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08/09/2010 - 21:12

Mudamos!

FECHADODepois de pouco mais de 1 ano “morando” no IG, o Ih, Falei! sai em busca de novidades e está de mudança para uma nova “casa”.

Depois de muito penar e de muitas procuras, encontramos uma “casa” que nos acolhesse com tudo o que precisávamos. Com um novo objetivo e um novo foco, a nossa nova casa já está pronta para receber suas visitas e seus comentários.

Com uma nova cara, o Ih, Falei! passa a publicar textos periódicos, trazendo sempre uma variedade de assuntos. Não deixe de nos visitar em nossa nova casa, acesse:

http://fallei.blogspot.com/

 

Agradecemos por este período que passamos juntos aqui no IG, e agora vamos continuar juntos em nosso novo endereço. Obrigado!

Abraços!

Autor: Marco Nascimento - Categoria(s): Diversos Tags: ,
07/09/2010 - 10:35

Meu grito de independência!

Nesta terça-feira, 07, é feriado no Brasil. O país comemora sua emancipação politica de Portugal. Segundo os historiadores, foi em 07 de setembro de 1822 que as margens do riacho Ipiranga, atual cidade de São Paulo, o príncipe regente Dom Pedro declarou a independencia do país, gritando: Independência ou Morte!.

independencia-do-brasil

A partir desta data o Brasil começou a escrever uma nova história.

Assim como D. Pedro, acredito que em nossa vida precisamos em alguns momentos dar nosso grito de independência e sair em buscas de novos desafios, deixando pra trás o que não está nos fazendo bem. Nos libertando de algumas atitudes que não cabem mais com nossa maneira de pensar.

Para muitas pessoas pode ser apenas um período bobo da minha história, mas em setembro de 2007 pude dar meu grito de independência e ao mesmo tempo realizar um sonho. Decidi enfim buscar uma liberdade que não tinha.

Em casa sempre foi difícil sair para viajar sozinho, principalmente ir para outra cidade longe daqui. Eu moro em Bauru, no interior de São Paulo. Sempre era necessário ir com um outro alguém, mesmo eu já tendo mais de 18 anos. Isso porque meus país são daquele tipo super preocupados e antes de pensar que só irão acontecer coisas boas, eles já pensam no que pode acontecer de errado.

- Ficar de madrugada na rua não é bom.

- Ir viajar para uma cidade grande desta é perigoso.

- Vai sozinho? E se acontecer alguma coisa no caminho?

Essas eram algumas das falas automaticamente ditas por eles no minuto seguinte ao falar que iria para algum lugar. Mesmo sabendo disso e que o primeiro desafio a enfrentar seria em casa, resolvi mudar e dar o grito que me libertaria para o mundo. Minha independencia começou escondido de meus pais.

Depois de 17 anos juntos, Sandy e Junior resolveram se separar, e com isso a dupla que eu tanto gostava chegaria ao fim. Eu como fã dos irmãos, sempre tive o sonho de assitir a um show da dupla em uma casa de espetáculos na capital paulista. Vi que a oportunidade de realizar este desejo estava próximo do fim, já que no próximo ano eles não cantariam mais juntos. Fiquei louco.

O que fazer agora?

Como ir para São Paulo sozinho?

Com que dinheiro?

E a maior dúvidas de todas: aonde fica o Via Funchal e como chego lá?

Minha cabeça pirou. Eram tantas perguntas para poucas respostas. Mas a coragem e a vontade de ir eram maiores do que tudo isso. Sendo assim, uma das coisas já estava resolvido: EU VOU!

Diversas 0145Este “eu vou” foi o início do meu grito de independência. Depois vieram as próximas etapas. A primeira coisa que fiz foi comprar o ingresso para o show. Ainda sem saber como iria, comprei o tão sonhado “passaporte” para a minha liberdade. Até este momento ninguém sabia de nada ainda, mas eu estava com uma sensação de alívio, de liberdade.

