidade de lembrá-lo, em tom de brincadeira mas falando sério, que eu não poluo o ar que a filha dele respira. “Por mim, podiam encher a cidade de bicicletas”, respondeu ele sorrindo. Carioca vivendo em São Paulo, não tem o vício paulistano de ir de carro até na padaria. Ele vem para o trabalho a pé.
Na próxima vez que virar a chave no contato do carro ou da moto, lembre-se que a fumaça que está saindo lá de trás será respirada por todos, incluindo você, seus amigos, sua família.
Transcrevo abaixo matéria que está no site CicloBR. As perguntas foram redigidas coletivamente por vários cicloativistas paulistanos, com revisões e sugestões, ao longo da semana anterior. Por vários dias tentou-se realizar entrevistas com os candidatos, com a sugestão de ir ao encontro deles onde estivessem, mas não foi possível fazer esse agendamento oficial com os candidatos. Os ciclistas saíram então à caça dos candidatos nas ruas, para tentar conversar com eles e, com muito esforço, acabaram conseguindo. Leiam e assistam. O futuro cicloviável da sua cidade depende também do seu voto.
Aos colegas ciclistas de outras cidades, fica o convite de realizar ação semelhante sempre que houver uma eleição. A democracia quem faz somos nós.
Corremos atrás dos dois candidatos que concorrem no segundo turno da prefeitura de São Paulo, para saber o que os ciclistas podem esperar deles nos próximos 4 anos. Entramos em contato com os comitês de campanha, logo no início do segundo turno, para tentar uma entrevista mais abrangente, com cerca de onze perguntas elaboradas por diversos ciclistas.
Infelizmente não conseguimos agendar nada oficialmente com ambos os candidatos e a solução foi sair a “caça”, só essa aventura já daria uma matéria. Soubemos que a Marta iria participar de uma ação no Campo Belo, ao meio dia, com operários da construção civil. Decidimos abordá-la na rua e deu certo. Infelizmente ela pediu para reduzirmos as perguntas, pois não poderia nos dar mais de 5 minutos.
Já o Kassab, sabíamos que ele daria uma entrevista na Radio Eldorado as 19h00. Pelas vias normais, não conseguimos um “encaixe” na agenda do prefeito. Mas meu amigo Felipe Aragonez (responsável pelas filmagens), Bike Repórter da Rádio Eldorado, conseguiu uma autorização para entrarmos na rádio para tentarmos abordá-lo ao final da entrevista (nem preciso agradecer a Rádio Eldorado pela força, pois sem ela só teríamos a entrevista com um candidato). O Prefeito não fez nenhuma restrição e pudemos fazer praticamente todas as perguntas.
Abaixo há os vídeos das duas entrevistas e logo depois as transcrições. Se você ainda não decidiu em quem votar, tente tirar suas conclusões. De qualquer maneira é muito bom saber o nível de conhecimento dos candidatos, sobre os problemas dos ciclistas da cidade de São Paulo. Além disso agora temos um documento para podermos cobrar do futuro prefeito (a), os compromissos assumidos durante a reportagem.
CicloBR: A Bicicleta é sempre esteve associada a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) e nunca a Secretaria de Transportes. A CET tem 4 (na verdade são só 3) funcionários para cuidar das Bicicletas, e 3400 (o correto são 4300) para cuidar de carro. Devido essa discrepância, a SVMA não consegue fazer uma ciclovia. Para fazer uma ciclovia ela tem que fazer parceria com o Metrô, Subprefeituras. Em outros países, que criaram sistemas cicloviários, eles criam órgãos independentes, com bastante gente qualificada para pensar num Plano cicloviário para a cidade. No seu governo você pode criar um órgão que cuide apenas da Bicicleta?
Marta: Não sei se posso fazer essa promessa, mas por no Transportes tenho certeza que eu posso. É um absurdo ela estar na SVMA, você tem toda a razão. Acho que podemos levar para o transporte e criar um pequeno núcleo, com gente que entende que possa pensar. O que eu acho inadmissível é criar qualquer nova via, sem pensar na ciclovia.
