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24/11/2009 - 20:19

Assim é se lhe parece

por Paulo Gil

"O beijo", de Robert Doisneau.

"O beijo", de Robert Doisneau.

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Fio Do Bigode está em festa. Inaugura hoje um espaço para gente amiga e competente colocar suas idéias, apresentar propostas, provocar mais polêmicas ou mesmo não fazer nada disso. Serão eles os nossos bloguistas convidados, que aparecerão de quando em vez, para alegria nossa e, espero, de todos que pacientemente nos leem.

O primeiro bloguista convidado é o fotógrafo Paulo Gil, que saca tudo que acontece à sua volta, principalmente fotos.

Vamos lá Gil, a cena é sua!

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Anos atrás descobriram que a famosa fotografia do francês Robert Doisneau, “O Beijo” (acima), era montada. Para fazê-la, ele contratou dois modelos para registrar a vida feliz da Paris dos anos 1950.

Recentemente, foi a vez de outro ícone do fotojornalismo cair por terra, ou melhor, perder sua aura de instante decisivo. Falo da foto do húngaro Robert Capa que registra o exato momento em que um soldado republicano era abatido pelas forças franquistas na Guerra Civil Espanhola.

Morte do soldado republicano, de Robert Capa.

Morte do soldado republicano, de Robert Capa.

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Pessoalmente, passado o espanto, cheguei à conclusão de que não há nenhum problema nisso. Ambos radicalizaram o fato de que toda foto é manipulada, não importando as condições em que foram feitas. O fotógrafo, ao fazer suas opções (escolhas de câmera, lente, filme, posição em relação ao assunto, fundamentação política etc.), é que define tais condições. Portanto, ao alterar apenas uma dessas opções, a história poderia ser contada de outra maneira.

Poderia, porque isso também é relativo. Dizem que a fotografia atesta que “algo” existiu. No entanto, este “algo” foi transferido de uma determinada relação tempo e espaço para vir a ser outra realidade — a foto –, que passará a ser a partir do ponto de vista daquele que a vê e que vive em outro tempo/espaço. A viagem pode ser, e é, grande e bem gostosa de se trilhar. Fica para outro momento.

E se essa relação fotografia/verdade passa a ser o objeto do artista?

Aqui quero jogar âncora. Especificamente no trabalho de um artista catalão chamado Joan Fontcuberta. Nascido em 1955, é um dos grandes nomes da fotografia mundial, como fotógrafo e pensador.

Diz ele que desconfia de tudo. A fotografia é uma evidência, alguma coisa esteve de fato na frente da objetiva de uma câmera. Mas, e se isso não for bem assim, ou seja, e se aquilo que vemos, juramos que vemos, não for o resultado do que estava diante da câmera e sim da maneira como foi captado por ela? Este é o mote do trabalho de Fontcuberta.

Para mim, a imagem fotográfica, em que pese ser indicial, não passa de uma imagem… e, como tal, nada mais, nada menos que uma idéia. Não é um objeto específico que existe e sim aquilo que dele o fotógrafo acha que deva existir. Fotografar é como escrever um texto, estamos sempre escolhendo sujeitos, predicados, adjuntos e tudo mais. Fotografamos idéias.

Apresento algumas imagens de duas séries de Fontcuberta: “Herbarium” e “Cosmonauta Desconhecido”.

Gil1

Gil2


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Olhando as imagens da série “Herbarium”, vemos um trabalho científico como os botânicos faziam no final do século XIX, começo do XX. Uma série que lembra, também, a atuação dos fotógrafos viajantes que vinham ao Brasil para registrar nossas fauna e flora de forma objetiva.

Olhando mais atentamente, percebemos, um pouco aqui, outro tanto acolá, situações estranhas. Lendo e ouvindo o artista, ficamos sabendo que todas estas imagens foram feitas a partir de lixo colhido nas ruas de Barcelona. Em seu estúdio, montou pacientemente seus cenários. Fotos perfeitas, nomes em latim e pronto.  Autor, qualidade das imagens, local em que eram apresentadas (museus, por exemplo), tudo atesta a veracidade das “plantas”.

Fontcuberta não tem a intenção de enganar as pessoas, pois sempre se “desmascara” no final de uma exposição, por exemplo. Quer que as pessoas duvidem do que veem, que não acreditem em “algo” apenas porque foi fotografado e essa foto seja indicial. Aquilo estava de fato ali, mas não é o que se vê na foto. Nunca é.

“Cosmonauta desconhecido” tem uma história bem diferente.

Gil3

Gil4

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Quando terminou a União Soviética, uma parte significativa do material fotográfico espacial ganhou o mundo e foi leiloado em vários lugares. Nessa época, Fontcuberta teve acesso a uma fotografia de 5 cosmonautas e … acrescentou mais um, com seu próprio rosto. Este sexto cosmonauta ganhou de Fontcuberta uma história documentada fotograficamente desde a sua infância. Ganhou um nome também: Fontcuberta em russo, e ganhou vida.

Gil5

Fontcuberta é o 3º da esquerda para direita.

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Um dia, um fotógrafo especializado viu a foto montada e divulgada por Fontcuberta e percebeu que não era a foto com 5 pessoas que ele conhecia.

Foi a deixa para que Fontcuberta liberasse a história fictícia. O sexto astronauta tinha tripulado uma missão antes daquela de Gagarin. Ele e um cachorro. Mas, como tal missão não havia tido êxito, as autoridades soviéticas simplesmente retocaram a foto, como era praxe na URSS, retirando o “sexto” e desconhecido cosmonauta. Por isso ninguém o conhecia.

É genial! Ele apresentava a exposição não como autor das fotos, mas como um profundo conhecedor da fotografia, o que por si só era um atestado de idoneidade. Além disso, aonde levava sua exposição, convidava algum professor de russo local para que assumisse o cargo de presidente da fundação que “financiava tal descoberta”. Em algumas cidades, conseguiu que a exposição fosse feita no Museu de Ciência. Era a cereja no bolo da verdade, pois nada melhor do que o suporte de um espaço dedicado à ciência para dar credibilidade a tudo. No encerramento da exposição, Fontcuberta esclarecia todo o projeto e sua história.

Chegou a conseguir, em alguns momentos, o apoio de jornalistas que escreviam sobre o tema, como se este fosse verdadeiro ao longo de umas tantas páginas. Na  última, aquela de mais informações, falavam do trabalho de Fontcuberta.

Em outubro último, o fotógrafo fez uma apresentação no Itaú Cultural, durante a exposição “A invenção de um mundo” (aberta até 13 de dezembro). Exibiu um vídeo com trechos de um programa “sério” de uma TV espanhola sobre temas misteriosos. Nele, um repórter apresentava como verdadeira “a descoberta do sexto cosmonauta”. Era de embolar de dar risada. Não é necessário dizer que, no dia seguinte à transmissão de TV, todos os jornalistas científicos e os artistas desancaram o programa, via telefone, e-mail etc.

