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30/09/2004 - 21:45

Dicas – Parte 1: Como sobreviver ao trânsito

Vai trocar o carro pela bicicleta, uma vez por semana que seja? Parabéns! Você vai chegar no seu destino cansado mas feliz. É sério! A endorfina liberada pelo exercício físico vai fazer você ter um dia melhor no trabalho. Só por não ter se estressado em esperar aquele sinal que abriu e fechou três vezes até que os cinco carros na sua frente passassem (te deixando para trás), já vai fazer uma diferença enorme. Você vai queimar aquelas gordurinhas que insistem em continuar aí, por mais que você reze para São Regime. Vai economizar combustível e provavelmente vai até chegar mais rápido. Vai melhorar sua capacidade respiratória e correr menor risco de infarto.

Se você continua lendo, ótimo, talvez eu já tenha te convencido. Mas se acha que essa coisa de bicicleta não é para você e quiser continuar andando de carro, tudo bem. Continuo sendo seu amigo. Apenas peço que continue sendo meu amigo também: na próxima vez que estiver de carro e me vir de bicicleta, ultrapasse a uma distância segura e dê uma buzinadinha simpática, que eu retribuo o cumprimento.

Se você decidiu adotar a bicicleta, ou está pelo menos pensando se isso é possível ou não, eu escrevi uma série de artigos para te convencer que isso é possível – e te ajudar nessa tarefa. Neste artigo, eu vou dar dicas de como se portar no trânsito. Eu sei que você já é crescido e sabe atravessar a rua, não é isso. Eu quero ajudar você a não correr riscos desnessários e a desfazer a idéia de que pedalar junto com os carros é coisa de maluco. É viável, desde que você tome os cuidados necessários. Como tudo na vida.

Capacete: indispensável, ainda mais pra andar no trânsito. Se você passa num buraco e cai, mesmo devagarzinho, corre o risco de bater com a cabeça no chão e vai ter um traumatismo craniano que pode ser grave. Não quero isso para ninguém. Há quem seja contra o uso de capacete, mas eu acho muito importante.

Luvas: não são imprescindíveis, mas convém usar, por dois motivos principais. Primeiro que se você não usar, a manopla vai comendo sua mão e você pode ficar com a palma da mão ardendo e até com bolhas. Com a luva isso não acontece. Segundo que se você cai, sempre tenta parar a queda com a mão e vai esfolar ela toda se estiver sem luva. No frio, luvas de dedos fechados tornam-se importantes para suas mãos não enrijecerem com o vento gelado, o que pode atrapalhar bastante se você precisar frear de repente.

Ande sempre pela direita e na mão dos carros. Há várias razões para não andar na contra-mão e todas elas visam sua segurança. São tantos motivos, que renderam um artigo exclusivo para esse assunto. Mas vou citar aqui as principais.

Um pedestre que vai atravessar a rua só olha para o lado de onde vêm carros. Um carro que vai entrar em uma rua, também. Ele não espera uma bicicleta vindo na contra-mão. Um carro fazendo uma curva à direita não espera uma bicicleta vindo na direção contrária no lado de dentro da curva. Um motorista que estacionou e vai abrir a porta, olha só no retrovisor para abrir a porta, não olha para a frente. Um carro saindo de uma vaga onde está estacionado, idem.

Além disso, a velocidade em que você se aproxima de um carro é muito maior se você estiver na contra-mão, porque ela é o resultado da soma das velocidades dos dois veículos. Se você está a 20km/h e o carro a 40km/h, você estará se aproximando dele a uma velocidade relativa de 60km/h. O carro vai ter menos tempo pra reagir à sua presença e desviar de você, fora o fato de que uma colisão nessa velocidade faz um bom estrago. Se nesse exemplo você estiver no mesmo sentido do carro, a velocidade relativa entre ambos será de 20km/h: o carro tem mais tempo para desviar e a chance de colisão diminui. E, numa possível colisão, o estrago será menor. Claro que eu espero que ninguém descubra isso na prática, por isso é melhor confiar na matemática! :)

Cuidado com as portas dos carros parados. Muito motorista olha no retrovisor procurando o volume grande de um carro e não vê a magrinha bike chegando. Ou olha em um ângulo que faz a bicicleta ficar em um ponto cego. Ou é distraído mesmo! Tem gente que abre a porta com tudo, empurrando com o pé. Por isso fique a uma distância que se algum distraído abrir a porta ele não te derrube. Fique a pelo menos um metro dos carros parados. De preferência, ocupe a faixa seguinte. Preste atenção se há pessoas dentro deles, se o carro acabou de estacionar, se está com as lanternas acesas. Se o motorista ameaçar abrir a porta, grite “portaaa!”, geralmente ele percebe e a puxa de volta.

