12/02/2009 - 11:04
Feita ontem de madrugada…perdido em conversas e imaginações virtuais…
Vejo sua imagem congelada em preto e branco
E lembro do tom sepia no teu rosto corado…
Tentei, porque o vento quis, ser teu amado
Mas veio dar-me uma rasteira o tempo claro e manco.
Â
E o pesado ponteiro da vida faz seu terrÃvel barulho
Pesado, seco, sem eco e sem perdão divinal.
E ouço somente as horas que morrem no cristo vitral,
No vidro e no cristal enterrados em meu entulho…
Â
…e vejo com os olhos sem foco a formiga que me passa
Nos pêlos do braço esquerdo contra a orgânica pele,
Pequeno ser destemido que às vezes de graça
Â
Recebe a morte distraÃda por alguém que não a zele,
E nem sabe se reconhece a dor e a incerteza da vida
Mas sabe apreciar o momento do néctar na flor sorvida.
Â
Marcelo P. Albuquerque
Bjs a tdos!!
Témaisvê!!
Autor: marcelop.albuquerque@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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15/12/2008 - 12:16
Se antes eu soubesse do teu sorriso falso
Não te daria o resto da minha felicidade.
Agora, sem ti, estou sempre em alarde
Pois a tristeza vive em meu encalço.
Maldita a tua presença que me palpita o peito
E nada posso fazer pra mudar tal engodo.
Vivo na ilusão de um dia ser seu todo,
Mas sei que nunca me queres e me perdes a jeito.
Só tu sabes me guardar assim, maligna
E fazer minh’alma parecer digna
De puro escárnio vÃvido e existencial.
Me sinto agora um palhaço que chora sangue,
Um lobo decapitado em espasmos, langue
Pois, que eu, ninguém é mais sentimental…
Â
= P
témaisvê!!
Autor: marcelop.albuquerque@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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09/12/2008 - 16:29
Poesia bem recente…feita em homenagem…
Â
De todas que já entraram em minha vida
Existem três luzes recentes que brilham com esplendor.
Parecem completar-se em tantos tons e cores
Que todo o resto parece não ter cor.
São três luzes distintas mas unidas,
Uma linda, leve e inefável,
Uma sempre armada com charme e sorriso.
Uma estúpida e porca…e agradável.
A minha própria luz se expande em canto
Quando alguma dessas luzes está por perto.
E se todos estamos juntos, congregados
O quarteto iluminado está completo.
Meu céu hoje é mais claro e mais brilhante
E quando a chuva cai é passageira.
À noite eu agradeço em samba e reza
Por essas três estrelas derradeiras.
É um agradecimento de alma aberta
Por tudo que passamos e passaremos,
Sem vergonha, medo, máscara ou dó
Pois amizade e amor é o que temos.
E assim seguimos na diária luta
Por sermos sempre sinceros e buscamos
Trazer felicidade uns aos outros…
Essas três luzes queridas que eu amo…
Â
Marcelo P. Albuquerque
bom, é isso…falô!!
témaisvê!!
^^
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09/12/2008 - 09:46
Essa poesia é antigassa…da época dark da vida de um adolescente…hehe…na verdade nem era tão dark pq eu me expressava pela poesia…eram só pensamentos efêmeros msmo…mas tá, aà vai…
Ah…ñ tem tÃtulo, pra variar…
Â
Como eu te odeio, ó vida cruel,
Por ter cultivado minha tristeza tanto,
Me encurralado em seu podre canto
E injetado em minhas veias seu fel.
Hoje não derramarei mais de meu pranto,
Gozarei de experimentar da morte seu mel,
Erguê-la-ei como lânguido troféu,
Vestirei meu destino como a um manto.
Sim, te arrancarei de mim sem piedade,
Não sentirei a nojenta saudade
Que assola aqueles corações tão puros!
Virarei andarilho nos caminhos do mal.
Parasitarei o mundo espectral
Em seus sombrios becos escuros…
Marcelo P. Albuquerque
Â
é isso…témaisvê!!
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02/12/2008 - 15:44
Essa também é antiga, das épocas adolescentes…deve ser de 2002…
Lembro que tava no cursinho, acho que no PAS do 2º ano.
Bom, aà vai:
Â
De saco cheio dessa labuta,
Desse suor esforçado pra nada
Que escrevo esse texto, essa piada
Pr`esses porcos nojentos, filhos da puta.
Não vou mais viver nesse conto de fada.
Não vou apanhar mais nessa luta.
Serei agora quem executa
Os que tudo tiveram de mão beijada.
Pra onde olho há pobreza
(pessoas que não têm nada na mesa)
E isso me faz ficar possesso!
Viva a democratização!!
Viva o burguês! Se foda o peão…
Onde estará nosso progresso?!
Marcelo P. Albuquerque
Â
bom…é isso…témaisvê!!
mandem coisas e comentem!!
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27/11/2008 - 09:58
Essa também é antiga, daqueles tempos de patinho feio, Sofrimentos do Jovem Werther e Franz Kafka… = P
hehe…essa também participou de um concurso de poesia do SESC, ficou em 11ª…olha só, alguém simpatizou com o patinho feio aqui…
Â
Olho o espelho parado, perplexo,
Estático, analisando cada pedaço;
Falange, pulso, deformado antebraço
E pasmo me enojo com o asqueroso reflexo.