CicloBR: Tem por exemplo a nova Radial que já poderia ter sido feita com a Ciclovia. Eu sei que a senhora não sabia da lei, aliás nenhum prefeito cumpriu essa lei a risca…
Marta: Isso é algo que nós possamos rever.
CicloBR: Em algumas cidades fora do Brasil, o sentimento de segurança, em relação ao ciclista, não vem do fato de haver ciclovias, e sim do respeito por parte dos motoristas em relação aos ciclistas e pedestres. Você se compromete que daqui a 4 anos, o ciclista terá a certeza de que não irá receber nenhuma fechada, pois ele sabe que o motorista foi educado e que ele irá respeitar a faixa de pedestres, por exemplo?
Marta: Eu adorei a sua questão porque eu acredito que isso é muito factível aqui em São Paulo. Primeiro tem que partir de duas coisas. Educação para o ciclista, isso tem que ser feito. Do motorista para o ciclista, mas mais que tudo, se a gente conseguir fazer fluir o trânsito dentro de uma normalidade, com mais corredores de ônibus, e a partir disso diminuir, com um transporte público melhor, menos carros nas ruas, nos conseguimos ordenar, para o Motoboy, para o Ciclista, para todos. Eu concordo com você, que o ideal seria, o motorista do carro, ter a percepção do respeito que ele tem que ter. Isso é uma questão de fazer projetos educativos. Acho que podemos inclusive criar os pequenos empregos, jovens que podem trabalhar nessa área…
CicloBR: Sim, trabalhar como bike-frete por exemplo… Para tirar os motoqueiros das ruas e transformá-los em ciclistas, acho algo factível.
Marta: Tem que ver pois os motoqueiros andam quantos quilômetros?
CicloBR: Um ciclista que trabalha com entregas, chega a pedalar, em média, 80 kms por dia. A ultima pergunta é um desafio. A senhora aceita ir ao trabalho, uma vez por semana, ou por mês, utilizando outro meio de transporte que não o carro, não vale taxi nem helicóptero, usando o transporte público, a pé, outro meio de transporte que não o carro?
Marta: Uma vez por semana?
CicloBR: Uma vez por semana ou por mês…
Marta: Não, uma vez por semana nem pensar…
CicloBR: Como a senhora vai mostrar que o transporte público é bom se você não acredita nele? Se o transporte público for bom para você, será bom para a população.
Marta: Eu me comprometo a melhorar o transporte público, eu me comprometo, se eleita prefeita, daqui a 4 anos, você ter uma velocidade muito menor de fluidez no trânsito, ops, uma fluidez muito maior. Me comprometo a ter os corredores de ônibus, 228 km de corredor. Me comprometo a qualquer rodovia ou via, ter ciclovia. Isso eu posso me comprometer. O resto, eu andar no transporte público ou não tanto faz, não vejo diferença.
CicloBR: Faz sim, quer dizer que você acredita no transporte público.
Marta: Eu acredito no transporte público, eu fiz o bilhete único, já mostrei que eu acredito. Poderia falar umas 300 mentiras para você, “toda a semana eu vou andar no transporte público”. Isso não tem significado, o que eu estou falando é mais importante. Estou falando que vou consertar o trânsito, vou fazer 228 km de corredores, vou equipar a CET…
CicloBR: Vai colocar ciclistas para fazer fiscalização ao invés de moto? Já que é muito melhor para uma bicicleta na calçada do que uma pickup da CET.
Marta: Acho ótima essa idéia, esses compromissos que são de bom senso, eu posso me comprometer.
Transcrição da entrevista com o Kassab
CicloBR: A bicicleta sempre esteve na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) e nunca na secretaria de transporte. A CET tem 3 funcionários especialistas em bicicleta e 4.300 especialistas em carro? O que você pode fazer para resolver isso, como colocar a bicicleta na secretaria de transportes, ou colocar ciclistas para trabalhar na CET ao invés de motos para criar uma cultura interna…
Kassab: Depois de muitos anos, nós temos na cidade de São Paulo, efetivamente uma política voltada para o ciclista. Nós inauguramos recentemente a ciclovia da radial leste, com recursos da prefeitura transferidos para o metrô, para que ele pudesse fazer com mais facilidade, porque é uma área vizinha ao metrô em toda a sua extensão. Fizemos a ciclovia de Parelheireiros, estamos em conjunto com o governo do estado fazendo o projeto da ciclovia das marginais. É evidente que na medida em que a gente avança numa política pública de criar novas ciclovias você precisa ter mais recursos humanos porque vai crescer a necessidade de voltar um pouco da administração pública para o processo de administração das ciclovias. Infelizmente essa é uma constatação da realidade vinda de governos anteriores que esta se mudando em nosso governo.