No dia seguinte comentei com uma amiga:

- Mari, fiz uma loucura. Comprei o ingresso do show.

Ela fez uma cara de espanto e aquelas perguntas que eu já havia feito a mim mesmo, agora estavam de volta, mas por outra boca. Como ir para São Paulo sozinho? Com que dinheiro? Aonde fica o Via Funchal e como chegar lá? Só respondi que não tinha nenhuma destas respostas.

Depois de colocar a cabeça em ordem, comecei a me preocupar com os outros obstáculos. Verifiquei com uma tia que mora em São Paulo se poderia ficar na casa dela e com a maior cara de pau pedi pra ela verificar se a casa de show ficava muito longe da casa dela e qual, ou quais, meio de transporte teria que utilizar pra ir até lá. De resposta veio aquela que esperava: – Pode ficar aqui em casa e eu te levo de carro até lá.

Com mais uma etapa vencida, foi hora de comprar as passagens, meu cartão de crédito mais uma vez entrou em ação e pouco menos de um mês antes do show tudo já estava certo. Ingresso comprado, lugar para ficar, ida e volta para o show e passagens ok. Tudo certo. Só faltava falar em casa.

Aproveitei um momento de descontração e falei da viagem. Como em um filme, todos pararam de falar, mas o silêncio foi quebrado com aquelas mesmas perguntas que eu mesmo já havia feito a mim. Que depois foram feitas pela minha amiga. E agora pelos meus pais. Porém desta vez tinha todas as respostas, tudo pronto, e meu passo para a liberdade estava quase completo. Só faltava assistir ao show.

Enfim o dia 29 de setembro de 2007 chegou. Naquele dia iria realizar meu sonho de assistir Sandy e Junior ao vivo, em uma grande casa de espetáculo. Foi ali, no Via Funchal, que meu sonho estava sendo realizado, ao mesmo tempo que meu coração estava triste pelo fim da dupla, porém muito feliz pela oportunidade e por estar dando o meu grito de Independência ou Morte!.

Quase três anos depois, vejo que fiz a melhor escolha e ainda sinto a liberdade conquistada naquela noite de sábado.

E você, quando dará seu grito de independência?

Abraço!

Autor: Marco Nascimento - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , , , , , ,
06/09/2010 - 23:00

Nós temos Rogério Ceni!

Nascido em Pato Branco, interior do Paraná, em 22 de janeiro de 1973, Rogério Ceni sempre teve o esporte presente em sua vida, principalmente quando ainda com oito anos, passou a fazer parte da escolinha do Grêmio Estudantil Patobranquense.Rogério Ceni1

No ano de 1985, depois de morar um tempo em Curitiba, capital do Paraná, Rogério e a família se mudaram para Sinop, cidade do interior do Mato Grasso, onde Rogério descobriu uma nova paixão, o voleibol.

Conquistando diversos títulos regionais, Rogério por três anos integrou a equipe de vôlei da cidade e em 1989 foi convocado para integrar a seleção mato-grossense de vôlei, disputando os Jogos Estudantis Brasileiros, em Brasília.

Mesmo envolvido com o vôlei, Rogério não abandonou o futebol e nem a busca pela independência financeira. Com o cargo de auxiliar de serviços gerais, Rogério trabalhou no Banco do Brasil, onde jogava no time do banco como volante. Rogério usava a camisa 5.

A carreira de Rogério como goleiro começou quando o chefe dele faltou a um dos jogos do time, e como ele era o mais novo na equipe, foi colocado para defender. Em 1989 Rogério fez testes para o Sinop Futebol Clube, porém não foi chamado. No ano seguinte, com dezessete anos, surgiu o convite para ser um dos goleiros da equipe.

Rogério era apenas o terceiro goleiro da equipe, com isso, conseguiu conciliar o trabalho no banco, os estudos e os treinos na equipe. Durante o campeonato disputado pelo Sinop, Rogério teve a oportunidade de virar titular após o primeiro e o segundo goleiro sofrerem uma lesão.