Não ande com a bike muito colada na direita, em cima da sarjeta, senão os carros vão tentar passar na mesma faixa que você, mesmo que não haja espaço. Você pode desequilibrar e cair só com o susto, sem falar no perigo de um esbarrão. Eles são obrigados pelo código de trânsito a passar a 1,5m de você, mas não sabem disso porque não é ensinado na auto-escola. Ande mais ou menos na linha de um terço da pista, assim não fica tão antipático quanto ocupar a pista toda , você tem espaço para desviar de buracos sem ter que ir mais para a esquerda e, principalmente, os carros vão ter que esperar até ter espaço suficiente para te ultrapassar pela outra faixa, sem te colocar em risco. E mesmo que te fechem, você ainda terá um respiro para fugir para a direita sem ter que se jogar na calçada. Leia mais sobre por que (e como) ocupar a faixa.

Mas seja compreensivo com os motoristas: quando você passar por um trecho considerável onde não houver carros parados, dê uma recuada para desafogar a fila de carros atrás de você. Assim, aquele motorista que está atrás de você há alguns minutos sem conseguir te passar vai embora antes de ficar nervoso. Apesar de você estar no seu direito, muitos motoristas não vêem assim e se irritam com sua presença, esquecendo que a rua é de todos e não apenas dos carros.

Sempre sinalize o que vai fazer, com sinais de mão. Peça passagem, dê passagem, sinalize que o motorista pode passar quando você parar para esperar ele, avise quando você for precisar entrar na frente dele por causa de um carro parado e espere para ver se ele vai parar mesmo. Agradeça se ele parar ou te der passagem. Respeite e será respeitado.

Um ciclista educado é melhor recebido pelos motoristas. Motoristas são bem suscetíveis a abordagens educadas. Quantas vezes já não vimos um motorista, que está se posicionando para não deixar outro entrar na frente dele, ceder quando o primeiro faz um simples sinal com a mão? Pois esse sinalzinho de mão, acompanhado de um sorriso e seguido de um sinal de agradecimento, faz milagres… Muitos que estiverem te vendo como “um folgado ocupando a rua” vão pensar “pô, pelo menos o cara é educado”. Já é alguma coisa e pode ser a diferença entre uma situação de risco ou não. E esses motoristas passarão a tratar melhor o próximo ciclista que eles virem. Ou seja, com boas maneiras no trânsito você acaba ajudando a todos nós.

Evite as grandes avenidas. Em São Paulo, por exemplo, as marginais e a 23 de Maio, nem pensar. Já a Av. Brasil é mais tranqüila e a Faria Lima também dá pra pegar, mas é melhor optar por algumas ruas que ficam entre essas duas avenidas, principalmente quando estiver começando a se aventurar no trânsito. E em horários de pico, fica difícil trafegar em qualquer grande avenida, porque tem pouco espaço para os carros e fica difícil passar até de bike. Procure ruas menores, que os carros evitam porque têm que parar a cada esquina, porque tem lombadas ou muitos sinais. O que é ruim para os carros, muitas vezes é bom para as bicicletas. Não pense no trajeto como se estivesse de carro. E, se não souber que trajeto fazer, procure a Bicicletada de sua cidade e peça algumas dicas.

Como regra, se você estiver com medo de pedalar em certa avenida, melhor não fazê-lo, até porque se você estiver inseguro pode cometer algum erro bobo, como se desequilibrar por exemplo. Avenidas onde o fluxo de carros segue a uma velocidade alta mesmo na pista da direita são desaconselháveis. Fuja de avenidas assim. Ruas menores são mais seguras e mais agradáveis, mesmo que o percurso aumente um pouco.

