Mundo Dilbert (de novo)
Lembram daquela empresa que eu sempre cito aqui sem dar o nome, para dar exemplos de como diminuir o moral da tropa? Agora eles mandaram um e-mail avisando que descobriram que “alguns computadores estão sendo automaticamente desligados em função de uma falha de segurança do Windows”, pedindo para chamarem o help-desk para consertar se isso estiver acontecendo.
Tanta frescura com o uso da web, de e-mails e instant messengers em nome da “segurança” e aquilo lá tá cheio de vírus e buraco aberto mesmo assim. Porque não admitem logo que não permitem essas coisas por questões de dispersão? Não justifica, mas pelo menos se fossem sinceros com os funcionários haveria recíproca.
Não conheci um funcionário de baixo escalão nessa empresa que dissesse francamente “eu gosto de trabalhar aqui”. Não adianta colocar a missão da empresa no elevador, obrigar todo mundo a usar a logo e a missão da empresa no desktop ou obrigar todo mundo a vestir a camisa da empresa uma vez por mês – literalmente, ridículo, e pasmem: em uma reunião onde as diferentes equipes exibem umas para as outras o quanto conseguiram atingir suas próprias metas, em uma clara e supostamente saudável competição em que o único objetivo é julgar quem é melhor que os outros. Ninguém ganha nada com isso além de aplausos condicionados, frustração, inveja ou inflamação de ego. Mas isso é assunto para algum outro dia, voltemos ao tópico.
É preciso haver respeito aos funcionários e uma política aberta de informações internas sobre a empresa e os projetos, senão a fonte de informação oficial e confiável passa a ser a rede informal e, num ambiente onde não há confiança bilateral, já viu…
Depois quando alguém como o Scott Adams ou essa francesa, Corinne Maier, vem a público dizer o quanto essas atitudes são estúpidas, aparece algum “chefe de cabelos pontudos” para criticar – ou pior, processar.