Sugiro ao leitor que faça uma pesquisa no santo Google – castelhano e inglês – sobre o trabalho de Fontcuberta. Não temos muita coisa por aqui. Não se espantem se aparecerem blogs como o de Juan Cabana… Fontcuberta é uma caixinha de excelentes surpresas.

Sobre o mesmo tema, outra boa surpresa está na exposição “Gigi, the black flower”, do pintor, produtor, fotógrafo e ilustrador Josh Goslfield, na Steven Kasher Gallery, em Nova York. Confira o site da exposição e o comentário de Lucas Mendes, na BBC Brasil pelos links abaixo:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/cultura/2009/11/091119_lucasmendes_tp.shtml

http://joshgosfield.com/gigi/

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Paulo Gil

Paulo Gil

Paulo Gil é formado em jornalismo, sem exercer. Fotógrafo desde faz tempo, pelo menos para ele, acha bábaro contar causos olhando pelo visor da máquina. Mesmo que eles não tenham acontecido.

Autor: Beto Lyra - Categoria(s): Artes Tags: , , , , , , , , , ,
20/11/2009 - 12:00

Almoço de domingo

por Pedrão

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almoço de domingo

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Domingão é dia de se refestelar. Nada como um almoço no domingo com a família ou com os amigos. Boa comida, boa bebida, muitas risadas, jogar conversa fora, discussões acaloradas, tudo vale nessa ocasião. Aquela coisa de melancolia no domingo é melhor deixar bem longe. A segunda feira é para ser lembrada na segunda feira.

Almoço no domingo clama por um bom vinho. Cada turma tem sua tradição e o cardápio varia bastante. Mas se há algo que volta e meia aparece é uma bela massa. As lasanhas, os capelletis à bolonhesa, os nhoques ao sugo e os raviólis com molho de tomate e manjericão sempre marcam presença. Por isso hoje vamos de vinhos para escoltar as boas massas.

Desde já fica ressalvado que estamos cuidando dessas massas com molho vermelho que normalmente comparecem nas mesas das famílias aos domingos. Pratos de massas com molhos mais suaves e até mais sofisticados, ficam para outra oportunidade. As massas com molho de tomate pedem o acompanhamento de um vinho tinto não muito encorpado nem muito complexo, vinhos mais simples e diretos, com boa acidez, para contrabalançar a acidez do molho de tomate.

A Itália, naturalmente, produz os melhores vinhos para acompanhar massas. Como uma das maiores produtoras do mundo, a Itália tem vinhos para todos os gostos e bolsos, produzidos de norte a sul. Entre vários outros, sugiro três fáceis de encontrar e que apresentam boas opções, com preços decentes.

O primeiro é o conhecido Valpolicella, produzido na região do Vêneto, perto de Verona. A uva que predomina na sua produção é a Corvina, variedade local que pouco aparece em outras localidades. O Valpolicella normalmente é um vinho para ser tomado jovem, com um aroma e sabor frutado direto, sem maiores complicações. Ele tem algumas classificações. O melhor é ficar com as classificações Clássico e Clássico Superiore, que aparecem no rótulo.

Existem muitos Valpolicellas espalhados nas prateleiras de supermercados, mas boa parte é de produtores e negociantes que produzem em grande escala e nem sempre agradam. Aqui, é preciso escolher os bons produtores, senão é possível haver decepção.

O Valpolicella de que mais gosto é do produtor Zenato, a venda na importadora Cellar por R$40,00 a garrafa, safra 2006. Já foi muito mais barato, mas pela boa procura, o preço acabou subindo. A lei da oferta e procura é implacável. De qualquer forma, continua sendo uma ótima relação custo-benefício, pois o vinho é muito gostoso. É um tiro certeiro e acompanha muito bem as massas.

Também como ótimos Valpolicellas, valem as sugestões do Valpolicella do produtor Alegrini/2008, à venda na importadora Grand Cru por R$60,00, e do produtor Le Ragose, que estava à venda na Terroir também por R$60,00. Segundo informação obtida por telefone, o Le Ragose esgotou na Terroir e por ora não há expectativa de nova importação. Uma pena, porque é um dos melhores. Quem encontrar em supermercado pode comprar que não vai se arrepender.

Outro vinho ótimo para acompanhar massas é o Dolcetto, produzido com a uva desse nome na região do Piemonte, no norte da Itália, perto da cidade de Turim. É a região que produz os grandes Barolos e Barbarescos, que estão entre os melhores vinhos da Itália e do mundo, vinhos para longa guarda, encorpados, complexos e maravilhosos, para ocasiões muito especiais. Até porque pelo seu preço, só mesmo uma vez ou… uma vez mesmo.

Já o Dolcetto é um vinho mais simples. Apesar do nome da uva, é um vinho bem seco, cor rubi escura, mas que é leve e gostoso, para tomar jovem, sem grande envelhecimento. Na minha modesta opinião, um dos melhores vinhos para acompanhar massas. O Dolcetto é produzido em algumas pequenas vilas do Piemonte, cujo nome pode aparecer no rótulo. Temos o Dolcetto D’Alba, produzido na cidade de Alba, o Dolcetto D’Asti, produzido em Asti, e assim por diante. Os melhores são de Alba.

Ao contrário dos Valpolicellas, difícil encontrar um Dolcetto que seja ruim. Existem vários no mercado, alguns meio caros. Com preço razoável e ótima qualidade, destaco o Dolcetto D’Alba do Renato Ratti, safra 2007 , a venda na importadora Expand por R$78,00 a garrafa. Também gosto muito do Dolcetto D”Alba, do Bruno Giacosa, a venda na Mistral, safra 2007 por U$47,50, e safra 2008 por U$47,90. As duas safras são excelentes. Quase toda a importadora tem um bom Dolcetto, por isso quem gostar mesmo desse vinho, pode ir testando e experimentado.

Por último, acompanhamento perfeito para as massas no domingão é um bom Montepulciano d’Abruzzo, vinho menos conhecido. Produzido na região de Abruzzo, que fica para o lado do mar Adriático, na região mais central da Itália. A uva, óbvio, é a Montepulciano. Também é um vinho simples que sozinho não chama a atenção, mas com comida cresce significativamente.

Existem alguns produtos em prateleiras de supermercados, bem baratos, mas que não são grande coisa. Os melhores custam um pouco mais caro. O produtor Masciarelli é muito bom e seu Montepulciano d’Abruzzo básico custa R$40,00, na Cellar. O Masciarelli tem um vinho superior, o Montepulciano d’Abruzzo “Marina Svetic”, que é realmente excelente, vinho mais complexo, que foge um pouco do estilo dos demais indicados. Mas é caso de experimentar, apesar do preço de R$105,00.