Calçada é para pedestres. Se precisar passar pela calçada ou atravessar na faixa de pedestres, o código de trânsito manda desmontar da bicicleta, como os motociclistas (conscientes) fazem (art.68, §1º). E essa lei não é apenas uma regra arbitrária feita por quem nunca andou de bicicleta, há motivos suficientes para não andar na calçada com a bicicleta. Os pedestres que estão de costas para você podem dar um passo para o lado sem te ver chegando. Um carro pode sair de dentro de uma garagem de prédio e te acertar em cheio, ou aparecer na sua frente de um modo que você não consiga desviar. E o errado (e machucado) vai ser você…

Idosos morrem de medo de bicicleta na calçada, porque eles têm um compreensível medo de se machucar, sobretudo aqueles que estão em uma idade em que um osso quebrado pode ser impossível de ser consertado. Se você passar com a bicicleta na calçada perto deles, eles vão te xingar e estarão com toda a razão. Comparativamente, é o mesmo que um caminhão vir na sua direção e desviar na última hora. Eles podem cair só com o susto de ver a bicicleta chegando.

Quer mais um bom motivo para não andar na calçada? Uma criança pode aparecer correndo de dentro de alguma casa. Já pensou ter na consciência o atropelamento de uma criança de três anos? Péssimo, né? Melhor não correr esse risco. Fique sempre na rua. Se quiser passar pela calçada, desmonte e vire pedestre.

Cuidado nos cruzamentos. Não passe sinal vermelho com a bike, porque um carro pode vir rápido para aproveitar o sinal amarelo e você errar o pé no pedal na hora que precisar fugir dele com pressa. Ou pode aparecer um pedestre atravessando a rua correndo, olhando só para o lado de onde ele espera vir o perigo.

A pista de ônibus costuma ser perigosa. Em faixas exclusivas para ônibus, alguns não são muito pacientes com ciclistas, porque terão que sair da pista exclusiva para te ultrapassar e, quando o tráfego está intenso, isso é bem complicado para eles. Quando o trânsito aperta, os carros não dão espaço para um ônibus que queira sair da faixa exclusiva, então só lhes resta apertar o ciclista. Se o trânsito estiver pesado e o fluxo estiver lento-quase-parado, é melhor tentar trafegar pela pista da esquerda (desde que seja uma via de mão única, claro). O código de trânsito dá respaldo a essa atitude. Ou tente usar a segunda pista (a primeira após a faixa de ônibus).

Em esquinas onde muitos carros viram à direita, tome cuidado adicional. De vez em quando, um carro que está na segunda pista vira rápido numa rua à direita, porque lembrou disso na última hora ou porque não deixaram ele mudar de pista antes. Quando ele calcula rapidamente se vai dar tempo, só analisa os carros que estão vindo. E se um carro der passagem, ele entra. Mesmo que tenha visto o ciclista chegando, ele pensa “bicicleta anda devagar, dá tempo” e entra. Às vezes o cara da primeira pista mesmo, que está do seu lado, pensa isso e corta sua frente. Por isso, quando você vir que muita gente vira em algum lugar à direita, sinalize com a mão que você vai seguir reto, ou peça passagem com a mão. Sempre com a mão esquerda, que é aquela que os carros vêem.

Sempre se adiante ao que os carros podem fazer. Olhe para trás para ver se não está chegando um maluco voando para entrar na rua que está 5 metros à sua frente. Veja se o trânsito está parando em uma única faixa, o que faz os acrros fugirem irritados dela.

Sinalize para que os carros antecipem o que você vai fazer. Não fique fazendo zigue-zague, não entre sem olhar numa avenida, não mude de pista sem avisar, mesmo que o motorista esteja lá atrás. Do mesmo modo que ele pode calcular mal sua trajetória e achar que vai dar tempo de passar na sua frente, você pode se enganar ao achar que vai dar tempo de mudar de pista. Se você sinalizar, o carro diminui. Veja e seja visto.

Para saber o que o Código de Trânsito diz sobre os ciclistas, clique aqui.

Texto revisado em 28/08/2009.

Quer divulgar esse texto? Ótimo!

Faça um link para cá ou, se quiser reproduzir o texto em algum lugar, fique à vontade. Apenas cite o autor (Willian Cruz) e dê link para esta página.

Autor: Willian Cruz - Categoria(s): - Dicas para o ciclista urbano - Tags:


31 comentários para “Dicas – Parte 1: Como sobreviver ao trânsito”

  1. Adriano Dias disse:

    Muito bom o texto William. Manual básico pra quem está começando e também pra quem já se acha experiente nas ruas de São Paulo e grandes cidades. Equilibrado, auto-crítico na medida certa e sobretudo com bom senso. Parabéns.