Logo em seu primeiro jogo como titular, Rogério defendeu um pênalti e saiu de campo aclamado pelos torcedores. Com isso, mesmo com a recuperação dos outros goleiros, Rogério continuou como titular da equipe, que se consagrou campeã do campeonato estadual do Mato Grosso.

Rogério Ceni - Goleiro

Três meses após conquistar o título de campeão estadual mato-grossense, Rogério desembarcou em São Paulo, onde tinha a missão de fazer testes no São Paulo Futebol Clube. Começando ai sua trajetória por um dos maiores clubes paulista, onde atua até os dias de hoje.

Rogério Ceni foi aprovado e convidado a ficar no clube pelo Sr. Gilberto Morais, que na época era o preparador de goleiros do Tricolor. Gilberto diz que “já no primeiro dia deu pra perceber que ele tinha uma capacidade acima da dos outros goleiros de sua idade, além de ser muito dedicado”.

Nestes 20 anos atuando pelo clube, Rogério Ceni já atuou em 923 partidas, onde venceu 488, empatou 213 e perdeu 222, tendo 60,52% de aproveitamento.

Rogério ficou famoso por torna-se um especialista em cobranças de falta próximo a área e também como cobrador de pênaltis. Esta sua habilidade fez com que recebesse diversos prêmios, dentre eles a “Bola de Prata” – prêmio concedido pela revista Placar ao melhor jogador da posição durante o Campeonato Brasileiro –, que venceu por seis vezes.

No ano de 2006 o atleta foi eleito pela CBF o melhor goleiro e melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Tendo o feito de ser eleito mais uma vez como melhor goleiro no campeonato do ano seguinte, porém em 2007, Rogério também recebeu o título de Craque do Brasileirão e Craque da Torcida. Em 2008 levou a “Bola de Ouro” como melhor jogador do Brasileirão, eleito pela revista Placar.

Rogério Ceni

O atual capitão do SPFC já entrou três vezes na lista dos dez melhores goleiros do mundo, que atualmente é elaborada pela IFFHS – Federação Internacional de História e Estatística do Futebol –, com sede na Alemanha. Rogério ocupou a nona colocação em 2005, a sexta em 2006 e a quinta em 2007.

Rogério também é o primeiro e único jogador atuando na América do Sul a concorrer a “Bola de Ouro” da revista France Football. A indicação foi em 2007, porém o goleiro ficou somente com o vigésimo sétimo lugar.

No dia 20 de agosto de 2006 Rogério tornou-se o maior goleiro artilheiro do mundo, ao marcar o seu gol de número 63 em um jogo contra o Cruzeiro. A marca anterior, 62, pertencia ao goleiro paraguaio Chilavert. Neste mesmo jogo, Rogério marcou outro gol, desta vez de pênalti, chegando a marca de 64 gols. Atualmente Rogério soma 90 gols.

Amanhã, terça-feira, 07, Rogério celebra mais uma grande marca de sua vida, completa 20 anos como atleta do São Paulo Futebol Clube. Com certeza um grande ídolo para toda torcida e um grande exemplo do futebol.

Só Nós Temos Rogério

O Ih, Falei! presta uma pequena mas singela homenagem a um dos maiores nomes do nosso esporte.

Parabéns Rogério!

Abraço!

Fontes: Sites – Rogério Ceni Oficial / SPFC Oficial / Wikipédia
Autor: Marco Nascimento - Categoria(s): Diversos, Esportes Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
04/08/2010 - 08:00

Confesso: eu sinto sua falta!

Era para ser mais um dia normal de muito trabalho, mas não foi.

Como de costume acordei às 07 horas da manhã e fui lavar o rosto e escovar os dentes. Logo em seguida, lendo o jornal, pude fazer o que mais gosto nos primeiros minutos do dia, tomar meu copo de leite com Nescau.

Assim que deu o horário, 07:32, fui para o ponto de ônibus.