Outro bom Montepulciano d”Abruzzo é o do produtor Filomusi Guelfi, a venda na importadora Vinci por R$58,11, safra 2003, um pouco antiga para esse vinho, mas que ainda está bom. É comprar para beber já, sem guardar muito tempo.

Todos esses vinhos devem ser bebidos refrescados, temperatura aí pelos 16º. É bom lembrar que esse negócio de tomar vinho tinto na temperatura ambiente vale para a Europa e outras regiões mais temperadas. No Brasil, num dia quente de 25 ou 30º., vinho na temperatura ambiente parece sopa de uva com álcool. O vinho tinto pode e dever ser refrescado, os mais encorpados para uma temperatura de cerca de 18º., os mais simples por volta de 16º.. Colocar na porta da geladeira por 50 minutos antes de servir resolve o problema.

Muito bem, no mais, mãos à obra. Um viva para a macarronada no final de semana. SALUTE E ARRIVEDERTE!

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Grand Cru: rua Bela Cintra, 1.799, Jardins, telefone (11) 3062-6388; al. Nhambiquara, 614, Moema, telefone (11) 3624-5819; av. Independência, 1.640, Jd. Sumaré, telefone (11) 3913-4396 ou site (www.grandcru.com.br).

Expand: av. Cidade Jardim, 790, telefone (11) 2102-7788; lojas em diversos Shoppings, como Iguatemi, Villa-Lobos, Higienópolis e Jardim Sul ou site (www.expand.com.br).

Cellar: rua Juquis, 283, telefone (11) 5531-2419 ou site (www.cellar-af.com.br).

Mistral: rua Rocha, 288, telefone (11) 3372-3400 ou site (www.mistral.com.br).

Vinci: rua Dr. Siqueira Cardoso, 227, telefone (11) 2797-0000 ou site (www.vincivinhos.com.br).

Terroir: av. Europa, 580, telefone (11) 3087-8300; rua Aurora, 872, telefone (11) 2109-1500 ou site (www.terroirvinhos.com.br).

(as importadoras costumam não cobrar o frete para compras de no mínimo 6 garrafas; é bom consultar).

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A foto acima “Shower Time!” é de Conanil, em Creative Commons.

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Pedro Sampaio (Pedrão)

Pedro Sampaio (Pedrão)

Autor: pedrosampaiopedro - Categoria(s): Lazer Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
17/11/2009 - 11:10

Intimidade no século XXI

por Caio Ferreira

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plástica

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Antes de entrar no assunto, preciso esclarecer que não pretendo ser machista, mas por meu total desconhecimento do que acontece no setor masculino, acabará por parecer que estou me atendo apenas ao lado feminino dessa questão, mas sei que homens também são grandes fãs de plásticas e, portanto, o comentário de hoje se aplica a ambos os sexos, sem discriminação.

Alguém leu o post da minha amiga Lélia, intitulado “Fonte da Juventude”, no blog “Fifties”? (Para os desinformados de plantão, principalmente os da minha turma, o “Fifties” é a mais avançada ferramenta jamais criada para se entender as mulheres. Como diria nosso filósofo de plantão lá no palácio, nunca antes na história desse país houve um blog tão importante!)

Surpreendente! Fiquei sabendo por ela que agora existe uma cirurgia de “rejuvenescimento vaginal”, ou seja, uma cirurgia cosmética para diminuir o tamanho dos grandes lábios (será que pode aumentar também?).

Somando todas as possíveis modalidades de cirurgia plástica, o ser humano, em não gostando da produção básica do papai e da mamãe, agora já pode dar uma recauchutada geral e completa, até, se quiser, transformar-se em outra pessoa. Já tínhamos uma idéia das imensas possibilidades nesse campo observando as impressionantes transformações plásticas que ocorrem naquelas mulheres especiais (aquelas, das revistas especializadas) enquanto fazem as duas importantíssimas trajetórias existenciais de suas carreiras, do anonimato à fama, e da juventude à meia idade!

Isso pode ser muito bom para o ego dos plastificados, mas as consequências são deprimentes, e não falo dos aspectos técnicos dessa questão. Falo das importantes alterações no comportamento do ser humano, principalmente o desuso em que caíram o recato, o pudor, a discrição e a privacidade enquanto reluz em primeiro plano a exposição total de nossa intimidade.

As tais celebridades (de ambos os sexos) não falam de assuntos relevantes do cotidiano, não trocam idéias, apenas fazem questão de se expor. E não tendo nenhuma qualidade interior para expor, tratam logo de expor as qualidades exteriores. Qualquer um se expõe pela plástica, mostrando tudo, como se apresentasse o apartamento novo em revista de decoração, ressaltando os aspectos principais da reforma:

“Como básico, aqui acrescentei 3ooml de silicone tipo pêra, ali fiz lipo e tirei 2 litros de gordurinhas localizadas, acolá na retaguarda foram mais 250 ml de silicone em cada nádega. Na parte do acabamento fino, troquei os dentes, mudei o maxilar, acrescentei bochechas, transformei o nariz grego em estilo persa, pus 200ml de botox lábios. E, por último, mas não finalmente, recauchutei a preciosa, que além de ficar zerinho, zerinho, está com uma aparência incrível!!”

Homens, mais discretos, não entram nesses detalhes, apenas disfarçam, dizendo que fizeram modificações básicas para aparecer melhor na foto do relatório anual da empresa. Desconheço se já existe plástica para alterar a fisionomia do Bráulio, mas se tivesse, também estaríamos todos comentando abertamente, em alto e bom som, apregoando nossas novas qualidades!

Com a nova plástica de “rejuvenescimento vaginal”, caiu a última barreira da preservação da nossa intimidade.

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PS.: Para não deixá-los na quase total ignorância de importantes aspectos estatísticos da cirurgia plástica no Brasil, destaco alguns dados de pesquisa realizada pelo Datafolha junto aos cirurgiões plásticos brasileiros, que recebi do meu amigo Dr. Eduardo, meu consultor para assuntos médicos, hospitalares e de saúde em geral.

1. Nº de cirurgias plásticas anuais: 629.000, sendo:

  • Estéticas 72%
  • Reparadoras 28%

2. Principais cirurgias estéticas:

  • Aumento de mama 21%
  • Lipoaspiração 20%
  • Abdômen 15%
  • Redução de mama 12%
  • Pálpebras 9%
  • Nariz e plástica da face 7%

3. Principais cirurgias reparadoras:

  • Tumores 43%
  • Acidentes urbanos 13%
  • Defeitos congênitos 12%
  • Queimados 12%

4. Principais clientes de cirurgias estéticas:

  • Mulheres 88%
  • Homens 12%
  • Faixa etária 19 a 50 anos 72%

5. Locais de cirurgia:

  • Hospitais particulares 58%
  • Clínicas 28%
  • Hospitais públicos 14%

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A foto acima é do catálogo de Bacondog, no Flickr do Creative Commons.