  2. Humberto Guerra disse:

    Muito bacana. Parabéns pela iniciativa e pelo didatismo. Pena que poucas empresas oferecem vestiários para tomar um banho e se trocar antes de trabalhar. Em alguns casos, sobretudo em uma cidade nada plana como a minha (BH), trabalhar após pedalar é inviável sem uma ducha.

  3. Chester disse:

    Caraco, Willian, o texto ficou muito bom. Se eu já não tivesse comprado uma Honda Biz (que, essencialmente, é uma bicicleta para gordos, já que você não pedala mas também não corre), consideraria seriamente a idéia de ir trabalhar de bike…

  4. Chester disse:

    Ah, e seu blog é muito legal, visite o meu! :-D

  5. Tales disse:

    Se estiver a fim, de uma olhada num video do transito da China no meu site  stoneagescanners.com), e veja com que seguranca os chineses andam de bicicleta pelas ruas…
    Mas, so pra reforcar a sua ideia, minha cidade aqui eh extremamente plana e eh uma delicia andar de bicicleta, mesmo no caos. Legal voce fazer isto em SP. Um grande abraco!!
    ps – seu site eh muito legal :O)

  6. Alexandre de Palma disse:

    Pedalo entre 25 e 40km por Sao Paulo todos os dias e uso exatamente essas dicas para me proteger. Tenho me mantido quase sem problemas ate agora.
    Acho que todos os ciclistas urbanos deviam ler esse artigo.
    Alexandre.

  7. Arnoud disse:

    Parabéns pelo interesse em propagar estes conceitos de segurança!
    Você foi didático e não complicou a linguagem. Incentivou o uso da bicicleta sem ficar pentelhando os motoristas.

    Muito bom!

    Quando eu crescer, que aprender a escrever assim. :-)

    Abraços!

    http://www.arnoud.blogger.com.br

  8. Lourdes Zunino disse:

    William , acabei de fazer um comentário no teu texto comentando o codigo – sobre andar em calçadas, mas agora lendo este teu texto, reconsidero! É q costumo andar emcalçadas quando me sinto ameaçada pelo transito. Só q vou devagar considerando riscos e prioridades, afinal tenho 50 anos e ñ quero acidentar nenhum velinho! mas ñ dá p generalizar, vc tem razão, nem todos são cuidadosos e os riscos são grandes. Quem sabe um dia teremos areas de transporte compartilhado? Parabéns por seus textos!

  9. Willian Cruz disse:

    To vendo que esse site tá ficando bem freqüentado. :) Respondendo a todos de uma vez só:

    Lourdes: Em termos de compartilhamento, eu ainda prefiro compartilhar o espaço com os carros do que com os pedestres. Ciclovia é segregação, ciclofaixa é legal porque é compartilhamento mas é um pouco impositivo e pode repercutir mais em indisposições do que em compreensão por parte dos motorizados. O ideal seria conscientizar, nem que a princípio seja na base da multa, como ocorreu com o cinto de segurança, que hoje todo mundo usa.
    Pra andar na calçada é como você falou: tem-se que considerar riscos e prioridades (os maiores cuidando dos menores) e, principalmente, limitar sua velocidade de forma compatível à segurança de quem tem a prioridade nesse espaço.

    Arnoud, Alexandre, Adriano: Valeu! :)

    Tales: loucura esse video, o pessoal entra na rua batendo papo, distraído, os carros e as bicicletas passam ao redor deles e não acontece nada! Já tinham me falado de espaço compartilhado, mas isso aí é doideira! :) Você fica olhando desesperado achando que vai ter algum acidente, mas não acontece nada… Tudo flui!

    Chester: Bicicleta para gordos foi ótima… diz isso pro Moa! :)

    Humberto: Já te mandei aquelas dicas sobre esse assunto, que pretendo publicar aqui em breve como sendo a parte II desse texto. Obrigado pela sua colaboração na elaboração dele, já que foi seu e-mail que me motivou a finalmente escrevê-lo. :)

  10. Mauroelme disse:

    Muito bom Willian. Parabéns. Você escreve muito bem. Dicas valiosas pra todos que gostam de bike. Confesso que as vezes subia na calçada para evitar o trânsito pesado e pegava uma contra mão de vez em quando. Vou tentar me lembrar disso nas próximas pedaladas. Valeu!