Cheguei ao escritório em que trabalho por volta das 08:00 e ao chegar disse um bom dia aos presentes na sala. Poucos minutos após as 08 da manhã tivemos a surpresa, a partir daquele dia teríamos uma nova “colega de trabalho”. Foi ai que você chegou.

Confesso que não gostei de ti logo de cara, assim como você também não gostou de mim, mas como o tempo é o senhor da razão, com o passar dos minutos, das horas ou dos dias, este sentimento se foi e ele, o tempo, mostrou a nós quem éramos de verdade. E assim nasceu uma grande amizade.

Neste momento relembro de tudo que passamos. Não preciso ficar aqui descrevendo tudo que vivemos, tudo que sorrimos ou tudo que choramos, pois cada momento foi único, foi bom, foi ótimo, foi nosso. Só meu e seu.

Por causa destes momentos, que mais uma vez repito, é nosso, ouvimos pessoas e mais pessoas duvidarem do nosso sentimento, ou ainda acrescentar algo que não existia. Sabíamos, os dois, qual era o grau de nossa amizade, e por isso, sem deixar se levar pelo que as pessoas falavam, vivíamos a cada dia, da nossa maneira, do nosso jeito.

Hoje escrevo porque sinto sua falta – não precisa fazer esta cara. Isso mesmo: SINTO SUA FALTA. Não sei por quais motivos, ou até sabemos, os dois, que estamos um pouco, ou muito, distantes um do outro. A única coisa que sei neste momento, que você foi, é, e sempre será uma pessoa muito especial e que eu amo muito.

Abraços!

Autor: Marco Nascimento - Categoria(s): Diversos Tags: ,
03/08/2010 - 08:00

Eu posso te fazer sorrir…

projeto sorrirJovens, em sua maioria estudantes, e todos com um mesmo objetivo: fazer o próximo sorrir. Podemos definir desta maneira o grupo de voluntários do “Projeto Sorrir”, que com piadas, brincadeiras, maquiagens, roupas extravagantes e muita música, levam muita alegria e sorrisos aos pacientes internados em hospitais, ou àqueles que são atendidos por entidades carentes.

Criado em Bauru, interior de São Paulo, o projeto contava apenas com 03 integrantes no início, porém 02 anos após sua criação – em agosto de 2008 –, o Projeto Sorrir conta atualmente com uma média de 50 voluntários, tendo mais vários nomes em uma fila de espera. Em 2009 os voluntários eram em torno de 20.

Com visitas a hospitais, asilos, orfanatos, casas de apoio, abrigos e outros espaços carentes, a alegria é sempre certa com o grupo, que comparece a estes locais fantasiados com as mais diversas e divertidas vestimentas. Com fantasias dos personagens da Disney ou uma simples maquiagem no rosto, não importa, o importante mesmo é fazer o outro sorrir.

Para comemorar o aniversário de dois anos do projeto, os voluntários reuniram familiares e amigos em um delicioso jantar – do qual eu participei –, no último sábado, dia 31. Em um clima agradável, a noite foi cheia de surpresas, alegrias e claro, muito sorriso.

Durante todo o momento da confraternização pude ver o empenho de todos que trabalham nesta nobre e bonita causa. A preocupação com todos os presentes era visível, e a expectativa para que todos fossem bem servidos e tivessem uma noite agradável foi compensada com uma grande salva de palmas após a surpresa realizada pelo grupo.

O momento “mágico” começou com uma pequena encenação teatral, onde dois jovens interpretaram um lindo e emocionante texto. Depois uma apresentação musical tomou conta do espaço, seguido pela união do grupo, todos fantasiados, distribuído alegria para os presentes naquela noite, fazendo uma outra bela apresentação musical.

Um vídeo apresentando os voluntários foi exibido, assim como diversas imagens das visitas feitas pelo grupo. Para finalizar, depoimentos de crianças e idosos foram apresentados, mostrando a todos a importância de projetos como este.