CicloBR: Bogotá, uma cidade exemplo, criou um departamento só para cuidar de bicicletas. Por exemplo, a SVMA tem muitas dificuldades de fazer projetos. A ciclovia da Radial teve que fazer parceria com o Metrô, as das Marginais será em parceria com o estado, a do Capão Redondo é uma parceria com as Subs Prefeitura, porque ela não tem autonomia para executar tudo isso. O que você acha da criação de uma Secretaria, não só da Bicicleta, mas do Deslocamento Não Motorizado na cidade, que englobaria também o pedestre?
Kassab: A idéia não é ruim, no sentido de ter uma estrutura, seja uma secretaria, seja dentro de uma secretaria, voltada ao desenvolvimento do ciclismo na cidade de São Paulo. Uma cidade do tamanho de São Paulo, é evidente que um assunto dessa relevância, tem que ter uma área voltada para isso.
CicloBR: Uma das grandes dificuldades do ciclista é fazer a transposição dos rios. Nenhuma ponte em São Paulo foi pensada para a travessia, não só do ciclista, como do pedestre. O senhor tem um plano para resolver esse problema em todas as pontes de São Paulo?
Kassab: Esse é o objetivo desse grupo de trabalho, criado pelo governo e prefeitura para criar as ciclovias das marginais. E as pontes são os maiores desafios que temos, que irão criar os acessos para as ciclovias.
CicloBR: A idéia é nesse projeto da ciclovia das marginais, resolver os problemas das pontes de São Paulo?
Kassab: Para viabilizar uma ciclovia nas marginais você precisa viabilizar o problema dos acessos a ela.
CicloBR: Existe uma lei que obriga os estabelecimentos com grande afluxo de pessoas e ter bicicletários, um dos grandes problemas do ciclista em São Paulo é chegar num supermercado estabelecimento comercial e não ter onde estacionar. Essa lei existe, mas não há nenhuma sanção? O senhor se compromete a regulamentar para que os próprios ciclistas possam cobrar a regulamentação dos estabelecimentos?
Kassab: Sim, nosso esforço é no sentido de gradualmente ir adaptando a cidade de São Paulo nesse processo de incentivo e fortalecimento, com a legislação. Todos sabem que isso aconteceu na nossa gestão e vamos continuar fazendo.
CicloBR: Mais algumas perguntas, tem a questão da integração da bicicleta com o transporte público…
Kassab: Isso já existe hoje, as estações do metrô com bicicletários…
CicloBR: Falta só implantar também nos terminais de ônibus…
Kassab: O importante que esta sendo implantado em parceria da prefeitura com o governo do estado.
CicloBR: Em muitas cidades fora do Brasil, o sentimento de segurança do ciclista não vem de ciclovias, vem do respeito do motorista em relação ao ciclista e aos pedestres. O senhor se compromete com uma campanha educativa para que o motorista passe a respeitar ciclistas e pedestres, ou mesmo, daqui 4 anos podemos ter a certeza que o motorista vai respeitar a faixa de pedestre, como manda a lei?
Kassab: Com certeza, é fundamental as campanhas educativas para que o cidadão que não é ciclista saiba respeitar o ciclista.
CicloBR: O senhor aceitaria ir para o trabalho uma vez por semana, ou por mês, de um meio de transporte que não seja carro nem helicóptero? Para mostrar a população que eu uso o transporte público porque eu acredito no transporte público.
Kassab: Eu não vou falar que posso assumir esse compromisso, mas posso te dizer que tenho feito mais que isso. Tenho rotineiramente usado o transporte publico até para avaliar o nível do serviço. Vou com a minha assessoria, saio cedo de casa, ando de Metrô, ando ônibus, entre os terminais, então eu nem precisaria assumir esse compromisso pois já faço.