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Caio Ferreira

Caio Ferreira

Autor: caiomqf@ig.com.br - Categoria(s): Humor Tags: , , , , , , , , , , , , ,
14/11/2009 - 10:26

Som, som…testando 1, 2, 3

por Beto Lyra

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TheOddCouple

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Maybe I’m crazy
Maybe you’re crazy
Maybe we’re crazy
Probably

(Gnarls Barkley)

Parece que após o final dos anos 70 a música sofreu algum castigo divino. Algo, inexplicável para nós mortais, ocorreu e mudou a direção da história da música pop no mundo. Se até então, talento, arrojo e inovação marcavam os gênios, depois não se conseguiu reunir essas três qualidades em uma mesma pessoa ou grupo. Talvez uma punição de Deus que, irado com a declaração de Lennon de que os Beatles seriam mais famosos do que Jesus Cristo, passou a não mais permitir que essas três qualidades fossem possuídas por uma só pessoa ou grupo. Assim, passaram a existir artistas talentosos e inovadores, mas não arrojados, ou inovadores e arrojados, mas não talentosos, ou ainda arrojados e talentosos, mas não inovadores. Entendeu aonde quero chegar?

Bem, talvez o verso acima, do grupo Gnarls Barkley, sobre o qual falarei aqui, explique por que não conseguimos retomar a trilha virtuosa de décadas passadas. Ou talvez não, talvez a loucura tenha passado, infelizmente. Mas, o fato é que nós, amantes da música, é que fomos punidos e estamos privados, desde então, de conviver com os artistas geniais, como antes.

Mesmo assim, para todos que como eu adoram música é impossível viver sem ter algum reprodutor de som por perto. Seja um toca-cd, iPod, computador ou o bom e velho rádio, o importante é, constantemente, ouvir aquele som que faz a vida ficar mais leve.

É o caso do Gnarls Barkley, nome dado à união entre o DJ Danger Mouse e o rapper Cee-Lo Green, que deu certo, muito certo. Cee-Lo tem voz marcante, típica dos afro-americanos, com uma postura no palco que para mim lembra Tim Maia, sem as reclamações e palavrões. Cee-Lo é cantor, compositor e produtor musical, e se tornou conhecido por fazer parte do Goodie Mob.

Mouse é muito mais que DJ, é multi-instrumentos. Sua carreira começou a ser conhecida em 2004, quando lançou seu “Grey Album”, uma mistura do “Black Album” do Jay-Z com o “White Album” dos Beatles. Um mês atrás, foi anunciado que Mouse tocará com James Mercer, da banda indie The Shins, formando em 2010 a dupla “Broken Bells”.

Unidos desde 2005, “Gnarls Barkley” não parou de fazer sucesso. Faz música com balanço, daquelas que obrigam a dançar, cantar e pular. Às vezes hip hop, às vezes soul, outras funk, suas canções trouxeram prêmios como Grammy, em 2007, e MTV Awards, em 2006 e 2008.

O primeiro disco, “St. Elsewhere”, de 2006, traz “Smiley Face” e a faixa que dá nome ao disco. Ambas são ritmadas, com boas letras e ajudam a quebrar um pouco o frenesi que “Crazy” e “Gone Daddy Gone” despertam e fazem com que todo o mundo se comporte como pipoca em seus shows. Vendeu quase 6 milhões de cópias e jogou a dupla nas alturas, com apresentações pelo mundo todo.

Em 2008, veio o segundo trabalho, “Odd Couple”, para mim melhor tecnicamente que o primeiro, embora bem menos contagiante. Chamo a atenção para as dançantes “Surprise”, “Blind Mary” e “Run” e as cadenciadas “No Time Soon” e “Would Be Killer”.

Confiram as apresentações ao vivo (nos atalhos abaixo) do Gnarls Barkley, em que cantam “Surprise” e “Crazy”. Danger Mouse é o que aparece tocando órgão elétrico, com barbicha e, é claro, bigode. SOM NA CAIXA!

http://www.youtube.com/watch?v=MgHioCC3yCo&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=cyvNk9FDZ88

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Beto Lyra

Beto Lyra

Autor: Beto Lyra - Categoria(s): Música Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
11/11/2009 - 08:25

Fascista, eu? Ou tu?

por Caio Ferreira

Pena de morte para politicos corruptos e vigaristas
Cartaz da campanha política do Partido Verde Ecologista do México. Fascista?

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Novas provocações, novas reflexões…

Recentemente um grande amigo passou a me questionar, em tom provocativo, não sei se me rotulando como fascista, ou chamando-me à responsabilidade, devido ao meu notório desapego à causa e, principalmente, à discussão política. Vejam, por exemplo, o resumo de um texto que ele me mandou:

Houve há poucos anos um grupo de pessoas que conseguiram convencer uma nação extremamente civilizada e culta, berço de poetas, filósofos, músicos e pensadores memoráveis de que os judeus eram uma raça nociva, que os homossexuais deviam ser eliminados da face da terra, que os ciganos eram um povo essencialmente desonesto e desprezível, que os doentes mentais deviam ser eliminados para não terem prole, e Comunistas eram também degenerados . Ainda existem fervorosos adeptos dessa crença.

Eles também decidiram que nenhum político prestava, assim, os políticos contrários às idéias foram agregados à escória que deveria ser eliminada (o grifo é meu, pois é isso que ele quer debater).

A crença fervorosa e honesta dessas pessoas era essencialmente diferente da sua? Você acredita que é mais lúcido? No que você se julga diferente quando afirma que “nenhum” político é honesto? Você pode realmente afirmar que o Adolf Hitler não era honesto?

Bom, os que me conhecem sabem que detesto e execro os políticos, independentemente de raça, cor, credo, partido, filosofia e programa (se é que algum deles o tem). Aliás, não só os nossos, os dos outros (estados, países, planetas…) também. Por esta razão, falo mal de todos e bem de nenhum, e isso é muito confortável, claro, pois, ao contrário dos petistas, nunca fui e nunca serei vidraça. Assim pensava até agora, pelo menos!

Fossemos discutir ideologia política, provavelmente eu me descobriria alinhado com alguma ideologia “centrista” (mas não em cima do muro, pois neste caso eu seria um tucano, argh!), basicamente por não gostar de nenhum extremismo. Simplificando, estou me declarando não radical, e isso deve excluir de minhas afinidades ideológicas os totalitarismos de esquerda e de direita, se é que isso continua a existir depois de 1989. Portanto, não devo ser fascista. Ainda assim, não é esse o caso que estamos discutindo, a meu ver.

O que perturba meu amigo é minha cômoda posição de franco-atirador, detonando a todos, sem oferecer nada em troca. Então, vamos reduzir a discussão a isso: estou sendo honesto ou desonesto?