Depois ainda pudemos se deliciar com um bom jantar.

A noite de sábado foi especial, foi mágica, foi de risos. Parabéns a todos do “Projeto Sorrir” e que Deus possa continuar iluminado vocês, para que continuem este trabalho maravilhoso.

Abraço!

Autor: Marco Nascimento - Categoria(s): Diversos Tags: , , , ,
02/08/2010 - 08:00

O Egoísta e o Individualista!

por Eduardo Loureiro Jr.

 

É fácil reconhecer o egoísta. Ele é aquele que, indignado, corado, colérico, chama outra pessoa de — adivinhem — egoísta. A pessoa que é chamada de egoísta não tem nada de egoísta, normalmente é individualista.

Se você não entendeu, provavelmente você é um egoísta. Se deu um risadinha irônica, provavelmente é um individualista. Se apenas compreendeu, impassível, você é um santo. Não trataremos de santidade nesta crônica. O único propósito das palavras que seguem é esclarecer o egoísta que ignora sua própria condição…

O egoísta é aquele em torno do qual o mundo gira ou deveria girar — na visão do próprio, é claro. Ou, nas palavras do Houaiss, alguém que “subordina o interesse dos outros a seus próprios interesses”. O egoísta é sutil, pois parece interessado nos outros. Porém é um interesse interessado mesmo, de quem quer que os outros se submetam a si. O egoísta é um grande controlador que tenta mover os outros como se esses fossem um conjunto de peças de um jogo. Como jogador, o egoísta acredita que sabe, melhor que ninguém, o rumo que deve dar às peças. O egoísta se acha generoso. E é mesmo benevolente, sempre disposto a transmitir sua energia às pobres peças letárgicas, que ficariam paradas a vida inteira se não fosse a generosidade do egoísta. Mas basta que uma das peças resolva se movimentar por conta própria, e em sentido diferente daquele que o egoísta pretendia, para que o egoísta tente forçá-lo a se corrigir.

Aqui entra o individualista. Aquele que, ainda segundo o Houaiss, “afirma sua individualidade pela independência de ações e pensamento”. O individualista é aquele para quem cada um é um mundo girando à parte, conectado aos demais mundos por um equilíbrio delicado de repulsão, atração e gravidade. O individualista é adepto do “cada um na sua”, é um macaco perfeitamente adaptado ao seu galho. O individualista é Fernando Pessoa, sob o heterônimo de Álvaro de Campos: “Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade./ Assim, como sou, tenham paciência! / Vão para o diabo sem mim, / Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! / Para que havemos de ir juntos? // Não me peguem no braço! / Não gosto que me peguem no braço.  Quero ser sozinho. / Já disse que sou sozinho! / Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!  ” O individualista é aquele que aprendeu a conviver consigo mesmo, que pensa que não precisa de ninguém e, por consequência, deduz que ninguém precisa dele.

Então se encontram o egoísta e o individualista. O individualista, que pensa bastar-se a si mesmo, não entra no jogo de mover peças do egoísta. O egoísta, ao encontrar alguém que não consegue submeter sutil ou abertamente, vocifera a sentença: “Seu egoísta, você só pensa em si mesmo”. Não, não é verdade que o individualista só pense em si mesmo. O individualista pensa em muita gente, todo mundo separado, com encontros eventuais. A fala do egoísta é que está pela metade. O egoísta, se tivesse noção de seu próprio egoísmo, diria assim: “Você só pensa em si mesmo quando deveria pensar em mim.” Mas isso pareceria ridículo até para quem não tem consciência de si. O individualista, se tem alguma disposição para a briga, assume aquilo que não é e responde seco: “Só um egoísta poderia reconhecer outro.” Mas o individualista-padrão normalmente deixa passar, dando apenas dois passinhos para trás para se livrar da saliva fumegante do egoísta.

