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Arquivo de novembro, 2008

27/11/2008 - 09:58

Espelho, espelho meu…

Essa também é antiga, daqueles tempos de patinho feio, Sofrimentos do Jovem Werther e Franz Kafka… = P

hehe…essa também participou de um concurso de poesia do SESC, ficou em 11ª…olha só, alguém simpatizou com o patinho feio aqui…

 
Olho o espelho parado, perplexo,
Estático, analisando cada pedaço;
Falange, pulso, deformado antebraço
E pasmo me enojo com o asqueroso reflexo.

Estranho formato nada preciso.
Alusão ao pensamento tão kafkiano,
Paradigma vital, morbidamente insano,
Pesadelo concretizado de Narciso.

Grotesca criatura sem expressão,
Em seu corpo uma enfática pulsação
O extrai de um estado de tepidez.

E em frente ao espelho se encarando,
Em estranhas idéias postulando
A razão de sua inútil lucidez.

Marcelo p. Albuquerque

 

Bom, é isso aí…témaisvê!!

mandem coisas!!

Autor: marcelop.albuquerque@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/11/2008 - 11:31

Monólogo de um Vampiro

então…essa é véia…fiz quando li Drácula. Deve ser de 2003…

Ouço uivos de lobos, tão distante,
E o som desta matilha me consome.
E controlando tudo ao meu redor, me some
O controle do meu corpo, meu semblante.

Posso evaporar no vão da noite
E andar pelas ruas sem destino.
Os gritos inocentes são meu hino,
Com todas mulheres faço açoite.

Sobrevivo do sangue amargurado
E no constante ébrio de um amado,
Sigo este viver transcendental.

Intemporal errante, morto-vivo.
Somente saio à noite e já lascivo
Sacio minha libido de imortal.

Marcelo P. Albuquerque

Bom, é isso aí…témaisvê!!

mandem poesias, imagens, qqer coisa de vcs…

Autor: marcelop.albuquerque@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/11/2008 - 11:25

Para Lu Ramires

A Lu foi minha 1ª amiga, e a melhor amiga. Vivemos uns 10 anos juntos, grudados…a conheci com uns 3 anos e com uns 13 começamos a nos afastar, por motivos infantis e mesmo sem perceber. Enfim, acordei com saudades dela porque até hoje é muito querida por mim…

 

Você era minha menina, e eu não sabia.

Só por ti eu brigava, quebrava os lápis, chutava as canelas.

Os meninos te xingavam e eu ficava indignado,

As meninas te excluíam e lá ia eu reclamar com elas.

Brincávamos na rua, dividíamos os lanches,

Corríamos da chuva…nossos poucos anos de idade.

Te amava sem condições, só porque sim e pronto.

Tempo juvenil que me marca com saudade.

Hoje, afastados pelo nada, lembro de ti com um sorriso,

Foi isso que você me deixou, felicidade infantil.

Espero não ter te magoado ou te afastado de mim

Meu primeiro e puro amor, dentre tantos outros mil.

Já escrevi tantos poemas para pessoas que passaram

Que me pergunto por que nunca escrevi um para ti…

Mas vejo que é complicado pois é um mar de experiências

E sentimentos profundos fundamentados em si…

Te deixo aqui alguns versos, uma pequena homenagem

Por tudo que passamos, por todas as coisas que olhei.

Muito obrigado pelos dias, pelos ventos quentes no rosto,

Por tudo enfim, primeira pessoa que amei…

 

Marcelo P. Albuquerque

bom, é isso…beijos pra lu se ela um dia ver isso…não tenho mais contato com ela…nenhum tipo, infelizmente…

 

témaisvê!

Autor: marcelop.albuquerque@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/11/2008 - 12:40

A Falta…

Poesia um pouco antiga…não lembro de quando.

Sim, o que me disseste foi a verdade,
A saudade me veio em um triste som
Longínquo de um tango em semitom
De melancolia, sonho e ansiedade.

Como é penoso lembrar de ti agora
Que nem posso comunicar a tua falta.
O teu sorriso da memória viva salta
À margem de uma imagem de outrora.

Ah…se ao menos pudesses ler este poema
Neste momento, quando escrevo com a pena
Que já regou folhas com outros sentimentos meus,

Seria o mais feliz dentre os mortais.
E nada mais me importaria, nem os ais
De Werther, de Camões ou de Romeu…

Marcelo P. Albuquerque

bom, é isso témaisvê!!

Autor: marcelop.albuquerque@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/11/2008 - 12:51

Presença marcada

Mal começamos o blog e já tem uma poesia de uma pessoa querida.

 

O “P” que dói, que arde
Que faz parte
Sentimento quente, sentimento frio
Que me dá calafrios
Que sofre, parte
Racha, destrói, chora
Perca. Perde-se!
Perde-se a paixão
Perde-se o coração
Perde-se a alegria, a vida
Perde-se tudo
Acabou-se o mundo
O nosso mundo
A melodia toca triste
Numa valsinha pertubada
Numa serenata
Ao velório desse sentimento
O cinza invade
As cores se foram
O dia dança com o vento a fazer sol
A fazer chuva
Chuva!
Chove fora. Há uma tempestade que alvoroça
De dentro pra fora
Vá embora
Porque essa foi a sua decisão
Escolhi me entregar
Você escolheu fugir, negar
Me rejeitar
Reneguemos esse sentimento
Em prol da felicidade
Que pode não vir agora
Mas que amanhã, ou depois
Quem sabe?
Pode estar comigo
Feliz vida, então!
Pra mim e pra você
Que eu me vou
Pintar o cinza
De colorido do céu
E jogar fora esse “P”
Que não me serve mais de pincel

(novembro/08)

Deise Rocha

comentem pessoal…é isso…

témaisvê!

Autor: marcelop.albuquerque@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/11/2008 - 01:28

O Início…

Sejam todos bem vindos! Quem sabe este blog atrai mais pessoas que o antigo não é mesmo?!

Então, esse será essencialmente de artes, poesias, imagens, filmes, enfim…qualquer coisa relacionada a arte. Vocês podem mandar desenhos seus também, poemas, poesias, crônicas, hai kais…o que quiserem, que se for bão mêmo (!!) eu posto aqui…

Entonces, vou colocar a poesia inspiradora da criação do blog, ela ficou em 6° lugar no concurso de poesia do SESC Carlos Drummond de Andrade.

Folha de Rascunho

Sou folha de rascunho. Interminável obra de uma vida incompleta, que se desdobra para descobrir os segredos de si nas entrelinhas da inexistência.

Sou folha de rascunho. Não tem norma
Da regra culta que me faça verdadeiro
Ou certo, como o triste conselheiro
Que busca no epitáfio a perfeita forma.

Não sou nada a não ser raro cordeiro.
Não sou quase nada, sou ainda feto.
Minha vida é um auto incompleto
Desses que se escreve um ano inteiro.

Sou a simples letra solta sem sentido
Num papel de carta velho, assim caído
Em meio à rua escura e sem saída.

No casulo sou lagarta ainda cega.
Sou o pólen caindo ao léu na flor que entrega
A inocência do meu ser à fragil vida.

Marcelo P. Albuquerque

Bom, é isso témaisvê!

Autor: marcelop.albuquerque@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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