CicloBR: O senhor vai continuar fazendo então?
Kassab: Vou continuar sim, sem compromisso que seja com uma média, até porque a minha média é maior que essa.
Os “blogueiros” (odeio esse nome, mas tem gente que merece) ficam cada dia mais preguiçosos. E não estou falando só de brasileiro chulé que se acha importante não, o lance é mundial e blogs famosos fazem a mesma coisa. É uma coisa que acabou ficando normal e ninguém acha mais isso estranho.
Alguns sites principais distribuem informações segmentadas. Muitos “blogueiros” por aí passam o dia checando o feed RSS desses sites para obter “inspiração” para seus posts. De vez em quando, lêem os títulos dos posts e, quando algum se mostra interessante, faz um resumo e coloca em seu blog.
Esse é o nível um do copy/paste e ainda não é tão ruim. Afinal, o cara peneirou informações nas fontes (ou quase) e fez um resumo, geralmente mudando um pouco a linguagem para seu público entender, dando link para o original caso o leitor queira mais informações. Ele distribui a informação e até aí, vá lá, tem seu mérito embora não seja uma criação original.
Então vem o segundo nível do copy/paste: os macaquinhos de imitação. E, repito, isso não acontece só com brasileiros chulé que se acham importantes, acontece até em blogs consagrados lá de fora. Ao descobrir um resumo do assunto nesses blogs do nível um do copy/paste, eles simplesmente copiam o texto, às vezes só traduzindo, às vezes mudando um quase-nada em alguma frase pra não reclamarem de copyright, às vezes resumindo mais ainda. E às vezes nesse resumo acabam distorcendo a informação e escrevendo bobagem.
Ok, eu entendo o fato de ler outros blogs para buscar inspiração e até acho isso válido! Só que essa busca por inspiração seria um trabalho muito mais inteligente e útil se o “blogueiro” fosse atrás da informação original para entendê-la e escrever um texto esclarecedor e bacana. Mas não: os manés fazem um resumo do resumo, ou copiam na íntegra. Então chega outro “blogueiro”, lê aquele resumo e faz outro resumo. E não acrescenta nada de novo, não pesquisa o tema, não emite opinião. É o post rápido, que o cara perde 10 minutos no máximo, só pra encher o blog e ganhar dinheiro com clique em banner e em links patrocinados…
Um exemplo prático foi o que aconteceu com a bicicleta que filtra água enquanto você pedala, já comentada aqui há DOIS MESES. Essa semana recebi um monte de twitter, e-mail, msn e o escambau me contando dessa novidade.
Porra! Essa bike foi criada para um concurso da Specialized+Google em 2007! As inscrições para o concurso terminaram em dezembro de 2007 e os vencedores foram divulgados em 15 de janeiro (e foi só pesquisar cinco minutos pra descobrir, tudo isso tá escrito no regulamento do concurso)! Como é que agora tem um monte de site “confiável” publicando isso?
É que só agora um site um pouco mais conhecido (Inhabitat) deu a noticia, com bastante atraso. Mas eles não disseram que era uma novidade. Simplesmente descobriram isso só agora, provavelmente por terem recebido um press-release. Mas também não disseram que era notícia velha… Então outro blog copiou, que foi copiado por outro, por outro, por outro… Aí todo mundo deu a notícia velha como se fosse novidade! É a síndrome do copy/paste!!
Tracei a ordem das cópias, só para vocês terem uma idéia.
Agora me fala: custava cada um nessa cadeia entrar no site original do concurso pra entender de que se trata e não escrever bobagens do tipo “foi o ganhador do concurso em 2008″, dando a entender que o concurso rolou esse ano e o resultado saiu agora?
Atualizado em 10/03/2009: Esses dias mostraram em algum jornal na TV como se fosse a maior novidade!!
Hoje vim para o trabalho pela Av. República do Líbano. Na hora de atravessar para pegar a JK, eu paro e atravesso quando fecha o sinal, para não ter que fazer uma conversão lááá na frente, na pista da esquerda. Esse sinal é bem numa entrada do Parque do Ibirapuera, por onde não entram carros, só pedestres, ciclistas e afins.