Do que foi dito acima, não se pense que é impossível o convívio entre o egoísta e o individualista. Podem conviver bem, muito bem até, desde que respeitando-se o seguinte. O egoísta reconhece o direito do individualista pensar e agir por si mesmo, desde que não fique espalhando essa doutrina por aí, o que levaria a uma diminuição do número de pessoas dispostas a se submeter ao egoísta. O individualista faz vistas grossas e deixa o egoísta continuar brincando o seu joguinho com as pessoas dispostas a isso.

E assim estão os dois combinados.

Abraço!

Autor: Marco Nascimento - Categoria(s): Diversos Tags: ,
28/07/2010 - 08:00

Jogando a educação pela janela!

As pessoas realmente são engraçadas. Esta semana vivi duas situações que me fizeram pensar: Porque podemos sujar a rua, mas nossa casa não!?.

ambienteDias atrás estava voltando do shopping com uma amiga e após abrirmos um frasco que vinha com um plástico como lacre, ela logo se voltou para a janela do carro, para que assim pudesse jogar o plástico, que naquele momento passaria de lacre, tornando-se lixo, ou seja, iria jogar o lixo na rua, sem se preocupar com o meio ambiente e que aquilo contribuiria ainda mais para nossa cidade ficar suja. Antes que ela terminasse o ato, a reprimi.

Dias depois, aqui na rua de casa, uma pessoa na qual eu não conheço, podou alguns galhos da árvore da casa dela, e sem titubear, atravessou a rua e jogou os galhos em um terreno baldio, porém murado. Desta vez não a consegui deter e o lixo não foi jogado em seu devido lugar.

Cenas como estas são comuns. Podemos ver diariamente. Em qualquer ponto da cidade. Infelizmente.

No primeiro caso perguntei a minha amiga o porquê ela faria aquilo, se não era melhor ela esperar para jogar a sujeira em uma lata de lixo, assim que chegasse a casa dela – o que não iria demorar. Ela simplesmente respondeu: “A rua já está suja mesmo”.

Cooooomo assim?

Somos mais de 190 milhões de brasileiros, imagina se todos jogassem um papel de bala no chão. Seriam mais de 190 milhões de papeis fora do lixo. Será que nós iríamos gostar?

Posso estar errado – e se isso se confirmar, por favor, me provem –, mas se a sujeira está ali no chão, foi alguém que jogou. Ou será que o papel de bala, a bituca de cigarro, ou qualquer outro tipo de sujeira está ali só pra tirar uma onda com nossa cara.

Fico louco, pra não dizer PUTO, quando alguém joga sujeira no chão, até porque acho que o simples fato de jogar algo no chão, ou seja, fora de seu devido lugar, no caso, o lixo, nada mais é que uma falta de respeito e educação contra si mesmo. Afinal, a cidade é nossa.

Por comodidade preferimos jogar a sujeira no primeiro lugar que vemos, mesmo que seja no meio da rua, ou na calçada, do que cumprir com nossa obrigação e jogar o lixo no lixo.

Acho que já passou da hora de tomarmos uma atitude diferente, afinal, já cansamos de ver enchentes devido a bueiros entupidos, além de a cada dia o nosso ambiente estar afetado por nossas atitudes incorretas.

Pense nisso!

Abraço!

Autor: Marco Nascimento - Categoria(s): Diversos Tags:
27/07/2010 - 08:00

Gentalha, gentalha!!!

Seu MadrugaMal-humorado, trapaceiro e mal pagador, estas podem ser uma das definições dadas para identificar Seu Madruga, um dos mais famosos personagens da série mexicana “Chaves”.

Criado pelo mexicano Roberto Gómez Bolaños e vivido por Ramón Valdés, o personagem conquistou uma legião de fãs e acaba de ganhar um livro todinho seu. Escrito pelo jornalista Pablo Kaschner, “Seu Madruga – Vila e Obra” reúne curiosidades, frases antológicas e diálogos memoráveis de um dos moradores mais famosos da vila de Chaves.

