Quando a gente viaja de bicicleta, geralmente tem algum trecho do percurso em que vamos precisar transportar a bicicleta em um ônibus de viagem.
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A lei nos dá amparo para transportar bagagem até um certo volume (veja quadro ao lado). Só tem um problema, a bicicleta montada dá mais do que o volume permitido! Portanto, se o motorista encrencar, ele estará com a razão (mesmo que não saiba disso) e fica difícil discutir. Você vai ter que fazer o seguinte:
- abaixar totalmente o selim
- tirar as duas rodas
- colocar uma roda de cada lado do quadro, presas a ele de alguma forma
- embalar, o que pode ser feito com um saco de lixo preto mas fica melhor se for feito com papelão
Se você for ver, é exatamente o mesmo procedimento de embalar num mala-bike, com a diferença que o mala-bike é caro e difícil de carregar depois. Essa solução do papelão ou saco de lixo tem a vantagem de você poder jogar no lixo quando chegar no destino e improvisar de novo quando precisar embarcar mais uma vez. A não ser que você tenha onde deixar o mala-bike para pegar na volta, antes de reembarcar, o papelão ou saco de lixo é a solução.
Alguns motoristas reclamam porque ficam preocupados com a possibilidade da bike estragar a bagagem de algum passageiro, o que é dor de cabeça para ele. Nesses casos, se você embalar com papelão o cara não reclama. Tem outros que querem lucrar sobre a sua desinformação mesmo, aí se ela estiver embalada você pode esfregar o texto da lei na cara dele. Mas o principal é desmontar e embalar, para ela se enquadrar na lei.
Eu viajei com a bike no ônibus duas vezes (mesma viagem, uma vez na ida e outra na volta) e dei sorte de conseguir colocar ela montadinha no bagageiro, sem embalar. E ainda por cima eram duas bikes.
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Na ida foi complicado, o motorista encrencou, disse que não ia levar, mas como tinha meio bagageiro sobrando ele teve que deixar. Na volta, o motorista não falou nada, mesmo as bikes estando sujas de terra. Mas também elas estavam isoladas numa das três partes do bagageiro, sem contato com a bagagem de ninguém. Quando descemos, o motorista nos abordou com um sorriso e disse que adorava ver bicicleta no bagageiro do ônibus. Ele contou que era presidente da associação dos colecionadores de bicicleta de Itajaí (se não me falha a memória) e que tinha mais de 70 bicicletas em casa. Mas pegar um motorista desses é ganhar na loteria!
Detalhe: isso aí aconteceu em Santa Catarina (viação Catarinense). Aqui em São Paulo, os motoristas são bem mais intransigentes e “espertos”.
Tem gente que faz a Carteirinha de Cicloturista da Federação Paulista de Ciclismo. Não precisa se associar, não precisa ser residente no estado de São Paulo e é de graça. Não tem nenhum efeito legal, mas tem essa lei aí no verso dela e tem cara de “oficial”, o que ajuda a convencer alguns motoristas de que você tem o respaldo de uma associação e conhece seus direitos. Um amigo meu já conseguiu embarcar a bike na base dessa “carteirada”… Mas se você não estiver dentro da lei, ou seja, com a bagagem dentro do limite de volume, não adianta nada.
Outra iniciativa que vale citar: tem um pessoal do Clube de Cicloturismo juntando assinaturas para permitir o embarque de bicicletas em ônibus, veja aqui. Dá pra fazer assinatura on-line, participe!


olá, sou aqui de Curitiba, e a bike é meu meio de transporte diário, e sempre que posso, vou pela Catarinense carregando a bike para Joinville, e nunca tive nenhum problema, sempre levo ela inteirinha, sem desmontar.
aí em Sampa fui uma vez de bike, na volta para Ctba pela viação Cometa, o cara resmungou um pouco mas colocou a bike inteira no onibus.
os melhores são a Catarinense e a Princesa dos Campos, e a pior é a Graciosa, linha aqui do PR que faz o litoral paranaense, eles cobram mais caro que uma passagem para levar a bike, mesmo esta estando embalada.
Luiza.