A única razão de minha total descrença nos políticos está no fato de até hoje não ter conhecido, presenciado ou tido notícia de que algum deles tenha de fato se colocado a serviço do povo em primeiro lugar, antes de seus interesses pessoais ou de seu grupo. Em minha “formação” política, participei de algumas reuniões para apresentação de um candidato especial, alinhado com nossas idéias à época.  A decepção sempre foi tão grande que a partir daí, observando e questionando o “posicionamento” do(s) grupo(s) de apoio ao(s) candidato(s) da vez, nunca mais encontrei ninguém que conquistasse meu voto. Adotei uma postura “ideológica” de não votar em nenhum candidato, em qualquer eleição. Nem para fiscal de quarteirão! Mesmo porque nunca pretendi ser governado pelo menos pior.

Não acredito em honestidade e/ou integridade de nenhum deles. E haja escândalo, em qualquer esfera de poder, para provar que estou certo!

Não acredito que os políticos sejam menores e/ou piores do que eu ou do que o povo que representam e que por isso devam ser exterminados ou agregados à escória, conforme o texto acima do meu amigo bem relembre, aconteceu naquele e em vários outros regimes ao longo da história. Ao contrário, acho que os responsáveis por isso e que, portanto, merecem o desgoverno que tem, somos todos nos, que aceitamos passivamente a situação e deixamos de combatê-la faz tempo.

Por tudo isso permito-me, como forma particular de protesto, não votar em ninguém e ainda por cima falar mal deles sempre que achar necessário. E eles me provocam, como provocam! Como você, meu amigo…

Agora, qualquer semelhança entre facismo, getulismo e nosso atual governo…

 

ET 1: Está acontecendo uma polêmica discussão sobre facismo provocada pelo filme “A Onda”, lançado recentemente. Aqueles que querem conhecer uma belíssima análise deste filme precisam ler o post da Lélia (http://blig.ig.com.br/fifties/2009/10/31/a-onda-que-causa-arrepios/).

ET 2: Recomendo também o post “O Fascismo, Os Fascismos”, de Alberto Dines, sobre as contradições de nossa imprensa segmentada, onde cita o mesmo filme (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=557IMQ001).

ET 3: Outro bom artigo é de Jorge Hori, falando sobre Lulismo e Peronismo, na sequência do artigo do Fernando Henrique Cardoso. Leia em

http://iejorgehori.blog.uol.com.br/arch2009-11-08_2009-11-14.html#2009_11-09_06_57_49-131820432-25

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  A foto acima é de Juanito Topo.

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Caio Ferreira

Caio Ferreira

Autor: caiomqf@ig.com.br - Categoria(s): Política Tags: , , , ,
08/11/2009 - 09:25

Programa de índio

por Beto Lyra

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indios

Da esquerda para a direita, "Control C" e "Control V".

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Muito antigamente, ao se falar de passeios “saias-justas” ou completamente sem-graça, empregavam-se expressões como “chato”, “cacete” e “um porre”. Depois, mais para os anos 1970, vingou a expressão “programa de índio”.

Não é difícil imaginar a origem de tal expressão, já que os índios sempre viveram no meio do mato, sem o conforto a que estamos habituados. Assim, ao se fazer um passeio com algum sofrimento, aborrecimento ou com algo que acaba dando errado, o diagnóstico fatalmente é:  “programa de índio”!

Pretendia fazer uma longa e profunda pesquisa sobre o entendimento popular sobre o assunto, mas a tarefa me pareceu o próprio “programa de índio”. Portanto, fiz apenas um rápido levantamento que me revelou que esse assunto também é controverso, já que nem todos o entendem como uma coisa ruim.

É verdade que as pessoas que já tiveram de esperar horas para embarcar em viagens aéreas, que tiveram o carro quebrado ao voltar de uma visita à sogra (se fosse na ida não ficariam tão chateadas) ou que foram acampar e acabaram surpreendidas por um dos erros comuns das previsões de tempo são unânimes em atribuir a situações como essas a sensação de “programa de índio”. Aliás, os adeptos dessa corrente, com uma ironia bancária ou hoteleira, não sei bem, passaram a classificar tais programas em quantidade de flechas, para deixar bem clara a hierarquia de seu dissabor.  Um programa chato seria “1 flecha” e um extremamente aborrecido ganharia a nota máxima de “5 flechas”. A associação com os índios se estendeu também a hospedagens horríveis: hotel 5 esteiras…

No entanto, mais de uma voz se levantou para dizer que se viver próximo à natureza, não trabalhar oito horas por dia, não ter contas a pagar e fazer indiozinhos na rede for “programa de índio”, então gostariam de trocar suas vidas atuais por essas atividades dos silvícolas.

Sempre compreendi perfeitamente a ambivalência da questão e não tinha um juízo definitivo sobre isso até que me deparei com uma matéria tratando de covarde ataque contra um pobre pato. Aconteceu nos Estados Unidos, onde tal ave levou cinco flechadas de um sujeito que era uma besta, digo, usava uma besta.

Desde então para não mais correr riscos desnecessários, passei a ser um pouco mais seletivo com as “flechas” dos convites ou programações em que não conheço a fundo os organizadores. Não quero pagar o pato!

Para que não fiquem muito chateados, o pato foi operado e passa bem.

5 flechas

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Beto Lyra
Beto Lyra
Autor: Beto Lyra - Categoria(s): Humor, Notícias Tags: ,
04/11/2009 - 21:49

Um bom vinho branco

por Pedrão

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white wine

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É muito comum a afirmação de que bom é o vinho tinto. Há quem diga que tem vinho branco em casa apenas para servir a alguma visita de mau gosto. Puro preconceito. Evidente que gosto não se discute, mas normalmente a preferência pelo vinho tinto decorre de hábitos, costumes e de falta de contato com bons vinhos brancos.

Como a vida não é muito longa e pelo menos, ao que eu saiba, ela é uma só,  sou a favor de experimentar aquilo a que não estamos muito habituados. Podemos ter surpresas e momentos de prazer e alegria. Por isso hoje minha sugestão é experimentar alguns bons vinhos brancos.

Existem ótimos vinhos brancos que combinam com o nosso clima, na maior parte do ano muito quente. E também combinam muito bem com comida. A regra de que carne vai bem com vinho tinto e peixes com vinho branco não é absoluta. As carnes mais leves e brancas combinam com muitos vinhos brancos. Já os peixes e frutos do mar normalmente não se acertam mesmo com vinhos tintos, pois alteram seu sabor. Pratos com peixe e frutos do mar pedem o acompanhamento de um bom branco.

O vinho branco não é necessariamente feito de uvas brancas. O que dá coloração ao vinho é a casca da uva. Uma uva tinta pode servir para a produção de vinho branco. Alguns champagnes brancos são feitos de Pinot Noir, uva tinta que também produz vinhos tintos.