Em cima dessa calçada tinha um carro de luxo, daqueles compridos, com um cara de uns 50 anos, bem vestido, do lado dele com o celular na mão. Segue o diálogo:
- É calçada aí, hein?
- É, eu sei… Pior que foi a CET que colocou aqui.
- Sério?
- É, o carro pifou, nem liga mais, a CET veio e empurrou pra cima da calçada. O reboque já vem vindo.
É o fim da picada! A CET realmente só se importa com o fluxo de carros. O carro estava ocupando um pedação de calçada, bem na entrada do Parque do Ibirapuera, mas tudo bem: o que importa é não atrapalhar os carros que passam pela avenida (de três pistas!).
O cara tava meio constrangido de estar com o carro na calçada. Desejei boa sorte pra ele com o carro e vim embora.
Para ilustrar esse post, duas fotos antigas, mas que demonstram que o desrespeito da CET pelas calçadas é mais que eventual, é um hábito. Para saber onde e quando foram tiradas as fotos, clique sobre elas.
Agora você pode pegar uma bicicleta emprestada nas seguintes estações:
Novas
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Vila Mariana
Sé
Paraíso
Carrão
Marechal Deodoro
Guilhermina-Esperança
Anhangabaú
Itaquera
Outra novidade é que antes era só meia hora de graça, agora é a primeira hora inteira. E essas estações contam também com bicicletários seguros, onde você pode deixar sua bicicleta gratuitamente para pegar o Metrô, ou para fazer alguma coisa a pé na região. Ou até para pegar um ônibus, por que não? Só fique atento aos horários de funcionamento: das 6 às 22h.
Veja no vídeo abaixo a matéria do SP TV que foi ao ar hoje (14/10).
Pelos comentários dos apresentadores no início da matéria, comecei a assistir desanimado, mas depois vi que ficou bacana (apesar de ser da Globo, apesar de ser com o Marcio Canuto).
O único problema é que chamaram o aluguel de bicicletas de “bicicletário” e não falaram nada sobre poder estacionar bicicletas com segurança lá. Isso é ruim porque divulga um conceito errado para o já pouco conhecido termo bicicletário e deixa de explicar que quem já estiver de bicicleta pode estacionar nesses locais também. Mas, considerando a média geral das matérias de TV sobre o assunto, ficou muito bom.
Mais informações sobre o serviço de empréstimo de bicicletas, sobre os bicicletários e sobre a ciclovia da Radial Leste aqui.
Vão reasfaltar a Av. Pedro Álvares Cabral, em frente ao Parque do Ibirapuera. Aquela, onde tem o Obelisco aos Heróis de 32 e o Monumento às Bandeiras, que o pessoal chama de “empurra-empurra”… E vão recapear em caráter de urgência!
Mas por que? A avenida está toda esburacada, atrapalhando a circulação dos veículos que nela transitam? Não.
Passo todos os dias nessa avenida e posso dizer que ela está acima da média das vias de São Paulo. Não tem nem aquelas ondulações em forma de onda nas laterais da pista, apesar dos ônibus que passam por ali.
Então por que é que vão gastar o meu dinheiro, o seu, recapeando justamente ESSA avenida, com tantas em São Paulo?
Para um carro passar.
Como? Não entendi…
É, para um carro passar! Ah, mas não é um carro qualquer… É um carro que não pode trafegar em vias normais, porque não tem seta, triângulo, extintor, excede fácil o limite de velocidade, não tem placa, não foi licenciado, não pagou IPVA e se a pista tiver muita ondulação, ele não passa.
Por isso, vão fazer um asfalto novo. Pra esse carro passar.
Também vão interditar a avenida. Enquanto esse carro estiver lá, ninguém passa. Carros, ônibus, motos, ninguém. Nem mesmo as pessoas. Estão proibidas de passar ali. Claro, podem ficar de longe aplaudindo. Aplaudindo um carro passar.
O carro é um carro de corrida. Projetado para circular em autódromos, que têm um asfalto diferente do das ruas. Então, como a rua não está adaptada para esse carro, vamos reasfaltar… Vamos mudar a rua para que UM veículo possa passar. Para fazer uma exibição. Para mostrar a marca de um fabricante de automóveis, a Renault. Esse veículo é um carro de Formula 1. Vão gastar o meu dinheiro e o seu para um showzinho de uma empresa.