“Seu Madruga é a antítese do que a sociedade de consumo espera de um homem adulto: desempregado crônico, eterno devedor, um malandro que declara o ócio como princípio e a procrastinação como fim”, diz o autor do livro.

Lançado a mais de 30 anos no México, o seriado Chaves ainda conquista grande audiência no Brasil, sendo idolatrado por pessoas de todas as idades e classes sociais.

Pablo diz que Seu Madruga é um “modelo de como não se deve ser”, e se surpreende com o sucesso do personagem. Para o jornalista, a popularidade do personagem é “uma resposta do público ao império do politicamente correto que domina a sociedade e que se vê refletido nos programas de humor”. O autor ainda completa afirmando que “hoje seria impossível ter um personagem que fuma em cena em uma série assistida por milhões de crianças”.

Segundo o autor, a ideia de escrever sobre a vida de Seu Madruga nasceu depois da conclusão de seu primeiro livro, “Chaves de um sucesso” – trabalho em que Pablo explica como a série tinha se transformado em um fenômeno comunicacional no Brasil –, mas para ele, “Seu Madruga” merecia mais que “um capítulo à parte”, e daí surgiu todo um novo livro.

Com 14 capítulos, mesmo número de meses de aluguel devido pelo personagem a Seu Barriga, o livro percorre a trajetória de Ramón Valdés, ator que dá vida ao pai de Chiquinha, trazendo fotos inéditas, entrevistas com Carlos Seidl, o dublador do personagem na versão brasileira e com Edgar Vivar, ator que interpreta Seu Barriga, além de um desafio aos conhecimentos dos verdadeiros “madrugamaníacos”.

Ramón Valdés faleceu em 09 de agosto de 1988, na Cidade do México, devido a um câncer no pulmão, ocasionado pelo fumo excessivo, que posteriormente espalhou-se para o estômago.

Com certeza um grande humorista e um maravilhoso personagem que merece a homenagem recebida.

Abraço!

Autor: Marco Nascimento - Categoria(s): Diversos, Livros, Televisão Tags: , , , , , , , , , , , ,
26/07/2010 - 08:00

Falta de gentileza não, falta de noção!

por Clara Braga

Outro dia fui a uma festa com uma amiga da faculdade e outros amigos dela. Como eu não conhecia os amigos, fiquei mais na minha, não falei muito de início. Mas eles eram muito legais, tão gentis que eu fiquei até impressionada, me trataram muito bem e me fizeram ficar bem à vontade, em pouco tempo eu já conversava como se eles fossem meus amigos de infância. Quando estávamos indo embora, depois deles terem agradecido a minha companhia (ninguém nunca agradeceu minha companhia antes), eu comentei com minha amiga que eles eram diferente de todas as últimas pessoas que eu havia conhecido, eram muito legais, e foi aí que minha amiga me disse algo que me fez ficar pensando por um bom tempo. Ela disse que todos os amigos dela eram assim, e que ela achava que na verdade eu é que conhecia as pessoas erradas e acabei me acostumando com a falta de gentileza! Nossa, essa foi forte, acostumar com a falta de gentileza, como seria possível?

Fiquei com isso na cabeça, mas não demorou muito pra eu perceber que ela tinha razão, e ao mesmo tempo entender o porquê de eu ser acostumada com pessoas um pouco grossas.

Esse final de semana foi aniversário da minha madrinha, e os meus tios do Rio de Janeiro decidiram vir a Brasília para comemorar o aniversário dela aqui. Fazia uns bons anos que eu não os via, sempre nos desencontrávamos, quando vieram pra cá eu não estava e assim por diante. Como é de se esperar, as pessoas mudam, e se você fica muito tempo sem as ver é normal que se assuste com a mudança ou pelo menos que esteja preparado para encontrar a pessoa um pouco diferente.