  11. Vado Gonçalves disse:

    Carissimo William.
    Parabens pela materia, sou ciclista desde os 12 anos de idade e claro que como a maioria dos ciclistas, depois de alguns anos, notei que fazia muita coisa errada, tais como contra mão, calçada, entre muitas outras barbaridades. E foi baseado nestes erros que depois de pedalar muitos anos sozinho, conhecia Renata Falzoni. Sou lider do Moonlight Bikers e procuro fazer um trabalho de educação com a garotada no bairro onde moro ( Santo Amaro).
    BikeAbraços
    Vado

  12. Ved disse:

    Postei aqui ó:http://vedovelli.multiply.com/journal/item/24

    Obrigado!

  13. Alexandre SP disse:

    Ae Willian, muito bom material, isso poderia ser material de palestras, montar um filme (curta), com imagens do dia-a-dia, retratando essas situações, com os comentários do seu texto como narrativa, vc ja pensou na idéia?

  14. Sonia Gallo disse:

    Cada dia tô me convencendo ainda mais… Carro em SP, nunca mais (Até rimou!)

  15. Eduardo Luedy disse:

    Adorei o blog! Texto inteligente, informativo e instigante. Sou apaixonado por bicicletas, mas somente agora, aos 41 anos, estou pensando seriamente em utiliza-la como veiculo utilitário. Moro em Salvador e o trânsito está cada vez pior. Triste perceber que não hpa nenhum planejamento para diminuir a quantidade de veículos auto-motores (poluentes!) nas ruas – o que dificulta em muito a vida dos ciclistas por aqui.
    Bem, queria parebinzar o autor do blog 9é o Wiliam Cruz?). Abraços,
    Eduardo Luedy

  16. Francisco disse:

    Tenho dúvidas sobre andar de bicicleta no sentido da mão dos carros. Prefiro fazer mão inglesa e arcar com a lentidão necessária à uma “direção defensiva” com a bicicleta. Não confio que serei viato ou respeitado por carros e tomo o mairo cuidado com pedestres. O melhor dos mundos é trafegar em ciclovias.

  17. Kiki disse:

    Que não podia andar em cima das calçadas eu nem sabia que existia uma lei sobre isso… E olha que eu tirei carta de motorista e eles realmente não falam nada sobre isto!

    Gostei dessa matéria, mas fiquei um pouco em dúvida sobre aquelas ruas cheias de carros estacionados, onde é impossível ficar a 1 metro de distância da calçada.

  18. yasmim disse:

    adorei essa pag. tem coisas interesantes e chatas + a maior parte é legal. xau… bjoss…

  19. Sérgio Roberto disse:

    Cara,
    Como ciclista urbano há mais de duas décadas concordo quase 100% com suas excelentes dicas.

    Todavia, fiquei frustado em ver que v.não cita o RETROVISOR como um equipamento fundamental para nós ciclistas, principalmente os urbanos.
    Não sei qual é sua opinião mas,o retrovisor, foi o melhor melhor equipamento que coloquei em minhas bikes. Livrei-me de muitas situações potencialmente perigosas graças a ele.

  20. Rogério Crazy Biker disse:

    Cara essas dicas são uma benção, sou ciclista urbano á 4 anos, percorrendo diariamente um percurso no total de 40km de Diadema á São Paulo e tudo isso que dizes é verdade fico contente que tudo aquilo que disse tenho feito, com alguns detalhes que não conhecia. Obrigado por essas maravilhosas dicas.

  21. Vinícius disse:

    Cara, li alguns artigos do seu site. Gostei muuuito! To começando a pedalar agora de verdade, e seu site me ajudou muito!

    Está de parabéns!

  22. [...] na pele, o vento no rosto… Precisa mais? Quer entender melhor? Dê uma chance a si mesmo e tente! Enviado por:  Willian Cruz – Categoria: Sem categoria Tags [...]

  23. [...] mais: Carro mata, use com cuidado Campanha realmente agressiva Ao pedestre, com carinho Dicas para o ciclista urbano – Parte I: Como sobreviver ao trânsito Enviado por:  Willian Cruz – Categoria: . Motorcracia . Tags relacionadas:  [...]

  24. [...] dei uma revisada no artigo principal das Dicas para o Ciclista Urbano. O artigo original foi escrito em 2004 mas, por incrível que [...]