Todos os dias, milhares de ônibus passam por essa avenida. Nos horários de pico (que ocupam uma parte cada vez maior do dia), eles têm que ficar presos atrás do oceano de carros. Um ônibus com 50 pessoas esperando 50 carros com 1 pessoa, na distância que separa um ponto do outro. E não há pista exclusiva. Não adaptam a via para o ônibus passar.
Todos os dias, centenas de bicicletas passam por ali. Desviam dos carros parados, ouvem buzinadas nos poucos momentos em que eles andam, querendo recuperar em 10 segundos a última hora de frustração. Não há ciclofaixa, nem sinalização viária indicando a presença de bicicletas. É preciso ocupar o mesmo espaço que deveria ser exclusivo dos ônibus e torcer para nenhum deles passar raspando. Não adaptam a via para a bicicleta passar.
Ah, mas vão adaptá-la para o carro passar. Isso vai custar R$ 220 mil reais e estão pensando em botar na conta do papa. O secretário de esportes do município, Walter Feldman, disse ao UOL Esporte (é, automobilismo é considerado esporte) que “se o evento for considerado estratégico, a organização não paga. Se não for, ainda não definimos se é a empresa ou a secretaria que arca com a despesa”.
Não sei o que ele considera estratégico. Não sei como isso incentivaria o esporte no país. E também não sei o que ele considera “organização” (de quê?) e “empresa”. Empresa acho que é a Renault. Organização eu sei lá quem é. Só sei que a Secretaria sou eu. Eu quem vou pagar. E você também, se mora aqui em São Paulo. Na mesma entrevista, o secretário de esportes diz que “é prioridade absoluta recapear o trecho para o evento”. Prioridade absoluta para o esporte. Certo.
Espero que o Sr. Feldman, a quem eu (ainda) nutro algum respeito, reveja essa posição. Se uma empresa quer fazer o seu showzinho usando as ruas da nossa cidade, que pelo menos pague para isso. Precisa de asfalto novo para fazer o show? Então dê esse asfalto de presente para a cidade. É o mínimo que se pode fazer. A fumaça no ar a gente engole quieto, a interdição e o congestionamento a gente também até aceita. Já estamos acostumados! Mas pelo menos não dêem prejuízo direto. Não usem para um show particular o dinheiro que poderia ser usado na saúde, na educação, na merenda escolar, na pintura de faixas de pedestres que foram sepultadas na cidade toda ou em qualquer outro lugar que seja necessário em caráter de urgência. Acho que precisamos rever nossas “prioridades absolutas”. Aliás, a lei manda pagar os custos da CET. E a ética, a responsabilidade e o bom senso mandam pagar o asfalto novo.
O piloto disse que “vai ser uma experiência única passar voando baixo pela avenida que circunda o Parque do Ibirapuera a bordo de um F-1″. Voando. Espero que nenhum pedestre resolva atravessar, como aconteceu no evento da Red Bull, em que nos vídeos dava para perceber um pedestre atravessando a rua segundos antes do carro passar, senão quem pode sair voando é o pedestre.
A rua não é lugar de “voar baixo” e não deveria ser usada para isso, nem de brincadeira. Um evento desse tipo e uma declaração dessas estimulam nos motoristas a vontade de dirigir rápido nas ruas. A F1, restrita aos autódromos, já incentiva mais que o suficiente, não precisamos mostrar isso na mesma rua em que os motoristas dirigem todos os dias. O excesso de velocidade é uma das maiores causas de mortes no trânsito. A visão de que dirigir rápido é algo cool se propaga fácil pelas mentes dos Ayrton Sennas de avenida, que um dia errarão uma curva, escorregarão numa freada e vão assassinar alguém em outro carro, em uma moto ou até na calçada esperando o ônibus.
Nossa cidade não precisa disso. Principalmente se nós é que vamos pagar a conta da publicidade da montadora. Já não basta pagar pelos carros, pelo seu custo em saúde e em vidas, pelas mortes no trânsito, pela degradação urbana e pelo desgaste social que eles nos impõem? Ainda temos que pagar pela propaganda?