Cheguei no aniversário e lá estavam eles, cumprimentei e depois fui dar os parabéns para minha madrinha. Quando voltei para a mesa e me sentei, meu tio fez o seguinte comentário para a minha tia: “Pouco não, muito!” Para mim era um comentário totalmente sem contexto, e infelizmente minha curiosidade não me permitiu ficar calada, acabei perguntando pra minha tia o que aquele comentário queria dizer. Foi ai que eu percebi que a falta de gentileza está na minha própria família e que não entender as coisas às vezes é melhor para nossa própria auto-estima! Meu tio tinha comentado que eu estava muito mudada, então minha tia disse que era normal, eu tinha crescido, pintado o cabelo e engordado um pouco.

Então ele disse: “Pouco não, muito!”

Qualquer pessoa sabe que é extremamente deselegante dizer a uma mulher que ela está um pouco gorda, agora dizer para a sua própria sobrinha que ela está muito gorda é o cúmulo da falta de noção! Infelizmente, minha mãe me deu educação, educação essa que não me permitiu mandá-lo bem para aquele lugar nesse momento, mas vontade não me faltou!

Agora se esse tipo de comentário vem da sua própria família, como esperar que o resto do mundo seja gentil? Fica difícil…

Pra terminar eu só queria dizer que esse meu tio envelheceu pra caramba, tá a cara do meu falecido bisavô! E se isso soar como uma certa forma de vingança, não estranhem, é mesmo!

Abraço!

Autor: Marco Nascimento - Categoria(s): Diversos Tags: ,
20/07/2010 - 08:00

Amigos…

Todo ano, mas todo ano mesmo, no dia 20 de julho é comemorado o Dia do Amigo. Data criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro, que se inspirou na chegada do homem à lua – em 20 de julho de 1969 –, considerando o feito uma conquista não somente como uma vitória científica, mas também como uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo.

A data foi celebrada primeiramente em Buenos Aires, na Argentina, sendo adotada aos poucos em outros paises. No Brasil, o Dia do Amigo é oficialmente em 18 de abril, mas atualmente o país vem adotando o Dia Internacional do Amigo e comemorando a data em 20 de julho, mesmo dia em que se comemora o Dia da Amizade em nosso país.

Mas amigos não devem ficar juntos em uma única data. Amizade é aquela que não sabe onde o fusca vai parar, que puxa o braço do amigo para ir ao Mc Donald’s mesmo quando ele não quer, ou ainda quando vai tomar um simples sorvete no fim de tarde.

Amigo é aquele que está ao seu lado sempre, mesmo distante. Que viaja horas somente para passar algumas horas ao teu lado, só para pegar uma balada contigo e dar muitas e ótimas risadas. Ou que está do teu lado todos os dias, mas sempre arruma uma desculpa para tomar uma cervejinha e falar da vida.

Amigo é aquela pessoa que você sente saudade e manda um SMS. Ou que te liga do nada, tarde da noite, apenas para te falar um oi. É aquele que te manda email contando como foi o final de semana, dos novos amores ou ainda sobre a briga com o namorado, paquera ou ficante. Que te chama para conversar, para que possam um contar ao outro as novidades, mas no fim, só um fala.

A amizade é uma explosão de sentimentos. Tem dia que está tudo a mil maravilhas, mas basta um passo em falso, ou uma vírgula fora do lugar, que tudo vira de ponta cabeça. É cobrança por não ligar, por não visitar, por não deixar scrap, enfim, cobranças, cobranças e mais cobranças. Depois a raiva passa e a paz volta a reinar.

Tem aqueles amigos que você só “conhece” pelo Orkut, pelo MSN ou pelo Twitter, mas que você fica feliz quando recebe alguma mensagem deles.

Enfim, amigos, ninguém vive sem eles.

Feliz Dia do Amigo!!!

 

Ah, tem os amigos que não se veem todos os dias, ou toda semana, mas que quando se encontram, é como se nunca tivessem separados.

Obs.: Alguns de meus amigos foram “homenageados” no texto acima, basta cada um identificar-se com a situação. Obrigado pela amizade!

Abraço!

Autor: Marco Nascimento - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , , , , , , , ,
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