No entanto, os vinhos brancos mais conhecidos são feitos de uvas brancas, como a Chardonnay e a Sauvignon Blanc. As duas têm origem francesa. A primeira produz os grandes vinhos brancos da Borgonha, considerados os melhores brancos do mundo, mas muito caros no Brasil. A segunda é muito utilizada em Bordeaux e no Vale do Loire. Existem excelentes opções com essas uvas no mercado de vinhos a preços acessíveis para os mortais, sobretudo provenientes da Argentina e do Chile. Vão ficar para uma próxima vez.

A sugestão do dia é uma uva não tão conhecida, mas que pode resultar em vinhos brancos de primeira. São os vinhos com a uva Riesling, base dos melhores brancos da Alemanha e da região francesa da Alsácia. Os vinhos com essa uva são saborosos, têm muito aroma, boa acidez e caem muito bem nos dias quentes. Servem como aperitivo e acompanham vários pratos, como peixes defumados, embutidos, salsichas e frios em geral. Os especialistas falam também na boa harmonização com a culinária asiática, pois os vinhos feitos com a Riesling, mesmo quando secos, têm sempre algum toque de doce, contrabalançado pela acidez. Pessoalmente, com comida oriental e asiática, prefiro cerveja.

Destacar a acidez do vinho pode assustar um pouco, mas o vinho branco precisa de acidez para não ficar enjoativo. Lógico que o excesso de acidez é ruim, mas isso somente ocorre em vinhos desequilibrados. A acidez no ponto certo dá vida ao vinho, sobretudo o branco.

A Alemanha tem vinhos brancos especiais feitos com a Riesling. Os vinhos da Alemanha ficaram um tempo com péssima fama por causa daqueles produtos docinhos, de garrafa azul, que andaram na moda, mas que eram horríveis. Não que o vinho doce não possa ser bom. Existem vinhos doces muito bons, inclusive com a Riesling. Aqueles vinhos da garrafa azul eram ruins não por serem doces, mas porque eram ruins mesmo. Servem para fazer ponche, como o internacionalmente famoso ponche do meu pai no Natal.

Outra dificuldade que os vinhos da Alemanha enfrentam é o nome. Exceção feita a alguns casos raros, a língua alemã é simplesmente impenetrável. Os nomes dos vinhos alemães são difíceis de decifrar. É preciso atenção. Mas vale a pena superar esse obstáculo e experimentar o vinho alemão.

Nosso mercado oferece boas opções em importadoras. Nunca as vi em prateleiras de supermercados. Os preços infelizmente sempre surpreendem de forma negativa. Não é muito fácil encontrar vinho bom feito com a Riesling por menos de R$50,00. De qualquer forma, não sei se o dólar desvalorizado é bom para economia, mas é ótimo para comprar vinhos. As sugestões que vou fazer são aquelas mais acessíveis.

Uma escolha certa são os vinhos do produtor Dr. Bürklin-Wolf, da região vinícola de Pfalz. Os vinhos Riesling de sua linha mais básica, o Villa Bürklin Weiss QbA trocken e o Dr.Bürklin Rieslin QbA trocken, ambos da safra de 2006, estão a venda na importadora Mistral, por U$37,50 e U$43,75 cada garrafa. Esse produtor tem outros vinhos com preços mais elevados, acima de R$150,00, que devem ser muito bons. Eu não conheço, pois apesar de gostar muito de vinhos, não costumo gastar tanto numa garrafa.

Outro bom produtor é Selbach-Oster. Já experimentei seu vinho Zeltinger Schlossberg Selbach-Oster Riesling QBA Trocken 2007 e gostei muito. Preço U$46,00, na importadora Vinci.

Estes são vinhos brancos secos. Os vinhos alemães secos feitos com a Riesling costumam ter um aroma muito bom, meio floral. Apesar de secos, têm um sabor frutado gostoso, que lembra pêssegos e frutas cítricas, e sempre apresentam um pequeno toque doce, bem contrabalançado pela acidez. Têm teor alcoólico baixo para vinhos, por volta de 10%.

Li que a importadora Decanter está trazendo novos vinhos da Alemanha de produtores conceituados, mas não conheço os vinhos. A Decanter tem uma enoteca, onde fazem degustações.

A Riesling também dá excelentes vinhos na Alsácia, região francesa com forte influência alemã, pois já pertenceu à Alemanha. Os vinhos da Alsácia feitos com a Riesling costumam ser um pouco mais encorpados dos que os da Alemanha, têm maior teor alcoólico e sabor frutado mais acentuado. Mas são vinhos secos, aparece menos o toque doce que encontramos nos alemães. A Mistral tem o produtor Marcel Deiss, com um Riesling de U$59,90, muito bom.

Mas aqui a sugestão vai para o produtor Albert Mann. O seu Riesling básico, chamado de  “Tradition”, safra 2007, é bem gostoso, a venda na importadora Cellar por R$55,00 telefone (11) 5531-2419. Pelo que me lembro, a tampa é inclusive de rosca, prática que vem se disseminando em razão das dificuldades na produção de rolhas e que não significa que necessariamente o vinho seja inferior. Para quem quiser arriscar, num preço mais salgado, a R$125,00, o Riesling Grand Cru “Schlossberg”, do mesmo produtor, é excelente.

Uma boa idéia para tomar esses vinhos, que não dá muito trabalho e não agride terrivelmente o bolso, é comprar no setor de congelados em supermercados algumas dessas travessas com carpáccio de salmão ou truta defumada. Segundo a receita aqui da casa, é só tirar da embalagem, temperar com azeite, pimenta do reino moída na hora, e dill ou salsinha, e servir com creme azedo, umas cebolas e raiz forte em conserva, que também se encontra fácil no supermercado, acompanhado de pão, de preferência desses com farinha integral. O creme azedo pode ser feito em casa com creme de leite e coalhada seca.

Este é um bom lanche para uma noite quente, que vai combinar com os vinhos indicados. Num grupo maior de pessoas, vale até a pena tomar um vinho da Alemanha e outro da Alsácia, para comparar. Aí está uma brincadeira gostosa de fazer.

Como o Fio.Do.Bigode está cada vez ficando mais sério nas discussões filosóficas, políticas, musicais e esportivas, vale aqui um brinde com um bom vinho da uva Riesling. Viva o debate, a diversidade, a polêmica e a democracia.

Saúde para todos e até a próxima.

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Mistral: vendas pelo telefone (11) 3372–3400 ou pelo site (www.mistral.com.br); preços em dólar pela cotação do dia; em São Paulo, entrega em casa sem cobrar frete para as compras acima de 6 garrafas.

Vinci: vendas pelo telefone (11) 2797-0000 ou pelo site (www.vincivinhos.com.br); preços com dólar na cotação R$1,49; entrega em casa, sem cobrar frete.