Infelizmente isso ainda acontece só em Londres, mais especificamente na região de Sutton… Quem usar a bicicleta para ir ao trabalho, ou decidir ir a pé, pode usar as instalações dos hotéis da rede Hollyday Inn para tomar seu banho e se trocar antes de entrar na empresa. Isso já está acontecendo desde o início de setembro.
Ou seja: a prefeitura de lá reconhece que o excesso de automóveis é prejudicial à cidade e criou um plano para diminuir seu uso. E como parte desse plano, há várias formas de incentivo ao uso de meios de transporte coletivos ou não poluentes.
Como parte dessa iniciativa, as pessoas dessa área que trabalham em empresas que apóiam a iniciativa ganham o direito de usar as instalações dos hotéis caso optem por meios de transporte ativos: bicicleta, andar e correr (até existem outros, como skate e patins, mas os citados são esses).
E ainda há bem mais do que isso. O trabalho de conscientização da população envolve outras iniciativas, como:
Um Bilhete Único turbinado que, além de ter integrado vários meios de transporte coletivo (ônibus, trem, bonde, metrô, transporte hidroviário, etc.), tem opções como pagar uma vez e usar o dia todo em determinada região da cidade e tarifas diferenciadas de acordo com o horário de uso.
Planejamento de Jornada, uma iniciativa para facilitar a informação sobre alternativas de transporte para trechos que o cidadão precisar percorrer. Essa informação é disponibilizada em um site, quiosques e alguns telefones públicos.
Planejamento personalizado de trajeto: equipes de Conselheiros de Trajeto, com profundo conhecimento das opções de transporte da cidade, visitam as casas das pessoas para conhecer seus hábitos de deslocamento e oferecer possíveis alternativas que não tenham sido consideradas por eles, que possam lhes ser mais adequadas, poupar tempo, dinheiro e aborrecimentos, ou que sejam mais sustentáveis e menos congestionadas. O objetivo é dar o empurrãozinho que falta para as pessoas procurarem essas alternativas, ajudando com toda a informação necessária.
Planejamento de trajetos em empresas e escolas: os Conselheiros de Trajeto também visitam empresas e escolas para ajudá-las com informações e sugestões para facilitar as viagens de seus empregados e alunos. Também há incentivos financeiros para construção de instalações com chuveiros e estacionamentos seguros para bicicletas, incentivando seu uso.
Mapas de bolso e dicas para trajetos a pé, inclusive a lazer, e para viagens utilizando mais de um meio de transporte.
Informações sobre serviços de compras com entrega em domicílio, sobre mudanças climáticas, áreas verdes para se visitar na região, informações de acessibilidade e outras, que são entregues na casa das pessoas, sob demanda, com a utilização de bikeboys.
E depois nego ainda vem dizer que a solução para diminuir o trânsito é assassinar um rio…
Uma informação que faltou colocar no post anterior: coloque o pneu novo sempre na frente.
Se o pneu de trás escorregar um pouco, não é muito difícil recuperar o controle da bicicleta, mas se o da frente perder a estabilidade e escorregar, é chão com toda certeza. Não custa nada deixar sempre o pneu melhor na roda dianteira.
Contrariando a chuva, que queria me convencer a ficar em casa, vim trabalhar de bicicleta hoje. Já faz uma semana que estava querendo trocar meu pneu traseiro, que estava *rachando*! É que tanto em casa como no trabalho, a bike fica sempre em locais descobertos, sujeita à chuva e ao sol. Com isso, a borracha do pneu ressecou com o tempo (mais de um ano) e qualquer hora ia abrir no meio da rua, me deixando na mão.