Estranho formato nada preciso.
Alusão ao pensamento tão kafkiano,
Paradigma vital, morbidamente insano,
Pesadelo concretizado de Narciso.
Grotesca criatura sem expressão,
Em seu corpo uma enfática pulsação
O extrai de um estado de tepidez.
E em frente ao espelho se encarando,
Em estranhas idéias postulando
A razão de sua inútil lucidez.
Marcelo p. Albuquerque
Â
Bom, é isso aÅtémaisvê!!
mandem coisas!!
Autor: marcelop.albuquerque@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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26/11/2008 - 11:31
então…essa é véia…fiz quando li Drácula. Deve ser de 2003…
Ouço uivos de lobos, tão distante,
E o som desta matilha me consome.
E controlando tudo ao meu redor, me some
O controle do meu corpo, meu semblante.
Posso evaporar no vão da noite
E andar pelas ruas sem destino.
Os gritos inocentes são meu hino,
Com todas mulheres faço açoite.
Sobrevivo do sangue amargurado
E no constante ébrio de um amado,
Sigo este viver transcendental.
Intemporal errante, morto-vivo.
Somente saio à noite e já lascivo
Sacio minha libido de imortal.
Marcelo P. Albuquerque
Bom, é isso aÅtémaisvê!!
mandem poesias, imagens, qqer coisa de vcs…
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23/11/2008 - 11:25
A Lu foi minha 1ª amiga, e a melhor amiga. Vivemos uns 10 anos juntos, grudados…a conheci com uns 3 anos e com uns 13 começamos a nos afastar, por motivos infantis e mesmo sem perceber. Enfim, acordei com saudades dela porque até hoje é muito querida por mim…
Â
Você era minha menina, e eu não sabia.
Só por ti eu brigava, quebrava os lápis, chutava as canelas.
Os meninos te xingavam e eu ficava indignado,
As meninas te excluÃam e lá ia eu reclamar com elas.
Brincávamos na rua, dividÃamos os lanches,
CorrÃamos da chuva…nossos poucos anos de idade.
Te amava sem condições, só porque sim e pronto.
Tempo juvenil que me marca com saudade.
Hoje, afastados pelo nada, lembro de ti com um sorriso,
Foi isso que você me deixou, felicidade infantil.
Espero não ter te magoado ou te afastado de mim
Meu primeiro e puro amor, dentre tantos outros mil.
Já escrevi tantos poemas para pessoas que passaram
Que me pergunto por que nunca escrevi um para ti…
Mas vejo que é complicado pois é um mar de experiências
E sentimentos profundos fundamentados em si…
Te deixo aqui alguns versos, uma pequena homenagem
Por tudo que passamos, por todas as coisas que olhei.
Muito obrigado pelos dias, pelos ventos quentes no rosto,
Por tudo enfim, primeira pessoa que amei…
Â
Marcelo P. Albuquerque
bom, é isso…beijos pra lu se ela um dia ver isso…não tenho mais contato com ela…nenhum tipo, infelizmente…
Â
témaisvê!
Autor: marcelop.albuquerque@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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22/11/2008 - 12:40
Poesia um pouco antiga…não lembro de quando.
Sim, o que me disseste foi a verdade,
A saudade me veio em um triste som
LongÃnquo de um tango em semitom
De melancolia, sonho e ansiedade.
Como é penoso lembrar de ti agora
Que nem posso comunicar a tua falta.
O teu sorriso da memória viva salta
À margem de uma imagem de outrora.
Ah…se ao menos pudesses ler este poema
Neste momento, quando escrevo com a pena
Que já regou folhas com outros sentimentos meus,
Seria o mais feliz dentre os mortais.
E nada mais me importaria, nem os ais
De Werther, de Camões ou de Romeu…
Marcelo P. Albuquerque
bom, é isso témaisvê!!
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21/11/2008 - 12:51
Mal começamos o blog e já tem uma poesia de uma pessoa querida.
Â
O “P” que dói, que arde
Que faz parte
Sentimento quente, sentimento frio
Que me dá calafrios
Que sofre, parte
Racha, destrói, chora
Perca. Perde-se!
Perde-se a paixão
Perde-se o coração
Perde-se a alegria, a vida
Perde-se tudo
Acabou-se o mundo
O nosso mundo
A melodia toca triste
Numa valsinha pertubada
Numa serenata
Ao velório desse sentimento
O cinza invade
As cores se foram
O dia dança com o vento a fazer sol
A fazer chuva
Chuva!
Chove fora. Há uma tempestade que alvoroça
De dentro pra fora
Vá embora
Porque essa foi a sua decisão
Escolhi me entregar
Você escolheu fugir, negar
Me rejeitar
Reneguemos esse sentimento
Em prol da felicidade
Que pode não vir agora
Mas que amanhã, ou depois
Quem sabe?
Pode estar comigo
Feliz vida, então!
Pra mim e pra você
Que eu me vou
Pintar o cinza
De colorido do céu
E jogar fora esse “P”
Que não me serve mais de pincel
(novembro/08)
Deise Rocha
comentem pessoal…é isso…
témaisvê!
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