Decanter: enoteca, na rua Joaquim Floriano, no. 838, São Paulo, telefone (11) 3073-0500.

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Pedro Garcia (Pedrão)

Pedro Sampaio (Pedrão)

Autor: pedrosampaiopedro - Categoria(s): Lazer Tags: , , , , , ,
01/11/2009 - 01:03

Desperdício do dinheiro público

por Caio Ferreira

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Expresso porco de elbragon

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Todos nos sabemos que o poder público desperdiça o dinheiro do contribuinte. Aí esta uma afirmação que, se não for verdadeira, mesmo assim é considerada verdade absoluta.

Analisando de forma séria, percebo fortes evidencias de que a afirmação é FALSA! Demonstro isso observando casos recentes envolvendo autoridades de várias esferas do poder público:

- Senador Arthur Virgílio pagou 8 meses de salário a ex-funcionário. O Senador desculpou-se pelo “engano”, e não precisou nem devolver o dinheiro. Isso prova que ele estava certo!

- O Senador Suplicy “equivocou-se” e pagou a passagem de avião da namorada com dinheiro do senado. Desculpou-se e avisou que ia devolver o dinheiro. Conclusão: Ele também estava certo!

- O Senador Sarney (aquele dos bigodes, lembram-se?) esclareceu que os vários casos de nepotismo a ele atribuídos eram, na verdade, invenção da imprensa.

Conclusão: Tudo resolvido, exceto, é claro, a vergonhosa participação da imprensa nestes e outros episódios relatados envolvendo autoridades e “pretensos” casos de desperdício.

Recentemente tivemos notícias de vários casos envolvendo o PAC do governo federal, sendo analisados pelo TCU. Quanto a estes, estou tranquilo, pois o Presidente Lula já esclareceu que o TCU, por ser dominado pela oposição, age propositalmente dessa forma para inviabilizar o plano.

Mas há alguns casos de desperdício do dinheiro do contribuinte, por má gestão de nossas autoridades principalmente, facilmente comprováveis, mas que os vários órgãos e entidades fiscalizadores (TCU, TCE, TCM, ONGs, Jornais), sem exceção, se omitem.

Para não me estender, vou citar apenas um caso que ocorre com frequência em São Paulo, o estado mais rico da nação:

O desperdício começou com a construção da Rodovia Castelo Branco, tomou corpo com a construção da Rodovia dos Imigrantes e desde então se tornou um hábito, melhor, uma verdadeira obsessão das autoridades responsáveis pelo setor rodoviário, que se aprimoraram até criarem o que chamo hoje de desperdício localizado. Esta última modalidade de desperdício vem se espalhando pelo país inteiro. Uma verdadeira praga!

Vocês devem estar curiosos pra saber do que estou falando!

Alguns ainda devem se lembrar da construção da Rodovia Castelo Branco com 3 pistas nos 80 km iniciais. Depois fizeram a Rodovia dos Imigrantes com 4 pistas (isso mesmo, 4. Um assombro na época) no planalto e 3 pistas na serra. Logo a idéia se espalhou e todas as rodovias de SP, desde então são projetadas com 3 pistas, pelo menos na região próxima aos grandes centros.

Daí vocês me perguntam: E o tal do desperdício localizado? Essa genial idéia de desperdício é a famosa 3ª faixa em aclives. Toda estrada que se preza tem inúmeras 3ªˢ faixas em quase todos os aclives!

Agora vocês já devem estar percebendo onde eu quero chegar: Isso mesmo. Pra que? Por que fizeram isso? Pra que 3ª faixa permanente ou intermitente? Pra que 4ª faixa?

Vocês já viram alguém usando?

Nas estradas com 3 ou 4 faixas, a turma que trafega entre 80 e 160 km/h só usa a pista da esquerda (vou chamar de faixa 1 pra facilitar) e a turma dos 60 a 80km/h só anda na faixa 2. A turma dos 80/ 160 quando vê uma brecha na faixa 2, ainda dá passagem pro colega de pista, mas o pessoal dos 60/80 jamais muda de pista. Esporadicamente, vejo um caminhão ou um ônibus na 3ª faixa.

Agora uma pergunta com direito a prêmio: Nas estradas que tem 3ª faixa em aclives, alguém já testemunhou um motorista usando a 3ª faixa para dar passagem a outro?

Confesso que estou exagerando um pouco para o post ficar pitoresco. Essas 3ªˢ e 4ªˢ faixas tem uso sim: Todo feriadão o pessoal adora usar a 3ª e 4ª faixa para fazer piquenique, jogar futebol, passar réveillon, pular carnaval, enfim, aquelas atividades específicas de dias de congestionamento.

Daí, pergunto: É ou não desperdício de dinheiro público fazer uma coisa que ninguém usa?

PS: Querendo saber de outros casos do gênero, me avisem. Posso falar sobre o escândalo das lixeiras em locais públicos, ou…

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Caio Ferreira

Caio Ferreira


Autor: caiomqf@ig.com.br - Categoria(s): Economia, Humor, Tecnologia Tags: , , , , , , , ,
28/10/2009 - 21:52

Maestro, qual é a música?

por Beto Lyra

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Melody Gardot - thrill

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Bem, como o Caio convocou a turma para ajudá-lo a encontrar boa música de gente nova, eu me meti a tentar escrever sobre alguns novos intérpretes, que não sei se ele ou vocês já conhecem, mas que creio merecem ser conhecidos e curtidos. Assim, aqui vai a primeira sugestão, que é Melody Gardot, cantora e compositora de jazz e blues norte-americana, de 24 anos. Começou a compor por recomendação médica (neste caso não houve erro médico) como tratamento das sequelas de um acidente com bicicleta que sofreu aos 19 anos (foi atropelada por um desses jipões, que alguns gostam de dirigir como F1).

Gardot tem, eu penso, voz aveludada, misteriosa, no bom estilo de Norah Jones. Lembra algumas vezes Madeleine Peyroux, só pra ficar nas comparações mais recentes. Ela afirma que foi influenciada musicalmente por Janis Joplin, Miles Davis e Stan Getz. Canta enfeitiçando, músicas compostas por ela mesma, em sua maioria. Seu primeiro disco foi “Some Lessons: the bedroom sessions” (2005), na realidade um EP. Das 6 faixas, prefiro “Down My Avenue” e “Cry Wolf”, letra que provavelmente foi escrita ao longo de seu tratamento de recuperação, mostrando decepção com sua lenta melhora.

Em 2006, gravou seu segundo CD, “Worrisome Heart”, um disco super uniforme, mostrando uma cantora que aparentava já ter muita estrada. Nele, eu gosto de todas as canções, mas destaco “Quiet Fire”, “Sweet Memory”, “Goodnite” e a música que dá título ao disco. Lançado apenas em 2008, alcançou rapidamente o 2º lugar no U.S. Billboard Top Jazz.