Passei na Bike Stop e achei exatamente o pneu que eu queria, um Kenda semi-slick, por meros R$20. É um pneu que eu considero o melhor para uso urbano, porque:
tem bom desempenho no asfalto, porque o centro da banda de rodagem não tem cravos
por ser mais largo, me permite fazer umas gracinhas com a bike sem danificar o aro (pular lombada, descer escadas, esse tipo de molecagem)
os cravos nas laterais me dão confiança em fazer curvas em alta velocidade e mais segurança em dias de chuva
por não ter cravos na banda de rodagem, o desgaste é baixo e ele dura MUITO
é extremamente barato, o melhor custo/benefício que eu já vi em um pneu para uso na cidade
E antes que alguém venha com gracinha, não ganhei nada pra escrever isso (nem mesmo um pneu de R$20). Nem sei o nome do modelo (e São Google não me ajudou). Estou escrevendo isso porque gosto mesmo desse pneu.
Pedi para colocarem o pneu novo na frente e passar o que estava lá para trás, descartando o antigo pneu traseiro. Me cobraram R$2 pra montar cada pneu, uma taxa que nem toda loja cobra, mas como o pneu estava barato e eu preferi pagar os R$4 do que montar eu mesmo os dois pneus, que estavam molhados e sujos de chuva, topei sem achar ruim.
Quando saí da loja, comecei a sentir a bike meio estranha. Primeiro achei que fosse impressão minha, porque eu sempre fico encanado se apertaram direito as blocagens das rodas, mas conferi e estava tudo ok. Achei que talvez tivessem mexido alguma coisa no freio, mas estava ótimo. Até dei mais uma apertadinha nele só pra garantir.
Ainda estava achando a bike meio estranha. Comecei a achar que era a altura do selim. A bike estava muito macia, achei que talvez o selim estivesse mais baixo. Subi o selim, mas só serviu para ter abaixá-lo novamente depois de 100 metros.
Então tive a idéia de calibrar o pneu e descobri o que é que estava me incomodando e eu não sabia: o pneu tinha ficado com a calibragem bem mais baixa do que eu estou habituado e sentia a bicicleta mais “macia” por causa disso.
A calibragem, dentro dos limites permitidos pelo pneu, é uma questão de gosto pessoal. Mais cheios, furam menos e a bike roda mais, mas pode ficar escorregadia em dias de chuva, além de ficar mais “dura”. Mais murchos, ficam mais macios, mas o atrito com o asfalto aumenta e a bicicleta fica mais pesada, além de poder ocorrer a “mordida de cobra” ao bater em um buraco, se a calibragem estiver baixa demais. Mordida de cobra é o nome que se dá quando o aro bate com força em um pneu com pouca calibragem, fazendo cortes ou furos dos dois lados da câmara ao mesmo tempo.
Ajudei um carroceiro que não conseguia subir com a carroça num trecho de calçada, que tinha um desnível de quase meio metro em relação à rua (era uma rua sem saída que acabava em uma calçada, do lado do posto onde eu calibrava o pneu), montei na bike e fui embora. Agora estava bem melhor!
Mas ainda estava um pouco mais macia do que da última vez… pouca coisa, mas pra quem pedala a mesma bicicleta todo dia, dava pra perceber. Então me lembrei que na última vez que a usei, eu havia tomado um chuvão. Limpei a corrente da bike com um pano seco e no dia seguinte de manhã passei óleo (o Finish Line de tampa verde, que é ótimo para usar na cidade).
Depois de lubrificar, a bike ficou até parecendo mais “regulada”, porque as marchas entram mais fácil agora. Acho que a corrente já estava ficando meio seca quando eu resolvi lubrificar. Estava na hora de lubrificar mesmo… Pouca lubrificação aumenta o atrito e, consequentemente, o desgaste, tanto da corrente (que é relativamente barata) quanto do pinhão (que não é tão barato).
Conclusão: não era nada demais, mas me fez perceber quão bem eu conheço minha bike. A menor diferença nela me dispara um alerta e eu fico procurando pra descobrir o que é. Isso é bom, porque peças que estão para quebrar geralmente dão algum tipo de aviso. Fique sempre atento ao que sua bicicleta diz a você, ela pode estar pedindo sua ajuda.
RT @MauricioBonas Caloi me vendeu bike cara com pneu destruído. Única resposta:vamos estudar. Estudam há 10 dias. Sugestão: NÃO compre igual 11 hrs atrás
Pessoal de Recife mandou muito bem no especial em quadrinhos sobre uso da bicicleta. E há vários ícones q exibem fotos, vídeos e informações 4 days atrás