  25. Manoel Toledo disse:

    Meus sinceros Parabéns pelas suas recomendações e artigos !! Estou cada vez mais orgulhoso de ser um ciclista de rua , uma pessoa que quer ir ao trabalho e treinar ao mesmo tempo !!
    Fortes Abraços!
    Manoel Toledo de Campinas

  26. Fala Brow!

    Cara, curti seu post! Inclusive vou escrever um post sobre isso e te colocar como referência. Muito bacana.
    Só senti falta de uma coisa, você falou quase nada sobre a buzina. Considero um dos itens mais importantes, mais até do que luvas por exemplo.
    Costumo usar a bicicleta como utilitário, é, confesso que o frio tem me desanimado um pouco ultimamente, mas acho que muitas vezes, uma buzinadinha ajuda muito. Muitos motoristas são folgados, esses sim devemos tomar cuidado, mas existe um outro tipo de motorista, os desatentos… Em geral este segundo grupo reage muito bem à sinalização sonora, e por isso considero a buzina essencial, e de preferência forte, as buzinas fracas são boas para andar no parque e alertar pedestres, mas uma buzina mais potente é mais efetiva para a sinalização envolvendo veículos auto-motores! :o )
    É isso aí!
    Parabéns pela iniciativa!

  27. Willian Cruz disse:

    Então, Fernando, eu não sou muito a favor de buzina por alguns motivos:

    1) Uma buzina fraca, do tipo trim-trim por exemplo, só é útil para alertar pedestres. Mas como eu sempre dou preferência para pedestre que está atravessando a rua e sempre ando na mão correta (e um dos motivos é para que eles me vejam quando forem atravessar), acabo não precisando. E, se precisar, falar “bikê!” ou “ô!” em voz alta resolve. Os únicos lugares onde ela se justificaria são parques e vias de tráfego compartilhado entre bicicletas e pedestres (em São Paulo, isso só existe na ciclovia da Radial Leste).

    2) Uma buzina forte, dessas que parecem de caminhão (buzinas de ar comprimido), assustam o motorista, que pensa que tem um caminhão em cima dele. Quando percebe que é “só” uma bicicleta, fica p. da vida e pode até retaliar, em vez de respeitar, que era o objetivo original da buzinada. E se você der uma buzinada dessas para um pedestre, ele vai se assustar mais ainda, porque vai achar que entrou na frente de um caminhão. Não dá certo. Sem contar que, para buzinar, você tem que dispor de uma das mãos, que em uma situação de emergência devem estar bem posicionadas no guidão e geralmente freando. Mesmo que você só precise esticar o dedo para apertar um botão, isso pode afetar a maneira como você se segura no guidão, se equilibra e freia, o que pode ser bastante perigoso. Melhor abusar do gritão mesmo, que surte efeito e ainda faz o motorista sentir vergonha, porque ele percebe que quase passou em cima de uma PESSOA e não simplesmente de um obstáculo-que-buzina. ;)

    Vou escrever isso em um post em breve, para ver os comentários e opiniões dos leitores do blog.

  28. [...] parte das Dicas para o Ciclista Urbano onde falo sobre como sobreviver ao trânsito, o leitor Fernando Niglio comentou sobre o uso da buzina, sugerindo que eu o acrescentasse às [...]

  29. [...] perigoso quanto pode parecer, especialmente conhecendo os direitos e deveres e seguindo algumas dicas para ciclistas urbanos (série de posts). Claro que esse julgamento é pessoal, só pedalando pra [...]

  30. Aline disse:

    William, parabéns pelo texto, pelas dicas inteligentes e pelo bom senso! Você escreve super bem, é claro, objetivo e com certeza está fazendo a diferença no convívio de bikes e carros. Todas essas dicas deveriam ser lidas por motoristas de automóveis também.
    Meu marido começou a ir de bike pro trabalho e tenho muito medo que aconteça algum acidente. Nosso filhote de 3 anos fica aguardando ansioso a sua chegada.
    Adorei seu blog! Aqui a gente encontra toda a informação pro biker do dia-a-dia. Pessoas comuns, querendo chegar no seu trabalho, na escola, na faculdade. Espero que com mais informação, educação e respeito todo mundo consiga chegar a seu destino sem sustos.
    Sucesso pra você! E obrigada!
    Virei fã e vou divulgar

  31. Willian Cruz disse:

    Obrigado, Aline. É sempre bom saber que atingi o objetivo com o texto.

    Veja as demais dicas e repasse ao seu marido:
    http://blig.ig.com.br/freeride/category/dicas-para-o-ciclista-urbano/

    Abraço,

    Willian Cruz

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