O terceiro disco, na realidade outro EP, é “Live From SoHo” (2009), que traz seis músicas, todas conhecidas, gravadas exclusivamente para o iTunes.

“My One And Only Thrill”, mais recente trabalho da cantora (2009), tem altos e baixos na minha opinião. Em oposição a faixas travadas, tem canções como “Who Will Confort Me” e “If The Stars Were Mine”, que trazem uma pegada maravilhosa, e “Your Heart Is As Black As Night” em que canta como as melhores intérpretes negras de jazz. Destaco ainda “Over The Rainbown”, a clássica balada gravada por Judy Garland, em 1939. Apesar do desbalanceamento, o disco alcançou novamente o 2º lugar na US Top Billboard, o 1º na Suécia e o 4º na França, além de ser bem vendido na Inglaterra, Holanda, Nova Zelândia e Austrália.

Por aqui, já tem este último CD, mas os anteriores não são fáceis de achar. Ou mandamos importar (e não fica barato) ou esperamos que as gravadoras compreendam que brasileiro também gosta de música boa.

Podem conferir essas apresentações ao vivo (nos atalhos abaixo) em que Gardot canta “Sweet Memory” e “Who Will Confort Me” (vejam só o bigode/barba do contrabaixista). Aproveitem!

 http://www.youtube.com/watch?v=QN2NmGF8M…

 http://www.youtube.com/watch?v=ExkWicvA3…

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Beto Lyra

Beto Lyra

Autor: Beto Lyra - Categoria(s): Música Tags: , , , , , ,
25/10/2009 - 23:07

Qual bigode usamos hoje?

por Caio Ferreira

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Alvaro MAlberto BCaio F

Recebi outra incumbência, desta vez complicada. Quem me pregou a peça foi o Marcos Assumpção, que fez o lançamento, pediu substituição para que eu não pudesse devolver a bola, me deixou com o abacaxi na mão e agora está na platéia, provavelmente se divertindo com minha dificuldade em desenvolver o tema.

As fotos aqui mostram que no auge da nossa pré-adolescência não tínhamos bigodes, aliás, nem mesmo penugem (as fotos foram pinçadas pelo Marcos no site do Colégio Santa Cruz, sem critério de seleção, portanto, peço desculpas aos escolhidos, por terem sido expostos em todo seu esplendor juvenil, e aos não selecionados, por terem sido preteridos).

Alguns anos depois, aqueles entre nós “privilegiados” que adquiriram prematuras penugens trataram de exibí-las com várias e importantíssimas finalidades, dentre as quais destaco (1) provar a superioridade sobre os colegas menos favorecidos pela natureza, e (2) impressioná-las. Sim, claro que era para impressionar as meninas. Éramos exibidos. Alguma dúvida?

Passaram-se outros poucos anos, e agora quase todos nós já bem dotados (de pelos, é claro) passamos a ostentá-los política e sociologicamente. Alguns contestávamos o governo, outros, a sociedade, os mais radicais contestavam os dois, enquanto os mais desencanados usavam mesmo é para descolar garotas.

E BoFabio MG Amaral

Dessa época, influências marcantes determinavam o modelito a ser usado, conforme a doutrina político/artístico/sociológica do indivíduo. Destaco:
- Barba e bigodes fartos a la Fidel Castro;
- Barba e bigodes ralinhos, a la Che Guevara;
- Bigodinho a la John Lennon;
- Barba sem bigode a la Soljenitsin;
- Ah, já ia esquecendo, bigodão farto a la Rivelino.

Houve inclusive época em que bigode denotava opção sexual. É isso mesmo! Ou vocês não se lembram do bigodinho a la Fred Mercury e barbinha a la George Michael?

Enquanto os anos passaram, cada um de nós cresceu, batalhou, amadureceu, mudou de idéia, continuou com as mesmas idéias, evoluiu em algumas idéias, esqueceu seus ideais, manteve seus ideais, continuou na dúvida…

E hoje, como estamos nós e nossos bigodes? Pra que servem? A soldo de quem estão eles? O que significa ostentá-los? Ainda nos dão algum status? Vale a pena ostentá-los?

Acontece que já não vejo mais modelos influenciando nosso pensar e nosso comportamento da mesma forma que isso aconteceu nas décadas de 60 a 80. Portanto, para mim, ostentá-los hoje não traduz nada mais que moda, gosto, estética, vaidade, necessidade plástica etc.. E há belos bigodes por aí, como vocês puderam ver no post do Beto Lyra “Bigodes sempre estiveram por cima” (quem não leu ainda pode ler, basta procurar na coluna “Tópico recentes” ai ao lado direito) e como alguns de nos ostentam ainda hoje, e me lembro especialmente da campeoníssima barba e bigode de um colega agora corretor, da imponente barba e bigode jurídicos de um colega agora Sua Excelência meritíssimo Sr. Dr. Juiz e do patronal bigode daquele colega agora presidente daquela associação patronal.

LH SoaresMarcos MModesto L

Por outro lado, e acho que é ai que o Marcos quer me colocar em maus lençóis, indivíduos de reputação duvidosa em nosso país deram má fama ao bigode que passou também a ser associado a atividades escusas, ilícitas, criando, então, o modelito bigode (i)moral. Pergunta ele: Somos –nossa geração- portadores de qual modelo de bigode?

Amigo Marcos, mesmo enquanto me estendo no texto, enrolando, não consigo criar juízo de valor para te responder. Fomos fiéis aos nossos ideais de criar um mundo melhor? Abandonamos nossos ideais em busca de sucesso pessoal a qualquer preço? Simplesmente nos acomodamos e desistimos?

A resposta mais fácil que encontrei para você é a seguinte: “Se mudamos o mundo como queríamos, tenho certeza que não, mas que alguma coisa mudou pra melhor, disso não tenho dúvida”. Quem de nós contribuiu para isso? Qual bigode cada um de nós merece ostentar? Isso vocês decidem!

Pedro GJoao GRichard L

Mas, alegrem-se usuários!

Há novos usos, antes inimagináveis, para o bigode. Graças aos esforços do nosso presidente, o blog Fio.Do.Bigode conta agora com os inestimáveis serviços do renomado enólogo Pedrão Sampaio. Assim, aqueles que, analisando e avaliando a atual situação político econômica, resolverem colocar barbas e bigode de molho, podem (e devem) agora se aconselhar com ele para colocá-los de molho em um excelente vinho!

Daqui pra frente, consultem quinzenalmente no Fio.Do.Bigode,  Dr. Pedrão, o enólogo dos bigodudos de plantão.

Saúde!

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Caio Ferreira

Caio Ferreira


Autor: caiomqf@ig.com.br - Categoria(s): Humor Tags: , , , , , , , ,
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